quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

10 Plantas que Definem o Paisagismo de 2026 | Nativas, Tendências e Jard...


O paisagismo de 2026 vai além da estética. Ele valoriza plantas nativas, baixa manutenção, volumes naturais e escolhas que fazem sentido para o clima, o espaço e o estilo de vida. Neste vídeo, eu apresento 10 plantas que definem o paisagismo de 2026, explicando por que cada uma delas está em destaque em projetos contemporâneos — tanto em jardins quanto em vasos. Mais do que seguir tendências, o paisagismo atual propõe escolhas conscientes, jardins mais vivos, sensoriais e possíveis. São plantas que respeitam o tempo da natureza, o lugar onde são cultivadas e quem cuida delas. 10 Plantas que Definem o Paisagismo de 2026 🌱 Nativas em destaque 1️⃣ Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) 2️⃣ Grama-amendoim (Arachis repens) 3️⃣ Clúsia (Clusia fluminensis) 4️⃣ Caliandra (Calliandra spp.) 5️⃣ Dipladênia (Mandevilla spp.) 6️⃣ Guaimbê (Thaumatophyllum bipinnatifidum) ✅ 🌿 Estruturais e complementares 7️⃣ Agave (Agave spp.) 8️⃣ Liriopes (Liriope muscari) 9️⃣ Cactos colunares 🔟 Capins ornamentais (Pennisetum spp.) Se você ama jardinagem e paisagismo, se inscreva no canal Vida no Jardim 🌱

Como evitar capina ao plantar

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Stop Buying Worms! This Cardboard Method Doubled My Worm Population for ...


Discover how I doubled my worm population without spending a dime using simple cardboard! Learn the exact step-by-step method that transformed my vermicompost bin and stopped me from buying worms every few months. This free technique works for beginners and experienced composters alike.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Comedouro fácil que deixa seu quintal um paraíso de pássaros! #pássaros ...


Transforme totalmente o seu quintal e atraia uma grande variedade de pássaros livres com este comedouro simples, barato e extremamente eficiente feito com um galão de 20 litros. Neste vídeo eu te mostro passo a passo como fazer um comedouro automático que repõe a comida sozinho, usando um tubo PVC, furos estratégicos e materiais simples que você tem em casa. Este tipo de comedouro é um dos métodos mais usados e mais buscados por quem deseja atrair pássaros rapidamente, criando um ambiente natural, bonito e cheio de vida. Além de trazer mais beleza para o seu quintal, ele também ajuda os pássaros a encontrarem alimento de forma segura e torna sua área externa um verdadeiro paraíso. Aqui você vai aprender: ✔️ Como fazer um comedouro para pássaros com galão de 20 litros ✔️ Como atrair pássaros para o quintal todos os dias ✔️ Como montar um sistema automático de alimentação ✔️ Como transformar reciclagem em um projeto útil e decorativo ✔️ Como criar um ponto de visita permanente para os passarinhos Se você gosta de natureza, pássaros, ideias caseiras, artesanato, reciclagem e faça você mesmo, este vídeo foi feito especialmente para você. 🌿 Assista até o final e descubra por que seu quintal vai virar um paraíso!

domingo, 18 de janeiro de 2026

10º lugar do Ranking Vale Agrícola 2025: Bolo de Cenoura com casquinha c...


🏆 Ranking Vale Agrícola 2025 | 10º lugar Começamos a lista com um clássico que nunca decepciona! 🥕🍫 O bolo de cenoura com casquinha sequinha de chocolate garantiu a 10ª posição entre as receitas mais vistas de 2025. Presença certa no café da tarde e no coração de quem ama receita simples, gostosa e cheia de carinho. ☕💚 E o ranking só está começando… 👀✨ BOLO DE CENOURA 520g de cenoura (3 cenouras grandes) 6 ovos 2x de açúcar (pode ser 1,5) 3,5x de farinha de trigo 1csp fermento químico 1,5x óleo de soja sal a gosto COBERTURA 1,5X achocolatado em pó (nescau) 1,5x de açúcar 0,5x de leite 3csp margarina

sábado, 17 de janeiro de 2026

minhocas gigantes africanas ,mudando de estratégia na criação

Técnica da Embrapa: De Resíduo Vegetal a OURO Verde no Campo!


A Embrapa revolucionou a forma como encaramos o 'lixo' no agronegócio! Prepare-se para desvendar um método que transforma resíduos vegetais em adubo de alta qualidade, sem inoculantes e com impacto direto na sua lavoura. Não é mágica, é ciência!
Quer dominar essa técnica? Inscreva-se no curso gratuito de compostagem da Embrapa e transforme seus resíduos em fertilidade para a sua produção! https://www.embrapa.br/e-campo/curso-...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dicas para um jardim na praia

 





Ao compor um jardim ou varanda na praia, é preciso levar em conta que as plantas têm que ser nativas de clima tropical. Assim elas suportaram altas temperaturas e, com as chuvas de verão, se desenvolvem com mais vigorosidade. Vento, maresia e solos arenosos devem ser analisados antes das escolhas das espécies.

Outros detalhes que também devem ser analisados ao planejar o paisagismo da casa na praia é implantar espécies que florescem ou dão frutos no verão e que são de baixa manutenção. Afinal, de nada adianta plantar uma flor belíssima e adaptada ao litoral se ela floresce apenas no inverno, ou que exige constante manutenção e não há ninguém no local por meses para realizá-la.

As plantas tropicais como a palmeira, palmeira imperial e coqueiros se adequam muito bem ao clima praiano, pois aguentam ventos fortes e a ação da maresia. Outros exemplos de plantas tropicais são: Coqueiros, Heliconias, Alpineas, Ixoreas, Palmeiras, Bastão do Imperador, Ravenalas, Hibiscos, Cicas, Phoenix e Pandanus. Já em lugares totalmente abrigados da luz solar pode-se usar o lírio da paz, Marantas, Chamaedoreas, Singonio e licuala.

Na composição, é sempre bom utilizar cores tropicais, como da pleomele ou bromélias amarelas e rubras, pois a paisagem deve ser harmônica e não contrastar com a beleza natural da praia. Além disso, cores tropicais são intensas e conferem um ótimo astral onde são dispostas.

Se há espécies apropriadas ao clima praiano, também existem as que não se dão bem neste ambiente e devem ser evitadas, como azaléia, hortênsia, roseira e pinheiros. Plantas de clima temperado também não se adaptam.

33 PLANTAS de SOL e PRAIA

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Compreendendo nosso solo: o ciclo do nitrogênio, fixadores e fertilizantes


domingo, 11 de janeiro de 2026

Composto para alimentar as minhocas gigantes africanas


Por ser animais onívoros ( ter uma alimentação variável), e também é saprófago - alinenta-se de materiais orgânicos em diferentes estágios de decomposição- como restos de vegetais( resíduos domiciliares, podas e varreduras), mas como estou lidando com as minhocas gigantes africanas ( mais sensíveis ao trato). nesse caso procuro fazer o pré composto na estrutura de um freezer sem funcionamento.

Nele procuro colocar fontes de material orgânico, sendo uma previamente rica em nitrogênio( estercos ) e outra rica em carbono ( folhas / bagaço da cana), além de enriquecer o composto com casca de ovo trituradas, fubá, açúcar mascavo ( excelente dinamizador de microorganismos), água com pasta de amendoim ( leguminosa), e o húmus dos tenebrios ( rico em nitrogênio), sempre procurando equilibrio nesses ingredientes.

As minhocas gigantes africanas tenho aprendido com elas que Somente o esterco curtido não tem sido suficiente para a engorda e por essa razão tenho feito esse processo de composto para observar como funciona , tenho observado a grande dificuldade que outros criadores tem passado em relação à criação da mesma.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Doce de melancia: uma forma de aproveitamento integral dos frutos

 

FONTE BLOG 


A melancia é uma das frutas mais apreciadas no verão e costuma ser consumida in natura, com a polpa servida em cubos ou através de sucos. Porém as cascas geralmente são descartadas, tanto nos preparos em casa como nos restaurantes. Convidamos a Nutricionista Irany Arteche para nos ensinar o passo-a-passo de um doce feito com a entrecasca da melancia (a parte branca dos frutos).

Esta receita é uma forma de aumentar o aproveitamento dos frutos, evitando o desperdício desta parte do alimento, além de ser uma forma de resgatar as receitas tradicionais de doces de culturas alemãs e italianas.

Irany comenta que as partes brancas dos frutos de melancia têm um valor nutricional bastante interessante, sem tanta frutose quanto a polpa. 

Vamos à Receita!

Ingredientes:

1 kg de Entrecasca da Melancia (quantidade aproximada de meia melancia pequena)
15 g Cal culinário (2 colheres de sobremesa)
1 litro e meio de água
350 g de açúcar (2 xícaras rasas)
Especiarias à gosto (usei duas estrelas de anis, 6 grãos de zimbro, 3 fatias de gengibre)

Modo de fazer:

Descascar a melancia ainda fechada, usando descascador de legumes (isto facilita a retirada da casca verde);
Retirar a polpa vermelha;
Cortar a entrecasca no formato desejado (fatias, cubos, ralado grosso, cortes aleatório, etc);
Colocar em um pote e acrescentar a cal já diluída em água (esta solução deve cobrir totalmente a melancia);
Deixar o preparo descansando por, no mínimo, 8 horas (aconselhável fazer de véspera);
Após descanso, lavar os pedaços e retirar totalmente a cal;
Fazer a calda com açúcar, água e especiarias;
Colocar a melancia na calda e deixar fervendo por no mínimo 20 minutos.

Melancia sem a parte externa da casca

Doce de melancia, com cal

Doce de melancia, sem cal

 

Sugestões e dicas:

Este é um doce/sobremesa versátil e oportuno, já que evita o desperdício dessa porção nutritiva da melancia que é a entrecasca. A quantia de açúcar pode ser aumentada até duas partes de entrecasca para uma parte de açúcar, ficando mais próxima em dulçor dos doces em calda convencionais; parte deste açúcar pode ser caramelizado no início, trazendo outros aromas à calda.

Aromatizar a calda com cumaru fica excelente. Experimente diferentes variações de especiarias e crie a própria receita.

 

Escolha as suas sementes para plantar melancia!

 

Qual a finalidade da cal?
É como nos doces de abóbora, batata doce, pêra, chuchu e outros, quando usamos a cal, os pedaços ficam com uma crocância maior nas bordas, como se tivessem uma “casca” mantendo a polpa super macia e suculenta. Os doces feitos sem a cal, ficam um pouco mais moles e com aspecto mais gelatinoso. Você pode testar estas variações e criar a própria receita!

Cal virgem usada para doces – pode ser comprada em lojas de especiarias ou agropecuárias

 

Este doce pode ser feito sem a cal, no entanto o resultado é diferente, sem o crocante característico que a cal propicia.

Sirva com uma fatia de queijo ou uma bola de sorvete; aproveite a safra e guarde em vidros após o banho-maria.

 

 

Use a criatividade que este ingrediente permite e vamos comer melhor!

Cultive um jardim na praia! Dicas com a areia, a maresia e o vento.

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Para não errar na composição do jardim 
use plantas nativas da região

Simone Sayegh
Fonte Site: Do UOL, em São Paulo

Quem tem casa na praia sabe que muitas plantas perfeitamente adaptadas às condições urbanas “distantes do mar”, não aguentam o solo arenoso, a maresia ou o vento marítimo. Além disso, as espécies ideais para um jardim no litoral do nordeste podem não ser as mesmas indicadas para o cultivo no extremo sul do país.
Assim, a regra é optar por plantas nativas da respectiva região para a composição de um jardim litorâneo.


 Desta forma, coníferas, azaleias, rododendros, hortênsias, íris, glicínias e todas as variedades típicas de climas frios devem ser evitadas, pois terão seu desenvolvimento prejudicado, com floração menos expressiva, por exemplo. Outra dica é eleger espécies com florada no verão, para que se possa apreciar a beleza das flores na época em que mais se desfruta das praias.

  • Veja boas espécies para um jardim à beira-mar e saiba como cultivá-las
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  • André Guimarães/ Divulgação
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O local onde o jardim será implantado também é importante: terrenos baixos, que podem ser invadidos pela maré, comprometem o resultado final, sendo necessário elevá-los e /ou dotá-los de elementos de contenção. Além disso, adequações do substrato podem ser necessárias, bem como do regime de regas e adubação.

Solo arenoso
Em princípio, quando falamos de jardins à beira-mar, tratamos de solos arenosos. Portanto é mais adequado dar preferência a espécies que sejam bem adaptadas a este tipo de substrato ou, ao menos, tolerantes a tal condição. 

Para cultivar plantas que preferem terrenos argilosos, deve-se substituir o solo das áreas de plantio - o que tem custos financeiro e ambiental muito maiores e resultado estético potencialmente inferior.

Alternativas são a adição de terra argilosa e muita matéria orgânica para manter a umidade por mais tempo e, em conjunto, aplicar adubos que contenham macros e micronutrientes com o cálcio (Ca) já disponível. Assim o próprio insumo promove a correção do pH.

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Vento salino
Há grande variação da incidência de ventos nas diversas regiões do litoral brasileiro, mas onde as rajadas são mais intensas, as plantas devem estar mais preparadas para essa condição, pois a exposição ao vento pode provocar rápida desidratação em plantas não-adaptadas, com um agravante: o “spray” salino (maresia) intensifica processo da perda de água.

Espécies que se adaptam ao vento litorâneo geralmente apresentam camada de cera protetora nas folhas; espessamento da estrutura (para maior acúmulo de água em seu interior); forma mais compacta/ modificada e/ou a redução da superfície foliar (folhas pequenas).  Portanto, observe tais características ao escolher os espécimes.

Regime de baixa manutenção
Muitas vezes os jardins à beira-mar são instalados em casas de veraneio e a manutenção tende a ser menos frequente e as inspeções mais esparsas. Nesse caso, plantas delicadas ou mais exigentes quanto ao zelo não são recomendáveis.

 O uso de variedades mais rústicas facilita o trato cotidiano e previne danos maiores se houver interrupções imprevistas dos cuidados com o jardim, mesmo que mais prolongadas.

Fontes: Heloiza Rodrigues, bióloga e paisagista, e Marcos Malamut, paisagista.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

IRRIGAÇÃO AUTOMÁTICA muito MELHOR do que você imagina!


Você sabe o que é irrigação automática? É uma tecnologia que salva a vida das plantas durante períodos sem chuva ou enquanto estamos fora de casa. Já vimos muitos modelos na internet, porém, o nosso gotejador tem diferenciais: ele é barato, fácil de fazer e dura muito mais! Geralmente, um gotejador é feito com garrafas pet de 600 mls com um simples furo feito com uma agulha no fundo -- ou com uma linha presa metade dentro e metade fora da garrafa. Mas qual o problema da experiência com o gotejador tradicional? É impossível controlar o fluxo da água que cai, sendo necessário contar com a sorte. Com o nosso sistema de irrigação automática, você pode ter um controle muito maior e até saber quantas gotas caem em sua planta. Outra vantagem é que nossa versão aprimorada dura muito mais tempo do que a tradicional feita com garrafas pequenas. Aqui no Manual do Mundo, você vai aprender a fazer uma irrigação automática com garrafa de suco de uva e garrafa pet de 2 litros, ou seja, vai poder ficar fora de casa sem se preocupar! Além das garrafas, também vamos precisar de: Mangueira de soro de hospital; Barbante de algodão; Arame bem fininho. Ao decorrer do vídeo, você vai perceber que fazer um gotejador é muito fácil e que há muita ciência envolvida! Portanto, vamos aproveitar e ter uma aula sobre pressão atmosférica? Com essa experiência, vamos responder perguntas como: Como a água permanece na garrafa mesmo com ela de ponta cabeça? Como o barbante atrai, freia e conduz o fluxo de água? Como essa experiência de física acontece sem nenhuma vedação? Além disso, estamos falando do Manual do Mundo, meus amigos! Então, aqui tem precisão! Assista esse vídeo até o final para saber quanto tempo dura o nosso gotejador e conta se o timelapse que fecha nosso vídeo não vale o seu joinha!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Mudança climática pode piorar a qualidade das pastagens!

FONTE: USP

Elevação da temperatura média pode fazer com que as forrageiras fiquem mais fibrosas e menos proteicas, quando o gado precisará de mais alimento e produzirá mais metano
Para manter o mesmo nível de produção, os pecuaristas precisarão complementar a alimentação do plantel e regar as pastagens, com impacto significativo nos custos de produção – Foto: Divulgação via Fapesp
O aumento das temperaturas médias esperado para as próximas décadas, de no mínimo 2º C, pode ter um impacto inesperado no bolso dos pecuaristas. Novos estudos sugerem que um dos efeitos da mudança no clima será a redução na qualidade da pastagem, que se tornará menos proteica, mais fibrosa e, portanto, de digestão mais demorada.
Como consequência, disseram os pesquisadores, o gado precisará consumir mais alimento para alcançar o peso de abate e passará a produzir mais metano, um potente gás causador do efeito estufa.
As conclusões têm como base experimentos feitos pela equipe de Carlos Alberto Martinez y Huaman, professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Participaram do estudo pesquisadores do Instituto de Botânica de São Paulo, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal e do Instituto Federal Goiano, campus Rio Verde.
“Buscamos entender como as pastagens forrageiras responderão fisiológica e produtivamente às condições futuras do clima, que envolvem aumento na temperatura média e na concentração de dióxido de carbono (CO2), além de redução da disponibilidade de água”, disse Martinez à Agência Fapesp.
As principais espécies vegetais cultivadas são classificadas em C3 e C4, nomenclatura relacionada à via usada pela planta para fixar carbono na fotossíntese. Soja e feijão, por exemplo, usam a via C3. Gramíneas tropicais, como cana-de-açúcar, milho e forrageiras, desenvolveram um sistema complementar à C3 chamado de via C4.
Na tentativa de determinar com precisão as mudanças fisiológicas que as forrageiras deverão sofrer no futuro, Martinez evitou realizar experimentos em estufas – locais considerados limitados para fazer as simulações necessárias.
Como explicou o pesquisador, as plantas em estufas são cultivadas em vasos e, desse modo, têm o crescimento das raízes limitado. Consequentemente, crescem menos do que em campo aberto. Outras variáveis impossíveis de serem reproduzidas na estufa são a intensidade e a variação da luminosidade e da temperatura, causadas pela ação do vento sobre as folhas, além da profundidade do solo, no qual as raízes podem penetrar à procura de água.
“Para alguns experimentos, o modelo de vasos é válido, mas para simulações de clima futuro também são necessários experimentos de campo. Conseguimos aquecer as plantas ao ar livre com aquecedores infravermelhos. Além disso, enriquecemos o ar com CO2 em ambiente aberto, graças a uma infraestrutura denominada Trop-T-FACE, instalada em campo com apoio do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais”, disse Martinez.
Experimentos em campo aberto – Foto: Divulgação via Fapesp
Os experimentos foram realizados em campo aberto, onde as plantas estão submetidas a condições normais de temperatura, luminosidade, vento e umidade e o solo é profundo, podendo as raízes se estender em busca de água.
A espécie empregada foi o capim-mombaça (Panicum maximum), uma forrageira tropical de origem africana que realiza fotossíntese pela via C4. Amplamente usado no Brasil como pasto, por sua alta qualidade nutricional, o capim-mombaça é comum em São Paulo e em outros Estados.
“Colocamos aquecedores infravermelhos em 16 canteiros, aquecendo as plantas 2º C acima da temperatura ambiente. Os equipamentos são capazes de detectar a temperatura ambiente a cada 15 segundos, ajustando os valores de acordo com a necessidade”, disse Eduardo Habermann, bolsista da Fapesp e primeiro autor dos trabalhos publicados nas revistas Physiologia Plantarum e Plos One.
“O experimento foi realizado em novembro de 2016, período de grande calor. A temperatura ambiente estava em 38º C e, nos canteiros, chegou a 40º C”, disse Habermann.
Ao longo do experimento, os pesquisadores aferiram as condições de trocas gasosas das plantas com a atmosfera, as condições da fotossíntese, a fluorescência da clorofila, a produção de folhagem (biomassa) e a qualidade nutricional do pasto.
“Vimos que, em condições de seca, as plantas tentam economizar a água do solo. O controle é feito pelos estômatos, pequenas estruturas presentes nas folhas, que se abrem para absorver o CO2. Mas, ao fazê-lo, perdem água. Com pouca água no solo, a raiz se ressente. A planta fecha os estômatos e transpira menos. O efeito da economia de água é a redução da fotossíntese, com a consequente piora na qualidade da planta”, disse Habermann.
Além do apoio da Fapesp, o trabalho também contou com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

Folhas mais fibrosas

Outras respostas do capim-mombaça ao estresse hídrico, detectadas pelo estudo, foram o aumento na quantidade de fibras das folhas e a redução no teor de proteína bruta – fatores que representam perda de qualidade nutricional.
Os pesquisadores estimam que, nas condições futuras de temperatura, o aumento na quantidade de fibras resultará em uma digestão mais difícil e demorada para o gado. A consequência direta será a produção de maior quantidade de metano pelos animais.
“O gado precisará consumir mais pasto até atingir o peso de abate. Para manter o mesmo nível de produção, os pecuaristas precisarão complementar a alimentação do plantel e regar as pastagens, com impacto significativo nos custos de produção”, disse Martinez.
Outra alternativa, nem sempre possível, é a expansão das áreas de pastagem, o que pode favorecer o desmatamento ou fazer com que o produtor abra mão de outros cultivos.
A equipe também realizou experimentos com plantas C3, como a leguminosa estilosantes campo grande (uma mistura das espécies Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala), forrageira rica em proteína e que executa a função de capturar o nitrogênio da atmosfera e fixá-lo biologicamente no solo, reduzindo os investimentos em insumos agrícolas, contribuindo para a redução dos impactos ambientais e possibilitando maior ganho de peso aos animais.
“Os experimentos de mudanças climáticas realizados com a leguminosa C3 deram o mesmo resultado. A qualidade nutricional é reduzida”, disse Martinez.
O artigo Increasing atmospheric CO2 and canopy temperature induces anatomical and physiological changes in leaves of the C4 forage species Panicum maximum (https://doi.org/10.1371/journal.pone.0212506), de Eduardo Habermann, Juca Abramo Barrera San Martin, Daniele Ribeiro Contin, Vitor Potenza Bossan, Anelize Barboza, Marcia Regina Braga, Milton Groppo e Carlos Alberto Martinez, está publicado em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0212506.
O artigo Warming and water deficit impact leaf photosynthesis and decrease forage quality and digestibility of a C4 tropical grass (https://doi.org/10.1111/ppl.12891), de Eduardo Habermann, Eduardo Augusto Dias de Oliveira, Daniele Ribeiro Contin, Gustavo Delvecchio, Dilier Olivera Viciedo, Marcela Aparecida de Moraes, Renato de Mello Prado, Kátia Aparecida de Pinho Costa, Marcia Regina Braga e Carlos Alberto Martinez, está publicado em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ppl.12891.
Peter Moon / Agência Fapesp

COMO FAZER sua FAZENDA de MINHOCAS! #ManualMaker - custo zero


Transformar restos de comida em adubo usando só baldes reaproveitados e um punhadinho de minhocas parece maluquice, mas funciona — e muito bem. Esse projeto mostra como dá pra montar uma “minhocasa” praticamente a custo zero, aproveitando lixo orgânico, criando um mini-ecossistema e ainda produzindo húmus e chorume para as plantas. É um jeito simples, sustentável e surpreendentemente eficiente de cuidar do meio ambiente dentro de casa, usando a criatividade Maker para resolver um problema real.

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