sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Saiba tudo sobre essa fruta doce e nutritiva, Nêspera

 

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Por Cobasi   Tempo de leitura: 4 minutos

Nêspera

Você conhece a fruta nêspera?  Chamada de ameixa amarela e ameixa-do-pará, essa pequena fruta pertence à família da Rosaceae, a mesma da maçã, pera e marmelo. Apesar de sua origem asiática, a fruta é encontrada pelo mundo todo, sendo seus maiores produtores são o Japão, Israel e, na terceira posição, o Brasil.

Natural em todo Brasil, a árvore da nêspera (nespereira) costuma ser comum em quintais, onde faz a alegria de pássaros e pessoas que apreciam o seu sabor doce em receitas de sucos, mousses, bolos, geleias e saladas. Saiba tudo sobre, seus benefícios, nutrientes e muito mais. Confira!

O que é nêspera?

nêspera (Eriobotrya japonica Lindl.) é um fruto perene da árvore nespereira (Eriobotrya japônica) de porte médio, que pode chegar a 10 metros de altura. A planta possui folhas alongadas, de coloração verde-escura. 

A árvore dá flores brancas e frutos na extremidade dos ramos e em cachos. A nêspera tem formato levemente alongado e casca aveludada na tonalidade amarela – pendendo para o alaranjado – tanto na parte externa como na polpa. Cada fruto contém de 3 a 7 sementes.

De origem asiática, com referência a Japão, China e Índia, a “ameixa nêspera” é distribuída nas regiões subtropicais do mundo, tendo uma real importância econômica para diversos países, incluindo o Brasil.

Descoberta pelo botânico Kaempfer, em torno de 1690, o cultivo da fruta em terras brasileiras só foi acontecer a partir de 1940, em São Paulo. O cultivo econômico da nêspera criou um interesse crescente entre os fruticultores, principalmente no interior do estado paulista, as regiões produtoras que se destacavam eram Mogi das Cruzes e Atibaia.

Quais os benefícios da nêspera?

nêspera ameixa amarela
A nêspera é uma fruta pequena, rica em vitamina C e sais minerais como cálcio e fósforo.

De modo geral, a nêspera é um alimento que oferece diversos benefícios para a saúde do ser humano, isso porque é um fruto rico em nutrientes, como: 

  • vitamina C;
  • sais minerais;
  • cálcio;
  • fósforo;
  • pectina;
  • tanino;
  • entre outros.

Vale destacar que as nêsperas apresentam baixo valor calórico (cerca de 51kcal por 100g), sendo composta por, aproximadamente, 86% de água. Não podemos deixar de mencionar o teor de potássio e pectinas (fibras alimentares), que atua na regulação do colesterol.

Com propriedades diuréticas e antioxidantes, os principais benefícios do consumo da nêspera para a saúde são:

1. combater a prisão de ventre.
2. fortalecer o sistema imunológico;
3. equilibrar o colesterol;
4. melhorar a digestão;
5. favorecer a perda de peso;
6. prevenir o envelhecimento precoce;
7. evitar a diabetes;
8. tratar problemas respiratórios;

Nêspera: informação nutricional

Composição nutricional(100g de parte edível)Nêspera
Energia (kcal)51
Água (g)85,5
Proteínas (g)0,4
Lípidos (g)0,4
Hidratos de Carbono (g)10,2
Fibra (g)2,1
Caroteno (µg)160
Vitamina A (µg)27
Potássio (mg)250

Como se come a fruta nêspera?

Por conta da sua mistura de sabores ácido e doce, a nêspera está presente em diversos pratos brasileiros. Dando um toque agridoce extremamente elogiado, a fruta é usado para fazer sobremesas ou entrada principal, como: 

  • geléias;
  • doces diversos;
  • sorvete.

Mas, geralmente, a nêspera é consumida ao natural, em salada de frutas, sucos e chás. Além disso, receitas de compota estão ganhando espaço, que é quando utiliza pedaços dos frutos cozidos com açúcar e mais algum líquido. 

Nêspera: como conservar a fruta?

nêspera fruta
Nêsperas, o seu nome científico é Eryobotrya japónica.

Como é uma fruta sensível,  com um tempo de vida relativamente curto pós-colheita, é importante mantê-la em temperatura ambiente de 6 a 9 dias. Na geladeira, é possível  armazená-las durante cerca de 15 dias.

Qual o outro nome da fruta nêspera?

No Brasil, muitas pessoas conhecem a fruta por ameixa-do-pará, ameixa-japonesa ou simplesmente ameixa-amarela.

Qual a diferença entre nêspera e ameixa amarela?

Se você olhar a foto acima, parece um pouco difícil distinguir qual é a nêspera ou a ameixa, não é mesmo? E as coincidências não ficam só na aparência, as duas frutas têm outras similaridades como, por exemplo, poucas calorias e ótimas fontes de vitaminas e minerais. 

Mas, como queremos saber qual a diferença, o primeiro ponto é a tonalidade mais alaranjada, que está associada à presença de betacaroteno na sua composição. Esse nutriente é responsável por ajudar na proteção da pele e dos olhos. Além disso, essa fruta apresenta uma concentração maior de fibras, substâncias que regulam o intestino.

planta nespereira

Já a ameixa tem suas particularidades também. Por exemplo, possui o dobro de vitamina C comparado à nêspera. O que é uma importante vantagem, já que estamos falando de um nutriente que apresenta propriedades antioxidantes. Fisicamente, a ameixa tem uma casca lisa e polpa macia. Já na nêspera, a casca é aveludada e tem uma textura firme. 

Gostou de conhecer mais sobre a fruta nêspera? Agora você pode adicioná-la na sua lista de compras para rechear ainda mais sua cesta de frutas. Aqui, na Cobasi, você encontra tudo o que é essencial para cultivar jardins, hortas e pomares. Conheça nosso setor de jardinagem. Até a próxima!

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Por Cobasi

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Húmus de minhoca: o que é e para que serve?

 

Por Cobasi   Tempo de leitura: 3 minutos

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húmus
O húmus é toda substância desenvolvida através da decomposição e fermentação de matérias orgânicas de origem animal e vegetal.

Sabia que o húmus, ou húmus de minhoca, é um grande aliado para as suas plantinhas crescerem fortes e saudáveis? Ele é um adubo natural que tem uma ação importante no solo e contribui diretamente para um crescimento saudável das plantas.

Prático, fácil de utilizar e amigo do meio ambiente, esse produto tem tudo para fazer sucesso no seu jardim. Continue a leitura e saiba mais!

O que é o húmus?

O húmus é toda substância desenvolvida através da decomposição e fermentação de matérias orgânicas de origem animal ou vegetal. Isto é, quando cai uma folha do pé, e ela é decomposta, ela se torna húmus. O mesmo ocorre quando um inseto, por exemplo, morre. A decomposição do seu corpo se tornará, após a decomposição, matéria orgânica para o solo.

Agora, se você quer saber o que é húmus de minhoca, é algo bem parecido. A diferença é que a decomposição é feita pelos animais anelídeos que chamamos de minhocas! Eles são bastante nutritivos e ótimos para as plantas.

No solo, o húmus têm um papel fundamental para a saúde da planta. Isso porque, oferece nutrientes, faz a regulação da quantidade de micro-organismos e ainda ajuda a fertilizar. Não é só isso! Esse componente ainda oferta ao solo matérias como:

  • Nitrogênio;
  • Fósforo;
  • Cálcio;
  • Ferro;
  • Manganês;
  • Carbono.

Além disso, o húmus possui outras substâncias que contribui diretamente impedindo que alguns componentes tóxicos possam penetrar nas plantas. 

O que é húmus de minhoca?

húmus
Eles podem ser utilizados, porém, quando as plantas demonstram um crescimento vagaroso ou ainda quando a sua coloração não está forte e saudável.

O húmus de minhoca é mais um tipo de adubo orgânico natural.  Esse, no entanto, é desenvolvido por meio do esterco do animal. Ou seja, por viver na terra, as minhocas acabam ingerindo restos de matérias orgânicas. Após e ingestão, elas evacuam essa substância, ou seja, o húmus na sua matéria ainda mais natural. 

Vale considerar ainda que a presença das minhocas no solo oferecem outros benefícios para as plantas, por exemplo, redução no número de pragas, oxigenação para as raízes e ainda melhor sistema de drenagem. 

Para que serve húmus de minhoca?

Quando plantadas diretamente no solo, as plantas acabam participando de um grande ecossistema e, por consequência, acabam tendo o húmus e os demais nutrientes naturalmente. Se estão nos vasos, porém, é mais difícil que esses nutrientes sejam repostos naturalmente e, por isso, é indicado a utilização desses adubos. 

Eles podem ser utilizados, porém, quando as plantas demonstram um crescimento vagaroso ou ainda quando a sua coloração não está forte e saudável. 

Saiba o que mais utilizar nos vasos

húmus
No solo, o húmus têm um papel fundamental para a saúde da planta.

Para além dos adubos, montar um vaso é uma tarefa que requer atenção e dedicação. Saiba quais são os passos principais:

  • Saiba exatamente o que será plantado;
  • Escolha o vaso que melhor atende as necessidades das plantas;
  • Hora de escolher terra;
  • Além do húmus, vai usar mais adubos?
  • Tenha pratinhos para conter a vazão da água;
  • Que tal um sistema de drenagem com pedra e areia?
  • Não se esqueça dos equipamentos para irrigação.

Vale considerar que além desses cuidados, é indispensável pensar cuidadosamente sobre a localização dos vasos. Algumas plantas precisam de luz constante do sol, elas são chamadas de pleno sol. Outras, porém, as meia-sombra acabam sendo prejudicadas quando estão constantemente expostas. Por isso, é preciso analisar a espécie para saber qual é o local onde ela poderá crescer mais forte e saudável.

07/11/22

Por Cobasi

Você sabe como PODAR a Bananeira?

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Combatendo o assoreamento do arroio e recuperando a mata ciliar 2011

Boa tarde! Estou iniciando um experimento de recuperação das margens deste arroio, com a utilização de amendoim forrageiro, capim camerom e corticeira do banhado.  Neste final de semana , faltou tempo para atacar este processo erosivo, mas vamos em frente.
As fotos são de 29 de outubro de 2011, vamos acompanhar.
um abraço
alexandre


O que é mata ciliar?
Como existem os cílios que protegem os nossos olhos, existem as matas no entorno dos rios, lagos, riachos, córregos e nascentes. É nessa área que existe a mata ciliar, que protege as nascentes de água e os animais aquáticos, evitando a erosão das margens, funcionando como filtro aos agentes poluidores, servindo de refúgio às aves e animais, favorecendo a criação de corredores de biodiversidade, preservando a biodiversidade da flora, dentre outras funções. São assim, de grande importância para a preservação da qualidade da água que consumimos.


Revegetação
Revegetação, é o plantio da vegetação mais próximo possível da mata original. Assim, após um levantamento das espécies de ocorrência natural na região, fazemos uma classificação delas quanto à exigência de luz para seu crescimento.


Espécies pioneiras
Espécies que iniciam o processo natural de cicatrização de uma clareira; têm crescimento muito rápido, produzem grande quantidade de sementes e se desenvolvem bem sob pleno sol.


Espécies secundárias
São espécies que participam dos estágios intermediários da sucessão; as secundárias iniciais têm crescimento rápido e vivem mais tempo que as pioneiras; as secundárias tardias crescem mais lentamente sob sombreamento no início da vida, mas depois aceleram o crescimento em busca dos pequenos clarões no dossel da floresta, superando as copas de outras árvores, sendo por isso denominadas de “emergentes”.


Espécies climáticas
Espécies que aparecem nos estágios finais da sucessão; são tolerantes ao sombreamento intenso e se desenvolvem bem nessa condição.


Plantio
delimitar a área a ser revegetada, evitando as margens em erosão;
proceder à limpeza da área com uma roçada, para a eliminação de ervas daninhas, evitando o revolvimento do solo e, conseqüentemente, a erosão;
delimitar o espaçamento entre as covas de 3 metros, 2 metros e 1,5 metros, conforme a figura de combinação de espécies;
preparar as covas com dimensões aproximadas de 30 cm de diâmetro por 40 cm de profundidade;
recomenda-se para cada cova a aplicação de 6 litros de esterco de curral (20% do volume da cova) ou 3 litros de esterco de galinha (10% do volume da cova) ou ainda 5 litros de húmus.

Combinação das espécies
o plantio deve ser heterogêneo com as espécies combinadas entre as de luz (pioneiras), as intermediárias (secundárias precoces e secundárias tardias) e as de sombra (clímax).
não plantar mais de 10% da mesma espécie.
plantar 30% de pioneiras 30% de secundárias e 30% de clímax.
Exemplo, no caso de plantar de 100 árvores, usar,
33 espécies pioneiras
33 espécies secundárias
33 espécies climáticas
Plantar as árvores o mais misturado possível, não plantar a mesma espécie uma do lado da outra, misture pioneiras, secundárias e climáticas.


Época de plantio
Deve ser feito na época das chuvas (setembro e março). O plantio em áreas de inundação, a partir de fevereiro, quando as chuvas são menos freqüentes, tem mais chances de sucesso.


Manutenção das mudas
As medidas necessárias para a conservação das mudas são a irrigação, a capina em coroamento, elevação de terra ao redor da muda para auxiliar o acúmulo da água, as roçadas periódicas até o fechamento das copas e o controle permanente das formigas cortadeiras. Em mudas grandes e em lugares de ventos fortes é preciso fazer o tutoramento das plantas. Este se faz com uma estaca amarrada ao lado da muda. São dois amarrios em formato de 8 com 2 dedos de espaço entre a árvore e a estaca, fazer o primeiro amarrio a 20 cm do chão e o segundo imediatamente antes da primeira bifurcação.
Fonte: http://www.funverde.org.br/blog/about/manual-de-recuperacao-de-mata-ciliar

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Representante da União Europeia visita a Embrapa Acre

 Fonte EMBRAPA


Foto: Mauricilia Silva

Mauricilia Silva - Comitiva conheceu trabalhos de pesquisa na casa de vegetação e no campo experimental da Unidade

Comitiva conheceu trabalhos de pesquisa na casa de vegetação e no campo experimental da Unidade

Conhecer tecnologias com potencial de adoção por agricultores familiares para a recuperação de áreas degradadas e intensificação da produção agropecuária. Com esse objetivo, o chefe de Cooperação da União Europeia (UE) no Brasil, Stefan Agne, foi recebido por gestores e pesquisadores da Embrapa Acre, na segunda-feira, dia 31 de julho. O representante da entidade cumpre agenda no estado para formalização de cooperação com o governo, para execução do projeto “Recuperando Paisagens Degradadas: Agricultura Familiar”, iniciativa que contemplará 200 famílias na região do Juruá.

Executado pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia (Ipam), em parceria com o governo do estado, por meio da Secretaria de Agricultura (Seagri), e Embrapa, o projeto conta com aporte financeiro de R$ 9 milhões e tem entre suas prioridades fortalecer a produção familiar e viabilizar a incorporação de áreas já desmatadas aos sistemas produtivos em uso no Juruá.

Também participaram da visita à Unidade, integrantes de instituições governamentais e do terceiro setor, envolvidas com a execução do projeto. A comitiva recebeu informações sobre tecnologias para diferentes segmentos produtivos e visitou o campo experimental da Unidade para conhecer pesquisas com pecuária e atividades agrícolas.

Tecnologias disponíveis

O manejo conservacionista para a produção em solos arenosos do Juruá foi uma das tecnologias disponíveis para a agricultura familiar, apresentadas ao visitante. Composto por um conjunto de práticas agrícolas conservacionistas do solo, esse sistema de produção sustentável permite recuperar solos degradados e manter a fertilidade das áreas recuperadas, viabiliza uma agricultura sem fogo, permite diversificar as atividades produtivas com aumento na produtividade de mandioca, milho e outras culturas, e reduz custos na produção.

“A recuperação de solos deve ser vista como investimento pelas instituições e pelos produtores. Por isso, estamos em processo de articulação com órgãos de fomento à produção e instituições de crédito rural para viabilizar a abertura de linhas de crédito específicas para o financiamento da adoção dessa tecnologia em larga escala no Acre. Adequar a política de crédito rural é fundamental para o acesso a tecnologias na agricultura familiar”, afirmou Bruno Pena, chefe geral da Embrapa Acre, durante apresentação institucional.

Os cafés clonais “Robustas amazônicos”, recomendados para cultivo no Acre, Rondônia e outros estados da Amazônia, também foram apresentados como alternativa tecnológica para a produção familiar. Essas variedades de cafés permitem produtividade superior a 100 sacas de grãos por hectare e têm contribuído para a expansão da cafeicultura acreana. Nos últimos anos, agricultores de diversos municípios, incluindo Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, localizados no Juruá, passaram a investir na substituição de antigos cafezais seminais por cultivos formados com cafés clonais e na implantação de novas lavouras com esses materiais genéticos.

A comitiva recebeu, ainda, informações sobre a dinâmica de uso, benefícios e vantagens do Sistema Guaxupé, modelo recomendado para a intensificação da pecuária a pasto, baseado no uso tecnologias de baixo impacto que permitem a obtenção de pastagens com alta produtividade de forragem de qualidade e de longa duração.

Um dos pilares desse sistema é o consórcio de gramíneas com leguminosas ricas em proteína e capazes de fornecer nitrogênio para a pastagem, especialmente o amendoim forrageiro, planta que possui, em média, 22% de proteína bruta e consegue incorporar até 150 quilos de nitrogênio na pastagem, por hectare/ano. Além de ganhos na produtividade de carne e de bezerros, por hectare, a tecnologia contribui para uma pecuária de baixo carbono.

Para a produção florestal, o destaque foi o uso associado de geotecnologias (Sistema de Posicionamento Global - GPS, Sistema de Perfilamento a Laser - Lidar (Light Detection and Ranging), drones e Inteligência Artificial) para aumento da eficiência no manejo de florestas tropicais. Pena destacou, entre outros ganhos proporcionados pela adoção dessas tecnologias, o mapeamento tridimensional da floresta, processo que proporciona informações precisas sobre as áreas manejadas ou com potencial de manejo, a realização de inventário florestal automatizado, a identificação de espécies florestais (madeireiras e não-madeireiras) com potencial comercial e o desenvolvimento de modelos específicos para quantificação de estoques de carbono nos locais manejados. 

Trabalho conjunto

Na avaliação de Stefan Agne, uma das tecnologias com maior potencial para ações de transferência é o consórcio com leguminosas, já que essas plantas podem melhorar a qualidade dos solos e das pastagens, garantir a oferta de alimento para os animais e proporcionar aumento na produção e na renda familiar.

“Uma das metas do projeto é a recuperação da capacidade produtiva de solos degradados e isso envolve áreas de pastagens improdutivas. Estamos costurando a parceria com a Embrapa, para potencializar as ações do projeto, e esperamos poder utilizar essa e outras alternativas tecnológicas em experiências práticas com agricultores do Juruá e contabilizar os benefícios para os produtores e para o meio ambiente”, enfatiza.

Para Eugênio Pantoja, diretor de políticas públicas e desenvolvimento territorial do Ipam, o Acre possui tecnologias disponíveis, geradas pela pesquisa científica, que possibilitam o uso sustentável da terra e dos recursos naturais e podem desenvolver cadeias produtivas importantes para o estado. "O know-how tecnológico da Embrapa já é conhecido, mas a visita mostrou de forma mais concreta como a cooperação com essa empresa pode contribuir para a execução do projeto e ampliar a capacidade de atuação com as famílias rurais".

“Contar com tecnologias acessíveis, especialmente por pequenos e médios produtores rurais, é essencial para gerar resultados efetivos no campo. O trabalho conjunto com a instituições de pesquisa, instâncias do governo local e prefeituras da região do Juruá vai permitir que tecnologias de fácil adoção cheguem aos produtores rurais, que poderão aumentar a sua escala de produção, gerar mais renda na propriedade e conquistar autonomia econômica”, ressalta.

Diva Gonçalves (Mtb 0148/AC)
Embrapa Acre

Contatos para a imprensa

Telefone: 68 3212-3250

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Eucalipto de flor vermelha

 


Nome Científico :Eucalyptus ptychocarpa

Nome Popular: Eucalipto de flor vermelha.

Espécie : Arvore

Recurso Floral : Pólen /Nectar 

Floresce: Inverno e verão  - Resistente a Geadas

 

O Eucalyptus ptychocarpa como a maioria dos eucaliptos é nativo da Austrália.  Seu porte varia entre 10 a 15 metros de altura com crescimento costumeiramente vertical. Sua copa pode tomar formato mais arredondada e cheia através de podas dos ponteiros da planta ainda jovem.  Suas folhas são largas e lanceoladas , avermelhadas quando novas e verde-claro quando maduras. As flores variam de cor, do vermelho-vivo ao rosa, reunidas em grandes cachos nos ponteiros dos ramos e ricas em pólen e néctar, bastante atrativas a abelhas e também beija-flores.




terça-feira, 1 de agosto de 2023

QUARESMEIRA OU MANACÁ DA SERRA

 QUARESMEIRA  (Tibouchina granulosa) é uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica,.Seu nome popular é devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e abril, e também em junho-agosto. Além da variedade com flores roxas há a de flores rosadas

Árvore de 8 a 12 m de altura  Apresenta folhas o ano inteiro. As  folhas são lanceoladas, pilosas, verde-escuras, rijas, com nervuras nítidas longitudinais e paralelas.
A semente é minúscula: 1 kg contém mais de 3 milhões de unidades. A dispersão é feita pelo vento e a taxa de germinação é baixa.
Por ser planta rústica suporta clima seco e quente, e solos pobres.. É considerada por especialistas a Tibouchina mais fácil de ser cultivada.
                                                         Quaresmeira árvore

                                                         Flores e folhas da  Quaresmeira 

MANACÁ DA SERRA (Tibouchina mutabilis) Pertence ao mesmo gênero da quaresmeira (Tibouchina granulosa) . Pode atingir de 2 até 15 m de altura. Possui flores brancas e rosas o que lhe proporciona uma floração espetacular. A flor de centro branco e pétalas azuis muda de cor após fecundada. Floresce durante a primavera e o verão, entre novembro e fevereiro, com belas floradas com flores que variam do branco ao lilás colorem a paisagem regional do final do ano.
A variação na coloração das flores é decorrente do amadurecimento diferencial das partes masculina e feminina, sendo as brancas, recém abertas, funcionalmente femininas (recebem pólen de fora) e as roxas ou lilases são as flores velhas, masculinas, liberando pólen.

A multiplicação também pode ser feita por estacas. Devido ao porte alto e sistema radicular não agressivo, é muito usada como ornamental em jardins e ainda na arborização urbana, não interferindo em fios e tão pouco danificando as calçadas. Podemos encontrar também o manacá-da-serra-anão, que possui flores menores, assim como o porte, em torno de 3 metros, muito recomendado para áreas menores, como jardins domésticos e vasos de porte maior.

                                                             Manacá da Serra - árvore

                                                      Manacá da Serra - flores e folhas

Muito parecidas. Mesmo gênero - Tibuchina; espécies diferentes - granulosa (quaresmeira) e mutábilis (manacá da serra)

Comparando as características das duas, fico com MANACÁ DA SERRA.  Se apresenta de uma maneira sui generis porque tem ramificações desde a base e não tem nenhuma cara de árvore.
Os “meus” Manacá da Serra




À direita do portão de entrada, enfeita e dá as boas vindas a quem chega e um até logo a quem sai.

DIFERENÇAS ENTRE: QUARESMEIRAS, MANACÁ DA SERRA E MANACÁ DE CHEIRO

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