Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
sábado, 9 de maio de 2020
Quebra-Ventos na Propriedade Agrícola, um ganho enorme!
Os solos agricultáveis possuem características químicas, físicas, morfológicas e biológicas que, relacionadas com o relevo, devem ser consideradas quando forem utilizadas, objetivando alcançar o maior nível de produtividade com conservação ambiental.
A adoção de práticas conservacionistas contribui para a utilização do solo de forma mais efi ciente e ecologicamente correta. As práticas vegetativas mais comuns, utilizadas no semiárido, são: refl orestamento, adubação verde, cobertura morta com plantio direto, rotação de culturas, manejo de pastagens, cordões de vegetação e quebra-ventos.
Os quebra-ventos, foco desta cartilha, são definidos como barreiras, constituídas de fileiras de árvores de médio e grande porte, dispostas em direção perpendicular aos ventos dominantes. (LEAL, 2009).
A necessidade dos quebra-ventos decorre do fato de o vento causar a quebra de ramos, de mudas, de frutas e sementes. Os ventos tornam os cultivos mais vulneráveis às doenças e o solo exposto à erosão eólica e ao ressecamento. Já os animais sentem o desconforto do vento excessivo.
CARACTERIZAÇÃO
1.1 Conceito
Segundo Volpe e Schoffel (2001, p. 196), o quebra-ventos é um sistema aerodinâmico, natural ou artificial, que serve como anteparo para atenuar o padrão de velocidade média e da turbulência do vento, proporcionando melhorias às condições ambientais através do controle do microclima da área protegida.
Do ponto de vista menos formal, os quebra-ventos são barreiras de árvores e arbustos para proteger solos e culturas dos efeitos danosos dos ventos.
1.2 Finalidades
A função principal do quebra-ventos é reduzir a velocidade e direcionar os ventos. No caso da agricultura, os produtores os utilizam na proteção dos seus cultivos, especialmente os plantios de fruteiras, hortaliças e grãos.
No Nordeste do Brasil, os quebra-ventos são bastante eficientes na proteção de cultivos de bananeiras, notadamente as de porte alto, como as bananeiras do tipo pacovã. Também se utiliza na proteção dos sistemas de irrigação por aspersão, evitando a maior perda de água decorrente da ação do vento melhorando a efi ciência da irrigação.
Outras funções, derivadas dos quebra-ventos arbóreos, são a proteção quanto à erosão eólica, a conservação da umidade do solo, a diminuição da evapotranspiração, a produção de madeira para lenha ou benfeitoria, a conservação da fl ora e da fauna, a produção de néctar e pólen para abelhas e, finalmente, a melhoria e embelezamento da paisagem.
Em locais onde é comum a ocorrência de ventos frios, os quebra-ventos podem ser benéfi cos, ainda, para atenuar as quedas de temperatura em casas de fazenda, estábulos, galinheiros, pocilgas, etc.
2. ESPÉCIES MAIS UTILIZADAS
Segundo Volpe e Schoffel (2001), existem muitos fatores que devem ser considerados na composição das espécies de árvores para plantio de quebra-ventos. Assim, devem ser consideradas as características do solo e do clima desse local, bem como as características da espécie quanto à altura atingida, extensão da copa, densidade, sua resistência mecânica à ação do vento, competição e compatibilidade com a cultura a ser protegida, além de problemas relacionados com pragas e doenças.
GANHOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS
Apesar da pouca disseminação e da falta de conhecimento sobre quebra-ventos, os ganhos econômicos, com a utilização dessa prática, são inquestionáveis. A partir dos dados apresentados , constata-se que os ganhos de produtividade giram em torno de 25%, em relação a cultivos sem esta prática vegetativa.
Quanto aos benefícios ambientais, destacam-se:
a) proteção do solo da erosão eólica e conservação da umidade;
b) conservação da fauna e uso no manejo integrado de pragas;
c) embelezamento da paisagem e conforto dos animais silvestres e pecuários; e
d) aumento na polinização das árvores silvestres e cultivadas, em função da maior incidência de insetos, sobretudo, de abelhas.
FONTE: cartilha sobre quebra ventos
Secretaria dos Recursos Hídricos - SRH - CEARÁ
quarta-feira, 6 de maio de 2020
segunda-feira, 4 de maio de 2020
domingo, 3 de maio de 2020
Curso Uso e Conservação da Agrobiodiversidade por meio de metodologias participativas !! UEMG
O NEPEEA desenvolve ações inter e multidisciplinares em diferentes linhas de pesquisas e áreas do conhecimento no âmbito da Ecologia e Agrobiodiversidade. Tem como objetivo capacitar os participantes em Metodologias Participativas Aplicadas à Conservação e Uso da Agrobiodiversidade.
INSCRIÇÕES ATÉ 10 de MAIO de 2020
Link para inscrição: https://forms.gle/
NÚMERO DE VAGAS: 90
*Para maiores informações consultar o formulário de inscrição.
Este Núcleo desenvolve seus projetos numa perspectiva pluriepistemológica e vem atuando nas seguintes linhas de pesquisa:
1) Ecologia funcional e filogenética;
2) Estrutura, dinâmica, restauração e conservação em comunidades arbóreas; 3) Etnobotânica de plantas medicinais e alimentícias;
4) Manejo Ecológico de Artrópodes-praga e Biodiversidade Funcional de Agroecossistemas;
5) Agroecologia, Agricultura Familiar e Modos de Vida;
6) Agricultura Urbana e Periurbana e Sistemas Agroalimentares Biodiversos;
7) Sociedade, ruralidade e desenvolvimento;
8) Geotecnologias aplicadas à gestão ambiental;
9) Cartografia social;
10) Análise de Risco socioambiental.
quarta-feira, 29 de abril de 2020
terça-feira, 28 de abril de 2020
quarta-feira, 22 de abril de 2020
terça-feira, 21 de abril de 2020
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