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domingo, 7 de abril de 2019
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Manejo Apícola : cuidando do apiário
Para incrementar a sua produção, o apicultor precisa
estar atento a todos os fatores que envolvem seu apiário. Veja um resumo
dos principais tópicos que podem interferir na produtividade e na
qualidade dos produtos apícolas.
Localização
Definir onde será posicionado o seu apiário é umas das decisões mais
importantes do apicultor. Alguns fatores devem guiar essa decisão, que
interferem nos rendimentos pretendidos, na praticidade dos trabalhos e
na segurança das pessoas e animais. Para se ter sucesso nesse
empreendimento, o produtor precisa levar em consideração a flora
apícola, a presença de locais abrigados por árvores ou cercas-viva
(conhecidos como quebra-ventos), sombreamento, topografia, condições do
ambiente, facilidade de acesso e segurança.
O ideal é que o pasto apícola seja próximo às colônias, abundante,
diverso e que não tenha interrupções das floradas ao longo do ano. A
distância que as abelhas vão percorrer para coleta de néctar e pólen é
outro fator que impacta diretamente a produção de mel. Isso, porque, se
as operárias precisarem voar longas distâncias para procurar fontes de
alimento, elas gastam muito mais tempo e energia para retornarem para
suas colônias, em relação àquelas operárias que voam para locais mais
próximos. Consequentemente, quanto mais as abelhas trabalham, maior o
desgaste e menor o tempo de vida.
Normalmente, uma abelha faz sua coleta num raio de 3 km, mas é capaz
de voar o dobro dessa distância em caso de fonte abundante de néctar.
Dentro dessa lógica, a localização de fonte de água também é muito
importante. O ideal é que ela esteja a cerca de 500 m das colmeias. Caso
o terreno não ofereça essa opção, é necessário instalar bebedouros. A
água é uma fonte essencial para manter o equilíbrio térmico dos enxames,
pois é usada para refrigerar o ninho quando a temperatura externa está
muito elevada.
O clima não deve ser muito frio nem muito quente e o ideal é que
conte com estações secas e úmidas definidas. Nessa condição, há maior
concentração de floradas depois do período chuvoso.
Para evitar os riscos de contaminação, o apiário deve ficar a pelo
menos 3 km de lixões, aterros sanitários, lagoas de decantação de
resíduos, engenhos e outros ambientes que podem comprometer a qualidade
da produção apícola.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) também
estabelece a separação mínima de 1 km entre novos apiários e áreas
experimentais para plantio de organismos geneticamente modificados
(OGM).
Por questões de segurança, também é importante observar a distância
em que as colmeias ficarão posicionadas em relação a casas e outras
locais frequentados por pessoas. O ideal é uma distância de cerca de 500
m, que também deve ser observada em relação a criação de animais.
As colmeias devem ser numeradas de forma progressiva para permitir os
registros de produção individualizados. A numeração deve ser feita no
ninho, em local de fácil visualização. O apiário também tem de ser
identificado por número ou nome, para permitir a rastreabilidade da
produção.
A área do entorno do apiário deve ser conhecida, devendo-se relatar a
existência de culturas intensivas nas proximidades do apiário,
principalmente quando se fizer uso de defensivos agrícolas na área. Para
evitar o risco de acidentes, recomenda-se a prática de manejos
especiais durante o período de pulverizações.
As colmeias ou os apiários também precisam ser marcados em caso de
enfermidades. Nestas situações, o apicultor deve procurar ajuda técnica
especializada para saber quais as medidas recomendadas para a situação.
Apenas produtos autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) podem ser utilizados.
Floradas
O conhecimento sobre as floradas da região deve guiar a maior parte
das ações de manejo, já que a produtividade estará diretamente ligada ao
máximo aproveitamento dos períodos de florada.
Para alcançar o maior rendimento possível, as colônias precisam estar
fortes e sadias nos momentos de maior produção de néctar. Para isso, o
apicultor precisa sincronizar o manejo das colmeias com a época adequada
à sua realização. Manejos realizados fora da época comprometem a
produção e reduzem o lucro dos apicultores.
A diversidade da florada é um fator essencial para a instalação e
manutenção de um apiário. Há a necessidade de identificar as espécies do
entorno, plantar as espécies adaptadas e típicas da região, plantar
espécies que possuem períodos de floração diferenciados a fim de prover
recursos alimentares por todo o ano. Se possível, evitar a dependência
de monoculturas, já que os essas ofertam recursos em determinadas épocas
do ano e há o risco de contaminação dos enxames pela aplicação de
defensivos agrícolas.
A rainha
Ela cumpre um papel fundamental na condução da colmeia e sua atuação
deve ser acompanhada com atenção, pois pode ser necessário trocá-la por
uma mais jovem.
Uma rainha jovem e de boa genética garante um crescimento rápido da
colônia, enquanto uma rainha velha pode demorar para responder ao
estímulo da florada para aumentar a taxa de postura de ovos, o que vai
prejudicar o crescimento da população e a produção.
Para sua substituição, o apicultor deve utilizar os serviços de
criadores idôneos que façam uma seleção criteriosa para produção de
rainhas fortes e resistentes às doenças.
A troca deve ser realizada em um momento apropriado, pois a
substituição resulta em mudança de comportamento. Uma troca numa colmeia
que está em plena produção pode fazer com que as operárias coloquem mel
nos favos de cria, diminuindo o espaço disponível para a postura.
Materiais
A Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) adota o padrão de
colmeias Langstroth, que permite que as partes externas sejam
impermeabilizadas com parafina de grau alimentar ou cera de abelha, que
devem ser diluídas em óleos vegetais.
As indumentárias e utensílios apícolas devem ser mantidos limpos, em
perfeito estado de conservação e guardados em local livre de
contaminantes, como defensivos agrícolas, combustível e fertilizantes.
O material que será utilizado no fumigador deve ser de origem vegetal
e não pode ser tratado com produtos químicos, devendo proporcionar
fumaça fria, densa e sem cheiro forte.
Todos os procedimentos de limpeza e higiene devem estar descritos para que as pessoas envolvidas sigam os mesmos passos.
Manutenção das colmeias
Um dos principais desafios para o apicultor é garantir a continuidade
de suas colmeias nos períodos em que ocorre escassez de alimentos, como
ao final das floradas. Nessas ocasiões, a perda do enxame pode chegar a
40%.
Oferecer uma alimentação artificial é uma forma de impedir que as
abelhas abandonem as colmeias. Aconselha-se a utilização de xarope com
50% de açúcar ou mais, na falta de néctar, e com farinha de soja, para
suprir a ausência de pólen.
Colocar rapadura nas colmeias não é recomendável. É um alimento muito
seco e duro, que demorará para ser consumido e que vai acabar atraindo
inimigos naturais como formigas.
A união de colmeias também é uma medida interessante para que fiquem
mais populosas. Assim, diminui-se o número de colmeias, mas aumenta o
número de abelhas disponíveis para a coleta de alimentos. Normalmente,
as colmeias mais populosas são as mais produtivas e as que menos
apresentam problemas.
Melhoramento genético
Atualmente existem diversas técnicas de melhoramento genético das
abelhas, mas a mais simples está na substituição periódica de rainhas e
no acompanhamento e seleção de material genético superior em
produtividade.
Para identificar as colônias com melhor desempenho, é preciso usar
métodos padronizados e confiáveis. Na avaliação da produtividade do mel e
do pólen, por exemplo, um registro deve acompanhar a quantidade por
colônia. Observam-se também outras qualidades importantes, como a
resistência a doenças.
Para fazer a inseminação, são necessários equipamentos especiais e
profissionais treinados. No entanto, mesmo diante do alto custo o
melhoramento genético pode promover avanços na produção, se aliado às
técnicas de manejo adequadas.
Colaboradores
Para trabalhar diretamente no manejo das colmeias, todos os
colaboradores devem passar por um treinamento completo de boas práticas
apícolas. Além disso, é muito importante que todos estejam em perfeita
saúde.
É vedada a participação no processo de pessoas que estejam com gripe,
infecções gastrintestinais ou cutâneas. Hábitos anti-higiênicos, como
tossir ou espirrar sobre as melgueiras ou favos também devem ser
terminantemente evitados.
Cuidados na coleta e transporte de mel
Descuidos na coleta e transporte dos favos de mel podem comprometer a
qualidade do produto, causando alterações no gosto e na composição.
Além do cuidado extremo com a higiene de todos os materiais, a coleta
deve ser feita apenas em dias ensolarados e as melgueiras jamais devem
ser colocadas diretamente sobre o solo, mas sobre bandejas. Os favos
precisam ter no mínimo 80% de sua área operculada e não pode haver
presença de crias e pólen.
A fumaça deve ser usada com parcimônia e não pode ser direcionada
para dentro da colmeia ou sobre os favos de mel. Essa medida impede que o
mel absorva o cheiro e o gosto da fumaça.
As melgueiras devem ser transportadas em veículo fechado. Caso se
utilize um carro aberto como uma picape, uma lona clara plástica e
devidamente higienizada deve forrar o piso da caçamba e cobrir as
melgueiras.
Higienização de equipamentos e asseio pessoal
Além da importância já citada, vale destacar algumas boas práticas a serem adotadas nos processos de extração de mel:
Para a higienização de equipamentos:
- Pré-lavagem de todos os materiais com água corrente;
- Lavagem com sabão neutro, esponja e enxágue com água tratada;
- Sanificação com água sanitária (2,5% de hipoclorito de sódio), na proporção de 0,5% (250 mL de água sanitária para 50 L de água), e enxágue com água tratada.
Para a higienização pessoal:
- Deve-se tomar banho (lavando inclusive a cabeça), preferencialmente com sabão de coco;
- Não se deve usar desodorantes ou perfumes para evitar impregnação no mel;
- Manter unhas aparadas e rigorosamente limpas.
Cuidados com o uniforme:
- As roupas, além de limpas, devem ser claras. Preferencialmente de cor branca;
- Não se deve abrir mão de usar touca e máscara, evitando contaminações;
- Em certos casos o uso de luvas não é obrigatório, sendo indispensável retirar anéis, alianças e pulseiras.
Beneficiamento e comercialização
Ao local onde ocorre a extração do mel dá-se o nome de unidade de
extração dos produtos das abelhas (Uepa), popularmente conhecida como
“Casa de Mel”. Lá o produto é retirado, centrifugado, peneirado e
decantado para separação de sujidades.
Sua construção deve obedecer às normas sanitárias da portaria nº 6, de 25 de julho de 1985, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Já ao entreposto, cabe o beneficiamento do mel, no que diz respeito à
padronização e melhoria do produto final. São compreendidas etapas de
homogeneização – em relação à sua cor, aroma e sabor –,
descristalização, retirada do excesso de umidade e nova decantação.
Atendidas essas exigências, a estrutura estará apta para requerer o
Selo de Inspeção Federal (SIF), emitido pelo Departamento de Inspeção de
Produtos de Origem Animal (DIPOA), conferindo garantia de qualidade dos
produtos de abelhas e derivados, além de sua aprovação para exportação.
Caderno de campo
O desenvolvimento do setor agropecuário trouxe novas exigências aos
produtores para a garantia dos produtos. A utilização correta do caderno
de campo é forma mais simples para o apicultor comprovar a qualidade de
sua produção.
Por meio de seus registros, é possível conhecer o histórico do
produto. O Programa de Alimento Seguro (PAS) do Senai/Sebrae elaborou
uma proposta de caderno de campo bem simples, com as anotações
necessárias e importantes, que registram os possíveis riscos de
contaminações da produção.
Este caderno faz parte do conjunto de materiais desenvolvidos para
apoiar o setor apícola no atendimento às exigências da União Europeia,
mas especificamente a implantação das Boas Práticas e Análise dos
Perigos e Pontos Críticos de Controle do campo ao entreposto de mel.
Confira o modelo de caderno de campo no Guia de Uso e Aplicação de Normas da Cadeia Apícola, elaborado pelo convênio ABNT/SEBRAE.
Neste link você pode obter mais informações no Manual de Segurança e Qualidade para Apicultura.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
O exotismo das frutas da Mata Atlântica
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| Grumixama |
Você conhece grumixama? Já comeu geleia de uvaia? Para a grande maioria, provavelmente a resposta será "não". Mas no que depender de Marcio Schittini, das empresas Tiferet, e Paulo Lima, da Estilo Gourmand, essas frutas da Mata Atlântica, hoje ainda consideradas exóticas, se tornarão mais conhecidas do consumidor. Para isso, eles estão fazendo um mapeamento de frutas nativas no estado do Rio, para identificar quais são e em que regiões elas crescem abundantes ou têm potencial para atender demanda comercial.
O projeto, que está sendo desenvolvido com financiamento do edital de Inovação Tecnológica, da Faperj, é amplo. "A Mata Atlântica é uma fonte de riquezas ainda pouco exploradas. Existem frutas nativas ainda muito pouco conhecidas do consumidor e por isso mesmo consideradas como exóticas. É o caso do cambuci, do cambucá, da grumixama, da própria pitanga, jabuticaba, da uvaia e do araçá. Elas são, na verdade, as nossas berries nativas, ou seja, nossas cerejas fluminenses, bastante adequadas à produção de geleias, sorvetes, sucos, molhos e até pratos com ingredientes 100% do Rio de Janeiro", explica Schittini.
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| uvaia |
Identificadas as regiões de maior potencial, a equipe da Tiferet e da Estilo Gourmand vem visitando e entrando em contato com os agricultores da área para desenvolver estilos de cultivo orgânico, biodinâmico e amplo. "Alguns se mostram mais arredios; outros, ao saber que poderão contar com comprador para frutas que até então praticamente não tinham mercado, se entusiasmam."
Segundo Schittini, ao valorizar frutas nativas, também se está valorizando os pequenos produtores rurais. "Nesse sentido, procuramos estabelecer treinamento e melhoria de práticas agrícolas sustentáveis, transformando esse produtor em fornecedor de frutas frescas e para uso industrial."
Apesar de serem frutas abundantes em toda a Mata Atlântica, ainda não existem cultivos em escala. "Na região do município de Varre-Sai, encontramos agricultores bem animados em ampliar sua plantação de jabuticaba e em conhecer novos métodos de cultivo. Na área de Quissamã, no entanto, embora adequada à grumixama, os agricultores ainda não acreditam que haja consumidores para ela por se tratar de uma fruta esquecida", explica.
O fato é que Schittini está investindo com certo conhecimento de causa. Para saber como anda o gosto do público, a Tiferet, que já produz molhos diferentes para atender a um público mais sofisticado, submeteu amostras de geleias de cinco sabores diferentes a testes cegos com especialistas da área de alimentos e donos de restaurantes.
"Testamos pitanga, araçá, jabuticaba, uvaia, grumixama e cambuci, além de outras quatro mais conhecidas, como goiaba, ameixa, laranja e amora. O resultado foi que esse público se mostra disposto e curioso a experimentar novos sabores." Segundo Schittini, ao consultar seus compradores sobre seu interesse em geleias, o resultado foi o mesmo. "Eles querem produtos diferenciados, não o que já existe no mercado e que o público já conhece", garante.
Enquanto procura aprimorar as amostras desses novos sabores de geleia, tanto no sabor quanto na formulação, já que se trata de produtos que não usam conservantes, a empresa também se prepara para começar a produzir de duas a cinco toneladas de geléia. Isso já garantirá a aquisição de quantidades importantes de frutas in natura junto aos plantadores.
"De início, não conseguiríamos adquirir mais devido à escassez de plantios. O nosso objetivo é implementar novas áreas de cultivo pelo estado. Ao comercializar produtos com valor agregado, visamos ao desenvolvimento sustentável das comunidades fruticultoras. Se inicialmente queremos conquistar o mercado fluminense, no futuro, pretendemos direcionar nossas geleias também para exportação, que é um mercado sempre em busca de novidades do Brasil."
Para Schittini, estimular o consumo desses novos produtos será também um grande incentivo à fruticultura no estado, com geração de empregos e renda no interior. Como argumento, ele apresenta números: "O mercado de produtos orgânicos tem aumentado 10% ao ano no Brasil e 20% no exterior. O público consumidor de produtos light ou diet no País é de 30 milhões de pessoas e a receita das empresas do setor cresceu 870% nos últimos dez anos, segundo dados da Apex-Brasil. Além desses argumentos econômicos, temos ainda o fato de que preservar e reflorestar as áreas de Mata Atlântica é uma prioridade para o estado do Rio de Janeiro. Com a exploração econômica de frutas, é exatamente isso que estamos propondo."
FONTE
Faperj
Vilma Homero - Jornalista
Links referenciados
Estilo Gourmandestilogourmand.blogspot.com
Mata Atlântica
pt.wikipedia.org/wiki/Mata_Atlântica
jabuticaba
pt.wikipedia.org/wiki/Jabuticaba
grumixama
pt.wikipedia.org/wiki/Grumixameira
cambucá
pt.wikipedia.org/wiki/Cambucá
Tiferet
www.epicuro.com.br
araçá
pt.wikipedia.org/wiki/Araçá-rosa
cambuci
pt.wikipedia.org/wiki/Cambuci_(fruta)
pitanga
pt.wikipedia.org/wiki/Pitanga
Faperj
www.faperj.br
uvaia
pt.wikipedia.org/wiki/Uvaia
Como fazer adubação orgânica de frutíferas
Extraído do blog:http://microfundiourbano.blogspot.com.br/
Para manter nossas árvores frutíferas sempre saudáveis, um dos fatores que devemos observar é mantê-las sempre bem adubadas, pois é através deste alimento que nossas árvores irão gerar flores e, consequentemente, bons frutos.
Cada espécie de frutífera tem uma exigência especial de adubação. Algumas plantas necessitam mais zinco que outras, algumas precisam de boro em menor quantidade. Devemos consultar as literaturas disponíveis para conhecermos as exigências nutricionais específicas de cada frutífera que desejamos adubar.
Entretanto, quanto falamos de frutíferas nativas regionais brasileiras, como dizemos aqui em Minas "aí é que o trem desanda!", pois: quais são as necessidades de adubação de uma grumixama? de um gravatá? de um cambuci, da uvaia, do araçá??? Praticamente não temos nenhum estudo sobre estas necessidades!
Para todas as frutíferas já estabelecidas, que já produzam frutos, inclusive as nativas regionais, podemos adotar uma fórmula básica orgânica, que atenda as necessidades primárias de nutrição de qualquer espécie frutífera, assegurando particularmente uma boa colheita anual.
1 - Fórmula básica para adubação de frutíferas:
- Farinha de osso = 200 g a 300 g por m2 de área da árvore;
- Cinza de madeira = 50 g a 150 g por m2 de área da árvore;
- Esterco de gado = 6,5 litros, ou Composto orgânico = 10 litros, ou Esterco de galinha = 1 litro, por m2 de área da árvore;
- Húmus de minhoca = 1 kg a 1,5 kg por árvore;
- Pó de rocha (opcional) = 500 g a 1000 g por árvore;
Para a farinha de osso, a cinza de madeira, o pó de rocha e o húmus de minhoca: quanto mais alta e frondosa a arvore, maior a quantidade destes produtos.
2 - Calculando a área da frutífera:
Quando falamos de metros quadrados de área de um árvore, nos referimos a sua circunferência. Para calcular esta área, medimos a distância entre base do tronco da árvore, o mais próximo ao chão possível, até o ponto máximo de projeção da copa da mesma. Esse valor é o raio da árvore (R). Usamos a fórmula abaixo para obter a área:
Área da árvore = R x R x 3
Exemplo: para uma árvore com R = 2,1 metros, temos:
Área da árvore = 2,1 x 2,1 x 3 = 13,23
Arredondados o valor da área da árvore para cima - para um valor múltiplo de 0,5 - temos que a área desta árvore é de 13,5 metros quadrados.
3 - Quando adubar:
Recomenda-se que façamos uma adubação, bem caprichada, uma vez por ano, pelo menos, de 1 mês a mês e meio antes do período que anteceda a floração da frutífera. Se o período de floração precede a época das chuvas, podemos fazer a adubação 15 dias antes da floração. Se você não tem certeza de quando sua frutífera começa a florir, faça esta a adubação em meados de setembro.
4 - Como adubar:
Podemos, simplesmente, utilizar está fórmula em cobertura, sob a projeção da copa de nossa frutífera. Podemos também abrir alguns buracos, sob a copa, e preenche-los com esta adubação.
Aqui na minha casa, a técnica que utilizo é a da meia-lua, que consiste em abrir um sulco, em formato de meia-lua, a 2/3 do tronco até projeção da copa, região esta onde se concentram as raízes responsáveis pela nutrição da planta. Esta meia-lua deve ter, aproximadamente, 15 cm de profundidade, por 15 a 20 cm de largura, e medir de 1,5 a 3 metros de comprimento (quanto maior a árvore, maior o comprimento da meia-lua). Se o terreno é inclinado, devemos abrir a meia-lua do lado de cima da planta.
Dentro da meia-lua, depositamos primeiro a metade do húmus de minhoca. Misturar previamente a a farinha de osso, a cinza de madeira e o pó de rocha e espalhar dentro da meia-lua. Sobre esta mistura, espalhamos o resto do húmus. Umedecer levemente a meia-lua.
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| Sulco em meia-lua. |
Se você tem alguns pés de confrei, colher algumas folhas, picar bem, e colocar as folhas de confrei sobre o húmus.
Colocar o esterco/composto, de modo a tampar toda a meia-lua. Se sobrar esterco/composto, espalhe-o ao redor da árvore. Umedecer todo o esterco e cobrir tudo com material orgânico (capim seco, ou casca de arroz, ou palha de café, etc...).
Para umedecer a meia-lua, costumo usar uma mistura de humato com EM ativado - que são sinérgicos entre si, pois um potencializa a ação do outro - diluídos em água.
5 - Adubação pós-colheita:
Um mês após a colheita de todas as frutas, faremos uma adubação de reforço, da seguinte maneira: Se tiver confrei, espalhar folhas picadas, na projeção da copa. Cobrir com 3 litros de esterco curtido, ou 5 litros de composto orgânico, por metro quadrado, misturado a 500 g de bokashi (ou bocac), mais 100 g de calcário. Umedecer bem a área e cobrir com material orgânico. Se não tiver confrei e/ou bokashi/bocac, fique, pelo menos, como o esterco/composto + calcário.
Mais detalhes no vídeo:
6 - Dicas:
- Durante o ano, para uma melhor nutrição da planta, aplicar caldas fermentadas de espécies diferentes, chorume de urtiga, solução de cálcio e humato, intercalando a aplicação mês a mês, em intervalos regulares;
- Fazer adubação verde, envolta da frutífera, com feijão de porco, para suprir as necessidades de nitrogênio, antes do período vegetativo da árvore;
- As exigências nutricionais específicas de cada espécie, podem ser agregadas a fórmula básica, para garantir uma nutrição completa;
- Se a frutífera tiver menos de 3 anos, e ainda não tiver produzido, aplicar 1/3 da fórmula básica de adubação no primeiro ano. Nos próximos anos, aplicar metade da fórmula básica;
- Plantas que entram em dormência, no inverno, não devem ser adubadas neste período. Aguardar meados de setembro, para adubá-las;
- Não utilizar cinza proveniente de churrasqueira, para compor a fórmula básica de adubação.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
A poda da Jabuticabeira - aproveite o inverno
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| no verão antes da poda |
O melhor período para fazer a poda da jaboticabeira é no inverno antes da floração.
Como instrumentos podem ser utilizados tesoura de poda, tesourão e serrote de poda. O importante é que a árvore não seja danificada,lascada. Também pode ser utilizada uma serra elétrica que auxilia no rendimento do trabalho.
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| no verão antes da poda |
A poda é muito útil para indivíduos muito sombreados e varia de planta para planta porque depende do crescimento da árvore.
Os cortes auxiliam no controle de pragas e doenças, como a ferrugem da jabuticaba. A pode pode ser feita uma vez ao ano, com a retirada de até 30% da copa da árvore. Mais que isso pode trazer prejuízos à planta.
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| inverno após a poda |
Os ramos retirados pode ser aproveitados como lenha (parte mais grossa) e como adubo (parte mais fina repicada). No caso da jabuticabeira, pode ser dispensado o uso de fungicida nos cortes.
Fonte: poda de frutíferas - EMBRAPA
terça-feira, 2 de abril de 2019
sexta-feira, 29 de março de 2019
O que é o caqui chocolate?
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| Caqui que ganhamos dos vizinhos em Porto Alegre |
Os caquis (Diospyros kaki) são divididos em três grupos: taninosos ou shibugaki, não taninos ou amagaki e variáveis.
-
Os frutos dos caquis pertencentes ao grupo taninoso ou shibugaki são de
coloração amarela quando maduros, podendo ou não ter sementes e sempre
possuem polpa taninosa. Ex. de cultivares: 'Pomelo' e 'Taubaté'
-
Os frutos dos caquis do grupo não taninoso ou amagaki, são conhecidos
como caquis doces. São de coloração mais amareladas quando maduros, são
firmes, podendo ou não possuir sementes e não possuem tanino. Ex. de
cultivares: 'Fuyu' e 'Jirô'
- Já os caquis do grupo
variáveis são os caqui que podem ser tanto de polpa amarela, possuir
adstringência e não possuir sementes, como possuírem sementes e assim
adquirirem a polpa escura (chocolate) e assim não possuirem
adstringência. Ex. de cultivares: 'Giombo' e 'Rama Forte'.
Assim,
quando as flores femininas ou hermafroditas das plantas dos cultivares
pertencentes ao grupo variável são polinizadas, forma-se as sementes nos
frutos. As sementes liberam substâncias conhecidas como fenóis, que
insolubilizam o tanino, removendo assim a adstringência da polpa e
consequentemente, causando oxidação, assim tornando a polpa escura,
conhecida popularmente como "caqui chocolate".
Para
remover a adstringência dos frutos em casa, basta pingar algumas gotas
de vinagre no cálice do fruto (restos florais que ficam em cima do
fruto), embrulhar em folhas de jornal e manter a sombra por três dias.
Comercialmente, os produtores removem o tanino dos frutos com o emprego
de combustão, pulverizações com solução alcóolica ou com carbureto.
Postado por
Rafael Pio
às
21:49
quinta-feira, 28 de março de 2019
Plantar Banana em 7 Dicas de Sucesso!
Fonte: site novonegocio.com.br Por Vinicius Gonçalves

Está em busca de um negócio lucrativo? Que tal como plantar banana? Veja aqui os motivos para entrar no negócio e como começar a plantação de bananas.
Banana, doce de banana, bala de banana e
quantos outros alimentos que são feitos com esta fruta que você
conhece? Muito provavelmente vários, concorda?
Essa é uma das frutas mais consumidas no
Brasil e no mundo, sendo utilizada de diferentes formas na culinária. É
possível ganhar dinheiro com esta fruta de maneiras variadas, sendo o
cultivo uma das mais rentáveis.
Você está pensando em começar o seu
negócio próprio, mas não possui muito dinheiro para investir? Pois bem, a
solução para os seus problemas pode estar no plantio de bananas, as
quais se adaptam muito bem ao clima brasileiro e dão frutas durante todo
o ano, garantindo um lucro estável para o produtor.
O cultivo de banana é recomendado
especialmente para as regiões em que o calor é frequente, pois ela
necessita de temperaturas elevadas para se desenvolver adequadamente.
A produção desta planta tem baixo custo e
precisa de inúmeros cuidados para oferecer frutas saborosas. Gostou da
ideia de cultivar esse produto? Para te ajudar reunimos mais informações
sobre como plantar banana. Confira!
Conheça a Origem da Bananeira
Antes de se aventurar em qualquer
negócio é recomendado conhecer tudo sobre a atividade que se pretende
exercer, com isso, os riscos de acontecer imprevistos e possíveis
prejuízos financeiro são menores.
A bananeira, também conhecida como
figueiras-de-adão, são uma planta que pertence à família Musaceae, tendo
sido descoberta no sudeste do continente asiático, mais especificamente
na Indonésia, Filipina e Malásia, tendo sido levada para a Índia em
meados de 600 a.C e, mais tarde, para a China.
A partir das navegações de 1.500
realizadas pelos portugueses, a banana começou a se espalhar pelos
demais continentes, não demorou muito para que chegasse ao Haiti,
Caribe, República Dominicana e Brasil, que são considerados os países
que mais produzem essas frutas e as consomem.
Assim como a maioria das plantas, a
bananeira também é dividida em categorias como, por exemplo, a Musa
sapientum, Musa ingens, Banana-ouro brasileira, entre outras.
Todas as diversidades podem ser consumidas in natura, porém, apenas são recomendadas para os processos de industrialização.
Por Que Plantar Bananeira?
Há diversos motivos para investir na
plantação de bananas. Em primeiro lugar, esta é uma boa alternativa para
quem busca um negócio altamente rentável e ao mesmo tempo estável, pois
a banana é uma das frutas mais consumidas no Brasil e no mundo, logo,
dificilmente faltará demanda para esta área do mercado.
Além disso, as bananas oferecem
diversidades comercial, visto que podem ser consumidas in natura ou
industrializadas, processadas e transformadas em outros alimentos.
O Brasil disponibiliza o clima ideal para o cultivo das bananas, o que permite que a frutas nasçam saudáveis e saborosas.
7 Dicas de Sucesso de Como Plantar Banana
As bananeiras são plantas que se adaptam
com facilidade ao clima brasileira, mas que também necessitam de
cuidados específicos para se desenvolverem, devendo ser observadas desde
a escolha das sementes até o plantio e colheita. Por isso, acompanhe
abaixo as melhores dicas de como plantar banana.
1- Escolha o Local Adequado Para Plantar Banana
Em se tratando de plantação, o local em
que a atividade será realizada é um fator preponderante, visto que a
partir dele o seu negócio pode se tornar um sucesso ou fracasso.
Um empresário de sucesso precisa
planejar perfeitamente suas atitudes, focar em um espaço adequado para
conseguir o maximizar a produtividade e, por fim, manter a administração
correta.
Em primeiro lugar, o ideal é escolher
uma região com temperaturas elevadas para fazer a plantação de
bananeira, visto que ela se adapta melhor ao clima tropical, lugares com
períodos inferiores a 15°C devem ser evitados.
Embora necessitem de calor para se
desenvolverem, não significa que as bananeiras devam ser plantadas em
locais secos, pois elas também precisam de umidade e chuvas regulares.
O solo tem que ser drenável o suficiente para absorver a água sem comprometer a raiz da planta.
2 – Época Certa Para Plantar Banana
As bananeiras são classificadas como
plantas de ciclo de vida perene, ou seja, que são capazes de se
desenvolverem durante todo o ano.
De fato, as bananeiras podem ser
plantadas em qualquer período, mas é recomendado escolher a época do
plantio de acordo com as condições climáticas da região em que a
atividade será realizada.
Sendo assim, nos locais em que há umidade natural, o produtor pode iniciar a plantação em qualquer mês.
Agora, se a região for mais seca,
recomenda-se que o plantio seja feito nos períodos mais chuvosos, que
normalmente ocorrem entre outro e fevereiro. Dessa maneira, a germinação
ocorre com maior facilidade.
3- Selecione a Diversidade da Banana

Conforme já foi dito, as bananeiras são
divididas em categorias, sendo necessário escolher uma delas para
plantar. Esta etapa deve ser feita com base no destino final que o
produtor pretende dar para as bananas colhidas, o sucesso do seu negócio
depende desta escolha.
Portanto, caso você deseje plantar
banana para exportar, o ideal é optar pelo tipo Grande Naine, Lacatan,
Jangada, Nanicão, Nanica, Piruá ou Poyo.
Porém, supondo que a intenção seja
produzir banana para o consumo in natura, indica-se cultivar as espécies
Colatina Ouro, Branca, Prata, Nanica, Ouro ou Maçã. Para a finalidade
industrial, é recomendado selecionar a Valery, Piruá, Nanica, Branca,
Jangada ou São Domingos.
Perceba que existe uma gama imensa de
tipos de bananeira, o que exige que o empresário tome muito cuidado no
momento da escolha, focando no seu objetivo. Também, lembramos que a
forma de cultivar a banana é importante e pode influenciar diretamente
no resultado final (produto).
4- Prepare o Solo Para Plantar Banana
Selecionou a diversidade da banana que é
do seu interesse comercial? Agora é o momento de colocar a mão na massa
e começar a preparar o solo para plantar as bananeiras.
Primeiramente, é indicado arar a terra,
ainda mais se ela recebeu outras plantas na safra anterior, com isso
você irá remover todos os resíduos que possam atrapalhar o crescimento
das novas plantas.
Além disso, também é indicado passar
pesticidas com pelo menos um mês de antecedência para evitar que insetos
apareçam e se propaguem durante o cultivo das bananeiras.
Por fim, é recomendado enriquecer o solo
com compostos orgânicos e químicos que sejam capazes de potencializar
os seus nutrientes.
5 – Escolha as Mudas de Banana
As bananeiras devem ser plantadas
através de mudas, que são retiradas de outras bananeiras adultas e que
já estejam dando frutas.
Durante este processo é necessário tirar
a parte escura do rizoma, além de cortar todas as raízes velhas. As
mudas podem ser adquiridas em viveiros ou em outras plantações.
6 – Faça a Semeadura da Banana

A semeadura da bananeira é uma etapa que tem que ser realizada manualmente.
A primeira coisa a se fazer é preparar
as covas, as quais precisam ter no mínimo 30 centímetros de profundidade
e de largura, espaço esse considerado suficiente para que as mudas
possam se desenvolver corretamente e firme as suas raízes.
O espaçamento, ou seja, o espaço entre
uma cova e outra, também deve ser observado no momento da semeadura. Por
isso, é indicado que seja deixado aproximadamente 1,30cm entre as
mudas. Dessa maneira, diminui-se o risco de que uma planta interfira no
crescimento da outra.
7 – Colheita das Bananas
Normalmente as bananeiras começam a dar frutas um ano depois de serem plantadas e as produzem durante todo o ano.
No entanto, vale ressaltar que a
frequência em as bananas nascem depende das condições climáticas, do
solo e também dos cuidados que as plantas recebem durante o cultivo.
Para fazer a colheita das bananas é preciso utilizar luvas e facão para desprender os cachos da árvore.
É indicado tomar cuidado para não
“machucar” as frutas, pois qualquer batida pode ocasionar manchas
escuras, o que deixa a banana “feia” e ainda pode comprometem o sabor.
Plantar bananeira como forma de negócio
pode ser uma ótima opção, desde que você foque em obter conhecimento
sobre a área, como é o caso de fazer um curso de agronomia. Lembre-se
que administrar o seu negócio é fundamental, afinal, a plantação é como
qualquer outra empresa.
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