O ozônio encontrado nas partes mais altas da atmosfera funciona como uma camada de proteção contra a incidência em abundância dos raios solares na esfera terrestre, evitando um aquecimento excessivo, capaz de colocar em risco a segurança do planeta. Por isso a destruição desse anteparo é tão preocupante – gases, como o metano, já deixaram buracos onde havia uma maior concentração de ozônio. Os danos estão aí: derretimento das geleiras, tufões e tornados, períodos de seca e excesso de chuva.
Reduzir a produção de gás metano pode ser um começo para a recuperação da camada de ozônio, e você pode participar desse processo compostando o lixo da sua cozinha. Aliás, na Califórnia (EUA) a compostagem virou lei. A implantação do novo decreto será gradativa, de acordo com cada cidade. Mas, em breve, todo lixo orgânico das casas, instituições públicas e estabelecimentos deve ser encaminhado para a compostagem, onde será transformado em adubo ou em biogás para fornecer energia.
As famílias também estão sendo incentivadas a montar a própria composteira, em casa, e usar a matéria orgânica final para adubar as plantas. Já as comunidades, terão um centro de compostagem e um programa de educação ambiental. Por aqui, os brasileiros preocupados com as alterações climáticas também podem fazer o mesmo.
A compostagem doméstica é simples – quer dizer, desde que exista um pedaço de terra livre no jardim. Aí, sim, basta cavar um buraco para depositar os resíduos orgânicos do dia a dia e, em seguida, cobrir com uma camada de terra ou folhas secas. A cada 15 dias, é importante revolver a mistura de lixo em decomposição e terra com ajuda de uma enxada ou pá.
Outra possibilidade, mais prática, é investir em uma composteira feita de caixas de plástico empilhadas, também conhecida como minhocário. Ocupa pouco espaço (existem modelos pequenos para apartamento), com a vantagem das minhocas acelerarem o processo de decomposição orgânica, além evitar mau cheiro e a visita indesejada de larvas e moscas.
Existem minhocários prontos, mas você pode montar o seu do zero. Material necessário:
- Três caixas de plástico, uma delas com tampa
- 1 torneira pequena (tipo de filtro de barro)
MONTAGEM DA COMPOSTEIRA
As três caixas devem ser empilhadas, sendo que as duas primeiras precisam de furos na base para que exista comunicação entre elas. O lixo orgânico deve ser colocado nas duas caixas superiores (quando a de cima estiver cheia, a de baixo deve vir para cima).
A torneira deve ser instalada na terceira caixa, que tem a função de coletar o chorume, resíduo líquido resultante da decomposição do lixo orgânico, que deve ser coletado frequentemente. Dilua cada parte do chorume em dez partes de água e use a mistura para regar as plantas uma vez por semana. Elas vão viçosas e saudáveis.
ENTRA “LIXO” SAI ADUBO ORGÂNICO
Forre a caixa superior com folhas secas, serragem e galhos. Em seguida, coloque terra preta com minhocas californianas (são mais vermelhinhas) para receber o lixo da cozinha (casca de ovos, casca de frutas e legumes, verduras, grãos crus, borra e filtro de café), que deve ser mantido sempre coberto por uma nova camada de folhas secas, serragem e galhos. A quantidade ideal de matéria seca (folhas, galhos e serragem) deve ser suficiente para cobrir completamente os restos de alimentos.
O composto também precisa de oxigênio e umidade. A cada 15 dias, revire cuidadosamente os materiais para arejar e facilitar a decomposição. Caso a mistura fique muito seca (é raro, mas pode acontecer), umedeça com um pouco de água. Quando a caixa do topo estiver cheia, troque-a com a caixa do meio e repita o processo.
No fim de dois meses, o material que sobra na caixa do meio é o húmus de minhoca, um adubo com aspecto e cheiro de terra molhada, bastante nutritivo para plantas e para a horta. Para coletar esse composto sem perder as minhocas, coloque a caixa aberta no sol. Elas irão para o fundo, para fugir da claridade. O húmus pode ser misturado à terra dos vasos e canteiros a cada três meses.
Minhocas californianas, especiais para compostagem!
A maioria das pessoas nem se dá conta, mas entre 60% e 70% de todo o lixo produzido diariamente numa casa poderiam ser reaproveitados. Um processo simples, rápido e barato garante a transformação do material orgânico em húmus, um adubo natural com grande quantidade de nutrientes. O trabalho fica por conta de minhocas colocadas em estruturas plásticas onde o lixo é armazenado. E o melhor: tudo pode ser feito em pequenos espaços, o que faz da atividade, uma alternativa até para quem vive em apartamentos.
Fornecemos minhocas e minhocários para o Rio Grande do Sul!
Contate agropanerai@gmail.com ou whast 51 3407-4813
minhocário antes
Minhocário depois, já com humus.
Húmus: Algumas Características
O húmus de minhoca nada mais é que seu excremento. A minhoca é a maior produtora biológica de húmus, transformando toda matéria orgânica no mais rico adubo existente.
Pesquisas mostram que a aplicação do húmus de minhoca no milho gera um aumento de 18% de rentabilidade econômica para a cultura, e na cultura de batata se obteve um aumento de 17% no primeiro ano.
• Estudos comprovaram que o trabalho das minhocas no solo e a utilização do húmus aumentam a produção de grãos em 35 a 50% e de folhagem em até 40%, em comparação a outras culturas sem a aplicação do húmus;
• Adubo cientificamente preparado, contendo todos os elementos dos macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) e micronutrientes (manganês, ferro, cloro, cobre, zinco, cobalto, boro molibdênio), microorganismos humidificantes alcalinos (rhizovium – fixadores de nitrogênio atmosférico);
• Fertilizante natural, poderoso para todas as plantas, que crescem vigorosas e mais rapidamente;
• Antecipa e aumenta a florada e a frutificação;
• Equilibra o pH;
• Com uma umidade de 40 a 45%, o húmus garante a sobrevivência das minhocas e dos casulos;
• Agrega as partículas do solo, proporcionando maior liga e tornando o solo mais resistente à ação dos ventos e das chuvas;
• Desagrega solos argilosos e agrega os arenosos;
• Retém a água, diminuindo substancialmente os efeitos da seca;
• Pode ser empregado em contato direto com as raízes e os brotos mais delicados, sem perigo de queimá-los, pois é um produto estável;
• Promove elevação do nível de cálcio, fazendo a correção do solo;
• Corrige a toxidez do solo em até 70%;
• Atuação permanente, duradoura e imediata após sua utilização;
• Retém melhor seus elementos, liberando-os dosadamente, tornando a adubação mais eficaz e duradoura;
• Em relação à uma camada de solo fértil, o húmus apresenta 5 vezes mais Nitrogênio, 2 vezes mais Cálcio, 4 vezes mais Magnésio, 7 vezes mais Fósforo e 11 vezes mais Potássio.
(Fonte: Agricultura Orgânica – Dr. Ronaldo S. Berton – Pesquisador Cient. Seção de fert. do Solo e Nutr. de Plantas.)
A ora-pro-nóbis é uma planta alimentícia não convencional (PANC) encontrada principalmente em Minas Gerais. Ela é rica em nutrientes e elementos essenciais, como fibras, ferro e ácido fólico, e se destaca pelo alto teor de proteínas, sendo uma excelente opção para dieta vegana e vegetariana.
Além disso, a ora-pro-nóbis oferece potenciais benefícios à saúde, como auxílio na perda de peso, prevenção da anemia, alívio de dores e controle dos níveis de colesterol e açúcar no sangue. Os componentes da ora pro nóbis também se destacam por apresentarem efeito anti-inflamatório e antioxidante natural.
Com o nome científico Pereskia aculeata, essa planta comestível pode ser incorporada facilmente à dieta. Ela pode ser consumida em saladas, sopas ou acompanhada de arroz, estando disponível fresca, desidratada ou em farinha. Pode ser cultivada em casa ou encontrada em feiras e lojas de produtos naturais.
Para que serve ora-pro-nóbis?
A ora-pro-nóbis apresenta enorme riqueza nutricional, sendo considerada um "superalimento" repleto de benefícios. Ela contém alto teor de fibras, por exemplo, o que auxilia na regulação do funcionamento do intestino e ajuda na saciedade.
Essa planta está na restrita lista dos vegetais ricos em proteínas, podendo ser utilizada como uma alternativa proteica para veganos e vegetarianos ou como um complemento desse nutriente para qualquer indivíduo.
A planta ainda conta com boas quantidades de vitamina C, vitamina A e ferro, nutrientes que ajudam a combater os radicais livres, contribuem para evitar anemia e apoiam a imunidade.
Agora que você já sabe o que é a ora-pro-nóbis e para que ela serve, o foco deste texto será explorar, em detalhes, os seus benefícios e como consumi-la. Continue a leitura!
11 benefícios da ora-pro-nóbis para a saúde
Os 11 principais benefícios da planta ora-pro-nóbis para a saúde são:
1. Perda de peso
“Ora pro nóbis emagrece?” De forma geral, as fibras ajudam a promover a saciedade, o que pode contribuir para a redução do apetite e, consequentemente, para a perda de peso quando inserida em uma dieta balanceada.
Um estudo sobre um macarrão enriquecido com ora-pro-nóbis revelou que 100 g dessa preparação podem suprir 2,3% da recomendação diária de ingestão de fibras da Organização Mundial da Saúde (OMS), um nutriente fundamental para o controle da saciedade.
2. Controle da diabetes
A ora-pro-nóbis tem sido utilizada por seu potencial em controlar o nível de açúcar no sangue. As fibras presentes na planta ajudam a retardar a absorção do açúcar, o que pode contribuir para a redução do índice glicêmico das refeições. Isso é especialmente relevante para diabéticos.
3. Prevenção da anemia
De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a ora-pro-nóbis é uma boa fonte de ferro, vitamina B12 e proteínas, nutrientes essenciais para quem sofre de anemia.
O estudo destacou que a ingestão dessa planta pode ser útil no combate à anemia ferropriva, ajudando a melhorar os níveis de hemoglobina e combatendo sintomas, como cansaço e fraqueza.
A spirulina é outra opção que é rica em proteína e ferro e que pode auxiliar no combate à anemia. De acordo com um estudo, o consumo de spirulina ajudou na melhora da anemia e na imunidade de idosos em apenas 12 semanas de suplementação.
4. Melhora da saúde intestinal
A ora-pro-nóbis também pode ser benéfica para a saúde intestinal, principalmente por seu alto conteúdo de fibras, que servem como prebióticos. Esses prebióticos ajudam a alimentar as bactérias benéficas do intestino, promovendo um equilíbrio saudável da microbiota intestinal.
Manter esse equilíbrio é fundamental, pois uma microbiota saudável é crucial para a absorção de nutrientes e produção de neurotransmissores, como a serotonina, essenciais para o bem-estar geral.
5. Alto teor proteico
Um estudo sobre a composição nutricional da ora-pro-nóbis mostrou que a planta contém cerca de 25% de proteínas em sua composição. Isso a torna uma excelente fonte de proteína para indivíduos que seguem dietas veganas ou vegetarianas.
A proteína é essencial para diversos processos no corpo, como o fortalecimento de unhas e cabelos, e também para o desenvolvimento muscular.
6. Ação anti-inflamatória
Estudos conduzidos pela Universidade de Juiz de Fora relataram os efeito ant-iinflamatórios do ora pro nóbis, o que a torna eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, especialmente aquelas relacionadas à pele.
Esses achados foram corroborados por outras pesquisas que destacam o papel de plantas como a cúrcuma, que também demonstraram eficazes propriedades anti-inflamatórias.
7. Redução de dores
Pesquisas sobre a ação analgésica da ora-pro-nóbis indicam que ela pode ajudar a reduzir dores relacionadas a processos inflamatórios. O estudo citado anteriormente mostrou que a planta tem potencial para agir como um analgésico natural, aliviando dores causadas por inflamações no corpo.
8. Ação antioxidante
A ora-pro-nóbis contém fenóis, substâncias com propriedades antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres. Esses radicais são responsáveis pelo envelhecimento celular e pelo desenvolvimento de doenças degenerativas, como apontado em vários estudos.
Outro composto com forte ação antioxidante é a astaxantina, que, conforme pesquisas, tem mostrado ser altamente eficaz na proteção contra os danos causados pelos radicais livres.
9. Presença de ácido fólico na composição
O ácido fólico presente na ora-pro-nóbis é particularmente benéfico para gestantes no início da gravidez. A planta tem sido indicada para prevenir a má-formação do cérebro e da coluna do bebê, conforme destacado em estudos sobre a importância do ácido fólico durante a gestação.
Esse nutriente também é crucial para o desenvolvimento embrionário.
10. Redução do colesterol ruim
Devido ao teor de fibras, a ora-pro-nóbis pode contribuir para a redução dos níveis de colesterol LDL, o "colesterol ruim", no organismo. Esse efeito é importante, pois níveis elevados de LDL estão associados ao aumento do risco de doenças cardíacas, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), logo, buscar formas de como baixar o colesterol é de extrema importância.
11. Hidratação da pele e dos cabelos
Estudos sobre os benefícios da ora-pro-nóbis para a saúde da pele e cabelos mostram que a planta é rica em vitamina A (retinol), essencial para a hidratação da pele e a manutenção da saúde capilar.
O retinol também tem um papel importante na proteção ocular, como mostrado em estudos sobre os efeitos da vitamina A na saúde visual.
Se você gostou dos benefícios da ora-pro-nobis, vai adorar conhecer a maca peruana em pó, outra planta natural com efeitos incríveis para o bem-estar e a saúde!
Afinal, a planta ora-pro-nóbis é uma fonte de proteína mesmo?
A ora-pro-nóbis tem ganhado destaque por suas propriedades nutricionais. Quando se trata de proteína, ela se mostra uma excelente fonte, especialmente para aqueles que seguem dietas veganas ou vegetarianas.
Estudos indicam que cerca de 25% da composição da ora-pro-nóbis é formada por proteínas, o que a torna uma opção rica e vantajosa para complementar a ingestão desse macronutriente.
Isso é particularmente importante, pois a proteína desempenha um papel essencial na manutenção da musculatura, recuperação de tecidos e na saúde geral do corpo.
Além disso, as proteínas da ora-pro-nóbis contêm aminoácidos essenciais, que são necessários para o bom funcionamento do organismo. Por sua qualidade e quantidade, ela pode ser uma alternativa interessante para quem busca aumentar a ingestão de proteína de origem vegetal.
Informações nutricionais da ora-pro-nóbis
A tabela a seguir traz a informação nutricional de 100 g, o que corresponde a 7 colheres de sopa, de ora-pro-nóbis cozida:
CSS Selectors
Calorias:
26 kcal
Proteína:
20 g
Lipídios:
0,40 g
Carboidratos:
5 g
Fibras:
0,90 g
Cálcio
79 mg
Fósforo
32 mg
Ferro:
3,60 mg
Retinol:
250 mcg
Vitamina B1:
0,02 mg
Vitamina B12:
0,10 mg
Niacina:
0,50 mg
Vitamina C:
23 mg
Como consumir ora-pro-nóbis
Se você está se perguntando receitas com ora pro nóbis, aqui estão algumas ideias simples e deliciosas para incorporar essa planta nutritiva no seu dia a dia:
Salada refrescante
Higienize bem as folhas de ora-pro-nóbis e adicione a saladas. Misture com alface, rúcula, tomate, cenoura ralada e amendoim. Finalize com um molho de sua preferência para dar um toque especial.
Omelete ou ovos mexidos
Refogue cebola e alho em azeite, adicione a ora-pro-nóbis picada e, em seguida, os ovos batidos. Uma opção simples e cheia de proteína!
Suco verde e vitaminas
Troque a couve pela ora-pro-nóbis nos seus sucos verdes. Além de mais saborosa, ela mantém seus nutrientes intactos, já que pode ser consumida crua.
Refogados de legumes
Incorpore ora-pro-nóbis em refogados com cenouras, abóboras ou ervilhas. Ela vai aumentar a saciedade e enriquecer o prato com mais nutrientes.
Sopas nutritivas
Use ora-pro-nóbis no lugar do espinafre em sopas. Ela adiciona mais proteínas à refeição, mantendo a cremosidade e o sabor.
Tortas e quiches
Ora-pro-nóbis também é excelente como recheio para tortas, quiches ou muffins. Combine com frango, carne moída ou atum para um prato nutritivo e saboroso.
Purês enriquecidos
Misture ora-pro-nóbis picada em purês de batata ou abóbora. Assim, você aumenta a proteína da refeição sem perder o sabor.
Molhos e pestos
A ora-pro-nóbis é uma excelente base para molhos e pestos. Use-a para incrementar maionese ou molhos à base de azeite, tornando-os mais nutritivos.
Cozidos com leguminosas
Cozinhe ora-pro-nóbis com leguminosas como grão-de-bico, lentilhas ou feijão. Isso eleva o conteúdo proteico desses alimentos, tornando-os ainda mais saudáveis e equilibrados.
Receita de chá de ora pro nóbis
O chá de ora-pro-nóbis é uma maneira simples e eficaz de aproveitar os benefícios dessa planta nutritiva. Além de ser fácil de preparar, ele oferece uma excelente dose de vitamina C e outros nutrientes essenciais. Veja como preparar:
Como preparar o chá de ora-pro-nóbis:
1 - Ingredientes: 1 colher de sopa de ora-pro-nóbis picada; 1 xícara de água fervente; ervas a gosto (opcional), como camomila ou canela, para complementar o sabor.
2 - Modo de preparo: ferva a água e despeje em uma xícara; adicione a colher de sopa de ora-pro-nóbis picada na água quente; deixe em infusão por 5 a 10 minutos; coe, se desejar, e adicione as ervas opcionais para melhorar o sabor.
3 - Dica: para um chá mais saboroso, você pode adoçar com mel ou adoçante natural a gosto.
Contra indicação e cuidados de consumo
A discussão sobre possíveis contraindicações ao consumo da ora-pro-nóbis é relevante para garantir sua segurança e maximizar seus benefícios. Embora não tenham sido relatados efeitos colaterais significativos até o momento, é importante estar ciente de certos cuidados especiais:
potencial de oxalato: algumas espécies de ora-pro-nóbis podem conter uma quantidade significativa de oxalato, o que pode contribuir para a formação de cálculos no sistema urinário. Portanto, é aconselhável consumir com moderação e estar atento à sua reação individual;
interações medicamentosas: embora não haja contraindicações conhecidas com medicamentos, é sempre prudente consultar um profissional de saúde antes de integrar a ora-pro-nóbis à sua dieta, especialmente se estiver tomando medicamentos específicos;
moderação no consumo: ainda que não haja relatos de efeitos colaterais graves, é recomendado consumir a ora-pro-nóbis com moderação. Como qualquer alimento, o consumo excessivo pode levar a desconfortos digestivos em algumas pessoas.
Maximizando os benefícios
Para garantir a absorção ideal de nutrientes, é recomendável consumir a ora-pro-nóbis junto com fontes de vitamina C, como frutas cítricas ou vegetais ricos nesse nutriente. Isso pode ajudar na absorção do ferro presente na planta, maximizando seus benefícios para a saúde.
Como cultivar e onde encontrar ora-pro-nóbis?
Aqui estão algumas orientações para cultivar e adquirir a ora-pro-nóbis:
Cultivo em casa
A ora-pro-nóbis é uma planta de fácil cultivo, resistente às variações climáticas. Para cultivá-la em casa, prepare um vaso e plante algumas sementes para germinar ou adquira uma muda. Mantenha uma profundidade de cerca de dois centímetros ao plantar.
Escolha locais com exposição solar adequada, garantindo pelo menos quatro horas diárias de luz direta. Regue a planta duas a três vezes por semana para mantê-la saudável e vigorosa.
Onde encontrar
plantas frescas: procure em feiras de agricultores locais ou mercados especializados em produtos orgânicos;
forma desidratada: lojas de produtos naturais ou mercados com seção de alimentos saudáveis podem oferecer a ora-pro-nóbis desidratada;
outras formas: além da planta fresca e desidratada, alguns estabelecimentos podem oferecer a ora-pro-nóbis em outras formas, como em cápsulas ou em pó.
Lembre-se de que a spirulina é uma alternativa nutricionalmente rica à ora-pro-nóbis, podendo ser encontrada em lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação.
Este artigo foi escrito por Suelen Costa dos Santos, nutricionista (CRN 10 – 7816), formada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Possui pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP – Centro de Nutrição Funcional, uma das instituições mais renomadas da área. Seu trabalho é guiado pelos princípios da nutrição funcional, com foco na promoção da saúde e na individualidade bioquímica.
Devido a seu alto valor no mercado, a physalis pode se tornar uma excelente oportunidade de negócio para pequeno e médio produtores
A fruta physalis (Physalis angulata) é encontrada na região Amazônica (Colômbia e Brasil), também conhecida com os nomes populares camapum, saco-de-bode, mulaca, joá e joá-de-capote. Cresce em uma planta arbustiva da família das solanáceas, a mesma da berinjela e do tomate. Possui formato arredondado e suas cores podem variar (verde, amarela, laranja ou vermelha). Quando em desenvolvimento, a physalis permanece no interior de uma folha fina, em forma de cálice, formando uma espécie de casulo.
Physalis - alto valor no mercado e boa rentabilidade
Com o sabor acético adocicado, a physalis (joá) é consumida in natura, mas também é utilizada tanto na culinária (compotas, geleias e licores) como na medicina natural (tratamento de diabetes, reumatismo e doenças de pele). Devido a seu alto valor no mercado, esse fruto pode se tornar uma excelente oportunidade de negócio para pequeno e médio produtores.
Physalis – boa adaptabilidade, rusticidade e precocidade
Dentre suas principais vantagens estão adaptabilidade, rusticidade e precocidade, o que permite o cultivo em qualquer região do país. Entretanto, é de extrema necessidade adotar métodos de controle contra algumas pragas, como brocas, tripes e ácaros.
Siga algumas dicas fáceis para cultivar physalis:
1. Para iniciar o cultivo comercial de physalis, basta um hectare de terra, com solo rico em material orgânico (com pH entre 5,5 e 6,0).
2. A planta se desenvolve bem em temperaturas elevadas, mas se adapta bem a temperaturas baixas (não gosta de umidade).
3. O plantio é feito o ano todo, contanto que se faça a correção do solo por meio da análise em laboratório.
4. Antes de transplantá-la no solo, plante as sementes em bandejas de isopor (128 células), copos de plástico (300 mililitros) ou saquinhos de polietileno (13 x 13 centímetros).
5. A germinação ocorre de 10 a 20 dias (quando as mudas atingem entre 20 e 30 centímetros de altura, plante-as em local definitivo).
6. Assim que alcançarem 80 centímetros de altura, torna-se necessário o seu tutoramento (da mesma forma que o tomateiro).
7. O sistema de irrigação mais adequado ao cultivo de physalis é o de gotejamento.
8. Em apenas um hectare podem ser instaladas de 6 mil a 12 mil plantas, que produzem de um a três quilos de frutos cada uma.
9. Quando a umidade relativa do ar estiver muito alta, aplique calda bordalesa (a cada 15 dias) para evitar que a planta sofra o ataque de doenças fúngicas.
10. Para o controle de pragas (brocas, tripes e ácaros), pulverize a planta (a cada oito ou dez dias) com defensivos prescritos por engenheiro agrônomo.
Famílias agricultoras, estudantes e técnicos rurais que atuam no município de Água Santa/RS estão produzindo fermento crioulo, desde a coleta dos materiais, a fermentação, a multiplicação e o envase final na forma líquida. O objetivo principal é contribuir para que as famílias agricultoras conheçam insumos alternativos para a produção, que sejam simples, de baixo custo e que não contaminem as pessoas e a natureza. Ações como essa são importantes para a transição agroecológica e a soberania produtiva.
O fermento crioulo contém fungos e bactérias do mato, podendo ser utilizado no solo, em mudas, para inocular sementes, pulverizar a parte aérea de plantas e contribuir na limpeza dos animais. Entre suas vantagens, destacam-se:
Controle de doenças das raízes (murchadeira) e folhas (ferrugem);
Auxílio na vivificação do solo (aumento da vida);
Indução ao maior enraizamento da planta;
Ajuda para as plantas captarem nutrientes e água mais profundamente no solo;
Controle do pulgão e da cochonilha;
Retirada do mau cheiro de estábulos, currais, chiqueiros e galinheiros.
O preparo do fermento crioulo ocorreu em três etapas. A primeira, realizada no mês de outubro, foi a coleta de todo o material necessário para o preparo, sendo eles: serrapilheira, açúcar, farelo, leite e água sem cloro. Na primeira fermentação foram misturados todos os ingredientes sobre uma lona, umedecendo com leite e água até formar uma massa na mão (80% de umidade). Após, foi compactado a mistura dentro de sacos de silagem bem fechados para evitar a entrada de ar e animais. Na segunda etapa foi feita a montagem de um biorreator simples, fabricado com uma caixa d’água.
A terceira etapa aconteceu no dia 20 de janeiro de 2022, com uma oficina no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Água Santa, onde a equipe técnica do CETAP explicou para os agricultores e agricultoras o passo a passo da produção do fermento crioulo, a fabricação do biorreator e demonstrou a segunda fermentação para finalizar o preparo do insumo. Nesse momento, foi adicionada água na caixa de agitação com o volume a ser multiplicado, o inóculo (fermento parte 1), mais açúcar e, após os ingredientes devidamente postos, ligou-se o sistema de aeração por 24 horas. Passado o período de multiplicação, o insumo fermento crioulo líquido pode ser armazenado em litros para a distribuição aos agricultores e agricultoras familiares de Água Santa.
O trabalho foi desenvolvido em conjunto pelo Sindicato de Trabalhadores Rurais – STR, Secretaria da Agricultura de Água Santa, Centro de Tecnologias Alternativas Populares – CETAP, Emater e Cooperativa Aguassantense de Apicultores – Coapi. O fermento crioulo será distribuído para as famílias que tiverem interesse em utilizar nas suas produções.
Fonte: Copyright Cetap - Centro de Tecnologias Alternativas Populares
Sabia que não só os animais que estão em risco de extinção? Plantas, frutas e diversos alimentos também: são cerca de 3,5 mil ingredientes em risco no mundo e, só no Brasil, 100 tipos de alimentos, dos quais 16 são frutas, como Cambuci, Butiá ou Maracujá-da-Catinga.
Este cenário foi apresentado ao público durante a segunda edição do Festival Arca do Gosto, realizada pelo movimento Slow Food no final de outubro. O encontro apresentou os alimentos brasileiros ameaçados de extinção e as causas de seu desaparecimento, entre elas o desmatamento e a falta de demanda por esses produtos.
Além desta iniciativa incrível, tem muita gente colocando a mão na massa para ajudar a recuperar e a reverter o risco de desaparecimento de ingredientes em diversas regiões do país, como na Mata Atlântica Sudeste, por exemplo. Com um detalhe: entre esses produtos, estão alguns dos mais valorizados em diversas partes do mundo.
Nessa região, existe um movimento forte de cerca de 60 produtores familiares que estão resgatando o cultivo de frutas nativas desse bioma. Organizados sob o nome de Arranjo Produtivo Sustentável, tal movimento acontece dentro da Rota do Cambuci, que é gerida pela ONG Instituto Auá em pequenas propriedades do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Nessa área (formada por 39 municípios da região metropolitana, e coordenado pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Estado), às bordas da floresta remanescente, são produzidas espécies como Cambuci, Uvaia, Araçá e Grumixama.
grumixama
O instituto compra, de produtores locais, produtos como Cambuci congelado e outros derivados de plantas nativas – como cachaças, geleias e licores – e os comercializa para o consumidor final, gerando um novo tipo de mercado que, além de implementar a conservação das espécies da Mata Atlântica, gera renda para os pequenos agricultores. Com um detalhe: os cultivos são agroecológicos, ou seja, sem agrotóxicos e com base no sistema agroflorestal, o que promove a recuperação do meio ambiente e da biodiversidade em geral.
Até agora, o balanço dessa iniciativa é muito inspirador, veja:
– cerca de 60 estabelecimentos gastronômicos e 35 lojas de varejo estão usando e comercializando o Cambuci e derivados de frutas nativas em São Paulo,
– três indústrias estão desenvolvendo produtos com esses ingredientes e
– duas prefeituras introduziram o Cambuci na alimentação escolar;
– há inúmeros espaços interessantes que comercializam e divulgam essas frutas tão saborosas e brasileiras junto ao público. Entre eles, destacam-se o Box Mata Atlântica e Amazônia no Mercado de Pinheiros – parceria do Instituto Auá com o Instituto ATÁ –, no famoso bairro paulistano de Pinheiros, e os Festivais do Cambuci que acontecem ao longo do ano em 13 municípios que compõem o Cinturão Verde, o que tem garantido renda média de 1 mil reais por produtor, a cada evento.
Além das quase 40 toneladas de Cambuci produzidas este ano, a diversidade de produtos artesanais à base de frutas nativas é enorme: são cerca de 400 itens, entre eles bebidas, doces, biscoitos, granolas e farinhas.
Todo esse trabalho com base em sistemas agroflorestais tem trazido resultados incríveis para a Mata Atlântica, como a conservação da paisagem, que inclui a recuperação de nascentes e mananciais. Atualmente, são cerca de 50 hectares de terras produzindo frutas nativas em 12 municípios do Cinturão Verde paulista.
Além disso, a parceria entre o Instituto Auá e a The Nature Conservancy (TNC) tornou possível o mapeamento de 80 hectares de APPs Hídricas (Áreas de Preservação Permanente) e de áreas agrícolas que têm grande potencial para a implantação de agroflorestas com espécies nativas, em Salesópolis. Também é importante salientar o trabalho de georreferenciamento dessas espécies realizado por pesquisadores da Esalq-USP, parceiros da Rede de Pesquisa da Rota do Cambuci.
Só boas notícias! São todas provas de que é possível fazer uso da terra de forma mais consciente, valorizando o que a natureza dá e incrementando a alimentação de paulistas e brasileiros. tomara que mais e mais iniciativas como esta se propaguem pelo país.