terça-feira, 16 de junho de 2026

Algas são usadas para despoluir esgoto e produzir adubo!!

 

Cientistas de Brasil e Holanda empregam algas na gestão de resíduos gerados no tratamento de esgoto

  16/10/2017 - Publicado há 9 anos
Pesquisadores do Brasil e da Holanda empregam algas unicelulares para tentar resolver o problema da gestão de resíduos oriundos do tratamento de esgoto – Foto: Wikimedia Commons

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Uma parceria entre pesquisadores brasileiros e holandeses está mostrando que é possível transformar a chamada água negra – fração mais “pesada” do esgoto doméstico, composta basicamente de uma mistura pouco diluída de fezes e urina que vem do vaso sanitário – em uma espécie de fazenda de algas.

Ao crescer com a ajuda dos nutrientes desse efluente, as algas unicelulares do gênero Chlorella ajudam a despoluir o líquido e, ao mesmo tempo, produzem quantidades apreciáveis de biomassa, que poderia ser usada in natura ou processada como adubo.

Os resultados do trabalho até agora foram apresentados no início de setembro, durante workshop realizado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, com a presença de pesquisadores dos dois lados do Atlântico. Do lado brasileiro, a parceria recebe financiamento da Fapesp, enquanto a contrapartida europeia do fomento vem da Organização Holandesa para Pesquisa Científica (NWO). Com duração de quatro anos, o projeto colaborativo está programado para terminar em janeiro de 2018.

Segundo Luiz Antonio Daniel, professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da EESC e um dos coordenadores da parceria, o objetivo é resolver o problema de gestão de resíduos que hoje é gerado pelo próprio processo de tratamento de esgoto.

Ele explica que as fezes e a urina despejadas pelas descargas dos vasos sanitários têm entre seus principais componentes o carbono da matéria orgânica, nitrogênio e fósforo. Se forem lançados nos mananciais em grande quantidade, tanto o nitrogênio quanto o fósforo podem provocar eutrofização, ou seja, o crescimento excessivo de microrganismos aquáticos (em especial algas), levando a desequilíbrios potencialmente sérios da comunidade de seres vivos na água – além de carregar, é claro, possíveis organismos causadores de doenças.

“No processo de tratamento de esgoto mais comum hoje, é necessário usar produtos químicos para remover o fósforo da água, e o que sobra é um lodo que tem pouca aplicabilidade – de acordo com a legislação em alguns Estados brasileiros, não se pode usá-lo como fertilizante na agricultura, por exemplo”, explica Daniel. “O lodo, então, acaba indo para aterros sanitários, ou seja, é preciso um gasto considerável apenas para se livrar dele.”

De volta ao ciclo fechado

Nem sempre foi assim, porém. Em sua apresentação durante o workshop, a holandesa Grietje Zeeman, Professora Emérita da Universidade de Wageningen, mostrou fotos do sistema de coleta de dejetos humanos em barris, que vigorou em seu país nos séculos 19 e 20 (e que só foi desativado totalmente no começo dos anos 1980).

Fezes e urina recolhidas em contextos domiciliares ajudavam a adubar as plantações da Holanda daquela época. “Com o nosso sistema de hoje, que pode ser chamado de flush and forget [algo como ‘dar descarga e esquecer’], esse ciclo de reaproveitamento de nutrientes foi rompido. A nossa ideia é fechar o ciclo novamente”, explica Zeeman.

Para alcançar essa meta, o primeiro passo é descentralizar consideravelmente a coleta de esgoto, de modo a evitar que ocorra uma grande diluição da água negra – e dos nutrientes carregados pelas fezes e urina.
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Algas são usadas para despoluir esgoto e produzir adubo – Foto: CC0 Creative Commons

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“Não seria necessário descentralizar excessivamente, com um sistema de tratamento de esgoto para cada residência ou prédio – podemos pensar em unidades que sirvam a alguns milhares de habitantes, até cerca de 10 mil”, estima Daniel.

“Como cerca de 50% dos municípios brasileiros têm menos de 10 mil habitantes, e apenas um quarto deles possui sistemas de tratamento de esgoto, seria possível preparar muitos locais para adotar esse conceito desde o início.”

Nos reatores testados pela equipe, as algas Chlorella se valem do nitrogênio e do fósforo da água negra, bem como dos micronutrientes presentes nos dejetos humanos, para se multiplicar. O passo seguinte – recolher as camadas de micróbios que cresceram no líquido – pode ser feito de duas maneiras, conta o pesquisador da USP.

“Na Holanda, eles usam muito a sedimentação, na qual um polímero faz as algas sedimentarem e elas podem ser coletadas do fundo do reator. Aqui, temos trabalhado com a flotação: injetamos ar comprimido no líquido, formam-se bolhas na superfície contendo as algas que sobem para a superfície, e o braço de um raspador mecanizado vai recolhendo essa biomassa e a leva para uma canaleta”, disse Daniel.

Justamente por terem absorvido o nitrogênio e o fósforo da água negra, as algas são ricas nesses elementos, que são essenciais para a adubação em escala industrial aplicada hoje. Para aproveitar esse potencial, também é preciso trabalhar em métodos eficientes de secagem da biomassa, explica Daniel – se forem armazenadas na forma úmida, as células das algas podem acabar se rompendo, “derramando” justamente os nutrientes que deveriam ser aproveitados no fim do processo.

A parceria com a equipe da Holanda, segundo o pesquisador brasileiro, tem sido muito útil do ponto de vista comparativo. Levando em conta as diferentes condições climáticas de cada país, é possível pensar em maneiras de otimizar a produção de algas dependendo do contexto.

“Lá, por exemplo, eles não têm sol o ano inteiro, como temos por aqui, nem o calor intenso do Brasil, que às vezes até atrapalha o crescimento das algas”, exemplifica Daniel. “Por isso mesmo, o modelo de reator holandês que nós testamos na USP acaba esquentando demais. Para chegar a uma escala maior, devemos fazer vários ajustes.”

Otimizar todo o processo para que ele funcione em escala industrial é o próximo passo dos estudos. Testes de campo devem ser realizados na Estação de Tratamento de Esgoto do Monjolinho, em São Carlos.

Uma vantagem do uso das Chlorella no processo é que as algas já estão presentes na natureza e não necessitam de modificações genéticas para cumprir seu papel. Portanto, não deve haver problemas relacionados à liberação do esgoto tratado em rios e lagos.

“Se você deixar uma amostra de esgoto ao ar livre, naturalmente ela vai ser colonizada – vai ficar verde”, explica Daniel. Para ele, é importante passar a encarar a água negra e outros eflúvios como potenciais recursos.

Mais informações sobre o workshop Recovering nutrients and carbon from concentrated black water – a sustainable decentralized approach for wastewater treatment, que marcou as mais recentes discussões do projeto, podem ser acessadas no site da EESC.

Reinaldo José Lopes / Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP (Leia aqui o texto original)

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Variedades de abacates. Qual você já comeu??



São conhecidas mais de 500 variedades (tipos) de Abacate. A sazonalidade de cada variedade de Abacate depende das condições climáticas e outros fatores que influenciam na produção mais tardia ou precoce.

Em geral, a produção das principais variedades cultivadas no Brasil figuram da seguinte forma:

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Avocado (Hass)

Sou o menor da família dos abacates! Mas ser pequeno traz suas vantagens: minha polpa é super concentrada com vitaminas, antioxidantes e sais minerais. O segredo é que, dentro da minha casca verde escura, carrego menos água e mais óleos essenciais. Isso também me garante uma textura mais firme e versátil - que muitos chefs de cozinha adoram - seja para complementar um prato in natura ou compor a mistura receita. Foi assim que eu ganhei o mundo todo, um país de cada vez!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA - fevereiro a setembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          1 pequeno

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

           5 rugosa

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          4 negra

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          1 baixo (ref: 61% CEAGESP / 61,31% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          4 a 5 alto (ref: 21,07% CEAGESP / 20,9% UFLA)

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Breda

Como o avocado Hass, tenho a forma de uma gota e também não estou entre os maiores da família. Talvez você me reconheça pela casca verde vibrante e sabor ligeiramente mais adocicado, mas o mais importante você não pode esquecer: minha polpa guarda um ótimo equilíbrio entre a quantidade de água e o teor de gorduras boas - aquele que faz de todo abacate especial. Com isso posso ser servido cortado ou amassado. Seja numa salada de fruta, um guacamole ou a mistura que preferir! Nos vemos entre julho e setembro, ok?

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          julho a setembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          2 a 3 pequeno a médio (400 a 600 g TSUGE)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          2

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          2 verde

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          3 a 5 médio a alto (ref: 64 a 85% UFRGS / 77,57% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          3 médio (ref: 12,02% CEAGESP / 15,8% UFRGS / 12,2% UFLA)

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Fortuna

Nasci para alimentar uma família inteira, e minha safra é das mais extensas do Brasil! Por isso sou cultivado em tantas regiões diferentes por aqui. Junto com o abacate Quintal, sou o grandão da turma. Aliás, damos as caras na mesma época. Só que minha silhueta lembra a de uma vírgula, enquanto a dele é mais simétrica. Nem tão doce, nem tão salgada, minha polpa permite preparos bem variados, além do consumo do jeito mais brasileiro: com algumas gotinhas de limão e uma pitada de açúcar para adoçar!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          fevereiro a julho

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 a 5 (600 a 1000g TSUGE)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          2 a 3CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          3 verde escura

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          5 alto (ref: 81,5% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          1 a 2 baixo (ref: 8% CEAGESP / 3,87% UFRGS / 10,4% UFLA)

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Geada

Sou o abacate do verão brasileiro! Gosto de dar as caras entre dezembro a fevereiro, e ser companhia para os dias quentes. Minha polpa amarela e volumosa é perfeita para consumir bem geladinha - fazendo jus ao meu nome - porque tenho menos gordura e muito mais água. Quer dizer, sou muito leve e refrescante! Sabe como me reconhecer? Sou tão simétrico quanto o Breda, na maioria das vezes um pouco maior, mas não formo pescoço como o abacate Quintal.

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

dezembro a fevereiro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

3 médio

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

2

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

1 verde-clara

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

________ (falta valor de referência)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

1 baixo (ref: 3,5% CEAGESP)

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Margarida

Sem falsa modéstia, sou uma fruta de personalidade! É impossível me confundir. Meu corpo é redondinho. Minha casca, mais rugosa que a de outros abacates da família. No conteúdo, minha polpa puxa para um tom mais amarelo, mas o caroço é pequeno, e rendo maravilhas - especialmente quando o assunto são sucos e vitaminas! Você vai me encontrar pelas feiras e mercados boa parte do ano: entro em cena em maio e saio em dezembro, depende da região!.

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          maio a dezembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 a 4 médio

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          4

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          2 verde

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          5 alto (ref: 80,9% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          1 a 2 baixo (ref: 8,74% CEAGESP / 6,6% UFRGS / 11,9% UFLA)

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Ouro Verde

Minha safra é a mais curta da família! Enquanto o Geada cuida do verão praticamente sozinho, engrosso o time que abastece o inverno brasileiro. Circulo só de junho a agosto, e faço valer minha vez! Minha casca verde escura é mais rugosa, feita para proteger bem o conteúdo: uma polpa bem lisa e sem fibras, equilibrada em maciez e firmeza. Não é à toa que as sobremesas são minha especialidade - mas como todo abacate, posso ser consumido salgado também!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          julho a agosto

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 (médio)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          3

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          3 verde escura

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          4 a 5 (79,18% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          2 (8,45% CEAGESP/ 12,3% UFLA)

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Quintal

Circulo pelas mesas brasileiras de março a julho na mesma época que o Fortuna. Como ele, também ganho peso fácil e sou sinônimo de alto rendimento: muita polpa em uma única fruta! Mas as semelhanças param por aí. Quem me conhece sabe que sou cremoso como manteiga e meu corpo não deixa ninguém nos confundir. Além da silhueta com pescoço, minha casca mais fina e lisa reluz aos olhos de quem me vê. Quer dizer, eu nasci para brilhar!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  •  SAFRA

          março a julho

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

         3 a 5 (500 a 99g TSUGE)

  •  CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

         1

  •  CASCA [escala 1 a 4 - verde-claro, verde, verde escura, negra]

         1 verde-clara

  •  TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

         2 a 3 (73,19% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

         3 (4,2% UFRGS / 10,55% CEAGESP / 12,3% UFLA)

São conhecidas mais de 500 variedades (tipos) de Abacate. A sazonalidade de cada variedade de Abacate depende das condições climáticas e outros fatores que influenciam na produção mais tardia ou precoce.

Em geral, a produção das principais variedades cultivadas no Brasil figuram da seguinte forma:

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Avocado (Hass)

Sou o menor da família dos abacates! Mas ser pequeno traz suas vantagens: minha polpa é super concentrada com vitaminas, antioxidantes e sais minerais. O segredo é que, dentro da minha casca verde escura, carrego menos água e mais óleos essenciais. Isso também me garante uma textura mais firme e versátil - que muitos chefs de cozinha adoram - seja para complementar um prato in natura ou compor a mistura receita. Foi assim que eu ganhei o mundo todo, um país de cada vez!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA - fevereiro a setembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          1 pequeno

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

           5 rugosa

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          4 negra

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          1 baixo (ref: 61% CEAGESP / 61,31% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          4 a 5 alto (ref: 21,07% CEAGESP / 20,9% UFLA)

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Breda

Como o avocado Hass, tenho a forma de uma gota e também não estou entre os maiores da família. Talvez você me reconheça pela casca verde vibrante e sabor ligeiramente mais adocicado, mas o mais importante você não pode esquecer: minha polpa guarda um ótimo equilíbrio entre a quantidade de água e o teor de gorduras boas - aquele que faz de todo abacate especial. Com isso posso ser servido cortado ou amassado. Seja numa salada de fruta, um guacamole ou a mistura que preferir! Nos vemos entre julho e setembro, ok?

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          julho a setembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          2 a 3 pequeno a médio (400 a 600 g TSUGE)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          2

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          2 verde

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          3 a 5 médio a alto (ref: 64 a 85% UFRGS / 77,57% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          3 médio (ref: 12,02% CEAGESP / 15,8% UFRGS / 12,2% UFLA)

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Fortuna

Nasci para alimentar uma família inteira, e minha safra é das mais extensas do Brasil! Por isso sou cultivado em tantas regiões diferentes por aqui. Junto com o abacate Quintal, sou o grandão da turma. Aliás, damos as caras na mesma época. Só que minha silhueta lembra a de uma vírgula, enquanto a dele é mais simétrica. Nem tão doce, nem tão salgada, minha polpa permite preparos bem variados, além do consumo do jeito mais brasileiro: com algumas gotinhas de limão e uma pitada de açúcar para adoçar!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          fevereiro a julho

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 a 5 (600 a 1000g TSUGE)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          2 a 3CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          3 verde escura

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          5 alto (ref: 81,5% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          1 a 2 baixo (ref: 8% CEAGESP / 3,87% UFRGS / 10,4% UFLA)

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Geada

Sou o abacate do verão brasileiro! Gosto de dar as caras entre dezembro a fevereiro, e ser companhia para os dias quentes. Minha polpa amarela e volumosa é perfeita para consumir bem geladinha - fazendo jus ao meu nome - porque tenho menos gordura e muito mais água. Quer dizer, sou muito leve e refrescante! Sabe como me reconhecer? Sou tão simétrico quanto o Breda, na maioria das vezes um pouco maior, mas não formo pescoço como o abacate Quintal.

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

dezembro a fevereiro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

3 médio

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

2

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

1 verde-clara

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

________ (falta valor de referência)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

1 baixo (ref: 3,5% CEAGESP)

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Margarida

Sem falsa modéstia, sou uma fruta de personalidade! É impossível me confundir. Meu corpo é redondinho. Minha casca, mais rugosa que a de outros abacates da família. No conteúdo, minha polpa puxa para um tom mais amarelo, mas o caroço é pequeno, e rendo maravilhas - especialmente quando o assunto são sucos e vitaminas! Você vai me encontrar pelas feiras e mercados boa parte do ano: entro em cena em maio e saio em dezembro, depende da região!.

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          maio a dezembro

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 a 4 médio

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          4

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          2 verde

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          5 alto (ref: 80,9% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          1 a 2 baixo (ref: 8,74% CEAGESP / 6,6% UFRGS / 11,9% UFLA)

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Ouro Verde

Minha safra é a mais curta da família! Enquanto o Geada cuida do verão praticamente sozinho, engrosso o time que abastece o inverno brasileiro. Circulo só de junho a agosto, e faço valer minha vez! Minha casca verde escura é mais rugosa, feita para proteger bem o conteúdo: uma polpa bem lisa e sem fibras, equilibrada em maciez e firmeza. Não é à toa que as sobremesas são minha especialidade - mas como todo abacate, posso ser consumido salgado também!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  • SAFRA

          julho a agosto

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

          3 (médio)

  • CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

          3

  • CASCA [escala 1 a 4 - verde-clara, verde, verde escura, negra]

          3 verde escura

  • TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

          4 a 5 (79,18% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

          2 (8,45% CEAGESP/ 12,3% UFLA)

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Quintal

Circulo pelas mesas brasileiras de março a julho na mesma época que o Fortuna. Como ele, também ganho peso fácil e sou sinônimo de alto rendimento: muita polpa em uma única fruta! Mas as semelhanças param por aí. Quem me conhece sabe que sou cremoso como manteiga e meu corpo não deixa ninguém nos confundir. Além da silhueta com pescoço, minha casca mais fina e lisa reluz aos olhos de quem me vê. Quer dizer, eu nasci para brilhar!

“FICHA TÉCNICA” (análise compreensiva para comparação e conhecimento de cada variedade)

  •  SAFRA

          março a julho

  • TAMANHO [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de 200, 400, 600, 800, 1000g]

         3 a 5 (500 a 99g TSUGE)

  •  CASCA [escala 1 a 5 - correspondendo intervalo de + lisa a + rugosa]

         1

  •  CASCA [escala 1 a 4 - verde-claro, verde, verde escura, negra]

         1 verde-clara

  •  TEOR DE ÁGUA [escala 1(baixo) a 5 (alto) - correspondendo a 60%, 65%, 70%, 75%, 80%]

         2 a 3 (73,19% UFLA)

  • TEOR DE AZEITE [escala 1 (baixo) a 5 (alto) - correspondendo 5% 10% 15% 20% 25%]

         3 (4,2% UFRGS / 10,55% CEAGESP / 12,3% UFLA) 

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