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sábado, 17 de agosto de 2024
quinta-feira, 15 de agosto de 2024
TV Feevale Notícias - Plantas Macrófitas no tratamento de esgoto
Você já ouviu falar em plantas macrófitas? Essa tecnologia
, fornecida pela própria natureza, utiliza plantas na limpeza ou
diminuição de poluentes de rios, esgotos e banhados.
Em Novo Hamburgo, com a ajuda da Feevale, estas plantas
estão sendo aplicadas no tratamento de esgoto.
quarta-feira, 14 de agosto de 2024
Unesp Notícias | Aguapés podem contribuir com preservação dos rios e pro...
Aguapés podem contribuir com preservação dos rios e produção de energia
O aguapé é uma planta aquática considerada praga em rios e lagos por se proliferar de forma descontrolada. Mas pesquisas feitas na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp em Botucatu apontam que os aguapés podem ser utilizados para despoluir águas contaminadas inclusive com metais pesados. Além disso, sua biomassa pode ser fonte de energia com a produção de biocombustíveis.
terça-feira, 13 de agosto de 2024
sexta-feira, 9 de agosto de 2024
5 CUIDADOS com as PLANTAS no INVERNO
O inverno pode ser uma estação desafiadora para quem cuida de plantas, especialmente em regiões onde as temperaturas caem drasticamente. No entanto, com alguns cuidados especiais, é possível manter suas plantas saudáveis e bonitas durante toda a estação. Aqui estão algumas dicas essenciais para cuidar das suas plantas no inverno.
1 - Proteção Contra o Frio
As baixas temperaturas podem ser prejudiciais para muitas plantas, especialmente as tropicais. Para proteger suas plantas do frio, considere as seguintes estratégias:
Cobertura: Utilize coberturas de tecido, plástico ou palha para proteger as plantas do gelo e da geada. As mantas térmicas são ideais para essa finalidade, pois ajudam a reter o calor.
Mudança de Local: Para plantas em vasos, mova-as para locais mais protegidos, como varandas cobertas ou interiores da casa. Colocá-las próximas a janelas que recebam luz solar pode ser benéfico.
2 - Rega Adequada
A rega é um aspecto crucial no cuidado das plantas durante o inverno. As necessidades de água das plantas diminuem nesta estação, mas ainda assim é importante manter um equilíbrio:
- Menos Água: Reduza a frequência da rega, pois o solo retém a umidade por mais tempo no inverno. Regar em excesso pode levar ao apodrecimento das raízes.
- Temperatura da Água:Utilize água em temperatura ambiente para evitar choque térmico nas raízes.
3 - Luz Solar e Iluminação
A luz solar é menos intensa e os dias são mais curtos no inverno, o que pode afetar a fotossíntese das plantas:
- Posicionamento Estratégico: Coloque as plantas em locais onde possam receber a máxima quantidade de luz solar possível. Em áreas internas, posicioná-las perto de janelas voltadas para o norte pode ser uma boa opção.
- Iluminação Artificial: Para plantas que necessitam de mais luz, considere o uso de lâmpadas de cultivo ou luzes fluorescentes para complementar a iluminação natural.
4 - Controle de Pragas e Doenças
As plantas podem ser suscetíveis a pragas e doenças mesmo no inverno. Fique atento aos sinais de infestação e tome medidas preventivas:
- Inspeção Regular: Verifique as plantas regularmente em busca de sinais de pragas, como pulgões, ácaros e cochonilhas.
- Higiene: Mantenha o ambiente ao redor das plantas limpo e livre de folhas mortas ou detritos que possam abrigar pragas.
5 - Poda e Manutenção
A poda é uma prática importante para manter as plantas saudáveis e estimular o crescimento:
- Poda Leve: Realize podas leves para remover galhos mortos ou danificados. Isso ajuda a planta a concentrar sua energia nas partes saudáveis.
- Limpeza das Folhas: Limpe as folhas das plantas para remover poeira e permitir uma melhor absorção de luz.
Conclusão
Com os cuidados certos, suas plantas podem atravessar o inverno de maneira saudável e vigorosa. Lembre-se de ajustar a rega, proteger contra o frio, garantir luz adequada e manter a vigilância contra pragas. Ao seguir essas dicas, você estará preparado para manter suas plantas em excelente estado durante toda a estação.
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
Capim-elefante: o manejo que garante produção e reduz custos
O capim elefante é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, fácil adaptação aos diversos ecossistemas e boa aceitação pelos animais, sendo largamente utilizado na alimentação de rebanhos leiteiros sob as formas de pastejo, feno e silagem.
É também a forrageira mais indicada para a formação de capineiras, para corte e fornecimento de forragem verde picada no cocho, pois, além de uma elevada produtividade, apresenta as vantagens de propiciar maior aproveitamento da forragem produzida e redução de perdas no campo.
Existem diversas cultivares de capim elefante sendo utilizadas para corte e fornecimento no cocho, mas tanto a produtividade como a qualidade da forragem estão mais relacionadas com o manejo do que com a cultivar utilizada. Os resultados obtidos em termos de produção de leite são bastante variáveis. Isso é causado, quase sempre, pela utilização de forragem com diferentes idades e que apresentam valores nutritivos variáveis, afetando, conseqüentemente o consumo diário dos animais. A rápida perda de qualidade decorrente do aumento da idade da planta é um fator observado no capim elefante e na maioria das forrageiras tropicais.
Entre as preferidas para corte em propriedades leiteiras pode-se citar a variedades mineiro, napier, taiwan, cameroon e cultivar roxo, com plantas que apresentam diferentes tipos morfológicos. Os produtores têm usado características individuais da planta para orientar a melhor forma de uso das cultivares. O custo de formação, características produtivas e adaptação ambiental das cultivares disponíveis são referências importantes para orientar a escolha. Cultivares com predominância de perfilhos basais são as mais indicadas para uso em capineiras. Poucas são as cultivares para uso específico sob pastejo, constituindo exemplos a pioneiro e a mott.
Considerando o problema de estacionalidade, sugere-se o uso de cultivares de florescimento tardio, cujo fenômeno está relacionado com melhor distribuição da produção de forragem ao longo do ano. As demais são de duplo propósito. Várias pesquisas em que se utilizou capim elefante sob pastejo, foram desenvolvidas pela Embrapa-Gado de Leite. Foram avaliados os efeitos de períodos de ocupação da pastagem de um, três e cinco dias, sobre a produção de leite, com 30 dias de descanso do pasto. Constatou-se que embora ocorram variações diárias na produção de leite nos três períodos de ocupação num mesmo piquete, isso não afeta a produção média por animal e por área. As produções anuais de leite atingiram 14.568, 14.448 e 14.352 kg/ha para um, três e cinco dias de ocupação, respectivamente.
Com o pastejo de um dia por piquete, a produção de leite é mais uniforme, pois nessas condições a variação na qualidade da forragem disponível é minimizada. Entretanto, essa prática exige um grande número de piquetes. Por outro lado, quando um piquete é utilizado por mais de um dia, a qualidade, a disponibilidade e a ingestão de forragem é maior no primeiro dia e menor no último. Nesse caso, a seletividade animal é exercida, tendo como conseqüência uma maior oscilação na produção de leite. Considerando a economia em cercas, facilidade de manejo e a baixa oscilação da produção de leite por animal, recomenda-se utilizar três dias de pastejo com trinta dias de descanso, em pastagem de capim elefante.
Na Embrapa-Gado de Leite não foi observado o efeito de diferentes períodos de descanso (30, 36 e 45 dias), sobre a produção de leite por animal, no período das águas. No entanto, foi observado que ocorre uma significativa redução na produção de leite quando os piquetes são pastejados após os trinta dias de descanso, em conseqüência da perda de qualidade, pelo aumento da idade da planta. Com 30 dias de descanso e com o fornecimento de concentrado, a produção de leite por área aumentou 891 kg/ha de leite em 180 dias, implicando consumo de 1.800 kg de concentrado, o que provavelmente não compensa o aumento no custo de produção.
AVALIANDO ALTERNATIVAS
O uso exclusivo de pastagem não é suficiente para sustentar uma produção de leite estável ao longo do ano, pois o capim elefante, como a maioria das forrageiras tropicais, são sujeitos ao fenômeno da estacionalidade, concentrando a produção no período chuvoso com queda significativa no período seco. Assim, durante a época de baixa disponibilidade de forragem torna-se necessário suplementar a pastagem com forragem conservada, forragem verde picada ou, ainda, forrageiras de inverno e concentrados. O processo de intensificação da produção de leite deve considerar a utilização de sistemas que exijam pequeno investimento e que sejam auto-sustentáveis.
Nesse sentido, a intensificação da produção baseada no uso de algumas gramíneas podem se constituir em uma boa alternativa para o período de escassez do pasto. Entre as mais utilizadas destacam-se a cana-de-açúcar, aveia, azevém, alfafa e as do gênero Cynodon. Sobre esta, a prática e os experimentos têm revelado bons resultados na intensificação da produção de leite a pasto e na produção de feno. Entre as cultivares recomendadas encontram-se a coastcross-1, tifton 68, tifton 85, florakirk, florona, estrela e florico.
Para pastagens de coastcross-1, a Embrapa-Gado de Leite tem recomendado um dia de pastejo e 32 dias de descanso no período seco e 25 dias no período chuvoso. Quando bem adubada, irrigada e com o uso de suplementação baseada em 3 kg/vaca/dia de concentrado, essa pastagem possibilitou uma taxa de lotação de cinco vacas/ha e produção de 17 kg/vaca/dia de leite. Estes resultados foram obtidos com vacas Holandesas puras e período de avaliação de 40 semanas.
Já a cana-de-açúcar, um volumoso muito utilizado para alimentação de bovinos na época seca, apresenta características de importância forrageira, como elevada produtividade, riqueza em energia, maturação e colheita coincidente com o período de menor crescimento do pasto. Por apresentar baixo teor de proteína bruta, essa forrageira deve ser associada a uma fonte de nitrogênio não-protéico - no caso, a uréia, acrescida de uma fonte de enxofre. O fornecimento da mistura cana-de-açúcar + uréia deve ser precedido de adaptação dos animais por uma semana.
Para cada 100 kg de cana-de-açúcar picada, recomenda-se usar 500 g da mistura uréia + fonte de enxofre (9:1), diluídas em água. Na segunda semana, usa-se 1% da mistura uréia + fonte de enxofre, com a mesma quantidade de cana. Animais em crescimento, suplementados a pasto com a mistura cana-de-açúcar + uréia, podem obter ganhos de peso de 250 g/animal/dia. Quando se adicionam diferentes suplementos, os ganhos de peso diário podem variar de 420 a 830 g/animal. Pastagens de capim-elefante, suplementadas com cana-de-açúcar mais uréia no período seco possibilitam produções de leite de 7,7 e 9,0 kg/vaca/dia, sem e com o uso de 2 kg/animal/dia de concentrado, respectivamente.
As aveias amarela e preta e o azevém são forrageiras para uso exclusivo no período de inverno, sendo recomendadas para alimentação de vacas em lactação. O plantio deve ocorrer após a colheita da cultura de verão, em áreas de baixada. De uso tradicional na região sul, essas forrageiras quando utilizada na região sudestes exigem o uso contínuo da irrigação, o que onera o custo de produção de leite. O primeiro corte deve ocorrer entre 40 e 50 dias após o plantio, de 5 a 10 cm do solo, devendo-se repetir a operação a cada três ou quatro semanas.
O pastejo deve ser iniciado quando a aveia alcançar uma altura entre 25 e 30 cm e, para o azevém, 20 cm aproximadamente, podendo ser manejados sob pastejo contínuo ou rotativo. Diversas pesquisas têm mostrado produções de leite ao redor de 14 kg/vaca/dia em aveia e azevém e ganhos de peso de 1,0 kg/animal/dia, com animais em crescimento em pastagens de aveia.
A alfafa se destaca por apresentar alta produtividade e qualidade, sendo o volumoso recomendado para animais de alto potencial para produção de leite. Muito usada em países de clima temperado, a alfafa vem sendo cultivada com sucesso em áreas tropicais, proporcionando aumento de produção em sistemas intensivos. Pode ser usada, como forragem conservada (feno ou silagem), como verde picado ou sob pastejo, com excelentes resultados em termos de produção de leite. No Brasil, a cultivar mais utilizada e com maior disponibilidade de sementes no mercado é a Crioula. A cultivar Flórida 707, em pesquisa recente, também tem mostrado boa adaptabilidade em condições tropicais.
Os cortes devem ser feitos no início do florescimento, a cinco cm do nível do solo, a cada 25 dias durante a estação chuvosa e a cada 35 dias na época seca. O pastejo deve ser rotativo, obedecendo a um dia de pastejo e a 25 ou a 35 dias de descanso, para as épocas chuvosa e seca, respectivamente. Em pesquisas realizadas na região Sudeste, sob irrigação, a alfafa mostrou potencial de produção acima de 26.000 kg/ha de feno, no primeiro ano da cultura. Sob pastejo exclusivo, usando vacas puras Holandesas, foram obtidos 54 kg/ha/dia de leite.
Esse texto foi redigido pelos pesquisadores Antonio Carlos Cóser, Carlos Eugênio Martins, Agostinho Beato da Cruz Filho e Antônio Vander Pereira, todos da Embrapa-Gado de Leite.
FONTE:
Revista Balde Branco - Número 424 - Fevereiro/2000
R Gomes Cardim, 532 – CEP 03050-900 – São Paulo-SP
Tel: (11) 3315-6294 / 3115-6292 - Fax: 3315-7230
E-mail: baldebranco@baldebranco.com.br
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