| Espécie | Indicadora de: |
| Amendoim bravo ou leiteira (Euphorbia heterophylla) | Desequilíbrio entre N e micronutrientes, sobretudo Mo e Cu. |
| Azedinha (Oxalis oxyptera) | Terra argilosa, pH baixo, deficiência de Ca e de Mo. |
| Barba-de-bode (Aristida pallens) | Solos de baixa fertilidade |
| Beldroega (Portulaca oleracea) | Solo fértil, não prejudica as lavouras, protege o solo e é planta alimentícia com elevado teor de proteína. |
| Cabelo-de-porco (Carex sp.) | Compactação e pouco cálcio. |
| Capim-amargoso ou capim-açu (Digitaria insularis) | Aparece em lavouras abandonadas ou em pastagens úmidas, onde a água fica estagnada após as chuvas. Indica solos de baixa fertilidade. |
| Capim-caninha ou capim-colorado (Andropogon laterallis) | Solos temporariamente encharcados, periodicamente queimados e com deficiência de fósforo. |
| Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus) | Indica solos muito decaídos, erodidos e compactados. Desaparece com a recuperação do solo. |
| Capim-marmelada ou papuã (Brachiaria plantaginea) | Típico de solos constantemente arados, gradeados e com deficiência de Zn; desaparece com o plantio de centeio, aveia preta e ervilhaca; diminui com a permanência da própria palhada sobre a superfície do solo; regride com a adubação corretiva de P e Ca e com a reestruturação do solo. |
| Capim rabo-de-burro (Andropogon sp.) | Típico de terras abandonadas e gastas - indica solos ácidos com baixo teor de Ca, impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade. |
| Capim amoroso ou carrapicho (Cenchrus spp.) | Solo empobrecido e muito duro, deficiência de Ca. |
| Caraguatá (Erygium ciliatum) | Húmus ácido, desaparece com a calagem e rotação de culturas; freqüente em solos onde se praticam queimadas. |
| Carqueja (Bacharis articulata) | Pobreza do solo, compactação superficial, prefere solos com água estagnada na estação chuvosa. |
| Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) | Deficiência de Ca. |
| Cavalinha (Equisetum sp.) | Indica solo com nível de acidez de médio a elevado. |
| Chirca (Eupatorium bunifolium) | Aparece nos solos ricos em Mo. |
| Dente-de-leão (Taraxacum officinale) | Indica solo fértil. |
| Grama-seda (Cynodon dactylon) | Indica solo muito compactado. |
| Guanxuma (Sida sp.) | Solo compactado ou superficialmente erodido. Em solo fértil fica viçosa; em solo pobre fica pequena. |
| Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius) | Solos compactados e úmidos. Ocorre freqüentemente após lavouras mecanizadas e em solos muito expostos ao pisoteio do gado. |
| Maria-mole (Senecio brasiliensis) | Solo adensado (40 a 120 cm). Regride com a aplicação de K e em áreas subsoladas. |
| Mio-mio (Baccharis coridifolia) | Ocorre em solos rasos e firmes, indica deficiência de Mo. |
| Nabo (Raphanus raphanistrum) | Deficiência de B e Mn. |
| Picão preto (Galinsoga parviflora) | Solo com excesso de N e deficiente em micronutrientes, principalmente Cu. |
| Samambaia (Pteridium aquilinium) | Alto teor de alumínio. Sua presença reduz com a calagem. As queimadas fazem voltar o alumínio ao solo e proporcionam em retorno vigoroso da samambaia. |
| Sapé (Imperata exaltata) | Indica solos ácidos, adensados e temporariamente encharcados. Ocorre também em solos deficientes em Mg. |
| Tanchagem (Plantago maior) | Solos com pouca aeração, compactados ou adensados. |
| Tiririca (Cyperus rotundus) | Solos ácidos, adensados, anaeróbicos, com carência de Mg. |
| Urtiga (Urtica urens) | Excesso de N (matéria orgânica). Deficiência de Cu. |
| FONTE: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CafeOrganico_2ed/anexo10.htm | |
Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
terça-feira, 26 de julho de 2016
Vegetação espontânea considerada como "plantas indicadoras” da qualidade do solo
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Manhã de Campo Mirtilo e Amora Preta - Morro Redondo
A Embrapa Clima Temperado, Emater/RS-Ascar, UFPel e Produtores de Morro Redondo, se reúnem em uma debater assuntos que envolvem desde manejo até possíveis mercados para as pequenas frutas.
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube
domingo, 24 de julho de 2016
Taboa: alimento, filtro e utilizada em artesanato.
Nome Científico: Typha domingensis
Família: Typhaceae
Características Morfológicas: Planta hidrófita (aquática), perene e ereta, de tamanho que pode variar de 2 a 4 metros de altura. Floresce de julho a agosto. Detalhe interessante: a parte superior da espiga é composta de flores masculinas, que caem; já a inferior, cor de chocolate ou ocre, é das femininas. O fruto, exótico, apresenta plumas.
Ocorrência Natural: Comum em todas as sub-regiões do Pantanal, em lagoas, brejos, solos arenosos ou argilosos ácidos e alcalinos. Presente desde o Canadá e Estados Unidos, até a Patagônia (inclua-se todo o Brasil). Cosmopolita, também é encontrada na Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia.
A taboa, quando jovem, é uma planta inteiramente comestível. Para começar a espiga pode ser cozida ou assada, como um milho verde (aliás, tem proteína equivalente a ele), usada para fazer sopas, purês e até chocolate. O broto pode ser comparado a um palmito e até o pólen serve para doces. De quebra, as sementes contêm 88% de óleo (comparáveis ao de girassol e de canola).
Na natureza, a taboa funciona como um abrigo para muitas espécies de roedores e aves. As aplicações desta planta datam de 1906, quando já era explorada no delta do rio Danúbio (para celulose e produção de papel pardo, mais resistente). Utilizada como matéria-prima para papel, pastas, cestas e outros itens para artesanato.
Aliás, sua fibra é excelente (fica entre a juta e o cânhamo), com utilização em estofados, para a vedação contra água (pois incha) e como isolante térmico.
Além disso, é cultivada como filtro biológico para esgoto doméstico, efluentes industriais e de criação de animais, e também para controlar a erosão em canais. É capaz, inclusive, de remover metais pesados da água. Vai bem em solo rico em matéria orgânica, onde normalmente apresenta um crescimento vigoroso.
É conhecida também como paineira-de-brejo, capim-de-esteira, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, pau-de-lagoa, taboinha, tabu, entre outros.
sábado, 23 de julho de 2016
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Cultive sua própria bucha vegetal, esta é biodegradável!
Demora cerca de um ano para você colher e poder usar o objeto
A bucha vegetal ou Luffa cylindrica possui diversos
benefícios para saúde, higiene pessoal, incluindo aí a lavagem de louça.
Ela possui esse nome científico porque é o fruto de uma trepadeira
chamada Luffa.
Quando cultivada, as folhas, frutos e sementes são usadas para
prevenção de doenças como anemia, bronquite, asma, hemorragias entre
outras. No banho, ela limpa com mais eficiência, é considerada um ótimo
esfoliante por retirar as células mortas da pele e ainda estimula a
circulação sanguínea.
Na lavagem de louça é mais barata, não risca e é bem mais difícil de
ser contaminada do que uma esponja sintética tradicional, de plástico
poliuretano. É um produto biodegradável e, por isso, é a opção mais
sustentável a ser utilizada no dia-a-dia. Na sua decomposição, não deixa
nenhum resíduo e pode ser compostada, desde que na composteira seca
(veja mais aqui).
Se você gostou dessas informações e pensa em levar as buchas para o
seu cotidiano, saiba que ela pode ser cultivada em sua própria casa.
Confira abaixo a receita de como criar a bucha vegetal no seu quintal,
varanda ou terraço:
Materiais necessários- 1 jardineira quadrada grande de, medida 50 cm x 50 cm x 50 cm
- terra preta
- 3 sementes de Luffa cylindrica- 1 tesoura para podar.
Procedimento
Antes de tudo, recomenda-se que o plantio seja feito no início da primavera. Separados os materiais, cave um buraco de 2 cm a 3 cm no centro da jardineira, coloque as três sementes de bucha vegetal e cubra-as com um pouco de terra preta. Feito isso, regue-as com água. Depois, deixe a jardineira em um local em que bata sol diretamente na planta. Quando chegar o verão, coloque um suporte perto da trepadeira porque os caules vão se expandir com muita rapidez.
A quantidade de água deve ser moderada, pois caso você venha encharcar a planta, o excesso de umidade fará com que ocorra proliferação de fungos. Mas não deixe de colocar água. Toda planta precisa ser hidratada. Acontece que algumas gostam mais de água do que outras.
A melhor época para colheita é no verão, mas você deverá esperar um ano e, no verão seguinte ao que você colocou o suporte, as buchas estarão prontas para a colheita. Nessa hora, você deve pegar a tesoura para cortar o cabinho no qual ela se prende. Não arranque a bucha com a mão, você poderá danifica-lá. Para saber qual é a hora de colher, você deve reparar na casca. Caso ela esteja com um tom amarelo-castanho, significa que está pronta para colheita.
Após retirar a bucha, coloque-a em um lugar fresco e seco sobre uma folha de jornal. Em poucos dias, as sementes se soltarão. Outra possibilidade é você mesmo arrancar a casca e depois bater na bucha até que as sementes se soltem. Guarde-as se quiser repetir o processo.
Enquanto sua bucha não fica pronta, compre os modelos de bucha vegetal disponíveis no mercado para não degradar o ambiente com esponjas sintéticas.
fonte equipe eCycle
http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/1332-cultive-sua-propria-bucha-vegetal-.html
quinta-feira, 21 de julho de 2016
bombas de sementes de jornal
Bela postagem do blog SABERES DO JARDIM
Um belo dia, estou eu procurando informações sobre a germinação de alguma espécie de semente, que não lembro mais qual era, quando encontro um post falando sobre bombas de sementes. Fiquei fascinada pela idéia!
Depois de muita pesquisa, encontrei bastante informação e mais de um método de preparo, vários na verdade, por isso resolvi fazer pelo menos dois posts sobre as bombas de sementes. Vou mostrar os métodos que testei e os resultados com todo o passo a passo.... Nesse primeiro post, vou apresentar as bombas de sementes feitas de jornal.
Material
– Jornal ou outro papel picado ou cortado em tiras finas;
– Pote com água;
– Substrato (opcional);
– Sementes;
– Papel toalha.
Como Fazer
Eu fiz com jornal, mas podem ser usados outros tipos de papel e até papéis coloridos que vão deixar as bombas de sementes mais bonitas. O papel deve estar picado ou cortado em tiras.
Coloquei o papel picado em um pote e enchi com água até cobrir. Eu esperei 2 horas para o papel amolecer, mas acho que deveria ter esperado mais. Quanto mais mole o papel estiver melhor.
Eu ainda não fiz novos testes com o jornal, mas se fosse fazer, deixaria na água de um dia para o outro.
A maioria dos sites nos quais entrei, que ensinam a fazer as bombas de sementes com jornal, mandam bater no liquidificador ou processador, mas eu não fiz isso e deu certo. Eu realmente não quis usar meu liquidificador, nem meu mini processador para bater jornal.
Depois de deixar o papel amolecer, tirei do pote e espremi bem para tirar o excesso de água. Com a quantidade de jornal que usei resolvi fazer duas bombas de semente, uma eu fiz com substrato e a outra só com as sementes direto no jornal.
Com o papel bem menos encharcado, fiz uma caminha com o jornal e em uma das bombas coloquei um pouco de substrato e sementes de ipoméia e erva do gato e na outra somente as sementes, sem nenhum substrato.
Cuidadosamente fechei a bomba fazendo uma bola com o jornal, dobrando as laterais da caminha para dentro, cobrindo o “recheio”. Apertei bem para firmar o jornal, mas achei que ficou muito solto, parecendo que ia se desfazer.
Para deixar a bomba mais firme usei uma folha de papel toalha para envolvê-la e apertei tirando o excesso de água e moldando como se fosse uma bolinha. O papel usado pode ser colocado no minhocário depois.
Logo em seguida desenrolei o papel com cuidado e coloquei as bombas para secar na varanda.
Recolhi as bombas no dia seguinte já bem secas e estavam firmes.
Resultado
Depois que as bombas estavam secas, coloquei em um vaso e reguei todos os dias. Em poucos dias as ipoméias já estavam germinando em ambas as bombas, tanto com substrato quanto sem.
Não notei diferença no tempo de germinação entre uma bomba e outra, mas ainda vou preferir colocar substrato das próximas vezes porque acho que fica mais fácil para acomodar as sementes.
As bombas de sementes foram criadas para serem usadas como tal e arremessadas por aí com o intuito de reflorestamento, então se seu propósito for usar as bombas dessa forma tome o cuidado de só colocar nelas sementes de árvores e plantas nativas.
Pesquisando para fazer essas bombas de jornal, vi vários posts com idéias muito legais de bombas feitas com papéis coloridos. Também tiveram aqueles posts que mencionei que recomendavam que o jornal fosse batido no liquidificador.
Na hora de fazer as minhas bombas de sementes eu senti falta dos moldes em formato de estrela e coração que vi em alguns blogs. Achei tão fofos! Também senti falta de ter colocado uma luva de borracha na hora de manusear o jornal, que acaba manchando os dedos.
Eu gostei de fazer essas bombas, não foi trabalhoso e, tirando a parte de amolecer o papel, é bem rápido. As desvantagens de fazer as bombas de jornal é que sujam os dedos (e depois não sai tão fácil) e demandam um pouco mais de trabalho do que as de argila (assunto para os próximos posts) que são bem mais práticas de se fazer. Por outro lado, acho que as bombas feitas de jornal permitem uma germinação mais rápida.
Achei essa uma ótima forma de usar aquelas sementes velhas que a gente nem sabe se germinam mais. É só fazer as bombas, colocar nos vasos ou soltar pelo jardim, regar e quem sabe um dia aparecerá uma muda. Também são ótimas para dar de presente em embalagens bonitas e criativas.
procuro sementes orgânicas ou crioulas de milho
Com a finalidade de desenvolver a atividade de avicultura orgânica.
Precisamos de 20 quilos de sementes.
Podem indicar de quem ele pode comprar??
obrigado
agropanerai@gmail.com
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Agroflorestas se espalham pelo país: cultivo sem desmatamento. Agricultura Sintrópica
O agricultor Adeílson Ataliba mostra um cafeeiro do seu terreno em Silva Jardim: “A terra era seca e o solo, rachado, quase pedra. Depois que comecei a agrofloresta, mudou tudo. Você cava com o pé, de tão macio”. Foto: Hermes de Paula
À primeira vista, pode parecer uma mata crescendo sem interferência humana, tal a quantidade de árvores. Mas, caminhando pela área, o visitante identifica a grande variedade de alimentos brotando de arbustos e das próprias árvores. Limão, açaí, manga, acerola, caju, banana, laranja e muito mais. Nada está ali por acaso. As espécies que geram esses frutos foram cuidadosamente plantadas neste terreno em Silva Jardim, no interior do estado. Trata-se de uma agrofloresta.
— Quando me falaram, achei que era coisa de maluco. ‘Plantar sem desmatar a floresta? Vai semear como? Vai ter que fazer casa em árvore e morar que nem índio’ — conta a agricultora Marlene Assunção, de 52 anos, dona da propriedade. — Hoje eu entendo. As coisas vão estar aqui para nossos netos. É menos egoísta.
As agroflorestas, também chamadas de sistemas agroflorestais (SAF), vêm ganhando relevância no país como uma alternativa que alia a produção de alimentos, necessária num mundo de população crescente (seremos 8,5 bilhões de Homo sapiens em 2030, segundo estimativas da ONU), com a preservação de florestas, não menos importante num planeta que precisa manter seus recursos naturais e, assim, frear as mudanças climáticas. O conceito preconiza que a agricultura pode se beneficiar, e muito, de áreas intensamente arborizadas.
A prática agroflorestal já existe há décadas, mas agora começa a receber a devida atenção, disseminando-se pelo país. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, está dando início a um projeto para identificar, mapear e estimular agroflorestas nas regiões Sul e Sudeste. No Estado do Rio, há exemplos de SAFs concentrados, principalmente, em Paraty, no Maciço da Pedra Branca (Zona Oeste do Rio) e na região de Casimiro de Abreu, onde uma oficina do Projeto Agenda Gotsch está capacitando 60 agricultores para adotar essas práticas em suas terras.
Marlene Assunção corta palmito em sua fazenda em Silva Jardim, interior do Estado do Rio. Foto: Agência O Globo
Agricultura sintrópica
A oficina é ministrada pelo pesquisador suíço Ernst Götsch, um dos pioneiros desse método de cultivo no país. O agricultor veio para o Brasil na década de 1980, estabelecendo-se numa fazenda no Sul da Bahia. Desde então, desenvolve técnicas de recuperação de solo com métodos de plantio que mimetizam a regeneração natural de florestas.
— Queremos trabalhar para criar agroecossistemas, que promovem essa integração. Em vez de estabelecer áreas de proteção permanente, constituir sistemas de integração permanente, que permitam ao agricultor produzir melhorando o solo e criando um ecossistema mais próspero — afirma Götsch, que está gravando uma série de vídeos para divulgar suas técnicas na internet.
O europeu usa a expressão “agricultura sintrópica” para definir o conceito que busca divulgar. Trata-se do uso de dinâmicas naturais para enriquecer ou recuperar o solo, que se torna apto para a produção agrícola sem a necessidade de fertilizantes químicos, apenas usando os recursos naturais. E sem devastação da mata.
Mas, para aproveitar ao máximo o que a natureza oferece para o cultivo, o manejo da floresta é fundamental. Quem explica é o técnico ambiental Nelson Barbosa, coordenador do Programa de Extensão Ambiental da Associação Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim. Segundo ele, a cada cinco anos, é preciso podar árvores, até mesmo derrubar algumas delas, e deixar os resíduos no solo. São estes resíduos (galhos e folhagens, por exemplo) que espalham na superfície os nutrientes absorvidos, anteriormente, pelas raízes das árvores nas camadas profundas da terra.
— É importante ter áreas de luz direta e sombras na plantação. É aí que ajudamos, levando equipamentos adequados para o manejo e mostrando onde fazer — explica Barbosa.
Cortar árvores da tão degradada Mata Atlântica pode parecer negativo, mas órgãos e ONGs ambientais dão força à prática feita de forma consciente. O Ministério do Meio Ambiente apoia agroflorestas em diferentes regiões. Em setembro de 2015, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) publicou uma resolução que regulamenta o manejo sustentável da floresta, para apoiar os SAFs em território fluminense.
— A agrofloresta é uma alternativa de proteção ambiental, mas também uma reserva de segurança alimentar — diz o pesquisador Eduardo Campello, da Embrapa Agrobiologia, que trabalha no mapeamento das SAFs. — Já temos um questionário pronto e espero ter resultados desse projeto em breve.
Fonte: O Globo
Agrotóxicos: ANVISA divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação
Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde
Por Saúde Popular
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou uma lista com alimentos considerados saudáveis por todos, mas que em testes exibiram alto nível de contaminação por agrotóxicos. Para fazer o levantamento, a Anvisa levou em consideração dois pontos fundamentais:
1) Teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido;
2) Presença de agrotóxicos não autorizados para o tipo de alimento.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos analisou quase 2.500 amostras de 18 tipos de alimentos nos estados brasileiros. O resultado das análises é preocupante: cerca de 1/3 dos vegetais que o brasileiro mais consome apresentaram resíduos de agrotóxicos acima dos níveis aceitáveis.
Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde. Os agrotóxicos são amplamente utilizados no campo para proteger as plantações de pragas. Um levantamento de 2010 indica que só naquele ano foram usadas 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em plantações no país. Isso dá cerca de 5 kg para cada brasileiro. Na lista, quase todas as amostras coletadas de pimentão apresentavam contaminação acima do aceitável. Só a batata se salvou, não apresentando nenhum lote contaminado.
Consumo de alimentos contaminados pode causar câncer
A Anvisa alerta os consumidores para os riscos de se ingerir agrotóxicos. Segundo o órgão, o consumo prolongado e em quantidades acima dos limites aceitáveis pode acarretar vários problemas de saúde. Uma menor exposição pode causar dores de cabeça, alergias e coceiras, enquanto uma exposição maior pode causar distúrbios do sistema nervoso central, mal formação fetal e câncer.
A Academia Americana de Pediatria conduziu um estudo com mais de mil crianças, onde 119 apresentaram transtorno de déficit de atenção. Essas 119 crianças passaram por exames mais detalhados e constatou-se que seus organismos tinham organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) acima da média.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Aprenda a fazer compostagem 100% vegetal e gere seu próprio adubo orgânico
Obs: Se você já está produzindo o Composto 100 % Vegetal, mesmo com alguma alteração no processo e nos materiais, ou se pretende iniciar a produção, pode entrar em contato conosco para compartilhar essa experiência pelo e-mail cnpab.monitoramento@embrapa.br
A Compostagem 100% vegetal utiliza matérias-primas renováveis e abundantes para obtenção de fertilizantes e substratos orgânicos, também conhecidos como adubos naturais. Aproveita resíduos e subprodutos de origem vegetal, que são isentos ou apresentam reduzida carga de contaminação química e biológica. É uma técnica muito simples, que pode ser utilizada com baixo custo e com reduzido emprego de mão-de-obra.
Assinar:
Comentários (Atom)
Postagem em destaque
JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?
JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO? ...
Mais visitadas no último mês
-
Com enxertia sua muda de abacateiro, começará a produzir em apenas dois anos. A muda sem enxertia levará pelo menos oito anos para começar ...
-
Contam que os padres do interior de Minas no início da colonização usavam está trepadeira cactácea como cerca viva e proibiam os pobres de ...
-
As pastagens são as principais fontes de alimento dos rebanhos. No entanto, por diversos fatores, como o uso de gramíneas puras e a falta d...
-
no verão antes da poda O melhor período para fazer a poda da jaboticabeira é no inverno antes da floração. Como instrumentos p...
-
Forneço 100 unidades por R$39,00 (é o suficiente para começar) “Comece de onde você está. Use o que você tiver. Faça o que você pude...
-
No lugar do adubo convencional, ele começou a aplicar basalto moído e se surpreendeu com o resultado. Os custos de produção caíram e, h...
-
Fonte: Site Viveiro Ciprest Cereja Silvestre ou Caferana ( Bunchosia armeniaca ) CEREJA SILVESTRE ou CAFERANA ( Bunchosia armeniac...






