O Cidades e Soluções de hoje vai mostrar que jardins, além de embelezar a paisagem e melhorar a qualidade de vida de uma cidade, oferecendo lazer e um clima agradável, também podem tratar esgoto. Vem da França o exemplo dos jardins filtrantes, que tratam esgotos de comunidades inteiras, resíduos industriais e até as águas do rio Sena. A repórter Joana Calmon foi conferir a tecnologia da empresa Phytorestore, que combina a capacidade de absorção de poluentes de algumas plantas com a capacidade de oxigenação de outras. Tudo sem perder de vista a beleza – o projeto paisagístico é inspirado nas obras de Claude Monet.
Em total sintonia com o Cidades e Soluções, os internautas que participaram do programa desta semana enviaram vídeos com alternativas para o tratamento de esgoto.
O primeiro exemplo vem de Pirenópolis, GO. O nosso telespectador Alessandro Oliveira construiu a sua própria fossa de bananeira, onde as raízes da planta tratam o esgoto gerado na casa. Ele aprendeu a tecnologia no IPEC, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado, que oferece cursos sobre práticas sustentáveis.
O casal Silvana Ribeiro e Bruno Cavalcante também resolveu por conta própria a ausência de rede coletora do esgoto em uma chácara em Embu das Artes, SP. Eles construíram uma fossa séptica que dá conta do recado e mostram pra gente como se faz.
A recuperação de áreas contaminadas, pelas atividades humanas, pode ser feita através de vários métodos,
tais como escavação, incineração, extração com solvente, oxidoredução e outros que são bastante dispendiosos.
Alguns processos deslocam a matéria contaminada para local distante, causando riscos de contaminação secundária e aumentando ainda mais os custos com tratamento [1]. Por isso, em anos recentes passou-se a dar preferência por métodos in situ que perturbem menos o ambiente e sejam mais econômicos. Dentro deste contexto, a biotecnologia oferece a fitorremediação como alternativa capaz de empregar sistemas vegetais fotossintetizantes e sua microbiota com o fim de desintoxicar ambientes degradados ou poluídos [1].
As substâncias alvos da fitorremediação incluem metais (Pb, Zn, Cu, Ni, Hg, Se), compostos inorgânicos (NO3- NH4+, PO4 3-), elementos químicos radioativos (U, Cs, Sr), hidrocarbonetos derivados de petróleo (BTEX), pesticidas e herbicidas (atrazine, bentazona, compostos clorados e nitroaromáticos), explosivos (TNT, DNT), solventes clorados (TCE, PCE) e resíduos orgânicos industriais (PCPs, PAHs), entre outros [1].
A fitorremediação oferece várias vantagens que devem ser levadas em conta. Grandes áreas podem ser tratadas de diversas maneiras, a baixo custo, com possibilidades de remediar águas contaminadas, o solo e subsolo e ao mesmo tempo embelezar o ambiente. Entretanto, o tempo para se obter resultados satisfatório pode ser longo [1]. A concentração do poluente e a presença de toxinas devem estar dentro dos limites de tolerância da planta usada para não comprometer o tratamento.
Riscos como a possibilidade dos vegetais entrarem na cadeia alimentar, devem ser considerados quando empregar esta tecnologia [1]
Variedade se destaca pela alta produtividade e versatilidade
Uma variedade de batata-doce de alta produtividade que pode ser usada para consumo humano e produção de biocombustível. Assim é a BRS fepagro viola, fruto da pesquisa da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a Embrapa, lançada na Expoagro, na segunda 21.
Atividades de melhoramento de batata-doce funcionam desde 1942 na Fepagro, Vale do Taquari, com variedades sendo utilizadas pelos agricultores locais há décadas. Em conjunto com a Embrapa, pesquisadores da Fepagro coletaram amostras dessas variedades utilizadas pelos produtores.
Nova cultivar Foto: Luis Suita/Divulgação/CR
No processo de seleção, foi realizada a limpeza clonal e multiplicação dos materiais mais promissores em termos de vigor e produtividade.
Dos mais de 50 materiais testados a campo, a BRS fepagro viola se destacou pela alta produtividade e versatilidade. “É uma cultivar que responde bem a qualquer trato cultural e produz de 60 a 80 toneladas por hectare”, detalha o pesquisador da Fepagro Zeferino Chielle.
Raiz
Outro diferencial da cultivar, de acordo com Chielle, é a diversidade no tamanho da raiz, que pode ter formatos diferentes e, por isso, diferentes aplicações. “Serve para consumo humano, para produção de biocombustível e até para ração animal, devido a seu alto valor energético”, enumera o pesquisador.
Zeferino Chielle ressalta que a massa aérea da planta, produzida em abundância pela BRS fepagro viola e com teor de proteína de 16%, também pode ser aproveitada para alimentação animal e produção de biocombustível.
Produção de biocombustíveis
Para a produção de biocombustíveis a batata-doce é uma cultura importante. “Sabe-se que uma tonelada de cana-de-açúcar produz 80 litros de etanol, enquanto a mesma quantidade de batata-doce, produz 158 litros”, informa o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Luis Antonio Suita de Castro.
No Brasil, este processo esbarra na baixa produtividade das cultivares e na falta de mecanização das lavouras.
Segundo Suita de Castro, as cultivares registradas pela Embrapa e recomendadas à produção, especialmente a BRS fepagro viola, obtiveram médias superiores a 3,0 kg/planta, o que indica produção de 75 t/ha em lavouras corretamente conduzidas.
Papples são importadas pela Grã-Bretanha da Nova Zelândia
Uma nova fruta tem sido
anunciada nas prateleiras de supermercados britânicos: a "papple", que
apesar do nome - que soa como mistura de pera (pear) e maçã (apple) -, é na verdade o resultado de várias combinações de peras.
Recém-importada da Nova Zelândia, a T109 - nome
da "papple" até que ela ganhe uma nomenclatura oficial - se soma a uma
longa lista de frutas de estranhas cores, formas e sabores que o homem
criou, por meio de cruzamentos e outros métodos, ao longo dos séculos.
Variações de ameixas
Muitas variações das ameixas foram criadas a
partir do cruzamento dos frutos dos arbustos do gênero prunus, que
inclui ameixeiras, cerejeiras, pessegueiras, damasqueiras e amendoeiras.
Os híbridos das misturas dessas árvores tendem a produzir frutas muito mais doces.
Uma delas é conhecida em inglês como aprium
(mistura de damasco, do qual herdou o aspecto, e ameixa) e tem sabor de
frutas variadas.
A mão de Buda
Originária do nordeste da Índia e da China, é um
dos cítricos cultivados há mais tempo e tradicionalmente usado para
fins medicinais - contra indigestão e dores de garganta - entre os
chineses.
Mão de Buda é usada para fins medicinais na China
A fruta tem dedos longos, crosta grossa e aroma
forte. Não é consumida em várias partes do mundo porque não tem um
centro carnoso.
A planta produz numerosas folhas de cor verde
intenso e pequenas flores brancas perfumadas. O arbusto dá frutos do
final da primavera até o final do verão.
Além das aplicações medicinais, a fruta serve
para fazer marmelada e para condimentar pratos salgados ou doces. Na
China também é um símbolo de felicidade e longevidade, e por isso é
usada como presente no Ano Novo chinês.
Durian
Nativa do sudeste da Ásia, é conhecida por seu poderoso aroma, adorado por alguns e considerado repulsivo por outros.
A durian tem um aroma adorado por alguns e considerado repulsivo por outros
Mas não é apenas o odor que repele alguns consumidores: a fruta é cheia de espinhos em sua casca.
Em países como a Malásia, onde o durian é
abundante, chamam-no de "o rei das frutas", por causa de seu complexo
sabor - dizem que parece com uma mescla entre caramelo e queijo francês.
Quanto mais intenso seu odor, mais forte é o sabor.
Para alguns, esse cheiro é tão repugnante que
algumas cidades asiáticas proibiram que o durian fosse comido no
transporte público.
Existem 30 espécies diferentes de durian, que é
rico em potássio, em outros minerais e vitaminas e que tem valor
nutritivo semelhante ao abacate e à manga.
Lima dedo
Há quem diga que essa fruta se assemelha ao caviar, mas com sabor de lima.
A Citrus australasica é conhecida em
alguns países como "caviar de lima", por causa das pequenas esferas
suculentas com sabor de lima, que "explodem" na boca ao serem comidas.
A lima dedo é conhecida como "caviar de lima"
Tem a aparência de uma lima comprida, semelhante
a um pepino. E tem várias cores: verde, preto, laranja, amarelo e rosa.
É cultivada na Austrália e nos EUA, sendo usada por chefs famosos para
temperar seus pratos e drinques.
Fruta milagrosa
Originária de Gana (oeste da África), essa fruta tem sido cultivada há séculos.
O gosto da "fruta milagrosa" faz com que as
comidas mais insípidas se tornem mais doces - isso ocorre porque a polpa
dessa pequena fruta contém miraculina, uma glicoproteína que engana as
papilas gustativas, fazendo com que quem a prove perceba os alimentos
como sendo mais doces do que realmente são.
Esse efeito se prolonga por 30 minutos a 1 hora após sua ingestão.
Em 1968, houve uma tentativa de extrair essa
glicoproteína e processá-la em forma de pílula. Mas a agência americana
que regula alimentos e medicamentos proibiu sua comercialização até que
se realizem mais testes.
No Japão, a frutinha é usada como adoçante por pessoas que estão de regime.
Algumas pessoas poderão ter em suas casas uma planta chamada Ora-pro-nobis, bastante utilizada como cerca viva, devido aos seus espinhos pontiagudos, mas extremamente bela, que carrega o ambiente com suas flores. O que muita gente talvez não saiba é que a Ora-pro-nobis, além de tudo, também é comestível, sendo utilizada na região de Minas Gerais como alimento, rica em proteínas, bastante conhecida por lá como o “bife dos pobres”.
Propriedades da Ora-pro-nobis
Suas propriedades já são bastante conhecidas, principalmente pelas pessoas que vivem nas zonas rurais, e a cultivam em seu quintal como remédio e alimento. Foi a partir desse conhecimento popular que a Ora-pro-nobis passou a chegar às grandes cidades, ainda de forma bastante tímida, mas já é um bom começo.
Por ser bastante popular em Minas Gerais, a Universidade de Lavras realizou um estudo sobre suas propriedades, constatando que seus princípios ativos são eficientes para o tratamento de várias doenças, tanto de origem inflamatória, quanto gastrointestinais, circulatórias, etc.
Benefícios da Ora-pro-nobis
Seu alto teor de fibras ajuda no processo digestivo e intestinal, promovendo saciedade, facilitando o fluxo alimentar pelo interior das paredes intestinais, além de ajudar a recompor toda a flora intestinal. Isso evita os estados de constipação, prisão de ventre, formação de pólipos, hemorroidas e até tumores;
Pessoas com anemia deverão passar a utilizá-la com mais frequência, pois os índices de ferro são essenciais para o tratamento desse quadro;
O chá, feito a partir de suas folhas, tem excelente função depurativa, sendo indicado para processos inflamatórios, como cistite e úlceras;
Esse poder depurativo associado ao chá também está ligado ao tratamento e prevenção de varizes;
As grávidas deveriam consumir Ora-pro-nobis nesse período, pois ela é rica em ácido fólico, essencial para evitar problemas para o bebê;
A alta concentração de vitamina C ajudará a fortalecer o sistema imunológico, evitando uma série de doenças oportunistas;
Ótima para a pele, devido à presença de vitamina A (retinol) em grande quantidade;
O retinol também é fundamental para manter a integridade da visão em dia;
Mantém ossos e dentes fortalecidos, pela boa quantidade de cálcio.
Composição nutricional da Ora-pro-nobis
COMPOSIÇÃO QUÍMICA EM 100 GRAMAS DE FOLHAS:
Energia
26 kcal
Proteína
2,00 g
Lipídios
0,40 g
Carboidratos
5,00 g
Fibras
0,90 g
Cálcio
79,00 mg
Fósforo
32,00 mg
Ferro
3,60 mg
Retinol
250,00 mcg
Vitamina B1
0,02 mg
Vitamina B2
0,10 mg
Niacina
0,50 mg
Vitamina C
23,00 mg
É uma planta com alto teor de proteína (aproximadamente 25% de sua composição). Entre seus aminoácidos, teremos a lisina e o triptofano em maior quantidade. Seu elevado teor de vitamina C supera a laranja em 4 vezes. Além dos minerais e vitaminas, também é rica em fibras.
Como consumir Ora-pro-nobis?
A parte comestível da planta são suas folhas. Seu preparo é extremamente simples, como qualquer verdura que adquirimos. Obviamente, devemos lavá-las bem. É preciso que se utilize uma grande quantidade, pois, após o preparo, seu volume se reduz bastante.
Seu sabor é neutro, ou seja, não é picante, nem ácido, nem amargo. Tem uma textura macia, fácil de mastigar. Ela poderá fazer parte de recheios, saladas, refogados, sopas, e onde mais sua imaginação de culinarista permitir.
Como preparar Ora-pro-nobis?
Para servir como incentivo, e mesmo matar a curiosidade, vamos passar algumas receitas simples com Ora-pro-nobis. É extremamente simples o preparo e manuseio das folhas.
1. Batatas ao pesto de Ora-pro-nobis
Ingredientes:
½ quilo de batata bolinha, ou algum outro tipo, mas que sejam pequenas;
1 xícara de folhas de Ora-pro-nobis rasgadas com as mãos;
½ xícara de queijo meia cura ralado;
1/3 de xícara de castanha do Pará;
½ xícara de azeite de oliva extra virgem;
½ dente de alho;
Sal e pimenta.
Preparo:
Faça primeiramente o pesto, batendo todos os ingredientes no liquidificador, com exceção das batatas. Caso tenha um processador, tecle na função pulsar, pois você não quer que vire um suco. É importante sentir a textura dos alimentos presentes no molho pesto. Reserve.
Cozinhe as batatas, mas deixe-as firmes. Coloque-as numa forma e regue com um fio de azeite e salpique sal e pimenta. Leve-as ao forno médio, pré-aquecido, até que estejam coradas.
Assim que retirar as batatas do forno, despeje o molho pesto sobre elas, e sirva imediatamente.
2. Pão vegetariano de Ora-pro-nobis
Ingredientes:
50 gramas de fermento para pão, aproximadamente 3 tabletes;
½ copo de água morna;
½ copo de água fria;
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina;
2 ovos;
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de sobremesa rasa de sal;
Farinha de trigo até dar o ponto (que poderá ser substituída por farinha integral);
100 gramas de folhas de ora-pro-nobis
Preparo:
O fermento deverá ser dissolvido juntamente com o açúcar, até formar uma pastinha. A seguir, adicione a água morna, mas tenha cuidado para que não esteja quente, pois fará com que o fermento não se desenvolva. Faça um teste no dorso da mão.
Aguarde alguns minutos e verá que a fermentação se inicia, levantando pequenas bolhas. Essa etapa é importante para saber se o fermento está bom. Caso isso não aconteça, descarte e reinicie.
A seguir, junte os ovos, a manteiga e o sal. Deixe aguardando enquanto bate as folhas de Ora-pro-nobis com a água fria no liquidificador.
Agora, junte à massa. Deixe a farinha para o final, onde deverá ser adicionada aos poucos, até começar a soltar das mãos.
Nesse momento, cubra com um guardanapo e deixe essa massa descansar até notar que dobrou de volume.
Divida em duas partes, modele os pães no formato que preferir. Pincele com gema e leve ao forno para assar, em forno pré-aquecido, até dourar.
3. Farinha enriquecida com Ora-pro-nobis
Essa farinha irá enriquecer suas receitas. É feita a partir das folhas desidratadas. Para isso, será preciso colher muitas folhas. Deixá-las em local seco e fresco, até que estejam totalmente desidratadas. Nesse momento, basta triturá-las ou e adicioná-las a seus pratos culinários. Essa farinha é rica em proteínas, aminoácidos, vitaminas, sais minerais, e fibras. Guarde num vidro com tampa e utilize nos pães, bolos, tortas, panquecas, etc.
Ora-pro-nobis ajuda a emagrecer?
A princípio, sim. Um dos fatores favoráveis ao emagrecimento está diretamente ligado à grande quantidade de fibras que a planta apresenta. Numa dieta equilibrada, as fibras são essenciais para dar a sensação de saciedade, o que nos faz comer menos nas refeições.
Além do mais, elas ajudarão no esvaziamento intestinal mais rápido, evitando que toxinas estejam circulando por nosso organismo, nos livrando de inchaços e retenção de líquidos. Se essas fibras forem ingeridas cruas, mais eficientes serão.
É claro que não basta comer Ora-pro-nobis. Ela é uma aliada entre uma série de outros que precisamos para nos manter magros.
Contraindicações
Até onde se sabe, não há contraindicações ao seu consumo, a não ser por pessoas que apresentem algum tipo de alergia a ela, porém, seus índices de toxicidade são praticamente nulos.
Onde encontrar?
Nos estados do Sudeste é mais fácil, por ser mais abundante nessa região. Em Minas Gerais, é facilmente encontrada, fresca, desidratada, em saquinhos. Costumam vender um saquinho com 200 gramas por algo em torno de R$ 1,00.
Conhecendo melhor
Quem não se apaixonar por seu sabor, seguramente se apaixonará por sua beleza. Incluímos um vídeo amador, onde é possível apreciá-la, em plena floração, cercada de abelhas em processo de polinização. Infelizmente não será possível desfrutar de seu perfume. Confira:
Considerações finais
É uma pena que não se leve a sério o cultivo de Ora-pro-nobis em grande escala. Seguramente, seus valores nutricionais poderiam acrescentar muito aos hábitos alimentares dos brasileiros, principalmente através da farinha enriquecida, que poderia chegar facilmente à nossa mesa.
Sendo possível seu cultivo em ambiente doméstico, uma vez que pega bem em qualquer tipo de solo, não exige cuidados específicos, se propaga com facilidade.
Quem nunca provou e gostaria de adquirir uma muda, dê uma vasculhada pela internet. É possível encontrar generosos doadores. Vale a pena!
Prefeitura não tem condições de evitar caos em temporais, denunciam funcionários
Sucateamento da Smam impede resposta ágil e eficiente, dizem os técnicos | JÁ
Os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre alertam a população que os transtornos ocorridos após a tempestade do dia 29 de janeiro
– quando milhares de habitantes ficaram sem água e luz durante dias por
conta da queda de mais de três mil árvores sobre as redes de
abastecimento da cidade – voltarão a acontecer “sem que a Prefeitura
consiga dar uma resposta ágil e tecnicamente eficiente à população
porto-alegrense”.
O manifesto, assinado por duas associações de classe (Sindicato dos
Engenheiros do Rio Grande do Sul, Senge, e Associação dos Técnicos de
Nível Superior do Município de Porto Alegre, Astec), denuncia que o
manejo da arborização urbana, necessário para manter os vegetais sadios e
em condições de resistir aos efeitos do clima é feito de forma precária
porque não há reposição de funcionários da área operacional – o último
concurso ocorreu há mais de 20 anos, em 1993 – e a terceirização dos
serviços é “ineficiente e subdimensionada”.
Os técnicos apontam ainda a falta de manutenção de veículos e
equipamentos e também da infraestrutura necessária para o trabalho. “Uma
parcela considerável dos danos e prejuízos causados à população poderia
ser evitada caso a Smam dispusesse das condições mínimas necessárias
para desenvolver ações programadas de manutenção preventiva da
arborização da cidade”, lamenta a nota. Manifesto foi ignorado pelos jornais
O manifesto foi divulgado na semana passada mas não recebeu atenção
da imprensa gaúcha, que preferiu comprar a tese de que as árvores da
cidade estavam velhas ou que eram inadequadas para uma cidade grande.
Os técnicos sabem que eventos extremos como o daquela sexta-feira a
noite – com ventos que ultrapassaram os 120 km/h – serão cada vez mais
comuns em razão do aquecimento global e “evidenciam que o processo de
sucateamento do órgão ambiental de Porto Alegre pode se refletir
negativamente na capacidade de resposta da cidade” frente a situações
adversas.
Para alertar as autoridades sobre a necessidade de manter a pasta em
condições de atender eventos como o do dia 29 de janeiro, um grupo de
ambientalistas vai pedir à Câmara Municipal uma audiência pública sobre o
tema. Uma reunião no Legislativo foi marcada para as 14 horas desta
quinta-feira.