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terça-feira, 23 de junho de 2026
Uso do Guandu na alimentação de aves
terça-feira, 28 de abril de 2026
Feijão guandu é alternativa para recuperar pastagens degradadas

O Brasil, com 8,5 milhões de km2, equivalentes a 850 milhões de hectares (ha), tem a quinta maios extensão territorial do mundo, atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos, nessa ordem. Desse total, 282,5 milhões de ha são ocupados por atividades agropecuárias, divididas entre pecuária (160 milhões de ha), agricultura (72 milhões de ha) e florestas cultivadas (50 milhões de ha). Esse cenário apresenta um dado que merece atenção e preocupa: a degradação de pastagens, que atinge cerca de 30 milhões de ha, comprometendo a sustentabilidade dos sistemas pastoris, com graves prejuízos econômicos, ambientais e sociais. Portanto, a recuperação dessas áreas é estratégica para o País.
O manejo adequado das plantas forrageiras e a melhoria da fertilidade do solo são práticas fundamentais para a recuperação de pastagens degradadas. Pesquisadores da Embrapa têm trabalhado no desenvolvimento de soluções para essa questão, e fazem um alerta: na tentativa de resolver rapidamente o problema, muitos produtores brasileiros vêm fazendo trocas sucessivas de espécies forrageiras por outras menos exigentes em manejo tanto de plantas quanto de fertilidade do solo, o que é apenas um saída paliativa, contribuindo ainda mais para degradar as pastagens.
Por isso, recomendam a adoção de soluções tecnológicas que promovam efetivamente a recuperação de pastagens e, concomitantemente, possam gerar alguma economia ou facilidade de execução. Nesse sentido, uma das opções é a utilização do plantio do feijão guandu (Cajanus cajan) em consórcio com as gramíneas.
Características
A Embrapa Pecuária Sudeste, instalada em São Carlos (SP), desenvolveu uma nova cultivar desse feijão, denominada ‘Guandu BRS Mandarim’, que tem sido utilizada com bons resultados na recuperação de áreas degradadas e na alimentação animal.
Essa leguminosa apresenta alta produtividade de forragem, cerca de 10% superior às demais cultivares, sendo resultado do processo de seleção entre muitas linhagens. Tem apresentado bons resultados na recuperação de áreas degradadas quando consorciada com braquiária, apresentando alto potencial para adubação verde, melhorando a fertilidade do solo e a qualidade do pasto.
Sua implantação e seu manejo são fáceis. Como é uma planta rústica, adapta-se bem a solos de baixa fertilidade, exigindo correções mínimas. Dispensa a adubação nitrogenada para recuperar o pasto, uma vez que o resíduo proveniente da sua roçada funciona como adubo verde, disponibilizando nitrogênio no sistema. De acordo com pesquisas da Embrapa Pecuária Sudeste, o material roçado agrega mais de 200 kg/ha de nitrogênio (N) na pastagem. Trata-se de um benefício adicional, principalmente para o período seco, quando a pastagem não está em boas condições, para servir de alimento para os bovinos.
Diferenciais
Em comparação com as espécies concorrentes disponíveis no mercado, essa cultivar apresenta os seguintes diferenciais:
- Fornecida no cocho ou em pastejo, reduz a quantidade necessária de alimento concentrado;
- A produção de matéria seca (MS) é vantajosa em relação aos demais guandus, com avanço no período de inverno;
- A sobressemeadura com pastagens (especialmente em áreas degradadas) permite o fornecimento de nitrogênio, aumentando a produção do capim;
- É um biodescompactador natural do solo, pois, por meio de seu sistema radicular, promove a ruptura de possíveis camadas compactadas;
- Aumenta a massa de forragem destinada à silagem quando em consórcio com milho ou sorgo;
- Requer menos tempo para introdução do animal na área após a instalação da pastagem consorciada;
- É uma boa alternativa de forrageira para áreas com histórico de escassez de chuvas, para uso na alimentação animal;
- É uma boa fonte de forragem (vagens e folhas) para o período seco;
- Para completar, é resistente aos fungos Macrophomina e da ferrugem da soja.
(Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste)
Uso do guandu para recuperar pastagens degradadas
A degradação das pastagens é um dos principais problemas da pecuária brasileira e compromete o desempenho animal e a rentabilidade dos sistemas de produção. Aproximadamente, 80% das pastagens encontram-se com algum grau de degradação, prejudicando a produtividade do setor. Essa porcentagem elevada está relacionada ao manejo inadequado e à falta de reposição de nutrientes do solo. Uma alternativa para reverter esse quadro e garantir a produtividade e a viabilidade econômica da pecuária é a utilização do Guandu BRS Mandarim, que tem contribuído para recuperação de pastagens. O guandu BRS mandarim é uma opção viável, principalmente para pequenos produtores, porque é uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil manejo e promove a melhoria do sistema solo-planta pela adição de nitrogênio, aporte de matéria orgânica e reciclagem de nutriente.
domingo, 19 de abril de 2026
FEIJÃO GUANDÚ (Cajanus cajan): Vegetal com alto potencial alimentício pouco explorado no Brasil.

Autor: Ms Carlos H. Biagolini – Biólogo – Universidade Guarulhos UnG
Esta planta se desenvolve bem tanto em solos bons como também em solos degradados e além da produção do alimento propriamente dito, tem outras grandes vantagens como, por exemplo, sombrear o solo, mantendo a umidade por maior tempo, incorporar nitrogênio aumentando a fertilidade da terra, servir de alimento para a engorda de aves, servir como forrageira para alimentação de gado e ainda permitir que a água de chuva penetre com maior facilidade devido as suas raízes serem longas e profundas.
Ao contrário do que ocorre no nordeste, na região sudeste o Feijão
Guandu é pouco utilizado. Boa parte da população urbana desconhece a
planta e os benefícios que podem obter com sua utilização. Em geral ela é
cultivada apenas por moradores de origem nordestina ou do interior das
grandes capitais que carregam consigo o hábito de consumi-la
regularmente. Nas metrópoles, poucos conhecem o Feijão Guandu e muitos
não imaginam as vantagens que este maravilhoso vegetal pode oferecer em
relação a outros tipos de leguminosas.A facilidade do plantio, produção de sementes e o crescimento rápido, permitem que esta planta seja utilizada em projetos que visam reduzir a desnutrição com resultados favoráveis em curto espaço de tempo. São muitas as possibilidades de projetos sociais visando à redução da desnutrição que podem ter como elemento principal o Feijão Guandu. Podemos citar, por exemplo, que nos conjuntos habitacionais construídos às margens de rodovias, sempre existe uma cerca tipo alambrado ou um muro alto de proteção. Pois bem, estes lugares são excelentes para o plantio do Feijão Guandu que pode, além de servir de proteção de cercas ou muros permitir ainda a produção deste reforço nutricional. Com orientação, os moradores podem se organizar a fim de criar um plano visando o plantio, colheita e distribuição da produção.
Também nos casos de plantio em hortas comunitárias, as sementes poderiam ser distribuídas através de organizações religiosas, ONGs ou órgãos governamentais. Outra possibilidade é o plantio em espaços público como escolas, postos de saúde ou creches.
Ainda abordando as possibilidades de plantio podemos considerar também
que em diversas cidades existem espaços abaixo de redes elétricas de
distribuição que por questões de segurança, não podem receber vegetais
de porte, sendo cultivadas apenas hortas comunitárias com plantio de
hortaliças em geral rasteiras. Este tipo de cultivo necessita de
cuidados diários, o que desencoraja o uso destes espaços em maior
intensidade então uma boa opção seria o plantio do Feijão Guandu, que é
rústico e não requer cuidados diários e constantes como nas hortas
convencionais, certificando então as vantagens de plantio do Feijão
Guandu.Com relação à utilização dos grãos que podem ser preparados da mesma forma que o feijão comum, há uma infinidade de outros pratos que podem ser elaborados com o Guandu, a partir da colheita em diferentes momentos de maturação das vagens esta variedade de pratos aumenta ainda mais. Em alguns países do continente Africano, o Feijão Guandu é colhido ainda verde e processado e vendido como ervilhas em lata. Por aqui, pelo que parece não há interesse neste segmento. Uma busca rápida na internet pode resultar na localização de uma infinidade de receitas e pratos preparados com esta leguminosa como a que recomenda o Feijão Guandu, cozido em salmoura leve com pouco sal, permitindo que os grãos sejam usados na complementação de saladas ou decoração de pratos frios e quentes.
O feijão maduro e seco, depois de cozido permite também ser utilizado no
preparo de massas de salgadinhos ou ainda batido no liquidificador,
resulta num caldo nutritivo e saboroso.Provavelmente o único inconveniente desta leguminosa é que a vagem não pode ser aproveitada como alimento, como no caso do feijão comum quando colhido ainda verde. Por ser fibrosa e resistente mesmo depois de cozidas a casca do Guandu deve ser descartada.
De um modo ou de outro, o Feijão Guandu é um vegetal que apesar de exótico tem muito a oferecer como alimento no Brasil, já que está muito bem adaptado ao nosso clima e solo e já que está introduzido entre nossos vegetais, por que não aproveitá-lo em sua totalidade.
São Paulo, janeiro de 2012.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Conhece o FEIJÃO-ARROZ???
Citação: Vieira RF, Vieira C & Vieira RF (2001) Leguminosas graníferas.
Viçosa, Editora UFV. 206p. Este capítulo: p. 95-102.
FEIJÃO-ARROZ
Nome botânico
Vigna umbellata (Thunb.) Ohwi & Ohashi (sin. Dolichos
umbellatus Thunb., Phaseolus pubescens Blume, P. calcaratus
Roxb., P. chrysanthus Savi, P. torosus Roxb., P. ricciardianus
Tenora, V. calcarata (Roxb.) Kurz, Azukia umbellata (Thunb.)
Ohwi).
Nomes comuns
No Brasil, o feijão-arroz é, muitas vezes, erroneamente
conhecido por feijão-adzuki, nome de outra espécie do gênero
Vigna. Em espanhol, por frijol arroz ou judía arroz; em inglês, por
rice bean.
A planta
Plantas anuais, com ciclo de vida, dependendo das condições
climáticas, de 90 a ll5 dias (nos cultivares estudados em Minas
Gerais), e apresentam porte quase ereto ou são trepadoras; folhas
com três folíolos ovais, inteiros; a inflorescência é um racimo
axilar, curto, com 10-15 flores amarelas, autoférteis; quilha com
esporão cônico, oco, em um dos lados; uma das asas enrola-se
completamente em redor da quilha; vagens glabras, cilíndricas,
estreitas, com cerca de 7 a 12 cm de comprimento, pouco curvadas,
com curto bico, que ficam enegrecidas na maturidade; elas não
apresentam contração entre as sementes, estas em número de 3 a 12. sábado, 31 de maio de 2025
Biomassa, quanto mais, melhor???
Normalmente consideramos alguns fatores principais para a escolha das espécies, como sua categoria de sucessão ecológica, se é nativa do bioma, sua taxa de crescimento… Uma espécie de serviço chave na agrofloresta é a bananeira, que além da produção de biomassa para cobertura do pé das mudas, produz frutos que serão fonte de renda durante os primeiros anos. Também gostamos bastante de usar o feijão guandu, que por ser uma leguminosa, fixa nitrogênio no solo, promovendo ciclagem de nutrientes e cresce rápido, também sendo fonte de biomassa.
As árvores de madeira mole, ou seja, que não possuem potencial madeireiro também podem ser utilizadas como espécie de serviço, como o capixingui, os ingás e guapuruvus. Até a pimenta-rosa pode ser uma espécie de serviço, desde que manejada frequentemente, como estamos fazendo no Projeto Timburi.
Nossa equipe na implantação do nosso projeto no Vale da Pelada, Alagoas.
Muitos serviços
Além da biomassa, as espécies de serviço provém outras vantagens quando inseridas em sistemas produtivos. Chamamos de espécies de serviço de dupla aptidão aquelas que além da biomassa, podem nos fornecer outro produto, como por exemplo a bananeira e a aroeira pimenteira. Mas a verdade é que essas espécies fornecem vários outros benefícios:
- podem criar um microclima mais adequado para o desenvolvimento de espécies mais tardias;
- atraem polinizadores, o que beneficia a produção da cultura principal;
- ciclam nutrientes no solo;
- previnem erosão;
- aumentam capacidade de retenção hídrica do solo;
- podem atrair pragas, amenizando o ataque em culturas comerciais;
- favorecem a descompactação do solo.
segunda-feira, 9 de outubro de 2023
UTILIZAÇÃO DE LEGUMINOSAS FORRAGEIRAS NA ALIMENTAÇÃO DE BOVINOS
A principal expectativa do uso de leguminosas em pastagens é a melhoria da produção animal em relação à pastagem de gramínea exclusiva com redução dos custos de produção, quando comparados com estas mesmas pastagens submetidas à adubação com nitrogênio mineral. Este benefício é reportado como sendo efeito da participação direta da leguminosa melhorando e diversificando a dieta do animal e também do aumento da disponibilidade de forragem pelo aporte de nitrogênio ao sistema, através da sua reciclagem e transferência para a gramínea acompanhante.
A digestibilidade das leguminosas tropicais no pasto em oferta via de regra é maior que das gramíneas, mas observa-se diferença entre espécies ou cultivares. O desmodio cv. Itabela pela seu elevado teor de taninos apresenta digestibilidade igual ou inferior à algumas gramíneas, mas o amendoim forrageiro, leucena, soja perene apresentam digestibilidade superior a todas as gramíneas tropicais. A baixa disponibilidade, altos teores de tanino e outros fatores antiqualitativos têm contribuído para reduzir a palatabilidade e a preferência de leguminosas pelos animais. Muitas delas requerem um período de adaptação prévio para serem consorciadas, como é o caso da cv. Itabela.
Leguminosas sem atributos para conviver diretamente sob pastejo com gramíneas podem ser utilizadas em bancos de proteína. O estilosantes Mineirão em muitos casos está sendo recomendado para este tipo de uso. As leguminosas arbóreas já são em grande parte utilizadas desta forma, principalmente no nordeste. A utilização para feno ou silagem também são opções sedimentadas, principalmente com estilosantes e leucena.
domingo, 12 de março de 2023
O que é adubação verde?
Fonte: https://agropos.com.br/o-que-e-adubacao-verde/
Saiba como melhorar o solo!
A adubação verde, traz múltiplos benefícios para o sistema produtivo, como principal, o incremento na fertilização dos solos agrícolas.
A princípio, pode parecer uma prática complicada de se fazer, especialmente quando é a primeira vez que se realiza na propriedade.
Desse modo, apresentarei como você pode começar a utilização da adubação verde em sua lavoura sem grandes complicações.

O que é adubação verde?
Adubação verde é uma técnica agrícola que promove a reciclagem de nutrientes do solo por meio do plantio de determinadas espécies de plantas, preferencialmente espécies que pertencem à família das leguminosas e gramíneas, a fim de tornar o solo mais fértil.
A adubação do solo pode ser aprimorada com a utilização da adubação verde, quer ver como?
Primeiramente, vamos para a definição,
Bem como, visa recuperar solos degradados, melhorar solos pobres e conservar os que já são apresentam boa produtividade.
Essa técnica pode ser utilizada na agricultura em geral.
A adubação verde e a fertilidade do solo
A adubação verde melhora a fertilidade do solo, porque mobiliza os nutrientes das camadas mais profundas, os deixando disponíveis para o próximo cultivo da cultura de interesse econômico.
Desse modo, os adubos verdes, ao absorverem os nutrientes do solo, contribuem para a redução das perdas por lixiviação.
Da mesma forma, o uso dessa adubação é uma forma viável de amenizar os impactos da agricultura, trazendo maior fertilidade aos solos agrícolas e sustentabilidade ao sistema de produção.
Vejamos a seguir, as vantagens da utilização de adubos verdes e de como seus efeitos podem refletir positivamente na fertilidade do solo.
Vantagens da adubação verde
Com efeito, a adubação verde possui muitas vantagens nos sistemas agrícolas, como, evita o desenvolvimento indesejado de ervas daninhas e diminui as perdas de água no solo.
Logo, a necessidade de se investir em adubos químicos, controle de plantas daninhas e o uso de manejo para descompactar o solo é reduzido consideravelmente.
Conheça as principais vantagens da adubação verde:
- Aumento do teor de matéria orgânica;
- Maior disponibilidade de nutrientes;
- Maior capacidade de troca de cátions efetiva do solo;
- O favorecimento da produção de ácidos orgânicos, de fundamental importância para a solubilização de minerais;
- Descompactação do solo;
- Diminuição dos teores de Al, com isso, aumento na absorção de fósforo nos solos;
- Incremento da capacidade de ciclagem e mobilização de nutrientes lixiviados ou pouco solúveis que estejam nas camadas mais profundas do perfil do solo;
- Redução de pragas e doenças;
- Combate de nematoides;
- Aumento da microbiota benéfica dos solos;
- Controle das plantas daninhas.
Vejamos a seguir como a adubação age no solo.
Mas como a adubação verde age no solo?
O processo de nutrição do solo por meio desta técnica, age como um arado biológico, uma vez que, com suas raízes criam galerias e macroporos, após sua decomposição.
Essas galerias favorecem o crescimento de microorganismos nas camadas mais profundas, rompendo as barreiras físicas do solo.
Algumas espécies de adubos verdes, possuem relação biótica ou associativa com os microorganismos benéficos do solo.
Um exemplo, é a adubação verde à partir de plantas leguminosas. Essas plantas favorecem a absorção de nitrogênio do solo, com auxílio das bactérias (rizóbio) alojadas em suas raízes.
Essas bactérias são especializadas em metabolizar o nitrogênio no solo, ou seja, elas têm a capacidade de absorver o nitrogênio presente na atmosfera e fixá-las no solo.
Dentro das plantas utilizadas para adubação verde, está presente também, as gramíneas, elas possuem alto poder de associação com fungos presentes no solo, formando as micorrizas.
Desse modo, com as hifas formadas à partir dessa associação, aumenta o sistema radicular da planta e consequentemente, o seu aumento da absorção de nutrientes e água do solo.

Escolha da adubação verde
Na escolha do adubo verde, é preciso estar atento quanto as condições que interferem diferentemente sobre o rendimento das espécies.
Estas é uma das razões por que há diferenças entre o comportamento das espécies para adubação, quando plantadas em diferentes locais.
Umas dessas condições, seria a do solo. A baixa fertilidade, por exemplo, é um diferencial na produtividade.
Desse modo, a escolha pode se dar devido à maior habilidade da espécie em capturar nutrientes que estejam numa condição menos disponível às plantas.
Em razão disso, o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies deve ser regionalizado.
Isso para que seja feito a escolha com maior potencial de produção de biomassa, de reciclagem de nutrientes e que melhor se ajuste ao sistema agrícola adotado na produção de culturas comerciais.
Além disso, ainda deve ser considerada a taxa de decomposição do adubo verde, que irá regular a intensidade da liberação dos nutrientes imobilizados na biomassa e que serão absorvidos, na sequência, pela cultura já em crescimento ou cultivada na sucessão.

Foto: Canal do Horticultor
Quais espécies utilizar para a adubação ?
As principais espécies para adubação verde são:
- Crotalária (Crotalaria juncea)
- Guandu (CajanusCajan)
- Girassol (Helianthus Annuus)
- Feijão de Porco (Canavalia ensiformis)
- Macuna Anã (Macuna deeringiana)
- Macuna preta (Macuna aterrima)
Como visto acima, a escolha do adubo verde deve levar em conta alguns fatores, como a possibilidade de acréscimo de nitrogênio proveniente da fixação biológica nas leguminosas, bem como, a capacidade de fornecimento de biomassa.
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