sexta-feira, 5 de setembro de 2025

O papel das minhocas na redução do lixo domiciliar!!

 

Foto mostra minhocas em terra

Minhocas e o seu papel na redução do lixo domiciliar

As minhocas deixam túneis, facilitando a respiração das raízes das plantas em crescimento


*Viviane Hamoui Furquim


Por muito tempo, o comércio de minhocas esteve direcionado apenas para pescadores, que as utilizavam como isca. Trata-se de um animal que pode ser encontrado facilmente em vários tipos de solo, relativamente bem adaptado ao clima tropical e de ampla distribuição.

Essas características as tornam animais de fácil obtenção. Ademais, são bem aceitas pela ictiofauna (o conjunto de peixes de uma região ou ambiente) de dieta predominantemente carnívora.

Um dos efeitos decorrentes da presença das minhocas no solo é o aumento da fertilidade devido à produção do húmus. Elas ingerem partículas orgânicas dispersas no solo misturadas em meio aos constituintes minerais. Parte do material orgânico é digerido pelas enzimas intestinais e o que sobra, forma as fezes que, ao serem eliminadas, servem de substrato para as populações de micro-organismos decompositores.

Foto mostra uma das minhocas que existem no meio ambiente
Minhocas são capazes de acelerar a fertilização natural do solo

Estes, por sua vez, aceleram o processo de humificação, ou seja, a transformação de moléculas orgânicas complexas em substâncias simples, que podem ser facilmente absorvidas pelos vegetais. Por isso, as minhocas são capazes de acelerar a fertilização natural do solo, tornando-o bem mais produtivo para a agricultura.

Além desse efeito humificador, a atividade locomotora das minhocas deixa túneis por onde o oxigênio se difunde melhor, facilitando a respiração das raízes das plantas em crescimento. Trata-se assim, de um verdadeiro “arado vivo”.

Minhocas: contribuindo com a produção vegetal

Em estado natural, considerando-se a média dos tipos de solos, as populações de minhocas não são suficientemente grandes para produzir húmus em larga escala. Por isso, o desenvolvimento da minhocultura, associada às demais atividades agrícolas humanas, tem possibilitado um aumento significativo na produção vegetal, com impactos muito positivos na sustentabilidade ambiental.

Foto mostra minhocas em meio a terra
O desenvolvimento da minhocultura tem possibilitado aumento na produção vegetal

Assim, a minhocultura é altamente indicada para hortas, estufas, agricultura orgânica entre outras, não somente devido aos custos relativamente baixos para a implantação dos sistemas de criação, mas também devido à elevada sinergia que ela estabelece com essas atividades.

De modo geral, todas as famílias de minhocas possuem espécies que desempenham importantes papéis na fertilização do solo e, por conseguinte, influenciam sua classificação geológica.

Mas, para criação, são mais utilizadas as espécies Eisenia foetida e Eisenia andrei, ambas conhecidas como minhocas vermelhas da Califórnia. Devido à alta taxa reprodutiva e fácil obtenção, elas são muito procuradas pelos criadores.

Foto mostra casulo de minhoca
Cápsulas de minhoca encontrada na natureza

As minhocas são hermafroditas. Apesar de produzirem tanto os gametas femininos como os masculinos elas somente se reproduzem por fecundação cruzada, mediante o emparelhamento de dois indivíduos. Após a fecundação, os ovos são postos dentro de cápsulas deixadas no solo. Essas cápsulas são erroneamente chamadas de casulos, cuja forma e função é totalmente diferente. O gênero Eisenia (minhoca californiana) deposita cápsulas, cujas cores variam entre tons esbranquiçados e esverdeados, das quais podem emergir entre 3 a 6 indivíduos. O gênero Pontoscolex por sua vez, forma apenas um ovo por cápsula, de tonalidades brancas e avermelhadas (exemplo da foto acima). Suas cápsulas ficam aderidas aos grãos de terra por meio de fios de muco.

Compostagem com minhocas

Ademais, como decorrência das práticas sustentáveis, a minhocultura e a vermicompostagem vêm se tornando relativamente popularizadas independentemente do volume de terra movimentada, tanto em áreas domésticas como as de vocação rural. De fato, dependendo do que se pretende, o material necessário é de fácil obtenção, de baixo custo, e os procedimentos e fundamentos envolvidos, são relativamente acessíveis.

Outra decorrência da minhocultura é o aproveitamento dos resíduos orgânicos e biodegradáveis resultantes do lixo domiciliar, como: cascas e restos de vegetais, legumes, frutas, pó de café, entre outros, chegando até mesmo a resíduos de papel.

Foto mostra caixa de compostagem que utiliza minhocas
A minhocultura e a vermicompostagem vêm sendo popularizadas ao longo dos últimos anos

Ao destinar esses dejetos para a minhocultura, reduzimos significativamente o volume do lixo domiciliar que geralmente termina nos lixões e aterros sanitários, que provocam severos danos à saúde pública devido a superlotação desses espaços.

Note-se que a maior parte do lixo doméstico – por volta de 60% – é de natureza orgânica. Isso torna evidente que haverá um eminente colapso de espaços destinados aos aterros sanitários que, ademais, provocam um substancial incremento na emissão de gases de efeito estufa, agravando os efeitos do aquecimento global.

Efeitos sociais e econômicos

Ao remover o lixo orgânico em sua origem e destiná-los à minhocultura, o material remanescente, além de ter seu volume reduzido, segue mais “limpo” para a coleta seletiva, alcançando assim melhores preços no mercado da reciclagem.

Dessa forma, podemos constatar que a minhocultura, ainda que de forma indireta, impacta positivamente na vida das pessoas ao formar um tripé de cuidados frente às necessidades humanas sociais, econômicas e ambientais. Nesse contexto, o desenvolvimento social pode e deve servir aos desígnios econômicos, porém, tratando o meio ambiente de forma sustentável.

A coleta seletiva alcança melhores preços no mercado da reciclagem
quando o lixo orgânico é separado

Não é de se admirar, portanto, que a minhocultura venha ao encontro dos anseios de uma sociedade cada vez mais consciente dos impactos que causa no meio ambiente, notadamente sobre o destino do lixo que gera.

Adubo verde

Finalmente, a criação de minhocas certamente perpetra um efeito mais do que desejável nas crianças, adolescentes e jovens, que é a educação ambiental. É provável que, ao se tornarem adultas, elas  “naturalizem” essas práticas, tornando cada residência, uma verdadeira fonte de adubo verde, colaborando assim para renovar o ar que respiramos. Esse é o desafio que abraçamos e para o qual estamos te convidando.


Saiba mais aqui: As minhocas e o meio ambiente


Referências:

Sociedade Nacional de Agricultura: www.sna.agr.br

Olivier Soubeyran, Vincent BERDOULAY, Ecologia urbana e planejamento urbano: os fundamentos das questões atuais, 2010

GONÇALVES, P. A Reciclagem Integradora dos Aspectos Ambientais, Sociais e Econômico. Rio de Janeiro: DP&A: Fase, 2003. www.lixo.com.br

VIMIEIRO, G.V. Tese de Doutorado:

“Usinas de triagem e compostagem: valoração de resíduos e de pessoas – um estudo sobre a operação e os funcionários de unidades de Minas Gerais”. Belo Horizonte, 2012, Escola de Engenharia da UFMG. 464p. http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/ENGD-93RHNE/tese___gisele_vimieiro___vers_o_final.pdf?sequence=1


*Viviane Hamoui Furquim
Bióloga e Mestre em Zoologia pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo


Foto da Capa: Erika Buchignani, Bióloga


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O sequestro de carbono do solo pela matéria orgânica em imagens


Nesse vídeo, o professor da Esalq e um dos palestrantes do
nosso curso em 2021, Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, mostra
com imagens o processo de sequestro de carbono da atmosfera
para o solo por meio da matéria orgânica.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

[Beba em jejum] 10 benefícios do suco que é uma verdadeira farmácia


Dra. Gisela Savioli


Se você me acompanha há algum tempo já deve conhecer o meu queridinho: suco de couve com maçã, que chamo carinhosamente de suco-farmácia.

Se você é nova por aqui, saiba que esse suco é uma de minhas marcas.

E claro, ele é super nutritivo e funciona como uma verdadeira farmácia em nosso organismo! Para descobrir quais benefícios ele possui, assista ao vídeo completo! Suco Farmácia (Suco de Couve com Maçã) Ingredientes 2 folhas de couve (com o talo) 2 maçãs Modo de Preparo Higienize os alimentos Corte a maçã em 4 pedaços e retire as sementes Pique as folhas couve com as mãos (assim liberamos mais nutrientes) Enrole as folhas de couve na maçã e coloque na centrífuga Se usar liquidificador acrescente 50 ml de água Coe com um voal para extrair o sumo do suco Quando tomar Beba em jejum ao acordar Não acrescente açúcar, adoçante ou mel Consuma na hora: Após 10 minutos o suco perde nutrientes
Repita a receita por pelo menos 15 dias

Projeto Compostagem para crianças


Vendo minhocas para compostagem e minhocários!!

contate agropanerai@gmail.com      WHAST 51 3407-4813   

Fixação Biológica de Nitrogênio / O legado de Johanna Dobereiner


Se hoje o Brasil é referência na produção de soja e em práticas sustentáveis de agricultura, muito se deve à Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e ao trabalho incansável de uma mulher visionária: Johanna Döbereiner. 🌱 Neste episódio do RuralCampoCast, você vai conhecer a trajetória completa de Johanna — desde sua juventude na Europa até o impacto transformador de suas pesquisas no Brasil. 📖 A história de Johanna Döbereiner Johanna Liesbeth Kubelka nasceu em 1924, na antiga Checoslováquia. Desde cedo trabalhou como camponesa e se apaixonou pela terra. Em 1947 ingressou na Universidade de Munique para estudar Agronomia — um espaço dominado por homens. Sua monografia, em 1950, já revelava sua vocação: “Bactérias na fixação assimbiótica de nitrogênio e a possibilidade de seu aproveitamento na agricultura”. Na universidade, conheceu Jürgen Döbereiner, estudante de Medicina Veterinária, com quem se casou antes de imigrar para o Brasil, onde seu pai e irmão já viviam. 🌍 Chegada ao Brasil e início da pesquisa Em 1951, Johanna foi contratada no antigo Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola, em Seropédica (RJ), que mais tarde se tornaria a Embrapa Agrobiologia. Seu primeiro trabalho, junto a Álvaro Fagundes, tratava da influência da cobertura do solo sobre a flora microbiana. 💡 O desafio científico Na década de 1960, o Brasil gastava fortunas com fertilizantes nitrogenados. Johanna ousou defender que bactérias poderiam fazer esse trabalho de forma natural e gratuita. Muitos consideraram a ideia absurda — alguns chegaram a acusá-la de querer “atrasar a agricultura brasileira”. Ainda assim, ela persistiu. Com o tempo, suas pesquisas mostraram resultados inegáveis: alta produtividade, menor custo e impacto ambiental quase zero. 🔬 Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) Johanna trabalhou com bactérias como o Bradyrhizobium, essencial na soja, e o Azospirillum brasilense, associado a gramíneas como milho e trigo. Enquanto os EUA apostavam na adubação química, o Brasil seguiu o caminho da biotecnologia, tornando-se o maior exemplo mundial de uso da FBN. Graças a essa tecnologia, o Brasil economiza bilhões de dólares por ano e evita a poluição causada pelos adubos nitrogenados. 👩‍🔬 Resistência e reconhecimento No início, Johanna foi ridicularizada em congressos e em salas de aula. Mas, com o sucesso das lavouras brasileiras, a comunidade científica teve que reconhecer que ela estava certa. Em 1997, Johanna Döbereiner foi indicada ao Prêmio Nobel de Química. Além desse reconhecimento internacional, recebeu diversos prêmios no Brasil e formou gerações de pesquisadores que continuam expandindo seu legado. 🌱 O legado Johanna Döbereiner não apenas revolucionou a agricultura brasileira, como também se tornou símbolo feminino nas Ciências Agrárias em uma época em que a ciência era dominada por homens. Seu trabalho transformou o Brasil em líder mundial em agricultura sustentável, mostrando que a vida microscópica do solo pode alimentar o mundo. ✨ Este episódio é uma homenagem ao legado de Johanna — a mulher que transformou bactérias em aliadas do futuro da agricultura. 📤 Compartilhe esse vídeo nos seus grupos de WhatsApp 🟢 Conhece o RuralCampoCast? https://spoti.fi/3AlWZCB 😉INSTAGRAM: @manecozago 🌱 Quer nos enviar alguma proposta, pergunta ou outra coisa? campoeproducao@gmail.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O QUE É PRECISO SABER ANTES DE CONSTRUIR UMA ESTUFA!

Mirtilo, uma grande opção para os pequenos agricultores.


O mirtilo é nativo da América do Norte: Estados Unidos e Canadá, onde é denominado blueberry, também, onde se produz e consome 90% do mirtilo do mundo. No final da década passada uma série de estudos realizados por universidades norte americanas colocam essa fruta como a de maior poder antioxidante associado a isto uma série de propriedades nutracêuticas. A partir daí seu consumo como fruta fresca tem aumentado em todo o mundo. Esse cenário tem levado o mercado norte americano oferecer frutas frescas aos consumidores durante todo ano. Por ser uma fruta de curta vida de conservação a alternativa de ofertar ao mercado todo o ano é importar fruta do hemisfério sul. O Chile tem sido o principal produtor, com uma área superior a 2.000ha de cultivo, atingindo um volume de exportação de fruta fresca em torno de 6.000 toneladas. Mais recentemente, a Argentina e o Uruguai, também se inseriram como produtores e exportadores de mirtilo, com uma área em torno de 1.500ha e 500ha respectivamente, com plantios crescentes a cada ano. Nesses países predominam os plantios dos grupos highbush e southern highbush Na Europa o consumo de mirtilo tem crescido muito. O crescimento da produção é limitado pelo clima e pela escassa e cara mão de obra dos países europeus. Existe uma grande demanda pelo mirtilo e outras pequenas frutas por países europeus.


No Brasil, estima-se uma a área de cultivo de mirtilo ao redor de 100 ha, sendo 30 ha em Vacaria ( predominando highbush), 20 ha na região de Caxias do Sul (predominando rabitteye) e 10 ha na região de Pelotas (predominando rabitteye). O restante da área de cultivo está disperso em pequenos pomares em outros municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.



Comercialização

O mirtilo, nos últimos anos, tem ganhado as prateleiras dos supermercados nos mais diversos produtos industrializados, o que tem aumentado a demanda pela fruta congelada. Mas, a maior parte da produção é comercializada na forma de fruta “in natura”. O apelo nutricional e terapêutico (nutraceutico), destacando o mirtilo e as frutas vermelhas como alimentos funcionais, capaz de prevenir e controlar determinadas doenças, tem atraído as pessoas para o consumo dessas frutas. A fruta produzida para o mercado “in natura” e congelada no Brasil, tem como principal produtor o município de Vacaria. Essa produção tem sido exportada em pequenos volumes para países europeus. Sabe-se também, que existe a importação de determinados volumes, principalmente de fruta congelada para processamento industrial. Na região da Serra Gaúcha e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais existem pequenos cultivos para atender a demanda de fruta fresca nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.

Não se encontram muitos dados sobre a produção, consumo e comercialização de mirtilo no Brasil, nem mesmo sobre volumes importados e exportados. No entanto, percebe-se, que a oferta no Brasil parece ser menor que a demanda, e os preços são compensadores aos produtores. Na região de Vacaria e na Serra Gaúcha, pequenos produtores, recebem em torno de R$ 10,00 a R$15,00 pelo quilo da fruta fresca, podendo chegar a R$ 20,00/quilo, quando vendida sem intermediação.

Minhocário: para que serve e como funciona. UFSC

 

De acordo com o Ministério da Agricultura, no Brasil é produzido diariamente algo em torno de 144 mil toneladas de resíduos orgânicos, isso representa 60% do lixo urbano.

E para onde vai todo este material que nós produzimos? Geralmente para os aterros sanitários e em alguns casos para os lixões ocupando espaço, poluindo o solo, contaminando o lençol freático, além de representar um gasto enorme do dinheiro público no transporte e tentativas de amenizar as situações críticas do tanto de lixo que é produzido.

E é ai que entram os minhocários, que se caracterizam como um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento e gerando o húmus.

Aproximadamente 70% da ingestão de alimentos pelas minhocas é expelido na forma de pequenos grãos de húmus.
Geralmente em 30 dias o processo de humificação fica pronto (transformação de resíduo orgânico em húmus).

Fonte: Google

 

 

Fonte: Google
O húmus é inodoro, rico em matéria orgânica, fósforo, potássio, nitratos, cálcio, magnésio, minerais, nitrogênio e micro elementos assimiláveis pelas raízes das plantas, além de não ser tóxico para as plantas, animais e seres humanos.

 

Existem várias maneiras de montar um minhocário. Podemos utilizando caixas plásticas, garrafas plásticas e também pneus usados.

Para o minhocário do Laboratório de Tecnologias Socioambientais da UFSC foram utilizados pneus usados.

Materiais utilizados para a montagem do nosso minhocário:

– 06 pneus usados;

– 01 pedaço de plástico tipo lona;

– 02 pedaços de tecido de ráfia (sacos de ráfia) para forrar entre o primeiro e o segundo pneu que servirá para a contenção do chorume que pode se formar;

– solo e esterco curtido em quantidade suficiente para preencher um pneu;

– restos de alimentos e material palhoso (cascas de frutas, restos de vegetais, tudo cru em quantidade suficiente para preencher o segundo pneu);

– 02 pedaços de tecido sombrite, para cobrir os minhocários e algumas madeiras para evitar que o sombrite se solte; 

– minhocas.

Passos para montagem:

1. Forre o solo com um pedaço de plástico preto (tamanho suficiente para as duas pilhas de pneus);

Foto da lona preta e o primeiro pneu sobre ela

Fonte: Hellycson D. Barros

2. Coloque o primeiro pneu, forre com o saco de ráfia;

 

Foto do primeiro pneu coberto com a ráfia

Fonte: Hellycson D. Barros
3. Coloque o segundo pneu, e dentro dele a mistura de solo e esterco e minhocas, na proporção de 1 parte de solo para uma parte de esterco curtido;

 

Foto da mistura de minhocas com o solo e o esterco e a outra da mistura dentro do segundo pneu.

Fonte: Hellycson D. Barros
4. Coloque o terceiro pneu, e dentro dele a os restos de alimentos misturados com a serragem, palha e folhas secas, na proporção de 1 parte de restos e 2 partes de material palhoso;

 

Foto dos restos de alimentos sendo colocados no terceiro pneu e o material palhoso.

Fonte: Hellycson D. Barros
5. Cubra tudo com o pedaço de sombrite dobrado ao meio para proteger do excesso de sol e chuva e as madeira para evitar que o sombrite se solte da pilha.
Foto da pilha coberta com o sombrite e as madeiras sobre ela.

Fonte: Hellycson D. Barros
6. Deixe descansar por no mínimo 30 dias
Foto geral do sistema de minhocário montado.

Fonte: Hellycson D. Barros

Importante: montar o minhocário próximo a local sombreado para evitar o ressecamento do material.

A espécie de minhoca utilizada foi Eisenia andrei popularmente conhecida como Vermelha da Califórnia apresentado em seu tamanho adulto de 7 a 12 cm de comprimento. É a espécie mais indicada para produção de húmus, pois se adapta bem tanto em clima tropical como temperado, produzindo húmus durante o ano inteiro.

Vamos calcular a quantidade necessária de minhocas para o minhocário?

– Referência: 1000 unidades/m2 

– Diâmetro aproximado dos pneus: 59 cm ou 0,59m

– Área do pneu: 0,07 m2

Então, neste caso utilizaremos 70 minhocas para cada unidade de minhocário.

Curiosidades:

Como as minhocas não possuem olhos e nem ouvidos, sua movimentação é influenciada por células sensíveis a luz que existem na sua pele, por esse motivo elas preferem os ambientes mais sombreados e úmidos, porém não encharcados uma vez que sua respiração é feita pela pele.

Quer saber mais sobre os minhocários?

Então, dê uma olhada no material abaixo:

eBook-Como-fazer-compostagem-Doméstica-novo (1)

 FONTE:  https://tecsamb.paginas.ufsc.br/minhocario/

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

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