quarta-feira, 13 de agosto de 2025

A ESSENCIAL importância da compostagem

FONTE:https://anexo6.com/2024/05/01/a-importancia-da-compostagem/

Leonardo Milhomem*

Há algum tempo venho escrevendo sobre resíduos sólidos. Já abordamos aqui sobre plástico, sobre reciclagem de metais e outros resíduos, mas pretendo chamar a atenção para os resíduos orgânicos. Para os resíduos sólidos, que chamamos comumente de lixo seco, sabe-se que o destino mais adequado é a reciclagem, mas e o “lixo” orgânico, o que podemos fazer com ele?

A primeira ressalva que eu gostaria de fazer é sobre a palavra “lixo”. Lixo é aquilo que realmente não tem utilidade, que não serve para nada, que deve ser descartado ou desprezado e é por isso que os técnicos e as pessoas que trabalham com isso preferem chamar de “resíduos sólidos”, pois eles são resíduos e podem ser reaproveitados, reutilizados, reciclados, etc. Então vamos aos resíduos orgânicos.

Não se fala muito em reciclagem para o resíduo orgânico, no entanto se fala cada vez mais em compostagem. Mas por incrível que pareça, a compostagem é, em outras palavras, a reciclagem dos resíduos orgânicos como bem define a Embrapa: “A compostagem é um método aeróbio de reciclagem e tratamento dos resíduos orgânicos que busca reproduzir algumas condições ideais observadas no processo natural de degradação da matéria orgânica, bem como garantir a segurança do processo”.

O interessante é que tem muita ciência por trás da compostagem, o que muitas vezes parece ser um processo aleatório, natural e sem muito cuidado, na verdade, para que ele aconteça é necessário ter método.

A própria Embrapa oferece um curso para quem deseja entender ou mesmo fazer utilização de compostos orgânicos em suas propriedades rurais ou até mesmo em sua residência (Clique aqui para saber mais).

Mas confesso que esse processo pode ser bastante trabalhoso para quem, como eu, mora numa casa e quer dar uma destinação mais adequada aos seus resíduos sólidos orgânicos, sem gastar muito tempo. Por isso eu fui em busca de outro tipo de compostagem, a que é feita com minhocas. Meu objetivo é fazer com que se gaste menos recursos públicos e privados para que os resíduos orgânicos sejam transportados e despejados em um aterro sanitário.

Ao fazer a minha própria compostagem doméstica evito que esse material viaje por quilômetros para chegar a um aterro sanitário onde não será utilizado para absolutamente nada. E o que eu ganho com isso? A produção de um excelente composto orgânico para ser utilizado em hortas, assim como um biofertilizante líquido também muito rico para adubação de plantas.

Muitas pessoas ainda têm dúvidas se vale a pena ter uma composteira doméstica e como manejar essa composteira. Já tive relatos de colegas que tiveram problemas com suas composteiras e desistiram. Eu fiz um vídeo para o meu canal do YouTube em que você pode entender melhor como a composteira funciona, quais os tipos de produtos que ela gera e como utilizá-los. Assista ao vídeo aqui.

Lembrando que a compostagem com minhocas não fede, não contamina e se fizer direitinho você terá ótimos resultados. No condomínio onde eu moro ela também é feita em larga escala e os moradores recebem dois sacos de compostos (adubo) por mês, mas existem outras soluções para compostagem em larga escala como a demonstrada no curso da Embrapa supramencionado.

Em larga escala a compostagem tem se tornado economicamente viável e é a melhor alternativa para a reciclagem deste tipo de resíduo. Ela exige manejo, cuidados, mas os resultados são incríveis.

* Leonardo Milhomem é especialista em gestão de Políticas e Sistemas Educacionais pela Escola Nacional de Administração Pública. É mestre em Gestão de Políticas e Sistemas Educacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e possui mais de 20 anos de experiência incluindo a área ambiental, educacional e social. Além disso, tem experiência no terceiro setor, setor privado e no serviço público, onde ocupou cargos importantes de coordenação-geral e direção em diversos ministérios.

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Húmus líquido, alternativa de adubação para hortaliças e frutas!

Fonte: GLOBO RURAL RESPONDE / FERTILIZANTES - 04/03/2011

por Ricardo Grilo, Teresina, PI


O fertilizante líquido pode ser preparado na propriedade, a partir da mistura de húmus de minhoca com água
Uma dificuldade apontada por produtores na realização de adubações orgânicas em pós-plantio ou em cultivos com cobertura morta é o aparecimento de plantas invasoras. Elas surgem espontaneamente devido às sementes presentes no esterco, principalmente quando são provenientes de áreas infestadas. 

Como opção para evitar a disseminação das plantas invasoras, um novo produto para adubar canteiros de hortaliças e frutas foi desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado. Trata-se de um húmus elaborado na versão líquida, que atende, sobretudo, horticultores que preferem cultivar alimentos com uso de adubos orgânicos. Com alto valor nutricional e biológico, ele é econômico, fácil de preparar e pode ser produzido na propriedade rural. 

O fertilizante natural nada mais é que o húmus de minhoca, mas com a diferença de contar com a adição de água em sua composição. O líquido originado da mistura de água com o composto também possui nutrientes e ácidos orgânicos que estimulam o crescimento e desenvolvimento das plantas, além de diversos micro-organismos. 

Embora possa ser feito com húmus sólido recém-produzido no minhocário, o mais recomendável é utilizar o material que está pronto e armazenado há dois ou três meses. Isso porque a melhor qualidade química do húmus é atingida quando ele já está estabilizado. 
DICAS IMPORTANTES | Veja como obter melhor resultado do composto
COMO FAZER 
O húmus líquido é preparado com água (preferencialmente sem cloro) e húmus de minhoca em uma proporção de 10%. Para produzir 100 litros de húmus líquido, por exemplo, são necessários 20 quilos de húmus sólido. Como a massa do húmus de minhoca apresenta umidade que varia entre 50% e 60%, 20 quilos do material correspondem a entre oito e dez quilos de matéria seca, sendo o restante de água. 

Em um recipiente com capacidade suficiente para o preparo da solução, coloque o húmus de minhoca e adicione a água, misturando vigorosamente. Uma vez a cada 24 horas, durante dois ou três dias, repita a operação mexendo a solução por cerca de um minuto, para que os nutrientes sejam liberados na água. No dia anterior à utilização, não agite o húmus líquido, para que as partículas sólidas em suspensão se depositem no fundo do recipiente. 

Faça filtragem para separar as partículas mais finas que permanecem em suspensão na parte líquida. Use filtros de areia ou de discos. A mistura também pode ser filtrada manualmente com um tecido fino, como uma meia de nylon, acoplado a um suporte, que pode ser feito a partir de uma garrafa plástica cortada nas extremidades. Os resíduos retidos podem ser reunidos ao material mais pesado que ficou no fundo do recipiente. Apesar de não possuir as propriedades originais do húmus sólido, esse lodo ainda pode ser usado como fertilizante de solo. 

COMO PULVERIZAR 
Após a filtragem, e já dotado dos elementos nutricionais, o húmus líquido pode ser aplicado em hortaliças por meio de equipamentos que misturam o fertilizante à água de irrigação. Faça irrigações pelo sistema de gotejamento com uso de um injetor venturi. Em um desvio adaptado, o equipamento faz a sucção da solução de húmus líquido do recipiente misturando-o à água de irrigação, que será distribuída por mangueiras em cada planta. 

Outra alternativa é a pulverização foliar, que pode ser realizada por meio de um aparelho que se ajusta às costas do aplicador, conhecido como pulverizador costal. O sistema, no entanto, não é recomendado para uso em hortaliças folhosas como alface, repolho e rúcula nem em frutos de consumo in natura, como morango ou tomate. 
CONSULTOR: Gustavo Schiedeck, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Caixa Postal 403, tel. (53) 3275-8199, sac@cpact.embrapa.br 
MAIS INFORMAÇÕES: Comunicado Técnico 195 “Preparo e uso de húmus líquido: opção para adubação orgânica em hortaliças”, Gustavo Schiedeck, José Ernani Schwengber, Márcio de Medeiros Gonçalves e Greice de Almeida Schiavon, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado 
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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

OS PIORES ERROS NA TRANSIÇÃO PARA O CAMPO

AS composteiras usam minhocas californianas?

 

VENDO MINHOCAS



Com a ajuda das minhocas o lixo da cozinha 

é transformado em adubo orgânico de excelente

 qualidade. Entenda como isso é possível.

Praticamente metade dos resíduos gerados nas residências são orgânicos, ou seja, são formados basicamente por restos de alimentos e podas de jardim. Estes resíduos não precisam ser descartados no lixo comum: é possível dar um melhor destino a eles, através da compostagem.

E a maneira mais simples de fazer a compostagem em casa é utilizando um minhocário, técnica também conhecida como vermicompostagem. Neste processo, as minhocas são as responsáveis pela decomposição da matéria orgânica e o tratamento de resíduos, que resulta em um potente adubo orgânico, chamado húmus.

Este processo geralmente é feito em local fechado (para que as minhocas não escapem) e coberto (pois o excesso de umidade é prejudicial às minhocas). Por isso, as caixas ou baldes plásticos são os mais utilizados. Mas para que a compostagem seja feita com sucesso, é preciso utilizar as minhocas corretas.

Qual a melhor minhoca para a compostagem?

Quem não entende de compostagem pode pensar que qualquer minhoca serve para uma composteira, mas não é bem assim. Para que o processo seja mais rápido e eficiente é preciso escolher as minhocas adequadas. A maioria dos especialistas em compostagem indicam as minhocas californianas, também conhecidas como minhocas vermelhas. A maior vantagem em usar este tipo de minhoca é que elas não pulam e consomem rapidamente os resíduos orgânicos. As minhocas que encontramos nos jardins pulam demais e comem menos do que as californianas ou vermelhas.

Cuidados com o manejo do minhocário

Também é fundamental ter um cuidado especial com o manejo do minhocário, pois se houver desequilíbrio em algum fator, ou seja, umidade em excesso, muito calor ou muito frio, por exemplo, as minhocas podem morrer ou fugir. Além disso, quando se faz compostagem caseira utilizando minhocas é preciso atentar-se quanto aos resíduos utilizados. Uma grande quantidade de alimentos ácidos (como limão, abacaxi e laranja) podem ser prejudiciais às minhocas, assim como restos de carnes, alimentos cozidos ou com alto teor de sal.

Outro ponto a ficar atento é com relação ao predador das minhocas, a formiga. Para afugentar este inseto é recomendável utilizar borra de café que, além disso, soluciona outros dois problemas: alimenta as minhocas (elas adoram café!) e contribui para reduzir a quantidade de lixo úmido.

Fonte: http://www.hortamania.com

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