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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
@ extensionista: Eterna Sra. Primavesi
@ extensionista: Eterna Sra. Primavesi: Quando o Globo Rural mostra a realidade para o Manejo dos Solos Tropicais brasileiros... Assista, investigue, transmita, respire, cant...
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Urgência de modelos alternativos na agricultura! Horta Mandala
Experiências confirmam que o sistema agroecológico de produção de alimentos pode ser um modelo viável e rentável.
por Carolina Goetten, do Brasil de Fato
Segundo
o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares,
em pesquisa realizada em 2010, mais de um bilhão de pessoas passam fome
em todo o mundo. A informação escancara a crise alimentar do
agronegócio: sobram alimentos, mas a lógica do capital impede o acesso a
itens básicos de alimentação. Como alternativa ao cenário, surge o
debate teórico e a aplicação prática da soberania alimentar, por meio da
agroecologia.
Outro
exemplo de aplicação da agroecologia no Paraná é o assentamento
Contestado, na cidade da Lapa, onde também são cultivados apenas
alimentos orgânicos. Como o solo é raso, as famílias têm dificuldade
para produzir arroz; o clima instável também é fator negativo na
lavoura, principalmente nos lotes das famílias vindas de outras regiões,
desacostumadas às variações climáticas de Curitiba e região. Uma
alternativa para superar estas dificuldades foi o sistema de
administração coletiva de hortas mandala.
No Contestado, são usados
apenas fertilizantes orgânicos, que respeitam a agricultura ecológica.
“A saúde vem muito da alimentação: se você precisa de ferro, coma
beterraba, não precisa ir à farmácia comprar sulfato ferroso”, diz Maria
Lima, moradora do assentamento. “A gente tem que se somar, lutar contra
tudo isso que tá gerando o câncer, as alergias, a depressão”, conclui.
por Carolina Goetten, do Brasil de Fato
Foto: Joka Madruga
O agronegócio é um modelo excludente, que prioriza o
latifúndio, a monocultura, a produção em larga escala, usa agrotóxicos,
destrói o meio ambiente e gera violência e pobreza no campo. Segundo o
professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná,
Victor Pelaez, difundiu-se o discurso de que o agronegócio é mais
rentável economicamente para o país, mas a agroecologia pode ser uma
alternativa à lógica do capital, inclusive com benefícios financeiros.
“Mas nenhuma transformação ocorre da noite para o dia. É um processo
longo de investimento e demanda políticas públicas”, avalia.
O
professor explica que os movimentos sociais não são atendidos na
perspectiva do agronegócio. Por isso, segundo ele, a luta contra o
agronegócio deve ser bandeira prioritária dos movimentos sociais. A
lógica do capital é de acumulação e concentração; o agronegócio emprega
tecnologia de alto custo, inacessível aos pequenos produtores. “É
preciso buscar e construir modelos como a agroecologia, que sejam
compatíveis com a produção em menor escala e com a agricultura
familiar”, enfatiza.
Aplicação prática
Experiências
práticas da agroecologia são uma forma de ir além do discurso teórico,
com ações reais para aumentar a produção de orgânicos e resistir contra o
agronegócio. No pré-assentamento Emiliano Zapata, localizado no
município de Ponta Grossa, toda a produção é orgânica. “Desde o começo
da ocupação, já concordamos que a área seria 100% agroecológica”, conta o
morador Célio Rodrigues. “Somos 48 famílias e ninguém utiliza adubo
químico ou agrotóxicos”, afirma.
O Emiliano Zapata também tem uma
horta coletiva de 1,5 hectares, cuja produção é destinada à subsistência
e o excedente é vendido numa feira de orgânicos da Universidade
Estadual de Ponta Grossa, a cada 15 dias. “Como ainda não somos
assentamento reconhecido pelo Incra e estamos em processo de conquista
da terra, não temos acesso a programas de incentivo. A produção orgânica
nos ajudou a sobreviver aqui”, lembra Célio. Ele cita a importância da
agroecologia nos mais diversos aspectos. “Só na questão técnica, já
temos certeza de que estamos preservando o solo e que ele vai se manter
saudável por mais tempo. Economicamente, a produção tem baixo custo,
porque veneno é caro, controlado por cinco transnacionais no país. E sem
considerar que estamos combatendo a ideologia capitalista”, explica
Célio.
O que mantém parte da renda das famílias do Emiliano Zapata
é um programa em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Tudo o que
se produz é repassado para um banco de alimentos, que distribui a
produção a creches e instituições de caridade no município de Ponta
Grossa. O projeto paga R$ 4,5 mil por ano a cada família, valor dividido
em parcelas mensais. Estes programas garantem a comercialização dos
produtos da agricultura familiar e são um incentivo à manutenção da
produção agroecológica e diversificada. “Facilita a diversificação da
produção e já não conflui apenas para a cultura de mercado. Produtos que
não tinham uma garantia de preços passaram a ter um espaço de
comercialização garantido. Isso ajudou a diversificar as propriedades
nos locais. O agricultor tem uma horta e também se alimenta dela, dentro
da segurança alimentar”, afirma Jean Carlo Pereira, do setor de
produção do MST-PR.
Hortas mandala
Outro
exemplo de aplicação da agroecologia no Paraná é o assentamento
Contestado, na cidade da Lapa, onde também são cultivados apenas
alimentos orgânicos. Como o solo é raso, as famílias têm dificuldade
para produzir arroz; o clima instável também é fator negativo na
lavoura, principalmente nos lotes das famílias vindas de outras regiões,
desacostumadas às variações climáticas de Curitiba e região. Uma
alternativa para superar estas dificuldades foi o sistema de
administração coletiva de hortas mandala.
A palavra mandala vem do
sânscrito e significa “círculo mágico”. Nesse modelo, os canteiros são
construídos em círculos em vez da linha reta tradicional (como os traços
arredondados da própria natureza, em que não existe nada impecavelmente
reto).
A horta aproveita melhor o espaço da terra em relação aos
canteiros retangulares, trabalha com diversidade e alternância de
plantas, poupa o solo e economiza água. “Cada horta é cultivada por
grupos de duas a três famílias, para estimular a cooperação e aproximar
os moradores”, explica um dos dirigentes do assentamento, Antônio
Capitani.
Em três meses de trabalho, as famílias do Contestado
produziram cerca de 500 pés de hortaliças, além das frutas, ervas e
cereais. O que contribui para a saúde do solo é a rotatividade das
plantas. Como cada espécie utiliza um nutriente específico, a
alternância permite que o solo permaneça rico e não esgote esse
nutriente. Além disso, a diversidade atrai insetos polinizadores de
espécies variadas, contribuindo com o equilíbrio ambiental.
A
geógrafa Rosa Mara Santos explica que a horta mandala adota por
princípio algo como “seja amigo da natureza”. “É uma ideia da
permacultura que diz que podemos habitar o planeta com harmonia,
utilizando a sua energia e todos os seus recursos de modo equilibrado.
No caso da horta, precisamos respeitar os ciclos, tempo de plantar,
tempo de colher e tempo de repouso, quando o solo se recupera para um
novo ciclo”, define. Como o espaço circular permite o uso de áreas
pequenas de terra, a horta mandala é ideal para a agricultura familiar,
pois produz para a subsistência e o excedente pode ser comercializado e
ajuda a complementar a renda da família.
No Contestado, são usados
apenas fertilizantes orgânicos, que respeitam a agricultura ecológica.
“A saúde vem muito da alimentação: se você precisa de ferro, coma
beterraba, não precisa ir à farmácia comprar sulfato ferroso”, diz Maria
Lima, moradora do assentamento. “A gente tem que se somar, lutar contra
tudo isso que tá gerando o câncer, as alergias, a depressão”, conclui.
Princípios para trabalhar com a horta mandala
1. Cultivar o máximo possível, utilizando o menor espaço;
2. Usar o mínimo de energia, para a máxima produção;
3. Promover o envolvimento de toda a comunidade;
4. Nada se perde, tudo se aproveita;
5. Trabalhar com a natureza e não contra ela.
Princípios enumerados segundo informações do projeto Mão na Terra, de São José dos Campos (SP).
* Publicado originalmente no site Brasil de Fato.
(Brasil de Fato)
domingo, 16 de setembro de 2012
Uso de espécies vegetais como adubação verde
A tecnologia é recomendada para o pequeno produtor por exigir menor uso de insumos externos, principalmente fertilizantes e herbicidas. A produção e a multiplicação de sementes também podem ser feitas na propriedade, e a mão-de-obra familiar, em geral, é suficiente para manter as atividades necessárias à aplicação dessa tecnologia.
O uso de sistemas de manejo conservacionistas como o plantio direto, associado à rotação de culturas e emprego de plantas de cobertura e adubação verde, pode resultar em uma série de benefícios ao solo, como a redução da erosão pela ação de cobertura e agregação do solo; diversidade de espécies vegetais nos agroecossistemas; incrementos de nitrogênio por meio de fixação biológica (FBN) e incorporação de biomassa do solo; aumento da disponibilidade de fósforo via associação com micorrizas e atividade enzimática; acúmulo de nitrogênio e carbono no solo; maior eficiência na ciclagem de nutrientes; menor assoreamento de mananciais hídricos; redução do uso de combustíveis fósseis; flexibilidade nas operações de semeadura e de colheita; redução da dependência de insumos externos, principalmente, fertilizantes e herbicidas; menor risco ao meio ambiente; e maior possibilidade de lucro ao produtor.
O uso de sistemas de manejo conservacionistas como o plantio direto, associado à rotação de culturas e emprego de plantas de cobertura e adubação verde, pode resultar em uma série de benefícios ao solo, como a redução da erosão pela ação de cobertura e agregação do solo; diversidade de espécies vegetais nos agroecossistemas; incrementos de nitrogênio por meio de fixação biológica (FBN) e incorporação de biomassa do solo; aumento da disponibilidade de fósforo via associação com micorrizas e atividade enzimática; acúmulo de nitrogênio e carbono no solo; maior eficiência na ciclagem de nutrientes; menor assoreamento de mananciais hídricos; redução do uso de combustíveis fósseis; flexibilidade nas operações de semeadura e de colheita; redução da dependência de insumos externos, principalmente, fertilizantes e herbicidas; menor risco ao meio ambiente; e maior possibilidade de lucro ao produtor.
sábado, 15 de setembro de 2012
Insetos podem substituir agrotóxicos em lavouras
As pequenas vespas se tornam parasitas em ovos de mariposas e borboletas. |
Foto: Heraldo Negri/Divulgação
Foto: Heraldo Negri/Divulgação
Um grupo de empresários e cientistas brasileiros desenvolveu uma alternativa sustentável aos compostos agrícolas, usados para combater pragas nas lavouras. O grupo utiliza apenas insetos e ácaros, feitos em laboratório, para manter a qualidades das produções.
Conforme informações do iG, a cada um grama do preparo feito pela empresa, estão contidos 37 mil ovos de pequenas vespas, que ao nascerem se tornarão parasitas em ovos de mariposas e borboletas. As culturas que mais recebem o material são de cana-de-açúcar e soja.
Há 20 anos, o sócio Heraldo Negri trabalha em pesquisas com a trichogramma na escola de agronomia da Universidade de São Paulo (USP), onde também conheceu o outro sócio Diogo Carvalho e a empresa iniciou. Primeiramente, as pesquisas foram financiadas pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que destinou R$ 1,2 milhão ao projeto.
A alternativa sustentável fez com que a empresa alcançasse reconhecimento internacional, sendo classificada como a empresa mais inovadora do Brasil e a 33ª no ranking mundial, conforme classificação feita pela revista norte-americana Fast Company.
Fonte: http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/4435/insetos_podem_substituir_agrotoxicos_em_lavouras/
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Cultivation of azolla, a biofertiliser : A Method demonstration
O vídeo mostra as utilizações da Azolla e uma maneira muita fácil de cultivá-la!
Sua capacidade de fixação de nitrogênio de Azolla levou a que fosse amplamente utilizado como biofertilizante, especialmente em partes do sudeste da Ásia.
- Hospeda um simbiótica azul verde alga Anabaena azolle, que é responsável pela fixação e assimilação de nitrogênio atmosférico. Fonte de nitrogênio mineral .
- Pode dobrar de tamanho a cada vários dias em nutrientes e água ótima condições de clima temperado
- Planta de adubação verde para a agricultura de arroz para a supressão de plantas daninhas e da fertilidade (usado extensivamente em pato orgânica e sistemas de arroz)
- Proteína 25-30%, e baixo em lignina com o torna digerível para muitos animais, bem como nutritiva
- Rico em aminoácidos essenciais, vitaminas (vitamina A, vitamina B12 e Beta-caroteno), intermediários promotor de crescimento e minerais como cálcio, fósforo, potássio, ferro, cobre, magnésio, etc
- Numa base de peso seco, que contém 25-35 por cento de proteína, 10 - 15 por cento minerais e 7 - 10 por cento de aminoácidos, substâncias bio-activas e bio-polímeros.
- Palatável para: patos, galinhas, porcos, vacas, cabras, ovelhas e coelhos.
- Pode aumentar a produção de leite em vacas em 15-20%.
- Azolla é um alimentador de nutrientes e impede a proliferação de algas em barragens agrícolas, como resultado, mantendo a água mais utilizável.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A Agroecologia é uma esperança e uma possibilidade de construir outro modelo.
Agroecologia é alternativa
por Patrícia Benvenuti, do Brasil de Fato
A agroecologia é uma esperança de construção de outro modelo agrícola para o país. Foto: Antônio Cruz/Abr
O crescente número de enfermidades associadas ao uso de agrotóxicos traz à tona a necessidade de se consumir alimentos saudáveis e livres de substâncias químicas. Nesse contexto, a agroecologia surge como a melhor alternativa.
No dossiê Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado no final de abril pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia aparece como principal prioridade nas ações concretas.
“A agroecologia é uma esperança e uma possibilidade de construir outro modelo que não é somente a exclusão dos agrotóxicos, mas um modelo que prioriza o diálogo dos saberes do homem do campo com o saber científico”, afirma o chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB e do GT de Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Ferreira Carneiro.
Incentivo
Para a médica sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Lia Giraldo, é preciso exigir mais investimentos do poder público que, segundo ela, foi o principal responsável pelo aumento do uso de agrotóxicos no país.
No Brasil, os agrotóxicos foram primeiramente utilizados em programas de saúde pública, no combate a vetores e controle de parasitas, passando a ser usados de forma intensiva na agricultura a partir da década de 1960. A intensificação do uso ocorreu em 1975, com o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que obrigava o agricultor a comprar uma quantidade definida de agrotóxicos para obter recursos do crédito rural.
“Esses produtores passaram a usar agrotóxico com incentivo do governo. O crédito rural obrigou os agricultores a usarem agrotóxicos”, acusa a pesquisadora. A concessão de impostos, hoje, é uma das vantagens concedidas a esses produtos.
Já a população, destaca Lia, deve priorizar cada vez mais o consumo de itens sem agrotóxicos, incentivando, assim, o mercado de produtos agroecológicos.
“Na hora em que a gente começar a dar mais apoio à agricultura orgânica e à agroecologia, vamos ter mais oferta desses produtos a preços compatíveis. E vai baratear a produção porque o agricultor não vai gastar dinheiro com esses insumos”, diz.
Com a política nacional de agroecologia e produção orgânica, o governo espera ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar seu consumo.
Atualmente, 200 mil famílias estão empregadas na produção de orgânicos. Para alcançar a meta, uma das ações previstas é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.
Saúde
A preocupação com a saúde também leva a coordenadora da Área de Câncer Ocupacional do Instituto Nacional do Câncer, Ubirani Otero, a se posicionar contra o atual modelo agrícola e em favor de uma política agroecológica. Em abril, o Inca lançou o documento Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, onde aponta a associação entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de diversos tipos de câncer.
“Quando a gente fala de agrotóxicos não está apenas falando de um produto ou um agente, está falando de um grupo grande de produtos. O trabalhador não utiliza apenas um agente para fazer a aplicação, ele faz uma mistura”, explica.
Diante dos riscos e das evidências, Ubirani aponta a necessidade de mudanças. “Nossa recomendação é que essa prática do grande uso de agrotóxicos, muitas vezes maior do que o necessário, seja gradualmente desestimulada e que o agricultor tenha condições de não mais utilizar agrotóxicos”, afirma.
Novos mercados
A aposta pela agroecologia também pode fazer com que muitos produtores possam vender seus produtos para locais que, há muito tempo, já baniram os agrotóxicos.
Em fevereiro deste ano, carregamentos de suco de laranja brasileiros foram barrados pelos Estados Unidos por conterem resíduos de Carbendazim, um fungicida proibido pelo governo estadunidense desde 2009. O episódio, para Carneiro, mostra a necessidade de o país se adaptar á lógica de produzir alimentos que não sejam prejudiciais à saúde.
“Ainda temos que lutar por uma verdadeira revolução agroecológica no Brasil, botar para trás essa Revolução Verde e ser um grande produtor mundial de alimentos saudáveis. Essa tem que ser a meta de desenvolvimento”, afirma Fernando.
* Publicado originalmente no site Brasil de Fato.
(Brasil de Fato)
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Amendoim, abóboras e calcário no sitio em Montenegro
Aproveitamos o feriado para descansar a mente e cansar o corpo no sítio. É muito bom notar a germinação das sementes de abóbora e melão, verificar o crescimento do amendoim forrageiro, este excelente adubo verde. Coletei umas vinte mudas de amendoim para levar ao sítio do Roberto na localidade de Itapúã em Viamão. O amendoim Forrageiro é uma leguminosa.
O calcário para fins agrícola é utilizado para corrigir a acidez do solo. Ao mesmo tempo em que faz essa correção, o calcário também fornece cálcio e magnésio indispensáveis para a nutrição das plantas. A aplicação do calcário aumenta a disponibilidade de elementos nutrientes para as plantas e permite a maximização dos efeitos dos fertilizantes, e consequentemente o aumento substancial da capacidade produtiva da terra.
Para não perder o hábito, fui no vizinho buscar um carrinho de esterco de gado, para aplicar nas frutíferas. Já podemos observar o resultado das adubações dos meses passados, como a intensa brotação e florescimento nas pereiras, caquizeiros e cerejeira riograndense. Áté nosso pessegueiro está com alguns frutos (primeira vez). Parte do esterco coloquei no canteiro de vermicompostagem, junto com frutos caídos nas bergamoteiras e laranjeiras. Retirei dois formigueiros do canteiro de vermicompostagem, pois as formigas não gostam muito das minhocas da califórnia. Caso tivéssemos tempo poderíamos recolher uma quantidade enorme de frutos caídos no chão e alimentar ainda mais nosso minhocário. Bom, vamos fazendo o que podemos. Boa semana!
| amendoim forrageiro |
As leguminosas apresentam ainda a vantagem de recuperar pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra, o que permite ao produtor não só recuperar o pasto, mas também preparar o solo para produção de outras culturas”.
Apliquei 25 kg de calcário , principalmente na horta e no entorno das frutíferas. O calcário é usado para corrigir o PH do solo.
sábado, 8 de setembro de 2012
Variedades de Banana
Banana-nanica: A mais cultivada e comercializada. De nanica ela nada tem, mas as bananeiras que lhe dão origem são de pequeno porte, ao contrário da fruta que chega a medir de 15 a 24 centímetros.
Banana-da-terra: Com mais de 25 centrímetros de comprimento, tem casca amarela e polpa ligeiramente rosada. Depois de madura, sua casca fica quase preta e a polpa trava a mastigação. Por isso, é frita ou assada e degusta com açúcar e canela.
Banana-são-tomé: Cada vez naus rara de ser encontrada, ela tem sabor delicioso e é ideal para ser cozida e depois amassada com garfo. O que iviabiliza sua comercialização é o fato de amadurecer e rachar.
Banana-maçã: Casca fina e amarela, sua principal característica está no sabor que lembra o da maçã. Uma das variedades mais cultivadas no país, é excelente para consumo ao natural ou em vitaminas. Uso culinário restrito.
Banana-prata: É o tipo que tem a casca mais lisa e sem manchas. A polpa é bem clara e doce e entra no preparo de bananas e bolos.
Banana-Pacovã: Comprida, mais de 35 centímetros, tem polpa rosada, mais firme e pouco doce. É largamente cultivada na região amazônica. Ótima para assar ou cozer.
Principais Cultivares
A escolha da variedade de bananeira depende da preferência do mercado consumidor e do destino da produção (indústria ou consumo in natura). Existem quatro padrões ou tipos principais de variedades de bananeira: Prata, Maçã, Cavendish (Banana D’Água ou Caturra) e Terra. Dentro de cada tipo há uma ou mais variedades. No Polo Petrolina - Juazeiro, as variedades dominantes tendem a ser a Pacovan e a 'Prata Anã'. Recomenda-se ainda, introduzir e cultivar variedades novas com características de resistência a pragas e doenças como Caipira, Fhia 18 e Fhia 01, visando desenvolver novas opções de mercado.
Pacovan
Resultante de uma mutação da Prata, pertence ao grupo AAB e é mais produtiva e vigorosa do que esta cultivar. Tem porte alto, superior ao da Prata. O pseudocaule é verde-claro, com poucas manchas escuras. O cacho é pouco cônico, rabo limpo, coração médio e frutos grandes, com quinas proeminentes mesmo quando maduros, ápices em forma de gargalo e sabor azedo-doce, mais ácido do que a Prata. A cultivar é suscetível às Sigatokas amarela e negra e ao mal-do-Panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematóides. Também tem boa aceitação pelos consumidores.
Prata Anã
É uma cultivar do grupo AAB, com baixa capacidade produtiva, com pseudocaule muito vigoroso de cor verde-clara, brilhante, com poucas manchas escuras próximo à roseta foliar. O porte é médio a alto, cacho cônico, rabo sujo (ráquis com brácteas persistentes), coração grande e frutos pequenos, com quinas, ápices em forma de gargalo e sabor acre-doce (azedo-doce). A cultivar é suscetível às sigatokas amarela e negra e ao mal-do-Panamá, todavia apresenta boa tolerância à broca-do-rizoma e aos nematóides.
Fonte: http://minhasfrutas.blogspot.com.br/2009/07/variedades-de-banana.html
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Técnica Rural - Fixação biológica de nitrogênio
O Técnica Rural fala sobre fixação biológica de nitrogênio. Algumas
plantas, em especial as leguminosas, têm capacidade de reter o nutriente
nas raízes com a ajuda de uma bactéria, o rizobio. Para funcionar de
forma correta, é preciso preparar a semente, usando o produto
inoculante. O programa mostra as vantagens econômicas e ambientais desta
prática
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Desempenho de variedades de bananeira em sistema de produção orgânica
A banana, Musa spp., uma das frutas mais consumidas no mundo, possui vitaminas (A, B e C), minerais (Ca, K e Fe), fibras (1,5 a 2,8 g/100 g) e baixos teores calóricos (78 a 128 kcal/100 g) e de gordura (0,1 a 0,2 g/100 g), constituindo importante fonte de alimento. A bananeira, predominantemente do tipo Prata (grupo genômico AAB), é cultivada de norte a sul do país, em solos dos mais diversos, sob sistemas de produção convencional, integrada e orgânica.
O sistema de produção orgânica busca manejar de forma equilibrada o solo, água, plantas e animais, conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Nesse sistema, a bananeira já tem sido cultivada e está certificada nos Estados do ES, MG, PE, RJ, RS, SC e SP.
O princípio básico do manejo orgânico é a utilização da matéria orgânica para proporcionar melhoria da fertilidade e vida do solo, dar garantia de produtividade e qualidade dos produtos agrícolas, como também oferecer proteção às plantas contra pragas e doenças. Como aliado do processo, o uso de coberturas verdes e vivas no solo, como as leguminosas, permite a produção de matéria orgânica e o fornecimento de nitrogênio (N). As leguminosas caracterizam-se por obter a quase totalidade do N que necessitam da atmosfera, por meio da simbiose com bactérias específicas. Além disso, possuem raízes geralmente bem ramificadas e profundas, que atuam estabilizando a estrutura do solo, reciclando nutrientes e incorporando matéria orgânica.
Objetivou-se neste estudo avaliar o desempenho de seis variedades de bananeira sob condições de manejo orgânico, com duas leguminosas para cobertura do solo.
Implantou-se uma área, sem irrigação, na Unidade de Pesquisa de Produção Orgânica (UPPO) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em Cruz das Almas, Bahia, em Latossolo Amarelo distrocoeso, em julho de 2006. O solo, antes do plantio da bananeira, apresentou os seguintes atributos químicos, na camada de 0-20 cm: pH em água igual a 4,9; P e K com os valores respectivos de 5 e 117 mg/dm3; Ca, Mg, SB e CTC de 2,5; 0,3; 3,18 e 7,91 cmolc/dm3, respectivamente; V=40%; e M.O.= 7,5g/kg; e de 20-40 cm: pH em água=4,6; P e K, respectivamente, 2 e 47 mg/dm3; Ca, Mg, SB e CTC de 1,3; 0,5; 2,05 e 6,01 cmolc/dm3, respectivamente; V=34%; e M.O.= 5,2 g/kg.
Foram avaliadas seis variedades de banana [Caipira (AAA), Maravilha (AAAB), Pacovan Ken (AAAB), Prata-Anã (AAB), Thap Maeo (AAB) e Tropical (AAAB)], no espaçamento de 4m x 2m x 2m, com 25 plantas úteis de cada variedade, sob dois manejos do solo com as leguminosas feijão-de-porco (Canavalia ensiformis) e amendoim forrageiro (Arachis pintoi). As leguminosas foram plantadas na mesma época da bananeira, sendo ceifadas ao final da estação chuvosa. Além da calagem para elevar a saturação por bases (V) para 70%, as bananeiras foram adubadas no plantio com 10 litros de composto orgânico + 1 kg de fosbahia e, em cobertura, com 2,5 litros de composto orgânico. Para avaliar o desempenho das variedades de banana sob manejo orgânico foram determinados, por ocasião do florescimento, o número de dias do plantio ao florescimento (DFL), a altura (ALT) e o diâmetro (DPC) do pseudocaule e o número de folhas vivas (NFV); e na colheita, número de dias do plantio à colheita - ciclo - (DCL), peso das pencas (PPE), número (NFR) e peso médio de frutos (PMF), comprimento (CFR) e diâmetro (DFR) médio dos frutos da 2a penca, como também a produtividade da bananeira, por ciclo e por ano em tonelada.
Os dados obtidos foram analisados por estatística descritiva e as médias, dentro de cada variedade, comparadas pelo teste t, considerando probabilidade de 10%.
Quanto às coberturas vivas do solo, apenas a ‘Caipira’ não mostrou diferença entre as leguminosas para os atributos avaliados. A ‘Maravilha’ apresentou-se significativamente mais vigorosa (altura e diâmetro do pseudocaule e número de folhas vivas maiores) na cobertura viva do solo com feijão-de-porco (2,56 m de altura; 21,2 cm de diâmetro do pseudocaule e 12,6 folhas). Estes resultados confirmam a potencialidade dessa leguminosa como cobertura do solo para a bananeira. Contudo, para ‘Prata Anã’, o amendoim forrageiro reduziu significativamente o número de dias para o florescimento e para a colheita (42 dias), apesar de ter sido 97 dias superior ao período estimado no sistema convencional. Além disso, apesar do número de frutos 19% menor ao do sistema convencional, o peso médio do fruto foi semelhante (111,9 g). Por outro lado, a cobertura do solo com feijão-de-porco proporcionou maior diâmetro do pseudocaule (20,7 cm) e maior número de frutos (192) para ‘Thap Maeo’ e maior número de frutos (120) para a ‘Tropical’, no primeiro ciclo de produção.
Assim, na primeira colheita, a variedade de banana Maravilha obteve melhor desempenho no sistema de produção orgânica, enquanto a ‘Tropical’ apresentou o menor. Já a cobertura viva com feijão-de-porco foi mais benéfica à bananeira.
As figuras 1 e 2 mostram vistas do cultivo da bananeira sob manejo orgânico.
Figura 1. Vista da área com as coberturas com feijão-de-porco e amendoim forrageiro.
Ana Lúcia Borges e Luciano da Silva Souza
Pesquisador(a) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Caixa Postal 007, Cruz das Almas, BA, CEP 44380-000, analucia@cnpmf.embrapa.br, lsouza@cnpmf.embrapa.br.
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