Blog dedicado a AGROECOLOGIA, ARBORIZAÇÃO URBANA, ORGÂNICOS . Compostagem doméstica.+ Venda de minhocas vermelhas da califórnia Avaliação de Risco DE ÁRVORES. Laudos Técnicos, Licenciamento Ambiental, ART, Alexandre Panerai Eng. Agrônomo UFRGS - RS - Brasil - agropanerai@gmail.com WHAST 51 3407-4813
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
Projeto Compostagem para crianças
Fixação Biológica de Nitrogênio / O legado de Johanna Dobereiner
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Mirtilo, uma grande opção para os pequenos agricultores.
O mirtilo é nativo da América do Norte: Estados Unidos e Canadá, onde é denominado blueberry, também, onde se produz e consome 90% do mirtilo do mundo. No final da década passada uma série de estudos realizados por universidades norte americanas colocam essa fruta como a de maior poder antioxidante associado a isto uma série de propriedades nutracêuticas. A partir daí seu consumo como fruta fresca tem aumentado em todo o mundo. Esse cenário tem levado o mercado norte americano oferecer frutas frescas aos consumidores durante todo ano. Por ser uma fruta de curta vida de conservação a alternativa de ofertar ao mercado todo o ano é importar fruta do hemisfério sul. O Chile tem sido o principal produtor, com uma área superior a 2.000ha de cultivo, atingindo um volume de exportação de fruta fresca em torno de 6.000 toneladas. Mais recentemente, a Argentina e o Uruguai, também se inseriram como produtores e exportadores de mirtilo, com uma área em torno de 1.500ha e 500ha respectivamente, com plantios crescentes a cada ano. Nesses países predominam os plantios dos grupos highbush e southern highbush Na Europa o consumo de mirtilo tem crescido muito. O crescimento da produção é limitado pelo clima e pela escassa e cara mão de obra dos países europeus. Existe uma grande demanda pelo mirtilo e outras pequenas frutas por países europeus.
No Brasil, estima-se uma a área de cultivo de mirtilo ao redor de 100 ha, sendo 30 ha em Vacaria ( predominando highbush), 20 ha na região de Caxias do Sul (predominando rabitteye) e 10 ha na região de Pelotas (predominando rabitteye). O restante da área de cultivo está disperso em pequenos pomares em outros municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
O mirtilo, nos últimos anos, tem ganhado as prateleiras dos supermercados nos mais diversos produtos industrializados, o que tem aumentado a demanda pela fruta congelada. Mas, a maior parte da produção é comercializada na forma de fruta “in natura”. O apelo nutricional e terapêutico (nutraceutico), destacando o mirtilo e as frutas vermelhas como alimentos funcionais, capaz de prevenir e controlar determinadas doenças, tem atraído as pessoas para o consumo dessas frutas. A fruta produzida para o mercado “in natura” e congelada no Brasil, tem como principal produtor o município de Vacaria. Essa produção tem sido exportada em pequenos volumes para países europeus. Sabe-se também, que existe a importação de determinados volumes, principalmente de fruta congelada para processamento industrial. Na região da Serra Gaúcha e Serra da Mantiqueira, nos estados de São Paulo e Minas Gerais existem pequenos cultivos para atender a demanda de fruta fresca nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte.
Não se encontram muitos dados sobre a produção, consumo e comercialização de mirtilo no Brasil, nem mesmo sobre volumes importados e exportados. No entanto, percebe-se, que a oferta no Brasil parece ser menor que a demanda, e os preços são compensadores aos produtores. Na região de Vacaria e na Serra Gaúcha, pequenos produtores, recebem em torno de R$ 10,00 a R$15,00 pelo quilo da fruta fresca, podendo chegar a R$ 20,00/quilo, quando vendida sem intermediação.Minhocário: para que serve e como funciona. UFSC
E para onde vai todo este material que nós produzimos? Geralmente para os aterros sanitários e em alguns casos para os lixões ocupando espaço, poluindo o solo, contaminando o lençol freático, além de representar um gasto enorme do dinheiro público no transporte e tentativas de amenizar as situações críticas do tanto de lixo que é produzido.
E é ai que entram os minhocários, que se caracterizam como um sistema de reciclagem do lixo orgânico caseiro, com minhocas transformando restos de alimento e gerando o húmus.
Aproximadamente 70% da ingestão de alimentos pelas minhocas é expelido na forma de pequenos grãos de húmus. | ![]() Fonte: Google |
![]()
Fonte: Google | O húmus é inodoro, rico em matéria orgânica, fósforo, potássio, nitratos, cálcio, magnésio, minerais, nitrogênio e micro elementos assimiláveis pelas raízes das plantas, além de não ser tóxico para as plantas, animais e seres humanos. |
Existem várias maneiras de montar um minhocário. Podemos utilizando caixas plásticas, garrafas plásticas e também pneus usados.
Para o minhocário do Laboratório de Tecnologias Socioambientais da UFSC foram utilizados pneus usados.
Materiais utilizados para a montagem do nosso minhocário:
– 06 pneus usados;
– 01 pedaço de plástico tipo lona;
– 02 pedaços de tecido de ráfia (sacos de ráfia) para forrar entre o primeiro e o segundo pneu que servirá para a contenção do chorume que pode se formar;
– solo e esterco curtido em quantidade suficiente para preencher um pneu;
– restos de alimentos e material palhoso (cascas de frutas, restos de vegetais, tudo cru em quantidade suficiente para preencher o segundo pneu);
– 02 pedaços de tecido sombrite, para cobrir os minhocários e algumas madeiras para evitar que o sombrite se solte;
– minhocas.
Passos para montagem:
1. Forre o solo com um pedaço de plástico preto (tamanho suficiente para as duas pilhas de pneus);
Foto da lona preta e o primeiro pneu sobre ela
Fonte: Hellycson D. Barros
2. Coloque o primeiro pneu, forre com o saco de ráfia;
| Foto do primeiro pneu coberto com a ráfiaFonte: Hellycson D. Barros |
3. Coloque o segundo pneu, e dentro dele a mistura de solo e esterco e minhocas, na proporção de 1 parte de solo para uma parte de esterco curtido;
| Foto da mistura de minhocas com o solo e o esterco e a outra da mistura dentro do segundo pneu.Fonte: Hellycson D. Barros |
4. Coloque o terceiro pneu, e dentro dele a os restos de alimentos misturados com a serragem, palha e folhas secas, na proporção de 1 parte de restos e 2 partes de material palhoso;
| Foto dos restos de alimentos sendo colocados no terceiro pneu e o material palhoso.Fonte: Hellycson D. Barros |
5. Cubra tudo com o pedaço de sombrite dobrado ao meio para proteger do excesso de sol e chuva e as madeira para evitar que o sombrite se solte da pilha. | Foto da pilha coberta com o sombrite e as madeiras sobre ela.Fonte: Hellycson D. Barros |
6. Deixe descansar por no mínimo 30 dias | Foto geral do sistema de minhocário montado.Fonte: Hellycson D. Barros |
Importante: montar o minhocário próximo a local sombreado para evitar o ressecamento do material.
A espécie de minhoca utilizada foi Eisenia andrei popularmente conhecida como Vermelha da Califórnia apresentado em seu tamanho adulto de 7 a 12 cm de comprimento. É a espécie mais indicada para produção de húmus, pois se adapta bem tanto em clima tropical como temperado, produzindo húmus durante o ano inteiro.
Vamos calcular a quantidade necessária de minhocas para o minhocário?
– Referência: 1000 unidades/m2
– Diâmetro aproximado dos pneus: 59 cm ou 0,59m
– Área do pneu: 0,07 m2
Então, neste caso utilizaremos 70 minhocas para cada unidade de minhocário.
Curiosidades:
Como as minhocas não possuem olhos e nem ouvidos, sua movimentação é influenciada por células sensíveis a luz que existem na sua pele, por esse motivo elas preferem os ambientes mais sombreados e úmidos, porém não encharcados uma vez que sua respiração é feita pela pele.
Quer saber mais sobre os minhocários?
Então, dê uma olhada no material abaixo:
terça-feira, 2 de setembro de 2025
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
GANHE 5 mil por mês INVESTINDO apenas R$ 500,00 na criação de MINHOCA.
Conhece o FEIJÃO-ARROZ???
Citação: Vieira RF, Vieira C & Vieira RF (2001) Leguminosas graníferas.
Viçosa, Editora UFV. 206p. Este capítulo: p. 95-102.
FEIJÃO-ARROZ
Nome botânico
Vigna umbellata (Thunb.) Ohwi & Ohashi (sin. Dolichos
umbellatus Thunb., Phaseolus pubescens Blume, P. calcaratus
Roxb., P. chrysanthus Savi, P. torosus Roxb., P. ricciardianus
Tenora, V. calcarata (Roxb.) Kurz, Azukia umbellata (Thunb.)
Ohwi).
Nomes comuns
No Brasil, o feijão-arroz é, muitas vezes, erroneamente
conhecido por feijão-adzuki, nome de outra espécie do gênero
Vigna. Em espanhol, por frijol arroz ou judía arroz; em inglês, por
rice bean.
A planta
Plantas anuais, com ciclo de vida, dependendo das condições
climáticas, de 90 a ll5 dias (nos cultivares estudados em Minas
Gerais), e apresentam porte quase ereto ou são trepadoras; folhas
com três folíolos ovais, inteiros; a inflorescência é um racimo
axilar, curto, com 10-15 flores amarelas, autoférteis; quilha com
esporão cônico, oco, em um dos lados; uma das asas enrola-se
completamente em redor da quilha; vagens glabras, cilíndricas,
estreitas, com cerca de 7 a 12 cm de comprimento, pouco curvadas,
com curto bico, que ficam enegrecidas na maturidade; elas não
apresentam contração entre as sementes, estas em número de 3 a 12. Esgoto do banheiro como nutriente para um pomar! Você teria coragem?
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