quinta-feira, 3 de outubro de 2024

CURSOS SENAR AGRICULTURA

 

O agro está mudando

Olá!


Você pediu e nós atendemos! As matrículas para nossos cursos mais populares estão abertas novamente - mas atenção, é por tempo limitado! 🕒


Confira a lista dos cursos disponíveis:

Excel Básico

Auxiliar em Saúde Animal

Práticas ESG no Meio Rural

Nutrição Animal

Agricultura de Precisão em Diferentes Culturas

Agricultura de Precisão na Aplicação de Defensivos Agrícolas

Administração Rural e Busca por Resultados

Manejo Produtivo na Piscicultura

Produção na Suinocultura

Os lugares são limitados e as vagas esgotam rápido! Garanta sua participação e eleve sua capacidade profissional no agronegócio!

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Esperamos por você para começar essa jornada de aprendizado e sucesso juntos!


Até mais,

Equipe Senar

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Biofertilizante de urina de vaca



Na urina animal possui quantidades de substâncias nutricionais maiores que o esterco, podendo ser utilizada tanto como defensivo alternativo para plantas(repelentes contra insetos por causa do cheiro forte), e ao mesmo  tempo como adubo principalmente em hortaliças.


Preparo:

Melhor momento da coleta:

A melhor hora de se realizar a coleta da urina é no momento da retirada do leite, na qual a vaca geralmente urina.  Recomendamos que a urina deve ser coletada em um balde, após a coleta, a urina deve ser armazenada durante o período mínimo de 3 dias, em vasilhames bem fechados que podem ser as garrafas plásticas de 2 litros, para que a uréia da urina se transforme em amônia.

Uso:

Depois é só misturar um copo tipo americano (200 ml) de urina de vaca em 20 litros de água e pulverizar sobre as plantas de 15 dias em 15 dias ou uma vez por semana, para aumentar a resistência a pragas e doenças. Pode ser usado no tomate, quiabo, jiló e demais olerícolas. No caso da alface, aplicar no solo duas vezes durante o ciclo da planta.

Armazenamento:

Recomendamos armazenar o produto em vasilhas fechadas, por um período de até um ano sem correr os risco de perder ou diminuir suas ações. 
Por Rodolfo Costa, Engenheiro Agrônomo

Saiba como identificar e utilizar as plantas medicinais do sul do Brasil...



ATENÇÃO: em caso de qualquer sintoma, procure
sempre orientação médica! O uso de plantas medicinais
deve seguir recomendações de órgãos de saúde competentes,
como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Recursos genéticos da Espinheira-santa são tema de pesquisa | Programa T...

Espinheira-santa ou cancorosa (Maytenus muelleri Schwacke)

 



Fonte UPF

Por: Muzar

Fotos: Gustavo Giacon

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A arvoreta Maytenus muelleri Schwacke, conhecida popularmente como espinheira-santa 

ou cancorosa, pertence à família Celastraceae e é uma planta nativa do Rio Grande do Sul, 

ocorrendo em florestas ombrófila mista, floresta estacional semidecidual e em porções mais

 elevadas da floresta ombrófila densa. Pode alcançar até 5m de altura e múltiplos caules.

 A planta possui folhas com espinhos pouco rígidos em suas margens (de três a nove pares)

 e folhas coriáceas, ou seja, de textura semelhante ao couro e que pode se quebrar

 facilmente. Suas flores são muito pequenas e de coloração branco-esverdeado, 

reunidas em uma inflorescência que pode comportar de três a 20 flores abrindo-se

 no período entre junho e agosto. Possui um pequeno fruto de cor amarela que em seu

 interior estão alojadas de uma a duas sementes.

A espinheira-santa apresenta diversas propriedades medicinais para o tratamento 

de problemas ligados ao trato gastrointestinal, como gastrites e úlceras. As partes

 utilizadas da planta para produção de chás ou utilizadas como cicatrizantes de

 pele são as folhas, cascas e raízes. Porém, atente-se ao seu consumo em excesso, 

pois pode provocar náuseas, tremores, sonolência, entre outros sintomas.

 O seu uso é contraindicado para crianças e gestantes.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Como plantar Pepino em casa - Melhor forma de plantar pepino

Nesse vídeo vou te ensinar como plantar PEPINO em casa em
um passo a passo completo, que vai desde o preparo das
sementes e do canteiro ou vaso, passo a passo para o plantio
e darei também algumas dicas de cultivo para que você tenha
sempre pepinos fresquinhos e saudáveis no conforto da sua casa.

Cultivando Morangos em Garrafas Plásticas - Resultados Surpreendentes!

Compostagem com esterco de cavalos 01


Como maturar esterco de cavalo para fazer composto?

Esterco de cavalo é o composto favorito usado por fazendeiros, jardineiros e paisagistas para enriquecer o solo com nitrogênio, fósforo e potássio, melhorar a sua estrutura e capacidade de reter água. O esterco de cavalo pode ser aplicado cru ou depois da compostagem, mas há muitos benefícios em maturar e fazer a compostagem do esterco. O cheiro é reduzido depois da compostagem, e o processo fica quente o suficiente para eliminar sementes de ervas daninhas e qualquer patógeno que possa estar nele. Maturar o esterco do cavalo é fácil e traz ótimos resultados.


  1. Encontre uma fonte de esterco de cavalo. Qualquer um que tenha um cavalo sabe quanto esterco ele pode produzir. Fazendeiros e criadores terão uma fonte estável de esterco misturado com serragem quando limpam as coxias. Provavelmente, você encontrará uma fonte segura de esterco gratuito.

  2. Decida uma localização para o processo de maturação do esterco. Uma vez que ele esteja maturado, haverá pouco cheiro, mas o esterco fresco produz um odor que talvez seus vizinhos não aprovem. Coloque a pilha longe das casas, incluindo da sua própria.

  3. Monte suas caixas de compostagem. Apesar de você poder fazer a compostagem do esterco em pilhas abertas, o processo será mais rápido e mais fácil de revirar e trabalhar caso esteja em recipientes. Você pode usar barris de plástico ou construir uma caixa com tela de galinheiro e postes de aço colocados no solo.

  4. Acrescente esterco fresco de cavalo e serragem nas caixas de compostagem. A serragem irá se decompor bem com o esterco e aumentar a taxa de decomposição, já que permitirá a entrada de mais ar no centro da pilha. Encha uma caixa completamente com o esterco e a serragem, já que é desejável que a compostagem se complete ao mesmo tempo. Qualquer material novo pode ser colocado em uma nova caixa.

  5. Revire o composto regularmente. A compostagem será mais ativa no centro, e misturar o material irá trazer a parte mais fresca para o centro, tornando o processo mais rápido.

  6. Use o composto de esterco em qualquer estágio do processo. Diferente do esterco de galinha, o de cavalo não contém um nível muito alto de nitrogênio, que queimaria as folhas e raízes das plantas. Você pode espalhá-lo nos leitos de vegetais e flores em qualquer estágio. Permitir que a compostagem se complete irá dar ao solo uma aparência mais suave e bem acabada, mas o esterco composto parcialmente funciona tão bem quanto.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Espécies de minhocas para minhocultura

Gustavo Schiedeck,
            A minhocultura é uma atividade de grande apelo social, tanto no campo quanto na cidade, devido à sua capacidade de processar resíduos orgânicos transformando-os em um produto de elevada qualidade para a fertilização de plantas, o popular ‘húmus de minhoca’.
            Muitas pessoas interessadas no assunto se deparam com uma questão elementar: qual a espécie de minhoca mais indicada para utilizar no minhocário? Existem no mundo cerca de 4 mil espécies de minhocas terrestres, divididas em três grupos ecológicos: anécicas, endogeicas e epigeicas. Os primeiros grupos são formados por espécies que vivem em galerias verticais e em perfis mais profundos do solo, respectivamente. Por sua vez, as minhocas epigeicas são espécies que vivem mais próximas à superfície, alimentando-se basicamente de resíduos orgânicos, ingerindo grandes quantidades de materiais ainda não decompostos. Essas minhocas raramente abrem galerias no solo, uma vez que não possuem a anatomia indicada para tal função. Por essas peculiaridades ecológicas, as minhocas desse grupo são as mais indicadas para a criação racional em cativeiro.
            Nesse contexto, existem poucas espécies de minhocas apropriadas para a minhocultura e cada qual possui características particulares. Dentre as características mais importantes para a escolha da espécie estão a capacidade em aceitar diferentes resíduos orgânicos, alto consumo do alimento oferecido, grande tolerância às variações ambientais, elevados índices de reprodução e fertilidade dos casulos, rápido crescimento e atingimento da maturidade sexual, grande resistência e sobrevivência ao peneiramento ou catação manual.
            As espécies de clima temperado utilizadas na minhocultura mundial são Eisenia andrei, Eisenia fetida, Dendrobaena rubida, Dendrobaena veneta e Lumbricus rubellus. Por sua vez, as espécies de clima tropical mais utilizadas são Eudrillus eugeniae, Perionyx excavatus e Pheretima elongata.
            Na grande maioria dos minhocários do mundo predomina a utilização das espécies E. andrei e E. fetida (erroneamente escrita como E. foetida ou ainda E. phoetida), ambas conhecidas pelo nome comum de “vermelha-da-califórnia”. No Brasil, praticamente todos os minhocários são montados com a espécie E. andrei. Embora muitos centros de pesquisa no País referenciem a utilização de E. fetida em seus trabalhos científicos, essa espécie raramente é encontrada em levantamentos taxonômicos. Assim, é possível que as populações existentes no País sejam mesmo de E. andrei, e não de E. fetida. Essa confusão se deve à grande semelhança de sua anatomia externa, apesar de possuírem algumas diferenças na coloração da epiderme e no ciclo de vida.
            A preferência pela E. andrei e E. fetida se deve ao fato de já estarem amplamente distribuídas no mundo, habitando naturalmente diversos tipos de resíduos orgânicos. Além disso, podem sobreviver em ambientes com ampla variação de umidade e temperatura, de 70% a 90% e de 0ºC a 35ºC respectivamente. Sob condições ótimas, possuem elevados índices de reprodução e, segundo alguns autores, consomem o equivalente ao seu peso em alimento por dia. Os casulos são colocados à média de um a cada dois ou três dias, com viabilidade em torno de 73% a 80% e 2,5 a 3,8 minhocas por casulo. O período de incubação do casulo gira em torno de 18 a 26 dias e, após a eclosão, a maturidade sexual é atingida ao redor de 28 a 30 dias.
            Apesar da “vermelha-da-califórnia” ser a mais conhecida, outras espécies já podem ser adquiridas no Brasil em criadores de matrizes especializados. A Eudrilus eugeniae é conhecida popularmente como “gigante-africana” e é criada principalmente para o mercado de isca viva para pesca e para a produção de proteína para alimentação animal. Embora seja uma minhoca grande (tamanho entre 8 e 19 cm e peso entre 2,7 a 3,5 g), é mais sensível à manipulação e às mudanças de temperatura, preferindo ambientes em torno de 25°C e tolerando variações entre 16ºC e 30°C. Em média, um casulo é colocado a cada dois dias e em seu interior há 2 a 2,7 minhocas. O tempo de incubação do casulo é de 12 a 16 dias e a maturidade sexual é atingida entre os 40 e 49 dias após a eclosão do casulo.
            A espécie conhecida como violeta-do-himalaia, Perionyx excavatus, é outra possibilidade já disponível no Brasil para a criação em minhocários. Essa espécie produz muitos casulos, em média de 1,2 a 2,7 por dia, porém de cada casulo nasce apenas 1 e 1,1 minhoca. A incubação do casulo é em torno de 18 dias e após 28 a 42 dias as minhocas atingem a maturidade sexual, estando prontas para reproduzir e iniciar um novo ciclo. Seu melhor desenvolvimento ocorre em temperaturas entre 25ºC e 37°C, sendo que temperaturas abaixo de 5°C podem ocasionar sua morte.
            As diferentes espécies de minhocas disponíveis podem auxiliar na diversificação da minhocultura, bastando que cada criador analise suas condições e interesses para fazer a escolha mais adequada.

 
Gustavo Schiedeck possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade de Passo Fundo (1992), mestrado em Fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996) e doutorado em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (2002). Atualmente é pesquisador na Embrapa Clima Temperado e lotado na Estação Experimental Cascata. Tem experiência na área de Agroecologia e agricultura familiar, atuando principalmente nos seguintes temas: horticultura, minhocultura e produção de húmus e plantas bioativas.
Contato: gustavo.schiedeck@cpact.embrapa.br



Reprodução autorizada desde que citado a autoria e a fonte

Dados para citação bibliográfica(ABNT):
SCHIEDECK, G. Espécies de minhocas para minhocultura. 2010. Artigo em Hypertexto. Disponível em: <http://www.infobibos.com/Artigos/2010_4/minhocultura/index.htm>. Acesso em: 19/7/2018

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