terça-feira, 24 de abril de 2012

Não é falso cacau. É amendoim de árvore!

Nossa amiga Neide, descobriu o nome da fruta que eu procurava. Olhem a postagem abaixo.ok

Mais uma fruta que podemos aproveitar. Que tal plantarmos mais frutíferas e divulgar??

http://come-se.blogspot.com.br/2009/07/amendoim-de-arvore.html

Descobri que a Bombacopsis glabra Pasq. é parente da paineira, e é também conhecida como castanha-do-maranhão, cacau-do-maranhão, mamorana, cacau-selvagem ou amendoim-de-árvore. A família Bombacaceae, à qual pertence, está distribuída pelas regiões tropicais da América, África, sudeste asiático e noroeste australiano. No Brasil, o amendoim-de-árvore ocorre naturalmente entre Pernambuco e Rio de Janeiro, em formações secundárias de floresta pluvial atlântica e começo de encostas – no interior de matas primárias e densas, esta planta é raridade. Mas, em se plantando, em qualquer lugar dá. Em Santa Catarina é usada como cerca viva e em várias outras cidades é usada como árvore ornamental. Chega a atingir de 4 a 6 metros; tem tronco fino, com no máximo 40 centímetro de diâmetro e folhas compostas e digitadas com 5 a 7 folíolos. A floração começa a partir de setembro, sendo que a safra dos frutos vai de janeiro a fevereiro. Mas, um ou outro fruto pode ser encontrado durante o ano todo - prova disto é que colhemos estes frutos da foto agora, em pleno julho.

As cápsulas, quando maduras e secas, caem e se abrem espontaneamente liberando as castanhas cobertas com uma fina paina que se solta facilmente num esfregar entre mãos. Já o cerne comestível é protegido por uma camada mais firme me flexível, quase como uma castanha portuguesa - porém, depois de seca e torrada, pode ser quebrada com a pressão dos dedos. Podem ser comidas cruas ou torradas. Eu preferi cruas, com textura de amendoim ainda verde e sabor do mesmo. Tostadas no forno (deve-se cortar uma pontinha com a tesoura para que não estourem) ganham um sabor amendoado, mais suave que o amendoim.

A planta é parente também de outra espécie muito parecida, a Pachira aquatica, que recebe os mesmos nomes populares, além de macuba, e também tem as sementes comestíveis. Porém seus frutos são de cor terrosa e as flores tem pontas vermelhas, diferente da Bombacopsis, que tem flores frutos verdes e flores brancas. Lembro ter visto muitas destas no Parque do Flamento, no Rio. Mas ainda não comi.


Li num artigo que o amendoim-de-árvore pode ser uma boa alternativa como fonte proteica e de ácidos graxos (como quase todas as sementes comestíveis), na África, onde a árvore cresce abundantemente. Não encontrei referências culinárias sobre pratos feito com ele, mas quando chegar a safra prossigo na pesquisa. Enquanto isto, se alguém souber de algum preparo com este ingrediente, qualquer informação é bem-vinda.
 
fonte: blog come-se

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Você sabe o que é "Ora Pro Nobis " ?




Jornal da Vitoriosa - 20/01/2011 - A Ora Pro Nobis é uma planta tipicamente brasileira e que faz muito bem ao organismo humano. Conheça um pouco mais sobre a Ora Pro Nobis nesta reportagem.



Reportagem: Arcênio Correa
Imagem: Romens Almeida

AGRICULTURA ORGÂNICA - EMBRAPA




A agricultura orgânica é uma das melhores opções para minimizar os impactos causados pelas monoculturas e pelo uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos na agricultura convencional. Ela promove ferramentas para o desenvolvimento rural sustentável.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

SERÁ O FALSO CACAU?

Bom dia! Meu amigo Claudio tem esta fruta (na foto) , mas não sabe o nome e nem como se come.
Procurei na literatura e suponho ser o falso Cacau.
Se alguém puder ajudar, agradeço.


alexandre






Nome Científico: Pachira aquatica

Nome Popular: Munguba, castanheiro-do-maranhão, falso-cacau, cacau-selvagem, castanheira-da-água, castanheiro-de-guiana, mamorana, mungaba, monguba

Família: Malvaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: América Central e do Sul

Ciclo de Vida: Perene

A monguba é uma bela árvore tropical, de caule frondoso e copa arredondada, capaz de alcançar 18 metros de altura. Nas florestas tropicais podemos encontrá-la em ambientes brejosos, ou à margem de rios e lagos, o nome científico "aquatica" provém desta característica. Apresenta folhas grandes e palmadas, dividas em 6 a 9 folíolos verdes e brilhantes. As flores são muito bonitas e perfumadas, com longos estames de extremidade rosada e base amarela. Os frutos grandes e compridos, semelhantes ao cacau, contém paina sedosa e branca que envolve as sementes. As sementes da monguba podem ser consumidas torradas, fritas ou assadas, e até trituradas como um sucedâneo do café ou chocolate, e diz-se que são muito saborosas.



Autor: Raquel Patro

sexta-feira, 13 de abril de 2012

BUTIÁ TRAZ RENDA E SUSTENTABILIDADE PARA PEQUENOS AGRICULTORES


Um grupo de assentados de Pinhal da Serra (Nordeste do RS) está inovando no aproveitamento do butiá, uma fruta nativa abundante na região. A safra, que vai até o final deste mês, é utilizada na produção de doces, geleias e polpas que estão ganhando o mercado local.

A estimativa é de que a produção atinja uma tonelada, ultrapassando os 700 quilos da safra passada. Usada principalmente para sucos, a polpa é comercializada em restaurantes e lanchonetes do município. Hoje já são oito pontos de venda, incluindo dois estabelecimentos da cidade vizinha de Vacaria. Os pacotes de 140 gramas são vendidos entre R$ 1 e R$ 1,50 cada, e rendem até cinco litros de suco.

A iniciativa surgiu há dois anos como complemento dos hábitos alimentares das famílias. Porém, com o grande volume da produção o excedente passou a ser uma alternativa de renda. “Até nós ficamos surpresos com tanta procura, porque suco de butiá não era comum aqui. As pessoas só comiam a fruta, mas ao provar o suco nas lanchonetes gostaram muito”, comenta Gilberto Possamai, do assentamento Nova Esmeralda.

Ele conta que a experiência está no início, e o processamento da fruta ainda é artesanal. A máquina despolpadeira é emprestada pela prestadora de assistência técnica, e a armazenagem é feita na câmara fria da cooperativa do município. “No começo sempre é difícil, a gente depende de apoio. Mas já vimos que o negócio pode dar certo e pretendemos nos estruturar”, salienta Possamai.

Técnicas de despolpa
O grupo – formado por oito famílias – participou de quatro oficinas para aprender técnicas de despolpa e fabricação de derivados do butiá. As capacitações foram organizadas ao longo de 2009 e 2010 pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap), entidade contratada pelo Incra para prestação de assistência técnica.

Em princípio, a atividade seria voltada às mulheres, mas hoje envolve toda a família, especialmente na colheita. Agricultores vizinhos também já ofereceram aos assentados a produção de cinco hectares da fruta para serem transformados em polpa. O Cetap está articulando junto a agroindústrias familiares da região a inserção da polpa de butiá em seus canais de comercialização, bem como a possibilidade de uso de suas estruturas.

Aproveitamento sustentável


De acordo com um levantamento feito pelo Cetap, na área de 700 hectares do assentamento existem entre 600 e 700 plantas de butiá. O técnico, Adilson Roberto Bellé, conta que a produção era tanta, que a fruta era dada aos animais. “Vimos então uma possibilidade de aproveitamento, tanto para autossustento como para incremento de renda. Passamos a conscientizar os agricultores, demonstrando como funciona o processamento do butiá”.

O trabalho de extrativismo ainda está em fase de sensibilização dos assentados, mas já foi incluído no Plano de Recuperação do Assentamento (PRA), com o objetivo de ampliar a participação das famílias. “É uma forma de preservar espécies nativas, que muitas vezes são cortadas para fazer lavoura, quando poderiam ser usadas de forma sustentável”, justifica Bellé.

O assentamento Nova Esmeralda é estadual e foi reconhecido pelo Incra/RS em 1998, beneficiando 35 famílias.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Projeto PANCs - parte 4 - TAIOBA




VOCÊ JÁ COMEU TAIOBA?


A taioba anda sumida da mesa do brasileiro


Muitos de nós, preocupados com a extinção de grandes mamíferos ou de aves tropicais nem suspeitamos de uma lenta e preocupante extinção que acontece bem debaixo de nosso nariz. É o caso de uma série de hortaliças que estão desaparecendo dos quintais e das feiras pelo Brasil afora. Desconhecimento e desinformação são as principais causas do sumiço dessas plantas alimentícias que ajudaram a nutrir muitas gerações. Há uma verdadeira falta de educação alimentar baseada nos produtos nativos da nossa flora ou de espécies que chegaram aqui há séculos e que se aclimataram bem nas terras brasileiras.

Isso faz com que a gente vá perdendo não só diversidade agrícola (e biológica), como também deixando de ter a oportunidade de experimentar sabores que podem tornar ainda mais interessante a experiência de nossos paladares.

É o caso da taioba, que anda sumidíssima dos quintais do Brasil. Tornou-se raridade a hortaliça. Uma pena, já que a planta é uma opção alimentar das mais ricas e saborosas. Enquanto os pais buscam suprir a carência de vitamina A na nutrição de jovens e crianças com suplementos e artifícios, a velha e boa taioba vai para o baú do esquecimento.



Cultivada há milhares de anos na China e no Egito, a taioba se parece com a couve, mas tem folhas maiores, mais largas e mais vistosas. As pesquisas já comprovaram que a folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. Por ser rica em vitamina A e amido, é um alimento fundamental para as crianças, idosos, atletas, grávidas e mulheres que amamentam.



Preservando: Ana Maria Dutra produz taioba orgânica e vende na feira livre de Cidade Ocidental (GO)

No quintal, a taioba cresce junto com a alface e a cebolinha e não há motivo para ser excluída das mesas dos brasileiros. O preparo é simples. A taioba pode ser tratada como a couve: lavada, picadinha e refogada com cebola, torna-se um excelente acompanhamento para o almoço ou o jantar. A taioba também pode ser a base de deliciosos bolinhos e recheio para pizzas pra lá de vitaminadas.





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Reportagem e fotos: Jaime Gesisky - jornalista, especializado em meio ambiente e uso sustentável

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Projeto PANCs - parte 3

Visita no Sitio Capororoca, situado no bairro Lami em Porto Alegre. Mostrando mais algumas plantas alimentícias não convencionais , como o famoso Hibiscu.


Este vídeo é parte de um projeto elaborado pela nutricionista Irany Arteche para assentados do MST/RS e promovido pela Superintendência da CONAB/PNUD, com oficinas ministradas pelo botânico Valdely Kynupp sobre plantas com grande potencial alimentício e de comercialização, mas que costumam ser negligenciadas. Somos xenófilos, o brasileiro não come a biodiversidade que tem, adverte Valdely.

O objetivo do registro é colaborar na divulgação desta experiência para outros assentamentos de reforma agrária e organizações de agricultores familiares nas diferentes regiões do Brasil. Servirá como material pedagógico para cursos que tratem de alternativas para agricultura familiar, segurança alimentar e nutricional, diversificação agrícola, processamento de novos produtos e alimentos.

Projeto PANCs - parte 2




Você conhece Caruru, Buva, Serralha, Taioba e a Ora-pro-nobis ?

Conheça no vídeo estas plantas alimentícias não convencionais.

O botânico Valdely Kynupp  pesquisa Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS). Em sua tese de doutorado ele estudou 1.500 espécies de plantas que crescem espontaneamente na Região Metropolitana de Porto Alegre e apontou cerca de 311 com potencial alimentício.
caruru

 buva
 





                                       serralha

taioba

Para conhecer um pouco desse trabalho o Coletivo Catarse, imprensa alternativa de Porto Alegre, produziu em vídeo um curso que o Professor Doutor Valdely Kinupp ministrou para assentados do MST, com apoio da CONAB, sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s).

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vespas substituem pesticidas no controle de pragas nas lavouras


Nova técnica de controle de pragas dispensa o uso de agrotóxicos nas plantações, e ainda gera ganhos para os produtores.

BRUNO CALIXTO


O agrônomo Diogo Carvalho, um dos fundadores da Bug, mostra a "embalagem" das vespas em laboratório (Foto: Alexandre Milanetti/Divulgação)Eles são insetos minúsculos - alguns medem menos de um milímetro - e não parecem muito perigosos: não têm ferrão ou qualquer tipo de veneno para atacar possíveis inimigos naturais. Ainda assim, essas vespinhas estão se mostrando uma das mais potentes armas para o controle de pragas nas lavouras, e sem causar dano ao meio ambiente. Trata-se de uma espécie chamada Trichogramma, que é comercializada pela empresa Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba, interior de São Paulo. No mês passado, a empresa foi escolhida pela revista americana Fast Company como uma das mais inovadoras do mundo, graças à técnica de criar e liberar milhares de vespas nas lavouras para controlar as pragas, diminuindo e em alguns casos até interrompendo o uso de pesticidas.

A empresa começou no ano 2000, durante um programa de mestrado na escola de agricultura da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP). Os futuros fundadores da empresa – Heraldo Negri e Diogo Carvalho, então alunos do mestrado – viram uma oportunidade: um grande número de pesquisas científicas e estudos nacionais e estrangeiros mostravam que uma nova técnica para enfrentar pragas nas lavouras, conhecida pelo nome de controle biológico, poderia diminuir ou até substituir por completo o uso de pesticidas. No entanto, se muitos estudos indicavam que era possível, poucos haviam tentado lançar o controle biológico no mercado, levando esses benefícios para os agricultores.



 
 
 
 
Vespa da espécie Cotesia flavipes parasitando a praga conhecida como broca-da-cana. (Crédito: Heraldo Negri/Divulgação)




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dia de Campo na Tv - Plantio de milho intercalado com leucena_1



Por quê plantar a leucena ?

 
Porque a leucena é uma leguminosa perene que tem boas características forrageiras tais como: alto potencial de produção de forragem com uma produtividade variando de cinco a vinte toneladas de matéria seca comestível (folhas e ramos finos) por hectare/ano, sendo que essa forragem tem um alto valor nutritivo, já que é rica em proteína, cálcio, fósforo, beta caroteno (precussor da Vitamina A ) e tem alta aceitação por caprinos , ovinos , bovinos e outros animais, favorecendo um ótimo desempenho animal.


O banco de Leucena pode ser usado para pastejo direto ou produção de feno e de silagem, pois possui boa capacidade de rebrota após o corte ou o pastejo, como adubação verde; para o enriquecimento das pastagens nativas e das silagens de gramíneas; produção de sementes, é usada também no sombreamento de culturas, cerca viva, quebra -vento , além de fonte de matéria prima para apicultura.



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