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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sete cuidados especiais para ter com as plantas no inverno!!

Fonte site plantei 




Diferentes estações do ano requerem diferentes cuidados com as plantas da casa. No inverno a importância dos cuidados é ainda maior, já que as plantas se tornam sensíveis nessa época do ano.
O Brasil, sendo um país muito grande, apresenta ainda diferentes invernos. Alguns são secos, outros são úmidos, alguns demoram bastante para passar e outros não possuem mais que algumas semanas de frio. Em especial naqueles que ocorrem ventos e temperaturas baixas durante a noite, é fundamental proteger as plantas dessas intempéries.

Como o frio danifica as plantas

A quantidade de frio que um vegetal tolera depende de sua espécie. Plantas mediterrâneas toleram temperaturas entre 10 e 12ºC, já plantas tropicais entre 20 e 22ºC. As que são adaptadas à ambientes frios chegam a aguentar até -5ºC sem apresentar problemas.
Primeiramente é necessário sabermos como o frio machuca sua planta. Dessa forma saberemos como proceder se uma eventual situação diferente das que citarmos mais para frente ocorrer.
Os vegetais possuem 80% de seu peso constituído por água. Este elemento influencia o crescimento, desenvolvimento e reprodução das plantas. Baixas temperaturas afetam o fluido, congelando-o e consequentemente as células das plantas.
Em climas mais frios onde ocorre geadas, a fina película de gelo que se forma com a queda da temperatura acaba cobrindo toda a planta e faz com que a radiação solar tenha seus efeitos amplificados, queimando sua superfície. O vento também faz com que a temperatura sentida pela planta seja menor ainda que a temperatura do ambiente.
Vamos então às dicas para manter suas plantas saudáveis e vigorosas durante os períodos de frio:



1. Traga suas plantas para dentro.

Flores em vasos e plantas suspensas podem ser trazidas para dentro de casa. Coloque as que necessitam de sol mais perto da janela, mas se lembre que temperaturas extremas deixam as janelas bem frias o que pode danificar sua planta.
Antes de trazê-las para dentro de casa certifique-se que as plantas não possuem pragas, estejam limpas e sem ramos ou folhagem mortas ou doentes.

2. Cubra o solo com folhas (cobertura morta).

Isso mantem o solo quente e retém a umidade. Essa dica vale para arbustos, folhagens e também para gramados. Especialmente nos gramados, evite regar constantemente, fazendo isso apenas quando as folhas começarem a se enrolar.

3. Cubra suas plantas durante a noite com cobertores, lonas ou tecidos de tnt.

Esta dica é direcionada à plantas tropicais, que são bem sensíveis a temperaturas baixas. Os cobertores previnem a formação da geada e inibem a ação do vento. Não se esqueça de destapá-las durante o dia.

4. Construa uma “casinha” para suas plantas ou uma estufa.

Barreiras totalmente sólidas inibem completamente a ação dos ventos gélidos. Esta é uma boa solução para hortas e pequenos jardins que podem ser manipulados.

5. Regue abundantemente o solo (e não as folhas e flores).

Faça isso pela manhã, pois a rega pela tarde e pela noite deixa o solo muito úmido favorecendo o aparecimento de pragas. Regar no período correto também causa o derretimento da geada antes da incidência do sol e a consequente queimadura (aqui vale regar as folhagens).
Sabe como facilitar esse tipo de rega? Com os produtos auto irrigáveis, mais tranquilidade para você e sua plantinha 🙂 Confira > Vaso Auto Irrigável

6. Forneça uma fonte de calor.

Lâmpadas ou um melhor posicionamento são as sugestões. Realizar a poda de galhos mortos, malformados ou doentes também melhoram a incidência solar sobre a planta.

7. Escolha plantas adaptadas ao frio.

Essas plantas possuem maneiras de criar uma “bolsa de ar” em seu exterior, aguentar uma maior formação de gelo intracelular e tem suas folhas com uma menor área de exposição. Camélia, amor-perfeito, boca-de-leão e hamamélis (ou flor-do-inverno) são algumas sugestões de plantas para cultivo em climas frios.
Ao adquirir uma planta nova, não se esqueça de perguntar ao vendedor sobre suas características e cuidados no cultivo em todas estações.
Mantenha os cuidados de temperatura todo o ano através das previsões do tempo. Não é apenas no inverno que as temperaturas podem cair e o melhor é não ser surpreendido.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

INVERNO - O lado bom do frio para as frutíferas

O inverno gaúcho permite ao Estado ser o maior produtor brasileiro de frutas de clima temperado.

O frio do inverno gaúcho permite ao Estado ser o maior produtor brasileiro de frutas de clima temperado: uva, ameixa, maçã, pêssego, figo, caqui e quivi, entre outras. As espécies caducifólias, que perdem as folhas no inverno, exigem de 200 a mais de 1.000 horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2 ºC.

“Esse frio possibilita que essas plantas entrem num ciclo de dormência, de parada fisiológica, e que reiniciem novo ciclo com floração bastante intensa, grande, constante e concomitante, que não fiquem brotando um pouquinho hoje, depois florescendo um pouco daqui a 15 dias”, diz o agrônomo da Emater/RS, Antônio Conte.

Não há problemas para essas espécies que estão em dormência se ocorrerem geadas no inverno ou se as temperaturas baixarem até dois graus negativos. As baixas temperaturas também acabam protegendo as frutíferas de clima temperado dos seus principais inimigos, que são a mosca da fruta e a broca chamada grafolita. “Essas pragas têm uma fase larval e, mesmo o adulto, não resiste a temperaturas negativas”, explica.

Então no inverno há uma parada de multiplicação e só se salvam algumas dessas pragas em regiões onde é mais quente, onde a temperatura não baixa, não se torna negativa. A maioria dos fungos se desenvolve com temperaturas medianas (em torno de 15 graus) ou altas (25 a 30 graus). “Então o inverno também estabiliza e para a multiplicação desses fungos”, salienta Conte.

Sanitariamente, um inverno rigoroso para essas espécies de produção em frio favorece o início do próximo ciclo vegetativo, que leva à produção. “Com certeza o frio ajuda na qualidade. É lógico que, como o nosso clima no RS é bastante instável, se houver condições muito desfavoráveis ainda têm fatores que poderão comprometer a safra, mas o iniciar bem sempre é positivo”, destaca o agrônomo.

Brotação - A brotação das plantas começa somente no início da primavera. Até lá, o trabalho dos agricultores se resume à realização de práticas que vão ajudar na produção. Uma das principais é o tratamento de inverno com calda sulfocálcica ou bordalesa. “Visam a redução de fonte de inóculo, ou seja, de ovos de pragas e de esporos de doenças que se mantém na madeira das plantas e depois, na primavera e verão, acabam atingindo a folhagem e as frutas”, detalha o agrônomo da Emater/RS, Enio Todeschini.

Outra prática indispensável é a poda de inverno(clique e leia). “Consiste em distribuir a energia da planta entre fase vegetativa e produtiva, então se deve retirar todos aqueles galhos que não têm uma função específica (tortos, secos e quebrados), chamados ladrões, e escolher os melhores carregadores, que são aqueles que vão gerar frutas na próxima safra”, conclui.


Clima favorece doçura de cítricas

Embora não sejam uma cultura de frio, as frutas cítricas, espécies de clima subtropical, estão presentes em quase todo o Estado e têm um período de colheita que vai de abril a dezembro. Isso é possível devido aos diferentes mesoclimas existentes no RS e à diversidade de espécies e variedades de citros.

Nos meses de inverno, eles são as únicas frutas verdadeiramente da época. “Manejados e cultivados nas regiões um pouco mais quentes, permitem bom abastecimento, tendo fruta diferenciada daquela produzida em São Paulo e em outras regiões quentes, como o Nordeste”, afirma Antônio Conte. De acordo com o agrônomo, a amplitude térmica existente no RS, ou seja, a variação térmica da noite para o dia, dá às frutas aquela coloração intensa e um excelente equilíbrio entre açúcar e ácido, característicos da laranja e da bergamota produzidas aqui.

Os citros são a segunda cultura mais expressiva no Rio Grande do Sul. Somados, laranja, bergamota e limão ocupam uma área de 40 mil hectares no Estado, ficando atrás apenas da uva.


Fonte: Correio Riograndense

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