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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Como cultivar araruta

Fonte: hortas info

Rizomas de araruta
Araruta - imagem original: Bùi Thụy Đào Nguyên - Licença Creative Commons
Maranta arundinacea
A araruta é uma planta perene da floresta tropical úmida que é nativa da América do Sul, América Central, México e parte do Caribe. Podendo atingir de 60 cm a 1,8 m de altura, é cultivada para a colheita de seus rizomas, dos quais é possível extrair um amido de excelente qualidade e de fácil digestão. Os rizomas também podem ser consumidos assados ou cozidos, porém são bastante fibrosos.

Clima

Cresce bem em clima quente e úmido, com temperaturas acima de 20°C. Em regiões de clima quente pode ser cultivada o ano todo. Em regiões onde o inverno apresenta baixas temperaturas, pode ser cultivada nos meses quentes do ano.

Luminosidade

Pode ser cultivada com luz solar direta ou em sombra parcial.

Solo

O ideal é que o solo seja leve, profundo, bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica. A faixa de pH ideal do solo é de 5,8 a 6,3. Solos compactados ou solos argilosos pesados não são adequados para o plantio.

Irrigação

Irrigue com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, porém sem que permaneça encharcado. Esta planta é relativamente sensível a falta de água, entrando em dormência quando há seca.

Plantio

A araruta é propagada geralmente por pedaços de rizoma. O ideal é usar rizomas pequenos, com cerca de 4 a 7 cm de comprimento. Estes devem ser plantados diretamente no local definitivo a uma profundidade de aproximadamente 5 cm no solo.
O espaçamento pode variar entre 60 cm e 1 m entre as linhas de plantio e 40 a 50 cm entre as plantas.

Tratos culturais

Retire as ervas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.
Retirar as flores da planta pode favorecer o crescimento dos rizomas.
Plantas de araruta
A araruta cresce melhor em clima quente e úmido - imagem original:Wibowo Djatmiko - Licença Creative Commons

Colheita

A colheita geralmente é feita de 6 a 12 meses após o plantio, preferencialmente quando as folhas ficam amareladas, o que depende das condições climáticas da região. A terra deve ser revolvida e os rizomas coletados. Os menores rizomas de plantas saudáveis e produtivas podem ser separados para o replantio.
Para a obtenção da fécula de araruta, os rizomas colhidos são lavados, descascados e ralados ou triturados até a obtenção de uma polpa. A polpa é diluída em água potável e este líquido é passado por peneiras finas para a retirada do material fibroso. O líquido é deixado em repouso para que ocorra a decantação do amido. Posteriormente, a parte líquida é retirada e a pasta obtida é colocada para secar ao ar por vários dias, ou em equipamento de secagem a baixas temperaturas (55°C a 60°C) por cerca de 2 ou 3 horas. A fécula de araruta obtida é pulverizada (reduzida a pó) e pode então ser armazenada em local seco.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Plantas medicinais-coletanea-de-saberes




A idéia de organizar esta coletânea de saberes referentes às plantas medicinais vem de longa data. É um trabalho muito mais de pesquisa do que de criação. O tema é apaixonante e encontra-se disperso em vasta literatura, di- ante disto sentimos a necessidade de fornecer um material de apoio às pesquisas escolares, à comunidade em geral para que possa ser lido e lembrado em qualquer momento. Inúmeras fontes foram consultadas e nas bibliografias locais são en- contradas diversas referências de trabalhos realizados nos diferentes bi- omas do Estado de Mato Grosso.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Plantas bioativas motivam reunião técnica estadual - UPF - Passo Fundo RS

Foto: Angelita Rossetto / DM


Encontro será realizado de 22 a 24 de agosto na Universidade de Passo Fundo


De 22 a 24 de agosto de 2016 será realizada a 10ª Reunião Técnica Estadual sobre Plantas Bioativas (RTEPB), em Passo Fundo. A décima edição, que também coincide com os 10 anos de Políticas Públicas das Plantas Medicinais, tem como tema “Plantas Bioativas, unindo saberes do popular ao científico”. O evento acontece no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo. 

Um grupo de entidades e instituições reuniu-se no intuito de realizar essa reunião, que é itinerante, pelo estado. Trabalhadores e voluntários da saúde, da agricultura, da educação, da extensão rural, da pesquisa, dos movimentos sociais, colaboradores e simpatizantes e todos aqueles que, de uma forma ou outra, lidam com as plantas bioativas, são convidados a participar do evento.

Inscrições - Serão três dias de atividades, incluindo palestras, dinâmicas, oficinas, painéis, apresentação de experiências, exposição e estandes diversos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas antecipadamente pelo site www.upf.br/eventos.

Também serão recebidos resumos de trabalhos e relatos de experiências até o dia 9 de agosto pelo e-mail:nea_agroecologia@upf.br. Inscrições para oficineiros, dentro da temática das plantas bioativas, podem ser feitas até também até o dia 9 de agosto pelo e-mail: muzar@upf.br

Mais informações pelo telefone (54) 3311-5066, WhatsApp (54) 9109-1863, dmiotto@emater.tche.br - com Doriana Miotto
Redação Jornal Correio Riograndense
Viverio: plantas têm características medicinais
Viverio: plantas têm características medicinais 
Foto: Divulgação/CR


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Conheça os benefícios proporcionados pelo gengibre



O gengibre é utilizado como um remédio caseiro pelos orientais há pelo menos cinco mil anos. | Foto: Leandro Bierhals/Flickr
Incluir o gengibre na dieta é uma alternativa que pode trazer diversos benefícios à saúde. As propriedades desta raiz chegam a ser consideradas farmacêuticas e atuam em muitas áreas, ajudando desde o controle de uma inflamação até a perda de peso.
O gengibre é utilizado como um remédio caseiro pelos orientais há pelo menos cinco mil anos. Ainda hoje, a eficiência desta raiz pode ser comparada com remédios industrializados, resultantes de diversas misturas químicas.
Em declaração à revista Viva Saúde, a nutricionista Flávia Bulgarelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) explica que o chá de gengibre pode ser usado no combate à gripe e resfriados, aliviando a garganta e as vias respiratórias. Além disso, ele também é eficiente no combate à ressaca.
Outros benefícios do gengibre estão diretamente relacionados à boa forma. Ele acelera o metabolismo e a queima de calorias, reduz a gordura localizada, controla a ansiedade e ainda aumenta a sensação de saciedade. Por todos estes motivos ele é um aliado indispensável a quem quer se manter saudável e em dia com a balança.
O gengibre pode ser consumido de diferentes maneiras. O chá é uma das formas eficientes para tratar infecções. Para emagrecer a dica é misturar uma colher de gengibre ralado ao suco de limão. Mas, ele também pode ser consumido em pedaços, da maneira que melhor lhe aprouver.
Redação CicloVivo

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Plantas bioativas?? plantas medicinais, aromáticas, condimentares, tóxicas, inseticidas, fungicidas.


As plantas bioativas despertam grande interesse de agricultores, pesquisadores e extensionistas por seu real potencial de utilização no manejo de insetos em sistemas de produção de base ecológica. Esse fato pode ser verificado pelo número cada vez maior de artigos sobre o tema em revistas especializadas bem como em eventos científicos da área.

As plantas bioativas são aquelas que produzem algum efeito sobre outro ser vivo, podendo ser enquadradas as plantas medicinais, aromáticas, condimentares, tóxicas, inseticidas, fungicidas e até mesmo as de caráter místico e religioso. Dentro desse conceito amplo, na maioria das vezes, a utilização das plantas bioativas de interesse para o manejo de insetos em agroecossistemas é pensada a partir da possibilidade da extração de alguma substância do seu metabolismo capaz de ser aplicada sob a forma de um produto a ser pulverizado sobre os cultivos comerciais. Em geral, os produtos investigados para esse fim são os óleos essenciais e as tinturas, infusões e decocções.

Embora a estratégia da extração e/ou aplicação de substâncias obtidas das plantas bioativas seja válida e interessante do ponto de vista da transição agroecológica, o redesenho de agroecossistemas através do aumento da biodiversidade funcional tem sido pouco explorado. É plausível crer que, num estágio mais avançado da complexidade dos sistemas produtivos de base ecológica, as pulverizações fiquem restritas aos problemas relacionados com microrganismos patogênicos, enquanto a introdução e manutenção intencional de plantas bioativas nas áreas de cultivos respondam pelo manejo dos insetos potencialmente prejudiciais.

Muitas plantas são capazes de atrair e repelir insetos com eficiência popularmente comprovada, como é o caso do girassol, gergelim, cravo-de-defunto e arruda. Infelizmente, poucos dados mais rigorosos fornecem a magnitude do efeito e as condições em que ele pode ser amplificado ou reduzido, como época do ano, estádio fenológico e densidade populacional mínima ou arranjo espacial específico para promover o efeito sensível.
Plantas são capazes de atrair e repelir insetos com eficiência popularmente comprovada
Apesar dessa lacuna, alguns esforços têm sido realizados na busca por essa funcionalidade das plantas bioativas nos agroecossistemas. Um caso recente é a “estratégia empurra-puxa”, bastante divulgada em estudos científicos recentes. A técnica, que hoje é realizada por mais de 12 mil agricultores no Quênia, foi desenvolvida para proporcionar o manejo da broca-do-colmo na cultura do milho e se baseia no cultivo de espécies bioativas intercalares ao milho, que exercem o efeito de repelência (empurra) e de espécies bioativas na bordadura que promovem atração do inseto (puxa). Para repelir a broca-do-colmo os agricultores utilizam o capim-melaço (Melinis minutiflora) e a espécie Desmodium uncinatum. Já para atração, as espécies mais usadas são o capim-napiê (Pennisetum purpureum) e o sorgo (Sorghum vulgare var. sudanense). Nas áreas de ocorrência do inseto, o sistema tem aumentado a média de produção entre 20% e 30%.

No Brasil, alguns estudos têm tentado utilizar as plantas bioativas como atraentes ou repelentes de insetos, porém de forma pouco articulada, geralmente incluindo apenas uma espécie com esse propósito. Algumas das plantas citadas nos trabalhos nacionais são o gergelim (Sesamum indicum) para o controle de formigas cortadeiras, o taiuiá (Cayaponia sp) para atração de diabróticas, e coentro (Coriandrum sativum) na repelência de mosca-branca em meloeiros.

Uma grande contribuição para o entendimento dos processos de atração e repelência de insetos pelas plantas bioativas foi dada recentemente por pesquisadores da Universidade de Michigan, Estados Unidos. Os investigadores realizaram uma meta-análise de 34 artigos científicos que abordavam o uso de substâncias voláteis de plantas na manipulação da resposta comportamental de insetos prejudiciais. A meta-análise é uma ferramenta estatística que permite combinar resultados de estudos independentes, extraindo informações adicionais que possibilitam sintetizar ou extrair novas conclusões.

Num primeiro momento o trabalho evidenciou que a grande maioria dos artigos abordava a atração de insetos, e apenas 3% a repelência. Esse fato chamou a atenção dos autores do artigo para duas possíveis explicações: ou é mais fácil, ou efetivo, trabalhar a campo com atração de insetos ou a repelência ainda é pouco explorada pelos pesquisadores da área. Entre outras observações de seu estudo, verificaram também que fêmeas são mais atraídas que machos, que insetos mastigadores são mais atraídos que brocas e sugadores, e que lepidópteros, por seu hábito de reprodução, são mais atraídos que coleópteros e tisanópteros. Além disso, também observaram que insetos especialistas e generalistas são atraídos de igual forma pelas substâncias voláteis liberadas no ar pelas plantas bioativas, e que as fabáceas e cucurbitáceas têm maior poder de atração de insetos quando comparadas com poáceas e rosáceas.
Esse tipo de estudo pode auxiliar sobremaneira um novo pensar sobre as estratégias de aumento da biodiversidade funcional com plantas bioativas adaptadas às condições locais de cada região, favorecendo a busca de novas espécies para os diferentes contextos produtivos baseados nas premissas da Agroecologia.
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