Mostrando postagens com marcador #AGROECOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #AGROECOLOGIA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Produção coletiva de fermento crioulo - CETAP

 


Produção coletiva de fermento crioulo

Famílias agricultoras, estudantes e técnicos rurais que atuam no município de Água Santa/RS estão produzindo fermento crioulo, desde a coleta dos materiais, a fermentação, a multiplicação e o envase final na forma líquida. O objetivo principal é contribuir para que as famílias agricultoras conheçam insumos alternativos para a produção, que sejam simples, de baixo custo e que não contaminem as pessoas e a natureza. Ações como essa são importantes para a transição agroecológica e a soberania produtiva.

O fermento crioulo contém fungos e bactérias do mato, podendo ser utilizado no solo, em mudas, para inocular sementes, pulverizar a parte aérea de plantas e contribuir na limpeza dos animais. Entre suas vantagens, destacam-se:

  • Controle de doenças das raízes (murchadeira) e folhas (ferrugem);
  • Auxílio na vivificação do solo (aumento da vida);
  • Indução ao maior enraizamento da planta;
  • Ajuda para as plantas captarem nutrientes e água mais profundamente no solo;
  • Controle do pulgão e da cochonilha;
  • Retirada do mau cheiro de estábulos, currais, chiqueiros e galinheiros.

O preparo do fermento crioulo ocorreu em três etapas. A primeira, realizada no mês de outubro, foi a coleta de todo o material necessário para o preparo, sendo eles: serrapilheira, açúcar, farelo, leite e água sem cloro.  Na primeira fermentação foram misturados todos os ingredientes sobre uma lona, umedecendo com leite e água até formar uma massa na mão (80% de umidade). Após, foi compactado a mistura dentro de sacos de silagem bem fechados para evitar a entrada de ar e animais.  Na segunda etapa foi feita a montagem de um biorreator simples, fabricado com uma caixa d’água.

A terceira etapa aconteceu no dia 20 de janeiro de 2022, com uma oficina no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Água Santa, onde a equipe técnica do CETAP explicou para os agricultores e agricultoras o passo a passo da produção do fermento crioulo, a fabricação do biorreator e demonstrou a segunda fermentação para finalizar o preparo do insumo. Nesse momento, foi adicionada água na caixa de agitação com o volume a ser multiplicado, o inóculo (fermento parte 1), mais açúcar e, após os ingredientes devidamente postos, ligou-se o sistema de aeração por 24 horas. Passado o período de multiplicação, o insumo fermento crioulo líquido pode ser armazenado em litros para a distribuição aos agricultores e agricultoras familiares de Água Santa.

O trabalho foi desenvolvido em conjunto pelo Sindicato de Trabalhadores Rurais – STR, Secretaria da Agricultura de Água Santa, Centro de Tecnologias Alternativas Populares – CETAP, Emater e Cooperativa Aguassantense de Apicultores – Coapi. O fermento crioulo será distribuído para as famílias que tiverem interesse em utilizar nas suas produções.

Fonte: Copyright Cetap - Centro de Tecnologias Alternativas Populares


segunda-feira, 30 de março de 2026

CONTROLE ECOLÓGICO DE FORMIGAS-CORTADEIRAS - receita



Resumo

O Assentamento Carlos Marighella, atualmente denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, vem aplicando práticas ecológicas alternativas, principalmente na produção de hortigranjeiros, há mais de 2 anos. Em uma área de 2 ha, são cultivadas diversas espécies de olerícolas, durante o ano todo, com assistência técnica do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.

Entre as práticas ecológicas utilizadas, destaca-se o controle ecológico de formigas-cortadeiras, cujas altas infestações na área destinada aos hortigranjeiros causavam sérios prejuízos, a ponto de inviabilizar os cultivos. As formigas-cortadeiras foram controladas nesta área sem a utilização de agrotóxicos e com baixo custo.

Atualmente, o assentamento está alcançando rendimentos plenamente satisfatórios na produção de hortaliças, pois houve melhoria nas condições físicas, químicas e biológicas do solo.

Palavras-Chave

Formigas-cortadeiras, hortigranjeiro, agroecologia, assentamento

Contexto

Na Fazenda Santa Marta, situada no Distrito Industrial do município de Santa Maria, distante 8 Km da sede, foi implantado pelo Gabinete de Reforma Agrária (GRA), em fevereiro de 2000, o Assentamento Carlos Marighella, também denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, e, inicialmente, chamado de Novo Tipo. A comunidade tem 25 famílias de assentados, que estiveram acampados aproximadamente durante três anos em diversos acampamentos, situados em distintos municípios do Estado. Estas famílias foram assentadas para trabalhar coletivamente, numa área total de 305 ha, onde cada uma tem uma fração de participação da terra de quatro por cento (4%).

As famílias foram para o Assentamento com o objetivo de produzir, ecologicamente, produtos agropecuários e hortigranjeiros, assim como agroindustrializar e comercializar os mesmos. As principais práticas ecológicas utilizadas pelas famílias assentadas, visando a melhoria da fertilidade do solo, foram adubações orgânicas (estercos), vermicompostagem, aplicações de caldas fungicidas, uso de plantas alelopáticas, plantas-armadilhas ou plantas-iscas, extratos vegetais, uso de biofertilizantes organominerais enriquecidos, como adubação foliar e uso de plantas recicladoras de nutrientes (adubos verdes), tanto da estação outono-inverno como de primavera-verão, cultivadas isoladas ou em consórcio com outras culturas.

Todavia, a área do Assentamento é caracterizada por um solo profundo, arenoso e de baixa fertilidade, altamente favorável a severas infestações de formigas-cortadeiras, que dificultavam e causavam sérios prejuízos, principalmente à produção ecológica de hortaliças. Este problema obrigou as famílias assentadas a buscar práticas alternativas. A adoção de práticas ecológicas no controle das formigas-cortadeiras trouxe ótimos benefícios às famílias assentadas, uma vez que elas não precisaram lançar mão de qualquer produto químico, obtendo bons rendimentos na produção de hortigranjeiros.

Descriçao da Experiência

O controle ecológico das formigas-cortadeiras pelas famílias assentadas da Comunidade Carlos Marighella, em áreas de cultivos agroecológicos de hortigranjeiros, teve início com a melhoria da fertilidade do solo e, após, com o uso de formicida ecológico, formulado com a mistura de plantas e minerais.

A fertilidade do solo foi melhorada, principalmente com o uso de adubações orgânicas (estercos de aves e bovinos e mais resíduos resultantes da produção de cogumelos comestíveis -champignons), numa quantidade de, no mínimo, 10 toneladas por hectare, incorporadas ao solo.

O formicida ecológico foi preparado através de uma mistura composta de folhas de gergelim e mamona, secas e moídas (essas plantas haviam sido plantadas na área pelas famílias assentadas), mais a cal virgem e o enxofre.

As quantidades usadas de cada componente desta mistura foram:

-200 g de folhas secas e moídas de gergelim

-1 Kg de folhas secas e moídas de mamona

-1 kg de cal virgem

-100 g de enxofre

A aplicação deste formicida ecológico foi feita por bombeamento, através de uma polvilhadeira manual (tipo bomba), nos olheiros principais.

Esta prática ecológica mostrou resultado satisfatório quando os olheiros secundários eram obstruídos. Do contrário, as formigas paralisavam suas atividades nos formigueiros onde estava sendo realizada a aplicação e, através dos olheiros secundários, migravam para outros locais. Desta forma, a infestação continuava em outros pontos da área.

Por isso, a mobilização das famílias de assentados na realização deste controle foi intensiva, já que as formigas estavam destruindo as hortaliças cultivadas. Outro formicida ecológico, também usado pela Comunidade Ecológica Carlos Marighella, foram folhas verdes de gergelim, durante a floração/frutificação, já que neste estágio a planta atrai as formigas-cortadeiras, que cortam e carregam suas folhas para os formigueiros, e, num período de 4 a 5 dias, cessam suas atividades, vindo a morrer. O uso deste formicida ecológico foi contínuo até o desaparecimento das formigas-cortadeiras na área da horta.

Todas essas práticas ecológicas realizadas pelas famílias desta Comunidade para o controle ecológico das formigas-cortadeiras (saúvas e quenquéns) foram acompanhadas pelo Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, que presta assistência técnica às famílias desde a implantação do assentamento.

Resultados

-Baixo custo de produção, pois as famílias não precisaram adquirir formicidas (agrotóxicos) em agropecuárias;

-Produção de alimentos limpos, isentos de produtos químicos, já que o formicida foi formulado à base de plantas cultivadas no Assentamento;

-A boa produtividade das diversas espécies de hortaliças cultivadas, que servem para o consumo das famílias, sendo o excedente comercializado em feiras de produtores, o que proporcionou a melhoria da geração de renda e a sustentabilidade das famílias, além da preservação do meio ambiente e da saúde dos assentados;

-Consolidação do objetivo desta Comunidade, de produzir somente produtos agroecológicos;

-Como a meta de controlar as formigas-cortadeiras nesta área, com estes formicidas ecológicos foi alcançada em 100%, isto estimulou o interesse dos assentados em avançar no controle das saúvas e quenquéns existentes no restante da área deste Assentamento.

-O uso do formicida ecológico, atualmente, vem sendo divulgado a outros agricultores e técnicos do município e de municípios vizinhos, através de visitas de assistência técnica, palestras, cursos, reuniões, seminários, demonstrações práticas e publicações educativas, além de visitas de técnicos e produtores ao Assentamento para verem o resultado alcançado e adotarem esta prática ecológica em suas propriedades.

Potencialidades e Limites

As famílias assentadas têm disponibilidade para receber visitas de produtores e técnicos na área de experimentação, na horta e nas demais áreas de cultivo do Assentamento.

Alguns assentados se dispõem a participar de eventos como reuniões, palestras, encontros/seminários, juntamente com os técnicos do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, para relatarem os resultados da referida experiência.

A pouca fertilidade do solo em alguns pontos da área total do assentamento, assim como a escassez de mão-de-obra, não permitem que as famílias possam realizar todas as práticas ecológicas a curto prazo, pois só para melhorar a fertilidade do solo são necessários cultivos para adubações verdes de outono-inverno e de primavera-verão além de rotações de culturas e aplicações de adubos orgânicos, como estercos animais.

Autores e Colaboradores

Autores



Engª Agrª Nubia Maria Vasconcellos Rosa - Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria

Técnico Agrícola Olímpio João Zatta – Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.



Colaboradores



Agricultores assentados da Comunidade Agroecológica Carlos Marighella. 

Bibliografia e Rede de Referências

Referências



-Sabedoria popular;

-Participação em cursos, encontros, seminários, fóruns e simpósios;

-Fundação Gaia.



Rede de Contatos



Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria

Fone: (55) 221 7961

E-mail: emsmara@emater.tche.br

Engº Agrº Nubia Maria Vasconcellos Rosa

E-mail: numarosa@zaz.com.br

Téc. Agr. Olímpio João Zatta

Fone: (55) 211 1554

Comunidade Agroecológica Carlos Marighella

Fone: (55) 9988 8003

sexta-feira, 27 de março de 2026

Agroecologia urbana: como um terreno ocioso virou oásis no ABC Paulista

 


No Bem Viver desta semana, conheça a Horta Urbana Motyrõ, em São Bernardo do Campo (SP). Localizada em um terreno da Transpetro, a iniciativa prova que a agroecologia urbana é uma ferramenta poderosa contra a insegurança alimentar e os impactos das mudanças climáticas nas metrópoles.

E tem mais... O que acontece quando o samba atravessa o planeta? A gente te mostra o Carnaval que brotou lá na China. Do extrativismo à comercialização: como o saber das quebradeiras de coco se renova e conquista novos mercados. A jornada de um menino em busca de si mesmo: o filme Narciso e o direito de sonhar. E tem ainda a chef Gema Soto ensinando a fazer um bolo delicioso com ora-pro-nobis. Assista aqui no YouTube do Brasil de Fato todo sábado às 13h30, compartilhe e se inscreva no canal: Brasil de Fato Acesse o nosso site para mais notícias: www.brasildefato.com.br
INSCREVA-SE em nosso canal:    / @brasildefato  

quarta-feira, 25 de março de 2026

A revolução da palha - Masanobu Fukuoka

Por: Joop Stoltenborg

O agricultor e filósofo japonês Masanobu Fukuoka revolucionou a agricultura.

Nas terras que ele planta não lavra o solo, não tira ervas da-ninhas, não usa agrotóxicos ou adubos químicos. Ele semeia arroz, cobrindo as sementes com palha da cultura anterior e colhe 6.000Kg por hectare ou mais.
Em seguida, semeia um cereal de inverno como aveia, centeio ou trigo, junto com trevo e colhe novamente 6.000 kg de cereais da mesma área. Ele consegue tirar 12.000kg de cereais por hectare sem adubo trazido de fora, está fazendo isso a 50 anos e a terra melhora cada vez mais.



Qual é o segredo?

1.Cobrir a terra sempre com palha antes ou depois da semeação.

2. Usar adubação verde, que no caso dele é o trevo que ajuda a tirar Nitrogênio do ar.

3. Não usar agrotóxicos restabelecendo o equilíbrio do solo e meio ambiente, e com isso não tem problemas com as pragas.

4. Plantar faixas de quebra vento.

O trabalho dele chamou a atenção no mundo todo e o livro “ One Straw Revolution” e “The natural way of farming” se espalhou no mundo.
Na Somália ajudou agricultores de modo que suas terras queimadas voltassem a ser campos verdes. Na Índia, o seu método de fazer agricultura com os meios mais simples abriu novamente perspectivas aos agricultores mais pobres. Na Tailândia e alguns países africanos, transformou pequenas regiões diversificadas em paisagens verdes, ricas em diversidade florestal. Em março de 98 começou na Gré-cia a primeira ação de reflorestamento na Europa.
Hoje com a idade de 86 anos recebeu o prêmio Magsasay (Prêmio Nobel da Paz no Extremo Oriente) pela sua contribuição para o bem da humanidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O SEGREDO COM CINZA FERMENTADA, FAZ AS PLANTAS DISPARAR NO CRESCIMENTO


Assim, para quem chegou agora, seja bem-vindo ao nosso canal e não se esqueça de se inscrever. Para Ajudar o canal, deixa o seu like e ative as notificações para não perder nenhuma novidade. Nosso Instagram: / arandapecuaria No mais, fique livre para comentar no vídeo. Até o próximo!!!!!!!!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Receita caseira para recuperar microbiota do solo - com MELAÇO, TERRA DE...


Você já ouviu falar em TMT — um recuperador de solo que usa até terra de bambuzal? Essa técnica sustentável vai além de nutrir a planta: ela ajuda a restaurar as características da microbiota do solo, aquele conjunto de microrganismos essenciais que garante estrutura, ciclagem de nutrientes e saúde da lavoura.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

O outro lado da Azolla - The other side of Azolla

      Azolla tem uma enorme importância na sustentabilidade da agricultura.




 DAL LAGO AMBIENTE
PROF. M.A. KHAN
Menor Default Larger

A explosão populacional repentina de uma planta aquática previamente desconhecido exóticas invasoras, Azolla, em águas temperadas, particularmente Dal Lago da Caxemira é um desenvolvimento muito recente ambiental. Gerando uma série de debates em vários círculos sobre a sua ocorrência, a ampla cobertura da flor Azolla na mídia impressa local, mas é natural. No entanto, ela está ganhando atenção ritual público durante o verão-outono correspondente à sua condição plena floração, mas esquecida durante o longo período de tempo Caxemira fria só para fazer manchetes novamente no verão seguinte! A planta aquática é condenado por seu caráter ofensivo. No entanto, o aspecto positivo de Azolla é negligenciado porque muito pouco é levado em domínio público sobre seus inúmeros atributos ambientais de outra forma. Nossa tentativa é focar o potencial de utilização múltipla da planta aquática invasora.
 
     A crescente preocupação ambiental, ea necessidade de sua conservação exige a aplicação de recursos renováveis ​​sustentáveis ​​e a utilização de Azolla tem um futuro promissor. A erva tem sido explorado em outros lugares para muitos de sua agricultura / qualidades ambientais. Natureza abençoou esta água-samambaia com diazotróficos simbionte que é usado como biofertilizante nitrogênio em campos de arroz. Como tal, a utilização potencial de amplo espectro de ervas daninhas a água, é bem reconhecido como biofertilizante na agricultura sustentável, na cultura do arroz. Sua aplicação ambiental inclui papel na fitorremediação, e controle de ervas daninhas e mosquitos. Além disso, sua importância como suplemento nutricional em pecuária, aquicultura, e em tecnologias de energia são bem reconhecidos notáveis ​​facetas aplicadas da erva aquática.

     Não há como negar o fato de que a ecologia de ecossistemas de água Caxemira está mudando rapidamente devido a uma miríade de fatores ambientais, principalmente antrópicas na natureza. De tarde, arquitetura vegetação macrofíticos começou a mudar, e geralmente considerada uma planta daninha aquática tropical, Eichornia sp. feito incursões em águas Caxemira. Mais recentemente, outro de plantas aquáticas, estranho e exótico pteridófitas água samambaia (Azolla sp) desconhecido, até agora, foi encontrada crescendo exuberantemente formação flor grande (esteiras) ao longo de vastas extensões de corpos d'água, incluindo Dal Lago. Como esperado, o fenômeno desencadeou um debate considerável na mídia local destacando os efeitos ambientais adversos da erva em ecologia aquática da Caxemira. No entanto, é pertinente mencionar que a água tem-samambaia multifacetadas qualidades positivas que vão de seu papel na melhoria do ambiente (através de fitorremediação) para fixação simbiótica de nitrogênio biológico benéfico para a agricultura a produtividade das culturas. A associação simbiótica de Azolla-Anabaena é de grande importância para o efeito devido a sua alta capacidade de fixação de taxa de nitrogênio. Apropriadamente denominada «mina de ouro verde", esta associação simbiótica continua a atrair a atenção dos trabalhadores de diversas pesquisas em casa e no exterior. Azolla é considerado um candidato promissor para a sua ampla aplicabilidade no cultivo de arroz, adubação verde, biofertilizantes, piscicultura, ração para aves, a produção de biogás e de alta energia (hidrogênio) de combustível, melhoria do ambiente (através de ervas daninhas fitorremediação, e controle de mosquito).
 
     Azolla é água doce, onipresente feto flutuante e ocorre em regiões tropicais, subtropicais e temperada-quente em todo o mundo. As espécies mais comuns de Azolla que ocorrem na Índia, A. pinnata, multiplica vegetativamente formando tapete verde sobre as águas, que muitas vezes torna-se avermelhada, devido ao acúmulo de pigmentos antocianinas. Há seis espécies documentados de Azolla caroliniana (A, A. nilotica, A. filiculoides, A. mexicana e A. pinnata). Entre estes, A. pinnata é a espécie mais comum encontrada na Índia. Ocorrência de Azolla sp na Caxemira águas do Himalaia vale é muito recente e não há registros anteriores estão disponíveis de sua presença aqui.

     Azolla tem uma enorme importância na sustentabilidade da agricultura. É um fato bem sabido que mais de metade da população mundial está dependente de arroz, que é uma fonte de 20% da energia global, por humano capita e 15% de proteína por habitante. Azola abriga o cyanobiont N2 fixação simbiótica (Anabaena azollae). A erva daninha com a sua Anabaena endossimbiótica fornece uma excelente e notável fenômeno fisiológico. Pesquisas realizadas na International Rice Research Institute (IRRI), nas Filipinas, mostram que Azolla-Anabaena fixa nitrogênio em taxas mais elevadas do que as leguminosas; 1100 kg de N por ano para Azolla-Anabaena contra 400 kg N por ano para as leguminosas. Na Índia, vários testes de campo realizados em cianobactérias em campos de arroz mostram que 1/3 do fertilizante nitrogenado recomendada pode ser conservada sem afetar a produtividade das culturas. É animador ver que em um estudo recente conduzido sob a égide de uma universidade distante (Pondicherry Univ.), Najar e Khan (2010) relatou a vermicompostagem de espécies invasoras Azolla pinnata com Eisenia fetida. O estudo indica que a vermicompostagem pode ser tecnologia eficaz para converter a ameaça de água-samambaia em produto de valor agregado como vermicomposto, que sendo rico em nutrientes podem ser utilizados na produtividade agrícola. Talvez, universidades agrícolas aqui precisa ter um taco de tal estudo, e explorar possibilidade de sua utilização.

        Além de aumentar a produção agrícola, Azolla tem sido explorado por inúmeros outros fins. Por exemplo, mostra utilidade biorremediação notável através da sua capacidade de concentração de metais pesados ​​e de nutrientes directamente a partir de poluentes ou de água de esgoto. A erva daninha com hiper-acumulação de capacidade é conhecida por ser uma opção ecologicamente correta para restaurar poluídas recursos aquáticos. Seu potencial de fitorremediação tem sido documentada por vários trabalhadores. Cultura mista de água-fern e lentilha (proporção de 1:2) foi encontrado para remoção de metais pesados ​​de efluentes industriais poluídos purificadoras que o tornem adequado para fins de agricultura. No entanto, esteira Azolla é responsável pela redução do teor de oxigênio nas águas, reduzindo a intensidade da luz, causando perda de biodiversidade.
 
       Azolla também é considerado para ser útil no controle do mosquito. A Azolla papel desempenha na prevenção de criação e surgimento de Anopheles sp. em corpos de água é através de seu crescimento prolífico formando uma capa grossa. Azolla microphylla é acreditado para causar redução de 90% das populações imaturas de Anopheles subpictus, pseudovishnui Culex e C.riaeniorhynchus. 


     Azolla encontra uso como um suplemento nutritivo no campo da criação de animais. Como forragem / feed, é valorizado em vista de conteúdos ricos de proteínas, aminoácidos essenciais, vitaminas, intermediários promotores de crescimento e minerais devido ao elevado teor de proteínas e baixo de lignina, pecuária digeri-lo facilmente. Azolla, rico em proteínas, tem sido explorada como uma alimentação animal no Vietnã desde 1960. Colheita Azolla é usado como forragem para bovinos e suínos em vários lugares da África, Sudeste Asiático e Índia. Relatos de sua utilização para outros animais; aves, caprinos, coelhos existem. A água-fern pode ser utilizado como um alimento ideal para o gado, peixes, porcos e aves de capoeira. É cultivada amplamente em países como China, Vietnã e Filipinas, mas ainda tem de ser tomada na Índia, em grande forma. Os produtores de leite no sul de Kerala e Kanyakumari começaram a ter-se a tecnologia de produção de baixo custo e espera-se que a tecnologia azolla será retomada mais amplamente pelos produtores de leite, em particular aqueles que têm terra muito pouco para a produção de forragem.

      Tentativas de pesquisa têm sido também feitos para avaliar o desempenho de Azolla como ingrediente alimentar na ração de frangos de corte. Os recentes esforços iniciados na Faculdade de veterinário. Sci (SKUAST-K) com o trabalho de pesquisa por Humaira Ashraf (2011) precisa de ser mais alargado e explorado. Refeição Azolla Acredita-se que não têm qualquer efeito prejudicial sobre a palatabilidade de uma ração.
 
     Outro campo promissor de sua aplicação é na piscicultura. Na China, um sistema de cultura de arroz Azolla peixe rendeu bons resultados. A eficiência do sistema mostraram que a recuperação de 27% de azoto por Azolla peixe e 23%, em arroz, com 35% sendo incorporados no solo e floodwater (15% de perda). Os estudos de pesquisa sobre Azolla pinnata como um gerador de biogás revelou que a lama resultante do processo de digestão foi fertilizante adequado para criação de peixes. Os resultados da pesquisa sobre o uso de Azolla microphylla para produzir a baixo custo rações para a tilápia do onívoro-phytoplanktonophagous têm sido promissores. Os resultados mostraram que todos os níveis de dieta com incorporado refeição Azolla apresentaram ganho de peso, indicando que Azolla em boa combinação com produtos locais pode ser utilizado para promover o desenvolvimento da cultura de peixe. Aos trabalhos experimentais realizados em meados de colina condições de Meghalaya, Índia, concluiu que a utilização de Azolla orgânica através de carpa capim é uma das melhores opções para a produção de biomassa de peixes.

     Azolla utilização na produção de biogás é considerado um campo promissor de pesquisa. Mix (0,4: 1) de Azolla pinnata resíduo e estrume de vaca é relatado para resultar em maior produção de gás metano, em comparação com o estrume de vaca sozinho. A pesquisa muito recente Dipu e colaboradores (2011) demonstraram que as combinações (1: 1) com plantas em Typha, Eichornia e Azolla resultou em uma maior produção de biogás do que a lama de esterco de vaca controle. Azolla está também implicada na produção de hidrogénio, um de alta energia e de combustível não poluente. Vários trabalhadores de todo o mundo, incluindo a Índia, estão a prosseguir a investigação sobre fotoprodução hidrogênio por Azolla e Anabaena azollae. Mais pesquisas para explorar a possibilidade de utilização de Azolla em tecnologias limpas é a necessidade da hora.

     Responsabilidade especial cai em Lagos e Autoridade Hidrovias (LAWDA), o guardião do lago Dal. É tempo de que LAWDA acorda e desenvolve científica necessária infra-estrutura para a diversificação de suas atividades dando a devida atenção ao papel crucial e bem merecida competentes / qualificado limnologists para a realização de abordagem de pesquisa significativa inovador para tratar infestação de plantas aquáticas na Caxemira águas e resolver o problema em eco-friendly maneira.

            Concluindo, não obstante o caráter odioso de Azolla, a pesquisa básica e aplicada integrado exige uma atenção séria para a utilização da erva em áreas diversificadas, incluindo a sua exploração agrícola, pecuária, bioindústria, e mais importante de gestão ambiental. A presença de Azolla na Caxemira sistemas aquáticos é bastante recente, e as causas plausíveis para a invasão alienígena planta Azolla e sua subsequente estabelecimento rápido em habitats de água Caxemira são tímidas. No entanto, a ocorrência da água-samambaia na Caxemira proporciona uma excelente oportunidade para os pesquisadores, e deve estimular os esforços de colaboração entre várias instituições acadêmicas / organizações de investigação particularmente universidades agrícolas de explorar esta "mina de ouro verde" para o benefício da humanidade. Vamos evitar o pessimismo, e ser otimista de que os bairros relevantes (particularmente LAWDA) assumir este desafio e explorar possibilidades científicas de sua utilização benéfica para otimista vê a rosa e não seus espinhos, os olhares pessimistas nos espinhos, esquecido da rosa.

Dr. MA Khan, ex-companheiro da UNESCO (Univ. de Viena) e membro do corpo docente em KU e SKUAST-K (Environ. Sci.), Atualmente ensina 'Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ", da Universidade Central da Caxemira. Feedback em ma_khan16@yahoo.co.in
 
The other side of Azolla

The positive aspect of Azolla is overlooked because very little is brought in public domain about its otherwise numerous environmental attributes

DAL LAKE ENVIRONMENT

PROF. M.A. KHAN

The sudden population outburst of a previously unknown invasive alien aquatic plant, Azolla, in temperate waters, particularly Dal Lake of Kashmir is a very recent environmental development. Generating a spate of debate in various circles on its occurrence, the wide coverage of the Azolla bloom in local print media is but natural. However, it is gaining ritual public attention during summer-autumn corresponding to its full bloom condition, but forgotten during the long spell of chilly Kashmir weather only to make headlines again in the following summer! The aquatic weed is condemned for its obnoxious character. However, the positive aspect of Azolla is overlooked because very little is brought in public domain about its otherwise numerous environmental attributes. This write-up attempts to focus on the multiple utilization potential of this invasive aquatic weed.          
     The growing environmental concern, and need for its conservation necessitates the application of renewable sustainable resources, and utilization of Azolla holds a promising future. The weed has been exploited elsewhere for many of its agriculture/environmental qualities. Nature has blessed this water-fern with diazotroph symbiont which finds use as nitrogen biofertilizer in paddy fields. As such, the wide spectrum potential use of the aquatic weed is well recognized as biofertilizer in sustainable agriculture, in rice cultivation. Its environmental application includes role in phytoremediation, and control of weeds and mosquitoes. Further, its importance as nutritional supplement in animal husbandry, aquaculture, and in energy technologies are well recognized remarkable applied facets of the aquatic weed.      
     There is no denying the fact that the ecology of Kashmir water ecosystems is fast changing due to myriad environmental factors, mostly anthropogenic in nature. Of late, macrophytic vegetation architecture started changing, and usually considered a tropical aquatic weed, Eichornia sp. made inroads in Kashmir waters. More recently, another aquatic weed, alien and exotic pteridophyte water-fern (Azolla sp), hitherto unknown, was found growing luxuriantly forming massive bloom (mats) over vast expanses of water bodies including Dal Lake. As expected, the phenomenon triggered considerable debate in the local media highlighting adverse environmental effects of the weed on aquatic ecology of Kashmir.  However, it is pertinent to mention that the water-fern has multi-faceted positive qualities ranging from its role in environment improvement (via phytoremediation) to symbiotic biological nitrogen fixation beneficial for agriculture crop productivity. The symbiotic association of Azolla-Anabaena is of great significance to this effect due to its high rate nitrogen fixation ability. Aptly referred to as ‘green gold mine’, this symbiotic association continues to attract the attention of several research workers at home and abroad. Azolla is regarded a  promising candidate for its wider applicability in  rice cultivation, green manure, biofertilizers, fish culture, poultry feed, biogas production and high energy (hydrogen) fuel, environment improvement (via phytoremediation , weed and mosquito control).
     Azolla is ubiquitous, floating freshwater fern and occurs in tropical, subtropical and warm-temperate regions throughout the world. The common species of Azolla occurring in India, A. pinnata,  multiplies vegetatively forming green mat over waters which often becomes reddish due to accumulation of anthocyanin pigments. There are six documented species of Azolla (A caroliniana, A. nilotica, A. filiculoides, A. mexicana and A. pinnata). Amongst these, A. pinnata is the most common species found in India. Occurrence of Azolla sp in Kashmir waters of Himalayan valley is quite recent and no earlier records are available of its presence here.
     Azolla has tremendous importance in agriculture sustainability. It is a well known fact that more than half the world population is dependent on rice, which is a source of 20 % of global human per capita energy and 15 % of per capita protein. Azola harbours the symbiotic N2- fixing cyanobiont (Anabaena azollae). The weed with its endosymbiotic Anabaena provides an excellent and outstanding physiological phenomenon.  Research studies conducted at International Rice Research Institute (IRRI), Philippines, show that Azolla-Anabaena fixes nitrogen at higher rates than legumes; 1100 N kg per year for Azolla-Anabaena against 400 N kg per year for legumes. In India, numerous field trials conducted on cyanobacterial in rice fields show that 1/3 of the recommended nitrogen fertilizer could be conserved without affecting crop productivity. It is heartening to see that in a recent study conducted under the aegis of a distant university (Pondicherry Univ.), Najar and Khan (2010) reported on vermicomposting of invasive species Azolla pinnata with Eisenia fetida. The study indicates that vermicomposting   can be effective technology to convert the menace of water-fern into value-added product like vermicompost which being rich in nutrients can be used in crop productivity. Perhaps, farm universities here need to take a cue from such a study, and explore possibility of its utilization.
        Besides boosting agriculture production, Azolla has been exploited for numerous other purposes. For example, it shows remarkable bioremediation utility through its ability to concentrate heavy metals and nutrients directly from pollutants or sewage water. The weed with hyper-accumulating ability is known to be an environmentally friendly option to restore polluted aquatic resources.  Its phytoremediation potential has been documented by various workers. Mixed culture of the water-fern and duckweed ( ratio 1:2) has been found to remove heavy metals purifying polluted industrial effluents rendering it suitable for agriculture purposes.  However, Azolla mat is responsible for reducing the oxygen content in waters by reducing the light intensity causing loss of biodiversity. 
       Azolla is also considered to be helpful in controlling mosquito. The role Azolla plays in the prevention of breeding and emergence of Anopheles sp. in water bodies is through its prolific growth forming a thick cover. Azolla microphylla  is believed to cause 90% reduction of immature populations of Anopheles subpictus, Culex pseudovishnui and C.riaeniorhynchus.
     Azolla finds use as a nutritional supplement in the field of animal husbandry. As a fodder/feed, it is valued in view of rich contents of proteins, essential amino acids, vitamins, growth promoting intermediaries and minerals owing to high protein content and low lignin, livestock digest it easily.  Azolla, rich in proteins, has been exploited as an animal feed in Vietnam since 1960s. Azolla harvest is used as fodder for cattle and pigs in several places in Africa, Southeast Asia and India. Reports of its utilization for other animals; poultry, goats, rabbit do exist. The water-fern can be used as an ideal feed for cattle, fish, pigs and poultry. It is cultivated widely in countries like China, Vietnam, and the Philippines, but has yet to be taken up in India, in a big way. Dairy farmers in South Kerala and Kanyakumari have started to take up the low cost production technology and it is hoped that the azolla technology will be taken up more widely by dairy farmers, in particular those who have too little land for fodder production.
      Research attempts have been also made to evaluate the performance of Azolla as a feed ingredient in broiler ration.  Recent efforts initiated at Faculty of Vet. Sci (SKUAST-K) with research work by Humaira Ashraf (2011) need to be further widened and explored. Azolla meal is believed to have no deleterious effect on the palatability of broiler diet.
     Another promising field of its application is in pisciculture.  In China, a rice-Azolla-fish culture system yielded successful results. The efficiency of the system showed that 27% recovery of Azolla nitrogen by fish and 23% by rice, with 35% getting incorporated in to soil and floodwater (15% loss). The research studies on Azolla pinnata as a biogas generator revealed that the resulting digested slurry from the process was suitable fertilizer for fish pond.  Research findings on the use of Azolla microphylla to produce low-cost feeds for the omnivorous-phytoplanktonophagous tilapia have been promising. The results showed that all diet levels with incorporated Azolla meal exhibited weight gain indicating that Azolla in good combination with local products can be used to promote fish culture development. The experimental works conducted under mid-hill conditions of Meghalaya, India, concluded that the utilization of organic Azolla through grass carp is one of the best options for production of fish biomass.
     Azolla utilization in biogas production is considered a promising field of research. Mix (0.4 : 1) of Azolla  pinnata residue and cow dung is reported to result in higher methane gas production as compared to cow dung alone. Very recent research by Dipu and co-workers (2011) showed that combinations (1 : 1) with plants in Typha, Eichornia and Azolla yielded higher biogas production than the control cow dung slurry. Azolla is also implicated in the production of hydrogen, a high energy and non-polluting fuel. Several workers throughout the world, including India , are pursuing the research on hydrogen photoproduction by Azolla and Anabaena azollae. Further research to explore the possibility of use of Azolla in clean technologies is the need of the hour.
     Special responsibility falls on Lakes and Waterways Authority (LAWDA), the custodian of Dal Lake. It is high time that LAWDA wakes up and develops necessary scientific infra-structure  for diversification of its activities giving due attention to the crucial and well-deserved role of competent/qualified limnologists for undertaking meaningful innovative research approach to address aquatic weed infestation in Kashmir waters and tackle the problem in eco-friendly manner.
            Concluding, notwithstanding the obnoxious character of Azolla, the integrated basic and applied research needs serious attention for utilization of the weed in diversified fields including its exploitation in agriculture, animal husbandry, bioindustry, and more importantly environmental management. The presence of Azolla in Kashmir aquatic systems is quite recent, and the plausible causes for the alien Azolla plant invasion and its subsequent rapid establishment in Kashmir water habitats are elusive. However, occurrence of the water-fern in Kashmir provides an excellent opportunity to researchers, and should stimulate collaborative efforts among various academic institutions/ research organizations particularly farm universities to exploit this ‘green gold mine’ for the benefit of mankind. Let us shun pessimism, and be optimistic that the relevant quarters (particularly LAWDA) take up this challenge and explore scientific possibilities of its beneficial utilization for optimist sees the rose and not its thorns, the pessimist stares at the thorns, oblivious of the rose.

Dr. M. A. Khan, formerly UNESCO Fellow (Univ. Vienna) and faculty member at KU and SKUAST-K (Environ. Sci.), presently teaches ‘Environment and Sustainable Development’ at the Central                  University of Kashmir. Feedback at ma_khan16@yahoo.co.in
http://www.greaterkashmir.com/news/2012/Oct/4/the-other-side-of-azolla-47.asp

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Usos da Água de Vidro, Tião 2018 SP - UM IMPORTANTE PROTETOR DAS PLANTAS


ÁGUA DE VIDRO – UM IMPORTANTE PROTETOR DAS PLANTAS 

O programa Comida boa na mesa traz dicas técnicas e o faça você  mesmo, promovendo a agroecologia e um mundo melhor e sustentável.  É produzido pelo Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia,  o CAPA, integrado à Fundação Luterana de Diaconia e vinculado à  Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

  A atenção maior na produção agroecológica deve ser o cuidado com a vida de nosso solo, pois solo saudável gera alimentos saudáveis. Existem formas de evitar e corrigir ocorrências de insetos indesejáveis e doenças em nossas lavouras. O tema de hoje é o preparo e forma de uso da água de vidro, um importante protetor de plantas, de fácil acesso e produção caseira. Água de vidro é o nome popular dado a um produto à base de silicatos solúveis, compostos de silício.

 Os silicatos são abundantes no planeta, e estão presentes em cristais, rochas e chifres de animais. Podem ser preparados de várias formas, mas apenas os silicatos solúveis são facilmente utilizados na agricultura. O produto é um importante protetor das plantas contra o desenvolvimento de doenças fúngicas e bacterianas, fortalecendo a epiderme da folha e ajudando contra insetos picadores. Também é utilizada para amenizar situações de estresse ambiental, em condições de excesso de chuvas, e também em condição de seca por evitar a perda de umidade. Para evitar danos na formação de geadas nas hortaliças e frutas, fazer uma aplicação de três a quatro horas antes da formação da geada. 

É notável o aspecto e conservação das plantas tratadas com a água de vidro. A melhor forma de prepará-la é com cinzas, e a melhor cinza a ser usada é a de casca de arroz. A palha da casca de arroz possui mais de 90% de compostos de sílicio. Também plantas como a cavalinha e o picão possuem bastante silício.

 Depois de obter a cinza, misture uma parte de cal viva ou apagada para cada quatro partes de cinza. Depois, coloque mais cinco partes de água quente, e mexa até formar gel de silício, que é totalmente solúvel. Depois de pronto, acrescentar no gel 95 partes de água fria, obtendo a água de vidro. Coe a mistura ou deixe em um frasco, para decantar os grãos da cinza, e use somente a água que fica na parte superior. Não guarde em garrafas PET ou outros plásticos, pois o produto é corrosivo. Misture 200 ml de água de vidro para cada 20 litros de calda para pulverização. Pode ser aplicada de forma preventiva sobre as plantas, de forma a fortalecer as folhas e o seu metabolismo.

 A aplicação deve ser preferencialmente à noite.

 Conheça mais sobre o CAPA em www.capa.org.br 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Revitalize solo morto com estas 10 plantas - sem necessidade de produtos...




O solo do seu jardim está sem vida, compactado ou sem nutrientes? Você não precisa de fertilizantes sintéticos. Neste episódio, revelamos 10 plantas poderosas que naturalmente curam e reconstroem a saúde do solo, usando métodos comprovados por agricultores indígenas, agricultores romanos e produtores tradicionais do mundo todo.

Essas plantas revitalizadoras do solo trabalham profundamente no subsolo para liberar nutrientes, melhorar a drenagem, atrair polinizadores, interromper a erosão e aumentar a fertilidade a longo prazo. Seja em solo argiloso, arenoso ou carente de nutrientes, esses aliados botânicos são sua melhor defesa, e muitos são fáceis de cultivar em casa. Cada planta nesta lista é respaldada pela ciência, história e uso no mundo real, desde o poderoso daikon até fixadores de nitrogênio como o tremoço, o trevo e a ervilhaca. Este é um conhecimento essencial para jardineiros, proprietários rurais, fãs da permacultura e qualquer pessoa que esteja construindo a resiliência do solo em um mundo em transformação. 📺 Capítulos de vídeo;
00:00 | Introdução
Solo morto pode se curar, estas 10 plantas comprovam isso.

00:48 | Trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum)
Cultura de cobertura de crescimento rápido que sufoca ervas daninhas e enriquece o solo em apenas 30 dias.

02:32 | Tremoço (Lupinus spp.)
Flores altas que fixam nitrogênio e rompem o solo compactado com raízes profundas.

04:37 | Trevo (Trifolium spp.)
A antiga planta básica da agricultura que nutre o solo enquanto o protege da erosão.

06:45 | Alfafa (Medicago sativa)
Com raízes que se estendem por 4,5 metros de profundidade, esta planta constrói canais no solo e fertilidade natural.

08:33 | Confrei (Symphytum officinale)
O acumulador de nutrientes definitivo, as folhas alimentam o composto, as raízes liberam minerais.

10:27 | Rabanete Daikon (Raphanus sativus var. longipinnatus)
A escavadeira subterrânea da natureza que quebra solos duros e transporta nutrientes.

12:23 | Girassóis (Helianthus annuus)
Suas raízes imponentes perfuram profundamente, melhoram a lavoura e nutrem os polinizadores.

14:37 | Ervilhaca (Vicia sativa / Vicia villosa)
Uma leguminosa furtiva que cobre o solo e silenciosamente acumula reservas de nitrogênio.

16:40 | Folhas de Mostarda (Brassica juncea)
Adubo verde natural que repele pragas e melhora rapidamente a estrutura do solo.

19:05 | Chicória (Cichorium intybus)
Resistente e com raízes profundas, ela ara a terra compactada, reduzindo a erosão.

Quer construir um solo saudável e duradouro sem produtos químicos ou ferramentas caras? Comece a plantar de forma mais inteligente, sem esforço, e deixe a natureza fazer o trabalho. Inscreva-se para mais informações sobre jardinagem regenerativa, métodos agrícolas ancestrais e sabedoria vegetal esquecida.

Postagem em destaque

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?   ...

Mais visitadas no último mês