quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

O capim elefante (Pennisetum purpureum) é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais!!

 

Bom dia! Neste carrinho de mão, podem ver algumas mudas de capim elefante (Pennisetum purpureum) que coletei no sítio em montenegro. 

São para revenda a clientes interessados em estabelecer esta espécie , como quebra-vento ou pastagem em produção olerícula.


Capim-elefante é o nome popular de uma planta, da  família das Poáceas (VIDE), também chamado de erva-de- elefante e capim-napier.
O nome científico do capim-elefante é: Pennisetum Purpureum.
O capim elefante é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, fácil adaptação aos diversos ecossistemas e boa aceitação pelos animais, sendo largamente utilizado na alimentação de rebanhos leiteiros sob as formas de pastejo, feno e silagem. É também a forrageira mais indicada para a formação de capineiras, para corte e fornecimento de forragem verde picada no cocho, pois, além de uma elevada produtividade, apresenta as vantagens de propiciar maior aproveitamento da forragem produzida e redução de perdas no campo.
Existem diversas cultivares de capim elefante sendo utilizadas para corte e fornecimento no cocho, mas tanto a produtividade como a qualidade da forragem estão mais relacionadas com o manejo do que com a cultivar utilizada. Os resultados obtidos em termos de produção de leite são bastante variáveis. Isso é causado, quase sempre, pela utilização de forragem com diferentes idades e que apresentam valores nutritivos variáveis, afetando, conseqüentemente o consumo diário dos animais. A rápida perda de qualidade decorrente do aumento da idade da planta é um fator observado no capim elefante e na maioria das forrageiras tropicais.
Entre as preferidas para corte em propriedades leiteiras pode-se citar a variedades mineiro, napier, taiwan, cameroon e cultivar roxo, com plantas que apresentam diferentes tipos morfológicos. Os produtores têm usado características individuais da planta para orientar a melhor forma de uso das cultivares. O custo de formação, características produtivas e adaptação ambiental das cultivares disponíveis são referências importantes para orientar a escolha. Cultivares com predominância de perfilhos basais são as mais indicadas para uso em capineiras. Poucas são as cultivares para uso específico sob pastejo, constituindo exemplos a pioneiro e a mott.
Considerando o problema de estacionalidade, sugere-se o uso de cultivares de florescimento tardio, cujo fenômeno está relacionado com melhor distribuição da produção de forragem ao longo do ano. As demais são de duplo propósito.  Várias pesquisas em que se utilizou capim elefante sob pastejo, foram desenvolvidas pela Embrapa-Gado de Leite. Foram avaliados os efeitos de períodos de ocupação da pastagem de um, três e cinco dias, sobre a produção de leite, com 30 dias de descanso do pasto. Constatou-se que embora ocorram variações diárias na produção de leite nos três períodos de ocupação num mesmo piquete, isso não afeta a produção média por animal e por área. As produções anuais de leite atingiram 14.568, 14.448 e 14.352 kg/ha para um, três e cinco dias de ocupação, respectivamente.
Com o pastejo de um dia por piquete, a produção de leite é mais uniforme, pois nessas condições a variação na qualidade da forragem disponível é minimizada. Entretanto, essa prática exige um grande número de piquetes. Por outro lado, quando um piquete é utilizado por mais de um dia, a qualidade, a disponibilidade e a ingestão de forragem é maior no primeiro dia e menor no último. Nesse caso, a seletividade animal é exercida, tendo como conseqüência uma maior oscilação na produção de leite. Considerando a economia em cercas, facilidade de manejo e a baixa oscilação da produção de leite por animal, recomenda-se utilizar três dias de pastejo com trinta dias de descanso, em pastagem de capim elefante.
Porque capim elefante?
O capim elefante é uma gramínea de alta produtividade (de 30 a 82 t de massa seca por ha/a) e ciclo curto. A primeira colheita pode ser feita 6 meses após o plantio, possibilitando assim 2 cortes anuais. Por ser uma planta com metabolismo fotossintético C4, assimila mais eficientemente o carbono e assim torna-se uma alternativa atrativa para os projetos de MDL. Por causa da alta produtividade requer áreas menores, baixando o investimento em terras.
Quais são as aplicações do capim elefante?
A gama de aplicações do capim elefante é bastante extensa. Pode ser usado em combustão direta em cerâmicas, pizzarias, padarias, etc, queimado em forma de pellets e/ou briquetes para aquecimento domiciliar, distrital, para geração de energia térmica ou elétrica e para outros usos industriais e agrícolas que requeiram calor, como secagem, entre inúmeros outros.
Serve de matéria prima para carvão e pré carvão vegetal, em pó ou briquetado para siderurgia, metalurgia de ferrosos e não ferrosos. O bagaço também pode ser utilizado na indústria de papel e celulose, painéis automotivos, industriais, para escritórios e residenciais.

Pode ser utilizado em tratamentos de esgoto domiciliar (Sabesp) e futuramente será matéria prima para combustíveis líquidos (etanol de segunda geração via hidrólise enzimática, ácida ou mista).
Dado seu alto teor nutritivo (dependendo do conteúdo de N ou de proteína vegetal), é usado como alimento para gado e outros animais.
Pode ser usado também em biopolímeros, para produção de partes automotivas, como painéis de automóveis, bancos e forros por exemplo.
Em relação a Credito de Carbono
O capim-elefante é uma gramínea perene natural da África introduzida no Brasil por volta de 1920.   A cultura de capim é altamente eficiente na fixação de CO2 (gás carbônico) atmosférico durante o processo de fotossíntese para a produção de biomassa vegetal.
Na biomassa vegetal do capim elefante o teor de carbono é aproximadamente 42%, na base de matéria seca. Assim, uma produção média de biomassa seca de capim elefante de 40 t/ha/ano, acumularia um total de 16,8 toneladas de carbono/ha/ano.  Pode-se estimar que uma empresa com 100 ha de capim elefante seqüestraria o equivalente a 1.680 toneladas de CO2/ano e poderia captar cerca de US$ 4.200,00 a cada ano somente por este como credito de carbono.
Por ser uma espécie de rápido crescimento e de alta produção de biomassa vegetal, o capim apresenta um alto potencial para uso como fonte alternativa de energia. A  produção pode chegar a 45/60 toneladas/hectare/ano, o que  é muito maior do que a floresta de eucalipto, além de possibilitar apenas uma  colheita anual, enquanto o capim elefante possibilita até quatro colheitas  anuais.

            www.carbonovo.com
            www.capimelefante.org

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

BRINCOS-DE-PRINCESA, FLORES MAJESTOSAS

Fonte:http://revistajardins.pt/brincos-de-princesa-flores-majestosas/

brincos-de-princesa
As fúchsias, vulgarmente conhecidas por brincos-de-princesa, são plantas especiais com uma grande diversidade de formas e cores, destacando-se pela beleza e originalidade das suas flores. As espécies do género Fuchsia mais utilizadas como plantas ornamentais são cultivares híbridos originários da América do Sul, podem ter diferentes portes, rasteiros, pendentes ou mais eretos.
As flores, geralmente com dois tons de rosa diferentes, podem ser simples, semidobradas ou dobradas. As espécies comercializadas em Portugal raramente ultrapassam 1,5 m de altura e são sobretudo pequenos arbustos de folha semicaduca, perdendo parte da folhagem com o frio do inverno.

Plantação

São plantas delicadas que requerem meia-sombra. O ideal será um local fresco, arejado e protegido do sol da tarde, sobretudo nos meses de verão. Os solos devem ser férteis e bem drenados. A propagação é fácil através de estacaria. Escolha uma ponta de um rebento novo com cerca de 10 cm e sem flores, remova as folhas do último nó de baixo e plante num pequeno vaso com um bom substrato.
brincos-de-princesa

Utilização

São perfeitos para terraços e varandas, quer seja num cesto ou vaso de pendurar, quer seja numa floreira ou canteiro. No jardim terá capacidade para crescer um pouco mais.

Manutenção

A quantidade de água administrada é muito importante para conseguir manter os seus brincos-de-princesa densos e floridos durante toda a temporada. As regas devem ser regulares, mantendo sempre o substrato fresco e húmido. Nunca deve deixar encharcar para não apodrecer as raízes. Uma fertilização quinzenal durante os períodos de floração é essencial para a vitalidade e saúde da planta e para a continuada profusão das suas flores.
A poda de manutenção no fim do inverno proporcionará o crescimento de novos rebentos com muita flor — corte todos os troncos até cerca de 30 cm de altura imediatamente a seguir a um par de gomos. Atenção ao pulgão e à mosca branca, porque são pragas que surgem no verão, principalmente em locais menos arejados.
Curiosidade
Existem de tal modo verdadeiros apaixonados por estas plantas que as associações dos amantes de fúchsias proliferam um pouco por todo o mundo.

Tome nota

Nome vulgar Brincos-de-princesa
Nome científico Fuchsia hybrida
Particularidade As suas belas flores originais e coloridas
Local de Plantação Meia-sombra, protegida do sol da tarde
Tipo de solos Solos férteis e bem drenados
Utilização Planta indicada para cestos suspensos, vasos ou para o jardim
Fotos: Thinkstock

Iinovação e sustentabilidade no agro catarinense!!!!

 

fonte : jornal de floripa

Macroalgas e aquicultura transformam o agro catarinense com inovação e sustentabilidade

Biofertilizantes naturais impulsionam a produção agrícola, enquanto o cultivo de peixes em cavas reaproveitadas redefine a piscicultura no Estado – Foto: Divulgação

O agronegócio é um dos pilares de Santa Catarina, contribuindo com 30% do PIB do Estado. Entre as atividades em expansão, destaque para a criação de tilápias em cavas e o cultivo de macroalgas, que estão transformando o setor. Antes limitadas às águas, as macroalgas agora ganham protagonismo na produção agrícola, impulsionando colheitas e abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento do agro catarinense.

Uma cadeia produtiva em constante evolução. O que antes era apenas uma promessa agora se torna realidade: as macroalgas conquistam espaço e melhoram a produção agrícola em Santa Catarina.

Do mar para o campo, elas se destacam como biofertilizantes 100% naturais, revolucionando a agricultura catarinense. Em São Pedro de Alcântara, a 35 km da capital, essa inovação já está criando raízes. Os resultados aparecem tanto no solo quanto na economia local, com produtores adotando novas tecnologias e aumentando a produtividade a cada safra.

Os benefícios das macroalgas

A macroalga não apenas fortalece as plantas, mas também reduz custos e aumenta a eficiência da produção agrícola. Além disso, contribui para a durabilidade dos alimentos: produtos como alface, que muitas vezes chegam ao mercado e se deterioram rapidamente, passam a ter um aumento de três a quatro dias no tempo de prateleira.

O biofertilizante produzido a partir da macroalga pode ser até três vezes mais econômico em comparação a produtos biológicos convencionais. Essa inovação atende à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais seguros e em conformidade com padrões de qualidade.

A validação do extrato em diferentes culturas do agronegócio catarinense foi a primeira etapa desse processo. Registrado no Ministério da Agricultura como fertilizante orgânico, o produto conta com protocolos de aplicação ajustados às necessidades específicas de cada cultura, garantindo maior eficiência e rendimento.

Com isso, a principal intenção é elevar a produtividade no campo, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores finais, que recebem alimentos de melhor qualidade e com maior segurança alimentar.

Pesquisas da Epagri demonstraram que a macroalga Kappaphycus alvarezii desempenha um papel significativo na captura de dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para o combate ao efeito estufa. Com a expansão das fazendas marinhas em Santa Catarina, estima-se que o cultivo seja capaz de sequestrar mais de 2.500 toneladas de carbono por ano. Atualmente, mais de 50 produtores no Estado já aderiram a essa iniciativa, reforçando seu potencial ambiental e econômico.

Um dos grandes desafios dessa atividade tem sido o desenvolvimento de maquinários para o beneficiamento, especialmente diante do aumento da demanda. Enquanto isso, o plantio das mudas para a nova safra já está em andamento, consolidando uma revolução verde que conecta o mar e a terra em uma cadeia produtiva sustentável.

Esse modelo pode ser um diferencial estratégico para o agronegócio catarinense, que se caracteriza pela agricultura familiar em pequenas propriedades. Com acesso a um produto de custo mais baixo, os produtores conseguem aumentar a rentabilidade, reduzir despesas e ampliar a produção, impulsionando o desenvolvimento econômico.

Além disso, essa integração de macroalgas e ciência está construindo um futuro promissor, com alimentos mais saudáveis, resistentes e de maior qualidade, beneficiando tanto o mercado quanto os consumidores.

Inovação sustentável na alimentação de peixes

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica. Essa abordagem melhora a saúde dos peixes, otimiza a produção, reduz a dependência de rações tradicionais e minimiza os impactos ambientais.

A inclusão de dietas alternativas à base de macroalgas na alimentação de tainhas está revolucionando a aquicultura, oferecendo uma solução mais sustentável e econômica – Foto: Divulgação

Em tubos de ensaio, entre pós finos e cristais de sal, a macroalga Kappaphycus alvarezii demonstra todo o seu potencial inovador para o setor. No laboratório de análise fisicoquímica do Labcal, localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC, no Centro de Ciências Agrárias, o mar se transforma em ciência e inovação.

Sob a liderança do professor Giustino Tribuzi, o laboratório se dedica a explorar como cada extração de substâncias abre caminho para novos produtos e alimentos mais saudáveis. O professor destaca que todo alimento que chega à mesa do consumidor precisa ser seguro. Por isso, há anos o trabalho do grupo se concentra em avaliar a segurança dos alimentos, além de propor e sugerir métodos eficazes de higienização e sanificação, garantindo que eles ofereçam benefícios reais ao consumidor final.

Os pesquisadores investigam o grande potencial da macroalga, rica em carragena, antioxidantes e sais minerais, compostos que podem revolucionar várias indústrias. O primeiro produto extraído da alga foi um biofertilizante, mas também existe um subproduto, com alto teor de carragena, antioxidantes e pigmentos, que se destaca como um ingrediente promissor para a indústria alimentícia.

A cada estudo, novos potenciais da macroalga são revelados, mostrando sua estrutura firme e ao mesmo tempo elástica. No laboratório de piscicultura marinha da UFSC, que é pioneiro mundial na reprodução completa da tainha em cativeiro, a macroalga foi incorporada à dieta dos peixes nos últimos 60 dias de cultivo. O resultado foi um impressionante aumento de 20% no peso das tainhas.

Caio Magnotti, do Laboratório de Piscicultura Marinha da UFSC, explica que o uso da macroalga no cultivo de tainhas pode resultar em um ganho de crescimento de 10 a 15% para os peixes, utilizando um recurso que, de outra forma, seria descartado.

Isso não só gera economia em ração, como também torna o processo de cultivo mais eficiente do ponto de vista energético e econômico. Além disso, é possível observar melhorias na qualidade da carne do peixe, com um aumento nos níveis de ômega-3 e ômega-6, substâncias que agregam valor ao filé e contribuem para a saúde da população.

Santa Catarina lidera a produção de tainha no Brasil, mas as grandes oportunidades estão no domínio completo do ciclo de vida da espécie em cativeiro. Desde 2014, a equipe do Lapmar tem aprimorado técnicas de reprodução, tornando possível a produção contínua e escalonada da tainha, garantindo oferta durante todo o ano e, consequentemente, agregando mais valor ao pescado.

A aquicultura possibilita a produção do peixe de forma constante. Embora a desova ocorra entre maio e julho, os peixes podem ser mantidos em tanques, redes no mar ou viveiros escavados com água salgada, como acontece com camarões e tilápias. Isso permite fornecer tainhas durante todo o ano, sem depender da sazonalidade.

Além disso, a pesquisa avança no desenvolvimento de tainhas predominantemente fêmeas, cujas ovas são altamente valorizadas no mercado internacional. Com a combinação entre as redes marinhas e os tanques do laboratório, a tainha ganha novos horizontes, impulsionados pela ciência, mantendo-se uma tradição essencial para a vida e a economia catarinense.

Reaproveitamento de cavas na piscicultura

A criação de tilápias em cavas reaproveitadas está promovendo uma verdadeira transformação na piscicultura no Brasil, com destaque para estados como Santa Catarina, Tocantins e Paraná.

Essa prática não só possibilita a recuperação de áreas alagadas, mas também contribui para a redução de custos com infraestrutura, eleva a produtividade e reduz significativamente o impacto ambiental, o que torna o modelo cada vez mais sustentável.

As antigas cavas de mineração, que se espalham pelo território brasileiro, deixando marcas visíveis na paisagem, agora assumem um novo papel, contribuindo para a requalificação ambiental.

A mineração, embora fundamental para a economia nacional, fornecendo matérias-primas essenciais para setores como a construção civil, a energia, a tecnologia e a indústria, muitas vezes resulta na criação de grandes escavações que, ao longo do tempo, acabam sendo transformadas em lagos artificiais.

Exemplo disso é uma lagoa localizada em uma fazenda em Palhoça, onde a mineração de areia, ao abrir espaço para novas atividades produtivas, uniu a recuperação ambiental com a geração de renda, criando novas oportunidades para a região.

Com o apoio da Epagri, a família Vieira, em Palhoça, está planejando expandir sua produção de tilápias, aumentando o número de tanques-rede e aproveitando ainda mais as cavas existentes, com o objetivo de garantir a venda do peixe ao longo de todo o ano.

Atualmente, eles produzem uma tonelada de tilápia por safra, um processo que leva entre oito e nove meses. Contudo, a expansão da produção não se resume apenas a um investimento financeiro, mas reflete também um compromisso sólido com a sustentabilidade.

Para isso, os produtores têm adotado tecnologias de monitoramento remoto e implementado soluções para reduzir os impactos ambientais, assegurando que sua prática piscícola permaneça alinhada com as melhores práticas de preservação ambiental.

Os testes realizados pelo produtor demonstraram que o peixe produzido na propriedade possui qualidade excepcional. A despesca é realizada quando as tilápias atingem cerca de 800 gramas e, a partir desse momento, o produto é imediatamente encaminhado para uma peixaria em Florianópolis. Em menos de 40 minutos, o peixe chega fresquinho à peixaria na capital, assegurando a qualidade para os consumidores que buscam uma carne saudável e saborosa.

Na região onde está situada a fazenda da família Vieira, cerca de 50 propriedades estão envolvidas na escavação de areia, e o projeto da família se destaca como um exemplo de como a piscicultura pode ser uma solução sustentável para áreas que, de outra forma, ficariam improdutivas.

As cavas, que antes eram marcas da degradação ambiental, estão virando símbolos de um futuro mais promissor, refletindo as possibilidades de recuperação e produção sustentável.

Para saber mais sobre as macroalgas e a aquicultura catarinense, aproveite e assista na íntegra ao episódio do programa Agro, Saúde e Cooperação sobre este tema. O projeto, desenvolvido pelo Grupo ND, tem parceria com a Ocesc, Aurora, SindArroz Santa Catarina, Sicoob e Fecoagro.


terça-feira, 26 de novembro de 2024

ORA-PRO-NÓBIS DOURADA, A PLANTA DA ALEGRIA!


A Ora-pro-nóbis dourada (Pereskia aureiflora) é uma planta suculenta e trepadeira nativa do Brasil, rica em nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais.

 Conhecida por suas propriedades medicinais no tratamento de doenças como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, problemas de visão e anemia, 

a Ora-pro-nóbis dourada é uma opção popular na culinária brasileira.

Cultivo:

Além de seu valor nutricional e medicinal, a Ora-pro-nóbis dourada é uma planta de fácil cultivo, que pode ser cultivada em sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenado e rico em matéria orgânica. Com suas folhas verdes escuras, flores amarelas e espinhos ao longo do caule e ramos, ela também é uma opção interessante

 para a ornamentação de jardins e quintais.

Para garantir a segurança do consumo da planta, é importante consultar um médico ou nutricionista antes de incluí-la em sua dieta. Em grandes quantidades, a Ora-pro-nóbis dourada pode causar problemas gastrointestinais. Aproveite os benefícios dessa incrível planta, mas sempre com cautela e orientação profissional.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Benefícios da ora-pro-nóbis, para que serve e como cultivar!!!

 

Você sabe quais são os principais benefícios da ora-pro-nóbis? Neste conteúdo, vamos falar sobre o assunto. Clique para conferir!


Fonte: pague menos

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Benefícios da ora-pro-nóbis, para que serve e como cultivar

ora-pro-nóbis é uma Panc (planta alimentícia não convencional) bastante comum na região de Minas Gerais, mas, surpreendentemente, pouco consumida no restante do Brasil. Por conta de sua concentração de proteínas, pode ser uma importante fonte complementar deste aminoácido em dietas vegetarianas e veganas.

Para saber mais sobre os benefícios da ora-pro-nóbis, como incluí-la em sua dieta e também como cultivá-la, continue a leitura desse texto!

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Que planta é esta?

A ora-pro-nóbis faz parte das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs). Seu nome científico é Pereskia aculeata e, no Brasil, ela é bastante comum no estado de Minas Gerais.

O nome popular ora-pro-nóbis vem do latim “rogai por nós”. Acredita-se que a planta tenha sido nominada de tal forma porque, no período colonial, mineiros colhiam a Panc durante as missas, já que ela crescia nos cercados das igrejas, mas os padres não permitiam que a população as colhesse.

Ela é uma planta de folhas verdes escuras ricas em proteínas, sabor neutro e textura macia. Altamente nutritiva, é considerada um superalimento, embora seja pouco aproveitada no Brasil. 

Além da alta concentração de proteínas, é fonte de vitaminas A, C e do complexo B, cálcio, fósforo e ferro.

cumbuca com ora-pro-nóbis
A ora-pro-nóbis é uma planta de folhas verdes escuras, rica em proteínas, minerais, vitaminas e fibras.

Benefícios da ora-pro-nóbis

Por ser tão nutritiva e rica, a ora-pro-nóbis oferece inúmeros benefícios aos organismo. Dentre eles, a Panc:

  • Fortalece a musculatura
  • Melhora da saúde da pele
  • Auxilia na manutenção da imunidade
  • Melhora o funcionamento do sistema digestivo
  • Controla o colesterol ruim (LDL)
  • Tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias
  • Auxilia a saúde da visão, ossos e dentes
  • Previne doenças como diabetes e anemia

Tudo isso se deve ao fato dela ser, como já mencionado, um alimento rico em proteínas, fibras, vitaminas e minerais importantes para o bom funcionamento do organismo como um todo. Vamos falar um pouco sobre cada um dos compostos a seguir.

Proteínas

A alta concentração de proteínas da ora-pro-nóbis contribui para a formação e fortalecimento da musculatura. O aminoácido também atua na redução da pressão arterial, na prevenção da diabetes e também no fortalecimento do sistema imunológico.

Além disso, as proteínas presentes na ora-pro-nóbis promovem benefícios para o cabelo, como o aumento da resistência dos fios.

Por mais que a ora-pro-nóbis por si só não seja o bastante para suprir a quantidade de proteínas em dietas vegetarianas e veganas, ela é uma excelente fonte complementar e pode ser facilmente incorporada na alimentação do dia a dia.

Fibras

As fibras presentes na ora-pro-nóbis promovem uma série de efeitos positivos no organismo. Para começar, elas regulam a microbiota (conjunto de organismos que ficam alojados no intestino para auxiliar o processo da digestão ) e o trânsito intestinal, melhorando o funcionamento do sistema digestivo. 

Além disso, fibras são substâncias importantes no controle do colesterol e na prevenção da diabetes, porque elas atuam diretamente na absorção de gorduras e açúcares dos alimentos. Elas também ajudam na manutenção do sistema imunológico.

homem com as mãos no estômago, indicando bom fluxo intestinal
Por ser rica em fibras, a ora-pro-nobis é boa para diabetes e para melhorar o trânsito intestinal.

Vitaminas A, C e do complexo B

A vitamina A é uma substância com ação antioxidante, que preserva a integridade de tecidos e promove a saúde da pele, da visão e dos ossos.

A vitamina C, além de fortalecer o sistema imunológico, é mais um poderoso antioxidante, protegendo a pele contra os radicais livres, oriundos da poluição. Outro ponto importante é que ela facilita a absorção do ferro pelo organismo. Por isso, atua no combate da anemia ferropriva. Também melhora a síntese de colágeno, contribuindo para a saúde da derme, da visão e dos ossos.

Por fim, as vitaminas do complexo B estimulam a produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte do oxigênio via corrente sanguínea. O ácido fólico especificamente (que faz parte do complexo B) é uma substância importante para gestantes, porque auxilia na boa formação do cérebro do feto. Contudo, antes de alterar sua dieta, as pessoas grávidas devem consultar seu obstetra e nutrólogo.

Minerais

A ora-pro-nóbis também é uma fonte rica em minerais como cálcio, ferro e fósforo. Eles atuam no fortalecimento da massa óssea, combate da anemia, melhora na circulação sanguínea e na promoção da síntese de colágeno e elastina.

acessar conteúdo do Portal Sempre Bem sobre alimentação natural

Como comer ora-pro-nóbis

A ora-pro-nóbis pode ser consumida de diversas formas. Para começar, ela pode ser incluída em preparos de sucos verdes e chás. 

Além disso, é possível triturá-la e incluir em receitas de sopas, saladas e massas. É possível, inclusive, desidratar e processar a ora-pro-nóbis, produzindo uma farinha deste superalimento.

Como cultivar a planta em casa

A ora-pro-nóbis é uma planta de fácil cultivo e que tem boa resistência às mudanças climáticas. Para tê-la em casa, basta preparar um vaso e colocar algumas sementes para germinar ou plantar uma muda. O ideal é manter uma profundidade de dois centímetros.

Você pode plantar a Panc em locais com incidência solar constante ou meia-sombra, já que ela precisa de, pelo menos, quatro horas diárias de contato com a luz. Quanto às regas, duas a três vezes por semana são suficientes.

Como vimos, a ora-pro-nóbis é um alimento rico e que pode ser facilmente incorporado na alimentação do dia a dia. Caso nunca tenha provado uma receita com a Panc, aproveite para experimentar todos os benefícios dela.

Além do produto in-natura, é possível fazer consumir a ora-pro-nóbis manipulada. A Pague Menos possui um serviço próprio de manipulação, clique no banner abaixo e saiba mais:

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