segunda-feira, 1 de setembro de 2025

GANHE 5 mil por mês INVESTINDO apenas R$ 500,00 na criação de MINHOCA.


Criar minhoca dá dinheiro? Veja quanto rende um minhocário investindo R$ 500,00 e ganhando todo mês mais de R$ 5.000,00 com apenas 4 canteiros de minhocas. Baixo investimento, rápido retorno e grande lucratividade! Saiba tudo sobre a minhocultura e veja como ganhar dinheiro em um pequeno espaço em sua chácara, sítio ou até mesmo em seu quintal.

A criação de minhocas para pesca ou para produção de humus pode ser em caixa d'água, em caixas, caixas plásticas ou até mesmo em baldes. As espécies mais cultivadas são a californiana, a gigante africana e o minhocuçu.

Mas afinal criação de minhocas é lucrativa? Para ter essa resposta, assista ao vídeo e veja qual o lucro da minhocultura, sendo que o criador deve seguir as orientações da Embrapa na implantação do minhocário, tendo assim uma melhor rentabilidade e produtividade. Saiva como criar minhocas e tenha isca o ano todo!

Conhece o FEIJÃO-ARROZ???







Citação: Vieira RF, Vieira C & Vieira RF (2001) Leguminosas graníferas. Viçosa, Editora UFV. 206p. Este capítulo: p. 95-102. FEIJÃO-ARROZ Nome botânico Vigna umbellata (Thunb.) Ohwi & Ohashi (sin. Dolichos umbellatus Thunb., Phaseolus pubescens Blume, P. calcaratus Roxb., P. chrysanthus Savi, P. torosus Roxb., P. ricciardianus Tenora, V. calcarata (Roxb.) Kurz, Azukia umbellata (Thunb.) Ohwi). Nomes comuns No Brasil, o feijão-arroz é, muitas vezes, erroneamente conhecido por feijão-adzuki, nome de outra espécie do gênero Vigna. Em espanhol, por frijol arroz ou judía arroz; em inglês, por rice bean. A planta Plantas anuais, com ciclo de vida, dependendo das condições climáticas, de 90 a ll5 dias (nos cultivares estudados em Minas Gerais), e apresentam porte quase ereto ou são trepadoras; folhas com três folíolos ovais, inteiros; a inflorescência é um racimo axilar, curto, com 10-15 flores amarelas, autoférteis; quilha com esporão cônico, oco, em um dos lados; uma das asas enrola-se completamente em redor da quilha; vagens glabras, cilíndricas, estreitas, com cerca de 7 a 12 cm de comprimento, pouco curvadas, com curto bico, que ficam enegrecidas na maturidade; elas não apresentam contração entre as sementes, estas em número de 3 a 12. 


 A semente As sementes são pequenas, pesando, nos cultivares usualmente plantados no Brasil, de 5 a 12 g por 100 unidades, dependendo do cultivar e dos fatores edafoclimáticos e culturais. São amarelas ou vináceas, porém a literatura estrangeira menciona ainda outras cores: verde, parda, preta e mosqueada. Apresentam uma característica que lhes facilita a identificação: duas pequenas saliências longitudinais, paralelas, brancas, cobrindo o hilo côncavo. Os cotilédones são hipógeos na germinação. Pelas informações da literatura estrangeira, a composição química do feijão-arroz é aproximadamente a seguinte: umidade 10- 13%, proteína 19-23%, gordura 0,6-1,2%, carboidrato total 60-65%, fibra 4-6% e cinza 4,0-4,3%. Dois cultivares examinados por Vieira (1989), em Viçosa, acusaram 19,2% e 18,2% de proteína. Contêm quantidades apreciáveis de cálcio, ferro, fósforo e as vitaminas tiamina, niacina e riboflavina (National Academy of Sciences, 1979). Por causa da qualidade nutricional de sua proteína, o feijãoarroz tem sido considerado um dos melhores entre os grãos comestíveis de leguminosas e, segundo a National Academy of Sciences (1979), foi altamente recomendado nos programas nutricionais das Filipinas. Cozinha com facilidade. Distribuição Na década de 20, Vavilov (1949/50) verificou que a Índia é o centro de diversidade genética do feijão-arroz. É cultivado neste país e em outros da Ásia: Bangladesh, Mianmar, Sri Lanka, Malásia, Indonésia, Filipinas, China, Japão, Tailândia. Foi introduzido em outros países, da África e das Américas. Em forma silvestre, ocorre na Índia, China e Malásia (Jain e Mehra, 1980). No Brasil ainda é pouco cultivado e foi, provavelmente, introduzido da Ásia por japoneses.

 3 Utilização O feijão-arroz tem sido consumido no Brasil na forma de grãos secos. Em outros países, as vagens imaturas também são utilizadas. Comparando-o, em avaliação sensorial dos grãos cozidos (inteiros, batidos em liquidificador), com o feijão-comum, Vieira et al. (1989) verificaram que, enquanto este foi tido como entre bom e muito bom, o feijão-arroz foi considerado entre menos que aceitável e aceitável. Isso mostra que o brasileiro, acostumado com o sabor acentuado do feijão-comum, pode fazer restrição ao sabor suave do feijão-arroz. Contudo, seu consumo entre nós vem, pouco a pouco, aumentando, sobretudo entre os seguidores da macrobiótica. É possível que a sua aceitação geral possa ser melhorada pela adição de outros temperos, além do sal e do óleo utilizados por Vieira et al. (1989). Seu fornecimento `as crianças, ainda sem o hábito arraigado de consumir apenas o feijão-comum, seria outra estratégia para aumentar-lhe o consumo. O feijão-arroz atinge alta produção de massa verde, permitindo indicá-lo como forrageira, planta de cobertura ou para a adubação verde. Em Viçosa, um cultivar de feijão-arroz rendeu 33,7 t/ha de massa verde, enquanto o feijão-de-porco produziu 25,0 t/ha (Vieira, 1971). Na Índia, o feijão-arroz é considerado forragem de boa qualidade nutritiva quando cultivado, em fileiras alternadas, com a gramínea Pennisetum pedicellatum; para carneiros, é bem palatável quando fornecido no estádio de pré-florescimento (Chatterjee e Dana, 1977).

 Adaptação O feijão-arroz adapta-se a diversas condições edafoclimáticas, mas é essencialmente uma cultura tropical, muito suscetível `a geada. Em geral, considera-se a temperatura média entre 18 e 30C a mais adequada para a cultura (Kay, 1979). Para altos rendimentos, requer condições de muita umidade, porém é moderadamente resistente `as condições mais secas, mais 4 apropriadas ao caupi. Na Ásia, é cultivado em altitudes que atingem 1.500-1.800 m. Desenvolve-se em solos de diferentes texturas, mas, para altos rendimentos, o solo deve aliar fertilidade com boa capacidade de retenção de água e aeração adequada. O feijão-arroz é considerado sensível ao fotoperíodo, exigindo dias curtos para o florescimento. Entretanto, nas condições de Viçosa, Vieira (1971) plantou sete cultivares de feijão-arroz em 31 de outubro e seis deles iniciaram a floração entre 18 e 20 de dezembro, sendo colhidos em 10 de fevereiro. O sétimo iniciou a floração em 11 de março, mostrando-se sensível ao fotoperíodo. No Havaí, Hartmann (1969) também identificou diversas introduções de feijão-arroz que se comportaram como neutros em relação ao comprimento do dia. Cultivo O feijão-arroz, em Minas Gerais, pode ser semeado de agosto (com irrigação) a março. Plantado no começo da estação chuvosa produz bem, porém há o risco de chuvas continuadas durante o período de maturação causar prejuízos aos grãos. Em regiões com inverno pouco rigoroso, pode ser plantado em abril ou maio. Para Minas Gerais é recomendado o cultivar Viçosa, de hábito de crescimento determinado, ciclo de vida de 100 dias, 4-9 sementes por vagem e grãos violáceos pesando de 8,5 a 9,8 g por 100 unidades; produção de 2.073 kg/ha já foi alcançada com esse cultivar (EPAMIG, s.d.).

 Recomenda-se o espaçamento entre fileiras de 50 a 60 cm com 15-20 sementes por metro. Em Gurupi, TO, Miranda et al. (1997), utilizando o espaçamento entre fileiras de 0,6 m, constataram que o maior rendimento (1.059 kg/ha) foi obtido com a densidade de 300 mil plantas por hectare. Não há estudos sobre a adubação mineral da cultura do feijão-arroz no Brasil; por isso, tentativamente, pode-se indicar a mesma recomendada para a cultura do feijão-comum. No verão, a emergência das plantinhas ocorre oito a nove dias após a semeadura, se houver boa disponibilidade hídrica no solo. Em Viçosa, o desenvolvimento inicial das plantas foi lento 5 quando o plantio foi realizado no final de março, com a utilização de irrigação suplementar. Porém, depois de três semanas, o desenvolvimento das plantas foi rápido, fechando o vão entre as fileiras aos 45 dias após o plantio, quando as plantas estavam no início da floração. A semeadura logo depois do preparo do solo retarda a emergência da flora invasora. Recomenda-se manter a cultura no limpo até o começo da floração. O desenvolvimento inicial lento do feijão-arroz demanda maior cuidado no controle das plantas daninhas que no caso do feijão-comum. Há carência de estudos sobre herbicidas na cultura do feijão-arroz; nos EUA, o metribuzin mostrou-se promissor (Harrison Jr., 1988); no Brasil, resultados preliminares indicaram bom potencial de uso dos seguintes: flumetsulam, trifluralin e imazaquin (pré-emergentes) e imazamox, imazethapyr, fluazifop-p-butil e chlorimuron-ethyl (pós-emergentes) (Silva et al., 1999). Embora não inoculado com rizóbio, tem-se notado em Viçosa que o feijão-arroz apresenta nódulos em suas raízes que, em número e tamanho, assemelham-se aos do feijoeiro-comum. 

As espécies de Vigna são noduladas por estirpes de Bradyrhizobium e são consideradas hospedeiras relativamente promíscuas (Giller e Wilson, 1991). O pequeno agricultor geralmente planta o feijão-comum em consórcio, sobretudo com o milho. Por isso, Vieira e Vieira (1996) procuraram estudar o comportamento do feijão-arroz quando submetido a esse tipo de sistema de produção. Plantaram simultaneamente ambas as culturas nas mesmas fileiras espaçadas de 1 m, o milho com cerca de três pés por metro. O feijão-arroz utilizou o milho como suporte físico para a subida de suas hastes volúveis, que chegaram a 1,75 m de altura, aparentemente sem causar danos `a gramínea. O cultivar E-7 de feijão-arroz produziu 1.059 kg/ha, sofrendo uma redução de rendimento de 70% em relação ao monocultivo (3.487 kg/ha). O outro cultivar (E-18) rendeu 1.164 kg/ha, uma redução de 58% quando comparado ao monocultivo (2.747 kg/ha). Os dois cultivares de feijão-comum incluídos no estudo produziram, no consórcio, 1.231 e 1.100 kg/ha, com quebras de produção de 44 e 46% em relação ao monocultivo. Tudo isso 6 comprova que o feijão-arroz pode ser consorciado com o milho, embora seja mais sensível que o feijão-comum `a concorrência movida pelo milho, competidor mais forte. Colheita e armazenamento Dependendo da época de plantio, o ciclo de vida (a partir da emergência) do feijão-arroz pode variar de 82 a 1121 dias, nas condições da Zona da Mata de Minas Gerais. A maturação das vagens completa-se num lapso de uma ou duas semanas, mas nem sempre é uniforme. No consórcio com o milho, a maturação é mais desuniforme, exigindo mais de uma colheita das vagens maduras. Estas abrem-se com facilidade quando manuseadas, transtorno que pode ser minimizado efetuando-se a colheita nas primeiras horas da manhã. 

O tipo de crescimento da planta, a debulha fácil das vagens, a maturação desuniforme e o fato de as plantas permanecerem verde mesmo com as vagens secas tornam a colheita mecanizada do feijãoarroz uma tarefa difícil. Quando é feita uma única colheita, a prática de secagem e bateção das plantas ou das vagens é feita de maneira idêntica `a realizada com o feijão-comum. Depois da bateção, os grãos são beneficiados e, se necessário, novamente expostos ao sol no terreiro, até que sua umidade atinja cerca de 12%. Em virtude da resistência das sementes ao caruncho, nenhum tratamento químico é recomendado antes do armazenamento. Se guardadas em lugar arejado e seco, podem manter alta percentagem de germinação mesmo depois de dois anos e meio de armazenamento (Vieira et al., 1998). Rendimento Na Zona da Mata de Minas Gerais, o feijão-arroz pode render tanto quanto o feijão-comum (Vieira et al., 1992; Vieira & Lima, 2008) ou mais que esta espécie (Vieira, 1971; Vieira et al., 1992), quanto a semeadura é feita entre outubro e março. A produtividade máxima do feijão-arroz foi obtida em Viçosa em semeadura feita em 7 11 de novembro: 3487 kg/ha (Vieira e Santos, 2000). Semeado em agosto e irrigado por aspersão, quando necessário, ele rendeu 2000 kg/ha, produtividade semelhante à do feijão-comum (Vieira e Santos, 2000). Em semeadura realizada em novembro ou fevereiro, em Goiânia, GO, e Brasília, DF, o feijão arroz (não irrigado) produziu tanto quanto o feijão-comum (Nasser e Vieira, 1997) ou mais que este (Vieira e Nasser, 1997).

 Nesses estudos, a produtividade máxima alcançada pelo feijão-comum foi 1023 kg/ha, enquanto o feijão-arroz chegou a 1622 kg/ha. Semeado em abril ou maio em regiões de inverno ameno, como nos municípios de Oratórios e Leopoldina, a produtividade do feijão-arroz foi semelhante à do feijão-comum. As produtividades médias de genótipos de feijão-arroz nesses meses variaram de 1164 a 2261 kg/ha (Vieira e Santos, 2000; Vieira e Lima, 2008; Vieira et al., 2009). O genótipo GL 401, semeado em 18 de abril, em Leopoldina, chegou a render 2474 kg/ha (Vieira et al., 2009). Doenças e pragas O feijão-arroz é menos atacado por moléstias e pragas que outras leguminosas produtoras de sementes comestíveis (Rachie e Roberts, 1974; Kay, 1979). Segundo Sikona e Greco (1990), pode ser atacado pelos seguintes nematóides: Heterodera cajani, H. glycine, Meloidogyne incognita, M. javanica e Radopholus similis. Nos plantios realizados em Minas Gerais, tem-se observado ataque de nematóides causadores de galhas nas raízes, de crisomelídeos (Diabrotica speciosa, Cerotoma sp.) e do fungo Sclerotinia sclerotiorum. Quando o plantio é realizado em fins de março ou depois, e é usada a irrigação  o que proporciona vigoroso desenvolvimento vegetativo , pode ocorrer ataque desse fungo causador do mofo-branco, doença favorecida por alta umidade e baixa temperatura. No Paraná, não se constataram moléstias foliares sérias, mas pequenas perdas ocasionadas por fungos do solo; crisomelídeos podem causar problemas (Khatounian, 1993). Em Leopoldina, Zona da Mata de Minas Gerais, não se observou 8 sintoma de doença na folhagem do feijão-arroz nas diferentes épocas de plantio (Vieira & Santos, 2000; Vieira et al., 2009). De acordo com Chatterjee e Dana (1977), as sementes do feijão-arroz são resistentes ao caruncho. De fato, armazenadas em Viçosa sem tratamento químico, elas não foram atacadas pelo caruncho, enquanto o oposto ocorreu com o feijão-comum, com o guandu, com o caupi e com o feijão-mungo-verde. 

Em Janaúba, Minas Gerais, coletou-se amostra de feijão-arroz exibindo ovos de caruncho aderidos ao tegumento das sementes, mas nenhuma delas apresentava perfuração. Vieira, R.F. & Santos, C.M. dos (2000). Comportamento de cultivares de feijão-arroz em Ponte Nova, Minas Gerais. Rev. Ceres 47:573-578. Vieira, R.F. & Lima, R.C. (2008). Desempenho de cultivares de feijão-arroz em Coimbra e Leopoldina, Minas Gerais. Rev. Ceres 55:131-134. Vieira, R.F.; Paula Júnior, T.J. & Lehner, M. da S. (2009). Viabilidade do cultivo do feijão-arroz no outono-inverno em regiões de inverno ameno. Ciên. Agrotec. 33:2075-2077.

Esgoto do banheiro como nutriente para um pomar! Você teria coragem?


BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO | Aproveitar o esgoto do banheiro como fonte de nutrientes para as plantas, como a bananeira. Confira como funciona a bacia de evapotranspiração: uma alternativa para o tratamento dos dejetos!

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Rhizobia , nitrogen fixation ou fixação de nitrogênio.


An animation I made for "What's Organic About Organic" about the symbiotic relationship between legumes and rhizobia and the role they play in adding nitrogen to the soil

A animação que fiz para "What's Organic About Organic" sobre a relação simbiótica entre leguminosas e rizóbios e o papel que desempenham na adição de nitrogênio ao solo.

Produza biofertilizante! Aprenda como fazer uma composteira doméstica com minhocas!! fonte: ecycle





Descubra como fazer uma composteira caseira com minhocas e crie seu Fontepróprio húFonte mus
como fazer uma composteira
Ilustração: Larissa Kimie/Portal eCyle

Considerando que produzimos 600 gramas de lixo orgânico por dia, é uma necessidade destinarmos de forma mais sustentável nossos resíduos para que eles não acabem parando em lixões e aterros, contaminando solos e lençóis freáticos, produzindo inclusive o gás metano. Aprender como fazer uma composteira evita esse tipo de emissão e ainda produz um recurso muito rico: o húmus! Além disso, também faz bem à saúde. De acordo com um estudo, o contato com uma bactéria presente no húmus funciona como um antidepressivo, diminui alergias, dor e náusea.

A vermicompostagem é um tipo de compostagem que faz uso de vermes, mais especificamente, as minhocas, e pode ser realizada em casas e apartamentos com uso da composteira doméstica. Com essa técnica, há a formação do vermicomposto, que é o produto obtido por meio da ação das minhocas em resíduos orgânicos. O vermicomposto é também conhecido como húmus de minhoca e é um ótimo adubo orgânico, muito rico em micro-organismos benéficos para o solo. Basicamente, é a matéria orgânica "reciclada".

Como fazer uma composteira

Descole um recipiente para fazer sua composteira doméstica. Ele servirá para deter os restos de comida, regular a umidade do sistema e bloquear a luz (que é prejudicial para as minhocas). Existem diversos modelos de recipientes que são vendidos no mercado, mas você também pode improvisar um.

O recipiente pode ser uma caixa de madeira que facilita a circulação de oxigênio e absorve a umidade. Lembre-se de utilizar madeira que não foi quimicamente tratada, pois os químicos podem fazer mal às minhocas, além de infiltrar no seu composto.

As caixas de plástico empilháveis, ou baldes também podem ser usados, devendo ser opaco para bloquear a luz. É necessário que as caixas sejam perfeitamente empilháveis, encaixando facilmente umas nas outras, sendo as duas de cima as digestoras e a de baixo a coletora. A última de cima precisa ter uma tampa. As dimensões das caixas podem variar com o tamanho da família e do local disponível para armazenar as caixas. Para um local pequeno é mais comum que se use as de 15 litros, com dimensões de 43 cm X 35 cm X 43 cm, ideal para casas com até três pessoas, com capacidade de 0,5 litro orgânico por dia. Para ampliação de sua capacidade, acrescente caixas digestoras extras.

como fazer uma composteira
Ilustração: Larissa Kimie/Portal eCyle

O ideal é empilhar três ou mais caixas, pois enquanto uma é alimentada com resíduos, a outra vai realizando o processo de decomposição e assim alternadamente (caixas digestoras), a última será para coletar o biofertilizante (caixa coletora).

Para fazer a composteira é necessário fazer de 50 a 100 furos (varia conforme tamanho da caixa) de quatro a seis milímetros de diâmetro no fundo das duas caixas digestoras. Utilize uma furadeira. Na tampa, é preciso fazer uma fileira com três furos em cada lateral com o diâmetro de 1 milímetro (mm) a uma distância de dois centímetros (cm) entre eles (atenção para que os furos não sejam feitos sobre o encaixe da tampa!). Na parte lateral e superior das caixas digestoras, faça furos em todo o contorno seguindo as mesmas medidas. É importante respeitar essas medidas porque são suficientemente largas para a evasão dos vapores e pequenas o bastante para que as minhocas não fujam.

Como fazer composteira

A caixa coletora de biofertilizante pode conter uma torneira para saída do líquido ou este pode ser retirado manualmente. O biofertilizante rico em nutrientes, pode ser diluído à uma proporção de 1/5 até 1/10, e ser borrifado nas folhas de sua horta caseira ou nas plantas de sua casa. Compre uma torneira do tipo bebedouro, meça seu diâmetro e faça um furo circular na parte inferior da caixa coletora (última debaixo) do tamanho que seja possível encaixar a torneira.

É útil colocar um pedaço de tijolo que sirva de escada caso as minhocas desçam até essa caixa de baixo, para que não se afoguem no chorume. É importante saber que as minhocas nunca descem da caixa, sempre sobem - se isso aconteceu é porque o ambiente de uma das caixas digestoras não está saudável, então é necessário verificar qual foi o erro.

Coloque a composteira em um local fresco e ventilado para que ele não superaqueça.

Faça a cama das minhocas

Adicione uma camada de dez centímetros de húmus de minhoca no chão da primeira caixa digestora.

Adicione as minhocas

Adquira minhocas californianas (Eisenia hortensis) para sua composteira caseira. Cerca de 450 gramas de minhocas desse tipo é o ideal para começar.

Não se preocupe pois geralmente elas mesmas fazem o controle da população. Algumas pessoas podem ficar com nojo ou ter algum receio em ter tantas minhocas em casa, mas elas não exalam cheiro e muito menos transmitem doenças (veja mais na matéria "Entrevista: composteiras caseiras são higiênicas").

Alimente seus novos bichinhos

As minhocas precisam de uma dieta rica em restos de alimentos para se manterem saudáveis e produzirem adubo. Guarde seus resíduos em um pote fechado até a hora de adicionar ao sistema de compostagem, isso evita que mosquinhas coloquem seus ovos nesses alimentos.

O tamanho ideal dos resíduos alimentares é de um a cinco centímetros, ou uma trituração parcial, pois as partículas muito grandes levam mais tempo para se decompor.

No início, alimente-as apenas um vez por semana com pequenas porções acumuladas em um canto. Sempre após acrescentar o material orgânico cubra os alimentos com serragem ou folhas secas, em uma proporção de 1:3 respectivamente. Depois disso, você pode inserir resíduos em pequenas porções com mais frequência.

composteira caseira pode receber restos de vegetais e de frutas, vários tipos de grãos, folhas de chá, borra de café e cascas de ovos. Misture o material orgânico ao alimentar as minhocas, o que afastará moscas. Se puder, triture o material orgânico antes de introduzi-lo na caixa de compostagem, isso fará com que as minhocas o comam mais rápido ao digerir alimentos menores. Saiba mais na matéria "Alimentando as minhocas na compostagem?".

Não alimente as minhocas com alimentos difíceis de digerir, por exemplo:

  • Alimentos cítricos (não devem compor mais que 1/5 da dieta);
  • Carne;
  • Gorduras ou restos de alimentos gordurosos;
  • Laticínios;
  • Fezes caninas ou felinas;
  • Galhos, sejam eles grossos ou finos;

Saiba o que deve ou não ir na composteira lendo a matéria "O que pode colocar na composteira?".

Não alimente demais suas minhocas. Se você der mais alimento do que elas conseguem digerir o recipiente irá começar a exalar mau cheiro devido à decomposição por meio dos micro-organismos, fazendo o sistema superaquecer, matando seus bichinhos.

Realize a manutenção periódica da composteira

O processo não acaba ao inserir os resíduos, sua composteira precisa de cuidados para resultar em minhocas saudáveis e um bom funcionamento do sistema. A aeração é um fator importantíssimo na vermicomposteira, deve-se mexer o material orgânico periodicamente. A primeira aeração deve ocorrer na fase termofílica, ou seja, quando o material orgânico estiver quente. Após aproximadamente 15 dias do começo da compostagem revire o material orgânico e depois repita o procedimento cerca de uma vez por semana.

Sem a presença de oxigênio há um atraso na decomposição dos resíduos e a produção de maus odores como gás sulfídrico e compostos com enxofre que atraem moscas. Caso isso ocorra revolva mais vezes a caixa com o material orgânico e pare de acrescentar resíduos até o sistema voltar ao normal.

Leva aproximadamente um mês para que a caixa superior fique cheia: quando isso acontecer, troque-a com a caixa intermediária, que deve ter tido um cuidado anterior - a colocação de dois dedos de terra misturada com serragem, fazendo a vez de cama para as minhocas.

Nessa segunda caixa, elas devem se sentir mais seguras, já que não há alterações de temperatura e nem de umidade. É um ambiente estável para a fuga das minhocas caso haja algum problema na caixa de cima. Deixe essa caixa descansando até que a caixa intermediária, que agora ocupou o lugar da superior, encha por completo, isto é, um mês para a caixa do topo encher e outro mês para a do meio ficar descansando e produzindo húmus.

A caixa coletora (próxima ao chão) deve ser esvaziada, ou ter seu líquido coletado pela torneirinha, semanalmente. Se este chorume não for drenado ocasionalmente os fluidos se acumulam, tornando o sistema anaeróbio (sem a presença de oxigênio), produzindo odores e toxinas que podem eventualmente exterminar as pobres minhocas.

A umidade também é um fator que deve ser observado constantemente, o material não pode estar nem encharcado nem seco, a umidade deve estar entra 55% e 60% e pode ser controlada com serragem (saiba mais na matéria "Umidade dentro das composteiras: fator muito importante").

A minhocas necessitam de um ambiente de pH compreendido entre 5 e 8 - fora desse intervalo, pode haver diminuição da sua atividade (veja outros detalhes na matéria "Qual é a influência do pH na compostagem?");

O metabolismo das minhocas fica baixo em temperaturas inferiores a 15°C; mais frio do que isso elas morrem; e em temperaturas altas, também (saiba mais na matéria "Condições básicas para manutenção de composteiras: temperatura e umidade").

A relação carbono nitrogênio deve ser equilibrada, por exemplo, estercos e restos de comida são ricos em nitrogênio e as folhas e serragens são ricas em carbono. Geralmente, ao se colocar uma quantidade de restos de alimentos, é colocada três vezes essa quantidade em serragem ou folhas secas (saiba mais detalhes na matéria "Saiba equilibrar a relação entre carbono e nitrogênio na compostagem").

Com o passar do tempo, a caixa digestora intermediária irá se encher de húmus, chegando bem próxima à caixa de cima. A partir de então, as minhocas passarão para o outro recipiente e você poderá repetir o processo, agora com a caixa superior. Quando isso ocorrer, espere o processamento completo do húmus e a migração total das minhocas para a caixa superior. Quando isso ocorrer, retire o húmus da caixa intermediária e a inverta de posição com a que estava na parte de cima. Utilize o húmus para fortificar suas plantas e repita o processo.

Recolha e utilize o húmus e o chorume

O tempo necessário para a degradação da matéria orgânica na composteira depende de diversos fatores, que se deve ter uma atenção especial para obter os melhores resultados da compostagem. Geralmente com os fatores ótimos do meio da composteira, a compostagem acontece entre dois a três meses.

Quando pronto, o composto tem coloração escura, de cinza a preta. Teste em suas mãos a umidade deste composto, pegue uma amostra e molde-a com os dedos e esfregue-a contra palma da mão - se sua mão ficar limpa e o material se desfizer em pedaços, o composto está cru; se parte ficar na mão, deixando mancha como de café, o composto está semicurado; se sua mão ficar bem suja, o composto estará curado.

Algumas minhocas podem morrer, mas não tem problema, elas devem ter se multiplicado bastante até esse momento.

Abra a caixa na luz do dia e espere alguns minutos para que as minhocas desçam para outra caixa (elas não gostam de luminosidade). Retire o húmus superficial e espere mais alguns minutos para retirar outra camada.

Utilize esse adubo orgânico rico em nutrientes nas suas plantas ou horta caseira e veja a diferença no crescimento das plantas!

Para retirar o chorume, é só abrir a torneira. Dilua-o em água na proporção de uma parte de chorume para dez partes de água e utilize como adubo líquido. Para repelir pragas da hortas, dilua-o em água na proporção meio a meio e aplique nas folhas quando o sol estiver baixo.

Agora é só repetir todo o processo novamente. Veja o vídeo ensinando como fazer uma composteira de minh

Manejo Agroecológico de Animais: Produção leiteira

Pintar o tronco das árvores é bom? Faz sentido?



Vocês já viram troncos de árvores ou palmeiras pintados de branco?
Neste vídeo vou falar para vocês se esta técnica é algum segredo de jardinagem ou é um erro que muitos cometem

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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

EM BREVE. Oficina de compostagem caseira. TEM interesse?

 


Reaproveitar os resíduos orgânicos produzidos nas residências e provocar a reflexão sobre as relações entre as pessoas, o consumo e o meio ambiente é parte do objetivo da oficina de composto orgânico.

 Durante a oficina, os participantes serão convidados a repensar sobre o papel de cada um na comunidade em que vive, na relação com as outras pessoas, o consumo e em como reaproveitar ao máximo o que poderia virar lixo, como as sobras de frutas e cascas de legumes, e transformá-lo em um composto orgânico, que pode ser usado para adubar jardins, hortas ou ser comercializado, gerando renda extra à família.

Tem interesse?

Envie email para agropanerai@gmail.com ou no whast 51 3407-4813





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