quinta-feira, 3 de julho de 2025

Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes!!

Tecnologia combina bactérias para aumentar biomassa, recuperar áreas degradadas e reduzir emissões na pecuária.

por Luis Roberto Toledo  FONTE CANAL RURAL 

Novo bioinsumo melhora a produtividade e a qualidade de diferentes tipos de pastagensFoto: Embrapa

Um novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, além de reduzir o uso de fertilizantes químicos. O produto, que deve chegar ao mercado em 2026, combina três estirpes bacterianas que promovem o crescimento vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo gramíneas.

De acordo com o pesquisador Bruno Alves, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante está em seu amplo espectro de ação. “Vai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional, quanto àquele que pretende investir na mitigação de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, conta.

O inoculante multiforrageiras reúne três microrganismos:

  • Bradyrhizobium, conhecido pelo sucesso na cultura da soja por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio;
  • Azospirillum, que além de fixar nitrogênio estimula o desenvolvimento de gramíneas;
  • Nitrospirillum, em fase final de validação, que apresentou alta eficiência no crescimento de raízes e na fixação de nitrogênio em testes laboratoriais.

Para o pesquisador Jerri Zilli, também da Embrapa Agrobiologia, o objetivo é garantir benefícios mesmo em áreas sem leguminosas. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.

Ele acrescenta que, mesmo em pastagens exclusivamente de gramíneas, como braquiária, o inoculante proporciona economia na aplicação de nitrogênio, gerando ganho real ao produtor.

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A diretora da Agrocete, Andrea Giroldo, afirma que o produto representa um avanço estratégico para o mercado. “O fato de ser um inoculante multiforrageiras é determinante para o desenvolvimento e comercialização do produto biológico. A possibilidade de aplicá-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia ao pecuarista”, avalia.

Atualmente, segundo a Embrapa, 159 milhões de hectares do território brasileiro são ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degradação intermediária a severa. Isso equivale a cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas. A tecnologia chega em um momento crítico, já que mais de 70 milhões de hectares no país apresentam pastagens de baixa produtividade.

Além do impacto na produção, o novo bioinsumo pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária brasileira. Pesquisas da Embrapa indicam que a adoção de leguminosas em pastagens pode reduzir de 20% a 30% as emissões de GEE, principalmente por diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos. “Também contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente essencial na transição para uma pecuária regenerativa”, afirma Alves.

O consórcio de leguminosas com gramíneas, além de fixar nitrogênio atmosférico, melhora a fertilidade do solo, amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos mostram que essas práticas podem sequestrar até 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano, auxiliando na recuperação do carbono perdido com a mudança do uso da terra.

Para a indústria, a nova tecnologia representa uma solução sustentável e com grande potencial de mercado. “Para expandir a produção bovina com menor impacto ambiental, é essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os custos para o pecuarista”, completa Giroldo.

O cronograma prevê o lançamento comercial do bioinsumo em 2026, após a conclusão dos estudos agronômicos de validação da eficácia e segurança no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa é que o produto contribua para a pecuária regenerativa, fortaleça a sustentabilidade e gere economia aos produtores. 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Práticas agroecológicas

Aula da disciplina HNTE238 - Agroecologia e Alimentação Sustentável em A...


Aula 1 da disciplina HNT238 Agroecologia e Alimentação Sustentável em Ambientes Urbanos - Concepção de Sistemas Alimentares e Alimentação Saudável e Sustentável

A disciplina Agroecologia e Alimentação Sustentável em Ambientes Urbanos (HNT0238) realizou aulas abertas nos dias 02 e 09 de Abril, das 14h às 18h. O evento contou com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

A primeira aula teve como tema “Concepção de Sistemas Alimentares e Alimentação Saudável e Sustentável”, com a participação da professora Aline Martins de Carvalho e Ana Chã, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

A disciplina permite que o aluno integre conceitos de agroecologia e alimentação sustentável em escala populacional nos contextos urbanos, especialmente metropolitanos. Além de propiciar a identificação e experiência com os desafios de produzir, armazenar, transportar e disponibilizar em escala populacional alimentos agroecológicos compatíveis com a conceituação de alimentação saudável e sustentável.

Aulas abertas disciplina HNT0238
Datas: 2 de Abril 
Horário: das 14h às 18h

terça-feira, 1 de julho de 2025

Permacultura - Produzindo mais Alimentos sem Destruir o Planeta


A agricultura é responsável por 17% das emissões mundiais de CO2. Mas e se houvesse uma maneira de produzir alimentos sem prejudicar o planeta? A ideia é chamada de Permacultura - cultivo de vegetais em um sistema circular e autossustentável, sem pesticidas ou fertilizantes artificiais. Para ver o video com legendas, ativar as legendas em Português na barra do video. Crédito e direitos autorais: Deutsche Welle - Canal: DW Planet A Tradução das Legendas - Canal: Permacultura

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Dica Técnica: Como começar um trabalho de solos em área degradada - Rio ...

Colorido, eficiente e sustentável: o campo que está nascendo na Hortitec...

Vida em Sintropia - Life in Syntropy


O vídeo incluído na playlist "Descobrindo a Agricultura Sintrópica, Sistemas Agroflorestais e a Permacultura", dá uma boa visão dos potenciais da agricultura aplicada por Ernest Gostch, passando a perspectiva de muitos processos e os resultados práticos, servindo como uma boa referencia para quem deseja descobrir como produzir em comunhão com a natureza. O vídeo "Vida em Sintropia" faz parte da Agenda Gostch, cuja licença permite a reutilização. __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ✪ e-mail para contato: projeto.chacara.viver@gmail.com __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ✪ Indicação de curso gratuito sobre Sistemas Agroflorestais: https://agroflorestas.ambiente.sp.gov... __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ✪ Curso pago sobre Agrofloresta de Alta Produtividade: http://bit.ly/Agrofloresta-Alta-Produ... Mais de 20 módulos, 130 vídeo aulas, todas gravadas no campo e com estudos de caso. __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ✪Curso Online de Design de Ecovilas: http://bit.ly/Como_criar_Ecovila

domingo, 29 de junho de 2025

Agro Saúde e Cooperação - Plantas Medicinais - melaleuca


Melaleuca: para que serve, como usar e efeitos colaterais

Evidência científica

A melaleuca é uma planta medicinal da espécie Melaleuca alternifolia indicada para auxiliar no tratamento da acne, micose de pele ou unhas, cicatrização de feridas ou inflamação nas gengivas, por exemplo, devido suas propriedades antimicrobianas e antissépticas.

As partes utilizadas desta planta, que também é conhecida como tea tree ou árvore do chá, são as folhas, de onde é extraído o óleo essencial de melaleuca, com propriedades medicinais para uso externo, não devendo ser ingerido.

O óleo de melaleuca pode ser encontrado em ervanárias, lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação, e deve ser usado com orientação médica ou de um profissional experiente em plantas medicinais. Veja outros benefícios do óleo de melaleuca e como usar.

Este conteúdo é informativo e não substitui o aconselhamento médico. Não interrompa qualquer tratamento sem orientação adequada.
Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A melaleuca é indicada para o tratamento de:

  • Acne;
  • Micose de unhas ou da pele;
  • Pé de atleta;
  • Caspa;
  • Mau cheiro de suor nas axilas;
  • Desinfecção de pequenos cortes ou arranhões;
  • Cicatrização de feridas;
  • Inflamação na gengiva;
  • Mau hálito.

Além disso, a melaleuca pode ser indicada para auxiliar no tratamento de infecções genitais, como tricomoníase, candidíase ou vaginose bacteriana.

A melaleuca é rica em óleos essenciais, como  terpinen-4-ol, 1,8-cineol e α-terpineol que lhe conferem propriedades antibacterianas, antifúngicas, antivirais, antiprotozoárias, anti-inflamatórias e antissépticas, por exemplo. Conheça outros benefícios do óleo de melaleuca.

Embora tenha benefícios para a saúde, a melaleuca não substitui o tratamento médico e deve ser usada com orientação do médico ou de um fitoterapeuta.

Como usar

A melaleuca é usada na forma de óleo essencial, para aplicação sobre a pele ou unhas, inalação ou para bochechos, não devendo ser ingerida por via oral.

1. Óleo de melaleuca para unhas

O óleo de melaleuca para unhas é indicado para auxiliar no tratamento de micoses, devendo ser aplicado diretamente sobre a unha afetada.

Ingredientes

  • 1 gota de óleo essencial de melaleuca.

Modo de preparo

Aplicar 1 gota de óleo de melaleuca sobre as unhas afetadas, de manhã e à noite. Lavar as mãos em seguida, para evitar espalhar o fungo para outras partes do corpo.

Outra opção para usar o óleo de melaleuca para unhas é misturar 2 ou 3 gotas do óleo de melaleuca em um pouco de óleo vegetal, como óleo de coco ou de amêndoas e passar sobre as unhas afetadas.

2. Óleo de melaleuca para pele

O óleo de melaleuca para pele pode ser usado para pé de atleta ou para desinfecção ou cicatrização de pequenos cortes ou arranhões.

Ingredientes

  • 5 gotas de óleo essencial de melaleuca;
  • 2 colheres (de sopa) de óleo de coco, amêndoas doce ou azeite.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e passar na região da pele afetada 1 vez ao dia, por no máximo 6 dias seguidos. 

3. Óleo de melaleuca para acne

O óleo de melaleuca para acne deve ser usado diretamente sobre a pele, pois ajuda a eliminar bactérias, como a Propionibacterium acnes, que causa acne.

Ingredientes

  • 1 mL de óleo essencial de melaleuca;
  • 9 mL de água filtrada.

Modo de preparo

Em um recipiente limpo e seco, misturar os ingredientes. Colocar algumas gotas da mistura em uma bola ou disco de algodão e aplicar sobre a acne, 1 a 2 vezes ao dia.

Antes de usar a mistura, é importante lavar o rosto com água e sabonete neutro ou sabonete próprio para acne. Veja outros cuidados para pele com acne.

4. Óleo de melaleuca para partes íntimas

O óleo de melaleuca para partes íntimas pode ser usado para auxiliar no tratamento da vulvovaginite causada por candidíase, tricomoníase ou vaginose bacteriana, por exemplo.

Além disso, também pode ser usada por homens na região externa do pênis para ajudar a aliviar os sintomas de candidíase ou tricomoníase.

Ingredientes

  • 2 gotas de óleo essencial de melaleuca;
  • 2 colheres (de sopa) de óleo de coco, amêndoas doce ou azeite.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e passar na vulva, que é a região externa da vagina, ou na região externa do pênis, 1 vez ao dia, por no máximo 6 dias seguidos. Não aplicar dentro do canal vaginal.

Outra forma de usar o óleo de melaleuca para partes íntimas é o banho de assento, que pode ser preparado misturando 3 gotas do óleo essencial de melaleuca em 6 gotas de óleo de coco, amêndoas doce ou azeite, e adicionar a mistura em uma bacia com 3 litros de água morna. Esse banho de assento pode ser feito 1 vez por dia, por 3 a 5 dias. Veja outros banhos de assento para candidíase.

4. Óleo de melaleuca para cabelo

O óleo de melaleuca para cabelo pode ser usado para ajudar a controlar a caspa.

Ingredientes

  • 2 a 4 gotas de óleo essencial de melaleuca;
  • 100 mL de shampoo.

Modo de preparo

Misturar 2 a 4 gotas do óleo essencial de melaleuca em 100 mL de shampoo de uso habitual ou shampoo anticaspa e usar para lavar os cabelos, massageando bem o couro cabeludo. Enxaguar em seguida. Confira outros remédios caseiros para caspa.

5. Óleo de melaleuca para inalação

Devido suas propriedades antibacterianas e antivirais, o óleo de melaleuca também pode ser usado para inalação, para auxiliar em gripes, resfriados ou inflamações da garganta.

Essa inalação ajuda a eliminar o catarro mais facilmente das vias respiratórias, aliviando a congestão nasal.

Ingredientes

  • 2 gotas de óleo essencial de melaleuca;
  • 3 gotas de óleo essencial de eucalipto;
  • 1 litro de água fervente.

Modo de preparo

Misturar os óleos e adicionar na água fervente. Em seguida, deve-se cobrir a cabeça com uma toalha aberta, de modo que cubra também o recipiente contendo a solução. Inclinar a cabeça sobre o recipiente e inspirar o vapor o mais profundamente possível por até 10 minutos, repetindo 2 a 3 vezes ao dia. Esta toalha ajuda a manter o vapor da solução por mais tempo.

Ao terminar a inalação, é importante passar uma toalha molhada em água fria no rosto.  

6. Óleo de melaleuca para bochecho

O óleo de melaleuca para bochecho pode ser usado para inflamações na gengiva, chamada gengivite, ou para mau hálito.

Ingredientes

  • 1 gota de óleo de melaleuca;
  • 1 xícara de água morna.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e bochechar por cerca de 30 segundos, após escovar os dentes. Cuspir a solução em seguida. Confira outros remédios caseiros para gengivite.

Cuidados antes de usar a melaleuca

Antes de usar o óleo de melaleuca, deve-se verificar se possui alergia a esse óleo e, por isso, é recomendado passar uma gota do óleo de melaleuca na pele do dorso da mão e aguardar 24 horas. 

Caso surjam sintomas de alergia como vermelhidão, coceira, inchaço ou formação de pequenas bolhas, deve-se lavar a pele e não usar o óleo de melaleuca.

Possíveis efeitos colaterais

O uso do óleo essencial de melaleuca é considerado seguro para a maioria das pessoas quando aplicado sobre a pele, no entanto, pode causar efeitos colaterais como irritação, inchaço, coceira, sensação de queimação, ressecamento ou vermelhidão na pele ou mucosas.

Já quando usado para inalação podem surgir efeitos colaterais como náusea, dor de cabeça, tontura ou vertigem.

Além disso, caso ocorra ingestão acidental do óleo essencial de melaleuca, pode ocorrer intoxicação, com sintomas graves como confusão mental, dificuldade para se movimentar ou andar, bolhas na pele, diminuição da consciência ou coma. Nesses casos, deve-se ir imediatamente para o hospital.

Quem não deve usar

O óleo essencial de melaleuca não deve ser usado por pessoas que tenham eczema ou alergia a essa planta medicinal.

Durante a gravidez ou amamentação, o óleo essencial de melaleuca só deve ser usado se indicado pelo médico, pois ainda não existem estudos suficientes sobre a segurança do seu uso nessas fases. Além disso, o α-terpineol mostrou ter efeitos tóxicos no feto, em experimentos com ratos.

Da mesma forma, o uso em crianças só deve ser feito se recomendado pelo pediatra.

Além disso, o óleo essencial de melaleuca nunca deve ser ingerido por via oral, pois pode causar intoxicação.

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