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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Aprenda as técnicas para a propagação vegetativa de plantas

Fonte: site terral.agr.br

A reprodução de plantas ocorre de duas formas: Sexuada (nesse tipo de reprodução são formadas células especiais, chamadas de gametas. Onde um gameta feminino une-se a um gameta masculino através da fecundação que dá origem a um zigoto, que se desenvolve até formar a planta adulta e dar continuidade ao ciclo de propagação) e Assexuada ou vegetativa (neste caso as partes da planta, originam diretamente outra planta).
A propagação assexuada ou vegetativa pode ser dividida em Espontânea e Induzida.
Espontânea: quando a propagação se dá através de estruturas próprias. São elas: Sementes (todas as plantas com frutos); estolho (Morango, hortelã, grama, clorofito, etc.), tubérculos e bulbos (batata, beterraba, inhame, mandioca, lírio, dália, amarílis, copo-de-leite, etc.) e rizomas (gengibre, orquídeas, amambaia, lúpulo, aspidistria, helicônia, scheflera, guaimbé, filodendro, etc.);
propagação rizoma
Fonte da Foto: www.espacepourlavie.ca
Induzida: são as técnicas de propagação que iremos tratar neste artigo. Possui como vantagens a aceleração do crescimento, a propagação de plantas que nao possui sementes e a formação de indivíduos idênticos (clone), padronizando o produto e favorecendo a comercialização.
estaquia - induzida
Fonte da Foto: www.birminghamgardeningtoday.com

1.Divisão de touceiras

O caule emite brotações laterais, surgindo filhotes idênticos à mãe. Estes filhotes devem ser cortados com uma faca afiada e cada pedaço irá constituir novas plantas ou brotações. Exemplo de plantas propagadas dessa forma: cebolinha, clorofito, cimbidium, bromélia, grama, helicônia, etc.
divisao cimbidium
Fonte da Foto: www.pinterest.com

2. Estaquia

É o processo que usa um fragmento da planta, visando a regenerar as partes faltantes. Nas plantas herbáceas as partes comumente utilizadas são: ramos (gerânio, pingo de ouro, rosas, etc.), folhas (suculentas, violetas, peperômia, folha da fortuna, etc.) e pedaços de folhas (espada-de-são-jorge, begônia, etc.).estaquia - suculentas
Fonte da Foto: www.needlesandleaves.net

3. Enxertia

É o processo pelo qual se faz a união íntima entre duas plantas de maneira que se cria uma interdependência na qual uma não pode sobreviver sem a outra. Uma fica em baixo e é denominada cavalo ou porta-enxerto;  e sua função é fornecer  água e sais minerais, modificar o porte, conferir resistência, tolerância ou imunidade contra fatores adversos; a outra fica em cima, é denominada cavaleiro ou enxerto e tem a finalidade de produção. Esta técnica se divide em 3 ítens:
Borbulhia (o enxerto é uma borbulha ou gema): a borbulhia consiste na justaposição de uma única gema sobre um porta-enxerto enraizado. Com a ponta do canivete de enxertia, abre-se a região da casca abrangida pelas incisões, levantando-a para inserção da borbulha que é introduzida com a gema voltada para o lado externo. Em seguida, deve-se amarrá-la de cima para baixo, com o auxílio de um fitilho plástico, fita de banana (casca do caule) ou fita biodegradável. Toda essa operação deve ser rápida, para que não ocorra ressecamento das regiões de união dos tecidos ou cicatrização dos cortes antes que ela seja finalizada.
borbulhia1
Fonte da Foto: www.figs4funforum.websitetoolbox.com
borbulhia2
Fonte da Foto: www.figs4funforum.websitetoolbox.com
borbulhia3 
Fonte da Foto: www.tropicalbonsainursery.net
Encostia (união entre duas plantas inteiras): é uma técnica que consiste na junção de duas plantas inteiras, que são mantidas dessa forma até a união dos tecidos. Após essa união, uma será utilizada somente como porta-enxerto e a outra como copa. Para fazer essa enxertia, o porta-enxerto enxerto deve ser transportado em um recipiente até a planta que se quer propagar sendo geralmente colocado na altura da copa, através da utilização de suportes de madeira que o sustentarão. Corta-se uma porção do ramo de cada uma das plantas, de mesma dimensão, e encostam-se as partes cortadas, amarrando-as em seguida com fita plástica para haver união dos tecidos. O enxerto é representado por um ramo da planta matriz, sem dela se desligar até que ocorra a soldadura ao porta-enxerto. Após 30-60 dias, havendo a união dos tecidos, faz-se o desligamento da nova planta, cortando-se acima do ponto de união do porta-enxerto. Nessa fase, retira-se o fitilho plástico que estava amarrado e destaca-se o ramo da planta original, formando uma nova copa. Tem-se, assim, a muda, constituída de copa e porta-enxerto. A primavera é a estação mais adequada para a prática da encostia e as que são realizadas no outono desenvolvem-se muito lentamente.
encostia 
Fonte da Foto: www.aggie-horticulture.tamu.edu
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Fonte da Foto: www.courses.cit.cornell.edu
Garfagem: é um método de enxertia que consiste na retirada e transferência de um pedaço de ramo da planta matriz (copa), também denominado garfo, que contenha uma ou mais gemas para outra planta que é o porta-enxerto. Com este método, é possível ter em uma mesma planta, variedades diferentes de frutos, por exemplo: 2 maçãs com cores diferentes ou um limoeiro que produza, limões, laranjas e mexericas, etc. O que garante a produção é a compatibilidade genética das espécies do mesmo gênero. Este processo possui duas técnicas principais demonstradas nas fotos abaixo. São elas:
  • Na garfagem em meia fenda, o garfo é cortado em bisel duplo. O porta-enxerto é cortado transversalmente, fazendo-se, em seguida, uma incisão igual a largura do bisel. Aprofunda-se a incisão para baixo, por meio de movimentos com o canivete de enxertia, então introduz-se o garfo na fenda, de tal modo que as camadas das duas partes fiquem em contato em pelo menos um dos lados. Esse tipo de garfagem é utilizado quando os garfos são de diâmetros diferentes do porta-enxerto, sendo necessário que pelo menos um dos lados esteja em contato com os tecidos para que ocorra o processo de cicatrização e sobrevivência do enxerto.
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Fonte da Foto: www.smallkitchengarden.net
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Fonte da Foto: www.the-night-gardener.blogspot.com
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Fonte da Foto: www.greenhousebed.com
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Fonte da Foto: www.starkbros.com
  • Já na garfagem em fenda cheia, a obtenção do garfo é idêntica ao caso anterior. O porta-enxerto é cortado transversalmente à altura desejada, praticando-se em seguida uma fenda cheia, do mesmo tamanho do garfo que será introduzido nessa fenda, de maneira que os dois lados desse garfo coincidam por completo com o diâmetro do porta-enxerto. Após a introdução do garfo no porta-enxerto amarra-se com fita ou coloca-se parafina para que o lugar seja vedado da contaminação do ar (doenças) e facilite a cicatrização do corte.
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Fonte da Foto: www.gardenaction.co.uk
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Fonte da Foto: www.gardenaction.co.uk
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Fonte da Foto: www.gardenaction.co.uk
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Fonte da Foto: www.northernpecans.blogspot.com
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Fonte da Foto: www.gardenaction.co.uk

4. Alporquia

A alporquia é um método de propagação em que se faz o enraizamento de um ramo ainda ligado à planta matriz (parte aérea), que só é destacado da mesma após o enraizamento. O método consiste em selecionar um ramo da planta, de preferência com um ano de idade e diâmetro médio. Nesse ramo, escolhe-se a região sem brotação e faz-se um anelamento, de aproximadamente dois centímetros, retirando toda a casca (floema) e expondo o lenho. Depois disso, deve-se cobrir o local exposto com substrato umedecido (fibra de coco ou esfagno) e envolvê-lo com plástico transparente (para facilitar a visualização das raízes), cuja finalidade é evitar a perda de água, amarrando bem as extremidades com um barbante, ficando com o aspecto de um “bombom embrulhado”. Os fotoassimilados elaborados pelas folhas e as auxinas pelos ápices caulinares deslocam- se pelo floema e concentram-se acima do anelamento, promovendo a formação das raízes adventícias nesse local. Recomenda-se que a alporquia seja feita de preferência na época em que as plantas estejam em plena atividade vegetativa (primavera), após a colheita dos frutos, com o alporque mantido sempre úmido. A separação do ramo que sofreu alporquia da planta matriz depende da espécie e da época do ano em que foi feito o alporque. Após a separação, o ramo enraizado deve ser plantado em condicionador de solo com nutrientes e mantido à meia sombra até a estabilização das raízes e a brotação da parte aérea. Quando isso ocorrer, as mudas estarão prontas para serem plantadas no campo. A alporquia é utilizada na propagação de muitas espécies frutíferas e floríferas, por exemplo, lichia, jabuticaba, hibiscos híbridos e trepadeira-jade.
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Fonte da Foto: www.instructables.com
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Fonte da Foto: www.pinterest.com
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Fonte da Foto: www.cityplanter.co.uk
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Fonte da Foto: www.gardenofeaden.blogspot.com
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Fonte da Foto: www.dqfarm.blogspirit.com

5. Mergulhia

Consiste em mergulhar um ramo no solo, sem separá-lo  da planta mãe, com a finalidade de o mesmo regenerar um novo sistema radicular para depois ser separado. A mergulhia é feita no solo, vaso ou canteiros, quando os ramos das espécies são flexíveis e de fácil manejo. O método de mergulhia consiste em enterrar partes de uma planta, como ramos, por exemplo, com o objetivo de que ocorra o enraizamento na região coberta. É um processo usado na obtenção de plantas que dificilmente se propagariam por outros métodos. O enraizamento ocorre devido ao acúmulo de auxinas (hormônios endógenos) pela ausência de luz na região enterrada ou coberta, que promove a formação das raízes adventícias e também pelo aproveitamento do fornecimento contínuo de água e nutrientes da planta matriz. É muito importante que o local para a realização da mergulhia esteja isento de patógenos, pois como é utilizado o solo para o enraizamento, há sempre o risco de contaminação das novas plantas por doenças e/ou pragas. É importante colocar um tutor na planta a ser enraizada para que a mesma cresça ereta. A mergulhia é um método bastante utilizado na obtenção de porta-enxertos de macieira, pereira e marmeleiro e trepadeira-jade.
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Fonte da Foto: www.jury.co.nz
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Fonte da Foto: www.agardenforthehouse.com
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 Fonte da Foto: www.rodalesorganiclife.com
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Fonte da Foto: www.boundless.com

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sabia que é possível cultivar uma árvore jaboticabeira em vaso?

Extraído do  blog Jardim de Helena em www.gaucha.com.br/jardimdehelena

Autoria: Eng. Agr. Helena  Schanzer

Já pensou colher jaboticaba na sacada do apartamento? Sim, isto é  possível!  Dá para cultivar uma árvore jaboticabeira em vaso, o importante é que a planta receba sol direto pelo menos 6 horas por dia para frutificar. A jaboticabeira, Myrciaria trunciflora*, possui uma peculiaridade: floresce e frutifica nos troncos e galhos. Os frutos deliciosos são consumidos pela avifauna e pelas pessoas. A árvore é muito ornamental e é usada no paisagismo.
jabuticaba com frutos
Jaboticabeira cheia de frutos – Foto: Pixabay
Os frutos podem ser consumidos in natura e na forma de sucos, geléias e também na produção de cosméticos. A jaboticabeira é uma árvore enorme, atinge de  10 a 15 metros de altura, é perene ( não perde as folhas) e é nativa do Brasil. Ocorre do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, em especial na mata pluvial Atlântica. Apesar de crescer  na mata a até altura de 15 metros, quando plantada em vaso, ela atinge 2 a 3 metros, conforme o tamanho do vaso. Ela é de crescimento lento. Dica: Quando for comprar a muda da jaboticabeira, prefira uma que já esteja frutificando, porque demora em média 8 anos para  começar a frutificar.
foto helena jaboticabeira 2
Frutos amadurecendo da jaboticabeira – Foto: Helena Schanzer
Para plantar uma jaboticabeira em um vaso, é necessário um vaso grande, pelo menos com diametro de 0,60 mt de boca e altura de 0,50 mt. Faça a camada de drenagem com brita ou sinasita, bidim como filtro e substrato rico em composto orgânico e bem drenado (acrescente areia ou sinasita pequena). Considere o peso final ( mais o peso da água quando regamos) para posicionar o vaso na sacada, verifique se a estrutura suporta a carga. Se você tem espaço no jardim ou no sítio, plante uma árvore de jaboticaba  e tenha sempre passarinhos  no jardim comendo os frutinhos. A jaboticabeira chega a florescer 2 vezes por ano: em agosto/setembro e janeiro/fevereiro.
foto helena jaboticabeira
Frutos no tronco da Jaboticabeira – Foto: Helena Schanzer
Para ter inspiração para plantar frutíferas em vasos na sacada do apartamento, dá uma olhada aqui.  Para ver todas opções de frutíferas que dá para plantar veja aqui.

*Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil/Harry Lorenzi. Nova Odessa, SP. Editora Plantarum, 1992. Brasil.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Os melhores vegetais para cultivar em um vaso:

1. Alface
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Um dos vegetais mais fáceis de cultivar, as sementes de alface vão crescer bem em quase qualquer lugar, então apenas polvilhe-as no vaso e dê um pouco de água. Além disso, 
você pode semear um monte de espécies diferentes no mesmo recipiente.
 
Importante: A alface precisa de muita luz solar, leve isso em consideração ao escolher
 onde colocar o vaso.
 
2. Espinafre
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Como a alface, o espinafre é fácil de plantar em um vaso. Basta jogar as sementes e dar um 
pouco de água. A melhor parte é que você pode simplesmente cortar a planta, e ela vai 
crescer mais ainda.
 
Importante: O espinafre gosta de uma boa quantidade de luz solar, bem como uma
 drenagem correta.
 
3. Acelga
Fácil de cultivar, basta plantar as sementes e dar água. Quando estiver pronto, corte as 
folhas e deixe a acelga crescer novamente.
 
4. Vagem
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
A vagem é uma das coisas mais fáceis de cultivar, de modo que você pode fazer disso um
 projeto para os seus filhos. Se você a colher regularmente, ela vai continuar produzindo
 mais e mais.
 
Importante: A vagem, como todo feijão, é uma trepadeira, portanto vai precisar de uma 
treliça onde possa "se encostar".
 
5. Cebolinha
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Incrivelmente fácil de plantar e pode produzir lindas flores. A única desvantagem é que pode
 levar vários meses para que esteja pronta para a colheita.
 
6. Tomate
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Tomates ficam muito bem em vasos e, se você quer resultados mais rápidos, plante o
 tomate-cereja. Esta também é uma planta trepadeira, portanto coloque uma treliça.
 
Importante: É mais difícil semear o tomate em um vaso, portanto é melhor comprar mudas, 
em vez de sementes.
 
7. Pepinos
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Pepinos têm crescimento rápido, e um pepino fresco é um delicioso complemento para 
saladas. Também é ótimo para adicionar um aroma leve à água.
 
Importante: Os pepinos também crescem para cima, então use uma treliça resistente no 
vaso. 
 
[related-articles]
 
8. Cenoura
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Cenouras amam vasos fundos, mas podem levar até três meses para amadurecer.
 
9. Rabanete
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
Rabanetes têm crescimento rápido, e demoram apenas 25 dias para estarem prontos para o
 consumo. Após as sementes começarem a brotar, pode-os para que não compitam uns com
 os outros.
 
Importante: Rabanetes não gostam de calor, por isso, se você vive em uma área quente,
 procure espécies que são mais resistentes ao calor.
 
10. Pimentão e pimenta
Os 10 Vegetais Mais Fáceis De Plantar Em Um Vaso
As espécies de pimenta que são adequadas para o cultivo em vaso são pimentões e 
dedo-de-moça. Eles exigem certas condições para começar a crescer, por isso é melhor 
começar com mudas.
 
Importante: Se você decidir plantar pimentas ou pimentões, pode levar até três meses para 
que amadureçam. Se você está com pressa, então plante o mini pimentão vermelho - que só
 leva dois meses.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mais importante do que adubar muito é adubar sempre.Compostos Orgânicos,Substratos e Condicionadores ou corretivos de solo


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Compostos Orgânicos: Material resultante da compostagem, nome dado ao processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. Na compostagem, os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos em material estável, tipo húmus, conhecido como composto orgânico. Este composto, que pode ser feito até com restos de lixo doméstico, além de ser um excelente adubo orgânico, contribui ambientalmente para a reciclagem.

Substratos: Substrato é a base sobre a qual as plantas se desenvolvem. Serve como sustentação e como fonte de nutrientes. Não existe uma fórmula ideal de substrato, por isso, cada especialista cria a sua, na maioria das vezes envolvendo terra, húmus de minhoca, areia, turfa, vermiculita ou casca de pinus. O importante é que ele seja fértil, fino, com boa capacidade de absorção e drenagem de água e completamente livre de pragas. São especialmente indicados para cobertura de gramados e nas covas onde as plantas serão plantadas.

Condicionadores ou corretivos de solo: Os condicionadores ou corretivos de solo não são considerados fertilizantes, mas atuam diretamente na correção do pH e de algumas outras características do solo. A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios trazem ao jardim, pois está diretamente relacionada à saúde e ao bom desenvolvimento das plantas. Os condicionadores de solo proporcionam uma combinação favorável de vários efeitos, dentre os quais se mencionam os seguintes:
• eleva o pH;
• diminui ou elimina os efeitos tóxicos do alumínio, manganês e ferro;
• diminui a “fixação” de fósforo;
• aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e molibdênio no solo;
• aumenta a eficiência dos fertilizantes;
• aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes, tais como nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica;
• reduz o desenvolvimento de fungos e pragas que preferem solos ácidos.
Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos do solo. Os principais são: calcáreo dolomítico, cal virgem, gesso agrícola, conchas marinhas moídas e cinzas. Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.
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Como e quando adubar
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Boa parte dos nutrientes é levada pela água, o que faz com que precisem ser repostos regularmente. Uma boa medida é alternar adubos orgânicos trimestralmente e adubos químicos quinzenalmente ou mensalmente, de acordo com a formulação, época do ano e tipo de planta (verifique indicações nas embalagens dos produtos).
Mais importante do que adubar muito é adubar sempre. Adubar rotineiramente a planta, além de deixá-la vigorosa e bonita, aumenta sua resistência a pragas e doenças.
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Quando não adubar

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Evite adubar as plantas durante a floração e no momento do transplante, nesse caso, espere cerca de quatro semanas para começar o esquema de adubação.
por Alexandre Bacelar

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Horta doméstica: como plantar em casa

BY  · 04/12/2014

Great-herbs-and-Plants-for-Apartment-Gardening
Todo o grande chef de cozinha sabe que um dos principais segredos da alta gastronomia são os ingredientes frescos. Além de mais sabor, eles deixam o seu prato mais colorido e saudável. Você não precisa ser um chef para ter essa qualidade e saúde em casa. Basta investir em uma horta doméstica. É rápido, barato e fácil! Aprenda a plantar em casa!
Onde plantar em casa?
Jardineira vertical
Jardineira vertical
As plantas nem sempre precisam de espaço, porém não sobrevivem sem luz. O local escolhido para você para fazer a sua horta precisa ser iluminado. A maior parte delas necessita de pelo menos quatro horas diárias de exposição ao sol (se for possível, o sol da manhã ou do fim da tarde).
Se o seu espaço é reduzido, pode optar pelas jardineiras, que podem conter mudas de diferentes tipos. Cuidado apenas ao misturar espécies! O ideal é plantar hortaliças com características semelhantes, como a necessidade de água e o tipo de terra adequado.
Você pode plantar até dois tipos de planta no mesmo vaso, observando a distância entre elas. Manjericão e coentro, por exemplo, devem ser plantados a uma distância de 30 centímetros um do outro.
Como e quando regar?
Para manter uma horta, você deverá ter disposição para regá-la. Isso deverá ser feito em horários em que o sol não esteja muito forte: a evaporação devido ao calor vai prejudicar a alimentação das plantas.
Também é preciso verificar qual é a quantidade ideal para cada espécie: o excesso de água aumenta a possibilidade da proliferação de doenças. Para evitar que fiquem encharcadas, cuide para que os vasos tenham furos para auxiliar no escoamento da água. Uma boa dica para saber se está na hora de regar é tocar a terra para se certificar de que não está úmida.
O que plantar em casa?
A escolha dos vegetais a serem plantados depende do que você quer ter à disposição. É importante também saber que tipos de hortaliças, frutas, ervas ou temperos são adequados ao espaço de que você dispõe.
Se você tem um belo jardim disponível, invista em árvores frutíferas e em hortaliças como abobrinha, berinjela, brócolis e pimenta, por exemplo. Hoje em dia, no entanto, nem todo mundo tem espaço para cultivo. Mesmo assim, é possível utilizar terraços, varandas e sacadas de apartamentos para plantar em vasos.
Mudas x sementes
Analise também o que é melhor no seu caso: comprar mudas ou sementes. A plantação da semente é mais demorada. É o mais indicado para vegetais como beterraba e cenoura. A opção das mudas é para quem tem mais pressa. É o ideal no caso da alface, por exemplo. Além disso, de maneira geral, as mudas podem ser plantadas em qualquer período do ano. No caso das sementes, a época ideal varia de acordo com a espécie.
Temperando a comida
Ervas em vasos
Ervas em vasos
Existem diversas opções de ervas e temperos que podem ser cultivados em vasos, colocados em pequenos espaços. Os temperos mais comuns para serem plantados em casa são alecrim, cebolinha, salsa, coentro, hortelã, manjericão, manjerona, tomilho e orégano. Confira algumas dicas:
  • Alecrim: Em geral, é usado para temperar carnes e legumes. Deve ser plantado em um vaso redondo e fundo, com profundidade de 30 a 40 centímetros. Precisa de ambientes ensolarados.
  • Hortelã: É usada para temperar pratos salgados, como saladas, peixe e carneiro, mas também para aromatizar sucos e sobremesas. Deve ser plantada em um vaso com terra sempre úmida e precisa ficar em um local com exposição ao sol. A hortelã deve ser plantada sozinha, pois suas raízes podem matar plantas próximas.
  • Manjericão: Dá um sabor e aroma especiais à comida. É utilizado em molhos, carnes e peixes. Não deve ser plantado em um vaso pequeno, pois pode chegar a 60 centímetros de altura. Precisa ser bem hidratado e ficar em um local em que pegue sol.
  • Orégano: É amplamente utilizada na cozinha: em pizzas, saladas, molhos, peixes e carnes. Pode ser plantado em recipientes menores, gosta de solo leve, umidade e bastante luz.
  • Tomilho: Pode ser usado no tempero de peixes ou carnes. Chega a 30 centímetros de altura e pode ser plantado em um vaso pequeno. Precisa de bastante sol.
Manutenção da plantação
Retire folhas secas e amareladas das ervas e revolva a terra a cada três meses, com cuidado para não danificar as raízes durante a operação. A horta em vasos dura de seis meses a um ano. Passado esse período, troque a planta por outra.
É recomendado adubar a sua horta pelo menos duas vezes por ano. Os adubos orgânicos são mais indicados que os químicos, porque você vai utilizar os temperos plantados na sua alimentação. Monitore com frequência possíveis ataques de pragas. Se ocorrer, opte por inseticidas naturais, como calda de fumo ou de sabão, já que as ervas irão direto para o seu prato!
Verduras e legumes em casa
Alface em vaso
Alface em vaso
A maioria das hortaliças que nascem no chão também podem ser cultivadas em vasos. Alguns exemplos das verduras e legumes que você pode ter na sua casa são alface, tomate, rúcula, cenoura, beterraba, rabanete, cebola e espinafre! Confira dicas para ter uma salada saudável na sua casa:
  • Alface: Precisa de um ambiente com bastante exposição solar, necessita de cinco horas diárias de sol e circulação de ar. O vaso deve ter pelo menos um palmo de profundidade. As floreiras são uma boa opção, pois garantem também espaço para várias mudas. A alface precisa de um solo rico em nutrientes, portanto, você vai precisar adubá-lo. O ideal é regar em dias alternados. O ciclo da alface varia entre 60 e 90 dias. Na hora da colheita, você deve extrair a planta toda.
  • Tomate: Embora seja uma fruta, é bastante utilizado nas saladas e molhos. O tomate deve ser plantado em local arejado e com exposição ao sol: precisa de quatro horas diárias de luz solar. O vaso deve ter cerca de 40 centímetros de altura. Você deve semear os tomates entre os meses de abril e junho. A planta precisa de umidade e deve ser podada assim que tiver ramos com flores. Nesse momento, a parte superior do caule deve ser cortada. O tomateiro também deve ser preso a uma estaca, o que vai auxiliar a suportar o peso dos frutos.
  • Rúcula: É uma planta de rápido cultivo: as folhas podem ser colhidas quatro semanas após semeadas! Ela pode ser mantida em ambientes fechados, já que se desenvolve melhor em locais não muito quentes. Como as raízes são pequenas, não precisa de um vaso grande: 20 centímetros de profundidade já são suficientes. As sementes são pequenas, por isso podem ser plantadas superficialmente.
Fruta direto do pé
Laranjeiras em vasos
Laranjeiras em vasos
Apanhar a fruta do pé e comer imediatamente tem outro sabor: para muitos, o gosto da infância! Se você quiser, pode cultivar uma árvore frutífera em casa, mesmo em pequenos espaços. Alguns dos tipos mais indicados são aqueles que têm porte pequeno e crescimento lento, como pitanga, jabuticaba, limão e romã.
Se você mora em apartamento, pode plantar a sua árvore frutífera em um vaso. Preste atenção ao tamanho do recipiente: deve ter pelo menos dez centímetros a mais de diâmetro que o torrão da muda. O vaso deve ter um furo no fundo, para o escoamento da água. As frutas precisam de umidade, mas ela não pode ser excessiva. Você deve regar a sua árvore frutífera até quatro vezes por semana no verão e duas vezes por semana no inverno. Confira algumas espécies indicadas para o cultivo em vasos:
  • Jabuticabeira: A árvore pode chegar aos dois metros de altura. Precisa de um solo profundo, sendo ideal para o jardim. Porém, pode ser plantada em um vaso profundo, de preferência com 50 centímetros de altura por 50 centímetros de largura. Frutifica entre setembro e dezembro. Não precisa de sol direto e é sensível ao frio. Por isso, se adapta bem a ambientes cobertos.
  • Romãzeira: É uma planta resistente ao frio e a condições diversas de temperatura e clima. Seu tamanho varia de dois a cinco metros de altura. O mais indicado para vasos é a minirromãzeira. Essa árvore frutifica entre o fim do verão e o início do inverno.
  • Limoeiro: Precisa de um ambiente que seja bastante iluminado: a planta necessita de seis horas de exposição ao sol por dia. Deve ser plantado em um recipiente grande, de pelo menos 80 centímetros de largura por 70 centímetros de altura. O vaso deve ser colocado em local com circulação de ar. A terra deve estar sempre úmida, porém nunca encharcada. O mais indicado é o limão tahiti.
Opção prática e saudável
Escolha o que você vai plantar e coloque as mãos na massa, ou melhor: na terra! A falta de espaço não é motivo para você não ter a sua horta doméstica. Essa é uma boa maneira de economizar recursos na compra de alimentos e, ao mesmo tempo, de consumir frutas, verduras, legumes e temperos mais saudáveis, livres de agrotóxicos.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Apartamentos - Momento Ambiental - horta urbana





O espaço pode até ser apertado, mas isso não impede que atitudes sustentáveis sejam colocadas em prática. Hoje, 19 milhões de brasileiros vivem em apartamentos e nem imaginam que algumas mudanças de hábitos possam fazer tanta diferença. Dar um destino diferente ao lixo orgânico com o uso de sistemas compactos de compostagem é só um exemplo. As hortas verticais também ajudam a deixar a ambiente mais verde, agradável e ecológico.