quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dia da Terra: por que é preciso proteger a ‘pequena’ biodiversidade


Abelhas, rãs, peixes minúsculos e o milho têm maior risco de extinção que baleias, tigres e águias

Google destaca a data com um doodle especial




Apicultor tira mel de colmeia. E. Feferberg / AFP
“Não podemos falar de biodiversidade sem falar de besouros.” É assim que Mario García, pesquisador científico do Museu Nacional de Ciências Naturais da Espanha, exemplifica a importância da chamada “pequena” biodiversidade – aquela que passa mais despercebida e que, por acreditarmos ser mais comum, nem sempre é encarada com a devida seriedade. O caso recente mais paradigmático é o conhecimento do efeito catastrófico de determinados pesticidas sobre as abelhas, responsáveis pela polinização de mais de 250.000 plantas florais, sem contar muitas que são cruciais para nossa agricultura e para a alimentação.


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Calcula-se que em todo o mundo há 380.000 espécies de besouros já identificadas, “de pragas a espécies que estão desaparecendo agora mesmo sob alguma escavadeira”, calcula García. Isso significa sete vezes mais do que todas as espécies de vertebrados juntas. Mais de 90% dabiodiversidade registrada (1,9 milhão de espécies) é pequena, porque até mesmo entre as mais de 300.000 plantas as árvores são as menos numerosas. O problema é que muitas delas podem estar desaparecendo agora porque nem sequer se conhece seu status, e muito menos o da grande maioria da biodiversidade estimada (8,7 milhões de espécies, 99% das quais são invertebrados).
Lista Vermelha da União Internacional para a Preservação da Natureza só consegue classificar a situação de 78.000 espécies. É algo curioso, já que aqui, sim, ganham as aves (10.300) e os mamíferos (5.400), com praticamente todas as suas espécies registradas incluídas. Se extrapolarmos para o caso espanhol, também fica evidente essa diferença, porque nos catálogos de espécies com proteção especial e ameaçadasos vertebrados (508) ganham com folga das plantas (341) e dos invertebrados (89), contando ainda com o fato de entre estes últimos haver 9.000 espécies de besouros.
A lista de 10 exemplos de espécies que trazemos aqui não só destaca essa fauna invertebrada que recicla resíduos, poliniza plantas, espalha sementes e controla pragas de maneira natural, como também as espécies vegetais e os pequenos vertebrados que atuam da mesma maneira para manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. É uma maneira de homenagear sua importância no Dia da Terra.
1. Abelha Bombus franklini


Dia da Terra 2016: Bombus franklini. Wikipedia


Em novembro de 2008, sob a supervisão da Real Sociedade Geográfica de Londres, o plâncton e as abelhas ficaram empatados em uma decisão final do Instituto Earthwatch sobre qual é a espécie mais importante e imprescindível para a vida na Terra. As abelhas acabaram ganhando. Constantemente surgem estudos que confirmam essa decisão, como o que foi publicado pela Science e coordenado pela FAO, no qual se compara 344 regiões agrícolas na África, na Ásia e na América Latina. A conclusão é que a produtividade é notadamente mais baixa nos terrenos que atraíram um menor número de abelhas durante a temporada principal de floração.
Desde quatro anos antes da decisão tomada em Londres, em 2004, não se tem notícias da Bombus franklini, uma espécie cujo raio de distribuição está circunscrito a 300 quilômetros entre os Estados do Oregon e da Califórnia, nos Estados Unidos. Está catalogada em perigo de extinção na Lista Vermelha da UIPN e sofre as causas que oGreenpeace expõe em O Declínio das Abelhas. A ONG adverte que as populações desses insetos na Europa caíram 25% entre 1985 e 2005 por causa de uma aliança mortal de doenças, do uso intensivo de pesticidas, do déficit nutricional, da transformação do habitat e das mudanças climáticas.
2. Besouros Mylabris uhagonii
Agrupados na ordem dos coleópteros, eles formam a maior variedade de espécies do planeta, com cerca de 380.000. Entre as 12 espécies que a Espanha incluiu oficialmente na sua lista de proteção especial, sobre um total de 9.000, não está uma endêmica, a Mylabris uhagonii. “Desde 1950 não temos notícia da ocorrência dessa espécie na natureza. Até então era comum vê-las, até mesmo em pleno Paseo del Prado, em Madri”, afirma Marcio García, pesquisador que conta com a coleção mais completa da espécie.
“Em torno da data em que deixou de ser frequente, parece que a espécie foi muito afetada pelo uso intensivo de DDT, já que suas larvas se alimentavam de gafanhotos e crustáceos que formavam pragas e atacavam as plantações”, sentencia García. Controlar pragas é uma das muitas funções realizadas pelos coleópteros, dos quais também fazem parte besouros responsáveis pela decomposição de matéria orgânica.
3. Borboleta monarca


Dia da Terra 2016: Borboleta monarca. Wikipedia


Os lepidópteros estão a salvo em parte por serem tão vistosos, por isso a borboleta monarca está para os insetos como o panda ou o tigre para os mamíferos. Seu périplo migratório entre os Estados Unidos, Canadá e México (mais de 4.000 quilômetros) também ajuda a visibilizar uma espécie e uma ordem, o dos lepidópteros, muito afetadas pelos efeitos da mudança climática e da destruição do hábitat, neste caso as florestas de pinheiros.
Os últimos dados do WWF México são animadores: “Na temporada 2015-2016 foram registadas nove colônias que ocuparam 4,01 hectares de floresta, superfície que representa um aumento em relação à temporada 2014-2015 (1,13 hectare) e poderia ser um sinal de recuperação depois de chegar ao seu nível mais baixo em 2013-2014 (0,67 hectare)”.
Depois dos coleópteros, os lepidópteros formam a mais numerosa ordem de insetos, com 170.000 espécies. Além de seu valor intrínseco para a biodiversidade, a administração provincial de Palencia (norte da Espanha) demonstrou que uma borboleta Phengaris nausithous, uma das mais ameaçadas da Europa, pode se tornar uma atração turística regional, junto com o urso pardo. É uma maneira de apostar na conservação de uma espécie para a qual os modelos climáticos preveem, até 2050, uma drástica redução populacional, da ordem de 20% a 70%.
4. Mexilhão-auriculado
Há vinte vezes mais espécies descritas de moluscos (90.000) do que de mamíferos. As conchas que enfeitam as praias e as ostras elevadas à categoria de manjar culinário fazem parte de uma ordem pouco lembrada por sua importante contribuição para a biodiversidade e o bem-estar humano. Nos Estados Unidos, um projeto de investigação e restauração vinculado às ostras e realizado pela NY/NJ Baykeeper, está demonstrando que esses moluscos são cruciais para limpar as águas dos rios que desembocam no Atlântico a partir de Nova Jersey.
Como os caranguejos, os moluscos filtram e purificam as águas durante sua função de nutrição, por isso também são chamadas em algumas línguas de náiades, as míticas ninfas protetoras das águas doces. Um desses moluscos, o mexilhão-auriculado-do-rio (Margaritifera auricularia) está sob ameaça de extinção, segundo o catálogo espanhol de espécies ameaçadas. Atualmente, só está presente na bacia do rio Ebro, e suas populações correm sério risco por causa de outro dos principais impactos para a biodiversidade, a invasão de espécies exóticas, neste caso o mexilhão-zebra e a ameijoa-asiática
5. Astragalus nitidiflorus
Esta leguminosa endêmica das colinas vulcânicas de Cartagena (região de Múrcia, sudeste Espanha) foi redescoberta em 2004 depois de ser considerada extinta. Um projeto LIFE+ da União Europeia recuperou sua atualidade e valor após vários anos de estudos e tentativas de recuperação promovidas pela Universidade Politécnica de Cartagena (UPCT) e a Associação de Naturalistas do Sudeste Espanhol (Anse). Um ainda incipiente plano de recuperação da planta, conhecida em espanhol comogarbancillo de Tallante, e a reintrodução de 6.000 sementes e 6.500 mudas procedentes de viveiros buscam ressuscitar uma espécie que contava com apenas 300 espécimes reprodutores.
“Quando o pequeno protege o grande.” Juan José Martínez, catedrático do Departamento de Produção Vegetal da UPCT, ilustra com esse slogan, usado no projeto LIFE+, do qual também é coordenador, a relevância do garbancillo de Tallante. “Ele se tornou um ícone para a conservação de todos os recursos naturais, arquitetônicos e paisagísticos da zona oeste de Cartagena, não só dos seus próprios povoados. Se quisermos conservar o garbancillo devemos conservar seus hábitats, com toda a diversidade associada que comportam: variedades de amendoeiras nativas, alfarrobeiras, socalcos tradicionais, pastoreio extensivo…”


Dia da Terra 2016: Garbancillo de Tallante.Wikipedia


6. Sapatinhos-de-dama
A coleta e a exibição de espécies, associadas muitas vezes ao tráfico ilegal, são outras mazelas da biodiversidade. Poucas plantas sofrem tanto dessa prática como as belas orquídeas. Na última atualização da Lista Vermelha da UICN, o organismo destacou que “a avaliação das 84 espécies de orquídea sapatinho-de-dama da Ásia tropical (que estão entre as mais belas plantas ornamentais do planeta) indica que 99% estão ameaçadas de extinção, principalmente por causa da coleta excessiva para a horticultura e da perda de hábitat.”
Este mesmo gênero (Cypripedium) inclui uma espécie de sapatinho-de-dama presente na Espanha (Cypripedium calceolus) e catalogada em perigo de extinção. Só cresce nos Pirineus Aragoneses e Catalães e está regredindo: das sete populações presentes em Aragão nos anos 1990, hoje só se conhecem três.
7. Rã Eleutherodactylus thorectes
Em setembro de 2012, como previu o Congresso Mundial da Natureza realizado em Jeju (Coreia do Sul), a Sociedade de Zoologia de Londres (ZSL, na sigla em inglês) e a UICN apresentaram a lista das 100 espécies de fauna e flora mais ameaçadas do mundo. Nenhuma era associada a animais icônicos e 70% eram plantas, invertebrados e pequenos e desconhecidos vertebrados. Nove delas eram anfíbios, representação infelizmente habitual, já que, segundo a UICN, esta é a classe de vertebrados que apresenta maior proporção de espécies ameaçadas no mundo: 41%.


Dia da Terra 2016: Eleutherodactylus thorectes.Robin Moore


Na lista apresentada em Jeju figurava a rã da espécie Eleutherodactylus thorectes, uma das menores do mundo (do tamanho de uma uva), que se encontra em perigo crítico de extinção e endêmica no maciço de La Hotte, no Haiti. A UICN tem poucas esperanças para enfrentar esse caso, pois sua sobrevivência entra em conflito com o desmatamento e a abertura de terras agrícolas para a economia de subsistência das comunidades locais.
8. Fartet
A lista conjunta da ZSL e da UICN inclui também nove pequenos peixes, a classe dos vertebrados com maior número de espécies descritas. Entre eles, há um do gêneroAphanius, justamente ao qual pertencem duas das espécies mais ameaçadas da Espanha, conhecidas localmente como samaruc e fartet. Ignacio Doadrio, professor de pesquisa do MNCN/CSIC e um dos maiores conhecedores dos peixes de águas continentais espanholas, afirma que “além de seus valores intrínsecos dentro dos ecossistemas onde habitam e como grande informação evolutiva, as espécies do gênero Aphanius são excelentes controladoras da proliferação de larvas de mosquitos e, portanto, da transmissão de doenças.”


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Assim como o samaruc, o fartet também está em perigo de extinção. Suas populações endêmicas espanholas se restringem a dois núcleos na costa mediterrânea e um na costa atlântica no estuário do rio Guadalquivir. Doadrio lamenta que não se aprenda com os erros que levaram o fartet a essa situação. “A principal ameaça a nossas espécies autóctones é a introdução de [espécies] exóticas. Há pouco tempo, numa zona quase sem exemplares desse tipo no rio Hozgarganta, em Cádiz, foram soltos ciprinídeos da Ásia que começaram a transmitir doenças a endemismos ibéricos”, afirma.
9. Pardal
A Sociedade Espanhola de Ornitologia (SEO/BirdLife) declarou o pardal a Ave do Ano 2016. Com isso, pretende chamar atenção para a alarmante queda no número de exemplares de espécies que antes eram consideradas comuns. No final de 2014, a revista científica Ecology Letters publicou um estudo realizado pela Universidade Exeter, a Real Sociedade para a Proteção das Aves (RSPB, na sigla em inglês) e o Esquema Comum Pan-Europeu de Monitoramento de Aves (PECBMS). Conclusão do estudo: nos últimos 30 anos, a Europa sofreu uma grave redução do número de aves comuns, cerca de 421 milhões de exemplares a menos, ou 20% do total.


Dia da Terra 2016: Gorrión comum macho. Wikipedia


A Ave do Ano em 2014 foi a andorinha, outra frequentadora de campos e cidades que não vive seu melhor momento. Em ambos os casos (andorinha e pardal), a aparente abundância e cotidianidade não correspondem à realidade. A Espanha perdeu 10% das populações de pardal desde 1988, e é cada vez mais difícil vê-los em cidades como Londres e Praga. A SEO/BirdLife destaca os benefícios da presença desses pássaros para a sociedade: “Ajudam a controlar pragas, dispersam sementes e são um excelente indicador de nossa qualidade ambiental.”
10. Milho


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Tão ou mais comum que o pardal na vida cotidiana de muitos países é o milho. E tão importante como a biodiversidade selvagem é a cultivada e domesticada. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), embora tenha se chegado a cultivar 7.000 espécies de plantas, muitas delas importantes para a segurança alimentar dos moradores locais, “estima-se que hoje 95% das necessidades de energia alimentar das pessoas sejam satisfeitas por apenas 30% dos cultivos, e cinco deles (arroz, trigo, milho, milheto e sorgo) cobrem aproximadamente 60%”.
A erosão genética das espécies de plantas se une à das variedades. A FAO adverte sobre esse risco em seu relatório Situação dos Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura no Mundo. “A causa predominante é a substituição das variedades tradicionais por cultivos modernos”, afirma o documento, lembrando que “todas as populações de teosinto (variedade da América Central) estão em risco”.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rhizobia , nitrogen fixation ou fixação de nitrogênio.

An animation I made for "What's Organic About Organic" about the symbiotic relationship between legumes and rhizobia and the role they play in adding nitrogen to the soil

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Comida Que Alimenta



O vídeo mostra uma conversa entre uma menina, sua mãe, e um agricultor sobre o quanto é melhor comer produtos agroecológicos.
Mas o que é mesmo agroecologia? Como o nome diz, é a soma das palavras agricultura e ecologia. Quem trabalha nessa perspectiva, acredita que uma floresta, imitando o que faziam os índios e outros povos ancestrais, pode sim ser muito produtiva. Ou que pelo menos podemos tentar fazer agricultura sem o uso de agrotóxicos e outros insumos químicos perigosos.
Vale a pena conhecer essa instituição (www.centrosabia.org.br) e mostrar às crianças o desenho animado.
O Sabiá é uma ONG que tem 22 anos e já implantou mais de 1.000 sistemas agroflorestais (SAFs) em todo o Estado. Além do SAF, eles trabalham também na recuperação de nascentes e áreas de proteção permanente (APPs), implantação de tecnologias alternativas como as cisternas, no acompanhamento das feiras agroecológicas, na educação contextualizada e para uma melhor convivência da população do Agreste e Sertão com o semiárido.
Então, vamos logo assistir o vídeo kkkk

terça-feira, 26 de abril de 2016

Mais importante do que adubar muito é adubar sempre.Compostos Orgânicos,Substratos e Condicionadores ou corretivos de solo


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Compostos Orgânicos: Material resultante da compostagem, nome dado ao processo biológico de decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. Na compostagem, os microrganismos convertem a parte orgânica dos resíduos sólidos em material estável, tipo húmus, conhecido como composto orgânico. Este composto, que pode ser feito até com restos de lixo doméstico, além de ser um excelente adubo orgânico, contribui ambientalmente para a reciclagem.

Substratos: Substrato é a base sobre a qual as plantas se desenvolvem. Serve como sustentação e como fonte de nutrientes. Não existe uma fórmula ideal de substrato, por isso, cada especialista cria a sua, na maioria das vezes envolvendo terra, húmus de minhoca, areia, turfa, vermiculita ou casca de pinus. O importante é que ele seja fértil, fino, com boa capacidade de absorção e drenagem de água e completamente livre de pragas. São especialmente indicados para cobertura de gramados e nas covas onde as plantas serão plantadas.

Condicionadores ou corretivos de solo: Os condicionadores ou corretivos de solo não são considerados fertilizantes, mas atuam diretamente na correção do pH e de algumas outras características do solo. A correção adequada do pH do solo é uma das práticas que mais benefícios trazem ao jardim, pois está diretamente relacionada à saúde e ao bom desenvolvimento das plantas. Os condicionadores de solo proporcionam uma combinação favorável de vários efeitos, dentre os quais se mencionam os seguintes:
• eleva o pH;
• diminui ou elimina os efeitos tóxicos do alumínio, manganês e ferro;
• diminui a “fixação” de fósforo;
• aumenta a disponibilidade do NPK, cálcio, magnésio, enxofre e molibdênio no solo;
• aumenta a eficiência dos fertilizantes;
• aumenta a atividade microbiana e a liberação de nutrientes, tais como nitrogênio, fósforo e boro, pela decomposição da matéria orgânica;
• reduz o desenvolvimento de fungos e pragas que preferem solos ácidos.
Muitos materiais podem ser utilizados como corretivos do solo. Os principais são: calcáreo dolomítico, cal virgem, gesso agrícola, conchas marinhas moídas e cinzas. Tanto a eficiência como o preço é bastante variado para cada tipo de corretivo.
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Como e quando adubar
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Boa parte dos nutrientes é levada pela água, o que faz com que precisem ser repostos regularmente. Uma boa medida é alternar adubos orgânicos trimestralmente e adubos químicos quinzenalmente ou mensalmente, de acordo com a formulação, época do ano e tipo de planta (verifique indicações nas embalagens dos produtos).
Mais importante do que adubar muito é adubar sempre. Adubar rotineiramente a planta, além de deixá-la vigorosa e bonita, aumenta sua resistência a pragas e doenças.
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Quando não adubar

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Evite adubar as plantas durante a floração e no momento do transplante, nesse caso, espere cerca de quatro semanas para começar o esquema de adubação.
por Alexandre Bacelar

Palestra sobre "Manejo Ecológico de Pragas" pela web

Palestra sobre "Manejo Ecológico de Pragas" com o professor Dr. Fábio Dal Soglio.

Ocorrerá dia 26 de abril na sala 10 do Prédio Central (amarelo) às 16h30.

A atividade é parte da disciplina Agroecologia Aplicada do curso de Agronomia, 

ministrada pelo profº Fábio Dal Soglio, aberta ao público.

Será transmitida através deste link https://mconf.ufrgs.br/webconf/agroecologia-aplicada


Att.
Grupo UVAIA
"Uma Visão Agronômica com Ideal Agroecológico"

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Azolla: a planta que pode ajudar a combater o aquecimento global



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Azolla cultivada em laboratório. IRRI Images via Wikimedia Commons
Artigo original por Jennifer Huizen, em 15/07/14
Há 55 milhões de anos, quando os cientistas acreditam que a terra se encontrava em um estado de quase caos, perigosamente aquecida por gases estufa, o Oceano Ártico também era um lugar muito diferente. Era um grande lago, conectado com oceanos maiores por uma abertura primária: o Estreito de Turgai.
Quando este canal se fechou ou foi bloqueado cerca de 50 milhões de anos atrás, o corpo de água fechado se tornou o habitat perfeito para uma samambaia de folhas pequenas chamada Azolla. Imagine o Ártico como o Mar Morto de hoje: era um lago quente que se tornou estratificado, sofrendo por falta de trocas com águas externas. Isto significa que a água se tornou carregada de nutrientes em excesso.
Azolla tirou vantagem da abundância de hidrogênio e dióxido de carbono, dois de seus alimentos favoritos, e se espalhou. Grandes populações formaram tapetes grossos que cobriram todo o lago. Quando a precipitação de chuvas passou a aumentar, graças a mudanças climáticas, enchentes criaram uma fina camada de água fresca para a Azolla se espalhar para fora, em partes dos continentes nos arredores.
Azolla surgiu e desapareceu em ciclos por aproximadamente um milhão de anos, cada vez acrescentando uma camada adicional de sedimentos ao grosso “tapete” formado por eles, que foi encontrado em 2004 pela expedição Arctic Coring.
O fato de que esta planta só precisa de pouco mais de uma polegada (2,5 cm) de água para crescer faz com que todo o cenário pareça ter sentido – isto é, até você saber o quanto de dióxido de carbono esta planta faminta absorveu no decorrer destes milhões de anos.
“Cerca da metade do CO2 disponível na época” disse Jonathan Bujak, que estuda poeira e partículas finas de plantas como um palinologista. “Os níveis despencaram de 2500-3500 [partes por milhão] para entre 1500 e 1600 PPM.”
Enquanto o que acabou a era Azolla ainda é incerto, os 49 milhões de anos seguintes viram a terra cair em um ciclo que causou ainda mais quedas drásticas nos níveis de CO2.
Os continentes ao sul se separaram, e, enquanto a América do Sul e a Índia migravam para o norte, a Antártica se tornava isolada e cada vez mais fria, absorvendo mais CO2 e criando correntes de ar frio que perpetuavam o gelo. Uma sucessão de eras glaciais foi iniciada assim que o CO2 atmosférico caiu para menos de 600 PPM, há aproximadamente 26 milhões de anos, apenas 200 PPM acima da estimativa atual.
Eras glaciais cíclicas começaram, alternando entre 10 mil anos de glaciação massiva, seguidos de uma pausa de 10 mil anos. Na metade do século 18, o CO2 atmosférico estava a uma concentração de 280 PPM.

Encontrando usos modernos para uma planta heroica
“O que é realmente incompreensível”, disse Bujak, “é que os processos do nosso planeta de resfriamento e queda de CO2 levaram 50 milhões de anos para acontecer. Agora, estamos revertendo isso em uma questão de séculos”.
O que sabemos sobre as funcionalidades da Azolla ainda é superficial, mas pessoas ao redor do mundo, como Kathleen Pryer, uma professora da Duke que idealizou o sequenciamento do genoma desta pequena samambaia, vem encontrando formas criativas para explorar suas possibilidades. Alan Marshall, um ex-radiologista vivendo na Tasmânia, Austrália, é apenas um exemplo de cidadão-cientista que acredita queAzolla pode ajudar o planeta a encontrar um equilíbrio.
Após dois sofridos anos como um radiologista voluntário no leste africano, Marshall começou a ver que os avanços tecnológicos não são sempre conseguidos por um bom preço. Ele passou a pesquisar meios de empregar o que ele chama de tecnologia alternativa apropriada.
“’Alternativa’ significa que, em oposição á tecnologia industrial cara e que só pode estar disponibilizada quando se tem uma equipe de manutenção, você emprega um meio local e mais simples para realizar o mesmo trabalho.” disse Marshall. “’Apropriado’ leva em consideração o que o povo local vai aceitar de acordo com suas necessidades, tradições, religião, capacidade técnica, etc”.
Marshall estava procurando por um método de tratar a água das pias e da banheira de sua casa, para que pudesse ser usada em seu jardim, quando ele encontrou aAzolla.
“Eu estava no jardim de um vizinho, quando notei uma planta rosada nascendo na superfície de sua lagoa; peguei uma amostra, levei pra casa e pesquisei sobre ela na internet.” Disse Marshall. “Quando descobri que era uma espécie de Azolla, e que ela podia remover fosfatos e nitrogênio da água, pensei que isto poderia ajudar.”
Ele começou a experimentar com Azolla como parte de um sistema de filtragem e compartilhava seu projeto na internet com outros entusiastas da planta e de tecnologia alternativa. Marshall criou um sistema de filtragem de três partes que é efetivo em eliminar o cheiro da água suja, mas não em remover patógenos e vírus.
Ele disse que o desenvolvimento desses mecanismos simples e de pequena escala é ideal como uma tecnologia alternativa, mas também pode ser adaptado para um sistema maior. Este é o motivo pelo que se precisa tanto de profissionais da área para guiar trabalhos futuros.

Coma sua Azolla, faz bem pra você
Outros indivíduos experimentaram com os aspectos alimentícios da Azolla, incluindo Andrew Bujak, um chef, filho de Jonathan Bujak. Andrew vem cultivando-as em sua casa, no Canadá. Inicialmente interessado no conceito de slow-food, um movimento italiano que surgiu em oposição à crescente influência das empresas de fast-food, como o McDonald’s, Bujak pensou em um uso pessoal para a Azolla.
“Eu percebi que ela não era apenas uma boa fonte alimentar, sendo nutritiva e praticamente sem sabor, mas também pode ser cultivada por qualquer um, em (quase) qualquer lugar do planeta. Ela é fácil de encontrar, seja online ou em lojas de aquários. É só adicionar água, literalmente”, afirmou Bujak, com uma risada. Quando pedido para descrever o sabor da planta, Bujak a comparou com uma folha de grama.
Azolla cresceu não apenas no Canadá, mas quase em todos os lugares do mundo, segundo Bujak, então, ela é naturalmente adaptada para muitos climas e regiões diferentes. Isto faz com que seja fácil que as pessoas possam simplesmente pegar a planta e usá-la.
“Talvez você seja um pequeno fazendeiro em Alberta e você queira cortar gastos e diminuir a emissão de carbono”, disse Bujak. “Cultive Azolla. Agora você tem um fertilizante valioso, uma fonte de alimentos para seu gado e algo para você mesmo comer.”
Ele adicionou que Azolla também pode ser um superalimento no futuro, tanto por causa de seu valor nutritivo quanto pela quantidade mínima de espaço que ocupa.
“Mesmo se nós as cultivarmos em safra, nós não iriamos estar desperdiçando áreas agricultáveis. Ela seria simplesmente adicionada a sistemas já existentes, como as que são usadas agora em lavras de arroz”, declarou Bujak. “Em situações onde a terra para cultivo de alimentos é extremamente limitada, Azolla oferece muita nutrição para pouco terreno. Já está sendo pesquisado até mesmo seu uso no espaço!”
Bujak relatou que seu próximo projeto é recriar nori, tiras secas e compressas de algas marinhas, utilizando esta planta. Atualmente, Azolla pode ser encontrada como nutracêutico [junção de “nutricional” e “farmacêutico”] no Canadá, em cápsulas ou em pó, com a afirmação de ser um antioxidante e de trazer outros benefícios gerais à saúde, mas ainda não foi aprovada nos Estados Unidos. Bujak afirmou que não vai demorar até que isto aconteça.
“Essa planta é tão incrível, em todos os sentidos”, ele disse. “Eu não ficaria surpreso com nada que fosse descoberto sobre suas capacidades”

A China se torna favorável
Duas semanas atrás, o Instituto de Genômica de Pequim (BGI), dono da plataforma de sequenciamento mais sofisticada do mundo, concordou em adotar o projeto de Pryer para financiar o mapeamento do genoma da Azolla. Até este ano, os mistérios do passado desta planta e suas aplicações para o futuro poderão se tornar dados de acesso aberto.
Gane Ka-Shu Wong, uma das fundadoras do BGI, que também ensina na Universidade de Alberta, no Canadá, disse que a origem pouco ortodoxa do grupo combina, de algumas formas, com o projeto de Pryer. Enquanto trabalhava no projeto Genoma Humano, no final dos anos 90, Wong começou a pensar que o processo de ciência tinha se tornado muito institucionalizado.
“O sistema de recompensa de um governo típico ou de um laboratório universitário é muito focado no indivíduo, não na equipe”, declarou Wong. Se juntando com outros cientistas que pensavam o mesmo, Wong procurou um lugar para abrir suas portas.
“Nós decidimos que, se quiséssemos mudar essa cultura, nós precisaríamos ir para um lugar em que praticamente não houvesse competição, na época”, disse Wong. “Na década de 90, um lugar era muito, muito diferente do que é hoje – esse lugar é a China”.
Sabendo que o genoma humano estava prestes a ser decodificado, a equipe rapidamente se mudou para o outro lado do oceano. Para a surpresa de seus colegas, eles conseguiram terminar sua contribuição de 1% a tempo.
“Nós provamos que conseguíamos, então nós crescemos rapidamente. O governo ficou interessado, empresas privadas ficaram interessadas, e, de repente, nós nos tornamos importantes”, relatou Wong.
Agora fornecendo testes hospitalares, além de oferecer um enorme espectro de outros serviços biológicos, a empresa logo começou a gerar lucro.
“Começamos a usar dinheiro de projetos comerciais para financiar o que chamamos de ‘ciência divertida’”, disse Wong, se referindo aos projetos que despertam a curiosidade de cientistas apenas porque respondem a uma pergunta, não necessariamente servindo a uma função econômica.
“Basicamente, somos um bando de cientistas que amam a ciência e querem ganhar a vida. Até então, está dando certo”, disse Wong. “Nosso objetivo é levar estas informações ao público para que o máximo de pessoas possa ter acesso”.
O BGI também vai focar em desvendar a relação complexa entre Azolla e as cianobactérias que são suas companheiras próximas, algo que o BGI vê como um elemento chave no uso futuro da planta e na extensão dos estudos.
Outros que vêm trabalhando com Azolla por décadas estão entusiasmados com a notícia.

Uma fortuna no futuro de uma plantinha?
“Este conhecimento vai nos dar controle sobre a Azolla de um jeito que não tínhamos antes”, disse Francisco Carrapico, da Universidade de Lisboa. “Nós poderemos aumentar a captura de carbono e a fixação de nitrogênio, ou dar propriedades da Azolla para outras plantas. Até encontramos compostos químicos naAzolla que param a divisão celular. A questão quase chega a ser ‘precisamos encontrar o que esta planta não consegue fazer’”.
Esta planta tem, sim, um problema, que vem dando a ela uma má reputação em partes da Europa e a designação de erva-daninha na América do Norte. Azolla pode,como a maioria das algas, formar enormes proliferações, como ela fez há 49 milhões de anos, no ártico, asfixiando toda a vida de baixo.
Mesmo nesses casos, Jonathan Bujak argumenta, “a proliferação é um sintoma”, normalmente causado por níveis altos de nitrogênio.
Enquanto Pryer diz que suas motivações para pesquisar Azolla são, em maioria, acadêmicas, ela certamente vê o potencial para que o empreendedorismo cresça em volta da planta no futuro.
“Nós queríamos um genoma para o povo, pelo povo”, disse Pryer, com um sorriso. Mas, outros pensam em algo além do aprendizado acadêmico, aplicações ambientais ou industriais que serão possíveis com o trabalho de Pryer.
Azolla me fez perceber que as coisas na vida são muito diferentes do que nos ensinam que seja”, disse Carrapico. “A vida é como a internet: Tudo está conectado invisivelmente, mas nós nos esquecemos disso. Não vemos como impactamos uns aos outros. Podemos olhar para essas conexões e, através da biologia, investir em mudanças que irão melhorar o mundo que deixaremos para o futuro”.
A busca por financiamento para pesquisas adicionais já terminou*, mas este certamente não é o capítulo final na saga da Azolla, uma história que começou muito antes de os humanos habitarem o planeta e, provavelmente, continuará até bem depois de nós irmos embora.

*Azolla genome Project recebeu doações através deste site até o dia 17/07/2014, quando atingiu 147% do valor que era preciso.

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Artigo anterior(Sem) escape de Alcatraz

Oi. Tenho 17 anos e sou de Campina Grande, na Paraíba. Aficionado por biologia e (quase) tudo que ela engloba, pretendo me formar em biotecnologia.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Leguminosas podem ajudar a combater as mudanças climáticas, a fome e a obesidade


18 de abril de 2016
Segundo a FAO, estes grãos fazem parte do legado ancestral agrícola da América Latina e do Caribe, fixam nitrogênio nos solos e possuem qualidades nutricionais únicas; 2016 foi declarado o Ano Internacional das Leguminosas.

Quando consumidas junto com cereais, as leguminosas formam uma proteína completa, que é mais barata que a proteína de origem animal – e, portanto, mais acessível às famílias com baixos recursos econômicos.
Foto: FAO
As Nações Unidas declararam 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas em reconhecimento ao papel fundamental que as leguminosas têm na segurança alimentar e nutricional, na adaptação as mudanças climáticas, na saúde humana e nos solos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as leguminosas têm uma relevância importante para a América Latina e Caribe.
“A região é o centro de origem de muitas leguminosas. Fazem parte da nossa cultura ancestral e é uma pedra angular da nossa alimentação atual”, disse Raúl Benítez, representante regional da FAO.
Grande parte da produção de leguminosas na região está nas mãos de agricultores familiares que desempenham um papel importante no desenvolvimento rural, além do cultivo ajudar na mitigação das mudanças climáticas ao fixar nitrogênio no solo.
Segundo a FAO, potenciar a produção e o consumo de leguminosas é chave para enfrentar a crescente obesidade na região, que atinge em média 22% dos adultos, e a fome, que afeta a 34 milhões de homens, mulheres e crianças.
Feijão, lentilha, feijão-da-china (ou feijão-mungo), grão-de-bico e feijão azuki são alguns dos exemplos de leguminosos. O famoso arroz com feijão brasileiro é um dos pratos descritos pela FAO como exemplos de alimentação nutritiva (leia outros aqui).

Um alimento completo

Foto: FAO
Foto: FAO
As leguminosas são essenciais para uma alimentação saudável. Mesmo pequenas, estão repletas de proteínas, contendo o dobro do que tem no milho e três vezes mais que no arroz.
“Elas são uma fantástica fonte de proteína vegetal, tem baixo índice de gordura, são livres de colesterol e glúten e são ricas em minerais e vitaminas”, explicou Benítez.
Quando são consumidas junto com cereais formam uma proteína completa, que é mais barata que a proteína de origem animal – e, portanto, mais acessível às famílias com baixos recursos econômicos.
“Essa mistura é a base da dieta tradicional de muitos lugares da América Latina e Caribe, como o feijão com milho, ou o feijão com arroz que muitos de nós crescemos comendo”, apontou Benítez.

Alimento para as pessoas e para os solos

As leguminosas não só contribuem para uma alimentação saudável, mas também são uma fonte de renda para milhões de agricultores familiares, responsáveis pelos cultivos em alternância com outros cultivos pela capacidade de responder ao nitrogênio da terra, melhorando a sustentabilidade da produção.
As leguminosas são uma das poucas plantas capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e convertê-lo em amônia, enriquecendo os solos, diferente da maioria das outras plantas que apenas absorvem o nitrogênio do solo e não o reincorporam.
Isso permite mitigar as mudanças climáticas já que é reduzido o uso de fertilizantes sintéticos, cuja fabricação envolve um consumo intensivo de energia, o que emite gases de efeito estufa na atmosfera.
As leguminosas também exercem um importante papel na geração de emprego na América Latina e Caribe, especialmente no setor da agricultura familiar, já que são um dos cultivos que se destacam nesse setor.

Um tesouro genético para futuras gerações

Foto: FAO
Foto: FAO
Segundo a FAO, a grande diversidade de feijões e de outras leguminosas da região representa um tesouro genético para criar novas variedades que podem ser necessárias para bater de frente com as mudanças climáticas.
“No entanto, em muitas comunidades essas variedades ancestrais estão se perdendo por causa da homogeneização global que privilegia apenas alguns cultivos e alimentos, desmerecendo outros”, alertou Benítez.
De acordo com a FAO, as dietas em âmbito global estão cada vez mais homogêneas e similares, e a alimentação global depende na maior parte do trigo, milho e soja, junto com a carne e os produtos lácteos.
Durante o Ano Internacional das Leguminosas, os países devem fazer um grande esforço para que este fenômeno seja revertido, resguardando a genética, a cultura associada e o saber dos povos indígenas que tem melhorado as leguminosas ao longo de centenas de anos na região.

Aliadas na luta contra a fome

De acordo com a FAO, a América Latina e Caribe não só tem o diferencial de ser a fonte originária do feijão e de outras leguminosas, como também se destaca por ser a que mais avanços foram feitos na luta contra a fome.
As leguminosas podem ser aliadas-chave para que a região alcance a ambiciosa meta de acabar com a fome em 2025, data assumida pelo principal acordo regional nesse tema, o Plano de Segurança Alimentar, Nutricional e Erradicação da Fome da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).
“Durante este ano devemos celebrar os benefícios das leguminosas, reivindicar o seu papel na alimentação e nutrição e sua relevância no desenvolvimento rural e na mitigação das mudanças climáticas”, concluiu Benítez.
Acesse o site do Ano Internacional das Leguminosas: www.fao.org/pulses-2016/es


Fonte: ONUBr 

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