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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Transforme o #lixo da cozinha em adubo para plantas! Minhocário passo a passo.

 Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Na semana passada, o pessoal da OSCIP Morada da Floresta explicou como funciona o processo de compostagem doméstica, que é transformar o lixo orgânico da sua família em húmus de minhoca, uma espécie de terra bem preta, perfeita para adubar as plantas do seu jardim. Se você perdeu essa dica, leia ela aqui.
Agora, a Equipe Consul vai ensinar você a construir sua própria composteira e economizar muito dinheiro com adubos e pesticidas, além de gerar menos lixo e poluir menos o meio ambiente. Veja só o passo a passo:

Você vai precisar de:
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
- 3 caixas plásticas de 26 litros com tampa (para um casal sem filhos) ou 32 litros (para uma família de seis pessoas)
- Furadeira com broca de 1mm, n°4 e 5/8
- Uma torneirinha plástica, daquelas de encaixar em bebedor de água, tamanho 5/8
- Serragem ou folhas secas
- Terra preta
- 250 minhocas vermelhas da Califórnia (podem ser encontradas na Morada da Floresta ou em lojas de paisagismo especializadas em húmus de minhoca)
- Lixo de cozinha previamente separado (consulte aqui o que pode ser jogado na composteira)

Como fazer:

Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Fure duas das caixas com a furadeira, usando a broca n°4, para permitir que as minhocas circulem entre as caixas, e que o chorume produzido pela compostagem (parte líquida usada como pesticida natural em plantas) seja escoado para a caixa inferior.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Ainda com a furadeira em mãos, troque a broca n°4 pela de 1mm, e faça pequenos furos na tampa da composteira, para permitir que o composto orgânico seja oxigenado corretamente durante o processo de compostagem, sem deixar odores desagradáveis escaparem para o ambiente.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Troque agora a broca pela de tamanho 5/8 e faça um furo na lateral da caixa que vai receber a parte líquida da compostagem, fixando a torneirinha plástica – a qual vai facilitar a retirada desse líquido, que pode ser utilizado como fertilizante, sendo pulverizado nas plantas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Pronto, a estrutura da composteira você já fez. Agora coloque 5 cm de terra preta nas duas caixas que foram furadas com a broca n°4 e cubra a terra com as minhocas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Por cima das minhocas, jogue o lixo orgânico de cozinha sempre na caixa de cima e cubra com serragem de madeira ou folhas secas, tampando a composteira. Depois de mais ou menos 1 mês, a caixa estará cheia de resíduos – e aí, a caixa do meio que está vazia vai para cima, e a cheia, vai para o meio. “É também mais ou menos o tempo que as minhocas demoram para criar o húmus”, diz Ana Paula Silva, sócia-diretora da Morada da Floresta. Deixe sua composteira sempre em locais protegidos de chuva e sol – sua área de serviço é um lugar ideal para acomodar sua composteira doméstica.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Viu como é simples reciclar seu lixo orgânico? Compartilhe com a gente soluções simples como esta que ajudam a deixar nosso planeta melhor para nossa família!
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Soluções para o dia a dia é o tema que trazemos todas as segundas-feiras para você, com tutoriais, dicas e truques para facilitar sua rotina em casa, deixando-a muito mais prazerosa.

fonte blog consul

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Como fazer um minhocário funcional com uma geladeira usada.


Permacultura - A nova floresta

“As minhocas se  enterram no chão para não cair de amor para as estrelas.” Yvan Audouard


old fridge used to make the worm farm
Remover todos os equipamentos, só guardar a caixa.
liquid casting evacuation on the fridge
Instalar uma saída para coletar excedente de água. Obturar todas as outras saídas com silicone. Nivelar a geladeira com um leve declive para orientar os resíduos líquido pela saída.
connection of the tap for worm casting liquid evacuation
Tubulação para colheita.
tap for monitoring the worm casting liquid evacuation
A geladeira (e torneira) deve estar suficientemente alta para colocar um balde embaixo. Os resíduos líquidos formam o chorume. O chorume orgânico é um fertilizante líquido, rico em nutrientes. Diluir em água até 1/10 antes de dar nas plantas. Para evitar que o chorume torna se anaeróbico no fundo da geladeira verse água pura de vez em quando na camada de drenagem através da telha de filtração e colheita a mistura diluída em um balde, vai permitir de diluir o chorume e purificar a camada de drenagem.
filtering the worm casting
Recyclagem de uma peneira de chuveiro
positioning the filter
Para prevenir a obstruacao da tubulacao.
layer for drainage of worm casting
Pedras para drenagem (aproximadamente 3/4 cm de espessura) e reduzir contato entre matéria orgânica e água.
Isso evita a decomposição anaeróbica no fundo do minhocário.
making the separation filter between the drainage and the worm bed
Estrutura de alumínio de suporte para a telha de separação entre drenagem e a cama das minhocas.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 2
As partes transversal são aqui para evitar deformação. Outras técnicas usam grampos para fixar a telha ao compartimento de plástico, mas este tipo de solução não permite desmontar o minhocário, o que não é na filosofia Cradle to Cradle.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 3
Dobrar para obter 3 ou 4 camadas de filtro.
positionning the filter of separation with the drainage layer
Colocar em cima da camada de drenagem.
removing the fridge rubber to allow worm farm ventilation
Remover a borracha de vedação para criar um sistema onde o ar (oxigeno) pode circular dentro do minhocário.
cutting the fridge rubber
Cortar pedaços de borracha.
removing the
Remover a banda magnética que fica dentro da borracha. Pode ter duvida sobre a influencia de um campo magnético no sistema de orientação das minhocas.
magnets
Essas bandas flexíveis podem ser utilizadas como magnet na porta duma geladeira (e também em cima do minhocário para notar informações sobre as minhocas)
filling the holes between the filter and the fridge body
Obstruindo os buracos entre o filtro e a caixa utilizando os pedaços de borracha.
design_do_tubo_de_ventilacao
Fazer um tubo de ventilacao com cana de 8 e um T, nao precisa de colla
ventilacao
Colocar a ventilacao sobre o filtro en cima do drainagem para reduzir degradacao anaerobica.

Recuperar a parte externa do côco e producir fibras.

Cuidando com o falcão.

Deixar as fibras de coco dentro da água o mínimo por um dia.
fibras_de_coco_humidas
As fibras são agora cheias de umidade, que vai ser uma fonte estável de umidade. As minhocas respiram através da pele e precisam de um ambiente úmido. As fibras vão permitir de guardar a umidade e respeitar a presencia de ar e oxigeno.
camada_de_fibras_de_coco
Camada de fibras de coco separando o drenagem da cama das minhocas
papelao humido
Utilizar velho papelão e colocar na água para se hidratar (1 dia mínimo no caso de papelão). Se você utiliza papel só umidificar e não deixar na água.
camada_de_papelao_humido
Triturar o papelão e fazer uma camada bem úmida e ventilada
Colocar_separacao_en_cima_do papelao
Utilizar a estrutura da geladeira para criar 3 compartimentos no minhocário (pode ser 2, 3 o 4 compartimentos). As minhocas pode utilizar a camada de papelão para mover entre os compartimentos.
composte
Um compartimento recebe adubo (ou composto, ou húmus)
esterco_de_galihna
O outro compartimento recebe mistura de esterco de galinha, terra e folhas que vem do galinheiro. Se você utiliza estrume de cavalo tem que verificar que ele não recebeu um tratamento contra vermes.
Regar_esterco_de_galinhas
Umidificando o lixo das galinhas que é muito seco
3_compartimentos
Agora temos 3 compartimentos. O compartimento do meio que só tem papelão (celulosa úmida) vai receber as minhocas para elas se aclimatar e quando vão começar a procurar para comida elas vão migrar ate os outros compartimentos.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Iniciando a criação de minhocas Gigante Africana!




Hoje iniciamos a criação de mais uma espécie de minhoca, visando a produção de humus e venda de iscas para pesca!!

As minhocas Gigante Africana servem para ser utilizadas em compostagem?

Sim. As minhocas Gigante Africana são largamente utilizadas em compostagens comerciais e domésticas com a finalidade de produção de húmus, como também de minhocas para pesca, alimentos vivos para peixes e pássaros e ração animal.

As minhocas Gigante Africana servem para pesca?

Das minhocas de criatórios comerciais, a minhoca Gigante Africana é excepcional em pesca pela sua mobilidade, tamanho e palatabilidade, além de evitar o uso de minhocas nativas em extinção como os minhocuçus.

Em 1 litro de minhoca, quantas unidades tem?

Em média 400 minhocas, pois a quantidade pode variar de acordo com o tamanho em que estão no momento da seleção, já que uma minhoca adulta pode ter de 10 até 30 cm.de comprimento.

O que devo oferecer de alimento paras as minhocas Gigante Africana?

Em grandes criatórios comerciais, geralmente é utilizado o esterco bovino, mas pode-se utilizar estercos de outros animais desde que observadas as características de cada um. Pode –se utilizar também restos de frutas e verduras, aparas de jardinagem e uma gama infinita de matérias orgânicas vegetais em decomposição.

Minhocas comem terra?

As minhocas utilizadas em criatórios comerciais não comem terra, elas se alimentam de matéria orgânica em decomposição, às vezes, por motivo da terra estar misturada à matéria orgânica, acidentalmente a terra será ingerida pela minhoca, porém isso não servirá de alimento prá ela.

Posso criar a minhoca Gigante Africana em casa?

Uma pequena criação pode acontecer dentro de caixas ou pequenos  tambores. Devendo estar abrigados do sol e com a umidade em torno de 75%. Uma dica é manter o esterco(substrato) úmido sem encharcar, isso pode ser testado, apertando o substrato com as mãos até que escorra um pouco de água entre os dedos. Com um pouco de experiência pode-se criar até em apartamentos.

Quais são as pragas que atacam a minhoca Gigante Africana?

As minhocas são procuras por uma infinidade de animais. Rãs, sapos lagartixas, pássaros, galinhas, ratos e até porcos utilizam a minhoca em seus cardápios. Porém nos canteiros devemos tomar cuidado com a proliferação e outras 3 pragas principais: A Planária, que é uma minhoca comprida e visguenta com listras no corpo e que adere ao corpo da minhoca para sugar seus nutrientes até a morte. Outra praga é chamada de sanguessuga e que se assemelha a uma minhoca, tendo em uma de suas extremidades uma ventosa que usa também para sugar o sangue e os nutrientes da minhoca até a morte e por fim algumas variedades de formigas carnívoras que costumam se instalar nos criatórios. Dificilmente teremos um criatório isento de alguma praga, porém um acompanhamento periódico e a retirada manual dessa pragas será o suficiente para que elas não comprometam a criação.

Quantas minhocas preciso para um criatório de 3m x 1m x 30cm?

O ideal para se começar uma criação desse porte é de cerca de 2 litros.

Qual a quantidade mínima para venda?

2 litros  

Quando sei que o húmus já está pronto?

As minhocas Gigante Africana tem por hábito depositar suas fezes(húmus) na parte superior do canteiro ou da caixa. Essas fezes são facilmente identificadas, uma vez que formam pequenos grânulos pretos ou marrons entre 2 e 3 mm  Quando perceber que a parte de baixo está igual a parte de cima é porque o alimento está acabando e já está na hora de preparar um novo substrato.

O húmus de minhoca pode ser utilizado em qualquer planta?

O húmus de minhoca é um dos mais fantásticos adubos orgânicos, podendo ser utilizado em hortas, pomares, vasos e gramados.

Quais as vantagens do húmus de minhoca na agricultura?

Retém a umidade e promove a aeração do solo. É rico em nutrientes  e se apresenta de uma forma que é assimilado mais rapidamente pelas plantas do que o esterco. O húmus também melhora a condição microbiológica do solo e tende a corrigir a acidez.

As minhocas Gigante Africana atacam as raízes das plantas?

As minhocas Gigante Africana só se alimentam de matéria orgânica em decomposição, portanto se a raiz está viva ela não será atacada. Caso a raiz esteja morta por qualquer outro motivo, assim que ela começar a se decompor, será consumida pelas minhocas.

Qual o tamanho que as minhocas Gigante Africana podem atingir?

Geralmente as minhocas já estão adultas com um tamanho de cerca de 8 cm, quando são comercializadas como matrizes, porém para quem quer criar para pescaria pode se conseguir minhocas com até 30 cm.

Posso usar as minhocas Gigante Africana na alimentação de pássaros e peixes?

Muitos criadores de pássaros utilizam as minhocas para alimentação de filhotes de sabiás, trinca-ferros e faisões. Peixes também como acarás, carpas e betas são ávidos no consumo de minhocas. Iguanas e rãs também apreciam muito.

Devo tampar as caixas ou canteiros para que as minhocas Gigante Africana não fujam?

Desde que atendidas as necessidades de umidade, temperatura, pH , oxigenação e densidade, dificilmente as minhocas irão abandonar ou fugir do criatório, mesmo que  seja aberto. As minhocas são fiéis ao bom trato.

Quanto tempo as minhocas Gigante Africana gastam para se reproduzir?
O ciclo de acasalamento, postura e desenvolvimento das larvas até o tamanho adulto varia em geral entre 45 e 60 dias.

Qual a temperatura ideal para criar as minhocas Gigante Africana?

O substrato deve estar entre 18°C e 25 °C

As minhocas Gigante Africana toleram chuvas?

Toleram, desde que a quantidade seja suficiente para manter a umidade desejada do canteiro. O excesso e conseqüente encharcamento levará as minhocas à morte ou à fuga.

terça-feira, 6 de março de 2018

FAÇA VERMICOMPOSTAGEM E PRODUZA O ADUBO MAIS NOBRE DO PLANETA


Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).


Foto 01 inicio do processo de vermicompostagem
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.


Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.


Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto:  Universidade Orgânica
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.


Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a  foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).


Foto 03 vista dos canteiros de produção
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.


Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.

Temos matrizes de minhoca para venda. agropanerai@gmail.com
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Fonte: http://barbarapaisagismoemeioambiente.blogspot.com.br/2015/12/o-adubo-mais-nobre-do-planeta.html?spref=pi

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Saiba mais sobre as minhocas e aprenda a fazer um minhocário !

MARCOS DÁVILA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Gabo Morales/Folhapress
O garoto Micah Spínola, 1, brinca com terra em minhocário
O garoto Micah Spínola, 1, brinca com terra em minhocário
O trabalho das minhocas lembra o famoso ditado do químico Antoine Lavoisier (1743-1794): "Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
Esses bichos podem comer o nosso lixo orgânico (restos de comida) e liberar um cocô que funciona como adubo (substância que dá força para as plantas).
Então, por que não levá-los para dentro de casa e reduzir o volume do saco que deixamos na rua para o lixeiro levar?
Até mesmo quem mora em apartamento pode ter um minhocário doméstico. Trata-se de um sistema de caixas de plástico empilhadas onde minhocas são criadas. Elas se alimentam com restos de verduras, folhas, frutas etc. e, a partir daí, produzem adubo.
Algumas empresas vendem kits de minhocultura e dão cursos de como utilizá-los, mas é possível fazer um minhocário em casa (veja passo a passo ao lado).
"Nas grandes cidades, é uma maneira de reduzir os danos do lixo à natureza", diz Cláudio Spínola, 35, diretor-executivo da Morada da Floresta, que vende minhocas e minhocários.
Para Cesar Danna, 38, diretor-administrativo da empresa Minhocasa, os minhocários domésticos são uma ferramenta para a educação ambiental. "A criança consegue ver o ciclo completo, desde que o lixo é gerado, o jeito errado de jogá-lo fora e o resultado da transformação em adubo."
Outro "maluco" por minhoca é o zootecnista Afrânio Augusto Guimarães, criador da empresa Minhobox e do Portal da Minhoca, que reúne informações sobre minhocas e vende as vermelhas-da-califórnia --espécie mais adequada a minhocários domésticos.
Segundo Raquel Ribeiro, autora de "A Fuga das Minhocas", o minhocário precisa de pouco espaço em casa, mas de muita boa vontade. "Nossa cultura diz que temos de nos livrar rapidamente do lixo, como se evaporasse nos lixões, e trata como nojento o resíduo orgânico [restos de comida]. Curioso, não? É a mesma comida que foi para a nossa barriga", fala.
MINHOCAS EM CASA
Criança pode montar um minhocário, com a ajuda de um adulto. Veja passo a passo.
Fotos Gabo Morales/Folhapress
Passo 1
Passo 1
1 - Para fazer um kit de minhocultura, separe três caixas modulares (que se encaixam umas nas outras). Com uma furadeira, um adulto faz vários buracos no fundo de duas delas.
2 - As bordas da tampa também devem ser furadas, com uma broca fina, para possibilitar a passagem de ar.
Passo 3
Passo 3
3 - Na caixa que fica embaixo das outras, deve ser feito um furo maior em um dos lados. Encaixe uma pequena torneira (como as usadas em filtros de água).
4 - Depois de empilhar as caixas, coloque a terra com as minhocas na de cima, até chegar à altura de mais ou menos dois dedos. Faça o mesmo com a caixa do meio.
5 - Despeje os resíduos orgânicos (folhas, restos de frutas, guardanapo de papel usados) na caixa de cima. Cubra o lixo orgânico com a mesma quantidade de serragem, folhas secas ou papel de jornal picado.
Passo 5
Passo 5
6 - Quando a caixa de cima ficar cheia, troque-a de lugar com a do meio. Quando os restos de comida voltarem a ser colocados na de cima, as minhocas, que estão na do meio, vão subir pelos furinhos para voltar ao trabalho.
Ilustração Orlando Pedroso/Folhapress
Compostagem
Veja como é um minhocário por dentro
Quando a de cima estiver cheia de novo, a do meio terá adubo; ponha no jardim e comece tudo de novo. A caixa de baixo acumulará um líquido que deve ser retirado pela torneira e usado para regar plantas.
ONDE COMPRAR MINHOCAS E MINHOCÁRIOS DOMÉSTICOS
Morada da Floresta (www.moradadafloresta.org.br; tel. 0/xx/11/3735-4085)
Minhobox (www.minhobox.com.br; tel. 0/xx/32/3211-4122)
Minhocasa (www.minhocasa.com; tel. 0/xx/61/4141-2766)


PARA QUEM QUISER: FORNEÇO MINHOCAS DA CALIFÓRNIA - 100 unidades a R$ 25,00.
agropanerai@gmail.com

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

10 dicas de como fazer Húmus de minhocas

Que tal dispor de um rebanho de 30 milhões (ou mais) de animais que trabalham dia e noite, sem feriados, dias santificados, domingos ou férias, fabricando um insumo básico que ajuda na produção de alimentos, ou na instalação de jardins, hortas e plantas ornamentais? É assim que agem as minhocas na produção de húmus que nada mais é do que a transformação do esterco bovino em um produto mais elaborado e livre da maioria das pragas do solo e de sementes de capins.


 Para a obtenção do húmus se faz necessário uma boa matéria-prima, podendo ainda ser usado um composto que inclui esterco bovino, cascas e restos de frutas e verduras triturados. Além de promover a decomposição do esterco, transformando-o em húmus, as minhocas multiplicam-se por três no prazo de 90 dias. Isso permite ampliar o processo de produção e ainda retirar excedentes para pescaria. O húmus pode ser comercializado para floriculturas, empresas de jardinagem, horticultores, viveiros e revendas, e diretamente para pessoas que fazem os próprios cultivos.


O húmus de minhoca nada mais é que seu excremento. A minhoca é a maior produtora biológica de húmus, transformando toda matéria orgânica no mais rico adubo existente. Pesquisas mostram que a aplicação do húmus de minhoca no milho gera um aumento de 18% de rentabilidade econômica para a cultura, e na cultura de batata se obteve um aumento de 17% no primeiro ano. Estudos comprovaram ainda que o trabalho das minhocas no solo e a utilização do húmus aumentam a produção de grãos em 35 a 50% e de folhagem em até 40%, em comparação a outras culturas sem a aplicação do húmus.

Além disso, antecipa e aumenta a florada e a frutificação, equilibra o pH, agrega as partículas do solo proporcionando maior liga, tornando o solo mais resistente à ação dos ventos e das chuvas, desagrega solos argilosos e agrega os arenosos, retém a água diminuindo substancialmente os efeitos da seca e, entre outros fatores, promove elevação do nível de cálcio, fazendo a correção do solo.

 1 – Em uma caixa grande, forre com plástico e faça furos no fundo para não acumular água;
 2 – Coloque uma camada de terra (2 centímetros) no fundo da caixa;
 3 – Adicione restos vegetais picados (cascas de legumes, restos de verduras ou grama verde recém-cortada, por exemplo), formando uma camada de mais 2 centímetros;
 4 – Coloque uma camada de 2 centímetros de esterco seco de boi, de galinha ou coelho (Use sempre luvas de plástico para lidar com o esterco);
5 – Cubra com uma camada de terra de mais 2 centímetros;
 6 – Repita os passos 3, 4 e 5 até encher a caixa;
7 – Regue com um pouco de água, de modo que fique tudo bem úmido, mas não deixe encharcar;
 8 – Coloque duas ou mais minhocas (você pode encontrá-las na terra em locais mais úmidos e frescos do jardim);
9 – Cubra tudo com um pouco de palha seca (restos de grama), para manter a umidade e ficar bem fresquinho;
10 – Mantenha a caixa na sombra, protegida da chuva e coloque mais água, sempre que necessário. O húmus estará pronto quando as diferentes camadas que foram colocadas na caixa não puderem mais ser identificadas.


fonte: http://revistaagronegocios.com/10-dicas-de-como-fazer-humus-de-minhocas/

MINHOCAS OU COMPOSTEIRAS? TEMOS agropanerai@gmail.com