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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Recicle todo resíduo orgânico da sua casa de maneira sustentável! Faça #compostagem!

Guia da compostagem: recicle todo resíduo orgânico da sua casa de maneira sustentável


Transformar o lixo orgânico em adubo é uma opção para diminuir o volume de resíduo destinado aos lixões, além de reduzir emissões que causam efeito estufa

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê algumas metas importantes para minimizar problemas ambientais, sociais e econômicos provocados pelo manejo inadequado do lixo. O fechamento de lixões e a construção ou a modernização de aterros são medidas do Estado que podem melhorar a relação do brasileiro com seu lixo. No entanto, algumas mudanças de hábitos também são contribuições importantes para o meio ambiente.
Quando o lixo é destinado de maneira incorreta e fica a céu aberto, pode ocorrer contaminação de lençóis freáticos com chorume, emissão de gases do efeito estufa (que causam seu desequilíbrio) , como o gás metano (CH4 - 20 vezes mais prejudicial na atmosfera do que o CO2 ) e ainda atrai insetos e animais, que podem transmitir doenças ao homem. Um grande parcela do volume de resíduos produzido anualmente no país é lixo orgânico, que poderia ter um destino muito mais correto do que um lixão.
A compostagem doméstica é uma das saídas para solucionar esse problema. Esse método faz com que você tenha um local para reutilizar o lixo orgânico dentro de casa, onde você irá tratá-lo para produzir adubo. Deixar o lixo em casa ainda é um tabu para a maioria das pessoas, pois aprendemos que tudo que não é necessário ou que não queremos mais deve ser jogado fora. No entanto, essa é uma forma de minimizar de maneira sustentável os impactos ambientais do seu consumo diário, ao diminuir volume de resíduos destinado aos lixões e aterros (clique aqui e veja mais sobre como reduzir todos os tipos de lixo doméstico). Existem duas maneiras de fazer isso: a vermicompostagem e a compostagem seca.
A eCycle apresenta abaixo um passo-a-passo com a explicação do funcionamento de cada um dos métodos de compostagem para desmistificar o processo e te ajudar na escolha. Depois, basta colocar em prática essa atitude que une sustentabilidade, tecnologia e consumo consciente de um modo simples e barato.
Vemicompostagem (minhocário)

-Procedimento
O processo será realizado por microrganismos presentes no solo e acelerado por minhocas, que irão se alimentar dos resíduos e transformá-los em húmus. Essa população de minhocas pode aumentar ao longo do tempo (a quantidade inicial é de 200 a 250), mas geralmente, de acordo com o espaço e a disponibilidade de alimentos, elas mesmas fazem o controle. Algumas pessoas podem ficar com nojo ou ter algum receio em ter tantas minhocas em casa, mas elas não saem das caixas, não exalam cheiro e muito menos transmitem doenças (veja mais aqui). Você também não precisa sair por aí procurando minhocas. Existem produtos no mercado que vêm prontos para o uso, inclusive com as minhocas do tipo californianas vermelhas, que se adequam melhor a esse fim.
Esse sistema de compostagem é formado por uma tampa, três ou mais caixas empilháveis de plástico opaco (a quantidade depende da demanda familiar, assim como a dimensão dos contêineres), sendo duas digestoras, com furos no fundo, uma coletora para armazenar o chorume produzido no processo (é a que forma a base da composteira). Calma! Esse resíduo não é aquele tão prejudicial ao meio ambiente e produzido nos lixões. O chorume orgânico ou biológico é um biofertilizante líquido, rico em nutrientes e sais minerais. Basta dilui-lo em água, em uma proporção de 1/5 até 1/10, e borrifar nas folhas de sua hora caseira ou das plantas de sua casa. Nos lixões, a origem do chorume é diversa, contendo inclusive metais pesados, por isso é um contaminante do ecossistema.
-Manutenção
Supondo que você adquiriu uma composteira de três caixas, a de baixo será a que acumulará o biochorume e a do meio e a de cima serão as digestoras. É no compartimento do meio que as minhocas serão colocadas, tendo cerca de três dedos de altura de húmus no local. A caixa de cima também terá a mesma quantidade de húmus (mas sem nenhuma minhoca), enquanto a coletora de biochorume ficará vazia.
A partir de então, coloque uma pequena quantidade de resíduo orgânico (saiba aqui o que vai e o que não vai para a composteira) na caixa digestora intermediária. O recomendado é alimentar a composteira todos os dias. Da primeira vez, deposite aproximadamente meio copo (100 mL) e aumente 50 mL a cada quinze dias até atingir a quantidade de 1 L por dia. Os primeiros resíduos não devem ser espalhados pela caixa, basta concentrá-los em uma parte e cobrir com o dobro de volume de material seco (serragem de madeira virgem, palha, folhas secas, grama seca) para as minhocas começarem os trabalhos.
Essa mistura de material orgânico (rico em carbono) com o material seco (rico em nitrogênio) é importante para manter o pH do sistema, além de permitir uma boa ventilação da mistura e de controlar a umidade. Se houver uma boa aeração, o processo de decomposição será mais rápido e o húmus produzido terá melhor qualidade.
Com o passar do tempo, a caixa digestora intermediária irá se encher de húmus, chegando bem próxima à caixa de cima. A partir de então, as minhocas passarão para o outro recipiente e você poderá repetir o processo, agora com a caixa superior. Quando isso ocorrer, espere o processamento completo do húmus e a migração total das minhocas para a caixa superior. Quando isso ocorrer, retire o húmus da caixa intermediária e a inverta de posição com a que estava na parte de cima (mais detalhes serão explicados no decorrer da matéria). Utilize o húmus para fortificar suas plantas e repita o processo.
-Dicas
O excesso de água é um dos fatores mais prejudiciais, pois as minhocas têm dificuldade de se locomover (em razão de o composto se tornar mais escorregadio), além de afetar a aeração do sistema. Faça um teste simples: aperte a mistura e verifique se há gotejamento de líquido. Se isso ocorrer, coloque mais material seco, de preferência a serragem, e revolva a mistura para solucionar esse problema.
Fique atento quando você colocar frutas nas caixa digestoras, como cascas de banana e mamão. Elas são responsáveis, dependendo da regulação de umidade do seu conjunto de caixas, pelo eventual aparecimento de mosquinhas de fruta, da espécie Drosóphila. Elas são inofensivas, mas o problema é o incômodo que a grande quantidade delas causa. Resíduos como cascas de frutas podem conter ovos de moscas que eclodem quando inseridos na mistura. Não use qualquer tipo de veneno para espantar esses insetos, pois eles podem afetar as minhocas. Regule a umidade. Se não resolver, faça um chá concentrado de capim limão e borrife na mistura.
Também pode acontecer de algumas minhocas caírem na caixa coletora de chorume e morrerem afogadas após um tempo, por não terem como subir de volta à caixa digestora. A colocação de um pequeno pedaço de tijolo encostado nas paredes da caixa pode solucionar o problema ao servir como uma escada.
É importante não deixar a vermicomposteira exposta ao sol e à chuva. Água e calor no sistema podem provocar a fermentação da mistura, que eventualmente irá exalar mau cheiro. Caso isso aconteça, retire a tampa por um tempo, remexa o conteúdo, acrescente um pouco mais de material seco e não coloque novos resíduos por dois dias.
-Minhocas
As minhocas também precisam de uma certa atenção. Respeite a dieta e as limitações delas. Os restos de comida são geralmente bem aceitos, mas evite as cascas de frutas cítricas, gordura animal, restos de alimentos salgados, cinzas de churrasqueira, alho, cebola, fezes de animais domésticos, carne de qualquer espécie, laticínios (em excesso), papel higiênico e madeira tratada com pesticidas ou verniz (nem mesmo como material seco). A presença desses resíduos provoca lentidão no processo, gerando problemas com pragas e até a morte das minhocas (clique aqui e saiba o que fazer com o que não vai para a composteira).
Podem ser colocados na caixa digestora restos de alimentos cozidos, borra de café (em pouca quantidade), erva mate, saquinhos de chá, frutas, legumes, grãos, sementes e casca de ovo. É recomendável picar esses materiais para facilitar e acelerar a ação das minhocas. O papel marrom e o papelão também são bem-vindos, mas sem exagero. As páginas de revistas e jornais (sobretudo as páginas coloridas) são tratadas com cloro e têm muita tinta, por isso não é aconselhável colocá-las na composteira.
-Húmus
Uma caixa digestora média (50cm x 35cm x 65cm), indicada para duas pessoas pode receber cerca de 1 L de resíduos orgânicos por dia e deverá ficar completamente cheia em um mês (como existem dimensionamentos diferentes de acordo com a demanda familiar, esse tempo pode variar de acordo com o modelo do produto). Após esse período, retire o húmus da caixa do meio (veja mais abaixo) e faça a troca de posição (a de cima vai para o meio e a do meio vai para cima). Dessa forma, o processo continuará sendo realizado enquanto a outra caixa coletora receberá os próximos resíduos. As minhocas migrarão pelos buracos no fundo do compartimento para esse recipiente, após se alimentarem de todo o material orgânico que havia sido depositado. Em aproximadamente dois meses, você terá produzido húmus de minhoca em sua casa, além de ter reciclado todo o lixo orgânico.
A retirada do húmus precisa ser cuidadosa para não machucar as minhocas. Ao constatar que todo o alimento depositado na caixa virou uma terra úmida marrom escura e homogênea, deixe a caixa exposta ao sol. Dessa forma as minhocas irão fugir da luz migrando para o fundo, por isso que as caixas precisam ser de plástico opaco. Essa movimentação ocorre em poucos minutos. Em seguida, raspe o húmus com uma pá. Caso encontre mais minhocas, deixe mais um tempo a luz e retome a retirada. Não se esqueça de deixar cerca de três dedos de húmus no fundo para que a caixa receba novos os resíduos e também as minhocas.
Compostagem seca

Esse método possui inúmeras opções de manejo. O segredo dele é a forma que você irá utilizar para aerar a mistura. A produção de adubo é um pouco mais demorada, porque apenas os microrganismos presentes no solo, fungos e bactérias, serão responsáveis pela decomposição da matéria orgânica. Por isso é importante manter a umidade e o calor da mistura sob controle.
-Procedimento
É possível fazer a compostagem seca em um recipiente específico ou então sobre o próprio solo.  O processo padrão é basicamente colocar uma porção de material orgânico, rico em carbono, para duas porções de material seco (palha, folhas secas, serragem de madeira virgem, grama seca), rico em nitrogênio, em seguida, misturar bem para aerar e facilitar a ação dos microrganismos. No mercado existem produtos com uma boa capacidade para o processamento dos resíduos, neste caso haverá algum mecanismo para revolver essa mistura. Esses modelos são os mais adequados para o uso em ambiente residencial.
Se você optar pela compostagem seca sobre o próprio solo, é necessário um pouco mais de atenção. Faça um buraco com cerca de 40 cm de profundidade e 60 cm de diâmetro, no fundo coloque galhos secos ou palha para permitir a circulação de ar. Ou então faça com o lixo e o material seco um monte de aproximadamente dois metros de diâmetro por um de altura. Nos dois métodos é preciso manter a proporção de uma parte de resíduo orgânico para duas de material seco e revolvendo a mistura a cada acréscimo de lixo. Quando o sistema chegar ao seu limite de volume deixe descansar por cerca de dois meses, após esse período você terá produzido em sua casa um adubo orgânico de excelente qualidade.
-Cuidados e dicas
Na compostagem seca é fundamental remexer o conteúdo com frequência para oxigenar a mistura, favorecer a evaporação do excesso de umidade e aumentar a quantidade de ar. Na primeira semana é recomendável que revolva bem a mistura todos os dias, depois uma vez por mês. A quantidade de umidade, calor e ar no sistema precisam ser controladas, pois os microrganismos são sensíveis a essas variações e a compostagem pode ser afetada, mas não precisa ficar preocupado. Existem alguns truques para saber se está tudo certo.
Basta espremer com a mão um pouco do conteúdo para avaliar a umidade. Se estiver tudo certo, a palma da mão deverá ficar suavemente molhada. Se gotejar água, isso indica excesso de umidade na mistura, que é prejudicial para a proliferação e atuação dos microrganismos. Basta revirar a mistura e acrescentar um pouco mais de material seco para solucionar o problema. Quando estiver muito seca, basta borrifar um pouco de água e mexer.
No caso da temperatura, uma barra de ferro fincado na mistura pode funcionar como termômetro. Um sistema eficiente tem uma temperatura em torno de 60°C. Esse calor é resultado da decomposição aeróbica da matéria orgânica que é transmitido à barra. Se a temperatura estiver muito abaixo disso estará indicando que o processo está muito lento. Isso pode ser provocado por pouca umidade ou pouco resíduo orgânico. Faça o teste de umidade. Caso não seja essa a deficiência, o sistema possivelmente está com pouco material orgânico. Coloque mais resíduos e mexa para resolver o problema.
O aparecimento de pragas está relacionado à presença de algum alimento que não é de fácil decomposição e que costuma atrair insetos ou animais, como carne, ossos, gordura e açúcar (o que ocorre muito na compostagem ao ar livre, diferentemente dos modelos de composteiras disponíveis para venda - nesses últimos, tais riscos tendem a não existir). Basta retirar esses resíduos, parar a colocação de mais lixo por três dias e colocar mais material seco. Dessa forma, o problema será solucionado.
-Húmus
Na compostagem seca, o húmus ficará pronto entre dois e três meses, dependendo do tamanho da composteira. Após esse período, os resultados da compostagem serão um resíduo marrom, sem cheiro e homogêneo. Nesse caso, não há recolhimento do chorume.
Eficiência
Ambos os métodos para compostagem doméstica são eficientes e ecológicos. Eles contribuem com a redução das emissões de gás metano para a atmosfera, evitando desequilíbrio causado pelo efeito estufa. Isso sem contar que, se elas forem tratadas da maneira correta, produzem adubo de boa qualidade, não emitem cheiro, ocupam pouco espaço, não atraem insetos e animais, além de reduzirem o volume de lixo doméstico substancialmente. Com pouco esforço é possível dar um destino correto ao que iria poluir o ecossistema e sobrecarregar lixões e aterros urbanos.  O adubo produzido ainda pode ser um incentivo para ter uma horta orgânica. Se você não quiser plantar ou adubar alguma planta em sua casa, é só aplicar o húmus em qualquer árvore de uma praça, parque ou no canteiro da rua para fazer bem à natureza.

http://www.ecycle.com.br/component/content/article/44-guia-da-reciclagem/1318-como-o-que-compostagem-composteira-composto-compostar-minhocario-seca-lixo-residuos-restos-comida-organico-humus-domestica-residencial-dicas-duvidas.html

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Transforme seu lixo em HUMUS! Excelente adubo orgânico!

Coletando biofertilizante na composteira.

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. 
A maneira mais comum de realizar a compostagem doméstica é a composteira.







Que bom se pudéssemos, além de separar o lixo reciclável, utilizar o material orgânico para nosso próprio proveito? Bom, isso é possível e fácil de se conseguir.
Apesar de existirem há algum tempo, a compostagem tem ganho cada vez mais espaço nas residências. Se antes precisava-se de um espaço grande para podermos realizar o processo em casa, hoje em dia, os equipamentos estão cada vez mais adaptáveis à vida urbana. Basta querer.

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. Existem várias maneiras de ser realizar a compostagem do lixo orgânico, mas o mais comum utilizado em casas e apartamentos é a composteira.

A composteira é um local onde é colocado o material orgânico para que minhocas o decomponham. Na maioria das vezes, ela é feita de um conjunto ou apenas uma caixa, onde ficam minhocas que serão responsáveis pelo processo de decomposição. Depois que o material orgânico é decomposto, sobra um material que parece terra e o chorume, que é um líquido resultante do processo. Esses subprodutos são usados como adubo orgânico para colocar em jardins, hortas ou qualquer tipo de planta. Se você não tiver jardim, pode até vender para quem se interessar, pois são altamente nutritivos para o solo. E o melhor: a maioria das composteiras modernas já fazem esse processo sem cheiro, graças à espécie de minhoca utilizada. E existem algumas bem pequenas, que você pode usar na sua cozinha ou lavanderia, se não tiver um espaço maior.

Se tiver interesse, pode verificar alguns sites:

Faço compostagem a 10 anos e produzo uma quantidade considerável de humus, que utilizo em meus vasos e canteiros. Todo o lixo orgânico que produzo , mais de alguns vizinhos, trona-se um excelente adubo orgânico.Utilizo a minhoca vermelha da califórnia, que se reproduz muito bem em nosso ambiente.

 Forneço as minhocas para Porto Alegre e região.
email: agropanerai@gmail.com

Quer saber mais sobre compostagem? acesse http://estagiositiodosherdeiros.blogspot.com.br/p/blog-page.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Produção de Minhocas e Húmus



A minhoca vermelha da Califórnia  é a minhoca mais criada nos Estados Unidos e no Brasil, sendo considerada a melhor minhoca para criação comercial. Atualmente, devido às suas excelentes características, ela se encontra espalhada por quase todo o mundo, havendo se adaptado muito bem, praticamente, a todas as regiões.

Ela é muito calma, com seus movimentos lentos e não se aprofunda muito na terra, quando em liberdade, ou no canteiro. A sua produtividade é muito elevada na "fabricação" de húmus, além de ser bastante prolífica, reproduzindo-se com facilidade. Devido a essas características, é a minhoca preferida pelos criadores, para as criações comerciais ou minhocários.

Segundo cálculos realizados, a minhoca vermelha da Califórnia representa 80 a 90% de todo o comércio especializado nos Estados Unidos, o que representa um mercado de muitos milhões de dólares por ano. Isso ocorre, provavelmente, porque ela é resistente, forte, precoce, muito prolífica e se adapta a uma grande variedade de solos e climas.

Ela se adaptou muito bem às condições existentes no Brasil, onde é criada com todo o sucesso técnico e comercial, proporcionando um ótimo retorno financeiro aos seus criadores. No Brasil, ela é conhecida como "minhoca vermelha", sendo a mais indicada para a criação em minhocários.

Essa espécie de minhoca apresenta um grande número de vantagens para ser criada racionalmente, em minhocários, aos quais se adapta com facilidade e atinge elevada produtividade. Ela é precoce, crescendo, desenvolvendo-se e se reproduzindo mais cedo que as minhocas de outras espécies, produz muitos filhotes, produz muito e transforma todo o esterco em que vive ou outras matérias orgânicas em húmus, com maior rapidez do que as minhocas de outras espécies.

Além do mencionado, a minhoca vermelha é uma ótima isca para pescarias, sendo a preferida pelos pescadores devido à sua cor, vivacidade e vitalidade, pois resiste viva por muito tempo, inclusive quando fica mergulhada dentro da água, já no anzol.

A minhoca vermelha também apresenta uma grande vantagem para seus criadores: ela é muito resistente às viagens e, quando for necessário transportá-la, pode permanecer em ambiente úmido por várias semanas.

A minhoca vermelha, como já mencionamos, é a mais rápida para produzir húmus, mas só consegue fazê-lo utilizando esterco. Quando, no entanto, o material empregado para a alimentação das minhocas e a sua transformação em húmus é fibroso como, por exemplo, folhas, a vermelha da Califórnia é mais demorada no seu "trabalho". Não havendo "comida" ou esterco para as minhocas, elas fogem dos canteiros.

FORNEÇO MINHOCAS CALIFORNIANAS PARA PORTO ALEGRE E REGIÃO.

Eng. agrônomo Alexandre Panerai

sábado, 22 de dezembro de 2018

Como fazer um minhocário funcional com uma geladeira usada.


Permacultura - A nova floresta

“As minhocas se  enterram no chão para não cair de amor para as estrelas.” Yvan Audouard


old fridge used to make the worm farm
Remover todos os equipamentos, só guardar a caixa.
liquid casting evacuation on the fridge
Instalar uma saída para coletar excedente de água. Obturar todas as outras saídas com silicone. Nivelar a geladeira com um leve declive para orientar os resíduos líquido pela saída.
connection of the tap for worm casting liquid evacuation
Tubulação para colheita.
tap for monitoring the worm casting liquid evacuation
A geladeira (e torneira) deve estar suficientemente alta para colocar um balde embaixo. Os resíduos líquidos formam o chorume. O chorume orgânico é um fertilizante líquido, rico em nutrientes. Diluir em água até 1/10 antes de dar nas plantas. Para evitar que o chorume torna se anaeróbico no fundo da geladeira verse água pura de vez em quando na camada de drenagem através da telha de filtração e colheita a mistura diluída em um balde, vai permitir de diluir o chorume e purificar a camada de drenagem.
filtering the worm casting
Recyclagem de uma peneira de chuveiro
positioning the filter
Para prevenir a obstruacao da tubulacao.
layer for drainage of worm casting
Pedras para drenagem (aproximadamente 3/4 cm de espessura) e reduzir contato entre matéria orgânica e água.
Isso evita a decomposição anaeróbica no fundo do minhocário.
making the separation filter between the drainage and the worm bed
Estrutura de alumínio de suporte para a telha de separação entre drenagem e a cama das minhocas.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 2
As partes transversal são aqui para evitar deformação. Outras técnicas usam grampos para fixar a telha ao compartimento de plástico, mas este tipo de solução não permite desmontar o minhocário, o que não é na filosofia Cradle to Cradle.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 3
Dobrar para obter 3 ou 4 camadas de filtro.
positionning the filter of separation with the drainage layer
Colocar em cima da camada de drenagem.
removing the fridge rubber to allow worm farm ventilation
Remover a borracha de vedação para criar um sistema onde o ar (oxigeno) pode circular dentro do minhocário.
cutting the fridge rubber
Cortar pedaços de borracha.
removing the
Remover a banda magnética que fica dentro da borracha. Pode ter duvida sobre a influencia de um campo magnético no sistema de orientação das minhocas.
magnets
Essas bandas flexíveis podem ser utilizadas como magnet na porta duma geladeira (e também em cima do minhocário para notar informações sobre as minhocas)
filling the holes between the filter and the fridge body
Obstruindo os buracos entre o filtro e a caixa utilizando os pedaços de borracha.
design_do_tubo_de_ventilacao
Fazer um tubo de ventilacao com cana de 8 e um T, nao precisa de colla
ventilacao
Colocar a ventilacao sobre o filtro en cima do drainagem para reduzir degradacao anaerobica.

Recuperar a parte externa do côco e producir fibras.

Cuidando com o falcão.

Deixar as fibras de coco dentro da água o mínimo por um dia.
fibras_de_coco_humidas
As fibras são agora cheias de umidade, que vai ser uma fonte estável de umidade. As minhocas respiram através da pele e precisam de um ambiente úmido. As fibras vão permitir de guardar a umidade e respeitar a presencia de ar e oxigeno.
camada_de_fibras_de_coco
Camada de fibras de coco separando o drenagem da cama das minhocas
papelao humido
Utilizar velho papelão e colocar na água para se hidratar (1 dia mínimo no caso de papelão). Se você utiliza papel só umidificar e não deixar na água.
camada_de_papelao_humido
Triturar o papelão e fazer uma camada bem úmida e ventilada
Colocar_separacao_en_cima_do papelao
Utilizar a estrutura da geladeira para criar 3 compartimentos no minhocário (pode ser 2, 3 o 4 compartimentos). As minhocas pode utilizar a camada de papelão para mover entre os compartimentos.
composte
Um compartimento recebe adubo (ou composto, ou húmus)
esterco_de_galihna
O outro compartimento recebe mistura de esterco de galinha, terra e folhas que vem do galinheiro. Se você utiliza estrume de cavalo tem que verificar que ele não recebeu um tratamento contra vermes.
Regar_esterco_de_galinhas
Umidificando o lixo das galinhas que é muito seco
3_compartimentos
Agora temos 3 compartimentos. O compartimento do meio que só tem papelão (celulosa úmida) vai receber as minhocas para elas se aclimatar e quando vão começar a procurar para comida elas vão migrar ate os outros compartimentos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Transforme o #lixo da cozinha em adubo para plantas! Minhocário passo a passo.

 Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Na semana passada, o pessoal da OSCIP Morada da Floresta explicou como funciona o processo de compostagem doméstica, que é transformar o lixo orgânico da sua família em húmus de minhoca, uma espécie de terra bem preta, perfeita para adubar as plantas do seu jardim. Se você perdeu essa dica, leia ela aqui.
Agora, a Equipe Consul vai ensinar você a construir sua própria composteira e economizar muito dinheiro com adubos e pesticidas, além de gerar menos lixo e poluir menos o meio ambiente. Veja só o passo a passo:

Você vai precisar de:
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
- 3 caixas plásticas de 26 litros com tampa (para um casal sem filhos) ou 32 litros (para uma família de seis pessoas)
- Furadeira com broca de 1mm, n°4 e 5/8
- Uma torneirinha plástica, daquelas de encaixar em bebedor de água, tamanho 5/8
- Serragem ou folhas secas
- Terra preta
- 250 minhocas vermelhas da Califórnia (podem ser encontradas na Morada da Floresta ou em lojas de paisagismo especializadas em húmus de minhoca)
- Lixo de cozinha previamente separado (consulte aqui o que pode ser jogado na composteira)

Como fazer:

Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Fure duas das caixas com a furadeira, usando a broca n°4, para permitir que as minhocas circulem entre as caixas, e que o chorume produzido pela compostagem (parte líquida usada como pesticida natural em plantas) seja escoado para a caixa inferior.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Ainda com a furadeira em mãos, troque a broca n°4 pela de 1mm, e faça pequenos furos na tampa da composteira, para permitir que o composto orgânico seja oxigenado corretamente durante o processo de compostagem, sem deixar odores desagradáveis escaparem para o ambiente.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Troque agora a broca pela de tamanho 5/8 e faça um furo na lateral da caixa que vai receber a parte líquida da compostagem, fixando a torneirinha plástica – a qual vai facilitar a retirada desse líquido, que pode ser utilizado como fertilizante, sendo pulverizado nas plantas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Pronto, a estrutura da composteira você já fez. Agora coloque 5 cm de terra preta nas duas caixas que foram furadas com a broca n°4 e cubra a terra com as minhocas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Por cima das minhocas, jogue o lixo orgânico de cozinha sempre na caixa de cima e cubra com serragem de madeira ou folhas secas, tampando a composteira. Depois de mais ou menos 1 mês, a caixa estará cheia de resíduos – e aí, a caixa do meio que está vazia vai para cima, e a cheia, vai para o meio. “É também mais ou menos o tempo que as minhocas demoram para criar o húmus”, diz Ana Paula Silva, sócia-diretora da Morada da Floresta. Deixe sua composteira sempre em locais protegidos de chuva e sol – sua área de serviço é um lugar ideal para acomodar sua composteira doméstica.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Viu como é simples reciclar seu lixo orgânico? Compartilhe com a gente soluções simples como esta que ajudam a deixar nosso planeta melhor para nossa família!
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Soluções para o dia a dia é o tema que trazemos todas as segundas-feiras para você, com tutoriais, dicas e truques para facilitar sua rotina em casa, deixando-a muito mais prazerosa.

fonte blog consul

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Iniciando a criação de minhocas Gigante Africana!




Hoje iniciamos a criação de mais uma espécie de minhoca, visando a produção de humus e venda de iscas para pesca!!

As minhocas Gigante Africana servem para ser utilizadas em compostagem?

Sim. As minhocas Gigante Africana são largamente utilizadas em compostagens comerciais e domésticas com a finalidade de produção de húmus, como também de minhocas para pesca, alimentos vivos para peixes e pássaros e ração animal.

As minhocas Gigante Africana servem para pesca?

Das minhocas de criatórios comerciais, a minhoca Gigante Africana é excepcional em pesca pela sua mobilidade, tamanho e palatabilidade, além de evitar o uso de minhocas nativas em extinção como os minhocuçus.

Em 1 litro de minhoca, quantas unidades tem?

Em média 400 minhocas, pois a quantidade pode variar de acordo com o tamanho em que estão no momento da seleção, já que uma minhoca adulta pode ter de 10 até 30 cm.de comprimento.

O que devo oferecer de alimento paras as minhocas Gigante Africana?

Em grandes criatórios comerciais, geralmente é utilizado o esterco bovino, mas pode-se utilizar estercos de outros animais desde que observadas as características de cada um. Pode –se utilizar também restos de frutas e verduras, aparas de jardinagem e uma gama infinita de matérias orgânicas vegetais em decomposição.

Minhocas comem terra?

As minhocas utilizadas em criatórios comerciais não comem terra, elas se alimentam de matéria orgânica em decomposição, às vezes, por motivo da terra estar misturada à matéria orgânica, acidentalmente a terra será ingerida pela minhoca, porém isso não servirá de alimento prá ela.

Posso criar a minhoca Gigante Africana em casa?

Uma pequena criação pode acontecer dentro de caixas ou pequenos  tambores. Devendo estar abrigados do sol e com a umidade em torno de 75%. Uma dica é manter o esterco(substrato) úmido sem encharcar, isso pode ser testado, apertando o substrato com as mãos até que escorra um pouco de água entre os dedos. Com um pouco de experiência pode-se criar até em apartamentos.

Quais são as pragas que atacam a minhoca Gigante Africana?

As minhocas são procuras por uma infinidade de animais. Rãs, sapos lagartixas, pássaros, galinhas, ratos e até porcos utilizam a minhoca em seus cardápios. Porém nos canteiros devemos tomar cuidado com a proliferação e outras 3 pragas principais: A Planária, que é uma minhoca comprida e visguenta com listras no corpo e que adere ao corpo da minhoca para sugar seus nutrientes até a morte. Outra praga é chamada de sanguessuga e que se assemelha a uma minhoca, tendo em uma de suas extremidades uma ventosa que usa também para sugar o sangue e os nutrientes da minhoca até a morte e por fim algumas variedades de formigas carnívoras que costumam se instalar nos criatórios. Dificilmente teremos um criatório isento de alguma praga, porém um acompanhamento periódico e a retirada manual dessa pragas será o suficiente para que elas não comprometam a criação.

Quantas minhocas preciso para um criatório de 3m x 1m x 30cm?

O ideal para se começar uma criação desse porte é de cerca de 2 litros.

Qual a quantidade mínima para venda?

2 litros  

Quando sei que o húmus já está pronto?

As minhocas Gigante Africana tem por hábito depositar suas fezes(húmus) na parte superior do canteiro ou da caixa. Essas fezes são facilmente identificadas, uma vez que formam pequenos grânulos pretos ou marrons entre 2 e 3 mm  Quando perceber que a parte de baixo está igual a parte de cima é porque o alimento está acabando e já está na hora de preparar um novo substrato.

O húmus de minhoca pode ser utilizado em qualquer planta?

O húmus de minhoca é um dos mais fantásticos adubos orgânicos, podendo ser utilizado em hortas, pomares, vasos e gramados.

Quais as vantagens do húmus de minhoca na agricultura?

Retém a umidade e promove a aeração do solo. É rico em nutrientes  e se apresenta de uma forma que é assimilado mais rapidamente pelas plantas do que o esterco. O húmus também melhora a condição microbiológica do solo e tende a corrigir a acidez.

As minhocas Gigante Africana atacam as raízes das plantas?

As minhocas Gigante Africana só se alimentam de matéria orgânica em decomposição, portanto se a raiz está viva ela não será atacada. Caso a raiz esteja morta por qualquer outro motivo, assim que ela começar a se decompor, será consumida pelas minhocas.

Qual o tamanho que as minhocas Gigante Africana podem atingir?

Geralmente as minhocas já estão adultas com um tamanho de cerca de 8 cm, quando são comercializadas como matrizes, porém para quem quer criar para pescaria pode se conseguir minhocas com até 30 cm.

Posso usar as minhocas Gigante Africana na alimentação de pássaros e peixes?

Muitos criadores de pássaros utilizam as minhocas para alimentação de filhotes de sabiás, trinca-ferros e faisões. Peixes também como acarás, carpas e betas são ávidos no consumo de minhocas. Iguanas e rãs também apreciam muito.

Devo tampar as caixas ou canteiros para que as minhocas Gigante Africana não fujam?

Desde que atendidas as necessidades de umidade, temperatura, pH , oxigenação e densidade, dificilmente as minhocas irão abandonar ou fugir do criatório, mesmo que  seja aberto. As minhocas são fiéis ao bom trato.

Quanto tempo as minhocas Gigante Africana gastam para se reproduzir?
O ciclo de acasalamento, postura e desenvolvimento das larvas até o tamanho adulto varia em geral entre 45 e 60 dias.

Qual a temperatura ideal para criar as minhocas Gigante Africana?

O substrato deve estar entre 18°C e 25 °C

As minhocas Gigante Africana toleram chuvas?

Toleram, desde que a quantidade seja suficiente para manter a umidade desejada do canteiro. O excesso e conseqüente encharcamento levará as minhocas à morte ou à fuga.

terça-feira, 6 de março de 2018

FAÇA VERMICOMPOSTAGEM E PRODUZA O ADUBO MAIS NOBRE DO PLANETA


Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).


Foto 01 inicio do processo de vermicompostagem
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.


Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.


Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto:  Universidade Orgânica
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.


Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a  foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).


Foto 03 vista dos canteiros de produção
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.


Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.

Temos matrizes de minhoca para venda. agropanerai@gmail.com
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Fonte: http://barbarapaisagismoemeioambiente.blogspot.com.br/2015/12/o-adubo-mais-nobre-do-planeta.html?spref=pi