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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Bacupari é a grande esperança nas pesquisas contra o câncer

https://globoplay.globo.com/v/3198414/

A pesquisadora Maria das Graças, da Universidade Federal de Minas, buscou nos livros de história o mapa para encontrar as frutas nativas do Brasil! Tesouros que brotam no mato.
O bacupari é uma grande esperança nas pesquisas contra o câncer. Essa fruta da região amazônia apresenta um potencial três vezes maior do que o blueberry, fruta americana conhecida por pesquisadores como tendo um alto potencial antioxidante.
Do mato para o laboratório: é esse o caminho para descobrir o poder das frutas nativas.
Resultado de imagem
Bacupari
E tem gente com essas preciosidades no quintal de casa.

 Uma outra fruta é quente: pimenta de macaco. Para quem é do Cerrado o uso há gerações vem comprovando os benefícios da pimenta de macaco.

Pimenta-de-Macaco (xylopia aromatica)


Nome botânico: Xylopia aromatica
Nome popular: pimenta-de-macaco
Angiospermae – Família Annonaceae
Origem: nativa brasileira, ocorrendo em Minas Gerais e Centro-Oeste até São Paulo.

Descrição

Árvore de folhagem semidecídua (isto é, que perde parcialmente as folhas no inverno), de copa estreita e altura em torno de quatro a seis metros.
Folhas ovais acuminadas simples opostas nos ramos e flores brancas pequenas surgindo ao longo dos ramos na axila das folhas.
Floresce na primavera, produzindo sementes esporadicamente .
Pode ser cultivada em todo o país, principalmente na região do Cerrado Brasileiro.

Como Plantar a Pimenta-de-Macaco

pimenta-de-macaco
Xylopia aromatica, ou pimenta-de-macaco
Excelente para plantio de árvore de sombra em ruas estreitas por conta de sua copa ovalada.
Deve ficar em local com sol e não sujeito a inundações, pois tem característica xerófita.
Para cultivar, adquirir mudas em viveiro com o tamanho padrão de 1,80 a 2,20 metros.
Abrir uma cova maior que o torrão e colocar no fundo e nas laterais descompactadas a mistura feita com composto orgânico, dois a três kgs de adubo animal de curral bem curtido e 200 gramas de fosfato natural de rocha ou farinha de ossos.
Colocar um tutor amarrado com corda de algodão em formato de oito, que poderá ser retirado quando a muda estiver desenvolvida. Regar bem até que a muda demonstre que está aclimatada. Depois, espaçar as regas.

Mudas e Propagação da Xylopia Aromatica

pimenta-de-macaco
Frutos da pimenta-de-macaco
A propagação é feita por sementes que são colhidas diretamente da árvore quando maduras, sendo facilmente visíveis pela coloração vermelha do invólucro.
Escarificar as sementes passando-as em lixa de madeira para facilitar a germinação.
Colocar em caixotes com substrato de terra de canteiro e areia, mantendo-os sempre úmidos.
Transplantar para sacos individuais quando tiverem de 15 a 20 centímetros, já com o substrato semelhante ao do plantio em local definitivo.
Seu plantio em local definitivo poderá ocorrer em aproximadamente uma dois anos, pois seu desenvolvimento é mais lento que o de outras espécies.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Presença de árvores reduz casos de câncer de pulmão em idosos

Fonte: jornal da USP

Estudo observou a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em São Paulo


Árvores diminuem a quantidade de material particulado no ar pois agem como filtros de captação e absorção – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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Pesquisas feitas no exterior já têm mostrado como as árvores urbanas afetam a qualidade do ar. Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, por exemplo, concluiu que prédios cobertos por plantas poderiam diminuir em até 30% a poluição de uma cidade.
Agora a bióloga Bruna Lara de Arantes mostra, em seu mestrado, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em idosos na cidade de São Paulo.
O estudo aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar. Em consequência disso, foi observada também uma redução nos casos de doenças respiratórias.
Para chegar a esse resultado, a pesquisadora cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), através de um convênio firmado com a professora Thaís Mauad e a médica Tiana Lopes.
Regiões mais centrais da cidade são mais ocupadas por construções, enquanto que 
 regiões mais afastadas têm mais árvores – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
“Basicamente nós escolhemos as estações de monitoramento do ar da Cetesb que estavam medindo material particulado em 2010”, explica Bruna. “O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado.”
Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar como o entorno das estações de monitoramento é ocupado. Verificou se havia mais asfalto, construções, árvores ou gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.
Em seguida, Bruna usou programas estatísticos para observar como as mortes por câncer de pulmão em idosos estavam distribuídas pela cidade e se tinham alguma relação com os dados atmosféricos encontrados pela Cetesb.

Mortes pela poluição

“Os dados apontam que a forma como você ocupa o solo na cidade influencia em 17% os casos de morte por câncer de pulmão em idosos”, afirma Bruna. Outros fatores de risco que devem ser considerados são a genética e o estilo de vida dos idosos.
O estudo também encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município. Regiões mais centrais são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores. “Esse padrão já era observado na literatura da área, mas não havia dados quantitativos como os desta pesquisa”, ressalta.
O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e 
também um dos mais absorvidos pelas plantas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Com os dados, foi possível concluir também que quanto mais afastado do centro da cidade e quanto maior for a quantidade de plantas no local, menos casos de câncer de pulmão são encontrados. “A saúde dessa população é favorecida”, pontua Bruna.
Ainda sim, a pesquisadora lembra que, pelo caráter exploratório da pesquisa, são necessários novos estudos sobre o assunto para afirmações mais concretas.
Segundo uma pesquisa publicada pela revista The Lancet, a poluição do ar foi responsável por mais de 70 mil mortes no Brasil.

Soluções

Além da importância acadêmica, o estudo também é de interesse da gestão pública. “Esses dados nos trazem evidências que, ao aumentar as áreas urbanas de gramados e árvores, há uma diminuição significativa da poluição do ar por material particulado”, defende a pesquisadora.
O estudo encontrou uma relação entre a ocupação da cidade 
por relvado ou
asfalto e a região no município – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Segundo o estudo, o aumento de 1% de gramado na cidade é capaz de diminuir 0.45 μg/cm³ de material particulado. Já o aumento de um metro quadrado de copa de árvore reduz 0.29 μg/cm³.
“A ação dos gramados está relacionada à possibilidade de maior circulação do ar, levando em conta que essas partículas são muito leves e facilmente dispersas”, explica. “Já as árvores agem como filtros de captação e absorção.”
A bióloga ainda destaca que regiões com muitas construções verticais ou bosques fechados podem ter pouca ventilação. Nesse caso, é interessante a substituição de prédios inutilizados pela construção de áreas de gramado, como parques, jardins e canteiros.

Mais informações: Bruna Lara de Arantes, e-mail blarantes@usp.br
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quinta-feira, 30 de março de 2017

Conheça a ora-pro-nobis, o superalimento proteico

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Como consumir Ora-pro-nobis?
     A parte comestível dessa planta são suas folhas. Seu preparo é extremamente simples, como qualquer outra verdura obviamente, devemos lavá-las bem. Seu sabor é neutro e tem uma textura macia. Ela poderá fazer parte de recheios, saladas, refogados, sopas, sucos e onde mais sua imaginação de culinarista permitir.

 

Farinha enriquecida com Ora-pro-nobis
 
    É uma pena que não temos o cultivo de Ora-pro-nobis em grande escala. Seguramente, seus valores nutricionais poderiam acrescentar muito a nossa alimentação, principalmente através da farinha enriquecida, que poderia chegar à nossa mesa.
    Essa farinha enriquece uma receita. Usa-se as folhas frescas ou secas e moídas na forma de pó. É feita com as folhas desidratadas. Para isso, é preciso colher as folhas, espalhar em uma forma, levar ao forno na menor temperatura para desidratar. Depois, basta triturá-las ou adicioná-las a suas receitas. Guarde num vidro com tampa e utilize como mistura para enriquecer farinha, massas de pães, bolos, tortas, panquecas, etc.
Essa farinha é rica em proteínas, aminoácidos, vitaminas, sais minerais, e fibras. 
A ora -pro-nobis já é utilisada no preparo da farinha múltipla (complemento nutricional usado pela pastoral da criança no combate à desnutrição). 
O cultivo em larga escala do ora-pro-nóbis, devido a seu fácil cultivo poderia representar uma revolução na alimentação por conta do seu alto valor nutricional.

      Os resultados indicaram que a farinha de Ora Pro Nobis pode trazer benefícios para a saúde, como a melhora da motilidade intestinal, e está associada à redução da gordura visceral e do perfil lipídico, bem como ao aumento dos níveis de HDL-c. Com estes resultados, podemos sugerir que a incorporação desta farinha em diferentes produtos industriais pode ser uma maneira conveniente e eficaz para a ingestão de produtos mais saudáveis.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27583638

Muita gente prefere consumir as folhas cruas em saladas. É muito consumida no estado de Minas Gerais, onde a planta é mais popular.

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    As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína; vitaminas A, B e C; minerais como cálcio, fósforo e ferro. É uma planta que merece atenção especial por seu alto valor nutritivo e facilidade de cultivo, inclusive doméstico. A composição rica de proteína, ferro, vitaminas A e C e ácido fólico fazem da ora pro nobis uma importante aliada contra as doenças nutricionais (desnutrição).


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Composição nutricional da Ora-pro-nobis
COMPOSIÇÃO EM 100 GRAMAS DE FOLHAS:
1.     Energia        26 kcal
2.     Proteína        2,00 g
3.     Lipídios        0,40 g
4.     Carboidratos        5,00 g
5.     Fibras        0,90 g
6.     Cálcio        79,00 mg
7.     Fósforo        32,00 mg
8.     Ferro        3,60 mg
9.     Retinol        250,00 mcg
10.  Vitamina B1        0,02 mg
11.  Vitamina B2        0,10 mg
12.  Niacina        0,50 mg
13.  Vitamina C        23,00 mg
      É uma planta com alto teor de proteína (aproximadamente 25% de sua composição). Entre seus aminoácidos, teremos a lisina e o triptofano em maior quantidade. Seu elevado teor de vitamina C supera a laranja em 4 vezes. Além dos minerais e vitaminas, também é rica em fibras.
 

Benefícios do consumo da Ora-pro-nobis
É um vegetal rico em ferro, ajuda a curar anemias das mais graves. Pessoas com anemia deverão passar a utilizá-la com mais frequência, pois os índices de ferro são essenciais para o tratamento desse quadro;

    Seu alto teor de fibras ajuda no processo digestivo e intestinal, promovendo saciedade, facilitando o fluxo alimentar pelo interior das paredes intestinais, além de ajudar a recompor toda a flora intestinal. Suas folhas são ricas em mucilagem, que contribui para o bom funcionamento do intestino. Isso evita os estados de constipação, prisão de ventre, formação de pólipos, hemorroidas e até tumores;
      As grávidas deveriam consumir Ora-pro-nobis nesse período, pois ela é rica em ácido fólico, essencial para evitar problemas para o bebê;
    A alta concentração de vitamina C ajudará a fortalecer o sistema imunológico, evitando uma série de doenças oportunistas;
    Ótima para a pele, devido à presença de vitamina A (retinol) em grande quantidade;
    O retinol também é fundamental para manter a integridade da visão em dia;
    Mantém ossos e dentes fortalecidos, pela boa quantidade de cálcio.
    O chá, ou o suco feito a partir de suas folhas, tem excelente função depurativa, sendo indicado para processos inflamatórios, como cistite e úlceras;
Sua ação depurativa associado ao chá também está ligado ao tratamento e prevenção de varizes;

    Por ser muito consumida em Minas Gerais, a Universidade de Lavras realizou um estudo sobre suas propriedades, constatando que seus princípios ativos são eficientes para o tratamento de várias doenças, tanto de origem inflamatória, quanto gastrointestinais, circulatórias, etc. Nesse estudo os pesquisadores constataram que os princípios da planta podem ajudar na prevenção de doenças como varizes, câncer de colon, hemorroidas, tumores intestinais e diabetes, além de diminuir o nível de colesterol ruim, tratar furúnculos e sífilis.
 

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 Suas propriedades já são muito conhecidas, principalmente pelas pessoas que vivem nas zonas rurais, e a cultivam em seu quintal como remédio e alimento. Foi a partir desse conhecimento popular que a Ora-pro-nobis passou a chegar às grandes cidades.
  É possível seu cultivo em ambiente em casa, uma vez que pega bem em qualquer tipo de solo, não exige cuidados específicos, se propaga com facilidade. Tem espinhos e pode ser usada em cercas-vivas, se desenvolvendo bem tanto à sombra como ao sol.
A ora-pro-nóbis é propagada por meio de estacas plantadas em solo fértil enriquecido de matéria orgânica e, depois de enraizadas, são transplantadas para o local definitivo. Em épocas de chuva pode ser plantada diretamente em local definitivo. Seu desenvolvimento, quando feito por estaquia, é lento nos primeiros meses, mas após formação das raízes tem o crescimento bastante acelerado.
Quem nunca provou e gostaria de adquirir uma muda, dê uma vasculhada pela internet. É possível encontrar quem vende as mudas e até generosos doadores. Vale a pena!

    Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), do latim "rogai por nós", é uma cactácea, um cacto trepadeira com folhas. Segundo as tradições populares, o nome teria sido criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava em latim: Ora pro nobis. Sendo conhecido também como lobrobô ou lobrobó. O nome científico é uma homenagem ao cientista francês Nicolas-Claude Fabri de Peiresc, e o termo aculeata vem do latim e significa espinho, agulha.

Onde encontrar?
Originária do continente americano, encontram-se variedades nativas dessa hortaliça perene, rústica e resistente à seca na Flórida, nos Estados Unidos e na região sudeste do Brasil. Nos estados do Sudeste é mais fácil, por ser mais abundante nessa região. Em Minas Gerais, é facilmente encontrada, fresca, desidratada, em saquinhos.

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É uma planta que é capaz de nutrir e auxiliar na prevenção várias doenças. No curso vida saudável ensinamos diversas formas de uso da ora-pro-nobis.

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      A cicatrização de feridas é uma propriedade comumente atribuída à mucilagem das suas folhas ( Aburjai e Natsheh, 2003 e Thornfeldt, 2005 ), no entanto, esta propriedade nunca foi testada em condições experimentais.
     A cicatrização de feridas é um processo complexo que envolve etapas de migração e proliferação celular, especialmente de células fibroblásticas ( Krishnan, 2006 ). A mucilagem pode ajudar na promoção tanto da proliferação celular como da migração de fibroblastos, por isso ela pode contribuir para a cicatrização de feridas. Um método conveniente para evitar o uso da experimentação com animais foi recentemente revisto por Yarrow et al. (2004) , onde a observação da proliferação e migração de fibroblastos em cultura pode ser feita sobre uma placa de vidro coberta com uma matriz, tornando o ambiente mais próximo das condições naturais.

      Além dos eventos celulares, a cicatrização de feridas é geralmente acompanhada por um processo inflamatório, que desempenha um importante furo na entrega de mediadores envolvidos na sinalização química para células imunológicas ( van Solingen et al., 2014 ). É bem conhecido que os compostos polifenólicos apresentam atividade antioxidante e apresentam a capacidade de eliminar radicais livres produzidos pelo metabolismo celular ou por outras fontes exógenas ( Bianchi e Antunes, 1999 e Everette et al., 2010 ). Uma das características do estágio inflamatório de cicatrização de feridas é a produção exacerbada de radicais livres, e o conteúdo de compostos polifenólicos pode romper este processo, gerando um alívio nos sintomas inflamatórios, incluindo dor e coceira.

       P. aculeata é uma planta cujas propriedades medicinais são pouco estudadas e pouca informação é encontrada sobre seu cultivo e seus efeitos no desenvolvimento geral e na produção metabólica secundária. Dado que esta espécie está amplamente distribuída no território brasileiro, crescendo em diferentes biomas ( Rosa e Souza, 2003 ), este trabalho teve dois propósitos principais: 1- Compreender a influência do substrato e, consequentemente, o teor de nutrientes na produção de mucilagem e compostos polifenólicos ; E 2- Estudar as propriedades cicatrizantes das folhas em relação ao seu conteúdo mucilaginoso.
Fonte       
Revista Brasileira de Farmacognosia  Volume 24, Edição 6 , Novembro-Dezembro 2014, Páginas 677-682  Propriedades cicatriciais da ferida e conteúdo de mucilagem de Pereskia aculeata de diferentes substratos
  http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0102695X15000162

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Brócolis podem combater a causa do câncer



   

  em 10.05.2010 as 21:2
Uma pesquisa da Universidade de Michigan, publicada dia 1º de maio, pode estar dando um passo para combater a origem do câncer. Hoje em dia há mais de um tratamento possível para a doença, e existe uma série de hábitos de vida que podem ajudar (embora não haja garantia) a evitá-lo. Mas essas medidas combatem o câncer em si, e não a sua causa primária: as células tronco.

A descoberta está em um composto químico existente nos brócolis, chamado de Sulforafano. A partir de experiências com células-tronco em laboratório, os cientistas descobriram que o composto mata células cancerosas e inibe imediatamente o crescimento de um tumor.

Pesquisas sobre o papel do extrato dos brócolis no combate ao câncer de mama já existem há oito anos, mas se conhecia apenas a ação direta sobre a doença. Estes novos estudos sugerem que o sulforafano seria vital na prevenção do câncer, pois pode agir diretamente sobre as células-tronco. São elas, segundo os cientistas, a raiz do problema, e as quimioterapias atuais não as combatem. Daí a demora e dificuldade desse tratamento.

A pesquisa foi conduzida em ratos com câncer de mama. O sulforafano injetado teve o efeito que esperavam: houve diminuição na população de células-tronco cancerosas, e as que restaram não foram capazes de gerar novos tumores.

Para que os resultados da pesquisa não ficassem restritos aos ratos, o estudo também avaliou células humanas com câncer de mama, cultivadas em laboratório, e os resultados foram semelhantes.
O método de aplicação de Sulforafano, apesar disso, ainda não foi testado em nenhum paciente. E comer brócolis, simplesmente, não supre o corpo com quantidade suficiente do composto para prevenir células cancerosas, seria preciso tomar um extrato. De qualquer modo, é um avanço para que a medicina possa conter o câncer, que ainda é responsável por 13% das mortes no mundo. [Science Daily]