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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Já comeu um hibisco? Ou Vinagreira?


Seu Dodô, agricultor agroecológico do Lami, oferece aos visitantes frutos de Hibiscos. Foto: Cíntia Barenho
por Cíntia Barenho
Andando pelo Brasil Rural Contemporâneo encontrei uma banca que chama atenção não só pelo que oferece, mas também pela simpatia de seus expositores.
Na banca do Salvador (mais conhecido como seu Dodô) e esposa, que são agricultores ecológicos do Lami (Porto Alegre/RS) há frutos de hibiscos comestíveis sendo vendidos e oferecidos para degustação. Uma planta que pode ser usada tanto como ornamental, como comestível.
Obviamente que experimentei tal iguaria, que tem gosto bem citríco/azedinho.
Segundo seu Dodô, dependendo do uso o nome desse fruto varia. Se for usado no chá é hibisco; se for usado na salada, chama-se azedinho; se fizermos suco, torna-se groselha e se transformarmos em conserva, vira vinagreira.

Semanalmente eles vendem na feira da José do Bonifácio, uma das feiras ecológicas de POA.
Segundo seu Dodô a planta veio da Ásia e segundo contam as sementes vieram escondidas no cabelo de uma escrava. A produção mais expressiva ocorre no Nordeste Brasileiro.
A planta produz durante a Primavera-Verão, apenas em áreas secas e ensolaradas.
No Lami, eles já plantam hibisco há 4 anos e segundo o agricultor a planta se encaixou perfeitamente ao sistema agroecológico de plantio que fazem. Seu Dodô
contou que os hibiscos rendem mais que 100% de sua produção, porque além de vender como ornamental ou embaladas para o consumo direto, a família também transforma os hibiscos em sucos, geléias, pastas salgadas. Como a plantação-produção só acontece nos meses quentes do ano, tais beneficiamentos são imprescindíveis para eles.

A família está muito satisfeita com a produção agroecológica. “Vivemos em equilíbrio, perdemos todo aquele desespero de trabalhar ontem pra pagar as contas de hoje. Vivemos em equilíbrio dentro de casa, com a plantação”, afirmou seu Dodô.
Um dos únicos problemas relatados é a dificuldade de terem uma certificação.Atualmente só podem fazer venda direta ao consumidor, não podem revender a terceiros.  No entanto, diz que estão se organizando com outros produtores agroecológicos para mudar tal situação.
Caso você esteja precisando de algo digestivo, diurético, laxante e até mesmo anti-depressivo (isso só é uma parte das propriedades medicinais) quem sabe o Hibiscus sabdariffa, o hibisco comestível, do seu Dodô possa lhe ajudar.
Leia mais em: Hibisco: do uso ornamental ao medicinal

fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/tag/agricultores-agroecologicos/

sábado, 30 de julho de 2016

A família que se dedica a preservar sementes orgânicas

Extraído do site teia orgânica

(da esquerda para direita) Slavek , Gyps, Verônica Bruch, Lucas Kehl, Svenja na cadeira ao lado de Vivi e Guto

As sementes crioulas são o tesouro cultivado pelos camponeses ancestrais. Elas são nossa herança genética, nossa evolução, nossa história. Hoje simplificamos as lavouras em monoculturas, reduzimos a diversidade de alimentos aos produtos “convencionais”. É só observar uma feira e perceber que são sempre os mesmos legumes e verduras. Alface, rúcula, beterraba, batata, tomate e por aí vamos. Acontece que existe uma infinidade de opções de plantas comestíveis não convencionais que, por motivos puramente econômicos, fomos perdendo o costume de consumir. O segredo é que na maior parte das vezes, os diferentões são muito mais nutritivos.

E é aí que entra o trabalho da Verônica Bruch, do Sítio Sambalina, em Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul. Nascida em Rolândia, no Paraná, ela morou mais de 30 anos na Europa e retornou ao Brasil em busca de mais qualidade de vida no meio rural. Hoje, ela e sua família trabalham para preservar a diversidade de sementes orgânicas, nativas ou exóticas.

O mais bacana é ver que animais – como bugios, cobras, veados e muitos outros – estão voltado ao seu habitat natural graças ao trabalho desses lindos guardiões da terra.


Capuchinha é uma flor comestível. O chuchu de vento também é e a Trombeta de Anjo é proibida no Brasil.
 

Tomate azul

Fonte: The Greenest Post

terça-feira, 12 de abril de 2016

Fepagro lança batata-doce viola


Variedade se destaca pela alta produtividade e versatilidade

Uma variedade de batata-doce de alta produtividade que pode ser usada para consumo humano e produção de biocombustível. Assim é a BRS fepagro viola, fruto da pesquisa da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e a Embrapa, lançada na Expoagro, na segunda 21.
Atividades de melhoramento de batata-doce funcionam desde 1942 na Fepagro, Vale do Taquari, com variedades sendo utilizadas pelos agricultores locais há décadas. Em conjunto com a Embrapa, pesquisadores da Fepagro coletaram amostras dessas variedades utilizadas pelos produtores.
Nova cultivar

Nova cultivar 
Foto: Luis Suita/Divulgação/CR
No processo de seleção, foi realizada a limpeza clonal e multiplicação dos materiais mais promissores em termos de vigor e produtividade.
Dos mais de 50 materiais testados a campo, a BRS fepagro viola se destacou pela alta produtividade e versatilidade. “É uma cultivar que responde bem a qualquer trato cultural e produz de 60 a 80 toneladas por hectare”, detalha o pesquisador da Fepagro Zeferino Chielle.

Raiz
Outro diferencial da cultivar, de acordo com Chielle, é a diversidade no tamanho da raiz, que pode ter formatos diferentes e, por isso, diferentes aplicações. “Serve para consumo humano, para produção de biocombustível e até para ração animal, devido a seu alto valor energético”, enumera o pesquisador.
Zeferino Chielle ressalta que a massa aérea da planta, produzida em abundância pela BRS fepagro viola e com teor de proteína de 16%, também pode ser aproveitada para alimentação animal e produção de biocombustível.

Produção de biocombustíveis
Para a produção de biocombustíveis a batata-doce é uma cultura importante. “Sabe-se que uma tonelada de cana-de-açúcar produz  80 litros de etanol, enquanto a mesma quantidade de batata-doce, produz 158 litros”, informa o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Luis Antonio Suita de Castro.
No Brasil, este processo esbarra na baixa produtividade das cultivares e na falta de mecanização das lavouras.
Segundo Suita de Castro, as cultivares registradas pela Embrapa e recomendadas à produção,  especialmente a BRS fepagro viola, obtiveram médias superiores a 3,0 kg/planta, o que indica produção de 75 t/ha em lavouras corretamente conduzidas.
Características
- Alto vigor e grande produtividade;
- Forma alongada, pele púrpura (vinho);
- Polpa na cor creme;
- 35,79% de amido (100 g).
Redação Jornal Correio Riograndense

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Viveiristas aprendem a produzir espécies para conservação e reflorestamento da Mata Atlântica no RJ

Extraído do site da embrapa


Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal - Curso de coleta e manejo de sementes
Curso de coleta e manejo de sementes
De agosto a novembro de 2015, a Embrapa esteve envolvida no desenvolvimento e organização de um curso para viveiristas, coletores de sementes e técnicos de secretarias municipais de meio ambiente da Região dos Lagos. O curso foi ministrado em três módulos, com a intenção de orientar e direcionar os hortos municipais e viveiristas a produzirem espécies nativas para cobrir a demanda identificada nos planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica e no Código Florestal.
 
O primeiro módulo, sobre coleta e manejo de sementes florestais, foi ministrado pela pesquisadora da Embrapa Agrobiologia Juliana Freire no município de Silva Jardim/RJ, com a participação de 33 pessoas. O segundo, na mesma cidade, abordou a produção de mudas florestais, tendo sido ministrado pelo pesquisador Alexander Resende, também da Embrapa Agrobiologia, com a presença de 30 pessoas. "Essas duas primeiras atividades tiveram como público-alvo viveiristas que produzem mudas ao redor da Reserva Biológica de Poço das Antas, para serem usadas no reflorestamento local", destaca Juliana. Além de abordar a importância da produção de mudas com qualidade genética local, foram repassados diversos conceitos e práticas sobre o uso de equipamentos de segurança, técnicas de escalada, de quebra de dormência e de manejo de sementes, entre outros tópicos. "Essa aproximação também foi muito importante porque sugeriu vários gargalos de pesquisa que a gente pode trabalhar", explica.
 
O terceiro e último módulo foi sobre coleta de sementes e mudas de espécies de restinga, mais específico para a região costeira. Ele foi realizado no município de Iguaba Grande e teve como facilitador o professor Luiz Roberto Zamith, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com a capacitação de 41 participantes. "Quase ninguém conhece bem a restinga. Até para mim foi uma novidade. Então a presença do Zamith, que é especialista em restinga, foi fundamental. Fizemos uma coleta de espécies em flor e fruto em uma área de reserva de Cabo Frio e dividimos a turma em grupos, que pesquisaram sobre cada espécie coletada, incluindo sua distribuição geográfica, potenciais usos, taxa de germinação, tipo de secagem e armazenamento indicado, entre outros itens", revela a pesquisadora. Ela esclarece, ainda, que a coleta em restinga não é permitida para comercialização, já que quase todas as áreas são protegidas. "A coleta pode ser feita apenas para fins de pesquisa ou recuperação local", aponta.
 
Ao todo, mais de 15 instituições diferentes foram representadas em cada módulo.
 
Conservação e recuperação da Mata Atlântica
 
As atividades foram feitas como um desdobramento dos chamados planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica, elaborados pela Secretaria Estadual do Ambiente com o intuito de apontar ações prioritárias e áreas para conservação e recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade. A intenção da Secretaria é implementar esses planos nas diferentes regiões do Estado, em parceria com as prefeituras. Além da Região dos Lagos, também já foi beneficiada a região Noroeste Fluminense. Pela Embrapa, os cursos estão previstos no projeto especial Soluções tecnológicas para a adequação da paisagem rural ao Código Florestal.
 
A finalização do processo de implantação dos planos municipais se dá com o oferecimento dessas capacitações, que, segundo Juliana, são importantes para a atualização dos viveiristas em relação ao Código Florestal, de forma que seja viável a reativação de hortos municipais e viveiros particulares para a produção de mudas de espécies nativas. 
 
Além da Secretaria Estadual do Ambiente, foram parceiros na realização dos módulos o Consórcio Lagos São João, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense.
 
Liliane Bello (MTb 01766/GO)
Embrapa Agrobiologia

Telefone: (21) 3441-1500
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Encontro sobre pequenas frutas e frutas nativas do Mercosul, Pelotas/RS


A biodiversidade gaúcha tem um sabor especial quando o assunto são as
frutas. Mas mesmo com a oferta abundante, muitas vezes no quintal de
casa, algumas pessoas ainda não têm o hábito de consumir as frutas
típicas do nosso Estado. Na última semana, um encontro reuniu pessoas de
diferentes países para estimular a produção e o consumo de frutas
nativas. A troca de experiências envolveu possibilidades culinárias,
algumas propriedades importantes das frutas para a indústria e, claro, o
consumo in natura.

Reportagem: Francisco Lima
Edição: Francisco Lima
Imagens: Giorgio Guedin