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quinta-feira, 7 de março de 2019

Iniciando o cultivo da Pitaya. Conheces??

 Ganhei umas mudas de pitaya do amigo Clóvis, vamos cultivar.Resultado de imagem para Pitaia

 

Cultivo da Pitaya


A planta que produz a pitaya é uma cactácea originária da América Tropical e Subtropical. A pitaya vermelha (Hylocereus undatus) é uma excelente alternativa para a diversificação da propriedade rural e aumento de renda do produtor.

 Apesar do custo elevado na implantação do pomar, o retorno ao produtor pode ser muito bom, pois a pitaya atinge preços elevados no mercado (Tabela 1), porém seu mercado ainda é pequeno. No Brasil, o cultivo da pitaya teve início na década de 90, tendo sua produção concentrada no Estado de São Paulo, principalmente na região de Catanduva.

É uma planta perene, trepadeira, com caule classificado morfologicamente como cladódio, de onde se originam várias raízes adventícias que ajudam na absorção de nutrientes e fixação da planta em um tutor. O fruto tem sabor adocicado e suave, aparência exótica, propriedades organolépticas, sendo rico em vitaminas, com polpa firme e rico em fibras, com excelentes qualidades digestivas e de baixo teor calórico, além de muitas sementes com ação laxante.

Segundo o conhecimento popular apresenta propriedades medicinais como melhora de gastrites, prevenção contra o câncer de cólon e diabetes, neutralização de substâncias tóxicas como metais pesados, redução dos níveis de colesterol e pressão alta, além dos cladódios e as flores serem utilizados contra problemas renais.


Existem diversos tipos de pitaya, sendo agrupados em quatro gêneros: Stenocereus, Cereus, Selenicereus e Hylocereus. As principais espécies comerciais são a pitaya vermelha com polpa branca (Hylocereus undatus), pitaya vermelha com polpa vermelha (Hylocereus costaricensis), pitaya amarela (Selenicereus megalanthus) que apresenta casca amarela e polpa branca e, a pitaya-do-cerrado ou saborosa (Selenicereus setaceus) que pode ser encontrada vegetando naturalmente em regiões do Brasil.

A pitaya é uma frutífera perene e possui expectativa de produção por aproximadamente 15 anos, por isso no planejamento devem ser levados em consideração diversos fatores para garantir o sucesso da implantação e condução do pomar. É necessário obter informações sobre a comercialização de frutas na região, definir o número de plantas de acordo com o tamanho da área e o espaçamento que será utilizado, evitar solos rasos sujeitos a encharcamento e regiões que ocorram geada e outros fatores que serão tratados no decorrer deste texto.

Ao preparar o solo, deve-se tomar cuidado para não se arrastar a camada fértil. São recomendadas duas arações profundas, seguidas de duas gradagens. Nesta ocasião, e, de acordo com os resultados da análise de solo, devem ser feitas as aplicações parceladas de calcário (50 % antes da aração e a outra metade na gradagem) e adubação fosfatada em área total.

A pitaya apresenta bom desenvolvimento em temperaturas médias entre 18 a 26ºC. A floração é estimulada por altas temperaturas, sendo que a maturação completa do fruto ocorre de 30 a 40 dias após a abertura da flor. Necessita de pluviosidade variando entre 1200 a 1500 mm ao ano, porém, por ser uma planta com boa rusticidade, também se adapta em climas mais secos.

O método mais utilizado de propagação da pitaya é através de estacas (cladódios). Normalmente utiliza-se cladódios de aproximadamente 25 cm, colocados em sacos de polipropileno preto (15 cm de diâmetro x 20 cm de altura) completos com substrato que apresente boa drenagem e umidade durante o período de enraizamento e desenvolvimento da muda. O substrato comumente utilizado para a formação das mudas é terra, areia peneirada e esterco bovino na proporção 3:3:1, e os sacos devem ser mantidos sob 50% de luminosidade e diariamente irrigados. A utilização de estavas mais jovens apresenta 35% mais raízes que estacas mais velhas.

Resultado de imagem para Pitaia

Marcação e preparação das covas

Deve-se definir o espaçamento, sendo recomendado os espaçamentos 3 m x 3 m ou 2 m x 3 m, e, após esta definição deve ser feita a demarcação das covas, que pode ser realizada com um alinhamento paralelo aos carreadores em terrenos planos e quando o terreno apresenta declive uniforme (Figura 1), podem-se utilizar linhas retas paralelas às linhas de nível (Figura 2). As covas podem ser feitas com sulcador, brocas mecânicas ou manualmente com dimensão mínima de 60 x 60 x 60 cm. Para assegurar um bom desenvolvimento da planta recomenda-se a utilização de 20 L de matéria orgânica (esterco de curral), 500 g de calcário dolomítico e adubação química com 300 g de superfosfato simples e 50 g de um composto de micronutrientes em cada uma das covas.


 

                        Figura 1 – Alinhamento em retas paralelas à linha de nível.  Fonte: Pasqual et al. (2000).

Plantio e tutoramento da muda

No tutoramento, podem ser utilizados mourões de madeira tratada, postes de concreto e até caules de frutíferas, com aproximadamente 1,80 m de altura com uma trave no topo, para dar sustentação às brotações produtivas (Figura 3).

O tutoramento da planta é feito através do amarrio com barbante ou fitilho ao mourão, conforme o crescimento da planta. Nesta fase de crescimento vertical ocorrerá o aparecimento de brotações laterais, que devem ser retiradas com o auxílio de uma tesoura de poda. Quando a planta alcançar a trave de sustentação que pode ser uma cruzeta de madeira ou mesmo pneu, deverão ser deixados todos os brotos acima desta, que penderão sobre a mesma, sendo responsáveis pela produção dos frutos da pitaya. É importante lembrar por absorver muita radiação solar, o pneu só é recomendado para plantios não comerciais, de fundo de quintal. Todas as brotações laterais abaixo da trave também devem ser retiradas, para que não haja competição com os ramos produtivos.




                      Figura 3 – Tutoramento da pitaia utilizando mourões. Fonte: Moreira et al. (2012).


Colheita e pós-colheita

O pico de produção destas frutas ocorre entre os meses de dezembro a maio. O ponto de colheita da pitaya vermelha é determinado quando o fruto atingir a coloração de rosa a vermelho intenso da casca, polpa branca, e com textura ainda firme. Este período pode ter variações dependendo da variedade da pitaya cultivada.

É importante que a colheita da pitaya seja realizada na época correta, pois caso contrário, ela não completará seu amadurecimento após a separação da planta. O fruto colhido pode resistir, sem que haja perda da qualidade, durante 6 a 8 dias em armazenamento em temperatura ambiente, devendo-se tomar cuidados no manuseio do fruto, no momento da colheita e transporte, para evitar danos físicos, como abrasões, cortes ou esmagamento, fatores que podem diminuir a qualidade após a colheita. O armazenamento do fruto em temperaturas de 8°C pode aumentar o tempo de prateleira do fruto.

Referências

CAVALCANTE, Í. H. L. Pitaya: Propagação e crescimento de plantas. 2008. 94 p. Dissertação (Doutorado em Produção Vegetal) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, 2008.

LIMA, C. A. Caracterização, propagação e melhoramento genético de pitaya comercial e nativa do Cerrado. Brasília: Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, 2013, 124p. Tese de Doutora.

MARQUES, V.B. Propagação seminífera e vegetativa de Pitaia (Hylocereus undatus (Haw.) Britton & Rose). Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG. 2007. p. 36-47. Disponível em: .
Acesso em: 13 ago. 2013.

MOREIRA, R. A.. Cultivo da pitaia: implantação. Boletim Técnico - n.º 92 - p. 1-16 ano 2012, Lavras/MG. Disponível em:
.
Acesso em: 13 ago. 2013.

PASQUAL, M.; CHALFUN, N. N. J.; RAMOS, J.D.; VALE, M. R. do; C. R. R. Implantação de pomares e tratos culturais especiais. 2007. 107 p. Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu” (Especialização em Fruticultura Comercial) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2000.


Nilo Corrêa da Silva Rossetti
Graduando em Engenharia Agronômica
Estagiário da Casa do Produtor Rural
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP

Orientação: Profa. Dra. Simone Rodrigues da Silva, Departamento de Produção Vegetal - LPV, ESALQ/USP.
Colaboração: Gabriel Vicente Bittencourt de Almeida – CEAGESP – SP.
Acompanhamento técnico: Fabiana Marchi de Abreu – Casa do Produtor Rural.
Coordenação editorial: Marcela Matavelli – Casa do Produtor Rural.

É proibida a reprodução, total ou parcial, deste conteúdo sem prévia autorização da Casa do Produtor Rural – ESALQ/USP.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

8 ideias para fazer uma mini-horta na sua casa

Fonte: http://somentecoisaslegais.com.br/utilidades/8-ideias-para-fazer-uma-mini-horta-na-sua-casa

Fonte: The Garden Glove
Fonte: The Garden Glove
Os benefícios da alimentação saudável se tornaram assunto constante nos últimos tempos. Isso porque, cada vez mais, temos acesso a informações sobre a procedência dos alimentos que consumimos diariamente: desde os produtos altamente nocivos à saúde que são usados em grandes plantações, até as péssimas condições dos animais nas fazendas de criação.
Só que, então, esbarramos em outra questão: é um tanto difícil – e caro – encontrarmos verduras, legumes e frutas livres de agrotóxicos, por exemplo. Pensando nisso, separamos 8 ideias – e mais algumas dicas super legais – para inspirar você a criar sua mini-horta dentro de casa ou do apartamento. Além de embelezar seu lar com folhagens e cores, você poderá plantar e colher ervas e verduras fresquinhas e sem agentes químicos nocivos.  Vamos lá!
1. Reaproveitando potes de vidro 
vidro
Aqueles potes de vidro que antes guardavam maionese e compotas podem se transformar em lindos vasinhos para ervas pequenas. Ficam lindos se dispostos de diferentes maneiras e podem ser deixados na cozinha, janelas e lavanderia.
2. Na caixa de ovos
ovo
Essa ideia super criativa é ideal para espaços muito pequenos. É também bastante prática, já que você pode renovar as “caixinhas” (casca dos ovos) cada vez que utilizar as ervas.
3.Delicadeza pura: em xícaras ou canecas
xicara
As xícaras ou canecas que não são mais usadas podem se transformar em lindos e delicados vasinhos.
4. Na parede, como quadros
parede
Outro jeito ótimo de unir decoração e pouco espaço: as hortas instaladas na parede são modernas e podem ser colocadas até mesmo na sala de jantar.
5.No chão não, suspensas!
suspensa
Ideal para áreas abertas, esse tipo de horta requer uma boa avaliação antes de ser instalada (longe de fortes correntes de ar, por exemplo), mas trazem muito charme e leveza a qualquer ambiente da casa.
6. Virada pra baixo
virado
Algumas floriculturas já vendem esses vasos especiais, nos quais a planta fica virada “de cabeça pra baixo”. A estrutura para instalação do vaso e a irrigação são feitas de maneira diferente, por isso não adianta colocar qualquer vaso de ponta cabeça.
7. Ecologicamente corretas em garrafas PET e latas de alumínio
PET e lata
Materiais como garrafas PET ou latas de alumínio podem ser reutilizados e transformados em criativos suportes para a horta.
8. O bom e velho vaso tradicional
vasos
O plantio em vasos tradicionais é a maneira mais utilizada nas hortas caseiras, pois são baratos e fáceis de encontrar. Além disso, hoje em dia encontramos variações em modelos, cores e materiais, tudo pra combinar com a nossa casa. A sugestão aqui é variar a disposição dos vasos, que podem ser colocados no canto das escadas, um sobre o outro ou em estruturas de madeira, criando uma atmosfera campestre e economizando espaço.

Dicas pra sua horta crescer firme e forte

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  • Para espaços reduzidos, as melhores espécies são hortaliças aromáticas e medicinais como sálvia, coentro, salsinha, hortelã, cebolinha, manjericão, alecrim, orégano, tomilho e endro;
  • Semeie os recipientes de acordo com seu tamanho: vasos e potes menores, requerem menos sementes; nos maiores, é possível acrescentar uma quantidade maior, mas não em excesso;
  • Quando utilizar recipientes sem furos para o escoamento da água, preencha o fundo com pedrinhas antes de colocar a terra. Dessa maneira a terra não fica encharcada e vai sendo umidificada aos poucos;
  • Identifique cada espécie de planta com a ajuda de plaquinhas ou mesmo palitos de sorvete;
  • Em casos de duas ou mais ervas compartilhando o mesmo vaso, sempre verifique as necessidades especiais de cada uma, como quantidade de sol (em geral, o ideal é de 3h a 4h de exposição ao sol diariamente) e irrigação. Assim, você pode dividi-las de acordo com as características semelhantes e garantir vida longa às plantas;
  • Regue a horta preferencialmente no início do dia. Dessa maneira, você evita que o sol resseque demais a terra durante a tarde, ao mesmo tempo que garante que ela esteja suficientemente seca à noite (evitando a formação de fungos).
  • Evite plantar verduras grandes – como tomate, cenoura e algumas espécies de alface – em recipientes pequenos. Além de não possuírem espaço para crescerem, elas podem atrapalhar o desenvolvimento de outra planta que estiver compartilhando o mesmo vaso;
  • Dê carinho a sua horta. Plantas são seres vivos e precisam de cuidados, como adubação constante e controle de pragas. Acompanhe o crescimento delas sempre que possível.
Curtiu? Então mãos à obra!
Relações-públicas e viajante na horas vagas. Arte, moda, viagem e decoração são seus assuntos favoritos, mas inspira-se com tudo de belo e criativo que existe por aí.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

COMO CUIDAR DA SUA ORQUÍDEA PHALAENOPSIS


fonte: blog flores i flores
OrqudeaOlá a todos, esta semana diversos clientes que compraram nossas orquídeas Phalaenopsis nos fizeram a mesma pergunta: - Como faço pra cuidar dela? Devido a isso decidi postar hoje sobre "Como cuidar da sua Phalaenopsis".
Decidi escolher esta orquídea para fazer parte do banner da loja devido à sua beleza incomparável. Vamos saber mais sobre ela.
O gênero Phalaenopsis foi criado em 1825 por Karl Ludwig von Blume , ela foi batizada com esse nome a partir de duas palavras gregas “phalaina” (falena, mariposa) e “ópsis,-eos” (visão, ação de ver) . segundo Karl suas flores sparecem com as asas de mariposas.
Na época ele fez o estudo o exemplar utilizado na pesquisa foi da espécie Phalaenopsis amabilis, descrita algum tempo antes (1741 e 1750) pelo botanista holandês Georg Ebehard Rumpf (ou Rumphius).
No gênero Phalaenopsis estão catalogadas cerca de 50 espécies, a maioria epífita e ocasionalmente litófitas, distribuídas por toda Ásia tropical, sudeste da Índia e Nepal, Nova Guiné, norte da China, Taiwan e Austrália, mas é nas Filipinas que está concentrada maior riqueza de espécies nativas.

CARACTERISTICAS  DA ORQUÍDEA PHALAENOPSIS

Orqudea PhalaenopsisApresentam caule praticamente nulo com folhas largas e suculenta, onde é armazenada sua reserva nutricional, é monopodial, de crescimento sucessivo, possui raízes longas, grossas e flexíveis.
Sua floração ocorre a partir de uma haste que parte de seu caule e desenvolve suas flores no decorrer da mesma.

SUBSTRATO

O substrato pode ser composto por fibra de coco destratada, casca de pinus, carvão, casca de arroz carbonizada, semente de açaí carbonizada ou até mesmo uma mistura deles.
Deve ser mantido levemente úmido, não devendo ser encharcado, caso isso aconteça suas raízes apodrecerão e a planta morrerá.

LOCAL

É ideal para cultivo em ambientes fechados ou apartamentos, desde que o local tenha uma mínimo de ventilação natural e principalmente boa luminosidade indireta e esteja exposta a um mínimo de luminosidade solar filtrada entre 7 e 9 horas da manhã ou das 16hs até o anoitecer. Resolve-se isso colocando seu vaso sobre aparadores junto de janelas. No habitat de origem, as Phalaenopsis vegetam em baixas altitudes de florestas tropicais asiáticas onde a temperatura média diurna varia entre 28 e 35º C e noturna na faixa dos 20 a 24º C e sob luminosidade natural filtrada pela copa das árvores, sem incidir diretamente nas folhas, a não ser aquela ainda fraca do amanhecer ou anoitecer. Baseado nisso fica mais fácil seu cultivo em interiores ou exteriores.

REGAS E ADUBAÇÃO

A orquídea Phalaenopsis, como a maioria das orquidáceas, se desenvolve bem com boa umidade ambiente no substrato em vaso ventilado (vasos com furos nas laterais, mas nunca encharcado. Regas uma vez ao dia, preferencialmente no amanhecer ou entardecer, quando os estômatos (micro orifícios localizados na parte de baixo das folhas) nas folhas estão abertos e receptivos a nebulização úmida do ar absorve os nutrientes, o mesmo ocorrendo com os velames micro porosos que compõem todo o enraizamento da planta.
Para evitar acúmulo de água na junção de suas folhas, o ideal é cultivar a planta um pouco inclinada, principalmente nos casos em que se tenha muitos vasos, regando-os com esguicho ou aspersores.
Orqudea PhalaenopsisNa adubação de manutenção e crescimento há quem faça o uso de ADUBO CRISTALIZADO SOLÚVEL EM ÁGUA e que deve envolver além dos micronutrientes já incorporados na fórmula química, os macronutrientes N-P-K na proporção 10-10-10 ou 20-20-20. Para floração a composição muda para reforço maior em Fósforo (P) e pouca coisa a mais em Potássio (K)– válido para a maioria das orquídeas – na fórmula 10-30-20. Se na região onde você residir não tem a fórmula com esses valores, não é problema, compre o que encontrar desde que tenha proporção parecida ainda que apresente esses números reduzidos (aliás é o que mais encontramos no interior do Brasil nas lojas de jardinagem ou produtos agropecuários).
Adubação orgânica composta pela mistura de torta de mamona substituindo o Nitrogênio (ureia) químico (N), a farinha de osso ou de ostras substituindo o Fósforo(P) e cinzas de madeiras diversas no lugar do Potássio (K), são excelente variante de adubação para orquídeas. Apesar de orgânico, esses componentes devem ser usados com a mesma cautela ou cuidado quando usamos adubação química, tendo em consideração que o ideal é usar em quantidade mínimas ou homeopáticas a fim de evitar danos à sua planta.
Orqudea Phalaenopsis AlbaExemplificando: Se no folheto ou modo de usar do frasco diz uma colher de chá para um litro de água, diminua para uma colher de café, ou naquela quantidade maior, aumente em três vezes a quantidade de água, guardando em frasco plástico fechado (garrafa pet por exemplo) e com essa água molhe a planta uma vez ao dia, até que essa solução nutricional acabe. Lembre-se apenas de agitar o frasco antes do uso.
Agindo assim a orquídea não terá problema de super dosagem e intoxicação.

FLORAÇÃO E NOVAS MUDAS

A Phalaenopsis apresenta flores vistosas, coloridas, que variam do branco ao vermelho, passando pelo amarelo, creme-esverdeado, roxo, estriadas e incontáveis nuances de cores, pintalgadas ou não, principalmente nas espécies híbridas, plantas mais usadas para embelezar interiores.
São sempre trilobadas e podem apresentar diferenças de forma, considerando a origem de sua origem genética nos cruzamentos. Apesar da exuberância de suas florações seu perfume, se existir é praticamente nulo. Ainda não encontrei durante o dia uma Phalaenopsis híbrida perfumada. Diz-se que ela seria polinizada na madrugada por um tipo de mariposa (falena) que aliás, são insetos de hábitos noturnos, diferentes das borboletas que possuem hábito diurno. Qualquer dia desses vou acordar durante a madrugada para verificar e conto a você na próxima postagem (risos)!
Muda de orqudea Phalaenopsis
As orquídeas Phalaenopsis costumam nos presentear com uma nova floração na mesma haste floral onde tenha tido floração anterior, soltando nova inflorescência nos nódulos velhos (ou gemas), por isso, mesmo depois da floração recomenda-se não cortar a haste até que ela esteja totalmente ressecada.
Em algumas situações a planta pode desenvolver nesses nódulos velhos, novas mudas.
Alguns orquidófilos após a floração anterior, costumam medir cerca de um palmo (cerca de 22 cm) na haste floral a partir da base da planta, cortando ali. Em seguida cauterizam o ferimento com uma colher quente e/ou passam pasta de canela em pó úmida evitando germes oportunistas como fungos e bactérias.
Nesse pedaço de 22 cm de haste que ficou na planta costuma nascer outra haste floral. Borrifar solução de água filtrada com complexo vitamínico B ou hormônio enraizador (tiamina de boro ou 2 comprimidos de BENERVA esmagados e dissolvidos num litro de água - e ácido giberélico). Com o tempo poderá surgir novas mudas nos nódulos dessa haste. Somente destacar as novas mudas quando estas estiverem com as folhas duplas crescidas e apresentando enraizamento, replantando-as conforme já explicado acima.
DICAS FINAIS: Muitos orquidófilos usam canela em pó colocada na palma da mão e soprando-a sobre as raízes das Phalaenopsis, visando proteção contra fungos e bactérias, e dizem, obtendo melhor floração com a planta mais saudável.
Em breve postaremos como fecundar a flor da Phalaenopsis para ela criar o bulbo e gerar sementes
Caso queira aprofundar seus conhecimentos a respeito do cultivo de orquídeas leia também nossa postagem sobre Adubação de orquídeas