sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Multiplicando plantas por meio de estacas



O que é estaquia?A estaquia, ou "multiplicação por estacas", é um meio de reprodução assexuada (propagação vegetativa), muito utilizada nas produções de mudas de plantas, principalmente as ornamentais e frutíferas.
O método consiste no plantio de um ramo ou folha da planta, desenvolvendo-se uma nova planta a partir do enraizamento das mesmas.

Todas a plantas podem ser reproduzidas assim?

Não são todas as plantas que podem ser reproduzidas por estaquia. Cada espécie de planta possui um método diferente mais adequado para sua multiplicação. Algumas espécies muito difíceis de multiplicar por estaquia, podem ser reproduzidas facilmente por outro método: a alporquia. (Saiba mais sobre a alporquia)
estaquia de roseiras
Estaquia comercial de roseiras
Qual a vantagem de usar estacas?
As grandes vantagens de multiplicarmos as plantas por estaquia são a facilidade de fazê-la, e a possibilidade de propagarmos as melhores plantas, conservando as características da mesma.
Como fazer estaquia? 
Como já foi dito, cada planta possui um método mais adequado de propagação. Há alguns tipos diferentes de estaquia, que apresentaremos a seguir. Para fazer a estaquia, é recomendável que procuremos saber qual é o melhor método para a planta que se pretende reproduzir. Caso você não encontre essa informação, tente alguns métodos até que dê certo, já que é um processo relativamente fácil.
Em alguns casos, o uso de hormônios enraizadores (em geral auxinas), ajuda a melhorar a formação de raízes nas estacas. Mas o uso domiciliar é raro, devido ao alto custo e dificuldade de manuseio.
Várias partes da planta podem ser usadas como estacas, com procedimentos levemente diferentes que detalhamos a seguir:
A) Estacas de ramos novos (ponteiros)
É o método mais adequado para ser utilizado para grande parte das plantas ornamentais, já que as plantas geradas por esse método são em geral, mais parecidas com a planta que as originou.
Passo-a-passo: 
  1. Cortarmos uma ponta de ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 7 a 12 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
  2. Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas.
  3. Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas. Em alguns casos, colocam-se as bases da estaca em água ao invés de substrato, plantando as mudas em terra assim que enraizadas.

Corte o ponteiro

Retire as folhas da base 


Enterre a base da estaca e regue
B) Estacas de ramos semi-lenhosos (tenras na ponta e firmes na base)
Em plantas ornamentais, esse método é muito utilizado para propagar plantas arbustivas.
  1. Cortamos um ramo lateral, formando uma estaca de aproximadamente 10 a 15 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
  2. Retiramos as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração.
  3. Colocamos os ramos em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

C) Estacas de ramos lenhosos (firmes, lignificados)
É o método mais utilizado para árvores (a maioria das frutíferas), arbustos e roseiras. Para as plantas cujas folhas caem no inverno (planta decíduas), é recomendado que as estacas sejam feitas quando a planta estiver sem folhas, perto do período de rebrota das folhas.
  1. Cortamos um ramo lateral firme, formando uma estaca de aproximadamente 15 a 30 cm de comprimento. Devemos escolher sempre os ramos mais vigorosos, saudáveis e sem flores.
  2. Caso a estaca possua folhas, retire as folhas da base das estacas, o que estimula o crescimento de raízes, principalmente nas bases das folhas retiradas. É recomendado que cortemos as folhas restantes pela metade, para diminuir as perdas de água por transpiração. No caso das roseiras, recomenda-se a utilização de ramos que já floriram, mas sem flores no momento.
  3. Colocamos os ramos (estacas) em substrato adequado (terra, areia, entre outros), enterrando a base sem folhas. Essas estacas podem ser plantadas também diretamente no local definitivo, apesar disso, é recomendado o seu plantio anteriormente em vasos ou sacos de mudas. Assim, novas raízes se formam na planta, originando novas mudas.

Corte o ramo

Retire as folhas, se houverem

Enterre a base das estacas

Estacas brotando após algumas semanas 
D) Estacas de folhas
É um método utilizado em plantas ornamentais principalmente em suculentas, mas são utilizadas comercialmente na produção de mudas de algumas espécies de eucalipto. As plantas geradas por este método são muito parecidas com a planta que as originou, sendo por isso um processo interessante.
Como exemplo, mostraremos a reprodução da violeta-africana.
  1. Cortamos uma folha saudável da planta, retirando-a até a base.
  2. Enterramos aproximadamente um terço da folha em um substrato adequado, com a base da folha para baixo. Para o substrato, pode ser utilizada areia, terra, etc. O mesmo processo pode também, em alguns casos, ser realizado na água. Assim, as folhas enraizarão e formarão novas plantas.

Retire a folha

Enterre a base da folha e regue 


FONTE: http://www.cultivando.com.br/termos_tecnicas_multiplicando_estaquia.html
  

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Conheça a batata que ajuda a combater o diabetes

A batata YACON ajuda a combater o diabetes
28 de Outubro de 2014 • Atualizado às 11h51


Existem alimentos que funcionam como ferramentas eficientes no combate a doenças. A Batata Yacon é um desses exemplos. De origem andina, o tubérculo é vendido em qualquer mercado e ajuda a reduzir os níveis de diabetes e colesterol.
A sua funcionalidade deve-se principalmente ao alto teor de Frutooligossacarídeos e inulina, que não são digeridos pelo aparelho digestivo. Eles atuam de forma semelhante às fibras alimentares, que ajudam a regular o organismo. Além disso, o tipo de carboidrato presente nesta batata é de absorção lenta, isso evita os picos de glicose e permite o aumento gradual da glicemia.
Para os diabéticos, a Batata Yacon pode ser incluída como um complemento à dieta. Ela possui baixas calorias, ao mesmo tempo em que oferece a sensação de saciedade. O alimento ainda é poderoso para reduzir os níveis de colesterol e ácidos graxos no sangue e aumentar a absorção de minerais.
Cada cem gramas da Batata Yacon possui apenas 30 calorias, quase metade do valor calórico da mesma porção de uma batata inglesa. Para ser usada como lanche durante o dia, ela pode ser ingerida crua mesmo, tal qual uma fruta, já que o seu sabor e consistência se assemelham ao de uma pera.
Redação CicloVivo

terça-feira, 18 de novembro de 2014

5 alimentos poderosos no combate ao diabetes

CICLO VIVO


O Dia Mundial do Diabetes, que acontece nesta sexta-feira (14), é uma data importante para conscientizar a população sobre os sintomas desse mal e quais são as opções para o tratamento. O excesso de peso e o sedentarismo são alguns dos fatores que deixam a pessoa mais propensa a desenvolver o diabetes de tipo 2, que atinge os organismos com dificuldades para metabolizar a glicose.
O CicloVivo separou uma lista com cinco alimentos que podem auxiliar no combate ao diabetes. Além de atentar à alimentação, para que seja saudável e balanceada, é extremamente importante manter o corpo ativo com a prática esportiva.
1. Canela
Esta especiaria de origem asiática é uma ferramenta que contribui diretamente para o emagrecimento e controle do colesterol e diabetes. Por possuir o polifenol MHCP, ela melhora a ação da insulina nas células, ajudando a regularizar os níveis de glicose no corpo. A canela também ajuda a evitar os picos de glicemia.

Foto: ©iStock/Amit erez
2. Linhaça
As sementes de linhaça também possuem inúmeros benefícios, sendo considerado um alimento altamente funcional. Além de proporcionar benefícios ao coração, ela ajuda a combater e a prevenir o diabetes. A linhaça é rica em fibras, proteína e gorduras boas. Essas propriedades ajudam a evitar os picos glicêmicos e a retardar a liberação do açúcar no sangue.

Foto: ©iStock/Elenathewise
3. Abacate
O abacate é famoso popularmente por ser rico em gordura. Isso é verdade, mas não significa que seja ruim. As gorduras presentes neste fruto são boas ao organismo. Por fazer a digestão ser mais lenta, ele aumenta a saciedade e também evita os picos glicêmicos, principalmente após as grandes refeições.

Foto: ©iStock/Lecic
4. Batata doce
Este é um dos alimentos mais consumidos por atletas, principalmente dos que querem ganhar massa muscular sem engordar. Apesar de ter doce no nome, ela é indicada para diabéticos também. Esta batata é uma boa fonte de vitaminas A e B, sais minerais, fósforo, ferro, cálcio e potássio. Além disso, ela possui baixo índice glicêmico, o que faz com que o açúcar seja absorvido lentamente pelo corpo.

Foto: ©iStock/IngaNielsen
5. Cenoura
Assim como a batata doce, a cenoura possui baixo índice glicêmico, ajudando a controlar os níveis de açúcar no corpo. Além disso, ela é rica em betacaroteno, uma substância diretamente ligada a um menor risco de diabetes. Este antioxidante ainda ajuda a melhorar a visão, facilita a digestões e ajuda a manter o bronzeado em dia.

Foto: ©iStock/Lerche&Johnson

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Aos nossos um milhão de visitantes um grande muito obrigado!

Pois é gente, este canal de partilha de experiências e dúvidas, já recebeu a visita de 1.000.000 de internautas. 

Obrigado a cada um que passou por aqui!




Este blog começou para ser um diário do estágio obrigatório do curso de Agronomia da UFRGS, no entanto após o estágio no Sítio dos Herdeiros, fiquei apaixonado pela agroecologia e percebi quantas pessoas cultivam suas plantas, quantas gostariam de ter sua horta , seu vaso, mas deparam-se com inúmeras dificuldades. Este blog quer ser uma ajuda, um incentivo a continuar a administrar a natureza, protegendo e valorizando seu potencial.
Por isso continua ou começa a tua horta, o teu pomar, pois acredito no provérbio:

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra".

Lembro que este é um blogue pessoal do Engenheiro Agrônomo Alexandre Panerai Pereira. 
As informações, artigos, textos, imagens, vídeos, fotografias e logos (salvo os da minha autoria) são de propriedade dos seus respectivos titulares e estão aqui expostos com finalidade educativa. Se alguma pessoa física ou jurídica se sentir prejudicada, por favor entre em contato que as correções serão efetuadas imediatamente. 
obrigado





domingo, 16 de novembro de 2014

Minhocas aumentam a produtividade no campo, mostra estudo publicado na revista Scientific Reports


A presença das minhocas no solo aumenta a produtividade agrícola. É o que mostra estudo publicado na revista Scientific Reports. “O resultado já era esperado”, afirma George Brown, pesquisador em ecologia do solo da Embrapa Florestas (Colombo/PR), e um dos coautores do trabalho. “Há centenas de anos as minhocas são consideradas aliadas do agricultor, ajudando no crescimento das plantas. Contudo, o que não sabíamos ainda era a dimensão do efeito positivo nem como ele funcionava”, observa.

A equipe de pesquisa reuniu todos os artigos publicados, o mais velho datando de 1910. Todos os ensaios mediram o efeito das minhocas na produtividade agrícola e biomassa vegetal. Em seguida, foi realizada meta-análise dos dados, que é uma técnica estatística usada para avaliar e buscar padrões em grandes volumes de dados.
O resultado do trabalho foi bastante evidente: “Em média, a presença das minhocas aumentou a produtividade de grãos em 25% e a biomassa aérea de plantas, em especial as utilizadas em pastagens, em 23%. A biomassa das raízes também aumentou em 20%”, revela. Outra conclusão é que as minhocas não afetaram o teor de nitrogênio das plantas, indicando que a qualidade não foi afetada. “Portanto, elas afetam principalmente a produtividade”, completa o pesquisador.


Galerias - Os autores procuraram, ainda, elucidar os mecanismos por trás dos efeitos positivos proporcionados pelas minhocas. “Por meio da construção de galerias, ingestão de solo e produção de coprólitos (excrementos), as minhocas liberam o nitrogênio presente nos resíduos vegetais e na matéria orgânica do solo, transformando o que seria adubo orgânico em mineral”, explica o Dr. Jan Willem van Groenigen, líder da equipe e primeiro autor do trabalho. “E o nitrogênio é um dos nutrientes mais importantes para o crescimento das plantas”, completa.


O efeito positivo desapareceu quando doses maiores de adubo nitrogenado já eram aplicadas pelos produtores, ou quando leguminosas (que fixam nitrogênio do ar) estavam presentes. “Minhocas não produzem nitrogênio, elas apenas ajudam a fazê-lo ficar mais disponível para as plantas”, pondera. O efeito positivo das minhocas foi maior quando retornaram ao solo maiores quantidades de resíduos das culturas, que por sua vez alimentam as minhocas. Os autores concluem, então, que elas são especialmente importantes para agricultores que podem usar somente baixas doses (ou nenhum) de adubo nitrogenado porque não têm condições financeiras ou acesso ao mesmo; e aqueles que não querem usar adubo nitrogenado, pois dependem do processo de decomposição natural da matéria orgânica para liberar nutrientes para as plantas, como no caso da agricultura orgânica.
Para desfrutar de benefícios, produtor deve evitar agrotóxico




Em sistemas intensivos de produção, com alto uso de insumos e adubos químicos, o efeito benéfico das minhocas sobre a produtividade das culturas provavelmente será menor, conforme o estudo. Contudo, ainda há perguntas a serem respondidas. “Encontramos um paradoxo: as minhocas têm maiores benefícios na produção em solos pobres, de baixa fertilidade, onde suas populações também podem estar limitadas por falta de alimento. Portanto, trabalhos futuros devem buscar formas de aumentar as populações de minhocas nesses solos, especialmente através do uso racional de insumos orgânicos. Assim, o agricultor se tornará aliado da minhoca, assim com ela já é aliada do agricultor”, declara George Brown.


Além disso, continua ele, ainda não está claro como as minhocas afetam a disponibilidade de outros nutrientes essenciais para as plantas, especialmente o fósforo.
Estes resultados não significam que o produtor poderá adicionar deliberadamente minhocas ao seu terreno para aumentar a produtividade, pois é uma prática inviável do ponto de vista econômico e ecológico para a maior parte das culturas. “Isso só deve ser realizado excepcionalmente, pois o bom manejo das culturas e da propriedade agrícola já ajudam na manutenção e aumento das populações de minhocas no solo.
Para ser um aliado das minhocas, e desfrutar dos benefícios das mesmas ao solo, o agricultor deve evitar o uso excessivo de agrotóxicos, a movimentação excessiva do solo (por exemplo, inversão do solo com arado), a erosão, compactação e contaminação do solo, e manejar a adição de restos das culturas no solo, visando aumentar a matéria orgânica que serve de alimento para as populações de minhocas”, sentencia Brown.

fonte correio riograndense 
Edição 5.415 – Ano 106 – Caxias do Sul - RS, 01 de outubro de 2014.    

sábado, 15 de novembro de 2014

Agroecologia e o fornecimento de alimentos - Maria Emilia Pacheco - Entr...





As Nações Unidas declararam que 2014 é o ‘Ano Internacional da Agricultura Familiar.  No Brasil, setenta por cento dos alimentos que chegam às nossas mesas provém deste tipo de produção. No entanto, o país também é um dos que mais consome agrotóxicos no mundo. Para falar sobre este cenário aparentemente antagônico, a jornalista Amelia Gonzalez na série Empreendedorismo e Sustentabilidade do Programa Entrevista recebe Maria Emilia Pacheco, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, que defende a agroecologia como um sistema capaz de alimentar os 7 bilhões de pessoas de maneira saudável e sem o risco de contaminação por agrotóxicos. Empreendedorismo sustentável. Canal Futura. 20140827.

Aprenda a fazer uma cisterna e aproveite a água da chuva para economizar

Aprenda a  economizar



Cisternas não são itens altamente tecnológicos, mas a sua eficiência vem de longa data. O sistema simples permite que água da chuva seja capturada e armazenada para o uso posterior. Ele já é bastante comum no nordeste do Brasil, em locais que sofrem que a estiagem durante a maior parte do ano. Diante da crise hídrica vivenciada no sudeste do país, esta também tem sido uma opção para a região.
Através do movimento Cisterna Já, formado por um grupo independente de cidadãos preocupados com a preservação dos recursos hídricos, qualquer pessoa pode ter acesso a dicas on-line sobre como produzir uma cisterna simples em casa. Além disso, a iniciativa também conta com encontros pontuais que funcionam como oficinas, em que são ensinadas as técnicas para a fabricação do sistema.
Na página do movimento são divulgadas algumas informações básicas sobre as cisternas, mas os internautas também têm acesso a outros links importantes para quem quer iniciar. Uma das opções é o vídeo do canal Consumo Consciente, com todo o passo a passo para que qualquer pessoa possa construir a sua própria minicisterna.

O sistema é muito simples e prático. Ao invés de deixar a água da chuva simplesmente ir embora, é possível conectar a cisterna à calha e aproveitar centenas de litros de água. O recurso não é potável, mas pode ser usado para a limpeza, rega de plantas, descarga, entre outras coisas, permitindo a economia de uma grande quantidade de água.
A opção é barata e pode ser aplicada em qualquer casa, sem a necessidade de muito espaço, o que o torna ideal também para o meio urbano. Também não é necessário ter muito conhecimento sobre o manuseio de ferramentas para implantá-lo e a redução no desperdício é inegável.
Redação CicloVivo

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Agrônomo ensina a cultivar jardim de hortaliças dentro de casa.



No Brasil, apenas 1,6% do lixo orgânico coletado é reciclado. Isso representa um grande desperdício, comparando com a crise ambiental e energética que vivenciamos.
A compostagem vem se mostrando com uma ótima alternativa para a reciclagem do lixo orgânico produzido, pois é a forma mais controlada de se conseguir a biodegradação desses resíduos, transformando-os em adubo.
compostagem

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Seminario Internacional de Agroecologia em Porto Alegre



A Comissão Organizadora informa que, no site, que as pessoas precisam
formalizar sua inscrição gratuita no seminário, bem como nas Vivências
Agroecológicas.

http://www.emater.tche.br/site/seminario-agroecologia/

Em 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar, estaremos realizando o
XIII Seminário Internacional e o XIV Seminário Estadual sobre Agroecologia
cuja temática central será "Vivendo os princípios Agroecológicos".

Mais uma vez Emater/RS Ascar juntamente com outras organizações
governamentais e não governamentais, dedicam-se ao processo de construção
paradigmática para orientar estilos de agricultura de base ecológica e
estratégias de desenvolvimento rural sustentável.

Convidamos a todos e todas a participar! Inscreva-se gratuitamente
amendoim forrageiro

<http://www.emater.tche.br/site/seminario-agroecologia/formulario.php>.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Compostagem versus desperdício de resíduos orgânicos



Parabens a esta iniciativa em São Paulo desenvolvida pela ONG Morada da Floresta!!
A Morada da Floresta instalou um sistema de compostagem para grandes volumes na Universidade Mackenzie em São Paulo/SP.


O sistema será usado para compostar parte dos resíduos produzidos na praça de alimentação do Campus de São Paulo, além de produzir adubos naturais (húmus de minhoca e biofertilizante líquido) que serão usados na horta medicinal e na Horta de Educação Ecológica da Universidade.


Compostagem Empresarial da Morada da Floresta na Universidade Mackenzie from Graviola Vídeos on Vimeo.

Quem quiser mais informações sobre o sistema acesse o link abaixo:

moradadafloresta.org.br

sábado, 8 de novembro de 2014

Conheça o plantio de abóbora

Não há desculpas para não encontrar abóboras. É uma planta tropical,
suas espécies são cultiváveis durante o ano todo no brasil. A abóbora é
um alimento super versátil, você pode fazer pratos e receitas
deliciosas. A nossa equipe foi até um abobral para mostrar como é esse
plantio

A polpa da abóbora tem um sabor gostoso e adocicado e
dela é possível aproveitar quase tudo, como: casca, sementes, broto.
Valter é produtor rural a mais de 10 anos na cidade de álvares florence e
planta em um alquere 3 tipos de abóbora a paulistinha que é essa que
tem uma forma cilíndrica, casca fina.

A cabotiã normal que é essa
arredondada de casca grossa e a cabotiã de enxerto essa também
arredondada, mas sua casca é mais fina que a outra. O produtor explica
que o plantio dos três tipos são os mesmos procedimentos. A maioria dos
solos serve para o cultivo das abóboras se devidamente preparados.

O
ciclo é de aproximadamente 90 dias. No plantio, deve ser observado
espaçamento de 2 m x 2 m. É uma planta rasteira, vigorosa e muito
produtiva. Pode -se observar em um mesmo pé várias abóboras paulistinha
juntas. A paulistinha por exemplo é uma especie que produz frutos com
casca verde escuro com listras creme.

A polpa é de coloração
alaranjada e de sabor adocicado.. Os frutos atingem de 9 cm a 12 cm de
diâmetro e de 17 cm a 20 cm de comprimento e peso de 0,8 a 1,2 quilos. A
cabotiã ou japonesa como também é conhecida apresenta maior
precocidade, uniformidade e melhor produtividade. Seus frutos são
atraentes e saborosos; em geral, com coloração de casca escura, formato
arredondado, levemente achatado, polpa alaranjada e quase nada de água.

A
abóbora cabotiá tem poucas calorias e é rica em potássio e vitaminas. O
cultivo da abóbora japonesa apresenta algumas particularidades.
Possuindo este híbrido a macho esterilidade e necessitando de um
polinizador, alguns cuidados precisam ser tomados.

Tudo isso
parece simples, mas essa cultura não está livre das pragas e doenças.
Nos dois casos recomenda-se o controle preventivo

No brasil, o
mercado de abóboras e morangas tem evoluído. É preciso compreender como
manejar a fertilidade do solo e usar da forma mais vantajosa os
corretivos e fertilizantes para se conseguir o retorno econômico
esperado. Já que o mercado varia muito.

Produção e Reportagem
JÚLIA DOMENICIS

Imagens
VALDIR PIETRO

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Os efeitos do biofertilizante no controle de pragas e doenças

Os efeitos do biofertilizante no controle de pragas e doenças de plantas têm sido bem evidenciados. Efeitos fungistático, bacteriostático e repelente sobre insetos já foram constatados. Santos e Sampaio (1993)verificaram uma propriedade coloidal do biofertilizante que provoca a aderência do inseto sobre a superfície do tecido vegetal. Os autores destacaram também o efeito repelente e deterrente de alimentação contra pulgões e mosca-das-frutas. Medeiros et al. (2000b) verificaram que o biofertilizante a base de conteúdo de
rúmen bovino e composto orgânico Microgeo reduziram a fecundidade, período de oviposição e longevidade de fêmeas do ácaro-da-leprose dos citros, Brevipalpus phoenicis, quando pulverizado em diferentes concentrações.

O estudo comprovou que o biofertilizante agiu por contato direto e residual e também funcionou de forma sistêmica na planta. Esses mesmos autores comprovaram que este biofertilizante agiu sinergicamente com Bacillus thuringiensis e o fungo B. bassiana, reduzindo a viabilidade dos ovos e sobrevivência de larvas do bicho-furão-dos-citros (Ecdytolopha aurantiana A ação antibiótica e indução de resistência sistêmica da planta são provavelmente os principais mecanismos de ação do biofertilizante sobre a praga (D´ANDRÉA; MEDEIROS,2002).

Os fenômenos podem estar diretamente associados à complexa e pouco conhecida composição química e biológica dos biofertilizantes. Um composto coloidal, de consistência mucilaginosa (goma) e de composição ainda não conhecida, foi observado por Medeiros (2000b), causando a  imobilização e morte do ácaro B.phoenicis sobre a folha devido à obstrução de seu sistema digestivo.
 
O que são biofertilizantes líquidos?

Os biofertilizantes possuem compostos bioativos, resultantes da biodigestão de compostos orgânicos de origem animal e vegetal. Em seu conteúdo são encontradas células vivas ou latentes de microrganismos de metabolismo aeróbico, anaeróbico e fermentação (bactérias, leveduras, algas e fungos filamentosos) também metabólitos e quelatos organominerais em solutos aquoso.

Segundo Santos e Akiba (1996), os metabólitos são compostos de proteínas, enzimas, antibióticos, vitaminas, toxinas, fenóis, ésteres e ácidos, inclusive de ação fito-hormonal produzidos e liberados pelos microrganismos. As modificações genéticas pelas quais as plantas cultivadas e os animais passaram, permitiram adaptações em diferentes ambientes.

Embora os avanços científicos e tecnológicos tenham permitido enormes progressos, o desenvolvimento da atividade agrícola, pela própria natureza, perturba de alguma forma o meio ambiente em relação à sua situação natural. São exemplos, os problemas graves de deterioração dos solos, e a grande multiplicação de “pragas e doenças” agrícolas.

Surgem nos diversos setores sociais discussões em torno da “agricultura sustentável”. Nesta, o conceito de sustentabilidade  não pode ter o aspecto estático, comumente implícito no tempo, pelos quais os sistemas agrícolas são considerados sustentáveis quando a produção é pensada como fator isolado. Um conceito dinâmico é mais apropriado e atende a evolução e ao desenvolvimento da sociedade. Muitas práticas agrícolas podem ter sido denominadas sustentáveis no passado, ou mesmo no presente, segundo as condições socioeconômicas, edafoclimáticas e demais características locais. Num conceito dinâmico, a sustentabilidade deve levar em conta as mudanças temporais nas necessidades humanas, especialmente relacionadas a uma população crescente, bem como uma adequada percepção da relação ambiental com a agricultura, salienta Paterniani (2001).

Surge então a necessidade de promover estilos alternativos de agricultura ou a implementação de técnicas dentro dos sistemas já existentes, no sentido de garantir a viabilidade agrícola sob seus diversos aspectos. Frente a essa problemática, apresentam-se neste trabalho, algumas considerações sobre o uso de biofertilizantes líquidos na agricultura,que vem mostrando bons resultados em algumas formulações já testadas e que podem ser aplicadas de forma alternativa na proteção de plantas. Essa estratégia é indicada principalmente para as pequenas propriedades, onde os recursos financeiros e tecnológicos são escassos, aproveitando-se subprodutos da agropecuária que muitas vezes são descartados.

fonte :Biofertilizantes líquidos e sustentabilidade agrícola
Marcos Barros de Medeiros*
Juliano da Silva Lopes**

Plantando frutíferas em vaso com a herborista Silvia Jeha