quarta-feira, 17 de setembro de 2014

COMO PODAR A GOIABEIRA

Neste Vídeo do TV Sítio, você vai ver como fazer a poda contínua na goiabeira. Este sistema permite produzir frutas de forma contínua - uma mesma planta com frutas em várias fases. Com esta poda é possível planejar melhor as safras e ter um grande aproveitamento da mão de obra no campo. Veja mais técnicas em www.tvsitio.com.br

+ venda de mudas de amendoim forrageiro(para POA e RS)

+ Venda de minhocasvermelhas da califórnia.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Agricultores gaúchos comemoram o aumento da safra da pera no RS


Rio Grande do Sul é responsável por metade da safra nacional de pera.


90% da fruta consumida no Brasil é importada de países vizinhos.



Os agricultores que cultivam pera no Rio Grande do Sul comemoram a boa safra deste ano. Mas, a produção nacional ainda é pequena e grande parte da fruta consumida no Brasil precisa ser importada de países vizinhos.



O agricultor Luiz Palandi começou a colheita da pera nos cinco hectares que tem em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. A expectativa para esta safra é colher 250 toneladas da fruta. “Esse ano a produção está bem boa. Estima-se uma produção melhor dos últimos anos. Em Não digo um recorde, mas dá para trabalhar com esse volume”, avalia.



Em toda a Serra Gaúcha devem ser colhidas 3,5 mil, com um aumento de 15% em relação ao ano passado. O preço pago pelo quilo da fruta varia entre R$ 1 e R$ 2,50, dependendo da qualidade.



Apesar de ser o maior produtor nacional, o Rio Grande do Sul não produz o suficiente para abastecer o mercado. Por isso, hoje cerca de 90% da pera consumida no Brasil é importada de países como Argentina e Chile.



Para o agrônomo da Emater, Enio Todeschini, a pera é uma fruta de difícil cultivo. “A produção de pera é delicada em função da alternância fisiológica. Em um ano produz e em outro não. Isso imprime insegurança no produtor”, explica.



O Rio Grande do Sul é responsável por metade da safra nacional de pera. O Paraná e Santa Catarina produzem 22% cada um.

FONTE: GLOBO RURAL

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Porto Alegre - 24ª Semana da Primavera inicia no dia 19

09/09/2014 15:07:21

Foto: Divulgação/PMPA
Programação inclui mesas redondas, trilhas, festividades em parques, entre outras ações
Programação inclui mesas redondas, trilhas, festividades em parques, entre outras ações
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) promove a 24ª edição da Semana da Primavera de 19 a 28 de setembro, com o tema “Floresça. Espalhe as sensações dessa estação”. A programação, gratuita e aberta ao público, inclui curso de educação ambiental, trilhas, festividades em parques, comemoração do aniversário da Redenção e do Morro do Osso, mesa redonda sobre a zona rural da cidade, lançamento de livro, seminário sobre áreas protegidas, piquenique no Morro São Pedro, festival de pandorgas, passeio cilístico e mostra de obras de arte feitas a partir de lixo reciclável coletado no Guaíba.

A 24ª Semana da Primavera tem apoio de Bike Sul, ST Arquitetura e Meio Ambiente e Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul – Tribunal de Justiça.

Confira a programação

19 e 20 - Curso de Educação Ambiental 
Trilhando os Parques de Porto Alegre
Informações e inscrições: educacaoambiental@smam.prefpoa.com.br
Fone: 3289.7580/7586

19/09 - Aula Teórica
Local: Orquidário – Parque Farroupilha
Horário: 8h30min

20/09 Visita aos parques
Local: Saída do Monumento ao Expedicionário – Parque Farroupilha
Horário: 9h

20/09 - Entrega de Obras de Reurbanização da Praça Alim Pedro
Local: Av. dos Industriarios esquina rua Arroio do Meio - Passo d’Areia
Horário: 15h

21/09 - Brincando no Mascarenhas
Atividades artísticas, recreativas e educativas
Entrega de Obras de Reurbanização da Praça Alim Pedro
Local: Av. dos Industriarios esquina rua Arroio do Meio - Passo d’Areia
Horário: 15h

21/09 - 79º Aniversário do Parque Farroupilha e Aniversário da Gaston
Show Cia Lúdica - Contação de histórias - Brincadeiras
Local: Parque Farroupilha, junto ao estacionamento da rua Setembrina
Horário: das 13h30min às 17h30min
16h - Comemoração do Aniversário

22/09 - Mesa Redonda Zona Rural: a realidade do município de Porto Alegre
Local: Auditório da SMA - Rua Siqueira Campos, 1300 - 14º andar
Horário: das 9h às 12h 
Inscrições: faunasilvestre@smam.prefpoa.com.br
Informações: 3289.7517

22/09 - Mesa Redonda As várias formas de conservação
Local: Auditório da SMA - Rua Siqueira Campos, 1300 - 14º andar
Horário: das14h às 18h
Inscrições: faunasilvestre@smam.prefpoa.com.br
Informações: 3289.7517

24/09 - Lançamento da Cartilha das Frutas Nativas de Porto Alegre
Local: Biblioteca da SMAM - Av. Carlos Gomes, 2120
Horário: 17h

25/09 - 2º Seminário de Áreas Protegidas Conservação, biodiversidade e proteção jurídica

Local: Auditório do Foro Central de Porto Alegre
Rua Manoelito de Ornelas, 50 - térreo
Horário: das 9h às 17h30min  
Informações: 3258.1314
Inscrições: reservalami@smam.prefpoa.com.br

26/09 - 2ª Caminhada no Parque Saint’Hilaire e Oficina de plantio, tratamento, manejo e aplicações práticas com bambu
Local: Auditório do Parque Saint’Hilaire
Av. Sen. Salgado Filho, 2785, Viamão
Horário: 14h
Informações: 3493.5644
Inscrições: sainthilaire@smam.prefpoa.com.br
  
26/09 - Caminhada com piquenique no Morro São Pedro
Local: Refúgio da Vida Silvestre São Pedro
Estrada das Quirinas - Morro São Pedro
Horário: das 13h30min às 17h 
Informações: 3289.7517
Inscrições: faunasilvestre@smam.prefpoa.com.br

27/09 Festa da Família na Praça Jaime Telles
Local: Rua Santana, esquina Av. Bento Gonçalves
Horário: das 9h às 12h
Informações: 3289.5924/5925
Realização: EMEI Jardim de Praça Girafinha  

28/09 - 16º Festival de Pandorgas e 20º Aniversário do Parque Natural Morro do Osso

Local: Parque Natural Morro do Osso
Rua Irmã Jacomina Veronese, 170 - Ipanema
Horário: a partir das 13h30min   
Informações: 3263.3769

28/09 - Passeio Ciclístico Pedalar alusivo à 18ª Semana da Bicicleta e 24ª Semana da Primavera
Local: Parque Farroupilha, junto ao estacionamento da Av. Setembrina
Horário: a partir das 8h   
Informações: www.circuitopedalar.ativo.com

Atividades Permanentes
De 18/09 a 30/09  - Exposição do Projeto Superama
Exposição de obras de arte feitas a partir de lixo reciclável coletado no Guaíba – Carlos Aparício Aguiar (Teixeirinha)
Local: Térreo da Usina do Gasômetro
Horário: 3ªf a 6ªf – das 9h às 21h |sáb. e dom. – das 10h às 21h

Estância das Frutas (Programa: Jornal Cidade) A grumixama , a cereja brasileira

A ora-pro-nobis é uma trepadeira ou arbusto lenhoso e tropical, de qualidades como comestível e ornamental.

Ora-pro-nobis – Pereskia aculeata

 Pereskia aculeata, Trepadeira-limão, Carne-de-pobre, Groselha-da-américa, Orabrobó, Lobodo, Lobrobô, Lobrobó, Rogai-por-nós, Rosa-madeira, Jumbeba, Azedinha, Surucucú, Lobolôbô, Espinho-de-santo-antônio
Foto: Scott Zona
A ora-pro-nobis é uma trepadeira ou arbusto lenhoso e tropical, de qualidades como comestível e ornamental. O nome curioso vem no latim e significa “rogai-por-nós”. Diz a lenda que os moradores de um vilarejo colhiam as folhas da planta no quintal da igreja, enquanto se ouvia o padre rezar, por isso o nome “ora-pro-nobis”. Ela pertence à família das cactáceas, mas é uma espécie bastante diferente dos cactos que estamos acostumados a ver, sendo considerada um representante primitivo da família. Suas folhas são elípticas, acuminadas, simples, decíduas, suculentas e de cor verde clara. Ela se inserem em ramos finos, escandentes, espinhosos, ramificados e bastante longos. Nos ramos jovens, os espinhos tem a forma de pequenos ganchos, enquanto que nos ramos mais velhos, ocorrem grupos de espinhos retilíneos, longos, lenhosos e pontiagudos. Floresce no verão e outono, despontando inflorescências do tipo panícula, com numerosas flores brancas ou levemente rosadas, dobradas, com o centro alaranjado e um característico perfume de limão. As flores tem néctar abundante e atraem muitos ponilizadores. Os frutos que se seguem são bagas amarelas, comestíveis, esféricas, com numerosas sementes pretas.
No paisagismo, esta belíssima espécie, pode ser conduzida com trepadeira, servindo para cobertura de pérgolas, caramanchões, acompanhando cercas, gradils e coroando muros também. Sua plasticidade também permite que se faça dela uma excelente cerca-viva, bastante defensiva, devido aos espinhos. Para conduzi-la assim, basta que se façam podas de formação durante o crescimento, que estimulam a ramificação e o adensamento da planta. Uma boa cerca-viva de ora-pro-nobis, funciona como quebra-vento, não deixa passar invasores e não permite que animais domésticos, mesmo pequenos, fujam. Não obstante, é uma hortaliça de grande valor, podendo ter suas folhas colhidas em qualquer época, sem necessitar de cuidados que outras hortaliças geralmente demandam.
As flores e folhas da ora-pro-nobis são comestíveis, nutritivas e ricas em mucilagem. É também uma das espécies vegetais mais ricas em proteínas, sendo que sua matéria seca, apresenta cerca de 25% do nutriente. Além disso é abundante em ferro, o que faz da ora-pro-nobis, uma fonte de alimento considerável no combate à fome e a desnutrição, com especial atenção às regiões áridas. De suas folhas e flores cruas, desidratadas ou cozidas, se fazem deliciosos refogados, pães, suflês, risotos, sopas, omeletes, saladas, etc. Ela é a estrela principal de diversos pratos da culinária mineira e até um festival anual lhe é dedicado, no município de Sabará/MG.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Após sua plena implantação, resiste bem muito bem à estiagem. Não tolera extremos de temperatura, de frio ou calor intenso. Aceita bem podas e colheitas das folhas. Pode perder as folhas no período de estiagem, rebrotando no início da estação das chuvas. Por ser escandente, é bom ajudá-la a fixar-se no suporte, com amarrios. Multiplica-se facilmente por estaquia de ramos semilenhosos ou por sementes. As estacas rústicas plantadas diretamente no campo tem índice de pegamento maior se realizadas no início do período das chuvas.

Medicinal:

  • Indicações: Dor, Inflamação, Queimaduras, Desnutrição, Anemia, Cólicas
  • Propriedades: Antiinflamatório, Anti, Fortificante, Nutriente, Emoliente, Cicatrizante, Analgésica
  • Partes Utilizadas: Folhas

Alerta:

Maneje a planta com luvas, na ocasião das podas e da colheita das folhas, pois os espinhos podem ferir. Pode escapar ao cultivo e se tornar invasiva em determinadas situações. Ela pode sufocar árvores e por formar uma densa cerca de espinhos, sua remoção se torna difícil.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

come-se: Interação urbana, doa-se jornal lido e ganha-se al...

come-se: Interação urbana, doa-se jornal lido e ganha-se al...: Não sou uma pessoa muito gregária, não sou do tipo militante, não consigo me comprometer nos trabalho de equipe que envolvem muitos proje...

3 cereais que podem fortalecer o organismo e combater doenças






Ter uma alimentação saudável é a receita mais eficiente para a longevidade. Existem grãos e cereais que possuem papel fundamental para uma dieta balanceada e ainda refletem em benefícios diretos em diferentes áreas da saúde. O CicloVivo separou três exemplos e a influência que eles podem exercer no corpo humano.
Aveia
A aveia é um cereal bastante comum no Brasil. Por sua popularidade, ela também possui preços acessíveis. Mas, além dos benefícios econômicos que este alimento oferece, seu principal destaque é o bem que ele pode render ao organismo.
Este cereal é altamente recomendado por nutricionistas por sua versatilidade e funcionalidade. Ele é rico em fibras, o que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue. Portanto, é ideal para os portadores de diabetes. A aveia também reduz o colesterol e as vitaminas, minerais e proteínas contidas em sua formação ajudam a manter o corpo protegido de infecções, por ativar as células de defesa.
Como consumir: A aveia pode ser consumida de diversas formas. O ideal é que sejam ingeridas, ao menos, três colheres dos flocos, farelo ou farinha. Ela pode ser misturada a outros alimentos, como frutas, leite ou vitaminas.
Foto: Ines/Flickr
Granola
A granola é uma mistura de diversos cereais e já se tornou item constantemente presente na dieta dos brasileiros. O fato de mesclar diferentes elementos potencializam ainda mais seus benefícios, as receitas da granola variam e podem conter: aveia, linhaça, gérmen de trigo, cevada, flocos de milhos, além de castanha, amendoim, frutas secas e outras coisas.
Esse misto de grãos ajuda a controlar o intestino, oferecer saciedade, combater o envelhecimento – devido às propriedades antioxidantes – entre outras coisas. Diante de todos esses benefícios, vale lembrar que o ideal é optar por granolas sem açúcar e o consumo deve vir acompanhado de uma boa hidratação.
Como consumir: Assim como a aveia, a granola pode acompanhar diversas frutas. Ela também pode ser misturada ao iogurte natural, complementando um dos lanches diários.
Quinoa
A quinoa é considerada um pseudocereal. Por não ser originária do Brasil, ela ainda não é muito famosa em território nacional. Sua fama começou a se espalhar há pouco tempo, principalmente por seus benefícios no controle de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras.
Seu maior diferencial é melhorar o transporte de oxigênio no sangue. No entanto, os pesquisadores também apostam em uma ajuda do grão no combate à anemia, devido à alta concentração de zinco, cálcio e ferro presentes em sua composição.
Por não ser ainda muito comum no Brasil e ser produzida apenas em algumas regiões do sul e sudeste, a quinoa ainda é um pouco cara em território nacional. Mesmo assim, os retornos que ela oferece compensam o investimento.
Como consumir: Para manter todas as propriedades, o ideal é que a quinoa seja consumida na forma de grãos. Sendo assim, ela pode ser assada ou cozida com pouca água, para não perder nutrientes, e misturada a outros alimentos, entre eles o arroz e feijão, tortas, saladas e muito mais.

fonte: redação ciclo vivo

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Benefits of Urban Forests

COMO PRODUZIR Physalis peruviana L.?





Data Edição: 14/07/2010 Fonte: TodaFruta

Colaboração de Janaína Muniz (janainamuniz@gmail.com), mestranda em Produção Vegetal pelo CAV/UDESC, sobre orientação dos professores Aike A. Kretzschmar (a2aak@cav.udesc.br) e Leo Rufato (leoruffato@yahoo.com.br)

A Physalis é uma frutífera de grande valor nutricional e econômico que está sendo incorporada no quadro das pequenas frutas no Brasil. O cultivo de Physalis, por ser uma planta rústica e de boa adaptação, constitui-se em uma excelente alternativa de economia agrícola para pequenos e médios produtores, com boas perspectivas de comercialização no mercado brasileiro.
Embora o cultivo desta fruta apresente um grande potencial para o mercado, seu plantio ainda é restrito devido desconhecimento das práticas de manejo, da alta demanda de mão-de-obra, além do alto preço de comercialização, não estando acessível à grande maioria da população.
Tendo em vista a importância dessa cultura, o Centro de Ciências Agroveterinárias – CAV/UDESC está realizando uma série de experimentos com Physalis, além de comercializar mudas e dar assistência técnica aos produtores.
A Physalis peruviana é uma fruta originária dos Andes e pertence à família das solanáceas. Dentro do gênero Physalis encontra-se em torno de 80 espécies diferentes, cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia é conhecida como uchuva, no Japão como hosuki, no Equador como uvilla e aqui no Brasil é conhecida principalmente como camapum e joá-de-capote.
A planta da Physalis tem um alto valor agregado, podendo ser utilizada desde sua raiz até o fruto propriamente dito. Caracteriza-se por ser uma excelente fonte de ferro, fósforo, vitaminas A e C, além de alcalóides e flavonóides. A raiz e as folhas são ricas em propriedades medicinais, utilizadas no mercado farmacológico. Já o fruto é utilizado na fabricação de geléias, sucos, compotas, sorvetes, saladas de frutas, sendo uma ótima combinação em pratos salgados como doces.
Atualmente a Colômbia é o maior produtor e exportador da fruta. No Brasil, até de 2007, o cultivo desta fruta era voltado somente para a pesquisa. Sendo que a partir de 2008, novos fruticultores entraram na atividade, que traz boas perspectivas para a agricultura familiare estão obtendo sucesso. Na região sul de Minas um fruticultor começou sua produção com apenas 300 plantas e em 2009 aumentou sua área plantada com 4.500 novas mudas. Já na região sul de Santa Catarina outro produtor iniciou sua produção com 500 mudas e em 2009 aumentou sua produção para 10.000 novas mudas. O Rio Grande do Sul, também está se tornando um pólo produtor, com um plantio planejado de 40 mil plantas.
Acredita-se que se trata de uma excelente alternativa de agricultura sustentável para o pequeno e médio agricultor rural, o ideal é arrumar parcerias em cada região para diversificar e expandir o empreendimento.
Antes de iniciar o cultivo da Physalis, o produtor deve ter em mente algumas questões muito importantes, como por exemplo: onde produzir, como produzir, quais os possíveis problemas, como colher, como fazer o manejo pós-colheitae principalmente qual será o destino finaldo produto. Para que estas e outras questões que venham a surgir sejam respondidas, a seguir se têm algumas informações básicas e técnicas do cultivo da planta.
A Physalis se adapta bem a extensa faixa de condições edafoclimáticas. Basicamente, para seu cultivo, a planta necessita de temperatura média de 15º C, luminosidade de 1500 a 2000 horas luz/ano, a precipitação deve oscilar entre 1000 a 2000 milímetros bem distribuídos durante todo o ano e a umidade relativa do ar em torno de 75%. Sendo que excesso de seca, umidade, frio ou calor prejudicam o crescimento e desenvolvimento das plantas, prejudicando também a qualidade final do produto e diminuindo a produtividade/hectare.
O solo deve ser rico em matéria orgânica, pH entre 5,5 e 6,8, evitando-se solos encharcados e que anteriormente já tenham sido cultivados outras solanáceas.
No Brasil ainda não existe recomendação de adubação específica para a Physalis, sendo esta realizada, com base na recomendação para a cultura do tomateiro.
A propagação da Physalis pode ser feita pelo método sexuado (sementes), assexuado (parte vegetativa) ou ainda cultivo in vitro. O processo mais recomendado e adotado para a cultura é o sexuado, devido à facilidade e a porcentagem elevada de germinação (85-90%).
O plantio pode ser feito em várias épocas do ano, conforme a região e o clima predominante. Em regiões subtropicais, onde não há riscos de ocorrência de geadas, pode-se plantar em qualquer época do ano, sendo que o ciclo da cultura pode se estender até dois anos, após este período tanto à produtividade quanto a qualidade dos frutos diminui. Para a região sul do Brasil, recomenda-se o plantio em meados de outubro e novembro, sendo uma cultura anual, devido às baixas temperaturas ocorridas no inverno.
Utilizando algumas práticas agrícolas, como adubação, espaçamento, tutoramento, desbaste, condução e poda, melhora-se o dossel vegetativo da planta como também contribui para a qualidade e aparência da Physalis produzida.
O tutoramento das plantas é considerado uma das principais técnicas de cultivo, ocorrendo melhor aproveitamento da luminosidade, consequentemente, produzindo uma fruta de maior qualidade. O amarrio das plantas deve ser constante, principalmente nos primeiros 30 dias após o transplante. Nesta fase, deve-se também manter o local limpo das plantas concorrentes, para que não haja competição de água e nutrientes entre as plantas.
Para cada sistema de condução utilizado, existe um manejo diferenciado. Os sistemas de condução utilizados para as plantas de Physalis são semelhantes, porém não iguais, aos sistemas empregados no cultivo do tomateiro. Temos como os principais sistemas de condução para a cultura: sistema espaldeira, sistema em “X” e sistema em “V”.
Uma grande variedade de pragas de importância econômica, atacam diversos órgãos da planta durante o ciclo de produção, porém somente algumas delas foram observadas nos plantios já existentes no Brasil. As principais pragas encontradas na cultura da Physalis são: Epitrix sp. (Pulga-do-fumo), Aphis sp. (Pulgões), Edessa rufomarginata (Percevejo), Phthia picta eManduca sexta paphus.
Atualmente, ainda não existe uma grade de inseticidas que podem ser utilizados no cultivo de Physalis, portanto, os meios mais utilizados para o controle destas pragas, seria o manejo integrado de pragas (MIP), utilizando práticas culturais adequadas e o controle biológico natural. Estas medidas de controle se tornam viáveis para o produtor, devido ao baixo custo, como também pela segurança alimentar e ambiental.
Devido aos monocultivos em determinadas áreas, houve como consequência, o aumento da incidência e severidade das doenças. As principais doenças diagnosticadas na cultura da Physalis no Brasil são: Cercospora sp. e Alternaria sp.
As estratégias de manejo destas doenças referem-se às boas práticas agrícolas de cultivo, que vão desde a seleção da semente de boa qualidade até a escolha adequada de fungicidas.
Assim como outras espécies de pequenas frutas, a Physalisé uma fruta climatérica e apresenta um longo período de colheita. De acordo com as exigências do mercado ou as condições climáticas de cada região, a colheita é realizada uma a três vezes por semana. A colheita se inicia quando os frutos obtiverem uma coloração amarelo-queimado externamente (cálice), e laranja-amarelado internamente e com valor de sólidos solúveis em torno de 14 ºBrix.
Recomenda-se comercializar a fruta em até 12 horas após a colheita, caso contrário, ela deverá ser armazenada a uma temperatura de 4°C e a uma umidade relativa de 90%.
A apresentação do produto depende do mercado e das exigências do consumidor. Aqui no Brasil, normalmente encontra-se nas grandes redes de supermercados e são comercializadas com o envoltório para consumo in natura e sem cápsula para o mercado de polpa e geléias. As principais embalagens para a comercialização da Physalis são cestas plásticas, bandejas de isopor e sacos plásticos, contendo em média 100g.
A qualidade da Physalis é estandardizada nos padrões práticos colombianos que segue as normas NTC 4580 de 1999. Esta norma estabelece os requisitos básicos para comercializar Physalis destinada tanto para o consumo in natura e processamento.
***
Artigo encaminhado ao TodaFruta para publicação em 01/07/10.

O QUE É MINHOCULTURA? O QUE É HÚMUS DE MINHOCA?

MINHOCULTURA
Maria de Fátima Gonçalves de Oliveira
O QUE É MINHOCULTURA? 

É uma atividade onde se utilizam as minhocas para conversão e transformação de resíduos orgânicos em húmus.
QUAIS OS PRINCIPAIS CUIDADOS PARA INICIAR A CRIAÇÃO DE MINHOCAS?
Alimentação: a matéria-prima mais usada  é o esterco bovino curtido, porém deve ser de boa procedência e não apresentar contaminação pela presença de predadores; como também a de  amônia, proveniente da urina de animais ou por resíduos de outros produtos.É aconselhável que o agricultor tenha sua própria matéria-prima. 

Cobertura: o canteiro deve ser coberto por uma camada de 5 a 10cm de palha seca para manter a umidade e a escuridão, essenciais à criação de minhocas, que não podem receber luz solar. 

Temperatura: a temperatura interna do canteiro ideal, para criação da espécie vermelha da Califórnia  situa-se na faixa de 16o a 22ºC. 

Umidade: a umidade do material deve ser em torno de 60%, mantidas através de regas em dias alternados.
QUAL A ESPÉCIE DE MINHOCA UTILIZADA NESTA ATIVIDADE? 

Na natureza, as minhocas se dividem em mais de 3.000 espécies. Porém a mais indicada para esta atividade é a vermelha da Califórnia, cujo nome cientifico é (Eisenia foetida).
POR QUE ESTA ESPÉCIE É MAIS RECOMENDADA?
Devido aos seguintes aspectos:
  • apresenta crescimento rápido;
  • possui precoce maturidade sexual;
  • melhor adaptação ao cativeiro.

O QUE É HÚMUS DE MINHOCA?
Húmus de minhoca ou vermicomposto é o excremento das minhocas, um produto natural, estável de coloração escura, rico em matéria orgânica, tendo nutrientes  facilmente absorvido pelas plantas.
QUAIS AS MATÉRIAS-PRIMAS UTILIZADAS PARA PRODUÇÃO DO HÚMUS?
Esterco de animais, bagaço de cana-de-açúcar, frutas, verduras, resíduos industriais orgânicos e restos de podas, etc.

ONDE É PRODUZIDO O HÚMUS DE MINHOCA?
Em minhocários, os quais podem ser feitos em caixas de madeira, blocos de cimento, manilhas (anéis de concreto), tijolos ou  simplesmente em montes.
O QUE É MINHOCÁRIO?
É o local onde a criação de minhocas é conduzida; geralmente são formados por canteiros construídos de tijolos. O tamanho varia com o objetivo da criação.
ONDE DEVE SER INSTALADO O MINHOCÁRIO?
O minhocário deve ser construído em local ventilado, sombreado, livre da infestação de predadores, não sujeito a encharcamento  e  próximo à fonte de matéria-prima.
QUAL O TAMANHO DO CANTEIRO NO MINHOCÁRIO?
É aconselhável começar com um canteiro de 10m de comprimento por 0,80m de largura e 0,40m de altura. Um canteiro com essas dimensões consome aproximadamente 2,5t de esterco curtido a cada 35 dias.
QUAL A QUANTIDADE DE MINHOCAS NECESSÁRIA PARA COLOCAR NESSE CANTEIRO?
Recomenda-se colocar cinco mil minhocas por metro quadrado de canteiro.
QUAL A PRODUÇÃO DE HÚMUS DO CANTEIRO COM ESSAS DIMENSÕES?
A expectativa de produção é de 150 a 170kg/m2 de canteiro. Portanto teremos uma produção em torno de 1500 a 1700kg por canteiro.

QUAIS OS PRINCIPAIS INIMIGOS NATURAIS DAS MINHOCAS E COMO CONTROLÁ-LOS?
  • Formiga - principalmente as lava-pés, que fazem ninho dentro do canteiro; a área atingida deverá ser removida com todo o cuidado para que possa retirar o maior número de formigas evitando que elas se alastrem; se houver formigas transitando na superfície dos criatórios, podemos eliminá-las ateando fogo em folhas de jornais passando rente ao interior do canteiro, procedimentos estes que não prejudicam as minhocas. É conveniente colocar em volta ao canteiro uma faixa de mais ou menos 10cm de carvão moído, evitando, portanto, o trânsito das formigas, junto ao mesmo.
  • Sanguessuga - sua identificação é mais difícil, pois assemelha-se muito com a minhoca. Sua coloração é vermelho alaranjada ou cor-de-abóbora. Segundo especialistas, a sanguessuga terrestre é nativa em diversos tipos de solos, e seus ovos eclodem quando encontram ambiente ácido e bastante úmido, sendo seu crescimento populacional superior ao da minhoca. É, talvez, o mais sério dos predadores da minhoca, pois suga todo o sangue do seu corpo, deixando a minhoca branca, totalmente anêmica, e sua morte é certa. Para combatê-la, é necessário cimentar o fundo dos canteiros e controlar a umidade do esterco em que se encontram as minhocas. Quando descobrimos sanguessuga no canteiro, fazemos a catança manual revirando todo o substrato do mesmo. Esse procedimento tem-se mostrado bastante satisfatório, conseguindo-se eliminar as sanguessugas completamente, e a repetição desse procedimento nos assegurará o seu controle. 
  • Pássaros - para evitar o ataque de pássaro devemos ter o cuidado de manter os canteiros bem cobertos.

COMO DEVE SER A REMOÇÃO DAS MINHOCAS NO CANTEIRO?
A remoção deve ser feita utilizando a técnica da peneiração. Recomenda-se portanto,  uma  peneira  de malha de 4mm.
COMO DEVE SER COMERCIALIZADO O HÚMUS?
O húmus de minhoca, ou vermicomposto, como também é chamado, pode ser comercializado a granel, em sacos de 20 e 50kg, por tonelada, ou embalado em pequenas quantidades em sacos plásticos personalizados de 1,2,3 ou 5kg, com cores e desenhos que possam atrair o consumidor e facilitar a identificação do produto.

QUAL O PRAZO DE VALIDADE DO HÚMUS DE MINHOCA?
O prazo de validade é aproximadamente 3 meses podendo prolongar por até 6 meses, desde que mantenha  acondicionado em lugar arejado e, semanalmente, feita a reposição de água .
QUAIS OS BENEFÍCIOS DO HÚMUS DE MINHOCA PARA O SOLO?
  • melhora  a porosidade e a aeração do solo, aumentando a capacidade de captação de nutrientes pelas plantas;
  • aumenta vida biológica no solo, com o desenvolvimento de bactérias e fungos fixadores do nitrogênio e proliferação dos microrganismos;
  • diminui a quantidade de adubo químico, proporcionando redução nos custos de produção;
  • pode ser empregado em todo tipo de cultura;
  • é um produto natural que não degrada o meio ambiente.

QUAIS AS VANTAGENS DE UTILIZAÇÃO DO HÚMUS DE MINHOCA NA AGRICULTURA?
Ser produzido pelo próprio agricultor, através do aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados na própria propriedade, diminuindo assim a dependência com aquisição de insumos industriais, o que acarreta uma redução nos custos de produção.
QUAL A QUANTIDADE DE HÚMUS DE MINHOCA QUE DEVE SER USADA?
A quantidade varia de acordo com o tipo de solo, com a sua fertilidade, com a cultura a ser explorada, com o tipo de adubação, com o custo do fertilizante e o valor da colheita.
É preferível utilizar doses menores e constantes a aplicações pesadas e espaçadas. Nas atividades agrícolas, utiliza-se em média, 30t/ha, a lanço. Quando em cova, essas quantidades variam de 4 a 5L por cultura.

Fonte: Instituto agronômico de Pernambuco

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

10 ideias de canteiros em espiral

 
Esses canteiros em espiral são lindos, pois é possível ver a dedicação de seu criador na colocação das pedras e na organização da plantas.

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: terrawoods

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Sarah Jo Knits

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Valley Permaculture Alliance


10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Gardeninggrrl

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Caras Ornamentals

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Gardeninggrrl

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: anarchitect

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: pjchmiel

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Harvest Moon

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Worldwide Permaculture Network

FONTE: http://www.ideiasgreen.com.br/2012/12/10-ideias-de-canteiros-em-espiral.html
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sustentabilidade é Acção: Entendendo as ervas "daninhas"

Sustentabilidade é Acção: Entendendo as ervas "daninhas": A natureza é sábia, e se as ervas espontâneas a que chamamos "daninhas" aparecem onde não queremos, há uma razão para isso, com...

Orquídeas em árvores



Orquídeas são plantas de flores maravilhosas, que encantam a todos. 
Seu cultivo é muito simples (cultivo de orquídeas) e podemos cultivá-las em qualquer parte do país.

Orquídeas podem ser plantadas no jardim ou em árvores

Não é preciso ter um recanto especial, como um ripado ou estufa, a não ser que nosso desejo seja de cultivar orquídeas híbridas, que necessitam de maiores cuidados.
dendrobium arvorePodemos cultivar no jardim mesmo, em vasos pendentes ou presas em ramos de árvores, tornando o ambiente do jardim mais bonito e aconchegante na época das floradas.
As orquídeas têm hábitos simples e substrato especial, devem receber muita luz e adubações nas épocas apropriadas.
Vamos deixá-la habitar nosso espaço e anotar a época de seu florescimento para nos deliciarmos com seu perfume.

Idéias de orquídeas fáceis de cuidar

chuva de ouroUma das orquídeas mais simples de cuidar é a chuva-de-ouro (Oncidium), de pequenas flores amarelas em grandes cachos que floresce no final da primavera.
Prender a muda em placas para pendurar ou amarrar em ramos de árvores ou palmeiras.
Quando regar o jardim não esquecer de umedecer as raízes.
Algumas têm belo efeito ornamental como os dendróbios (Dendrobium fimbriatum) com suas flores num tom de amarelo que chega a ofuscar a vista de tão intenso.
O gênero Dendrobium tem flores com diversas cores, como o Dendrobium nobile que nos encanta sempre e que num jardim poderá enfeitar uma árvore grande.
Também pode ser cultivada em vasos e ao iniciar sua florada poderemos pendurar e enfeitar o jardim junto ao nosso recanto de lazer.
Também as catléias são orquídeas fáceis de cultivar e dentre elas destaco a Cattleya intermédia, que se adapta até a cultivo com palmeiras e plantas xerófitas.
Algumas orquídeas têm hábito terrestre como a Phaius que pode ser cultivada em vasos ou no solo, num espaço preparado para ela especialmente.
LaeliaJá a Laelia tenebrosa deve ser cultivada em vaso, mas este poderá ser pendurado em ramos na árvore do jardim e ornamentar o espaço na época do Natal.
Floresce em dezembro, um belo presente natalino e que é esperados todos os anos.
Algumas plantas têm flores diferentes e com seu exotismo fazem a atração de quem não conhece, como a brássia (Brassia verrucosa).
Dentre tantas orquídeas cultivadas é difícil destacar a que mais gostamos, a que esperamos aparecer o pendão floral, a abrir suas flores, a admirar a forma e delicadeza de suas pétalas, a fotografá-la.
Mais uma vez.
catleyaUma se destaca, no entanto, a Cattleya leopoldi.
Suas flores não são grandes, mas têm formato delicado, reunidas em grande inflorescência, muito maior que a muda da planta.
Outra destas queridas amigas do jardim é a Miltonia flavescens, de pequenas flores muito simples e perfumadas, reunidas em grande inflorescência, que dão um acabamento perfeito num espaço enfeitado por plantas mais coloridas.
Cultivar, falar, apreciar orquídeas.
O cultivador é um entusiasta, quem começa a cultivar está sempre garimpando novas mudas em exposições e feiras.
O paisagista nem sempre adiciona orquídeas aos seus projetos, pois a floração pode não estar ocorrendo no momento da implantação dos trabalhos e nem todo o cliente entende isto.
Mas estas plantas deveriam ser incluídas de forma sistemática aos jardins, pois adicionam beleza e sua manutenção não é dispendiosa.
São as estrelas do jardim na época de florescimento.
Seu perfume encanta a todos e a forma e cores de suas flores são um bônus para quem as cultiva.
Fotos utilizadas sob licença Creative Commons: quinn.anyalikeaduckmmmavocadoI likE plants!