Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

domingo, 24 de julho de 2016

Taboa: alimento, filtro e utilizada em artesanato.


foto:

Nome Científico: Typha domingensis
Família: Typhaceae
Características Morfológicas: Planta hidrófita (aquática), perene e ereta, de tamanho que pode variar de 2 a 4 metros de altura. Floresce de julho a agosto. Detalhe interessante: a parte superior da espiga é composta de flores masculinas, que caem; já a inferior, cor de chocolate ou ocre, é das femininas. O fruto, exótico, apresenta plumas.
Ocorrência Natural: Comum em todas as sub-regiões do Pantanal, em lagoas, brejos, solos arenosos ou argilosos ácidos e alcalinos. Presente desde o Canadá e Estados Unidos, até a Patagônia (inclua-se todo o Brasil). Cosmopolita, também é encontrada na Europa, Ásia, Austrália e Nova Zelândia.

A taboa, quando jovem, é uma planta inteiramente comestível. Para começar a espiga pode ser cozida ou assada, como um milho verde (aliás, tem proteína equivalente a ele), usada para fazer sopas, purês e até chocolate. O broto pode ser comparado a um palmito e até o pólen serve para doces. De quebra, as sementes contêm 88% de óleo (comparáveis ao de girassol e de canola).

Na natureza, a taboa funciona como um abrigo para muitas espécies de roedores e aves. As aplicações desta planta datam de 1906, quando já era explorada no delta do rio Danúbio (para celulose e produção de papel pardo, mais resistente). Utilizada como matéria-prima para papel, pastas, cestas e outros itens para artesanato.

Aliás, sua fibra é excelente (fica entre a juta e o cânhamo), com utilização em estofados, para a vedação contra água (pois incha) e como isolante térmico.

Além disso, é cultivada como filtro biológico para esgoto doméstico, efluentes industriais e de criação de animais, e também para controlar a erosão em canais. É capaz, inclusive, de remover metais pesados da água. Vai bem em solo rico em matéria orgânica, onde normalmente apresenta um crescimento vigoroso.

É conhecida também como paineira-de-brejo, capim-de-esteira, paina, paina-de-flecha, paineira-de-flecha, pau-de-lagoa, taboinha, tabu, entre outros.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cultive sua própria bucha vegetal, esta é biodegradável!


Demora cerca de um ano para você colher e poder usar o objeto

A bucha vegetal ou Luffa cylindrica possui diversos benefícios para saúde, higiene pessoal, incluindo aí a lavagem de louça. Ela possui esse nome científico porque é o fruto de uma trepadeira chamada Luffa.
Quando cultivada, as folhas, frutos e sementes são usadas para prevenção de doenças como anemia, bronquite, asma, hemorragias entre outras. No banho, ela limpa com mais eficiência, é considerada um ótimo esfoliante por retirar as células mortas da pele e ainda estimula a circulação sanguínea.
Na lavagem de louça é mais barata, não risca e é bem mais difícil de ser contaminada do que uma esponja sintética tradicional, de plástico poliuretano. É um produto biodegradável e, por isso, é a opção mais sustentável a ser utilizada no dia-a-dia. Na sua decomposição, não deixa nenhum resíduo e pode ser compostada, desde que na composteira seca (veja mais aqui).
Se você gostou dessas informações e pensa em levar as buchas para o seu cotidiano, saiba que ela pode ser cultivada em sua própria casa. Confira abaixo a receita de como criar a bucha vegetal no seu quintal, varanda ou terraço:
Materiais necessários
- 1 jardineira quadrada grande de, medida 50 cm x 50 cm x 50 cm
- terra preta
- 3 sementes de
Luffa cylindrica- 1 tesoura para podar. 

Procedimento
Antes de tudo, recomenda-se que o plantio seja feito no início da primavera. Separados os materiais, cave um buraco de 2 cm a 3 cm no centro da jardineira, coloque as três sementes de bucha vegetal e cubra-as com um pouco de terra preta. Feito isso, regue-as com água. Depois, deixe a jardineira em um local em que bata sol diretamente na planta. Quando chegar o verão, coloque um suporte perto da trepadeira porque os caules vão se expandir com muita rapidez.

A quantidade de água deve ser moderada, pois caso você venha encharcar a planta, o excesso de umidade fará com que ocorra proliferação de fungos. Mas não deixe de colocar água. Toda planta precisa ser hidratada. Acontece que algumas gostam mais de água do que outras.
A melhor época para colheita é no verão, mas você deverá esperar um ano e, no verão seguinte ao que você colocou o suporte, as buchas estarão prontas para a colheita. Nessa hora, você deve pegar a tesoura para cortar o cabinho no qual ela se prende. Não arranque a bucha com a mão, você poderá danifica-lá. Para saber qual é a hora de colher, você deve reparar na casca. Caso ela esteja com um tom amarelo-castanho, significa que está pronta para colheita.


Após retirar a bucha, coloque-a em um lugar fresco e seco sobre uma folha de jornal. Em poucos dias, as sementes se soltarão. Outra possibilidade é você mesmo arrancar a casca e depois bater na bucha até que as sementes se soltem. Guarde-as se quiser repetir o processo.
Enquanto sua bucha não fica pronta, compre os modelos de bucha vegetal disponíveis no mercado para não degradar o ambiente com esponjas sintéticas.

fonte equipe eCycle
http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/1332-cultive-sua-propria-bucha-vegetal-.html


11 adubos e repelentes feitos em casa


Extraído do blog plantei


      Para quem tem desejo de cultivar, não importa se em uma varanda, um jardim ou em uma horta, o importante é fazê-lo. Mas muitas vezes plantar não é fácil e para complicar o trabalho, já duro e cansativo, chegam uma infinidade de insetos e parasitas que, se não forem controlados, podem estragar nossas plantas e frustrar nossos esforços.
      Abaixo sugerimos algumas “receitas” para fazer fertilizantes e repelentes 100% orgânicos, que vão ajudar você a manter afastados insetos indesejáveis, respeitando plenamente a natureza.
1. O estrume
      Existe maneira melhor para enriquecer o solo do seu jardim ou quintal que o bom e velho esterco? Você pode comprá-lo em lugares especializados ou, melhor ainda, produzi-lo, se você tiver animais como galinhas, cabras e coelhos. As fezes deste último são aquelas com a maior taxa de nitrogênio e podem ser usadas espalhando-as diretamente à terra. As dos outros animais, em geral, devem ser bem curtidas antes (composteiras).
2. Inseticida spray de alho
      O alho é um poderoso repelente natural, capaz de desencorajar muitos insetos e espantá-los para outros lugares. Para preparar o nosso inseticida, batemos no liquidificador uma cabeça de alho com alguns cravos da índia, juntamente com dois copos de água até obter um composto bem homogêneo. Deixe-o descansar por um dia para depois ser misturado em 3 litros d’água. A mistura assim obtida pode ser vaporizada com um spray, diretamente sobre as folhas das plantas.
3. Chá de urtiga
      Já tocou sem querer numa folha de urtiga e ficou sentindo uma coceira super irritante? Bem, a urtiga pode não ser tão irritante assim quando se torna uma grande aliada para seus cultivos. Calce um par de luvas grossas e colha um pouco de urtiga. Coloque-as de molho em um balde cobrindo-as com água e deixe-as descansar por pelo menos uma semana e estará pronto o seu novo fertilizante líquido 100% orgânico.
4. Inseticida spray de tomate
      As folhas de tomate são ricas em alcalóides, excelentes repelentes para pulgões, vermes e lagartas. Encha dois copos com folhas de tomate picadas e adicione água. Deixe descansar por pelo menos uma noite e dilua a mistura em outros dois copos d’água. Pronto! pode pulverizar seu spray de tomate sobre as plantas. Mantenha o repelente longe dos animais domésticos pois, pode ser tóxico à eles.
5. Cascas de ovos
      As cascas de ovos são um ingrediente interessante para o nosso jardim. Elas possuem um duplo benefício, podem ser usadas seja como fertilizantes seja como repelentes, em pedaços ou trituradas. Se trituradas, polvilhe o pó sobre a base das suas plantas, ou use pedaços, criando uma espécie de anel na base da planta: esta barreira pode afastar os caracóis e algumas lagartas.
6. Tabaco macerado
      A nicotina presente nas folhas de tabaco não cria dependência apenas em seres humanos, mas também em insetos, agindo como um ótimo repelente. Para preparar o tabaco macerado coloque 3 ou 4 cigarros em meio litro d’água. Deixe macerar por dois dias e depois filtre, ou passe o líquido obtido por uma peneira fina. Coloque-o em um spray e está pronto o seu inseticida natural.
7. Inseticida spray de pimenta
      A pimenta é um excelente repelente natural contra pragas. Para preparar o spray, bata no liquidificador em alta velocidade por 2 minutos, cerca de 6 a 10 pimentas (qualquer tipo, mas preferencialmente as mais fortes) com dois copos d’água. Deixe a mistura descansar durante a noite. No dia seguinte, filtre-a e adicione um copo d’água. Despeje o líquido no pulverizador e pronto!
8. Adubação verde
      Seu gramado não está tão verde como você gostaria? Não se preocupe, basta apenas um simples cuidado: quando você cortar a grama não a recolha, deixe-a no chão! Será uma valiosa fonte de nitrogênio. A grama recém-cortada, por ser muito curta, decompõe-se rapidamente, enriquecendo o solo de nutrientes e fazendo o seu gramado ficar ainda mais verde.
9. Adubação com borra de café
      Se você adora e bebe muito café, não jogue fora sua borra que é uma excelente fonte de nitrogênio para o solo, além de ser rica em antioxidantes. Adicione a borra à sua compostagem ou polvilhe-a diretamente sobre o solo.
10. Nematóides amigos
      Eu sei, pode parecer estranho existirem vermes amigos de seu jardim, mas è verdade! Muitas vezes, para controlar a população de pragas são necessárias outras pragas, ou melhor, outros insetos antagonistas. Este tipo de Nematóide bom é capaz de matar muitas pragas do seu jardim, incluindo besouros, gorgulhos e muitos outros. Você pode comprá-los em lojas especializadas.
11. Compostagens
      A compostagem é definitivamente um dos métodos mais simples e eficazes para enriquecer o solo e fazer o seu jardim florescente e produtivo. O que você precisa é de restos de comida e de todas as substâncias ricas em nitrogênio, como grama, folhas ou palha. Você pode fazer a compostagem mesmo vivendo na cidade.
Podemos fazer muito para preservar nossos cultivares sem o uso de produtos químicos e poluentes.
      Bom crescimento à todos!😉
Fonte – GreenMe

quinta-feira, 21 de julho de 2016

bombas de sementes de jornal

Bela postagem do blog SABERES DO JARDIM


Um belo dia, estou eu procurando informações sobre a germinação de alguma espécie de semente, que não lembro mais qual era, quando encontro um post falando sobre bombas de sementes. Fiquei fascinada pela idéia!
Depois de muita pesquisa, encontrei bastante informação e mais de um método de preparo, vários na verdade, por isso resolvi fazer pelo menos dois posts sobre as bombas de sementes. Vou mostrar os métodos que testei e os resultados com todo o passo a passo....   Nesse primeiro post, vou apresentar as bombas de sementes feitas de jornal.
Material
– Jornal ou outro papel picado ou cortado em tiras finas;
– Pote com água;
– Substrato (opcional);
– Sementes;
– Papel toalha.
Como Fazer 
Eu fiz com jornal, mas podem ser usados outros tipos de papel e até papéis coloridos que vão deixar as bombas de sementes mais bonitas. O papel deve estar picado ou cortado em tiras.
bom_jor_01
Coloquei o papel picado em um pote e enchi com água até cobrir. Eu esperei 2 horas para o papel amolecer, mas acho que deveria ter esperado mais. Quanto mais mole o papel estiver melhor.
bom_jor_02
Eu ainda não fiz novos testes com o jornal, mas se fosse fazer, deixaria na água de um dia para o outro.
A maioria dos sites nos quais entrei, que ensinam a fazer as bombas de sementes com jornal, mandam bater no liquidificador ou processador, mas eu não fiz isso e deu certo. Eu realmente não quis usar meu liquidificador, nem meu mini processador para bater jornal.
Depois de deixar o papel amolecer, tirei do pote e espremi bem para tirar o excesso de água. Com a quantidade de jornal que usei resolvi fazer duas bombas de semente, uma eu fiz com substrato e a outra só com as sementes direto no jornal.
bom_jor_03
bom_jor_04
Sementes de ipoméia purpurea
Com o papel bem menos encharcado, fiz uma caminha com o jornal e em uma das bombas coloquei um pouco de substrato e sementes de ipoméia e erva do gato e na outra somente as sementes, sem nenhum substrato.
bom_jor_06
A caminha pronta
bom_jor_07
Eu consegui fechar e fazer uma bolinha, mas coloquei substrato demais.
bom_jor_08
Caminha pronta com substrato e as sementes
Cuidadosamente fechei a bomba fazendo uma bola com o jornal, dobrando as laterais da caminha para dentro, cobrindo o “recheio”. Apertei bem para firmar o jornal, mas achei que ficou muito solto, parecendo que ia se desfazer.
bom_jor_05
A bomba pronta, mas parecendo que ia desmontar
Para deixar a bomba mais firme usei uma folha de papel toalha para envolvê-la e apertei tirando o excesso de água e moldando como se fosse uma bolinha. O papel usado pode ser colocado no minhocário depois.
bom_jor_09
Logo em seguida desenrolei o papel com cuidado e coloquei as bombas para secar na varanda.
bom_jor_13
Bombas prontas e firmes
bom_jor_14
As bombas ficaram com um tamanho ótimo, nem muito grandes, nem pequenas demais
Recolhi as bombas no dia seguinte já bem secas e estavam firmes.
bom_jor_15
As bombas secas
Resultado
Depois que as bombas estavam secas, coloquei em um vaso e reguei todos os dias. Em poucos dias as ipoméias já estavam germinando em ambas as bombas, tanto com substrato quanto sem.
bom_jor_16
Ipoméias são sempre apressadas para germinar
Não notei diferença no tempo de germinação entre uma bomba e outra, mas ainda vou preferir colocar substrato das próximas vezes porque acho que fica mais fácil para acomodar as sementes.
bom_jor_17
Depois de apenas 3 dias as ipoméias estavam germinando
bom_jor_18
As bombas de sementes foram criadas para serem usadas como tal e arremessadas por aí com o intuito de reflorestamento, então se seu propósito for usar as bombas dessa forma tome o cuidado de só colocar nelas sementes de árvores e plantas nativas.
Pesquisando para fazer essas bombas de jornal, vi vários posts com idéias muito legais de bombas feitas com papéis coloridos. Também tiveram aqueles posts que mencionei que recomendavam que o jornal fosse batido no liquidificador.
Na hora de fazer as minhas bombas de sementes eu senti falta dos moldes em formato de estrela e coração que vi em alguns blogs. Achei tão fofos! Também senti falta de ter colocado uma luva de borracha na hora de manusear o jornal, que acaba manchando os dedos.
Eu gostei de fazer essas bombas, não foi trabalhoso e, tirando a parte de amolecer o papel, é bem rápido. As desvantagens de fazer as bombas de jornal é que sujam os dedos (e depois não sai tão fácil) e demandam um pouco mais de trabalho do que as de argila (assunto para os próximos posts) que são bem mais práticas de se fazer. Por outro lado, acho que as bombas feitas de jornal permitem uma germinação mais rápida.
Achei essa uma ótima forma de usar aquelas sementes velhas que a gente nem sabe se germinam mais. É só fazer as bombas, colocar nos vasos ou soltar pelo jardim, regar e quem sabe um dia aparecerá uma muda. Também são ótimas para dar de presente em embalagens bonitas e criativas.

procuro sementes orgânicas ou crioulas de milho


Amigos estou auxiliando um produtor rural e precisamos de Sementes de milho orgânico ou crioulo. 
Com a finalidade de desenvolver a atividade de avicultura orgânica.
Precisamos de 20 quilos de sementes.
Podem indicar de quem ele pode comprar??


obrigado




alexandre panerai 
agropanerai@gmail.com

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Agroflorestas se espalham pelo país: cultivo sem desmatamento. Agricultura Sintrópica

O agricultor Adeílson Ataliba mostra um cafeeiro do seu terreno em Silva Jardim: “A terra era seca e o solo, rachado, quase pedra. Depois que comecei a agrofloresta, mudou tudo. Você cava com o pé, de tão macio”. Foto: Hermes de Paula


À primeira vista, pode parecer uma mata crescendo sem interferência humana, tal a quantidade de árvores. Mas, caminhando pela área, o visitante identifica a grande variedade de alimentos brotando de arbustos e das próprias árvores. Limão, açaí, manga, acerola, caju, banana, laranja e muito mais. Nada está ali por acaso. As espécies que geram esses frutos foram cuidadosamente plantadas neste terreno em Silva Jardim, no interior do estado. Trata-se de uma agrofloresta.

— Quando me falaram, achei que era coisa de maluco. ‘Plantar sem desmatar a floresta? Vai semear como? Vai ter que fazer casa em árvore e morar que nem índio’ — conta a agricultora Marlene Assunção, de 52 anos, dona da propriedade. — Hoje eu entendo. As coisas vão estar aqui para nossos netos. É menos egoísta.

As agroflorestas, também chamadas de sistemas agroflorestais (SAF), vêm ganhando relevância no país como uma alternativa que alia a produção de alimentos, necessária num mundo de população crescente (seremos 8,5 bilhões de Homo sapiens em 2030, segundo estimativas da ONU), com a preservação de florestas, não menos importante num planeta que precisa manter seus recursos naturais e, assim, frear as mudanças climáticas. O conceito preconiza que a agricultura pode se beneficiar, e muito, de áreas intensamente arborizadas.

prática agroflorestal já existe há décadas, mas agora começa a receber a devida atenção, disseminando-se pelo país. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, está dando início a um projeto para identificar, mapear e estimular agroflorestas nas regiões Sul e Sudeste. No Estado do Rio, há exemplos de SAFs concentrados, principalmente, em Paraty, no Maciço da Pedra Branca (Zona Oeste do Rio) e na região de Casimiro de Abreu, onde uma oficina do Projeto Agenda Gotsch está capacitando 60 agricultores para adotar essas práticas em suas terras.

Marlene Assunção corta palmito em sua fazenda em Silva Jardim, interior do Estado do Rio. Foto: Agência O Globo

Agricultura sintrópica

A oficina é ministrada pelo pesquisador suíço Ernst Götsch, um dos pioneiros desse método de cultivo no país. O agricultor veio para o Brasil na década de 1980, estabelecendo-se numa fazenda no Sul da Bahia. Desde então, desenvolve técnicas de recuperação de solo com métodos de plantio que mimetizam a regeneração natural de florestas.

— Queremos trabalhar para criar agroecossistemas, que promovem essa integração. Em vez de estabelecer áreas de proteção permanente, constituir sistemas de integração permanente, que permitam ao agricultor produzir melhorando o solo e criando um ecossistema mais próspero — afirma Götsch, que está gravando uma série de vídeos para divulgar suas técnicas na internet.

O europeu usa a expressão “agricultura sintrópica” para definir o conceito que busca divulgar. Trata-se do uso de dinâmicas naturais para enriquecer ou recuperar o solo, que se torna apto para a produção agrícola sem a necessidade de fertilizantes químicos, apenas usando os recursos naturais. E sem devastação da mata.

Mas, para aproveitar ao máximo o que a natureza oferece para o cultivo, o manejo da floresta é fundamental. Quem explica é o técnico ambiental Nelson Barbosa, coordenador do Programa de Extensão Ambiental da Associação Mico-Leão-Dourado, em Silva Jardim. Segundo ele, a cada cinco anos, é preciso podar árvores, até mesmo derrubar algumas delas, e deixar os resíduos no solo. São estes resíduos (galhos e folhagens, por exemplo) que espalham na superfície os nutrientes absorvidos, anteriormente, pelas raízes das árvores nas camadas profundas da terra.

— É importante ter áreas de luz direta e sombras na plantação. É aí que ajudamos, levando equipamentos adequados para o manejo e mostrando onde fazer — explica Barbosa.

Cortar árvores da tão degradada Mata Atlântica pode parecer negativo, mas órgãos e ONGs ambientais dão força à prática feita de forma consciente. O Ministério do Meio Ambiente apoia agroflorestas em diferentes regiões. Em setembro de 2015, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) publicou uma resolução que regulamenta o manejo sustentável da floresta, para apoiar os SAFs em território fluminense.

— A agrofloresta é uma alternativa de proteção ambiental, mas também uma reserva de segurança alimentar — diz o pesquisador Eduardo Campello, da Embrapa Agrobiologia, que trabalha no mapeamento das SAFs. — Já temos um questionário pronto e espero ter resultados desse projeto em breve.

Fonte: O Globo

Agrotóxicos: ANVISA divulga lista dos alimentos com maior nível de contaminação


Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou uma lista com alimentos considerados saudáveis por todos, mas que em testes exibiram alto nível de contaminação por agrotóxicos. Para fazer o levantamento, a Anvisa levou em consideração dois pontos fundamentais:
1) Teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido;
2) Presença de agrotóxicos não autorizados para o tipo de alimento.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos analisou quase 2.500 amostras de 18 tipos de alimentos nos estados brasileiros. O resultado das análises é preocupante: cerca de 1/3 dos vegetais que o brasileiro mais consome apresentaram resíduos de agrotóxicos acima dos níveis aceitáveis.
Se você acha que frutas e legumes eram saudáveis, é melhor rever seus conceitos. Ao invés de nutrientes, você pode estar ingerindo produtos tóxicos que fazem muito mal para sua saúde. Os agrotóxicos são amplamente utilizados no campo para proteger as plantações de pragas. Um levantamento de 2010 indica que só naquele ano foram usadas 1 milhão de toneladas de agrotóxicos em plantações no país. Isso dá cerca de 5 kg para cada brasileiro. Na lista, quase todas as amostras coletadas de pimentão apresentavam contaminação acima do aceitável. Só a batata se salvou, não apresentando nenhum lote contaminado.
Consumo de alimentos contaminados pode causar câncer
A Anvisa alerta os consumidores para os riscos de se ingerir agrotóxicos. Segundo o órgão, o consumo prolongado e em quantidades acima dos limites aceitáveis pode acarretar vários problemas de saúde. Uma menor exposição pode causar dores de cabeça, alergias e coceiras, enquanto uma exposição maior pode causar distúrbios do sistema nervoso central, mal formação fetal e câncer.
A Academia Americana de Pediatria conduziu um estudo com mais de mil crianças, onde 119 apresentaram transtorno de déficit de atenção. Essas 119 crianças passaram por exames mais detalhados e constatou-se que seus organismos tinham organofosforado (molécula usada em agrotóxicos) acima da média.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Capim-elefante: o manejo que garante produção e reduz custos




O capim elefante é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, fácil adaptação aos diversos ecossistemas e boa aceitação pelos animais, sendo largamente utilizado na alimentação de rebanhos leiteiros sob as formas de pastejo, feno e silagem. 

É também a forrageira mais indicada para a formação de capineiras, para corte e fornecimento de forragem verde picada no cocho, pois, além de uma elevada produtividade, apresenta as vantagens de propiciar maior aproveitamento da forragem produzida e redução de perdas no campo.

Existem diversas cultivares de capim elefante sendo utilizadas para corte e fornecimento no cocho, mas tanto a produtividade como a qualidade da forragem estão mais relacionadas com o manejo do que com a cultivar utilizada. Os resultados obtidos em termos de produção de leite são bastante variáveis. Isso é causado, quase sempre, pela utilização de forragem com diferentes idades e que apresentam valores nutritivos variáveis, afetando, conseqüentemente o consumo diário dos animais. A rápida perda de qualidade decorrente do aumento da idade da planta é um fator observado no capim elefante e na maioria das forrageiras tropicais.

Entre as preferidas para corte em propriedades leiteiras pode-se citar a variedades mineiro, napier, taiwan, cameroon e cultivar roxo, com plantas que apresentam diferentes tipos morfológicos. Os produtores têm usado características individuais da planta para orientar a melhor forma de uso das cultivares. O custo de formação, características produtivas e adaptação ambiental das cultivares disponíveis são referências importantes para orientar a escolha. Cultivares com predominância de perfilhos basais são as mais indicadas para uso em capineiras. Poucas são as cultivares para uso específico sob pastejo, constituindo exemplos a pioneiro e a mott.



Considerando o problema de estacionalidade, sugere-se o uso de cultivares de florescimento tardio, cujo fenômeno está relacionado com melhor distribuição da produção de forragem ao longo do ano. As demais são de duplo propósito. Várias pesquisas em que se utilizou capim elefante sob pastejo, foram desenvolvidas pela Embrapa-Gado de Leite. Foram avaliados os efeitos de períodos de ocupação da pastagem de um, três e cinco dias, sobre a produção de leite, com 30 dias de descanso do pasto. Constatou-se que embora ocorram variações diárias na produção de leite nos três períodos de ocupação num mesmo piquete, isso não afeta a produção média por animal e por área. As produções anuais de leite atingiram 14.568, 14.448 e 14.352 kg/ha para um, três e cinco dias de ocupação, respectivamente.

Com o pastejo de um dia por piquete, a produção de leite é mais uniforme, pois nessas condições a variação na qualidade da forragem disponível é minimizada. Entretanto, essa prática exige um grande número de piquetes. Por outro lado, quando um piquete é utilizado por mais de um dia, a qualidade, a disponibilidade e a ingestão de forragem é maior no primeiro dia e menor no último. Nesse caso, a seletividade animal é exercida, tendo como conseqüência uma maior oscilação na produção de leite. Considerando a economia em cercas, facilidade de manejo e a baixa oscilação da produção de leite por animal, recomenda-se utilizar três dias de pastejo com trinta dias de descanso, em pastagem de capim elefante.

Na Embrapa-Gado de Leite não foi observado o efeito de diferentes períodos de descanso (30, 36 e 45 dias), sobre a produção de leite por animal, no período das águas. No entanto, foi observado que ocorre uma significativa redução na produção de leite quando os piquetes são pastejados após os trinta dias de descanso, em conseqüência da perda de qualidade, pelo aumento da idade da planta. Com 30 dias de descanso e com o fornecimento de concentrado, a produção de leite por área aumentou 891 kg/ha de leite em 180 dias, implicando consumo de 1.800 kg de concentrado, o que provavelmente não compensa o aumento no custo de produção.

AVALIANDO ALTERNATIVAS


O uso exclusivo de pastagem não é suficiente para sustentar uma produção de leite estável ao longo do ano, pois o capim elefante, como a maioria das forrageiras tropicais, são sujeitos ao fenômeno da estacionalidade, concentrando a produção no período chuvoso com queda significativa no período seco. Assim, durante a época de baixa disponibilidade de forragem torna-se necessário suplementar a pastagem com forragem conservada, forragem verde picada ou, ainda, forrageiras de inverno e concentrados. O processo de intensificação da produção de leite deve considerar a utilização de sistemas que exijam pequeno investimento e que sejam auto-sustentáveis.



Nesse sentido, a intensificação da produção baseada no uso de algumas gramíneas podem se constituir em uma boa alternativa para o período de escassez do pasto. Entre as mais utilizadas destacam-se a cana-de-açúcar, aveia, azevém, alfafa e as do gênero Cynodon. Sobre esta, a prática e os experimentos têm revelado bons resultados na intensificação da produção de leite a pasto e na produção de feno. Entre as cultivares recomendadas encontram-se a coastcross-1, tifton 68, tifton 85, florakirk, florona, estrela e florico.


Para pastagens de coastcross-1, a Embrapa-Gado de Leite tem recomendado um dia de pastejo e 32 dias de descanso no período seco e 25 dias no período chuvoso. Quando bem adubada, irrigada e com o uso de suplementação baseada em 3 kg/vaca/dia de concentrado, essa pastagem possibilitou uma taxa de lotação de cinco vacas/ha e produção de 17 kg/vaca/dia de leite. Estes resultados foram obtidos com vacas Holandesas puras e período de avaliação de 40 semanas.



Já a cana-de-açúcar, um volumoso muito utilizado para alimentação de bovinos na época seca, apresenta características de importância forrageira, como elevada produtividade, riqueza em energia, maturação e colheita coincidente com o período de menor crescimento do pasto. Por apresentar baixo teor de proteína bruta, essa forrageira deve ser associada a uma fonte de nitrogênio não-protéico - no caso, a uréia, acrescida de uma fonte de enxofre. O fornecimento da mistura cana-de-açúcar + uréia deve ser precedido de adaptação dos animais por uma semana.



Para cada 100 kg de cana-de-açúcar picada, recomenda-se usar 500 g da mistura uréia + fonte de enxofre (9:1), diluídas em água. Na segunda semana, usa-se 1% da mistura uréia + fonte de enxofre, com a mesma quantidade de cana. Animais em crescimento, suplementados a pasto com a mistura cana-de-açúcar + uréia, podem obter ganhos de peso de 250 g/animal/dia. Quando se adicionam diferentes suplementos, os ganhos de peso diário podem variar de 420 a 830 g/animal. Pastagens de capim-elefante, suplementadas com cana-de-açúcar mais uréia no período seco possibilitam produções de leite de 7,7 e 9,0 kg/vaca/dia, sem e com o uso de 2 kg/animal/dia de concentrado, respectivamente.



As aveias amarela e preta e o azevém são forrageiras para uso exclusivo no período de inverno, sendo recomendadas para alimentação de vacas em lactação. O plantio deve ocorrer após a colheita da cultura de verão, em áreas de baixada. De uso tradicional na região sul, essas forrageiras quando utilizada na região sudestes exigem o uso contínuo da irrigação, o que onera o custo de produção de leite. O primeiro corte deve ocorrer entre 40 e 50 dias após o plantio, de 5 a 10 cm do solo, devendo-se repetir a operação a cada três ou quatro semanas.


O pastejo deve ser iniciado quando a aveia alcançar uma altura entre 25 e 30 cm e, para o azevém, 20 cm aproximadamente, podendo ser manejados sob pastejo contínuo ou rotativo. Diversas pesquisas têm mostrado produções de leite ao redor de 14 kg/vaca/dia em aveia e azevém e ganhos de peso de 1,0 kg/animal/dia, com animais em crescimento em pastagens de aveia.


A alfafa se destaca por apresentar alta produtividade e qualidade, sendo o volumoso recomendado para animais de alto potencial para produção de leite. Muito usada em países de clima temperado, a alfafa vem sendo cultivada com sucesso em áreas tropicais, proporcionando aumento de produção em sistemas intensivos. Pode ser usada, como forragem conservada (feno ou silagem), como verde picado ou sob pastejo, com excelentes resultados em termos de produção de leite. No Brasil, a cultivar mais utilizada e com maior disponibilidade de sementes no mercado é a Crioula. A cultivar Flórida 707, em pesquisa recente, também tem mostrado boa adaptabilidade em condições tropicais.



Os cortes devem ser feitos no início do florescimento, a cinco cm do nível do solo, a cada 25 dias durante a estação chuvosa e a cada 35 dias na época seca. O pastejo deve ser rotativo, obedecendo a um dia de pastejo e a 25 ou a 35 dias de descanso, para as épocas chuvosa e seca, respectivamente. Em pesquisas realizadas na região Sudeste, sob irrigação, a alfafa mostrou potencial de produção acima de 26.000 kg/ha de feno, no primeiro ano da cultura. Sob pastejo exclusivo, usando vacas puras Holandesas, foram obtidos 54 kg/ha/dia de leite.


Esse texto foi redigido pelos pesquisadores Antonio Carlos Cóser, Carlos Eugênio Martins, Agostinho Beato da Cruz Filho e Antônio Vander Pereira, todos da Embrapa-Gado de Leite.


FONTE:

Revista Balde Branco - Número 424 - Fevereiro/2000

R Gomes Cardim, 532 – CEP 03050-900 – São Paulo-SP

Tel: (11) 3315-6294 / 3115-6292 - Fax: 3315-7230

E-mail: baldebranco@baldebranco.com.br

Assinaturas: 3315-6285





JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO?

Cuidar do lixo que produzimos para que seja o menos agressivo possível ao meio ambiente, dando-lhe o destino adequado é nossa responsabilidade, caso contrário, ficaremos literalmente submersos a ele.
Numa cidade como São Paulo, aproximadamente 60% do lixo coletado consiste em material orgânico, diariamente descartado de nossas cozinhas. Ter um minhocário urbano pode auxiliar a reciclar estes restos de comida, produzir o húmus, valioso para os vasos  e obter também um biofertilizante excepcional para a nutrição das plantas.
Saiba como funciona o minhocário:


http://www.dicasdoitaim.com.br/tag/minhocario/
Mariangela

Aprenda a fazer compostagem 100% vegetal e gere seu próprio adubo orgânico





Obs: Se você já está produzindo o Composto 100 % Vegetal, mesmo com alguma alteração no processo e nos materiais, ou se pretende iniciar a produção, pode entrar em contato conosco para compartilhar essa experiência pelo e-mail cnpab.monitoramento@embrapa.br

A Compostagem 100% vegetal utiliza matérias-primas renováveis e abundantes para obtenção de fertilizantes e substratos orgânicos, também conhecidos como adubos naturais. Aproveita resíduos e subprodutos de origem vegetal, que são isentos ou apresentam reduzida carga de contaminação química e biológica. É uma técnica muito simples, que pode ser utilizada com baixo custo e com reduzido emprego de mão-de-obra.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Aprenda a fazer uma horta em apenas um metro quadrado

Extraído do site: ciclo vivo


Aprenda a fazer uma horta em apenas um metro quadrado
Muitas pessoas que têm pouco espaço em casa acham que não é possível cultivar seus próprios alimentos. Mas, paisagistas ensinam que mesmo em pequenos ambientes é possível fazer hortas caseiras.
Em 2011, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou que 28% dos vegetais consumidos no Brasil  possuem resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. A alternativa então é cultivar seus próprios orgânicos, mesmo que o espaço seja pequeno.
Hoje, o CicloVivo separou o sistema do SERPAR (Serviço de Parques de Lima, no Peru) que ensina a cultivar uma horta quase completa ocupando apenas um metro quadrado.
Ideal para pequenos espaços, esta horta é cada vez mais popular entre os jardineiros urbanos. Ela é suficiente para o abastecimento diário de legumes de uma pessoa por um mês.
Por ocupar um pequeno espaço, a horta permite que o cultivador alcance toda ela para plantar, regar e colher, sem que precise de muito esforço. Além disso, é possível trabalhar na horta ao nível da cintura, o que facilita o cultivo por deficientes físicos.
Este sistema de cultivo é dividido entre quadrados e retângulos menores. Cada espaço tem um legume ou erva diferente.
Veja quais alimentos você pode cultivar e suas categorias:
Plantas pequenas: Rabanete, cenoura, cebola, espinafre, beterraba, alface e salsa.
Plantas grandes: Repolho, brócolis, couve-flor, berinjela e pimentas.
Plantas verticais: Tomate, pepino, vagem, ervilha e feijão.
Imagem: SERPAR (Serviço de Parques de Lima, Peru)
Na construção da estrutura podem ser usados tubos de ferro ou de PVC utilizados em alambrados ou também é possível adaptar e reutilizar algum outro material, como pedaços de madeira.
As plantas maiores ficam nas fileiras de trás e as menores, na frente, para que todas recebam a luz do sol. As plantas verticais, como os tomates, devem ser penduradas na estrutura. Amarre-as bem para que suportem o peso e o vento.
A rotação de cultivos é automática. Por exemplo, um cultivo que leva mais tempo, como o do tomate, pode ser plantado entre outros cultivos de colheita rápida e que seriam colhidas antes que a planta precise de mais espaço.
Redação CicloVivo