Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

sábado, 13 de fevereiro de 2016

As receitas naturais mais bombadas contra pragas





Formiga, pulgão, lesma, caracol, cochonilha, mosca-de-frutas... até vampiro vai passar

 longe das suas plantas depois que você preparar algumas das receitas caseiras que

 nossa jardineira Carol Costa ensina neste programa. Todas podem ser usadas em 

qualquer tipo de planta porque não contêm nenhum produto tóxico a seres humanos e

 bichos de estimação. Já para os insetos, essas receitas são matadoras (literalmente!).

 Pode usar na horta, nas orquídeas, no gramado, no pomar ou em qualquer outra parte 

do jardim. Para mais dicas de jardinagem,

 acesse o site Minhas Plantas (http://www.minhasplantas.com.br).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Minha hortinha de pé quadrado

Uma horta pode ser grande ou pequena, mas as condições indispensáveis para o sucesso no cultivo de hortaliças são:
  1. Receber diariamente a luz do sol, por período superior a duas horas. (SOL)
  2. Serem irrigadas, quando necessário. (ÁGUA)
  3. Receberem nutrientes. (ADUBO)
Tendo estes três elementos, estaremos no caminho certo.
Bom dia.
alexandre panerai
eng. Agrônomo



Minha hortinha de pé quadrado

Além de produzir verduras em grande escala, sempre me interessei pela produção em pequena escala - na cidade, no fundo do quintal e até em prédios. Escrevi artigos a respeito, entre outros: “Uma micro-horta orgânica”. Depois, minha esposa Tini sugeriu fazer uma para que eu mesmo ganhasse experiência e provasse a viabilidade e o retorno de produzir assim.


Comecei a estudar mais o assunto e descobri que um americano Mel Bartholomew popularizou o “square foot garden”, ou seja, a horta de 1 pé quadrado. Compramos tábuas e caibros e fizemos uma caixa de 1.20 x 1.21 m, o que dá praticamente 1.5 metros quadrados, com 30 cm de profundidade. O fundo foi feito de tabuas. Para o conforto, fiz com quatro pés para ficar na altura de uma mesa. A caixa pode ser feita sem fundo, se for colocada no chão. Dividimos a caixa em 16 pedaços de 30 x 30 cm – marcados com barbante - colocamos uma mistura de terra com substrato vegetal 50% x 50%, e mais 20 kg de húmus de minhoca. Localizamos a caixa na direção norte – sul.

No dia primeiro de junho, colocamos 13 mudas compradas prontas e semeei um pé quadrado com cenouras, um com rabanetes e um de beterrabas. As mudas grandes como tomate e vagem, que precisam ser amarradas, ficaram no lado sul, as plantas menores na frente, com isso todas as plantas recebem sol, o que é muito importante, especialmente no inverno. No verão pode-se colocar sombrite a 30%. Semeei mais 80 sementes entre as plantas para aproveitar o espaço, pois o rabanete cresce rápido e pode ser colhido em 30 dias sem atrapalhar as mudas.

Hoje, 19 de agosto, ou seja, 80 dias de crescimento, colhi 75 rabanetes com 1.6 kg de folhas, que foram usados no suco verde, 12 beterrabas pequenas com bastantes folhas, que também entraram no suco, 320 g de rúcula, 3 alfaces, 1 chicória de 400 g, 1 acelga de 1 kg e 15 folhas de couve. Os 4 pés de tomate estão com 90 frutos chegando no próximo mês, e também 1 repolho, 1 couve-flor e 1 brócolis. Quatro lugares ficaram vazios depois da colheita então plantei mudas de chicória e brócolis ramosos. A quantidade de água que precisa no começo é pouca, mas depois de as plantas ficarem grandes, chega a ser de 6 a 10 litros por dia.

A hortinha fica quase encostada na minha casa e passo três vezes por dia para admirá-la e cuidar. Ela está me dando muito prazer!

Joop Stoltenborg
fonte:http://www.aboaterra.com.br/artigos/?id=685

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bananeira orgânica é bom negócio para pequeno produtor


Foto: Léa Cunha
Léa Cunha -
Se existe uma cultura fácil de ser adaptada ao sistema orgânico de produção é a bananeira. "Cerca de dois terços de toda a fitomassa da bananeira retorna para o solo, ou seja, ela restitui quase 70% do que produz", afirma Ana Lúcia Borges, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e representante da Empresa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades governamentais e não governamentais.
 
No Brasil, estima-se que apenas 0,5% da área colhida de banana esteja sob monocultivo orgânico, ou seja, em torno de 2.400 hectares. De acordo com dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentre todas as frutas produzidas no Brasil, a banana ocupa o segundo lugar em área colhida (aproximadamente 485 mil hectares), produção (cerca de 6,9 milhões de toneladas) e consumo aparente por habitante (30 kg/ano).
 
Para ser considerado orgânico, o produtor deve usar técnicas ambientalmente sustentáveis e não pode utilizar agrotóxicos nem adubos químicos solúveis, que devem ser aplicados rigorosamente de acordo com as instruções para que não haja excesso em relação à capacidade de absorção das plantas e, a longo prazo, não tragam danos ao ecossistema.
 
Para ser regularizado, existem três opções: certificação por um Organismo da Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC) credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), organização em grupo ou cadastramento no Mapa para realizar a venda direta sem certificação. Além disso, pode seguir o sistema orgânico de produção para a cultura da banana, organizado pela Embrapa, que está na segunda edição. A publicação reúne informações técnicas sobre estabelecimento da cultura, preparo da área, seleção de variedades e mudas, práticas culturais, manejos de doenças, nematoides, insetos e ácaros, além dos manejos na colheita e pós-colheita, com base nos regulamentos aprovados para a produção orgânica.
 
Mercado
 
Por ter princípios bem definidos pelas certificadoras, o mercado de banana orgânica diferencia-se do convencional devido às peculiaridades dos processos ‘antes da porteira' e ‘depois da porteira'. "Os cuidados nas fases de comercialização são maiores e, por isso, o percentual de perda do produto é menor que os cerca de 40% encontrados para as bananas convencionais, embora não haja estudos com dados percentuais mais próximos da realidade", declara a pesquisadora Áurea Albuquerque, doutora em Economia Agrícola.
 
No momento sob forte expansão, o mercado brasileiro de banana orgânica está concentrado em centros de distribuição especializados (atacados), redes de supermercados com processos de logística que englobam produtos orgânicos e feiras livres especializadas – com vendedores cadastrados em associações ou cooperativas. "Tanto nas feiras especializadas quanto nas redes de economia solidária a rentabilidade do produtor, que muitas vezes é o próprio vendedor, é maior, pois a maximização do lucro é relegada a segundo plano", salienta Áurea.
 
Segundo a pesquisadora, a exportação de banana orgânica brasileira vem crescendo nos últimos anos. O destaque fica para produtos processados, como a banana passa proveniente do Projeto Jaíba, em Minas Gerais, e exportada, principalmente para a União Europeia e os Estados Unidos. "Além das exigências que os agricultores devem atender para exportação, somam-se os requisitos para certificação orgânica, institucionalizados por órgãos internacionais, o que confere  garantia adequada ao produto". 
 
Para o consumidor, a certificação é a garantia da procedência e da qualidade orgânica de um alimento natural ou processado. Para o produtor certificado, agregação de valor ao seu produto é um diferencial de mercado que estabelece uma relação de confiança com o consumidor. Além disso, por não utilizar agrotóxicos, a saúde dos próprios agricultores é preservada.
 
Nutrientes
 
Fertilizantes, corretivos e inoculantes somente podem ser usados se permitidos pela Instrução Normativa 17, de 18 de junho de 2014, do Mapa. Os nutrientes podem ser supridos por meio de fontes orgânicas (adubo verde, esterco animal, torta vegetal ou cinza) ou minerais naturais (calcário, fosfato natural e pó de rocha) ou da mistura das duas fontes.
 
O ideal é que o produtor aproveite resíduos da sua propriedade (fitomassa da bananeira e outras culturas), para reduzir custos com transporte, e utilize coberturas vegetais apropriadas para o ecossistema da região. "A agricultura orgânica é mais adequada e viável ao pequeno agricultor porque ele pode usar tudo da sua área. Se ele tem um animal, até mesmo uma galinha, pode usar o esterco, fazer o composto e colocar na bananeira", exemplifica a pesquisadora. Outros resíduos que podem ser usados no composto são bagaço de laranja ou de cana-de-açúcar, cinzas de madeira, polpa de sisal, raspa de mandioca, torta de algodão, cacau ou mamona. Também existem no mercado produtos certificados. 
 
O composto orgânico demora cerca de três meses para liberar os nutrientes. "No sistema orgânico o fruto realmente cresce menos. Como o nutriente não está prontamente disponível, a liberação é lenta, mas observamos que isso tem uma vantagem. O fruto cresce devagar, concentra o brix [a doçura], fica com tamanho adequado, em torno de 90 a 100g, e mais saboroso. Para o consumidor, isso pode ser importante", informa. 
 
"Particularmente, a bananeira é uma planta muito fácil de produzir de forma orgânica porque anualmente não é necessário colocar tanto adubo já que ela restitui ao solo dois terços da sua fitomassa. Da bananeira, só saem os frutos. Então, tem que se repor os nutrientes que saíram com o cacho. Tudo volta, até o engaço [estrutura que segura os frutos]'.
 
crotalária
Conservação do solo
 
Uma preocupação constante do produtor orgânico precisa ser com a conservação do solo, que deve ser mantido sempre coberto. Por isso, na fase de formação do bananal é recomendável o plantio de leguminosas e não leguminosas nas entrelinhas do bananal. "As plantas utilizadas como adubo verde devem ter crescimento inicial rápido, para abafar as plantas espontâneas e produzir grande quantidade de massa verde", explica José Egídio Flori, pesquisador da Embrapa Semiárido (PE). Ao serem cortadas, as plantas de cobertura devem ser deixadas sobre a terra. Esse material orgânico se decompõe, liberando nitrogênio – principalmente as leguminosas – e outros nutrientes.
 
Nos experimentos em área de produtor, as leguminosas que trouxeram melhor resultado foram feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), crotalária (Crotalaria juncea), guandu ou feijão-de-corda (Cajanus cajan) e cudzu tropical (Pueraria phaseoloides). Perene e tolerante à sombra, o amendoim forrageiro (Arachis pintoi) deve ser usado apenas em regiões de boa pluviosidade ou em bananais irrigados. "O produtor pode consorciar a bananeira com uma cultura que ele pode vender também e ter uma renda a mais, como o guandu", salienta Ana Lúcia.
 
Pragas e doenças
 
De acordo com a Instrução Normativa 17 do Mapa, nos sistemas orgânicos, deve-se priorizar a utilização de material adaptado às condições locais e tolerantes a pragas e doenças. "O grande problema do sistema orgânico é a mão de obra. No sistema convencional, o monitoramento é feito para avaliar se precisa fazer o controle. No orgânico, tem que ser o tempo todo. Quando aparecer uma praga, o produtor tem que retirar antes que se alastre. A vistoria precisa ser constante", alerta Ana Lúcia. Por isso, a melhor alternativa para o controle é a utilização de estratégias de manejo integrado de pragas (MIP).
 
"Não existem variedades de bananeira desenvolvidas especificamente para plantio em sistemas orgânicos de produção, mas as variedades utilizadas para o sistema convencional vêm sendo cultivadas com sucesso, adotando-se as práticas recomendadas para o sistema orgânico. A Embrapa tem uma série de variedades resistentes, que permitem o cultivo sem a utilização de agrotóxicos", esclarece. Para verificar o comportamento de oito variedades de bananeira no sistema orgânico, dois experimentos foram implantados em locais com condições e climas distintos: no Perímetro Irrigado Pedra Branca, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré (BA), e outro na Unidade de Pesquisa de Produção Orgânica (UPPO), na área da Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas (BA). As variedades foram Prata Anã, Pacovan, BRS Platina, BRS Princesa, BRS Japira, BRS Preciosa, BRS Vitória e Galil-18. No primeiro ciclo, destacaram-se, no ecossistema Semiárido, a bananeira BRS Preciosa e, no ecossistema Mata Atlântica, a BRS Platina. No segundo ciclo, destacou-se a BRS Princesa no Semiárido e a ‘Galil 18' na Mata Atlântica.
 
"A resistência a doenças importantes e a rusticidade, em especial, das variedades BRS Platina e BRS Princesa facilitam a adoção e o cultivo em áreas onde o uso de tecnologia ainda é incipiente", confirma o pesquisador Edson Perito Amorim, líder do Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos da Embrapa.
 
Em Pedra Branca, além do experimento de competição de variedades de bananeira na área do produtor João Conceição, foi conduzida, de 2010 a 2013, uma área com a cultivar Pacovan orgânica, cujo acompanhamento foi feito por técnicos da assistência técnica Projetec, contratada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). "Na área de Pacovan obtivemos bom resultado de produção, que foi em média de 23 t/ha. O desempenho de produção e qualidade dos frutos da bananeira orgânica foi bom", completa José Egídio Flori.
 
O agricultor João Conceição, que já cultivava hortaliças orgânicas, teve bons resultados com a banana orgânica. "A produtividade foi muito boa. Eu segui todas as recomendações do pessoal da Embrapa e da assistência técnica porque acho que o produtor não pode fazer as coisas só da cabeça dele. Fiz até análise do solo. Só não pude ganhar mais porque não sou certificado e precisei vender as bananas para o atravessador junto com as convencionais", salienta.
 
Léa Cunha (MTb 1633/BA)
Embrapa Mandioca e Fruticultura

Telefone: (75) 3312-8076

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Leite cru e água: fungicida simples e barato


 Buscando a utilização de práticas alternativas para reduzir o uso de agrotóxicos, a Embrapa demonstra que o leite de vaca controla o oídio de forma simples, mais barata e com menos danos ao homem e ao meio ambiente. A mistura de leite com água foi testada em diversas culturas como as do pepino, abobrinha, tomate, rosa, soja, eucalipto e alface, mostrando-se eficiente no combate da doença. 
Doença provocada por um fungo, o oídio se parece com um pó branco e é encontrado nas folhas das plantas. Se não for controlado, pode tomar toda a plantação atrapalhando o crescimento das plantas, reduzindo a produção e, conseqüentemente, os ganhos do produtor. A produção de culturas como a da abobrinha pode cair em até 60% quando atacada pela doença.
A receita para uso do leite no combate do oídio é bem simples: basta preparar uma solução de 5% de leite de vaca cru e 95% de água e pulverizá-la sobre a plantação. Os estudos que chegaram a essa mistura foram feitos pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Wagner Bettiol, que participa do programa. “A solução é totalmente inócua ao meio ambiente, não causando nenhum impacto ambiental, diferentemente dos fungicidas utilizados para o controle da doença”, enfatiza o pesquisador. Além disso, os produtos químicos indicados para o combate ao oídio são caros, custando em média, R$ 135,00 o litro.

2007/06/18
15'
Maria Cristina Tordin
Email: cris@cnpma.embrapa.br
Telefone: (19) 3869-2481
Embrapa Meio Ambiente

Repelente à base de neem, citronela e andiroba é alternativa natural e eficaz no combate a insetos

Extraído do site:http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/3199-repelente-repel-alternativa-natural-sustentavel-arvore-neem-oleo-andiroba-citronela-uso-humano-medicinal-livre-quimica-nociva-propriedades-beneficios-saude-meio-ambiente-eficaz-contra-insetos-mosquitos-moscas-pernilongo-dengue-como-onde-encontrar-comprar.html

Cansado dos repelentes comuns e cheios de químicos tóxicos? Conheça o Repel-Neem: um produto sustentável que combina citronela, andiroba e neem. Confira suas propriedades

É atribuída ao Dalai Lama, figura política e espiritual do Tibete, a frase: "Se você se acha pequeno demais para mudar o mundo, tente dormir com um pernilongo no quarto". Porém, até mesmo o maior representante do budismo no mundo admite em vídeos que, quando o terceiro mosquito se aproxima para bebericar seu sagrado sangue, a paciência já ficou para a próxima encarnação. Imagine só nós, meros mortais que detestamos filas de banco ou os anúncios de cinco segundos dos vídeos na internet.
Mas graças a Deus (ou aos deuses) foi inventado o repelente de insetos natural. Na flora, existem diversas espécies de plantas que podem nos ajudar com esse karmacoletivo. Três delas estão presentes no repelente natural da Preserva Mundi: neem, andiroba e citronela.
Vamos falar um pouco das propriedades dos óleos extraídos de cada uma delas:

Óleo de neem

Neem é uma árvore nativa da Índia com propriedades medicinais e terapêuticas, podendo ter muitas de suas partes aproveitadas, como sementes, folhas e casca. É usada na indústria farmacêutica e em produtos de higiene e de limpeza. Dentro do seu fruto há uma semente que apresenta uma amêndoa. Esta, ao ser triturada e prensada a frio, gera o óleo de neem. A massa resultante da prensagem pode ser usada como adubo controlador de fungos (ou vermífugo na alimentação animal). Ou seja, tudo da árvore é aproveitado.
O óleo obtido é rico em ácidos graxos. É inseticida orgânico eficaz contra mais de 200 espécies de insetos, como baratas e piolhos. Possui propriedade antifúngica (contra 14 tipos de fungos de pele, inclusive micoses), antibacteriana (eficaz contra as causadoras de cravos e espinhas), antiviral, antisséptica (contra caspa e seborreia) e anti-inflamatória. Alivia coceiras e vermelhidões causadas por picadas de insetos. Pode ser usado nos pets, afasta pulgas, carrapatos e sarnas, além de proporcionar brilho ao pelo do animalzinho - basta adicionar ao xampu e ao sabonete do bichinho.
Por fim, uma curiosidade: melhora a aparência de objetos enferrujados.
O óleo de neem é biodegradável e não é bioacumulável.

Óleo de andiroba

A andiroba é um planta nativa da Amazônia e seu fruto é uma cápsula que se abre ao cair no chão, liberando de quatro a seis sementes - é dessas sementes que o óleo de andiroba é extraído. O método de extração é totalmente sustentável quando os responsáveis esperam os frutos caírem naturalmente.
Este óleo também é rico em ácidos graxos como o oleico e o linoleico, mais conhecidos como ômega 9 e ômega 6, respectivamente. Possui propriedades antissépticas, anti-inflamatórias, cicatrizantes, inseticidas e outros diversos benefícios. Mesmo na Amazônia, seu maior e mais tradicional uso é como repelente de insetos e no tratamento de coceiras e picadas causadas por estes, devido a suas propriedades cicatrizantes. Também pode ser aplicado em móveis e madeiras, preservando-as e protegendo-as de cupins, além de aumentar sua durabilidade. Misturado a xampus e cremes, combate a queda de cabelo e calvície, e, assim como o óleo de Neem, trata piolhos.
Não é indicado para consumo humano via oral. Um estudo realizado pelas Universidades Federais de Pernambuco e do Pará publicou que o consumo via oral desse óleo pode afetar negativamente o funcionamento do fígado.

Citronela

O mais famoso e popular inseticida. Seu uso é tópico, aplicado diretamente na pele, aliviando ardores e coceiras provocadas por insetos. Não há restrições para uso em crianças, pessoas de pele sensível ou animais. Borrifar um pouco de hidrolato de citronela na coleira de animaizinhos de estimação afasta pulgas, carrapatos e mosquitos.
Também traz alívio para dores reumáticas. Aromatizar o ambiente com hidrolato de citronela tem efeitos positivos para nervosismo, ansiedade e agitação, devido a suas propriedades calmantes.

O que é o DEET

O problema das loções repelentes comercializadas pode ser resumido em apenas quatro letras: DEET, ou dietil-toluamida. Esse componente químico está presente na maioria dos repelentes de mercado, sendo uma das principais substâncias. O DEET atua nos sensores das antenas dos pernilongos e mosquitos, impedindo-os de reconhecer o gás carbônico liberado pelos seres humanos na respiração, mantendo-os afastados. No entanto, o DEET tem um grau de toxicidade que pode desencadear processos alérgicos, tanto na pele quanto no sistema respiratório, em narinas e mucosas e, em casos graves, pode causar até danos hepáticos. Até o momento, não há um consenso entre os especialistas sobre os reais efeitos que essa substância pode provocar à saúde humana. Porém, um estudo realizado por cientistas da Grã-Bretanha comprovou que o mosquito da dengue já desenvolveu uma resistência biológica a ele, graças ao seu uso em larga escala nos repelentes.

Neem e o Meio Ambiente

De acordo com o registro de biopesticidas da EPA (Environmental Protection Agency), o óleo de Neem prensado a frio não afeta aves, abelhas, plantas ou seres terrestres como minhocas; ele é, no entanto, ligeiramente tóxico para organismos aquáticos. As categorias para medir o potencial tóxico de um elemento, segundo a EPA, variam de 1 a 4, sendo 4 o nível que apresenta menor perigo - e é nesta categoria que o Óleo de Neem se encontra, indo para 3 em alguns casos de possível alergia dermatológica.
Segundo os dados de estudos feitos em laboratório, a Concentração Letal do produto com água é de 70,6 a 84,3 ppm (partes por milhão), após um período de 96 horas para peixes .
Se convertermos esses valores para medidas mais compreensíveis, teremos: 0,0706 gramas por litro a 0,0843 g/L (gramas por litro) - considere que é menos de um grama.
Para seres invertebrados de ambiente aquático, após 48 horas a Concentração Letal é de 57,5 a 63,9 ppm (0,0575 g/L a 0,0639 g/L). Especificamente para a espécie de truta arco-íris a Concentração Letal é de 0,48 ppm.
Contudo, o óleo de Neem tem rápida biodegração, ou seja, não acumula: dentro de 50 a 100 horas o composto já é partido ao entrar em contato com a água ou a luz.
O maior componente dele é a azadiractina (pois seu nome científico é Azadirachta indica), responsável por 90% dos efeitos causados nos insetos e é um indicador de padrão de qualidade; por isso nos experimentos é avaliada a sua concentração como referência. Para quem não sabe, o óleo de Neem é usado no controle de insetos, pragas e parasitas na agricultura e pecuária.

Descarte

Vale ressaltar que o descarte indevido de óleos provoca sérios impactos ambientais, principalmente na questão de contaminação da água. Dessa forma, o descarte de óleos vegetais em ralos e pias é inadequado, pois pode causar diversos riscos ambientais e também entupimento nos encanamentos. Portanto, em caso de descarte, procure pelo local correto para esses produtos; disponha os resíduos de óleo em recipientes plásticos e leve-os a um ponto de descarte para que o óleo possa ser reciclado.
Você pode encontrar aqui o ponto mais próximo para descartá-los.
Para conhecer uma série de alternativas que a natureza nos oferece para protegermos nossa saúde e praticarmos o consumo sustentável, clique aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Como fazer um canteiro bem diferente | Vida & Saúde

Plantas Repelentes: plante-as perto de outras para protegê-las dos ataques de pragas

As plantas anti-pragas ajudam a proteger contra fungos e insetos as plantas mais vulneráveis

As plantas anti-pragas colocadas junto a espécies mais vulneráveis ​​são capazes de repelir os ataques de fungos e insetos aos nossos jardins e áreas cultivadas. Além disso, estas associações de plantas são benéficas porque consumem diferentes nutrientes sem competir umas com as outras. Quer saber quais são essas plantas?
Fritillaria contra roedores:
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odor vindo do bulbo da coroa imperial (Fritillaria imperialis) é tão desagradável para toupeiras e ratos que impede que se aproximem a pouca distância desta planta. Aconselhamos que plante perto de outras plantas que queira proteger de ataques de roedores, como os cultivos da horta. E é decorativo!
Tagetes para repelir vermes:
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As Tagetes não são apenas decorativas. Além de oferecer muitas variedades de tons, a substância desprendida das suas raízes mantém afastados os fungos, bactérias e os nematóides, que são vermes microscópicos que parasitam as raízes das plantas. Plantando vários exemplos de tagetes conseguirá mantê-los afastados das suas roseiras e batatas.
Manjericão para afastar o bolor
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O manjericão repele o bolor: as plantas que retêm gotas de água do orvalho ou chuva podem desenvolver bolor, um fungo que pode ser combatida com o plantio de manjericão que capturará todas essas gotas de água.
Plantas para eliminar o pulgão:
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Existem várias plantas resistentes ao pulgão que pode colocar junto daquelas mais sensíveis, como as roseiras. As dedaleiras acolhem os pulgões sem ficarem afetadas, protegendo do seu ataque outras plantas próximas.
A planta Cinco-chagas age como armadilha que atrai os pulgões e evitam que aproximem-se de árvores e hortaliças. Plantas aromáticas, tais como salva, rosmaninho e erva-cidreira também repelem os pulgões.

Fonte: Jardiland

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aprenda a cultivar orquídeas



Dicas de cultivo de orquídeas

Você ama a natureza? Tem interesse especial pelas orquídeas? Tem paciência para esperar um ano que uma planta floresça? Leia nossa matéria especial e junte-se a nós. Seja um orquidófilo.

Cultivar orquídeas é mais fácil do que se pensa

1. Na grande maioria, as orquídeas brasileiras são epífitas, isto é, crescem presas às árvores, sem, contudo, roubar delas quaisquer nutrientes. As raízes são usadas apenas para fixar a planta no caule das árvores.
2. Ao escolher o que vai cultivar, dê preferência a espécies adaptadas a sua região. Como as orquídeas florescem apenas uma ou duas vezes por ano, é interessante possuir várias espécies diferentes (cujo ciclo de floração costuma ser também diferente). Isso aumenta as chances de ter sempre alguma planta florida.
3. Não colete ou adquira plantas oriundas das matas, pois as orquídeas já foram bastante dilapidadas pelos mateiros e colecionadores gananciosos. Procure adquiri-las de empresas produtoras de mudas ou de orquidófilos que tenham plantas disponíveis.
4. Irrigação: Mantenha o vaso úmido, jamais encharcado. É mais fácil matar uma orquídea por excesso do que por falta d’água. Não colocar pratinho com água debaixo do vaso, pois as raízes poderão apodrecer. Molhe abundantemente duas ou três vezes por semana, deixando a água escorrer totalmente. Nos outros dias, basta vaporizar as folhas de manhã cedo ou no final da tarde, quando a planta não estiver sob o sol.
5. Luminosidade: Instale suas plantas em locais onde elas possam ser banhadas pelo sol no horário da manhã (até as 9 horas) ou no final da tarde (depois das 16 horas). Se a planta não tomar sol, ela não vai florescer. As orquídeas podem ser fixadas também no tronco de árvores, desde que estas não tenham uma sombra muito densa, como as mangueiras. O problema é que, quando florescerem, elas não poderão ser levadas para dentro de casa. Aliás, é recomendável manter os vasos, o máximo possível, na mesma posição e local.
6. Ventilação: As orquídeas necessitam de locais arejados. Evitar, porém, a ventilação muito forte.
7. Adubação: Utilize um desses adubos foliares (líquidos) que se encontram na seção de jardinagem de todos os supermercados. Adicionar algumas gotas à água com que será feita a vaporização, no caso de usar pequenos pulverizadores. Procure molhar sobretudo a parte inferior das folhas de sua orquídea, pois é aí que se encontram os estômatos, que absorvem água e nutrientes.
8. Pragas e doenças: Se as plantas forem cultivadas de uma forma adequada, elas estarão mais resistentes a pragas e doenças. Se não houver excesso de umidade, por exemplo, dificilmente os fungos irão atacar. De qualquer modo, previna-se. Um dos grandes inimigos de nossas orquídeas são as cochonilhas. Esses pequenos organismos sugam a seiva da planta e podem matá-la se não forem combatidos. Quem possui poucas plantas pode catá-los, um a um, antes que se propaguem. No caso de uma coleção maior, haverá necessidade de apelar para os defensivos. Dê preferência às fórmulas naturais, pois os produtos químicos industrializados costumam ser tão prejudiciais às plantas quanto a quem as cultiva. É recomendável consultar uma pessoa que tenha experiência com produtos naturais.
9. Anote o nome da espécie de sua orquídea numa plaqueta. Também é interessante atribuir-lhe um código (numérico ou alfanumérico, como queira), para facilitar a identificação no caso de uma coleção de médio ou grande porte. Um desafio que os orquidófilos enfrentam é memorizar o nome de suas plantas, quase todos em Latim ou latinizados – raramente as orquídeas têm nomes populares. Mas isto termina se tornando um excelente exercício de memória. Desenvolva igualmente o hábito de anotar a data da floração de cada planta. Se ela não voltar a florescer na mesma época, no ano seguinte, isto pode ser um sinal de alerta: talvez ela esteja com algum problema. Examine, então, as condições de irrigação, luminosidade, ventilação…
10. Freqüente uma associação de orquidófilos. É o local mais apropriado para trocar idéias, tirar dúvidas sobre o cultivo de orquídeas e, de quebra, fazer novas amizades. Procure tirar proveito do convívio com os orquidófilos mais experientes. Na grande maioria, eles adoram repartir seus conhecimentos (conhecimentos que, aliás, serão sempre incompletos, pois, em se tratando de orquídeas, eternamente, todos têm algo para aprender).

Minhocultura: alternativa agroecológica para reciclagem de resíduos orgâ...