segunda-feira, 23 de abril de 2012

Você sabe o que é "Ora Pro Nobis " ?




Jornal da Vitoriosa - 20/01/2011 - A Ora Pro Nobis é uma planta tipicamente brasileira e que faz muito bem ao organismo humano. Conheça um pouco mais sobre a Ora Pro Nobis nesta reportagem.



Reportagem: Arcênio Correa
Imagem: Romens Almeida

AGRICULTURA ORGÂNICA - EMBRAPA




A agricultura orgânica é uma das melhores opções para minimizar os impactos causados pelas monoculturas e pelo uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos na agricultura convencional. Ela promove ferramentas para o desenvolvimento rural sustentável.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

SERÁ O FALSO CACAU?

Bom dia! Meu amigo Claudio tem esta fruta (na foto) , mas não sabe o nome e nem como se come.
Procurei na literatura e suponho ser o falso Cacau.
Se alguém puder ajudar, agradeço.


alexandre






Nome Científico: Pachira aquatica

Nome Popular: Munguba, castanheiro-do-maranhão, falso-cacau, cacau-selvagem, castanheira-da-água, castanheiro-de-guiana, mamorana, mungaba, monguba

Família: Malvaceae

Divisão: Angiospermae

Origem: América Central e do Sul

Ciclo de Vida: Perene

A monguba é uma bela árvore tropical, de caule frondoso e copa arredondada, capaz de alcançar 18 metros de altura. Nas florestas tropicais podemos encontrá-la em ambientes brejosos, ou à margem de rios e lagos, o nome científico "aquatica" provém desta característica. Apresenta folhas grandes e palmadas, dividas em 6 a 9 folíolos verdes e brilhantes. As flores são muito bonitas e perfumadas, com longos estames de extremidade rosada e base amarela. Os frutos grandes e compridos, semelhantes ao cacau, contém paina sedosa e branca que envolve as sementes. As sementes da monguba podem ser consumidas torradas, fritas ou assadas, e até trituradas como um sucedâneo do café ou chocolate, e diz-se que são muito saborosas.



Autor: Raquel Patro

sexta-feira, 13 de abril de 2012

BUTIÁ TRAZ RENDA E SUSTENTABILIDADE PARA PEQUENOS AGRICULTORES


Um grupo de assentados de Pinhal da Serra (Nordeste do RS) está inovando no aproveitamento do butiá, uma fruta nativa abundante na região. A safra, que vai até o final deste mês, é utilizada na produção de doces, geleias e polpas que estão ganhando o mercado local.

A estimativa é de que a produção atinja uma tonelada, ultrapassando os 700 quilos da safra passada. Usada principalmente para sucos, a polpa é comercializada em restaurantes e lanchonetes do município. Hoje já são oito pontos de venda, incluindo dois estabelecimentos da cidade vizinha de Vacaria. Os pacotes de 140 gramas são vendidos entre R$ 1 e R$ 1,50 cada, e rendem até cinco litros de suco.

A iniciativa surgiu há dois anos como complemento dos hábitos alimentares das famílias. Porém, com o grande volume da produção o excedente passou a ser uma alternativa de renda. “Até nós ficamos surpresos com tanta procura, porque suco de butiá não era comum aqui. As pessoas só comiam a fruta, mas ao provar o suco nas lanchonetes gostaram muito”, comenta Gilberto Possamai, do assentamento Nova Esmeralda.

Ele conta que a experiência está no início, e o processamento da fruta ainda é artesanal. A máquina despolpadeira é emprestada pela prestadora de assistência técnica, e a armazenagem é feita na câmara fria da cooperativa do município. “No começo sempre é difícil, a gente depende de apoio. Mas já vimos que o negócio pode dar certo e pretendemos nos estruturar”, salienta Possamai.

Técnicas de despolpa
O grupo – formado por oito famílias – participou de quatro oficinas para aprender técnicas de despolpa e fabricação de derivados do butiá. As capacitações foram organizadas ao longo de 2009 e 2010 pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap), entidade contratada pelo Incra para prestação de assistência técnica.

Em princípio, a atividade seria voltada às mulheres, mas hoje envolve toda a família, especialmente na colheita. Agricultores vizinhos também já ofereceram aos assentados a produção de cinco hectares da fruta para serem transformados em polpa. O Cetap está articulando junto a agroindústrias familiares da região a inserção da polpa de butiá em seus canais de comercialização, bem como a possibilidade de uso de suas estruturas.

Aproveitamento sustentável


De acordo com um levantamento feito pelo Cetap, na área de 700 hectares do assentamento existem entre 600 e 700 plantas de butiá. O técnico, Adilson Roberto Bellé, conta que a produção era tanta, que a fruta era dada aos animais. “Vimos então uma possibilidade de aproveitamento, tanto para autossustento como para incremento de renda. Passamos a conscientizar os agricultores, demonstrando como funciona o processamento do butiá”.

O trabalho de extrativismo ainda está em fase de sensibilização dos assentados, mas já foi incluído no Plano de Recuperação do Assentamento (PRA), com o objetivo de ampliar a participação das famílias. “É uma forma de preservar espécies nativas, que muitas vezes são cortadas para fazer lavoura, quando poderiam ser usadas de forma sustentável”, justifica Bellé.

O assentamento Nova Esmeralda é estadual e foi reconhecido pelo Incra/RS em 1998, beneficiando 35 famílias.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Projeto PANCs - parte 4 - TAIOBA




VOCÊ JÁ COMEU TAIOBA?


A taioba anda sumida da mesa do brasileiro


Muitos de nós, preocupados com a extinção de grandes mamíferos ou de aves tropicais nem suspeitamos de uma lenta e preocupante extinção que acontece bem debaixo de nosso nariz. É o caso de uma série de hortaliças que estão desaparecendo dos quintais e das feiras pelo Brasil afora. Desconhecimento e desinformação são as principais causas do sumiço dessas plantas alimentícias que ajudaram a nutrir muitas gerações. Há uma verdadeira falta de educação alimentar baseada nos produtos nativos da nossa flora ou de espécies que chegaram aqui há séculos e que se aclimataram bem nas terras brasileiras.

Isso faz com que a gente vá perdendo não só diversidade agrícola (e biológica), como também deixando de ter a oportunidade de experimentar sabores que podem tornar ainda mais interessante a experiência de nossos paladares.

É o caso da taioba, que anda sumidíssima dos quintais do Brasil. Tornou-se raridade a hortaliça. Uma pena, já que a planta é uma opção alimentar das mais ricas e saborosas. Enquanto os pais buscam suprir a carência de vitamina A na nutrição de jovens e crianças com suplementos e artifícios, a velha e boa taioba vai para o baú do esquecimento.



Cultivada há milhares de anos na China e no Egito, a taioba se parece com a couve, mas tem folhas maiores, mais largas e mais vistosas. As pesquisas já comprovaram que a folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. Por ser rica em vitamina A e amido, é um alimento fundamental para as crianças, idosos, atletas, grávidas e mulheres que amamentam.



Preservando: Ana Maria Dutra produz taioba orgânica e vende na feira livre de Cidade Ocidental (GO)

No quintal, a taioba cresce junto com a alface e a cebolinha e não há motivo para ser excluída das mesas dos brasileiros. O preparo é simples. A taioba pode ser tratada como a couve: lavada, picadinha e refogada com cebola, torna-se um excelente acompanhamento para o almoço ou o jantar. A taioba também pode ser a base de deliciosos bolinhos e recheio para pizzas pra lá de vitaminadas.





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Reportagem e fotos: Jaime Gesisky - jornalista, especializado em meio ambiente e uso sustentável

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Projeto PANCs - parte 3

Visita no Sitio Capororoca, situado no bairro Lami em Porto Alegre. Mostrando mais algumas plantas alimentícias não convencionais , como o famoso Hibiscu.


Este vídeo é parte de um projeto elaborado pela nutricionista Irany Arteche para assentados do MST/RS e promovido pela Superintendência da CONAB/PNUD, com oficinas ministradas pelo botânico Valdely Kynupp sobre plantas com grande potencial alimentício e de comercialização, mas que costumam ser negligenciadas. Somos xenófilos, o brasileiro não come a biodiversidade que tem, adverte Valdely.

O objetivo do registro é colaborar na divulgação desta experiência para outros assentamentos de reforma agrária e organizações de agricultores familiares nas diferentes regiões do Brasil. Servirá como material pedagógico para cursos que tratem de alternativas para agricultura familiar, segurança alimentar e nutricional, diversificação agrícola, processamento de novos produtos e alimentos.

Projeto PANCs - parte 2




Você conhece Caruru, Buva, Serralha, Taioba e a Ora-pro-nobis ?

Conheça no vídeo estas plantas alimentícias não convencionais.

O botânico Valdely Kynupp  pesquisa Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCS). Em sua tese de doutorado ele estudou 1.500 espécies de plantas que crescem espontaneamente na Região Metropolitana de Porto Alegre e apontou cerca de 311 com potencial alimentício.
caruru

 buva
 





                                       serralha

taioba

Para conhecer um pouco desse trabalho o Coletivo Catarse, imprensa alternativa de Porto Alegre, produziu em vídeo um curso que o Professor Doutor Valdely Kinupp ministrou para assentados do MST, com apoio da CONAB, sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s).

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vespas substituem pesticidas no controle de pragas nas lavouras


Nova técnica de controle de pragas dispensa o uso de agrotóxicos nas plantações, e ainda gera ganhos para os produtores.

BRUNO CALIXTO


O agrônomo Diogo Carvalho, um dos fundadores da Bug, mostra a "embalagem" das vespas em laboratório (Foto: Alexandre Milanetti/Divulgação)Eles são insetos minúsculos - alguns medem menos de um milímetro - e não parecem muito perigosos: não têm ferrão ou qualquer tipo de veneno para atacar possíveis inimigos naturais. Ainda assim, essas vespinhas estão se mostrando uma das mais potentes armas para o controle de pragas nas lavouras, e sem causar dano ao meio ambiente. Trata-se de uma espécie chamada Trichogramma, que é comercializada pela empresa Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba, interior de São Paulo. No mês passado, a empresa foi escolhida pela revista americana Fast Company como uma das mais inovadoras do mundo, graças à técnica de criar e liberar milhares de vespas nas lavouras para controlar as pragas, diminuindo e em alguns casos até interrompendo o uso de pesticidas.

A empresa começou no ano 2000, durante um programa de mestrado na escola de agricultura da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP). Os futuros fundadores da empresa – Heraldo Negri e Diogo Carvalho, então alunos do mestrado – viram uma oportunidade: um grande número de pesquisas científicas e estudos nacionais e estrangeiros mostravam que uma nova técnica para enfrentar pragas nas lavouras, conhecida pelo nome de controle biológico, poderia diminuir ou até substituir por completo o uso de pesticidas. No entanto, se muitos estudos indicavam que era possível, poucos haviam tentado lançar o controle biológico no mercado, levando esses benefícios para os agricultores.



 
 
 
 
Vespa da espécie Cotesia flavipes parasitando a praga conhecida como broca-da-cana. (Crédito: Heraldo Negri/Divulgação)




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dia de Campo na Tv - Plantio de milho intercalado com leucena_1



Por quê plantar a leucena ?

 
Porque a leucena é uma leguminosa perene que tem boas características forrageiras tais como: alto potencial de produção de forragem com uma produtividade variando de cinco a vinte toneladas de matéria seca comestível (folhas e ramos finos) por hectare/ano, sendo que essa forragem tem um alto valor nutritivo, já que é rica em proteína, cálcio, fósforo, beta caroteno (precussor da Vitamina A ) e tem alta aceitação por caprinos , ovinos , bovinos e outros animais, favorecendo um ótimo desempenho animal.


O banco de Leucena pode ser usado para pastejo direto ou produção de feno e de silagem, pois possui boa capacidade de rebrota após o corte ou o pastejo, como adubação verde; para o enriquecimento das pastagens nativas e das silagens de gramíneas; produção de sementes, é usada também no sombreamento de culturas, cerca viva, quebra -vento , além de fonte de matéria prima para apicultura.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cultivo de flores pode gerar lucro para os pequenos

Cultivo de flores pode gerar lucros em pequenas propriedades familiares.

O cultivo de flores no Brasil, antes da década de 60, era realizado por pequenos produtores rurais, repassado de pai para filho, e de maneira artesanal. A partir desta década, com o domínio de tecnologias apropriadas, a floricultura teve um grande desenvolvimento. Com a valorização das terras e da mão de obra especializada , surgiu a necessidade de melhoria da qualidade e da produtividade, para que esta atividade se
tornasse competitiva. A partir dos anos 70, o comércio de flores começou a crescer, havendo necessidade de um abastecimento do mercado durante todo o ano.

Nos últimos 5 a 10 anos, o aumento do crescimento da floricultura foi bastante significativo, em torno de 20% ao ano, tornando-se uma das atividades agrícolas que mais tem crescido em relação a outros cultivos.
Nas regiões Sul e Sudeste ocorrem a maior concentração de produção de flores e plantas ornamentais com fins comerciais do Brasil.

O setor de floricultura brasileiro movimenta 1.200 milhões de dólares, sendo Holambra responsável por 71 milhões de dólares. Estima-se que o Brasil possui uma área de 4.500 ha cultivados e 3.600 produtores envolvidos nessa atividade. Comparando-se com o Japão, maior produtor mundial de flores e plantas ornamentais, a área brasileira é bem pequena, uma vez que naquele país, o qual possui apenas 13% de área agricultável, a floricultura ocupa uma área de 48.400 ha, com 149.000 produtores envolvidos na atividade.

Quanto à comercialização, têm-se aproximadamente 17.500 pontos de distribuição e venda do produto em todo o Brasil.
O consumo, per capita, de flores no Brasil é de 4 a 7 dólares, muito reduzido quando comparado com a Argentina, com um consumo de 25 dólares per capita. A Suíça, Alemanha, Suécia, Dinamarca têm um consumo aproximado de 100 dólares per capita. O Estado do Rio Grande do Sul tem um consumo diferenciado em relação aos outros Estados brasileiros, de aproximadamente 25 dólares per capita, próximo ao consumo da Argentina, fato este que pode ser atribuído à particularidades culturais deste Estado.

A região Sul e Sudeste detêm 70% da produção nacional de flores e plantas ornamentais, sendo o Estado de São Paulo o maior produtor, com cerca de 1.183 ha cultivados, seguido por Santa Catarina (342 ha), Minas Gerais juntamente com o Espírito Santo, com 336 ha e Rio Grande do Sul com aproximadamente 304 ha. Em Santa Catarina predomina o cultivo de plantas ornamentais, enquanto em São Paulo e Minas Gerais ocorre em maior proporção o cultivo de flores de corte, devido à localização das áreas de cultivo em altitudes mais elevadas. Os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo têm investido nesta atividade, com as culturas convencionais, tais como crisântemos e rosas, na região serrana e plantas ornamentais em região de baixada.


SEBRAE

Unidade produtora de flores de corte

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