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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A crescente ameaça das ervas daninhas ou a natureza vencendo o glifosato?

Muito interessante o artigo da revista Cientific American Brasil, junho 2011, ano 10 n0. 109, que mostra como os agricultores americanos, estão voltando a usar enxada no combate as ervas daninhas. Pois a resistencia das plantas ao glifosato é uma realidade.
alexandre panerai

O glifosato é um elemento muito importante do Roundup no controle de plantas daninhas, entre elas a Ambrosia trifida e a A. artemisiifolia, “ capazes de reduzir em 50% a produção de uma área de plantio, além de poderem desenvolver um caule tão grosso como um taco de beisebol, suficiente duro e rijo a ponto de travar e inutilizar uma colheitadeira”.

O glifosato inibe uma enzima chamada EPSPS (5-enolpiruvilshikimate-3-fosfato sintase) que fabrica três aminoácidos essenciais em plantas e bactérias, mas não em animais, o que é fundamental para sua utilização na lavoura. Ela ataca o broto de crescimento na ponta da planta. Ela para de crescer em 24 horas após a aplicação e seca em duas semanas.

Para um efetivo controle das pragas, ele deve ser borrifado diretamente nas folhas, o que limitou o seu uso por anos.

No anos 90, a Monsanto aperfeiçoou a tecnologia para cultivar plantas resistentes ao glifosato.

Oos pesquisadores procuraram um organismo resistente ao glifosato e descobriram uma bactéria mutante que produzia uma forma ligeiramente alterada da enzima EPSPS. Ela sintetizava os mesmo três aminoácidos, mas não era afetada pelo produto.

Os cientistas isolaram o gene codificador da enzima e outros genes de manutenção (para controle e inserção do gene da enzima) de três outros organismos e os implantaram com uma pistola de genes em células de soja.

Após muitos ensaios, obtiveram várias plantas resistentes ao glifosato e suas linhagens descendentes capazes de transmitir a característica as suas descendentes.

A Monsanto começou a vender as sementes de soja com o nome de Roundup Ready.

Sementes resistentes de algodão, canola e milho foram lançadas em seguida.

Os produtos tiveram sucesso comercial e estão sendo utilizadas até hoje no mundo, nos EUA, Brasil e Argentina

No ano passado, 93% da área plantada de soja e grande parte do milho e algodão foram plantadas com sementes Roundup Ready.

Tudo isso era bom demais para durar.

Pragas invasoras evoluíram e se adaptaram devido as pressões seletivas impostas.

Apareceram então novas espécies , uma por ano, resistente ao glifosato. E já são dez.

“A questão maior tem relação com o futuro da agricultura e saber como os fazendeiros alimentarão uma população mundial crescentemente abastada e urbana”.

Quem vai pegar na enxada para eliminar as ervas daninhas?

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Bibliografia:

Adler, J. 2011. A crescente ameaça da ervas daninhas. Revista Cientific American Brasil, junho 2011, ano 10 n0. 109


fonte: http://www.dinheirorural.com.br/secao/agrotecnologia/ameaca-das-ervas-daninhas

sábado, 23 de maio de 2015

Após alerta de OMS, Colômbia proíbe uso de glifosato


Na última quinta-feira (14), o governo colombiano anunciou que não usará mais glifosato nas plantações. A decisão ocorre semanas depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmar que a substância é potencialmente cancerígena.
O herbicida é utilizado no país, principalmente, para destruir as plantações de drogas ilícitas, como no cultivo ilegal de coca. Mas, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirma que já vinha acompanhando os possíveis efeitos do glifosato na saúde humana por meio de estudos. Foi ele quem pediu a suspensão do uso ao Conselho Nacional de Entorpecentes (CNE) baseado no “princípio de precaução”.
Foi determinado que o país terá até o dia primeiro de outubro para fazer a transição. No período, especialistas devem buscar alternativas e a decisão, afirma o presidente, não deve ser vista como um recuo contra o narcotráfico – estima-se que a Colômbia produza 300 toneladas de cocaína por ano.
No Brasil, o Ministério Público Federal enviou documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendando que seja reavaliado urgentemente o uso da substância no país e que seja banido do mercado nacional.
Tais decisões afetam diretamente a empresa Monsanto, que comercializa o principal produto de glifosato, sob o nome Roundup. As críticas dos consumidores já são antigas, mas ganhou mais força nos últimos meses após um estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), órgão ligado a OMS. Com base nas pesquisas, um alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Para especialistas, é a primeira vez que uma agência confiável divulgou estudo sobre o glifosato. O herbicida, que também pode ser responsável por alterações cromossômicas e de DNA, é o herbicida mais vendido no mundo. Mas, também foram classificados como cancerígenos as substâncias: malation, diazinon, tetraclorvinfos e paration. Para conferir o relatório completo, clique aqui.
O Sri Lanka foi o primeiro país a proibir a venda e o uso do pesticida em todo o seu território. A Holanda e El Salvador são outros países que baniram o agrotóxico.
Veja abaixo a nota de posicionamento da Monsanto sobre o assunto:
"A segurança dos nossos produtos é uma prioridade da Monsanto. Todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola. Para estar no mercado, todo herbicida à base de glifosato precisa atender padrões rigorosos determinados por autoridades regulatórias, visando proteger a saúde humana, animal e o meio ambiente.

Essa base científica é apoiada também pelo amplo histórico de uso seguro do glifosato. Trata-se de um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países, sendo produzido e comercializado por diversas empresas. Tudo isso leva os cientistas das agências regulatórias mais exigentes do mundo a concluir que o glifosato é um produto seguro para a saúde e o meio ambiente.
"
Redação CicloVivo