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segunda-feira, 30 de março de 2026

CONTROLE ECOLÓGICO DE FORMIGAS-CORTADEIRAS - receita



Resumo

O Assentamento Carlos Marighella, atualmente denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, vem aplicando práticas ecológicas alternativas, principalmente na produção de hortigranjeiros, há mais de 2 anos. Em uma área de 2 ha, são cultivadas diversas espécies de olerícolas, durante o ano todo, com assistência técnica do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.

Entre as práticas ecológicas utilizadas, destaca-se o controle ecológico de formigas-cortadeiras, cujas altas infestações na área destinada aos hortigranjeiros causavam sérios prejuízos, a ponto de inviabilizar os cultivos. As formigas-cortadeiras foram controladas nesta área sem a utilização de agrotóxicos e com baixo custo.

Atualmente, o assentamento está alcançando rendimentos plenamente satisfatórios na produção de hortaliças, pois houve melhoria nas condições físicas, químicas e biológicas do solo.

Palavras-Chave

Formigas-cortadeiras, hortigranjeiro, agroecologia, assentamento

Contexto

Na Fazenda Santa Marta, situada no Distrito Industrial do município de Santa Maria, distante 8 Km da sede, foi implantado pelo Gabinete de Reforma Agrária (GRA), em fevereiro de 2000, o Assentamento Carlos Marighella, também denominado Comunidade Agroecológica Carlos Marighella, e, inicialmente, chamado de Novo Tipo. A comunidade tem 25 famílias de assentados, que estiveram acampados aproximadamente durante três anos em diversos acampamentos, situados em distintos municípios do Estado. Estas famílias foram assentadas para trabalhar coletivamente, numa área total de 305 ha, onde cada uma tem uma fração de participação da terra de quatro por cento (4%).

As famílias foram para o Assentamento com o objetivo de produzir, ecologicamente, produtos agropecuários e hortigranjeiros, assim como agroindustrializar e comercializar os mesmos. As principais práticas ecológicas utilizadas pelas famílias assentadas, visando a melhoria da fertilidade do solo, foram adubações orgânicas (estercos), vermicompostagem, aplicações de caldas fungicidas, uso de plantas alelopáticas, plantas-armadilhas ou plantas-iscas, extratos vegetais, uso de biofertilizantes organominerais enriquecidos, como adubação foliar e uso de plantas recicladoras de nutrientes (adubos verdes), tanto da estação outono-inverno como de primavera-verão, cultivadas isoladas ou em consórcio com outras culturas.

Todavia, a área do Assentamento é caracterizada por um solo profundo, arenoso e de baixa fertilidade, altamente favorável a severas infestações de formigas-cortadeiras, que dificultavam e causavam sérios prejuízos, principalmente à produção ecológica de hortaliças. Este problema obrigou as famílias assentadas a buscar práticas alternativas. A adoção de práticas ecológicas no controle das formigas-cortadeiras trouxe ótimos benefícios às famílias assentadas, uma vez que elas não precisaram lançar mão de qualquer produto químico, obtendo bons rendimentos na produção de hortigranjeiros.

Descriçao da Experiência

O controle ecológico das formigas-cortadeiras pelas famílias assentadas da Comunidade Carlos Marighella, em áreas de cultivos agroecológicos de hortigranjeiros, teve início com a melhoria da fertilidade do solo e, após, com o uso de formicida ecológico, formulado com a mistura de plantas e minerais.

A fertilidade do solo foi melhorada, principalmente com o uso de adubações orgânicas (estercos de aves e bovinos e mais resíduos resultantes da produção de cogumelos comestíveis -champignons), numa quantidade de, no mínimo, 10 toneladas por hectare, incorporadas ao solo.

O formicida ecológico foi preparado através de uma mistura composta de folhas de gergelim e mamona, secas e moídas (essas plantas haviam sido plantadas na área pelas famílias assentadas), mais a cal virgem e o enxofre.

As quantidades usadas de cada componente desta mistura foram:

-200 g de folhas secas e moídas de gergelim

-1 Kg de folhas secas e moídas de mamona

-1 kg de cal virgem

-100 g de enxofre

A aplicação deste formicida ecológico foi feita por bombeamento, através de uma polvilhadeira manual (tipo bomba), nos olheiros principais.

Esta prática ecológica mostrou resultado satisfatório quando os olheiros secundários eram obstruídos. Do contrário, as formigas paralisavam suas atividades nos formigueiros onde estava sendo realizada a aplicação e, através dos olheiros secundários, migravam para outros locais. Desta forma, a infestação continuava em outros pontos da área.

Por isso, a mobilização das famílias de assentados na realização deste controle foi intensiva, já que as formigas estavam destruindo as hortaliças cultivadas. Outro formicida ecológico, também usado pela Comunidade Ecológica Carlos Marighella, foram folhas verdes de gergelim, durante a floração/frutificação, já que neste estágio a planta atrai as formigas-cortadeiras, que cortam e carregam suas folhas para os formigueiros, e, num período de 4 a 5 dias, cessam suas atividades, vindo a morrer. O uso deste formicida ecológico foi contínuo até o desaparecimento das formigas-cortadeiras na área da horta.

Todas essas práticas ecológicas realizadas pelas famílias desta Comunidade para o controle ecológico das formigas-cortadeiras (saúvas e quenquéns) foram acompanhadas pelo Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, que presta assistência técnica às famílias desde a implantação do assentamento.

Resultados

-Baixo custo de produção, pois as famílias não precisaram adquirir formicidas (agrotóxicos) em agropecuárias;

-Produção de alimentos limpos, isentos de produtos químicos, já que o formicida foi formulado à base de plantas cultivadas no Assentamento;

-A boa produtividade das diversas espécies de hortaliças cultivadas, que servem para o consumo das famílias, sendo o excedente comercializado em feiras de produtores, o que proporcionou a melhoria da geração de renda e a sustentabilidade das famílias, além da preservação do meio ambiente e da saúde dos assentados;

-Consolidação do objetivo desta Comunidade, de produzir somente produtos agroecológicos;

-Como a meta de controlar as formigas-cortadeiras nesta área, com estes formicidas ecológicos foi alcançada em 100%, isto estimulou o interesse dos assentados em avançar no controle das saúvas e quenquéns existentes no restante da área deste Assentamento.

-O uso do formicida ecológico, atualmente, vem sendo divulgado a outros agricultores e técnicos do município e de municípios vizinhos, através de visitas de assistência técnica, palestras, cursos, reuniões, seminários, demonstrações práticas e publicações educativas, além de visitas de técnicos e produtores ao Assentamento para verem o resultado alcançado e adotarem esta prática ecológica em suas propriedades.

Potencialidades e Limites

As famílias assentadas têm disponibilidade para receber visitas de produtores e técnicos na área de experimentação, na horta e nas demais áreas de cultivo do Assentamento.

Alguns assentados se dispõem a participar de eventos como reuniões, palestras, encontros/seminários, juntamente com os técnicos do Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria, para relatarem os resultados da referida experiência.

A pouca fertilidade do solo em alguns pontos da área total do assentamento, assim como a escassez de mão-de-obra, não permitem que as famílias possam realizar todas as práticas ecológicas a curto prazo, pois só para melhorar a fertilidade do solo são necessários cultivos para adubações verdes de outono-inverno e de primavera-verão além de rotações de culturas e aplicações de adubos orgânicos, como estercos animais.

Autores e Colaboradores

Autores



Engª Agrª Nubia Maria Vasconcellos Rosa - Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria

Técnico Agrícola Olímpio João Zatta – Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria.



Colaboradores



Agricultores assentados da Comunidade Agroecológica Carlos Marighella. 

Bibliografia e Rede de Referências

Referências



-Sabedoria popular;

-Participação em cursos, encontros, seminários, fóruns e simpósios;

-Fundação Gaia.



Rede de Contatos



Escritório Municipal da Emater/RS de Santa Maria

Fone: (55) 221 7961

E-mail: emsmara@emater.tche.br

Engº Agrº Nubia Maria Vasconcellos Rosa

E-mail: numarosa@zaz.com.br

Téc. Agr. Olímpio João Zatta

Fone: (55) 211 1554

Comunidade Agroecológica Carlos Marighella

Fone: (55) 9988 8003

sexta-feira, 27 de março de 2026

Agroecologia urbana: como um terreno ocioso virou oásis no ABC Paulista

 


No Bem Viver desta semana, conheça a Horta Urbana Motyrõ, em São Bernardo do Campo (SP). Localizada em um terreno da Transpetro, a iniciativa prova que a agroecologia urbana é uma ferramenta poderosa contra a insegurança alimentar e os impactos das mudanças climáticas nas metrópoles.

E tem mais... O que acontece quando o samba atravessa o planeta? A gente te mostra o Carnaval que brotou lá na China. Do extrativismo à comercialização: como o saber das quebradeiras de coco se renova e conquista novos mercados. A jornada de um menino em busca de si mesmo: o filme Narciso e o direito de sonhar. E tem ainda a chef Gema Soto ensinando a fazer um bolo delicioso com ora-pro-nobis. Assista aqui no YouTube do Brasil de Fato todo sábado às 13h30, compartilhe e se inscreva no canal: Brasil de Fato Acesse o nosso site para mais notícias: www.brasildefato.com.br
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quarta-feira, 25 de março de 2026

RECEITA de Adubação verde para obter e conservar uma fertilidade duradoura

Para recuperar terras esgotadas, empobrecidas pelas monoculturas, queimadas, erosão, etc, existe um sistema muito eficiente de recuperação, desenvolvido pelo engenheiro agrônomo René Piamonte, do Instituto Biodinâmico de Botucatu, SP.


Nesse sistema, misturam-se vários tipos de sementes para serem semeadas no outono / verão. Por exemplo: 20 kg de milho, 10 kg de mucuna preta, 10 kg de feijão de porco, 10 kg de lab lab, 10 kg de guandú, 10 kg de girassol, 5 kg de crotalária, 5 kg de mamona, 5 kg de feijão catador, 4 kg de painço, 4 kg de leucena; 4 kg de calopogonio, 5 kg de soja, 4 kg de sorgo, 2 kg de mileto, 0,5 kg de abóbora; 2 kg de nabo, etc. A mistura pode variar conforme a disponibilidade, o preço e a região. A mistura acima é indicada para mais ou menos 1 há, aproximadamente 100 kg. Se for possível encontrar, recomenda-se misturar alguns inoculantes específicos para leguminosas e 5 kg de fosfato natural com Araxá ou Yoorin e água suficiente para peletizar as sementes. Deixar secar por algumas horas. A semeação deve ser feita a lanço,em terra bem preparada e calcareada, se necessário, e a incorporação com grade leve ou dependendo da área, com rastelo.

A eliminação do coquetel pode ser realizada com aproximadamente 150 dias, no início do florescimento da mucuna preta, colhendo antes manualmente o milho e o girassol. A produção de massa verde será de 50 a 70 ton/ha.


Também é possível deixar o ciclo das plantas finalizar, com o objetivo de colher as sementes. Assim a produção de massa verde será de 100 a 150 ton/ha. A incorporação pode ser feita superficialmente, com grade em caso de plantio de plantas de porte grande. Em culturas menores, que precisam ser semeadas em canteiros, deve ser usada a enxada rotativa. Quando se incorpora mais profundamente, deve-se deixar a massa verde mais tempo (30 a 60 dias) para se decompor antes da semeação.


A idéia de misturar vários tipos de plantas é como se fosse uma floresta tropical criada em 5 a 6 meses. Cada tipo de planta em um sistema de raízes diferente. O conjunto de raízes explora cada cm cúbico do solo e subsolo fazendo uma extratificação do solo. Cada planta tem uma capacidade diferente de extrair os minerais. O conjunto de plantas traz de volta todo complexo de elementos perdidos que as próximas culturas precisam.*


Para o Outono e início de Inverno podemos semear uma mistura mais adaptada ao frio e a dias mais curtos, por examplo; nabo 2 a 4 kg, cereais do inverno como aveia, centeio, cevada, trigo, triticali, trigo morisco, totalizando mais ou menos 60 kg, milho 20 kg, girassol 4 kg, soja 15 kg, sorgo 5 kg, milheto 2 kg, abobora e sobras de sementes de verduras 3 kg etc. No sul pode se pensar em trevo, tremoso, alfafa, mostarda, etc. No Inverno a cultura deve ser irrigado. Irrigar uma vez para nascer emais duas vezes durante o ciclo é suficiente.


Além da extratificação do subsolo, o coquetel faz milagres na superfície também. Com a grande diversidade de plantas obtém-se uma grande diversidade de insetos formando um equilíbrio para o controle das pragas nas culturas seguintes.

* Em Botucatu conseguiram plantar várias culturas de verdura em seguida, sem precisar de incorporação de esterco. As análises do solo antes e depois mostraram uma boa melhora no Ph, P, K, Ca, Mg , microelementos e material orgânico.

Joop Stoltenborg - Sítio A Boa Terra -

sábado, 7 de março de 2026

Aprenda a eliminar as formigas da sua horta de forma biológica: dicas úteis

Fonte: site  


Artigo de opinião de Rosa Moreira, Eng.ª Agrónoma, promotora do site A Cientista Agrícola

Para quem tem uma horta ou jardim, é importante saber o que fazer para ter a sua horta bonita e saudável. Como  o crescimento das plantas da sua horta e o aumento das temperaturas,  é normal que as formigas apareçam nas suas hortas, uma vez que o ambiente é mais propicio a tal.

Não é que as formigas não sejam essenciais à sua horta, mas quando elas aparecem  em milhares de colónias, tornam-se uma autêntica praga para as nossas culturas.


Neste artigo, trago-lhe algumas dicas que irão permitir  com esta praga. Fique a conhecer quais as minhas sugestões para acabar com este problema.

1- Faça os seus próprios repelentes naturais

Sabia que pode fazer os seus próprios repelentes naturais de formigas. Não sabe como?

Dou-lhe abaixo algumas receitas:

  • Solução aquosa de água+ alho

Sabia que os compostos de enxofre e o cheiro forte do alho parecem ser muito incómodos para as formigas? Pois é, uma das soluções para acabar com esta praga na sua horta é junta estes dois ingredientes, a água e o alho.

Para tal deve fazer o seguinte, usando esta receita:

Como fazer a água de alho?

Como fazer?

  • Triture  vários dentes de alho e coloque-os num tacho com água, deixando a solução repousar por um período mínimo de 24 horas.
  • Após o período anteriormente indicado, leve esta solução ao lume em fogo brando para potenciar a acção da mesma por um período de 15 minutos.
  • Coloque a solução feita posteriormente num pulverizador e borrife nos locais mais atacadas pelas formigas.

Acabar com elas é uma das questões que mais dor de cabeça nos trás… Por isso, a utilização de produtos adequados, naturais, biológicos, baratos e que tragam a melhor resolução ao problema é essencial.

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Fonte da imagem:melhorcomsaude.com.br
  • Use detergente biodegradável para acabar com as formigas

Use um copo de 200ml e reparta a sua capacidade por 100ml de água e 100ml de detergente. A solução criada através destes ingredientes pode ser uma solução eficaz para ajudar nesta praga das hortas. Coloque o conteúdo da solução elaborada num borrifador, e aplique nos nos locais mais afectados. Pode optar também por misturar o detergente com vinagre para combater esta praga. As quantidades a usar destes ingredientes são as seguintes:  ½ copo de água, 2 colheres de detergente biodegradável, 2 colheres de vinagre. Utilize também um borrifador para aplicar esta solução.

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Água e detergente podem ser uma boa alternativa para combater formigas na horta
  • Use borras de café para afastar as formigas

Usar  borra de café usado (não solúvel) para além de enriquecer o solo, ajuda a afastar as formigas.  Para maximizar o efeito das borras de café nas formigas, espalhe-a pelo seu jardim. Esta operação vai confundiar as  formigas operárias, uma vez que atrapalha o seu olfacto, acabando por se perder e morrer de fome.Espalhe um pouco de pó nos formigueiros e na sua casa. Isso deve ser suficiente para confundir as formigas operárias, pois atrapalha o olfacto delas. Assim, as formigas se perderão e morrerão de fome.

  • Insista e seja paciente ao usar o café. Os efeitos podem levar alguns meses para surgir.
  • Reaplique o pó pelo menos uma vez no ano para reforçar o cheiro do café e acelerar os efeitos.

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  • Plante ervas aromáticas ao longo da sua horta

Sabia que algumas ervas aromáticas têm efeito repelente de formigas? Algumas das melhores plantas aromáticas para este efeito são:

  1. lavanda;
  2. oregãos;
  3. hortelã-pimenta;
  4. alecrim;
  5. entre outros;
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Os agricultores sempre conviveram com plantas aromáticas, intercalando-as nas suas plantações. Dessa forma, pretendem criar associações de plantas que protejam as culturas  de forma natural e biológica: aumentar a biodiversidade parece ser um bom caminho a seguir. Esta é uma forma de repelir naturalmente insectos ou pragas não desejadas. Ter uma horta biológica requer cuidado e dedicação. Uma boa forma de mantê-la natural, sem utilizar produtos químicos como pesticidas, é plantar perto (ou dentro!) das nossas culturas, ervas aromáticas para repelir insectos (neste caso formigas).

  • Use as cascas de laranja para afastar as formigas

Sabia que as cascas de laranja têm uma substância natural (D-limoneno) que  é também utilizado como um componente em insecticidas orgânicos? Quando a casca de laranja começa a decompor-se liberta um óleo essencial que se torna letal para as formigas acabando por diminuir as colónias desta praga.

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O aroma das cascas de laranja e limão espantam as formigas temporariamente. No entanto, elas devem ser trocadas todas as semanas, pois perdem a sua frescura e benefícios para combater pragas. As cascas podem ser espalhadas pelos cantos do seu jardim ou horta.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Receita caseira para recuperar microbiota do solo - com MELAÇO, TERRA DE...


Você já ouviu falar em TMT — um recuperador de solo que usa até terra de bambuzal? Essa técnica sustentável vai além de nutrir a planta: ela ajuda a restaurar as características da microbiota do solo, aquele conjunto de microrganismos essenciais que garante estrutura, ciclagem de nutrientes e saúde da lavoura.

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Revitalize solo morto com estas 10 plantas - sem necessidade de produtos...




O solo do seu jardim está sem vida, compactado ou sem nutrientes? Você não precisa de fertilizantes sintéticos. Neste episódio, revelamos 10 plantas poderosas que naturalmente curam e reconstroem a saúde do solo, usando métodos comprovados por agricultores indígenas, agricultores romanos e produtores tradicionais do mundo todo.

Essas plantas revitalizadoras do solo trabalham profundamente no subsolo para liberar nutrientes, melhorar a drenagem, atrair polinizadores, interromper a erosão e aumentar a fertilidade a longo prazo. Seja em solo argiloso, arenoso ou carente de nutrientes, esses aliados botânicos são sua melhor defesa, e muitos são fáceis de cultivar em casa. Cada planta nesta lista é respaldada pela ciência, história e uso no mundo real, desde o poderoso daikon até fixadores de nitrogênio como o tremoço, o trevo e a ervilhaca. Este é um conhecimento essencial para jardineiros, proprietários rurais, fãs da permacultura e qualquer pessoa que esteja construindo a resiliência do solo em um mundo em transformação. 📺 Capítulos de vídeo;
00:00 | Introdução
Solo morto pode se curar, estas 10 plantas comprovam isso.

00:48 | Trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum)
Cultura de cobertura de crescimento rápido que sufoca ervas daninhas e enriquece o solo em apenas 30 dias.

02:32 | Tremoço (Lupinus spp.)
Flores altas que fixam nitrogênio e rompem o solo compactado com raízes profundas.

04:37 | Trevo (Trifolium spp.)
A antiga planta básica da agricultura que nutre o solo enquanto o protege da erosão.

06:45 | Alfafa (Medicago sativa)
Com raízes que se estendem por 4,5 metros de profundidade, esta planta constrói canais no solo e fertilidade natural.

08:33 | Confrei (Symphytum officinale)
O acumulador de nutrientes definitivo, as folhas alimentam o composto, as raízes liberam minerais.

10:27 | Rabanete Daikon (Raphanus sativus var. longipinnatus)
A escavadeira subterrânea da natureza que quebra solos duros e transporta nutrientes.

12:23 | Girassóis (Helianthus annuus)
Suas raízes imponentes perfuram profundamente, melhoram a lavoura e nutrem os polinizadores.

14:37 | Ervilhaca (Vicia sativa / Vicia villosa)
Uma leguminosa furtiva que cobre o solo e silenciosamente acumula reservas de nitrogênio.

16:40 | Folhas de Mostarda (Brassica juncea)
Adubo verde natural que repele pragas e melhora rapidamente a estrutura do solo.

19:05 | Chicória (Cichorium intybus)
Resistente e com raízes profundas, ela ara a terra compactada, reduzindo a erosão.

Quer construir um solo saudável e duradouro sem produtos químicos ou ferramentas caras? Comece a plantar de forma mais inteligente, sem esforço, e deixe a natureza fazer o trabalho. Inscreva-se para mais informações sobre jardinagem regenerativa, métodos agrícolas ancestrais e sabedoria vegetal esquecida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Emater responde - DICAS Controle da formiga cortadeira - Programa Rio Grande R...



Homeopatia, agroecologia, controle biológico

I n f o r m a ç õ e s : Entre em contato com o Plantão Técnico pelo site www.emater.tche.br ou Escritório da Emater/RS-Ascar

terça-feira, 15 de julho de 2025

Epagri estimula a produção de erva-mate em agroflorestas!

 Fonte site EPAGRI

À primeira vista, é apenas uma floresta. Mas um olhar com mais atenção revela que, à sombra de árvores como araucária, imbuia, canela, guamirim e guaraperê, tem produção de erva-mate. Assim é a agrofloresta de 12 hectares que Eurico Rocha conduz em Ponte Serrada, no Oeste Catarinense, em meio à mata nativa, seguindo a tradição iniciada pelo avô.

 “Além desses 12 hectares, tenho uma área de reserva com plantas de erva-mate que não mexo – mantenho preservada, como um banco de sementes. Nunca tive problemas com pragas e doenças e acredito que seja por conta dessa preservação”, relata. O manejo é simples e Eurico não usa insumos químicos – apenas esterco suíno para adubação. Com os resultados da análise de solo, faz a correção da acidez.

À sombra da mata nativa, o agricultor Eurico Rocha mantém 12 hectares de produção de erva-mate

A colheita acontece a cada dois anos e meio. Na área com plantas mais adensadas, Eurico colhe cerca de 15t/ha, e nas outras áreas, a produtividade é de cerca de 7t/ha. “Mas o retorno maior é a preservação: olho para a minha área de floresta e é um verde só. Cada um tem que fazer a sua parte: precisamos de mais agroflorestas”, diz o produtor, que também trabalha com apicultura e planeja destinar parte da propriedade para criar uma reserva de proteção permanente.

Na sombra da mata

As agroflorestas nativas como a de Eurico, somadas às que foram implantadas pelos agricultores, respondem por cerca de um terço da produção de erva-mate catarinense. O Estado conta com mais de 16 mil hectares de cultivo, do Planalto ao Extremo Oeste, o que equivale a 20% dos plantios no Brasil.

Em 2023, Santa Catarina produziu cerca de 130 mil toneladas de erva-mate, movimentando R$176 milhões. A planta, além de dar sabor ao chimarrão, a chás e sucos, é ingrediente de uma gama cada vez maior de produtos e compõe a renda de milhares de famílias – para muitas delas, é a principal fonte de sustento.

Um terço da erva-mate produzida em Santa Catarina vem de agroflorestas

 “A erva-mate é uma planta nativa que se adapta muito bem às condições de clima e solo da nossa região. Em sistemas agroflorestais, tem a capacidade de trazer bons rendimentos e ao mesmo tempo fazer conservação de solo e água”, destaca Paulo Alfonso Floss, pesquisador da Epagri.

Diferencial do Planalto Norte

A maior potência das agroflorestas catarinenses de erva-mate é o Planalto Norte, que também responde pela maior fatia da produção do Estado. Nessa região, a planta é cultivada em áreas chamadas de caívas: à sombra de árvores nativas, como a araucária, sem a presença de espécies exóticas ou uso de agrotóxicos. O resultado dessa combinação é uma erva-mate mais doce e menos amarga, com folhas mais verdes e maior teor de cafeína.

As características de clima, solo e da cultura dessa região tornaram a erva-mate do Planalto Norte Catarinense um produto único. Em 2022, ela foi reconhecida por essa singularidade e conquistou a Indicação Geográfica (IG) na categoria Denominação de Origem (DO), em um processo que teve apoio da Epagri.

O registro, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), abrange 12 cidades e, parcialmente, outros oito municípios. A certificação tem potencial para impactar positivamente toda a economia do Planalto Norte, porque traz valor agregado aos produtos, aumentando a renda dos produtores rurais e impulsionando setores como o turismo.

A erva-mate do Planalto Norte Catarinense é mais doce e menos amarga, tem folhas mais verdes e maior teor de cafeína

Tradição e tecnologia

A Epagri trabalha para desenvolver e estimular a cadeia produtiva da erva-mate desde a década de 1980. As pesquisas são realizadas na Estação Experimental de Canoinhas e no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, que se dedicam à produção de sementes e mudas, ao melhoramento genético e ao manejo produtivo.

Essas décadas de trabalho já resultaram em uma série de entregas para os produtores, como o primeiro pacote tecnológico para a erva-mate no Brasil. Em parceria com a Embrapa Florestas, a Epagri também lançou o primeiro cultivar de erva-mate do País: SCSBRS Caa rari. Atualmente, a Empresa desenvolve pesquisas com diversos materiais genéticos, tanto para plantio em pleno sol quanto à meia sombra. “No próximo ano, vamos lançar, em parceria com a Embrapa, uma variedade de erva-mate para plantio em pleno sol e com sabor diferenciado”, revela o pesquisador Paulo Floss.

Em parceria com a Embrapa, a Epagri está desenvolvendo uma variedade de erva-mate que será lançada em 2026

O trabalho da Epagri também tem contribuído para sombrear novas áreas de produção de erva-mate no Estado. “Muitos produtores que tinham plantios a pleno sol estão, gradativamente, adotando o sombreamento. Embora precise de mais tempo entre as colheitas, a erva-mate sombreada tem mais qualidade, sabor agradável e é preferida pela indústria”, diz Paulo.

Nesses casos, a Epagri orienta o plantio de 50 a 100 araucárias por hectare. “O sombreamento deve ser de, no máximo, 30%, para não provocar queda de produção”, explica.

Conhecimento técnico

Em 2024, a Epagri atendeu 955 pessoas sobre a produção de erva-mate e 430 pessoas sobre produção agroflorestal. Um trabalho de destaque foi a capacitação de produtores de Passos Maia, Ponte Serrada e Vargeão, que é um polo produtivo no Oeste Catarinense. O trabalho, que ainda está em andamento, envolveu um Seminário Regional, uma viagem técnica e um curso de formação continuada.

Nas capacitações, os produtores conhecem tecnologias que aumentam a produtividade

“É possível sair de um patamar de baixas produtividades e alcançar patamares competitivos com algumas técnicas simples de tratos culturais, adubação e poda correta. Tudo isso está sendo trabalhado nas capacitações. Alguns produtores que acompanhamos relatam que a aplicação das tecnologias já começa a dar os primeiros resultados”, diz Leila Tirelli da Motta, extensionista da Epagri em Vargeão.

Um dos beneficiados é o produtor Eurico, que mantém a agrofloresta em Ponte Serrada. Aos 56 anos, ele já tem mais de 20 certificados de cursos da Epagri. “Comecei a participar muito cedo, incentivado pelo meu pai, que já recebia assistência técnica na propriedade”, lembra.

“Cada um tem que fazer a sua parte: precisamos de mais agroflorestas”, diz o produtor Eurico Rocha

Mas muito além do conhecimento técnico, Eurico atribui sua visão de mundo e o forte trabalho na área ambiental ao aprendizado que acumulou em mais de 40 anos de parceria com a Empresa. “Eu vejo, hoje, que esses cursos vão muito além da questão técnica. Eles abrem a mente do agricultor. Eu sou muito grato, porque me tornei empreendedor graças a esses cursos, que me tiraram da propriedade e me levaram para outros lugares”, diz Eurico, que hoje também trabalha como consultor ambiental.

Leia outras histórias de sucesso no Balanço Social da Epagri.

Por Cinthia Andruchak Freitas – jornalista Epagri

 

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