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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Hortas abrem janela para a saúde!

Cultivo de hortaliças, em pequenas áreas no campo e na cidade, ganha atenção da pesquisa



Hortaliças frescas com “gostinho de antigamente”. É possível e existe até pesquisa no país. A novidade vem de Santa Catarina. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), na Estação Experimental de Campos Novos, dá a receita para cultivar hortaliças de forma ecológica aproveitando pequenas áreas, inclusive nas cidades. São as chamadas ecohortas, horta agroecológica.

O engenheiro agrônomo Cirio Parizotto simplificou a ideia. “No campo ou na cidade, manter uma horta para consumo da família não exige grandes áreas nem muita mão de obra”, esclarece. Para tanto, diz ele, basta seguir algumas orientações, a começar pelo que plantar, levando em conta o clima, solo, variedades etc.

De acordo com Parizotto, as opções para as pequenas hortas são muitas. Batata, tomate, pimentão, alface, repolho, couve-flor, brócolis, feijão-vagem, moranga, pepino, melancia, cenoura, beterraba, alho e cebola são alguns exemplos. “A horta também é ideal para cultivar temperos e plantas medicinais”, ensina.




Onde fazer a horta - “Escolha um local ensolarado, próximo à residência e com água por perto. A horta deve ficar longe de sanitários, esgotos e lixo e protegida dos animais. O espaço não precisa ser grande”, observa. Em 50m² é possível produzir uma grande diversidade de espécies (16 espécies) para uma família de cinco pessoas. “São necessários de 6 a 10m² de horta/pessoa”, descreve o agrônomo.

O terreno deve ser plano ou ligeiramente inclinado e bem drenado. O solo ideal é medianamente leve (areno-argiloso), permeável e de boa fertilidade. A horta deve ser ainda de fácil acesso (boas estradas). Dar preferência a áreas próximas à vegetação nativa (quebra-vento, inimigos naturais).




Preparo do solo - Conforme o agrônomo, o interessado deve fazer a análise do solo para avaliar a necessidade de aplicar calcário e fosfato natural e, caso seja preciso, corrigir com uma camada de 20 cm. “A dosagem de adubo para semeadura ou plantio é de aproximadamente 3kg/m² de composto orgânico, 4 a 5kg/m² de esterco de gado ou 2kg/m² de esterco de aves”, orienta.




Quando plantar - Antes de plantar, informe-se sobre o período recomendado para cada espécie, pois a época varia de acordo com a região. Para o Sul, a recomendação geral é o ano todo para alface, beterraba, cebolinha, cenoura, chicória, rúcula e salsa. Já abóbora e moranga, de agosto a dezembro. O alho é de abril a julho; a cebola, de março a julho; brócolis e couve-flor, de março a setembro.

Já para o feijão-vagem trepador, melancia e melão o período ideal vai de agosto a dezembro; o pepino, de setembro a fevereiro, pimentão e tomate, de setembro a janeiro; rabanete, de abril a junho, e o repolho, de março a janeiro.



Transplante - Normalmente as mudas permanecem no abrigo de 30 (verão) a 40 dias (inverno). O transplante é realizado com 4-6 folhas definitivas ou 10-15 cm (sementeiras). Um dia antes do transplante, suspender a irrigação para provocar uma pequena murcha (“endurecimento” das mudas).


Um pouco antes da retirada das mudas é importante fazer uma boa irrigação para facilitar a retirada da muda com o torrão. Enterrar apenas o torrão com raízes, não permitindo o contato da terra com o colo da muda. Após, irrigar no local definitivo.


Ecológicas têm mais nutrientes

Hortaliças cultivadas em casa de forma ecológica são mais saudáveis dos que as convencionais? “As hortaliças agroecológicas são ricas em vitaminas A, C, B, E e K e sais minerais (cálcio e ferro), têm bom teor de carboidratos, proteínas e fibras”, garante o engenheiro agrônomo Cirio Parizotto, da Epagri, baseado também em pesquisas internacionais.

Segundo o pesquisador da Epagri, uma dieta à base de produtos orgânicos está relacionada à prevenção de alguns tipos de câncer e doenças coronarianas, dermatites, sequelas neurológicas, Mal de Parkinson, esterilidade em adultos e alergias e hiperatividade em crianças. “A dieta orgânica é livre de produtos radiolíticos (provenientes das irradiações) de ação carcinogênica”, explica. Além dessas vantagens, a horta tem importância na terapia ocupacional, educacional, econômica e medicinal.

Consorciação e rotação de culturas

A rotação de culturas, prática comum no sistema agroecológico, diminui a incidência de doenças, pragas e de plantas espontâneas. Mantém e ajuda a melhorar fertilidade do solo. Aumenta eficiência do controle da erosão, a produtividade e estabiliza a produção. Além disso, viabiliza o sistema de plantio direto e melhora o desempenho de máquinas e da mão de obra.

Para o agrônomo Círio Parizotto, é fundamental que o agricultor conheça a família a que cada hortaliça pertence para poder fazer a rotação de culturas. “Toda vez que fizer um novo plantio o agricultor deve mudar de família para romper o ciclo das doenças e pragas”, frisa.

Já a consorciação de culturas é o cultivo simultâneo de duas ou mais culturas na mesma área. Os objetivos são o melhor aproveitamento da área; maior produção física por área; redução de riscos, da erosão, melhor cobertura do solo e estabilidade de produção.

A rotação de culturas melhora também o aproveitamento da água, luz e nutrientes. A iniciativa diversifica a dieta alimentar e a renda, diminui a incidência de pragas, plantas espontâneas e doenças.

Plantas atraem insetos e pragas


Para manter a ecohorta saudável é simples. Deve-se fornecer água de qualidade às plantas. As folhosas são irrigadas diariamente e frutos e raízes a cada três dias, no verão. Retirar as plantas espontâneas. “Elas competem com as hortaliças por água, luz e nutrientes”, destaca Círio Parizotto. Para manejar os insetos, usar plantas atrativas como tayuyá, mostarda, porongo e couve-chinesa. Já o cravo-de-defunto (tajete), losna, gerânio, urtiga, camomila e cavalinha ajudam a repelir insetos. “A consorciação aproveita o espaço, estabiliza a produção, reduz a erosão e a incidência de pragas, plantas espontâneas e doenças”, detalha ao CR.

Para diminuir a incidência de pragas e doenças cultivar plantas de famílias diferentes a cada ciclo. Por exemplo, a cebola, alho e o alho poro pertencem à família botânica Aliaceae. Já o repolho, couve-flor, brócoli, rúcula, rabanete, à Brassicaceae; beterraba, espinafre, acelga, Chenopodiaceae.

Fonte: jornal Correio Riograndense

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Receita para adubo natural e orgânico




Escrito por Marlene Affeld 

Traduzido por Elia Regina Previato


         



Receita para fertilizante natural e orgânico
Plantas de interiores melhoram a umidade do ambiente
Polka Dot Images/Polka Dot/Getty Images
Plantas caseiras são um acréscimo bem-vindo à maioria dos planos de decoração de interiores. Elas acrescentam textura, cor e elementos naturais às casas, além de limparem o ar e aumentarem a umidade e o interesse visual. Para florir, plantas de interiores requerem luz adequada, umidade e nutrição. Incentive um crescimento e um desenvolvimento saudáveis alimentando as plantas regularmente com um fertilizante orgânico rico em nutrientes. Tente as receitas abaixo para produzir fertilizantes naturais usando ingredientes caseiros.

Aparas de grama

Aparas frescas de grama, quando molhadas e envelhecidas, produzem um fertilizante rico em nitrogênio que pode ser aplicado em plantas caseiras e de jardim. Coloque as aparas de grama em um balde de 20 litros cheio até a metade de grama. Encha o balde com água e cubra com uma tampa apertada. Coloque em um local ensolarado por seis a oito semanas. Quando a mistura estiver madura, terá um cheiro de terra fermentada e uma composição espumante. Dilua despejando uma xícara da mistura em 3 litros de água. Use essa mistura diluída para aguar as plantas da casa. Aplique semanalmente durante a fase de crescimento. Folhas secas ou restos de jardim podem ser usados em vez de aparas de gramas. Faça diversos recipientes dessa mistura de nutrientes para um suprimento contínuo de fertilizante orgânico. A alta concentração de nitrogênio incentivará um desenvolvimento vigoroso das folhas.

Chá de estrume

O estrume curtido de animais herbívoros (vacas, ovelhas, cabras, lhamas e cavalos) é muito benéfico para as plantas. Em um balde de 20 litros ou em um balde de lixo de 140 litros, coloque o estrume curtido e água para maturar. Encha o recipiente com um terço de adubo verde, adicione água até encher e cubra com uma tampa apertada. Coloque no sol em um lugar quente e deixe maturar por diversas semanas. Coe o líquido e use o fertilizante diluído em três partes de água para molhar as plantas. Esse é um processo contínuo. Acrescente mais estrume e mais água, conforme for usando a mistura, para ter um suprimento de fertilizante natural o ano todo. Não fertilize as plantas em excesso. Plantas de interior devem ser fertilizadas somente quando estiverem em crescimento ativo — não fertilize durante o inverno, quando muitas plantas estão dormentes. Plantas caseiras se beneficiarão de aplicações de fertilizante orgânico diluído entre a primavera e o verão. Durante os dias curtos de inverno, as plantas caseiras precisam de pouco ou nenhum fertilizante adicional.

Café

Molhe as plantas caseiras com café frio e coloque pó de café usado no solo. Rico em nitrogênio, o café ajuda as plantas a criar raízes resistentes e folhas verdes exuberantes.

Ovos

Enxágue cascas de ovos, esmague-as, coloque-as em um recipiente de 3 litros e cubra com água. Deixe maturar por alguns poucos dias e coe a água para molhar as plantas. Continue acrescentando cascas de ovos enxaguadas e moídas e água ao recipiente e use quando as plantas precisarem ser regadas. As cascas de ovos são ricas em cálcio, que incentiva o desenvolvimento de raízes fortes e o crescimento das folhas.

Cinzas

Cinzas de madeira contêm potássio e fosfato, além de oligoelementos. Misture um quarto de xícara de cinzas com um litro de água e aplique nas plantas. Use uma vez ao mês.

http://www.ehow.com.br/receita-fertilizante-natural-organico-estrategia_135650/

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Corte de grama pode matar mudas de árvores!!!

O uso de  roçadeiras no corte de grama nas ruas e praças da cidade de porto alegre, tem causado danos no caule das mudas (como na foto abaixo) .Muitas morrem!!

Mas porque as mudas morrem?
O anelamento dos caules provoca interrupção do transporte no floema

 Apesar da colocação de tubos de PVC na proteção das mudas ser uma solução inteligente, as vezes eles desaparecem. Tenho cortado PETs e colocados nas mudas por  onde ando, isso salva algumas árvores. 
Rua Dona Paulina / muda seca por corte de grama


aaaaaaDesde o século XVII, já se tinha evidências experimentais de que o floema transporta substâncias importantes para o crescimento das plantas. Uma dessas evidências foi apontada por Marcelo Malpighi (1686), o qual chamou atenção para o intumescimento resultante do anelamento de troncos e galhos (Fig. 1).
Floema
FIGURA 1. Anel de Malpighi.
O intumescimento da região logo acima do anel evidencia que substâncias são transportadas pelo floema. Se o anelamento for realizado no caule principal, a falta de suprimentos provocará a morte das raízes e posteriormente do vegetal como um todo.
O floema é, portanto, a ponte que permite a passagem de suprimentos da parte aérea (produtos da fotossíntese) para as raízes. Esses suprimentos permitem que as raízes continuem exportando água e sais minerais para a parte aérea.
O intumescimento sugere que substâncias que antes eram transportadas para a região basal do vegetal passam a acumular devido à interrupção do transporte.
Outra evidência é a constatação de que plantas que sofrem anelamento do tronco principal morrem. A explicação para essa letalidade é que a falta de suprimentos vindos da parte aérea (produtos da fotossíntese) provoca a morte das raízes. Posteriormente, a parte aérea também morre, pois fica sem água e sais minerais derivados do sistema radicular.
O floema nada mais é do que a parte interna da casca das plantas com crescimento secundário (Fig. 2). Nas plantas com crescimento primário, o floema também ocupa a porção externa dos caules, exceção sendo feita para as gramíneas, cujos vasos de floema e xilema estão distribuídos em vários feixes dispersos no córtex. Contudo, em cada feixe, o floema também ocupa a porção mais externa.
Floema
FIGURA 2. Secção transversal de caules mostrando o crescimento primário e secundário.
O floema e o xilema primários são formados diretamente através da diferenciação do meristema apical. Floema e xilema secundário são formados pelo câmbio, o qual diferencia ao mesmo tempo células de floema para fora (centrifugamente) e células de xilema para dentro (centrípetamente).
Como conseqüência, o floema fica sempre na porção externa de plantas com crescimento secundário e o floema primário fica mais externo que o floema secundário. Desse modo, ao removermos os tecidos externos de um caule (casca), o floema será eliminado, mas o xilema não.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Como dividir e replantar orquídeas



As vandas apresentam crescimento monopodial e é bem mais difícil dividi-las. Foto de  Maja Dumat
Multiplicar as próprias orquídeas é o desejo de todo jardineiro aplicado. Elas crescem devagar e é muito difícil multiplicá-las por sementes, o que torna a tarefa de dividi-las um verdadeiro acontecimento que, se cercado dos cuidados necessários, resultará em belas e saudáveis orquídeas.
As vandas apresentam crescimento monopodial e é bem mais difícil dividi-las. Foto de Maja Dumat
Tenha em mente que a divisão somente é possível nas orquídeas com crescimento simpodial, como catléias e laelias, e de orquídeas cespitosas como cimbídios e dendróbios. Plantas com crescimento monopodial, como vandas e falenópsis são um pouco mais complicadas de multiplicar por divisão e exigem muita experiência e um tanto de sorte.
Em primeiro lugar, saiba que o cuidado mais importante ao se dividir uma orquídea é verificar se está no momento certo para isso. Se dividida antes do tempo, na ânsia de se obter novas orquídeas rapidamente, corre-se o risco de atrasar a floração, ou pior, deixar a planta fraca e suscetível as doenças. Esse é um erro frequente dos iniciantes na orquidofilia, eu mesma cometi esse erro no começo, retrocedendo diversas orquídeas adultas para o estágio de seedlings.
O fato de sua orquídea não estar cabendo mais no vaso, não é motivo para divisão. Neste caso, o simples replantio resolve. Então, como saber o momento de dividir? Conte os pseudobulbos. A planta deve ter pelo menos três pseudobulbos bem desenvolvidos, e ao menos dois brotos guias bem separados, de forma que cada nova muda tenha três pseudobulbos e uma guia (eu particularmente prefiro deixar quatro pseudobulbos em cada nova muda – deve ser trauma). Ahhh… entendi, mas e se sobrar dois pseudobulbos posso fazer uma nova muda? Não! Corte a orquídea de forma que estes pseudobulbos acompanhem as novas mudas formadas. Resista a tentação de uma mudinha “extra”, definitivamente não vale à pena.
Se minha orquídea nunca floresceu posso dividir? Até pode, mas não recomendo. Uma orquídea com tantos pseudobulbos e que ainda não floresceu pode estar com problemas, geralmente falta de luminosidade ou fertilizante. A floração é a garantia de que sua planta está adulta e saudável. Portanto esperar ela alcançar este estágio é como um teste de suas habilidades com orquídeas. E você só pode passar para a próxima fase após completar a anterior.
As raízes novas com a ponta verde denunciam o momento de replantar ou dividir. Foto de Josef Makower
As raízes novas com a ponta verde denunciam o momento de replantar ou dividir. Foto de Josef Makower
Posso dividir em qualquer momento do ano? Pode sim! Vai depender mais da espécie de orquídea do que da sua vontade. Quando ela estiver começando a emitir novas raízes (aquelas com as pontinhas verdes) somente então será o momento ideal, seja inverno ou verão. Isso geralmente ocorre logo após a floração.
Pegue uma tesoura ou faca bem afiados, esterilize em água clorada, álcool ou calor e comece por remover os pseudobulbos secos, murchos ou doentes. Preserve o máximo de raízes possível, mas não deixe de cortar as raízes secas e mortas. Esterilize os instrumentos a cada orquídea, evitando assim a transmissão de eventuais doenças entre elas. Não é necessário remover todo o substrato velho que estiver emaranhado nas raízes, remova apenas o excesso e o que estiver mais fácil. Aliás, quanto menos as raízes forem manipuladas melhor, pois elas se quebram com muita facilidade. Limpe a orquídea com uma escova bem macia, sabão neutro e sob água corrente, mas somente se ela estiver muito suja ou infestada com pragas, como cochonilhas por exemplo.
O vaso pode ser de qualquer material, mas é primordial que seja bem drenável, com furos grandes na base e se possível nas laterais. Vasos de cerâmica costumam ser os mais indicados, por serem mais frescos, ventilados e duráveis, mas atualmente até garrafas pet podem ser utilizadas com sucesso. Esqueça o pratinho, ele é totalmente contraindicado no cultivo de orquídeas.
Esta orquídea leva no substrato apenas casca de pinus e isopor. Foto de Maja Dumat
Esta orquídea leva no substrato apenas casca de pinus e isopor. Foto de Maja Dumat
A escolha do substrato deve levar em consideração a espécie de orquídea e a disponibilidade de material na sua região. Você pode usar materiais como pedra britada, cacos de cerâmica, fibra de coco, argila expandida, carvão vegetal, casca de coco, casca de pinus, esfagno, caroços de coquinhos (de palmeiras como açaí, butiá), sabugo de milho, casca de arroz carbonizada, etc. Eu gosto de juntar ramos secos finos que caem no jardim, ou devido à poda das árvores, picá-los em pedaços com 1 a 3 cm de diâmetro. Obtenho assim um substrato natural, barato e bem próximo do que as orquídeas epífitas apreciam. A mistura de materiais é uma boa pedida para equilibrar a capacidade de retenção de água com a drenagem. Alguns retém muita água, enquanto outros praticamente nada. Case a espécie de orquídea com a frequência das regas e descubra o que funciona melhor para você. Não esqueça que orquídeas rupícolas e terrestres pedem substratos apropriados ao seu habitat.
Com suas mudas já devidamente limpas e separadas proceda o envase. Aqui vem as dicas para o replante também. Sempre coloque a ponta do rizoma mais antigo o mais próximo possível da parede do vaso. Assim sobra mais espaço para a guia crescer e se desenvolver. O rizoma deve ser sobreposto ao substrato e jamais ser enterrado. Essa tarefa é um tanto árdua, pois a orquídea tende a ficar completamente solta no vaso. A tentação de enterrar um pouquinho é forte! Mas resista, pegue barbante e tutores de bambú, madeira, arame ou plástico e vá amarrando sua orquídea ao tutor. Cuidado para não apertar demais. Se possível arame o rizoma ao vaso, pois também ajuda.
Fique de olho na nova muda. Folhas amareladas indicam sol em excesso, e folhas verde-escuras demais, indicam sombra demais. Regue normalmente, o enraizamento é um tanto lento e há que se ter paciência.

 Boa Sorte nas suas multiplicações!

Raquel Patro é a criadora e administradora do site Jardineiro.net. Formou-se em Veterinária em 2006, quando curiosamente passou a se dedicar ao estudo das plantas e sua interação com os jardins.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Quebra-Ventos na Propriedade Agrícola, um ganho enorme!

Os solos agricultáveis possuem características químicas, físicas, morfológicas e biológicas que, relacionadas com o relevo, devem ser consideradas quando forem utilizadas, objetivando alcançar o maior nível de produtividade com conservação ambiental.
A adoção de práticas conservacionistas contribui para a utilização do solo de forma mais efi ciente e ecologicamente correta. As práticas vegetativas mais comuns, utilizadas no semiárido, são: refl orestamento, adubação verde, cobertura morta com plantio direto, rotação de culturas, manejo de pastagens, cordões de vegetação e quebra-ventos.

Os quebra-ventos, foco desta cartilha, são definidos como barreiras, constituídas de fileiras de árvores de médio e grande porte, dispostas em direção perpendicular aos ventos dominantes. (LEAL, 2009).

A necessidade dos quebra-ventos decorre do fato de o vento causar a quebra de ramos, de mudas, de frutas e sementes. Os ventos tornam os cultivos mais vulneráveis às doenças e o solo exposto à erosão eólica e ao ressecamento. Já os animais sentem o desconforto do vento excessivo.


CARACTERIZAÇÃO

1.1 Conceito

Segundo Volpe e Schoffel (2001, p. 196), o quebra-ventos é um sistema aerodinâmico, natural ou artificial, que serve como anteparo para atenuar o padrão de velocidade média e da turbulência do vento, proporcionando melhorias às condições ambientais através do controle do microclima da área protegida.
Do ponto de vista menos formal, os quebra-ventos são barreiras de árvores e arbustos para proteger solos e culturas dos efeitos danosos dos ventos.

1.2 Finalidades

A função principal do quebra-ventos é reduzir a velocidade e direcionar os ventos. No caso da agricultura, os produtores os utilizam na proteção dos seus cultivos, especialmente os plantios de fruteiras, hortaliças e grãos.
No Nordeste do Brasil, os quebra-ventos são bastante eficientes na proteção de cultivos de bananeiras, notadamente as de porte alto, como as bananeiras do tipo pacovã. Também se utiliza na proteção dos sistemas de irrigação por aspersão, evitando a maior perda de água decorrente da ação do vento melhorando a efi ciência da irrigação.

Outras funções, derivadas dos quebra-ventos arbóreos, são a proteção quanto à erosão eólica, a conservação da umidade do solo, a diminuição da evapotranspiração, a produção de madeira para lenha ou benfeitoria, a conservação da fl ora e da fauna, a produção de néctar e pólen para abelhas e, finalmente, a melhoria e embelezamento da paisagem.

Em locais onde é comum a ocorrência de ventos frios, os quebra-ventos podem ser benéfi cos, ainda, para atenuar as quedas de temperatura em casas de fazenda, estábulos, galinheiros, pocilgas, etc.

2. ESPÉCIES MAIS UTILIZADAS

Segundo Volpe e Schoffel (2001), existem muitos fatores que devem ser considerados na composição das espécies de árvores para plantio de quebra-ventos. Assim, devem ser consideradas as características do solo e do clima desse local, bem como as características da espécie quanto à altura atingida, extensão da copa, densidade, sua resistência mecânica à ação do vento, competição e compatibilidade com a cultura a ser protegida, além de problemas relacionados com pragas e doenças.


GANHOS ECONÔMICOS E AMBIENTAIS

Apesar da pouca disseminação e da falta de conhecimento sobre quebra-ventos, os ganhos econômicos, com a utilização dessa prática, são inquestionáveis. A partir dos dados apresentados , constata-se que os ganhos de produtividade giram em torno de 25%, em relação a cultivos sem esta prática vegetativa.


Quanto aos benefícios ambientais, destacam-se:

a) proteção do solo da erosão eólica e conservação da umidade;

b) conservação da fauna e uso no manejo integrado de pragas;

c) embelezamento da paisagem e conforto dos animais silvestres e pecuários; e

d) aumento na polinização das árvores silvestres e cultivadas, em função da maior incidência de insetos, sobretudo, de abelhas.



FONTE: cartilha sobre quebra ventos
Secretaria dos Recursos Hídricos - SRH - CEARÁ

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Mais um minhocário entregue em Porto Alegre!



Aos poucos vamos semeando minhocários por Porto Alegre, transformando lixo em luxo!
 Acredito que é uma forma de levar o ser humano a encontrar-se com a natureza, é menos lixo sendo transportado para o aterro sanitário (apenas 130 km desta capital), são jardins e hortas adubadas com humus, produzindo flores e frutos.

Quer um? fale comigo agropanerai@gmail.com


Não tem verba para gastar com minhocário? 
Faça um modelo baratinho com baldes http://cadicominhocas.blogspot.com.br/

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Como Fazer Compostagem em Casa ou no Apartamento??


Sabe aquelas sobras da cozinha de quando se prepara uma refeição? Muito melhor que jogá-las no lixo comum, é dar a esses restos uma destinação ecológica conhecida como compostagem, técnica que transforma resíduos em adubos para jardins e hortas.

Na prática, a compostagem nada mais que a degradação da matéria orgânica por micro-organismos. No método podem ser utilizados restos orgânicos como folhas, cascas de verduras, frutas, ovos e serragem. Restos de comida também são bem vindos, mas cuidado com alimentos de origem animal, tais como carnes, pois podem atrair pragas.

Segundo o biólogo Carlos Eduardo Cereto:  “É possível fazer composteira em casa, mas também existem empresas especializadas nesse tipo de serviço. As duas formas podem ser utilizadas. O importante é que além do destino correto dado para o lixo, o adubo produzido pode ser usado em hortas e jardins”. Cereto também acrescenta que: “O uso de adubo orgânico conserva as propriedades naturais do solo aumentando a vida útil do terreno. Ao contrário do adubo químico que desgasta o solo mais rapidamente e causa vários problemas de produtividade”.


Como fazer:

É necessário um espaço de, no mínimo, um metro cúbico para se fazer uma composteira doméstica. Em caso de espaços menores como apartamentos, a compostagem pode ser feita em caixas. Ao contrário do que muitos pensam, na compostagem não é indicado colocar terra, as camadas são feitas de lixo orgânico e outra de serragem ou folhas secas.

O tempo de decomposição depende do tipo de lixo e pode demorar de 9 a 16 semanas para decomposição total do lixo orgânico, que em forma de adubo, pode ser usado em hortas, jardins. Mas, deve ser evitado em hortas, caso exista na compostagem dejetos de animais.

1. Quem tem espaço com chão de terra no quintal pode separar um canteiro para fazer a compostagem. Quem não tem, pode improvisar usando um recipiente grande, lembrando de fazer alguns furos laterais para a saída de ar.

2. Os resíduos podem ser colocados em camadas e não precisam ser separados por tipo, mas é interessante colocar em camadas alternadas de resíduos (cascas de frutas, legumes, ovos e outros), com camadas de folhas, palha, serragem ou mesmo terra. Para acelerar a decomposição e evitar o aparecimento de moscas, recomenda-se cobrir tudo com uma lona.

Em espaços menores, a compostagem pode ser feita em caixas -


3. Regar o conteúdo de dois em dois dias e revirar o recipiente com alguma ferramenta de jardim é importante para arejar o material em decomposição. No caso da composteira feita no chão, ela deve ter mais ou menos 60 cm de altura e 1 metro de largura. A cada 15 dias é importante virar o monte, revolvendo os materiais para facilitar a decomposicão. Em razão da ação de bactérias e fungos, o monte pode esquentar em até 60 graus, por isso devemos molhar de vez em quando, para diminuir a temperatura e manter a umidade, porém sem encharcar.

4. Após algumas semanas o material adquire uma coloração marrom escura, semelhante ao marrom café. Dá para perceber que o composto está pronto quando não se percebe mais um "cheiro ruim" e sim um "cheiro de terra", além disso, a aparência é bem homogênea e a temperatura fica igual à do ambiente.
5. Depois de pronto, o composto orgânico já pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos.
 Disponível em Revista Ecólogico

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Record News Rural - Cultivo de Ora-pro-nóbis



Tire suas dúvidas sobre o cultivo de Ora-pro-nóbis.Um biólogo explica em quais

solos a planta pode ser cultivada e o dono de um viveiro dá dicas de plantio para

quem quer cultivar a planta em casa.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Aprenda a cultivar alecrim dentro de casa!!



Nesta segunda-feira, o Dia Dia vai mostrar que é possível ter uma horta dentro de casa ou em algum cantinho do seu apartamento. Para isso, o programa convocou a especialista no assunto, Silvia Jeha.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Como podar e cuidar de suas roseiras



Marcelo Marthe foi ao sítio de um grande produtor do Ceasa para mostrar
como cuidar corretamente das roseiras, desde o plantio até a poda, que
acontece no inverno. Até a posição da tesoura faz diferença.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A couve está ganhando espaço na dieta de quem curte exercícios físicos



A verdura é rica em diversos minerais, como potássio, zinco e ferro



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Raphael Augusto de Castro e Melo/Divulgação

A couve é rica em magnésio, potássio, ferro, zinco e outros minerais e, segundo o nutrólogo, é excelente para quem faz exercícios físicos (foto: Raphael Augusto de Castro e Melo/Divulgação)

Talvez você não saiba, mas a couve está cada vez mais deixando de ser coadjuvante para
ocupar um lugar de destaque nas dietas fitness. A opinião é do nutrólogo Theo Webert, que
ressalta a importância nutricional do alimento. "Couve contém magnésio, um mineral que
além de ajudar no relaxamento muscular, auxilia também na melhora do humor", comenta
o especialista.

Segundo o médico, essa verdura tem ação cicatrizante, anti-inflamatória, ajuda na
desintoxicação e na absorção do cálcio. "Recente estudo realizado pela Universidade de
Rush, nos Estados Unidos, revelou que além de tudo a couve também é excelente também
 para o cérebro", afirma Theo Webert.

Ainda de acordo com o especialista, essa
 verdura é uma boa fonte vital de minerais como
ferro (previne a anemia), fósforo (para os
músculos e ossos), cobre, que ajuda na absorção

 de ferro, manganês e selênio, necessário para
 a tireoide e também um poderoso
antioxidante.

Outro benefício da couve é a presença de
potássio, um dos responsáveis pela manutenção
 do equilíbrio hidroeletrolítico, contração
 muscular, funcionamento cardíaco e participa
da transmissão dos impulsos nervosos.
"Além do zinco, importante tanto para a síntese
de células imunológicas como em sua ação
de defesa contra vírus, bactérias e fungos",
completa o nutrólogo.

O médico ensina uma receita simples, que pode ser adaptada à dieta para redução de
medidas. A dica é ingerir a bebida à base de couve todas as manhãs, para começar bem
o dia, sem abdicar de uma refeição balanceada e completa no restante do dia. "Lembre-se
 que o suco de couve com limão deve ser consumido sempre fresco em no máximo
30 minutos após preparo, para que não perca as propriedades e nutrientes",
diz Theo Webert.

Suco de couve com limão

Ingredientes:

  • 1/2 limão
  • 1 folha de couve
  • 1 copo de água

Modo de preparo:

Adicione a metade do suco do limão com a folha de couve no liquidificador e coloque a
água aos poucos. Bata tudo por um minuto ou até que esteja com uma textura uniforme.
 Beba sem coar para adquirir todas as fibras. Se quiser adoçar, utilize um pouco de mel ou
 adoçante natural.

Fonte: revista encontro

terça-feira, 27 de junho de 2017

A horta tem importância na terapia ocupacional, educacional, econômica e medicinal.


“Uma dieta à base de produtos orgânicos está relacionada à prevenção de alguns tipos de câncer e doenças coronarianas, dermatites, sequelas neurológicas, Parkinson, esterilidade em adultos e alergias e hiperatividade em crianças”, destaca Círio Parizotto, da Epagri.



As hortaliças agroecológicas são mais nutritivas. São ricas em vitaminas A, C, B, E, K, proteínas, fibras, cálcio e ferro (ver tabela). “Uma dieta à base de produtos orgânicos está relacionada à prevenção de alguns tipos de câncer e doenças coronarianas, dermatites, sequelas neurológicas, Parkinson, esterilidade em adultos e alergias e hiperatividade em crianças”, destaca Círio Parizotto, da Epagri. De acordo com ele, a dieta orgânica é livre de produtos radiolíticos (provenientes de irradiações) de ação carcinogênica. Além dissso, a horta tem importância na terapia ocupacional, educacional, econômica e medicinal.
Em relação à mão de obra a horta de autoconsumo ecológica não difere de uma convencional. “Há diferença quando se trata de grandes plantios, principalmente quanto ao manejo de ervas espontâneas”, diz.


Conhecimentos - A agricultura agroecológica exige mais conhecimentos do que a convencional, por ser mais complexa. Na convencional são usados “pacotes tecnológicos”, os quais poderão ser aplicados em diferentes regiões do país com resultados similares. Não exige muitos conhecimentos por ser simplista. Já na agroecologia isso não é possível, pois não existe uma receita. Cada propriedade possui suas peculiaridades em relação ao clima, solo, exposição, altitude etc. 
Nesse sentido, o conhecimento acumulado sobre a realidade local é fundamental para o sucesso desse sistema, ou seja, o avanço da agroecologia depende da união do saber local com o científico. Por isso, os jovens de Linha Fátima, em Dom Feliciano (RS), participam da Escola de Jovens Rurais, onde aprendem técnicas de agricultura ecológica.


Canteiros obedecem espaçamentos



O preparo dos canteiros é fundamental para o sucesso da horta doméstica. Espécies cultivadas em espaçamentos maiores, como repolho, pepino, abobrinha, cebola, tomate não necessitam formar os canteiros. Nesses casos, prepara-se a cova ou o sulco de plantio.

Há dois tipos de canteiros: temporários e fixos (tijolos, pedras, madeira, embalagem pet e bambu). Eles obedecem as seguintes dimensões: largura: 1 a 1,1 m; altura: 15 a 20 cm; com comprimento variável. A distância entre canteiros deve ser de 40 cm a 50 cm.

A área a ser plantada precisa estar limpa. O produtor deve aproveitar esses resíduos para adubo. Recomenda-se espalhar, por m2, misturando bem a terra, de 15 a 20 litros (ou 15/20 kg) de esterco de curral ou de 8 a 10 litros (8/10 kg) de esterco de galinha.

Após a produção das próprias sementes ou adquiridas de fornecedores orgânicos, elas podem ser semeadas diretamente nos canteiros ou em sementeiras e depois transplantadas. “Quanto aos tratos culturais, dependendo da hortaliça cultivada, deve-se fazer amarrios, desbaste, desbrota ou estaqueamentos”, orienta a agrônoma Neiva Rech.

Para irrigar, a água deve ser de boa qualidade. O sistema de gotejamento é indicado. A água da chuva é uma fonte ideal, por seu conteúdo em nitrogênio e oxigênio. Não utilizar água de rios contaminados. A irrigação de hortaliças folhosas (alface, chicória, rúcula, almeirão...) deve ser diária; nas demais, de três em três dias.




Cobertura - Para cobertura pode-se utilizar casca de arroz, palhas diversas, acículas de pínus e lona plástica. A camada deve ter de 5 a 10 cm. Isso reduz plantas espontâneas e mão de obra, temperatura no verão e doenças, mantém umidade, fertiliza o solo e as hortaliças ficam mais limpas.

Recomendações ao consumidor



  1. Dê preferência a frutas e verduras da época. Fora da estação adequada é quase certo que tenham recebido cargas maiores de agrotóxicos. Como existe pouca fruta produzida organicamente, procurar sempre descascar as frutas, em especial laranjas, pêssegos e maçãs.
  2. Lave bem frutas e verduras em água corrente durante pelo menos 1 minuto ou coloque-as numa solução de água (1 litro) com vinagre (4 colheres), durante 20 minutos.
  3. Retire folhas externas das verduras que, em geral, concentram mais agrotóxicos.
  4. Diversifique nas hortaliças e frutas. Além de propiciar boa mistura de nutrientes, isso reduz a chance de exposição a um mesmo agrotóxico.
  5. Prefira produtos nacionais e de sua região. Alimentos que percorrem longas distâncias normalmente são pulverizados pós-colheita e podem possuir alto nível de contaminação por agrotóxicos. (fonte: Epagri).