Mostrando postagens com marcador plantas daninhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador plantas daninhas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ervas daninhas desafiam poder da biotecnologia

Hoje, 217 espécies de ervas são resistentes a pelo menos um herbicida, segundo a Pesquisa Internacional de Ervas Resistentes a Herbicidas.

Do New York Times

A depender do ponto de vista, o capim-arroz é um pesadelo ou uma maravilha. Isso porque é uma planta extremamente triunfante. O capim-arroz é particularmente devastador em arrozais, onde os prejuízos às vezes chegam a 100%. Ele desenvolveu resistência a muitos herbicidas usados por agricultores para controlar ervas daninhas, e cada planta pode produzir até 1 milhão de sementes, que se alojam no solo esperando a chance de crescer.

No fim das contas, o capim-arroz e as muitas outras ervas daninhas do mundo resultam em uma redução de 10% na produtividade das lavouras. Só nos EUA, causam um prejuízo estimado em US$ 33 bilhões por ano. Os herbicidas podem reduzir o dano, mas a resistência se desenvolve em poucos anos a partir da introdução de um novo defensivo químico. Agora, alguns cientistas argumentam que podemos encontrar formas mais eficazes de combater as ervas daninhas estudando sua evolução.
“São plantas incrivelmente bem-sucedidas. Elas evoluíram para tirar proveito de nós”, disse Ana Caicedo, da Universidade de Massachusetts. O capim-arroz mudou drasticamente em relação a seus ancestrais, desenvolvendo tolerância ao solo encharcado dos arrozais. Ele também evoluiu para ficar parecido com o arroz.

“O pessoal da biotecnologia não tem nem ideia sobre como fazer uma planta se parecer com outra planta”, disse R. Ford Denison, biólogo evolucionista da Universidade de Minnesota. “No entanto, mil anos de seleção em um pedacinho da Terra foram suficientes para dar ao capim-arroz a capacidade de mimetismo com a lavoura -e a tolerância à inundação.”
Certos traços ajudam as espécies selvagens a se tornarem ervas daninhas -elas crescem rapidamente, por exemplo, e produzem muitas sementes.
Outras ervas evoluem a partir da união de plantas selvagens com cultivos agrícolas. Na década de 1970, beterrabas selvagens da Europa lançaram pólen que fertilizou beterrabas açucareiras cultivadas em fazendas. Também cultivos agrícolas podem virar ervas daninhas. “Domesticamos uma planta a partir do estado selvagem, e ela, de alguma forma, se ‘desdomestica’ -o que eu acho bastante interessante”, disse Caicedo.
Entre esses cultivos desgarrados está uma erva daninha conhecida como arroz vermelho. O arroz domesticado foi selecionado geneticamente de modo a reter suas sementes quando colhido. Já o arroz vermelho desenvolveu sementes frágeis, que caem no chão ao serem colhidas, às vezes ficando dormentes. Essas sementes dormentes podem posteriormente brotar. “É um traço fantástico para uma erva daninha”, disse Caicedo.
O DNA das ervas “desdomesticadas” adquire novas mutações em diferentes genes. “Você tem um novo conjunto de truques genéticos”, disse Norman Ellstrand, da Universidade da Califórnia, em Riverside.

O último século trouxe uma série de herbicidas químicos que logo se tornaram ineficazes. Hoje, 217 espécies de ervas são resistentes a pelo menos um herbicida, segundo a Pesquisa Internacional de Ervas Resistentes a Herbicidas.

Resultado de imagem para glifosatoNa década de 1970, havia grande esperança em torno de um novo herbicida chamado glifosato, vendido pela Monsanto como Roundup. Os primeiros estudos revelaram que as ervas daninhas não desenvolviam resistência a ele, o que despertou a expectativa de que finalmente os agricultores haviam escapado da evolução.

Na década de 1980, a Monsanto ampliou a popularidade do glifosato lançando cultivos agrícolas geneticamente modificados que portavam um gene que lhes conferia resistência ao herbicida. Em vez de usar diversos herbicidas diferentes, muitos agricultores poderiam agora usar apenas um. No entanto, por meio da evolução, as ervas daninhas acabaram se tornando resistentes ao glifosato.
Meses atrás, a consultoria agrícola Stratus informou que metade das fazendas americanas tinha em 2012 ervas daninhas resistentes ao glifosato. Em 2011, eram 34%.

Alguns pesquisadores argumentam que as ervas daninhas podem ser combatidas com a combinação de dois genes de resistência em uma só planta cultivada, de modo que os agricultores poderiam aplicar dois herbicidas ao mesmo tempo. A chance de que uma erva tenha resistência aos dois produtos químicos seria minúscula. Mas na revista “Trends in Genetics”, uma equipe franco-americana de cientistas apresentou um contra-argumento: pulverizar um produto químico pode motivar a evolução de um sistema de reação a todo tipo de estresse, capaz de defender a planta contra mais de um herbicida.

David Mortensen, biólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia e especialista em ervas daninhas, previu que essas plantas criariam uma nova geração de ervas resistentes.
Ele e seus colegas estão investigando o controle das ervas daninhas por meio do plantio de cultivos como o centeio de inverno, capaz de matar as ervas bloqueando a luz solar e liberando toxinas. “Você espalha a pressão da seleção em vários pontos e tenta evitar a criação de resistências.”

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Leguminosas consorciadas com café é alternativa no manejo de daninhas




amendoim forrageiro
amendoim forrageiro
A busca por alternativas ambientalmente corretas que contribuam para uma agricultura ecológica e sustentável cresce cada vez mais no cenário mundial. O controle de plantas daninhas usando leguminosas herbáceas consorciadas com a cultura do café vai ao encontro desse pensamento. Esse estudo foi desenvolvido pelo pesquisador da Embrapa Café, Julio Cesar Freitas Santos, em sua tese de doutorado, na área de Fitotecnia, realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), projeto que teve apoio do Consórcio Pesquisa Café. Entre as conclusões do trabalho, Julio Cesar confirmou a possibilidade do cultivo de leguminosa, como lablabe, sirato, híbrido de Java ou amendoim forrageiro, fazer parte do manejo integrado da lavoura. “A leguminosa vem substituir ou complementar os métodos tradicionais de controle de plantas daninhas no cafezal”, diz.

A tecnologia consiste em utilizar uma dessas leguminosas herbáceas como cobertura viva de solo. “Existem as coberturas mortas como biomassa de culturas e casca de café, por exemplo, já utilizada por produtores. As leguminosas são coberturas vivas que contribuem para boas práticas agrícolas. Elas também podem ser utilizadas como cultivos intercalares com as culturas de arroz e feijão, que geralmente acontece em algumas lavouras”, explica. A supressão da infestação das plantas daninhas ocorre pelos efeitos de competição por sombreamento e de alelopatia, por compostos químicos liberados pelas leguminosas, proporcionando a maior cobertura do solo e o maior predomínio da vegetação sobre essas plantas infestantes. Os benefícios das leguminosas no solo apontados pelo pesquisador são também adicionais como: redução da compactação, controle da erosão, fixação de nitrogênio, propiciando economia com adubos e menos poluição do meio ambiente, aumento da matéria orgânica e incremento da biodiversidade.

lab lab
A pesquisa foi realizada na Zona da Mata e na Região do Cerrado, respectivamente em áreas de declive acentuado, com espaçamento estreito e mecanização limitada, e de relevo plano, com espaçamento largo e mecanização constante. Julio Cesar verificou que, na Zona da Mata, a lablabe e o sirato no primeiro ano e o amendoim forrageiro no segundo ano proporcionaram menor densidade e biomassa de plantas daninhas. No Cerrado, os mesmos resultados foram constatados pelo híbrido de Java no primeiro ano, que manteve a maior produção de biomassa, e pelo amendoim forrageiro no segundo, que expandiu a cobertura de solo. A longo prazo, o pesquisador verificou ainda que o amendoim apresenta maior capacidade de reduzir plantas daninhas por ser uma espécie perene, de porte baixo, rastejante e de fácil propagação vegetativa, tendo resistência ao período seco e bom revigoramento no período chuvoso, além de facilidade de regeneração após a realização de podas.


O pesquisador explica ainda que, na convivência das plantas daninhas com cafeeiros, ocorrem interações que propiciam benefícios ou prejuízos. “Em cultivo solteiro, principalmente em lavoura nova, sobram espaço e recurso, que facilitam a maior ocupação das plantas daninhas. Nos modelos de consórcios, essa ocupação é muito reduzida, devido à área ser preenchida por arranjos de espécies que exercem o controle cultural sobre essas plantas. A tecnologia contribui com as demandas das lavouras novas de café e das lavouras adultas do Cerrado e de regiões com declive acentuado, que são mais propícias à infestação por plantas daninhas”.

Segundo o pesquisador, a prática é recomendável para o produtor. “Um único sistema de manejo é inviável no controle das plantas daninhas, por isso esse manejo deve ser diversificado e dinâmico, como o próprio desenvolvimento da infestação dessas espécies”. 

“Em dois anos de avaliação das leguminosas, verificou-se que elas não influenciaram o crescimento vegetativo e a produtividade do cafeeiro”, ressalta Julio. Em meio a técnicas convencionais que utilizam práticas de capina com enxada ou roçadas mecanizadas para controle das plantas daninhas, a pesquisa comprovou na adoção das leguminosas como parte do manejo integrado, uma alternativa adequada às demandas de cafés de base ecológica, certificados e especiais pelo mundo. Na medida em que também está adequada aos interesses da agricultura de baixo carbono, limita o uso de produtos químicos (herbicidas) na lavoura, permite a recuperação de áreas e o aumento da área de vegetação entre cultivos perenes como café.

O resultado é uma tecnologia que contribui para a sustentabilidade da cafeicultura, com melhoria da qualidade do solo e do cafezal, redução de capinas e diminuição de custos. A continuação do projeto será com uma seleção de plantas leguminosas para inibição de plantas daninhas em lavouras de café nas regiões da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Fonte: CBPeD/Café - Embrapa Café

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Criatividade do professor Pardal: Para capina nas culturas de linha para a remoção de ervas daninhas com raízes rasas.

Bom dia! Recebi em um email, a foto desta ferramenta. Parece ser muito útil. 
Alguém sabe se existe fabricação de similar no Brasil??
Por favor avise.
 
Para capina nas culturas de linha para a remoção de ervas daninhas com raízes rasas.
 Foi projetado ergonomicamente para fácil operação.