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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Castanha Portuguesa, suas flores atraem abelhas

Estamos em época castanha-portuguesa. No verão, elas nos proporcionam uma sombra maravilhosa. No outono, suas folhas caem anunciando a chegada do inverno. 

As sementes são na verdade as castanhas e se apresentam 

em número de uma a três, guardadas por um invólucro espinhoso, conhecido por ouriço. 
São muito saborosos e apreciados em diversos pratos, cozidos, assados ou crus.
 Para a produção de castanhas, é necessário o plantio de mais de uma árvore, pois não 
realiza a autopolinização.
 É conhecida também por suas propriedades medicinais, no combate a diarréia e problemas respiratórios. 


O florescimento exuberante da castanheira atrai abelhas.


Deve ser cultivada sob sol pleno, e prefere solos arenosos e profundos. Tolerante a solos 

ácidos e a seca, quando
 bem estabelecida. Árvore decídua, de clima mediterrâneo, adapta-se a uma ampla faixa 
climática, de temperados

 a tropicais. Multiplica-se por sementes plantadas logo após a colheita.


Nome popular: castanha; castanheiro-europeu
Nome científico: Castanea vesca Gaertn
Família botânica: Fagaceae
Origem: Europa
Características da planta: Arvore que pode atingir até 30 m de altura, tronco com casca ligeiramente fissurada de coloração castanho-escura. Folhas grandes com bordos serreados,


 rígidas e brilhantes. 
Flores pequenas agrupadas em uma haste longa de coloração esbranquiçada.
Fruto: Arredondado, de casca armada de espinhos, firmes e pontiagudos contendo a 

semente grande, de coloração castanha.










Cultivo: Adapta-se a regiões de clima temperado, preferindo locais de solo calcário. 

Espécie de rápido crescimento, no Brasil é cultivada do estado de São Paulo ao 
Rio Grande do Sul. Frutifica de janeiro a fevereiro.


O castanheiro, castanheiro-português ou ainda castanheiro-europeu, como pode muito bem 

ser chamado em terras brasileiras, é árvore proveniente da Europa.


A castanha deve seu nome à cidade de Castana, localizada na antiga Tessália, na Grécia, 

onde, até nossos dias, é cultivada em escala comercial. No Brasil, a planta se adaptou 
bem nas regiões onde o clima é temperado-quente com verões suaves, nas altitudes dos
 planaltos e serras do sul e do sudeste do pais.


O castanheiro é árvore de notáveis dimensões e de grande longevidade, desenvolve-se

 aceleradamente por volta dos 10 anos de idade, atinge sua altura máxima entre os 60 e
 70 anos e vive, em média, 150 anos.


Fonte: cogumelosyamashita.com/Castanha%20Portuguesa
Fonte http://familialuzdemotorhome.blogspot.com.br/2012/02/castanha-portuguesa.html

segunda-feira, 28 de março de 2016

Livro gratuito sobre abelhas nativas

come-se: Livro gratuito sobre abelhas nativas: Uma das jataís das minhas caixas visitando a flor de almeirão roxo O Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) acaba de lançar um...


O objetivo do livro é orientar produtores da agricultura familiar, mas mesmo que você não tenha sua própria criação de abelhas sem ferrão, sei que com o livro vai ter muita vontade de ter ao menos uma caixinha na varanda do apartamento por prazer.

http://come-se.blogspot.com.br/2012/05/livro-gratuito-sobre-abelhas-nativas.html

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dicas de alimentação e de manejo dos apiários no inverno - Programa Rio ...

O inverno no sul do Brasil é rigoroso, e os animais sofrem muito com as baixas temperaturas e a alimentação mais escassa. Principalmente as abelhas. Por isso, é preciso adotar algumas práticas de manejo, para não prejudicar as colmeias.

Jornalista Raíza Medina
Cinegrafista Marco Medronha
Pedro Osário - RS

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sobreviver Sem As Abelhas é Impossível

Por: Pensando ao contrário
No filme Interestelar, que estreou recentemente, o planeta Terra está prestes a se tornar um lugar inabitável para humanos. De fato, um fenômeno similar a desertificação de todo o planeta se evidencia pelas tempestades de poeira que assolam o local e pelo fato da maioria das hortaliças e plantas alimentícias (exceto o milho) não existirem mais.
No filme não se explica o porquê da derrocada do planeta a um local inóspito e sem vida, mas nós bem podemos imaginar o que levou um planeta cheio de vida a um local seco e inabitável: o ser humano.
É fato que o filme é uma ficção científica, mas o quão longe estamos disso? O quão longe nossos hábitos e desejos por um sabor (carnes e derivados), pela vaidade (cosméticos e químicos), sexo e luxo (uso de energias não renováveis como fonte imediata de lucros) e pura preguiça (viver na ignorância por comodismo), não irão transformar o famoso planeta azul em planeta bege?
Recentemente, um artigo publicado em uma das revistas científicas mais conceituadas da atualidade, a Nature, demonstrou que uma família de pesticidas conhecida como neonicotinóides, está ligado ao declínio na população de polinizadores em geral e outras espécies. De fato, correm na internet dados conturbadores com relação a possível extinção em massa de abelhas, devido ao uso excessivo de venenos no agronegócio, porém, no estudo realizado por Hallmann et al. (2014)mostra-se que a situação é ainda mais alarmante: não são só as abelhas que correm perigo, mas também diversas espécies de pássaros e isso se deve ao fato de que muitos deles se alimentam dos insetos mortos pelos pesticidas.
Além disso, os pesticidas não são totalmente absorvidos pela planta, sendo levados pela chuva e contaminando lençóis freáticos e outras espécies de insetos não-alvo, como as abelhas. Aparentemente, as doses não seriam letais, como antigamente se esperava, porém como estas pequenas doses infiltram-se em espécies de insetos-alvo ou não-alvo, muitas espécies de pássaros que se alimentam destes insetos tendem a desaparecer pela queda de alimento disponível.

E o que eu tenho a ver com isso?
As abelhas estão desaparecendo e também muitas espécies de aves campestres, mas qual a relação disto com o bem-estar da espécie humana? Bem, o maior problema do declínio de espécies polinizadoras é que sem polinizadores não há sementes e se não há sementes, não há mais alimentos para a espécie humana. Além desta conseqüência mais imediata, também existe o problema de isso afetar outras espécies e com isso a cadeia alimentar como um todo, pois se não há mais insetos para as aves e não há mais aves para seus predadores, cria-se uma bola de neve que leva à extinção generalizada de outros seres vivos, ou seja, não estamos tão longe de um futuro em que a Terra seja de fato um grande deserto.

Como posso me informar mais?
Existem muitos materiais didáticos e documentários muito interessantes sobre o problema da iminente extinção de polinizadores em nosso planeta. O documentário “ais que mel” não só mostra o perigo da extinção das abelhas, mas como as abelhas são exploradas e tratadas como coisas pelos capitalistas. Abelhas são um grande negócio e o mel que se come por aí não é nada inocente. Veja o trailer abaixo:


E o que eu posso fazer?
Você pode fazer muito e saiba que nós temos o poder porque quando nos mudamos, inspiramos muito mais gente a se mudar também, então mude-se!
Existem algumas dicas abaixo que todo mundo pode fazer, como:
1)      Comer orgânicos e estimular a agroecologia familiar - Se você não consegue bancar tudo orgânico, veja o post de como economizar em orgânicos: 5 dicas para economizar em orgânicos.
2)      Proteja as florestas - Existem muitas e muitas espécies de abelhas e algumas delas são nativas. Algumas plantas só podem ser polinizadas por uma única espécie de abelha, por exemplo. Assim, é preciso proteger as florestas. Algumas dicas para atuar estão no post abaixo: Entenda como o desmatamento está cobrando sua dívida.
3)      Não deixe nas mãos dos políticos. - A maioria das pessoas ainda vive na lógica de confiar aos governantes medidas extremamente importantes para a sociedade. Na realidade, nós fomos educados para delegar o poder político a um grupo específico, porém isto nunca funcionou para o bem maior e não é agora que irá funcionar. Assim, não confie sua atuação política ao Estado. Aja por você ou em grupos de ativismo.

4) Crie jardins privados e públicos com flores - As abelhas se alimentam de pólen e quanto mais lugares com flores existirem, mais você as ajudará a sobreviver. 

Mais inspiração
Às vezes nós só vemos notícia ruim, o que desanima. Assim, é importante conhecer como seria o mundo se a humanidade resolvesse escolher o caminho da sabedoria, ao invés do caminho do imediatismo. O filme “A bela verde” é um ótimo filme para entender a sociedade do futuro e como ela se transformou de uma sociedade tóxica em uma sociedade justa. O segredo: a escolha das pessoas.


Paz!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Pasto Apícola e Medicinal no Brasil



(algumas das variedades mais conhecidas)
Alexandre Montenegro, E-mail: a.montenegro@uol.com.br )
Ainda não dispomos de um conhecimento sistêmico, regionalizado, das espécies nectaríferas e fornecedoras de substâncias para própolis. Pouco sabemos da excelência, propriedades, maior ou menor teor de glicose e frutose. As listagens disponíveis em literatura apícola, são fruto da observação de poucos apicultores.

O desmatamento e o monocultivo em áreas extensivas com uso de agrotóxicos, desperta para a necessidade de formar pasto apícola onde possível, unido à mata natural, primária ou secundária, promovendo o reflorestamento e garantindo o abastecimento de pólen e néctar sadios, durante todo o ano.

Consultando apicultores e estudiosos, organizamos esta lista, com algumas espécies que podem rodear os apiários, para a felicidade das abelhas e para uma futura apicultura profissional.

FRUTIFERAS


Abacate


Persa gratissima


óleos, perseitol, proteínas, vitaminas, sais minerais, clorofila, carotenóides


Amexeira


Eriobothria japonica





Araçá


Psidium araca





Cajú


Anacardium occidentale


Taninos, resinas, saponina


Coqueiro


Cocus nucifera


Glicose, frutose, proteínas, sais minerais, tanino


Carambola


Averrhoa carambola


Alcalóides, glicosídeos


Castanha portuguesa ou da India


Aesculus hippocastanus


Flavonóides, vitaminas, fitosterol


Goiaba


Psidium guayava


Mucilagens, minerais, pectina, taninos


Ingá


Ingá edulis





Jambo


Eugenia malaccensis





Jambolão


S. ambolanum





Jaboticaba


M. cauliflora


Ácido cítrico, açúcares, vitamina C


Laranja


Citrus sinensis


Flavonóides, vitamina C


Maçã


Malus sp.


Vitaminas, ácidos orgânicos sais minerais


Marmelo


Cidonia vulgaris





Mexerica, Tangerina


Eucitrus reticulata





Lima


Citrus bergamia





Pera


Pyrus communis





Pessegueiro


Prunus persica





Pitanga


Eugenia uniflora





Tamarindo


Tamarindus indica





Uva do Japão


Hovenia dulcis





Limão


Limão







REFLORESTAMENTO


Assa Peixe


Vernonia polyanthes


Flavonóides, glicosídeos, flavonóides, sais minerais


Capinxingui


Cróton foribunda





Canela branca


Mectandra cuspidata





Pau Brasil


Cesalpinia echinata





Pau ferro


Cesalpinia férrea





Sibipiruna


Cesalpinia peltophoroides





Guassatonga


Caesaria sylvestris


Óleo essencial, saponinas, taninos, antocianinas


Palmito Juçara


Euterpe edulis





Sangue de dragão


Cróton umuarama





Astrapéia


Dombeia natalensis–branca. 
Dombeia wallichii – rosa





Maria mole


Senecio pinniatus





Cedrinho


Cupressus sempervirens





Mamona ou Carrapateira


Ricinus communis


Proteínas, ácido ricinoléico, saponinas, taninos


Vassourinha


Baccharis dracunculifolia


Flavonóides, propolis, néctar


Pata de Vaca


Bauhinia forficata


Glicosídeos, flavonóides, quercetina, minerais, tanino


Leucena


Leucaena leucocephala


Proteinas, Vitamina A, mimosina




MEDICINAIS CULTIVADAS E INVASORAS, HORTA E JARDIN


Alfavaca anis


Oncimun selloii


Anetol, saponinas, taninos


Alecrim


Rosmarinus officinalis


Pineno, diterpeno, flavonóides


Amor agarradinho


Antigonus leptopus


Flores ano inteiro, 30% de néctar


Anis, Erva doce


Pimpinela anisum


Anetol


Babosa


Aloe Vera. 
Aloe barbadensis


Glicosídeos, mucilagens, taninos


Camomila


Matricaria camomilla


Flavonoides, azuleno, cumarinas, minerales


Calêndula


Calendula officinalis


Carotenóides, flavonóides


Carquejo


Baccharis genistelloides


Mirosina, glicose, frutose, pectina, minerales, antibióticos


Chagas ou Capuchinha


Tropaeolum peregrinum


Glicose, frutose, pectina, antibióticos


Chapéu-de-couro


Echinodorus macrophyllus


Flavonóides, minerais, saponinas, alcalóides


Cosmos


Cosmea bipinata


Pólen ano inteiro


Dente-de-leão


Taraxacum officinale


Látex, resina, carotenóides, fitosterol, colina


Guaco


Mikania speciosa


Resinas, taninos, ácidos orgânicos, néctar


Guandú


Cajanus indicus


Proteínas, minerais (fósforo), vitaminas A, B1, B2 e C


Jurubeba


Solanum paniculatum


Glicoalcalóides, flavonóides, resinas, ceras, saponinas


Manjericão


Ocimum basilicum


Eugenol, estragol, linalol e terpenos


Margaridão


Montanoa bipinnatifida


Pólen (outono e inverno)


Malva branca


Sida glaziovii


Mucilagem, antocianinas


Ora pro nobis


Pereskia aculeiaya


Vitaminas A, B, C, minerais, néctar


Sabugueiro


Sambucus albis. 
Sambucus nigra


Sais minerais, flavonóides


Serralha


Sonchus olaraceus


Látex, minerais, flavonóides, esteróis, resinas


Sete sangrias


Cuphea cartaginensis


Resina, óleo, flavonóides


Tanchagem


Plantago major


Xilose, galactose, taninos, minerais, saponinas


Urucum


Bixa orellana


Carotenóides, flavonóides, néctar


Bibliografia:
Neif P. Guimarães - Apicultura, a Ciência da Longa Vida, 1989.
Nei B. de Mello - Guia Prático do Apicultor, 1989.
Guia Rural Plantar, Dezembro, 1991.
Monsenhor Agenor Neves Marques - Abelha Maravilha, 1993.
Sylvio Paniza - Plantas que curam, 6ta. Edição, 1997.
Otto Andersen, Verônica U. Andersen - As Frutas silvestres Brasileiras, 1988