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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Campanha nacional incentiva a produção de alimentos orgânicos - programação em todo Brasil 24 maio a 3 junho

Último censo do IBGE identificou mais de 90 mil produtores orgânicos no país

por Ascom/Ministério da Agricultura
 Shutterstock
A partir de domingo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá em vários estados do país mais de 180 eventos
Começa no próximo domingo, 26 de maio, em todo o Brasil, a Semana dos Alimentos Orgânicos. Durante seis dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá em vários estados do país mais de 180 eventos, como cursos, seminários, debates, feiras, estandes de degustação e oficinas para esclarecer aos consumidores o que são esses produtos, quais os benefícios ambientais, sociais e nutricionais.

Em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Meio Ambiente (MMA), o Mapa sediou a primeira edição da Semana de orgânicos em 2005, por meio da campanha nacional que incentiva a produção e consumo desses alimentos.

A agricultura orgânica é caracterizada pelo processo diferenciado de produção, pois não utiliza agrotóxicos, nem fertilizantes químicos. O sistema tem como base o desenvolvimento sustentável associado à preservação dos recursos naturais, à saúde do consumidor e à valorização do trabalhador rural.

“As ações de fomento à produção orgânica, desenvolvidas pelo Mapa, tem dado prioridade à construção do conhecimento agroecológico, à disponibilização de insumos apropriados para a produção orgânica e à promoção da ampliação da produção e consumo de produtos orgânicos e de base agroecológica no Brasil”, disse o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha.

O secretário lembra que o Mapa também é responsável pelo controle da certificação dos produtos, de forma a assegurar ao consumidor que ele está consumindo realmente um alimento que foi produzido dentro das normas da produção orgânica.

Existem mais de 11 mil unidades de produção orgânica certificadas no país. O último censo agropecuário do IBGE, em 2006, identificou 90 mil produtores orgânicos. Segundo o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias, a agricultura orgânica vem crescendo num ritmo acelerado. “Na década de 70 achavam que era modismo e que iria passar, mas a população começou a perceber a importância de uma alimentação de qualidade. Percebemos claramente o aumento da procura dos consumidores e o aumento dos produtos no mercado”, disse.

Está previsto para junho deste ano o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. “Estamos finalizando junto a outros órgãos do Governo Federal, os ajustes para o lançamento do plano, que consolidará as ações do Governo e da Sociedade Civil em prol do desenvolvimento da Agroecologia no Brasil”, ressaltou Rocha.

Aproximadamente 58 mil pessoas participaram da Semana dos Alimentos Orgânicos em 2012. Este ano, 21 estados já confirmaram sua participação com apresentação de seminários, cursos e outros eventos.

Confira aqui a programação dos estados.

Fonte Revista Globo Rural



DIA 01/06/2013
LOCAL: Av. José Bonifácio – Feira dos Agricultores Ecologistas
HORÁRIO
ATIVIDADE
PALESTRANTE / COORDENAÇÃO /
ORGANIZAÇÃO
8h às 13h Será realizada um mostra fotográfica das
áreas de produção ecológica dos associados,
juntamente com a distribuição de material
informativo
Associação Agroecológica
Porto Alegre, Av. José Bonifácio
– Feira dos Agricultores

quarta-feira, 15 de maio de 2013

14/05 - Produção de alimentos orgânicos versus produção com uso de agrotóxicos é tema do TVE Repórter inédito desta quarta-feira

Alface produzida sem agrotóxicos
Alface produzida sem agrotóxicos
Foto: www.sxc.hu

A busca por uma vida mais saudável tem motivado o consumo de alimentos ecológicos livres de aditivos químicos. Mas a transição do plantio com o uso de agrotóxicos para a agricultura de base ecológica ainda é tímida. Ela exige mão de obra capacitada, pesquisa e programas de incentivo. Por isso predomina o cultivo de culturas em larga escala com o uso de aditivos. Veja no TVE Repórter inédito desta quarta-feira, 15 de maio, às 22h, comandado por Thaís Baldasso, mostra como é feito o cultivo de alimentos no Rio Grande do Sul e quais são os efeitos nocivos da utilização de agrotóxicos ao organismo.

No programa, é apresentado o caso de um agricultor que trocou o cultivo convencional pelo orgânico e parou de adoecer. Também é destaque um assentamento urbano onde são plantados alimentos hidropônicos (cultivo sem utilização do solo) no telhado de um prédio e o resultado do plantio é vendido para restaurantes da cidade. O TVE Repórter apresenta ainda a escola que desde o berçário ensina às crianças o plantio e o consumo dos alimentos produzidos ali mesmo, as feiras ecológicas, e o desafio para garantir a segurança alimentar em plantações de menor escala.
O TVE Repórter tem horário alternativo na sexta, 17 de maio, às 20h30 e no domingo, 19 de maio, às 17h. O programa tem produção de Sandra Porciúncula e Pamela Floriani e edição de Daniela Bonamigo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A importância da Matéria Orgânica para o solo

A importância da Matéria Orgânica para o solo


A importância da matéria orgânica presente no solo em relação à produtividade da sua lavoura. Aprenda como preservá-la na sua propriedade, mesmo nas culturas perenes.



Ciclo da Matéria Orgânica no solo
A fertilidade dos solos sempre foi questão de alta relevância na agricultura. A busca pela obtenção da fertilidade natural ou mesmo, a garantia de uma boa fertilização do solo tem motivado os produtores na busca do conhecimento, através de visitas a exposições, dia de campo, palestras, encontros, etc. Abaixo relataremos as principais perguntas envolvendo fertilidade de solos.
Basicamente a matéria orgânica no solo serve para dar vida ao solo. Não havendo nenhuma matéria orgânica quer seja a viva ou a morta, o solo não tem como sustentar uma floresta ou uma lavoura agrícola.
Através de substâncias húmicas, propicia um solo bem estruturado com uma distribuição adequada de partículas sólidas (ex. areia, silte e argila) resultando no aparecimento de poros onde água e ar podem ser armazenados para que plantas e raízes de plantas possam crescer. Alguns componentes alifáticos hidrofóbicos de minhocas e de hifas de fungos propiciam a formação e estabilidade de agregados (pequenos torrões). Os agregados do solo condicionam a infiltração e drenagem de água no solo, a aeração e cria um habitat para a bióta do solo (fungos, bactérias e actinomicetos).
Os ácidos fúlvicos aumentam a capacidade de troca de cátions do solo, propiciando maior capacidade de retenção de nutrientes (ex. cálcio, magnésio e potássio) evitando serem lixiviados e, ao mesmo tempo, podendo abastecer a planta através da água do solo. 
A palha que cobre a superfície do solo ("mulch") evita o selamento ou encrostamento superficial causado pelo impacto da gota de chuva, evitando a formação de enxurrada e, assim, protegendo o solo contra a erosão causada pela chuva.  Os túneis construídos por minhocas e raízes mortas das plantas, possibilitam maior drenagem de água e movimentação de calcário em profundidade.
A matéria macrorgânica, contém grande quantidade de nitrogênio e enxôfre e, através de ácidos húmicos, ácido oxálico e málico, têm comprovada participação na disponibilização de fósforo para as plantas. Esses ácidos possibilitam diminuição da toxicidade de metais, como o alumínio, para as plantas.
As bactérias que se associam com raízes de plantas cultivadas (ex. soja) abastecem as plantas com nitrogênio diminuindo custos de adubação nitrogenada para o agricultor. Já os fungos que se associam com as raízes de plantas melhoram a eficiência das culturas em absorver o fósforo presente no solo.
Assim, os microrganismos podem transformar diversos pesticidas em substâncias simples, que, ao atingirem águas subterrâneas ou rios e lagos, não causam danos à saúde pública. Raízes agressivas de plantas consideradas adubos verdes (ex. ervilhaca, tremoço) podem romper camadas de solos compactadas aliadas aos outros componentes citados, contribuem para a não ocorrência da mudança climática global ou "efeito estufa".

fonte:http://www.informativorural.com.br/conteudo.php?tit=a_importancia_da_materia_organica_para_o_solo&id=39

terça-feira, 2 de abril de 2013

Porto Alegre - Bairro Ipanema agora tem Feira de Produtos Orgânicos

Ipanema agora tem Feira de Produtos Orgânicos

                                                                                                   Gustavo Cruz
Aos sábados, das 7h às 13h, comunidade pode comprar
hortifrutigranjeiros e outros produtos

Os moradores de Ipanema e região que buscam uma alimentação mais saudável e, consequentemente, mais qualidade de vida contam, desde 9 de março,  com a Feira de Produtos Orgânicos de Ipanema. Aos sábados, sempre das 9h às 13h, são comercializados hortifrutigranjeiros e produtos coloniais, entre outros, na sede do Espaço Ecos (espacoecosportoalegre.blogspot.com), na esquina da Rua Déa Coufal com a Avenida Guaíba, com acesso pelo Calçadão.
Os primeiros três finais de semana mostraram o acerto dos organizadores e colaboradores em realizar um feira de produtos orgânicos, produzidos sem agrotóxicos no assentamento de Águas Claras, em Viamão. Além de incentivar que os agricultores fiquem na terra ao adquirir seus produtos, realizar a feira no bairro Ipanema atende uma antiga demanda da comunidade. “Moradores que já vieram nos visitar disseram que iam longe para conseguir produtos orgânicos”, destaca Jefferson Vieira, que coordena o projeto com Filippo Cauac e Jessé Andrade do Nascimento. 
Já pensando na ampliação das atividades, a ideia é abrir espaço para artesanato e, também, eventos comunitários, entre outros. Mas, no local, já são realizadas oficinas sobre o uso do bambu (terças e quintas às 9h30 ou segundas e quartas às 19h30), com atividades físicas, orientadas pela Integral Bambu, que, em busca do autoconhecimento e do autocuidado, envolvem alongamento, força e agilidade. Fundada há 12 anos em Brasília, a Integral está em Porto Alegre desde janeiro de 2012 e criou no Espaço Ecos um local ideal para as oficinas, em meio às arvores e próximo ao Guaíba: um domo geodésico com 10 metros de diâmetro, coberto com lona. Com base no conceito de bioconstrução, além de bambu, foram utilizados na obra materiais alternativos. Informações em cauacbambu.blogspot.com.
Outro participante da feira que pretende realizar atividades diferenciadas no local é o laboratório alquímico experimental Caverna Sagrada, que trabalha com resgate de saberes tradicionais e ancestrais.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Produção Orgânica - Sítio Talismã

Enviado em 07/06/2010
Todos já sabem dos benefícios dos alimentos orgânicos para a saúde e para a preservação do meio ambiente. Você vai conhecer agora todo um sistema de produção orgânico, que acontece dentro do Sítio Talismã.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Livro do Iapar discute formas de comercialização de alimentos orgânicos





O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está lançando o livro Conexão Ecológica, de autoria do engenheiro-agrônomo Moacir Roberto Darolt. O livro resume o conhecimento científico resultante de anos de pesquisas feitas na instituição. De acordo com o autor, o livro aponta caminhos para a reconstrução do relacionamento entre agricultores e consumidores, como os canais curtos na comercialização de alimentos produzidos em base ecológica, considerada a maneira mais sustentável para a oferta e o consumo de produtos saudáveis, do local, da estação e mediante preço justo. 
A publicação aponta distorções na comercialização de alimentos orgânicos e propõe alternativas para fortalecer as relações entre produção e consumo, baseadas no encurtamento dos canais de venda visando maior proximidade entre o produtor e o consumidor. 
Em seu trabalho de doutorado sobre agricultura orgânica na Região Metropolitana de Curitiba, Darolt percebeu que o maior problema para os produtores era a comercialização, ao mesmo tempo que, por sua vez, os consumidores reclamavam da pequena quantidade e falta de diversidade dos produtos orgânicos, além da falta de locais para a compra. 
Segundo o pesquisador, os pequenos agricultores acabam reféns das grandes cadeias de supermercados, tendo dificuldades de negociar os produtos orgânicos a preços justos; do lado dos consumidores os preços de compra são abusivos. Ele cita que, para cada R$ 1,00 que o consumidor paga por um produto orgânico na “boca do caixa” do supermercado, R$ 0,33 (trinta e três centavos) ficam com o atravessador; R$ 0,38 com o supermercado e R$ 0,29 com o produtor. O produto ecológico ainda é embalado com isopor e plástico. “Todo esse processo descaracteriza o que pensamos como algo sustentável”, afirma Darolt.
Segundo o pesquisador, estes entraves impedem o crescimento da produção e consumo de orgânicos. “A partir disso, estudei alternativas de venda direta e outros canais curtos que aproximassem o produtor do consumidor, no conceito de um alimento ecológico e comercializado a preços justos”, explica. 
Os resultados do estudo foram incorporados à publicação e mostram a necessidade de reinventar os mercados locais, aproximar quem produz de quem consome e tornar os consumidores protagonistas de sua alimentação. 
Relatando experiências de grupos de consumidores do Brasil e outros países, o livro mostra que ao participar de uma cadeia curta o alimento cria-se uma identidade que agrega valores como qualidade biológica, saúde, apoio à economia local e ao meio ambiente. Temas como o turismo rural, acolhida na colônia, caminhadas na natureza, propriedades pedagógicas, slow food, feiras ecológicas são abordados como alternativas. 

O conteúdo proposto pelo autor é apresentado em seis capítulos: o perfil do consumidor de alimentos ecológicos; estruturara e funcionamento do modelo de agricultura apoiada pelo consumidor; experiência concreta de grupos de consumidores; inclusão de consumidores como apoiadores de propriedades orgânicas; resultados de pesquisas desenvolvidas pelo Iapar; e, por fim, propostas de ações para aproximar consumidores e agricultores ecológicos. formas de comercialização de alimentos orgânicos

Serviço
“Conexão Ecológica”
De Moacir Darolt
R$ 20,00
Aquisição no endereço
 www.iapar.br
Arquivo anexado:
http://www.cidadao.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=73129&tit=Livro-do-Iapar-discute-alternativas-para-comercializacao-de-alimentos-organicos

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Globo Repórter 25.03.2011 - Alimentos Orgânicos - parte 2




* Agrotóxicos podem causar doenças como depressão, cancer e infertilidade.
* É possível plantar horta orgânica no quintal ou na varanda do apartamento. 
* Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais
* Alunos de Jundiaí plantam alimentos que consomem na merenda escolar. 
* Consumidores encontram alimentos orgânicos mais baratos em feiras.
* Curitiba possui o único mercado municipal do país só de orgânicos. 
* Chef de cozinha abre restaurante de orgânicos e clientela adora.
* Engenheiro agrônomo ensina como preparar uma horta em casa

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Globo Repórter - Alimentos Orgânicos - parte 1




* Criação de galinhas sem estresse produzem ovos com mais qualidade.
* Rapaz passa infância intoxicado com pesticidas usado na roça dos pais
* Agrotóxicos podem causar doenças como depressão, cancer e infertilidade.
* É possível plantar horta orgânica no quintal ou na varanda do apartamento. 
* Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais
* Alunos de Jundiaí plantam alimentos que consomem na merenda escolar. 
* Consumidores encontram alimentos orgânicos mais baratos em feiras.
* Curitiba possui o único mercado municipal do país só de orgânicos. 
* Chef de cozinha abre restaurante de orgânicos e clientela adora.
* Engenheiro agrônomo ensina como preparar uma horta em casa

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Você sabe de onde vêm seus alimentos? FAE em Porto Alegre

Você sabe de onde vêm seus alimentos? from Aura on Vimeo.





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For Spanish and English subtitles go to: youtube.com/watch?v=xKZjzMnvt1M&feature=plcp
"Todos os sábados, junto aos primeiros feixes de luz do vagaroso Sol, chegam à Avenida José Bonifácio dezenas de gentes de mãos sujas. São de uma cor e de um cheiro de terra que vêm de diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Elas puxam cordas, esticam lonas, montam estacas de ferro ou madeira e empilham caixas coloridas. Aqui, uma vez por semana, encontram-se com outras mãos, sem calos e fedendo a sabonete, trazendo o alimento mais limpo no qual já puderam tocar.
Há 22 anos, a Feira dos Agricultores Ecologistas (FAE) de Porto Alegre preenche o canteiro central na pequena rua em frente ao Parque Farroupilha. Na famosa Rua do Brique, Rua do Colégio Militar, Rua da Redenção, as manhãs de sábado recebem desconhecidas beldroegas, ora-pró-nóbis, kinos, juçaras, araçás e tantas outras. Além de milhares de outros alimentos distribuídos em 41 bancas permanentes e oriundos de uma produção livre de agrotóxicos e insumos químicos.
...
Porto Alegre, em 16 de outubro de 1989, foi a primeira cidade brasileira a realizar uma feira ecológica após o boom da Revolução Verde nos anos 1970. A iniciativa foi da Cooperativa Coolmeia, marcando o Dia Mundial da Alimentação. José Lutzenberger, Sebastião Pinheiro, Jacques Saldanha, Nélson Diehl, Glaci Campos Alves e outros nomes estão entre os fundadores da Feira. Hoje, 149 famílias divulgam sua prática agroecológica e, mais do que isso, o trabalho coletivo da Associação dos Agricultores Ecologistas Solidários do RS, temas tão caros ao pensamento acerca da biodiversidade.
A variedade dos alimentos oferecidos para os frequentadores da Feira supreende: quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco e do integral? O agricultor da Associação Biodinâmica do Sul, Juarez Felipi Pereira, 55 anos, assusta. O "Seu Juarez dos arrozes" traz a Porto Alegre arroz cateto, aromático, agulhão, preto, vermelho e moti. Hoje guardião de sementes, Seu Juarez começou praticando a agricultura convencional, até perceber que estava contribuindo para o empobrecimento da biodiversidade, além de perder pontos na própria saúde.
– Quando o agricultor escolhe o que plantar, ele escolhe o que acha que há de melhor, afirma.
Seu Juarez defende as “suaves misturas” que a natureza provoca, inclusive entre os 19 tipos de arroz que hoje cultiva, sem nunca ter se preocupado em purificá-los. Para ele, a sociedade, violentada pelo imperativo econômico da Revolução Verde, desconhece a variedade existente de alimentos. Conceito que a ativista ambiental indiana e doutora em física Vandana Shiva ampliaria, criando o entendimento do que chama de “monoculturas da mente”.
...
Certamente essa tendência de monocultura leva a um posicionamento centrador, que bloqueia o avanço de um conhecimento maior sobre tipos de alimentos ainda desconhecidos. Esse comportamento que a visão positiva traz a qualquer conhecimento do mundo exclui possibilidades outras, ou seja, para "fora do caminho" pragmático da eficiência, que não sirvam para aplicação na lógica mecânica do sistema financeiro.
Seu Juarez adiciona: quando leva seu arroz para a Feira, o pagamento ainda é outro. O amor e a gratidão do “cidadão urbano” (termo que preferiu em vez de "consumidor”) para com aquele que produziu o alimento de forma harmoniosa volta através das mãos do agricultor.
- Esse amor que eu recebo na rua eu planto junto, eu levo para a terra."
Extraído do texto "A importância das mãos " de Anelise de Carli
A feira acontece aos sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio.
Trilha sonora:
"Vanlig " e "Joke" por Jahzzar (betterwithmusic.com)
"Single Foot" por Moondog
"A Geranium for Mano-a-Mano" de Glenn Jones (freemusicarchive.org/music/Glenn_Jones)
"Manhã na Feira" de Alexandre Kumpinski
"Over the River and Through the River" de Father Sleep (freemusicarchive.org/music/Father_Sleep/Father_Sleep/Over_the_River_and_Through_the_River)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A Agroecologia é uma esperança e uma possibilidade de construir outro modelo.

Agroecologia é alternativa


por Patrícia Benvenuti, do Brasil de Fato
Agroecologia.retranca2 Antônio Cruz ABr Agroecologia é alternativa
A agroecologia é uma esperança de construção de outro modelo agrícola para o país. Foto: Antônio Cruz/Abr
Produção de orgânicos tem vantagens para consumidores e produtores.
O crescente número de enfermidades associadas ao uso de agrotóxicos traz à tona a necessidade de se consumir alimentos saudáveis e livres de substâncias químicas. Nesse contexto, a agroecologia surge como a melhor alternativa.
No dossiê Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde, lançado no final de abril pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia aparece como principal prioridade nas ações concretas.
“A agroecologia é uma esperança e uma possibilidade de construir outro modelo que não é somente a exclusão dos agrotóxicos, mas um modelo que prioriza o diálogo dos saberes do homem do campo com o saber científico”, afirma o chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UnB e do GT de Saúde e Ambiente da Abrasco, Fernando Ferreira Carneiro.
Incentivo
Para a médica sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Lia Giraldo, é preciso exigir mais investimentos do poder público que, segundo ela, foi o principal responsável pelo aumento do uso de agrotóxicos no país.
No Brasil, os agrotóxicos foram primeiramente utilizados em programas de saúde pública, no combate a vetores e controle de parasitas, passando a ser usados de forma intensiva na agricultura a partir da década de 1960. A intensificação do uso ocorreu em 1975, com o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que obrigava o agricultor a comprar uma quantidade definida de agrotóxicos para obter recursos do crédito rural.
“Esses produtores passaram a usar agrotóxico com incentivo do governo. O crédito rural obrigou os agricultores a usarem agrotóxicos”, acusa a pesquisadora. A concessão de impostos, hoje, é uma das vantagens concedidas a esses produtos.
Já a população, destaca Lia, deve priorizar cada vez mais o consumo de itens sem agrotóxicos, incentivando, assim, o mercado de produtos agroecológicos.
“Na hora em que a gente começar a dar mais apoio à agricultura orgânica e à agroecologia, vamos ter mais oferta desses produtos a preços compatíveis. E vai baratear a produção porque o agricultor não vai gastar dinheiro com esses insumos”, diz.
Com a política nacional de agroecologia e produção orgânica, o governo espera ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar seu consumo.
Atualmente, 200 mil famílias estão empregadas na produção de orgânicos. Para alcançar a meta, uma das ações previstas é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.
Saúde
A preocupação com a saúde também leva a coordenadora da Área de Câncer Ocupacional do Instituto Nacional do Câncer, Ubirani Otero, a se posicionar contra o atual modelo agrícola e em favor de uma política agroecológica. Em abril, o Inca lançou o documento Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, onde aponta a associação entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de diversos tipos de câncer.
“Quando a gente fala de agrotóxicos não está apenas falando de um produto ou um agente, está falando de um grupo grande de produtos. O trabalhador não utiliza apenas um agente para fazer a aplicação, ele faz uma mistura”, explica.
Diante dos riscos e das evidências, Ubirani aponta a necessidade de mudanças. “Nossa recomendação é que essa prática do grande uso de agrotóxicos, muitas vezes maior do que o necessário, seja gradualmente desestimulada e que o agricultor tenha condições de não mais utilizar agrotóxicos”, afirma.
Novos mercados
A aposta pela agroecologia também pode fazer com que muitos produtores possam vender seus produtos para locais que, há muito tempo, já baniram os agrotóxicos.
Em fevereiro deste ano, carregamentos de suco de laranja brasileiros foram barrados pelos Estados Unidos por conterem resíduos de Carbendazim, um fungicida proibido pelo governo estadunidense desde 2009. O episódio, para Carneiro, mostra a necessidade de o país se adaptar á lógica de produzir alimentos que não sejam prejudiciais à saúde.
“Ainda temos que lutar por uma verdadeira revolução agroecológica no Brasil, botar para trás essa Revolução Verde e ser um grande produtor mundial de alimentos saudáveis. Essa tem que ser a meta de desenvolvimento”, afirma Fernando.
* Publicado originalmente no site Brasil de Fato.
(Brasil de Fato)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pesquisadores do RJ investem e ganham espaço com os orgânicos

Trabalho é realizado pela Embrapa, Universidade Federal Rural e Pesagro.
Pesquisas são desenvolvidas com a produção de verduras e legumes.



A fazendinha agroecológica fica no município de Seropédica ao lado dos imponentes prédios da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ela é mantida pela Embrapa, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Pesagro, Empresa de Pesquisa do Estado, e produz principalmente verduras e legumes.
A área pertence ao Centro Nacional de Agrobiologia da Embrapa e foi criada há quase 20 anos pelos engenheiros agrônomos Dejair Almeida e Raul de Lucena Ribeiro. Em 1998, o Globo Rural mostrou as pesquisas realizadas por eles com a produção de hortaliças orgânicas. Quatorze anos depois, a fazendinha se transformou em um centro de formação em agroecologia e agricultura orgânica, com curso de mestrado coordenado pela Universidade Rural.
O principal desafio dos novos pesquisadores da fazendinha é gerar conhecimentos para atender as exigências da lei que rege a produção orgânica no Brasil. Quando se pensa em produção de hortaliças, logo se pensa em esterco animal ou adubo químico. Mas, pela Lei dos Orgânicos isso não é permitido, como explica o engenheiro agrônomo Ernani Jardim da Embrapa.
“Se você traz o esterco lá de fora, muitas vezes o pecuarista, o avicultor, ao cuidar dos animais usa remédios, produtos químicos, que são utilizados no sistema de produção. Quando ele vem pra cá, ele vai se concentrando nesta área de produção de hortaliças”, afirma.
A única exceção é o esterco produzido pelos criadores de animais que não usam produtos químicos e que sejam certificados como orgânicos, mas essa produção ainda é muito pequena. Para substituir o esterco, a fazendinha está usando adubação orgânica de origem vegetal.

“Nós usamos uma espécie chamada Gliricidia sepium, que contribui principalmente com o ingresso de nitrogênio dentro da unidade de produção. Além disso, utilizamos o capim elefante, que é uma outra fonte de biomassa”, explica José Guilherme Guerra, agrônomo – Embrapa.
O capim é triturado com a mesma picadeira usada para fazer forragem. Depois é amontoado ao ar livre. A finalidade é a produção de substrato para a produção de mudas de hortaliças. Para cada 95 kg de capim picado deve-se misturar 5 kg de torta de mamona. No início é bom molhar o material. Depois é só aguardar de 90 a 100 dias para completar o processo. O substrato pode substituir o humos, feito com esterco de curral e usado nos viveiros de mudas.
Outro insumo fundamental na produção de hortaliças orgânicas é o bocashi. Um composto de resíduos vegetais também obtido por fermentação. Ele é rico em macro e micro nutrientes. Para fazer 200 quilos do composto são necessários: 60 quilos de farelo de trigo e 40 de torta de mamona. Depois eles despejam dois litros de um produto chamado: EM em 20 litros de água.
O EM é uma mistura ativada de bactérias e leveduras, que se encontra facilmente nas lojas de insumos orgânicos. Depois é só umedecer a torta e o farelo aos poucos sempre misturando. O material é bem compactado dentro dos tambores e antes do fechamento é preciso colocar um plástico para vedar bem. Ele fica armazenado por três semanas.
Para iniciar um plantio de hortaliças orgânicas é preciso fazer a correção do solo com calcário e afofar bem a terra. Se o plantio for de mudas é só fazer as covas e colocar as plantas no canteiro. Dois dias depois, espalha-se o bocashi a lanço no meio das mudas. Depois vem o capim e a gliricídia, ambos picados com pelo menos três dias de antecedência. A mistura é meio a meio. O material é usado como cobertura morta. Isso é fundamental para proteger e ativar a vida do solo.

Quem produz hortaliças orgânicas tem que planejar muito bem a época de plantio de cada cultura para evitar as pragas e doenças. No caso das folhagens, o problema principal é o pulgão, que suga a seiva e acaba matando as plantas. Ao invés de aplicar veneno a estratégia do pessoal da fazendinha é atrair o principal inimigo natural do pulgão: a joaninha. Ela é capaz de comer dezenas deles em um dia.
Um canteiro de coentro bem no meio da horta atrai as joaninhas. “Quando ele começa a florescer, ele oferece néctar e pólen, que é um alimento completar para as joaninhas, enquanto ela não encontra a sua presa principal, que são as pragas”, explica Maria Gabriela da Mata, Agrônoma - Embrapa. Quando termina a fase de floração do coentro as joaninhas voam para as outras verduras a cata dos pulgões.
Além do controle biológico é preciso também lançar mão dos defensivos autorizados para uso na agricultura orgânica, como a calda borbalesa que serve para combater os fungos do tomateiro. Hoje já é possível dizer que existe informação científica para cultivar qualquer hortaliça sem o uso de veneno. “Quando a gente faz agricultura orgânica, tem que considerar vários fatores. A época adequada para plantar, as condições ambientais, uma variedade que tenha bastante resistência e esse somatório todo é complementado com os defensivos alternativos”, comenta Alexandra de Carvalho Silva, agrônoma – UFRJ.

Mas existem pragas como as lagartas da broca e da traça para as quais não existem remédios. O jeito é construir estufas de tela fina para evitar a entrada das mariposas que colocam os ovos das lagartas na flor do tomateiro.

Para a produtora Isabel Yamagushi, que produz hortaliças orgânicas na região, o maior desafio é conviver com os fungos e as lagartas. “A agricultura orgânica tem nos proporcionado uma venda certa. Na feira, um tomate grande, pra salada, gira em torno de R$ 10 o quilo. O produto orgânico é mais caro porque há uma perda enorme”, explica.
Parte da produção de Yamagushi é feita ao ar livre, onde ela não pode controlar a água nem pragas. O excesso de umidade é a principal causa dos fungos que atacam sua plantação. Eles seriam mais fáceis de controlar se o plantio não fosse feito ao ar livre, mas o custo para manter uma estufa é maior.

Além de feiras, no Rio de Janeiro existe outro mercado para os orgânicos. São os restaurantes de alta cozinha. Produtores e empresários fazem parcerias de sucesso. “Para os produtores é importante, porque nós colhemos um produto que já vem vendido. Não existe aquela dúvida de levar até um local, sem saber se vão ficar”, explica o produtor.
Para receber um folheto com receitas de defensivos alternativos, permitidos para uso na agricultura orgânica, escreva para a Pesagro. O folheto é grátis.
Pesagro
Alameda São Boaventura, 770
Niterói, Rio de Janeiro
Cep: 24120-192


VEJA O VÍDEO EM:
fonte GLOBO RURAL http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/08/pesquisadores-do-rj-investem-e-ganham-espaco-com-os-organicos.html

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Pioneira da agroecologia receberá prêmio mundial


Pioneira da agroecologia receberá prêmio mundial

Ana Primavesi lembra que uma planta precisa de no mínimo 45 nutrientes para se desenvolver e produzir de forma saudável. “A agricultura convencional dá, no máximo, 15 desses nutrientes para as plantas. E nem sempre esses 15 nutrientes são integralmente ministrados às lavouras convencionais”, diz.
O resultado são plantas deficientes nutricionalmente e frágeis aos ataques de pragas e doenças, dependentes, portanto, do uso de agrotóxicos.
É justamente a maneira de devolver esses nutrientes ao solo que Ana Primavesi ensina aos agricultores. Ela lembra de agricultores na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, que há cerca de 15 anos a procuraram porque já não conseguiam produzir com o pacote convencional.
“Eles estavam a desanimados, quase falindo, porque a cada ano a terra respondia menos às adubações”, conta. “Começamos a melhorar o solo e a qualidade dos nutrientes, passando a aplicar adubações orgânicas”, continua. “Demorou uns quatro a cinco anos, mas agora eles produzem com fartura. Há uns anos voltei lá e vi como estavam felizes com a produção orgânica”, conta Ana, ressaltando que a recompensa sempre vem. “O problema é que ela não é rápida, e muitos desistem.”

“A agricultura convencional é a arte de explorar solos mortos”
 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Produção sustentável de morango é tema do Dia de Campo na TV




O morango adquiriu nos últimos anos a imagem de ser um produto contaminado por agrotóxicos, o que gera insegurança. A Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) busca alternativas para ajudar os agricultores a transformar a produção desse fruto, com dois sistemas de produção diferenciados: o sistema de produção integrada e o sistema de produção de base ecológica. Em termos de produção por planta, dependendo do sistema adotado pelo agricultor, pode-se ter um rendimento entre 800g e 1 quilo e meio de frutos.
Esses resultados foram verificados por um grupo de agricultores do Assentamento da Palma, em Capão do Leão (RS), onde é produzido aproximadamente 1kg de frutas por planta cultivada. Eles adotaram o sistema de produção de base ecológica, em 2010. A maneira de cultivo na propriedade considera o solo um organismo vivo, onde a planta vive com a microfauna e a mesofauna local. O sistema utiliza preparados biodinâmicos e repelentes naturais para resultar num fruto colorido e saboroso. O morango orgânico é produzido sem a utilização de agrotóxicos, o que reduz os riscos de contaminação oriundos de seu consumo.

O sistema de produção de morangos na propriedade de Ricardo Rosa é um exemplo para a comunidade em busca de novas formas de produção. A experiência na produção de base ecológica de morangos na propriedade de Ricardo, iniciou com 5 mil mudas. Atualmente, o agricultor trabalha com 3 mil mudas e comercializa 80% de sua produção diretamente com o consumidor, o que aumenta a responsabilidade sobre a qualidade da fruta produzida.

O Dia de Campo na TV sobre Produção sustentável de morango foi produzido pela Embrapa Clima Temperado e pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Como sintonizar o programa

Canal Rural
Net, Sky, Parabólica ou internet
Sexta-feira a partir das 9 horas

TV NBR
Canal do Governo Federal
Domingo, às 8 horas, com reprise quarta-feira, às 9h10, e sexta-feira, às 16 horas

TV Educativa de São Carlos (canal 48)
Ás quintas-feiras - 18 horas

TV Sete Lagoas
Quinta-feira, às 20 horas, e sábado, às 11 horas

TV Itararé de Campina Grande (PB)
Aos sábados - 8 horas

TV Agromix
Diariamente

Para aqueles que não puderem assistir ao programa, a Embrapa Informação Tecnológica disponibiliza cópias em DVD que podem ser adquiridas pelos telefones: (61) 3340-9999 ou (61) 3448-4236, ou pela Livraria Embrapa.

A matéria principal do programa pode ser vista também no site do Dia de Campo na TV. Nesta página você pode acessar a grade completa da programação, além de reportagens dos anos anteriores.

FONTES

Embrapa Clima Temperado
Cristiane Betemps -- jornalista
Telefone: (53) 3275-8113

Embrapa Informação Tecnológica
Maria Luiza Brochado - Jornalista
Telefone: (61) 3448-4807

terça-feira, 26 de junho de 2012

A onda orgânica

atitude
Mario Rodrigues

consumo

A onda orgânica

Espaços especializados aumentam a oferta de produtos naturais. No ano passado, 1,1 bilhão de reais foram gastos com orgânicos nos supermercados do país, um aumento de 8% em relação a 2010

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Toda semana, a dona de casa Luisiane Laste recebe em sua residência, em Alphaville, por meio de um serviço de delivery, uma seleção de hortaliças e frutas orgânicas (sem adubos químicos, agrotóxicos nem hormônios) recém-colhidas do pé. Já a estudante de psicologia Charlene Keiko percorre lojas e frequenta restaurantes com produtos do mesmo tipo. "Nosso corpo sofre uma influência direta do que comemos", afirma. Antes restrito a quitandas pequenas e frequentadas por poucas pessoas, o mercado atrai agora um público bem maior, que busca alimentos mais saborosos e saudáveis em espaços com melhor serviço e infraestrutura. O crescimento da procura reflete-se no aumento das vendas e na diversidade. No ano passado, 1,1 bilhão de reais foram gastos com orgânicos nos supermercados do país, um aumento de 8% em relação a 2010. O estado de São Paulo representa 56% do total.

Impulsionada pelo momento, a oitava edição da Bio Brazil Fair será realizada entre quinta (24) e domingo no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Com 250 expositores, que vendem de verduras a cosméticos, a feira pretende atrair mais de 24.000 visitantes, entre revendedores e consumidores. "Em 2004, nosso primeiro ano, registramos menos da metade desse movimento", compara a diretora de negócios, Lucia Cristina de Buone. "Hoje é possível comer, beber, cuidar-se e limpar a casa com artigos naturais, e isso atrai mais gente para a causa."

Para ser considerado orgânico, o item deve ter o selo de órgãos licenciados, como o Instituto Biodinâmico (IBD). Nem sempre os produtos cultivados sem defensivos químicos preenchem todos os requisitos: esses são chamados de agroecológicos. O principal lançamento da Bio Brazil Fair, por exemplo, é a carne suína da marca Korin sem antibióticos nem hormônios. A novidade é mais natural que as convencionais, mas não tem a certificação, principalmente porque os animais são tratados com ração que não é orgânica.

O evento não é o único que oferece uma ampla variedade. Além da tradicional feirinha que ocorre desde 1991 no Parque da Água Branca e reúne 39 barracas que comercializam de alface a vinho, há pelo menos outras oito na capital. No último ano, a prefeitura lançou duas exclusivas para alimentos sem defensivos químicos: uma em São Mateus, na Zona Leste, e outra no Parque Burle Marx, na Zona Sul. Uma terceira, no Parque do Ibirapuera, deve começar a operar até julho.

As lojas segmentadas também proliferaram. Criada há 25 anos, a rede Mundo Verde cresceu 21% de 2010 para 2011 no estado, onde atualmente possui 51 endereços — desses, 36 na capital. Na esteira de empreendimentos charmosos como o Moinho de Pedra, da chef Tatiana Cardoso, que existe há dezessete anos na Chácara Santo Antônio e engloba loja, café e restaurante, surgiu o Quintal dos Orgânicos, na Vila Madalena. Aberto em 2010, virou parada obrigatória para os entusiastas. Lá é possível sentar-se em mesas rústicas, em meio a um pequeno pomar, e retirar frutas como jabuticaba e romã direto do pé. Além disso, dispõe de mais de 1.000 artigos 100% naturais, de roupas íntimas a saladas colhidas na véspera em várias regiões do Brasil. Também há empresas que entregam em domicílio. Aberta há quatro anos, a Organic Delivery oferece uma série de cestas pré-montadas, como as preparadas para solteiros e bebês.

Apesar do aquecimento, o mercado enfrenta problemas que o impedem de prosperar ainda mais. A principal barreira continua sendo o preço, de 30% a 60% maior que o dos produtos convencionais. "Os hortifrútis vêm de pequenos produtores, são cultivados em menor escala e em determinada época do ano, além de seguir certos critérios que os encarecem", explica Lucia. Proprietário do Quintal, Nardi Davidsohn acredita que o investimento é convertido em saúde. "Meus funcionários almoçam aqui e nunca ficam gripados", diz ele, embora isso não tenha comprovação científica.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Marcos Palmeira fornece alimentos orgânicos para a Rio+20


Ator amoçou no Riocentro no dia 15 de junho (sexta-feira).
O ator Marcos Palmeira é um dos principais fornecedores de alimentos orgânicos do Riocentro, maior centro de convenções da América Latina, durante a Rio+20. No dia 15 de junho (sexta-feira), ele esteve na praça de alimentação do Riocentro para almoçar no restaurante Villa Paulistana, ao qual fornece hortifruti orgânico de sua fazenda, Vale das Palmeiras. Inspirado pelo debate sustentável do evento, o restaurante buscou uma alimentação sem agrotóxico e com cultivo natural para oferecer ao público.
Na Rio+20, o restaurante oferece duas ilhas somente com buffet orgânico (tanto carne, legume, verduras, massas e cereais, como arroz e feijão). Há quatro tipos de alface, Rúcula, legumes, tomate, batata, uma diversidade de verduras orgânicas produzidas na fazenda em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Marcos Palmeira vai aproveitar a Rio+20 para lançar o mais novo produto de sua fazendo: o café 100% arábico, orgânico e biodinâmico (a colheita do café é feita manualmente com um sistema agroflorestal, poupando a fauna, flora e recursos hídricos e respeitando, assim, o ciclo da natureza e a sustentabilidade da fazenda). Para o lançamento na Conferência da ONU, serão 50kg deste café.
Para Francisco Toquetão, dono do restaurante Villa Paulistana - o primeiro fornecedor oficial da Top Gourmet, empresa oficial de Alimentos e Bebidas da Rio+20, com buffet orgânico - com maior divulgação, a população pode consumir mais alimentos orgânicos. “Ainda é um pouco mais caro porque há pouca produção. Quando começarem a consumir mais alimentos orgânicos, produzirão mais e o preço ficará mais acessível”, afirma.
Detalhes da praça de alimentação da Rio+20-Na praça de alimentação, 50% dos restaurantes e lanchonetes têm produtos naturais ou orgânicos e os outros são multimarcas nacionais. O objetivo é oferecer variedade e opções diferenciadas para atender a todos os gostos. É possível encontrar até chopp e vinho artesanais orgânicos, além de sucos e carnes. A Top Gourmet se responsabiliza também pela separação do lixo na praça de alimentação.
Além dos restaurantes, na praça de alimentação pode-se encontrar: . Stand de venda de artesanato feito com materiais reciclados |.Estação de reciclagem Pão de Açúcar |. Instituto-e , da Osklen, com um stand com informações sobre o trabalho de sustentabilidade feito pelo instituto e a venda de camisetas 50% algodão e 50% PET reciclada|.Stand da Fibras e Design Móveis e Decorações com o mostruário e venda de peças de madeira e material sustentável.
Top Gourmet, empresa oficial de Alimentos e Bebidas da Rio +20, consolida seu conceito Top Sustentável ao servir à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Empresa de serviços de catering do grupo GL events Brasil, que administra o Riocentro, a Top Gourmet é a responsável por fornecer às mais de 100 mil pessoas previstas durante toda a conferência soluções sustentáveis como copos biodegradáveis feitos à base de milho. Até o açúcar servido durante o evento será orgânico. Na praça de alimentação da Rio+20, a Top Gourmet se responsabiliza também pela separação do lixo.
Riocentro usa soluções sustentáveis durante a Rio+20 -O Riocentro encontrou soluções sustentáveis para a praça de alimentação e toda a comunicação visual, assim como antecipou o projeto de dragagem da lagoa e do rio Camorim no Riocentro – ao custo de R$ 1,5 milhão – para receber a Rio+20. O Riocentro conta ainda com uma Estação de Tratamento de Esgoto com capacidade de tratar 340m³ por dia. 
Copos biodegradáveis feitos de milho e tapetes de garrafas PET foram algumas das soluções encontradas pela GL events Brasil – fornecedora oficial da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e administradora do Riocentro – para atender às necessidades da conferência.
Só de copos a expectativa é que as mais de 100 mil pessoas esperadas para os 11 dias de evento utilizem 1 milhão de unidades. Por serem feitos à base de milho, eles são biodegradáveis e não agridem o meio ambiente.  
Tapetes feitos de garrafas PET - Como faz em todas as feiras que realiza, a GL events Brasil optou por tapetes reciclados para acústica e revestimento do piso dos pavilhões 1,3, 4 e 5, assim como para a área externa e dentro das tendas montadas no Riocentro. Cada metro do carpete é produzido com nove garrafas PET. Na Rio+20, foram utilizados 89.347 mil metros do tecido, o que corresponde a 9.928 garrafas PET que deixaram de ir para lixões e foram reaproveitadas. Após a conferência, o material será novamente reciclado. 
Comunicação visual ecológica - Outra preocupação foi usar lonas e tintas ecológicas (lona Discovery-2 - 440 GSM impresso em tinta Eco Solvente marca Tech Ink e Látex marca HP) para a confecção de toda a comunicação visual da Rio+20, como painéis, módulos de parede, banners, sinalização interna de publicidade e merchandising. Após o evento, os 3.700m² de lonas serão doados para a ONG Onda Carioca que irá reciclá-lo para a confecção de bolsas, sacolas, nécessaires, entre outros produtos.
Reciclagem - Todo lixo produzido durante a Rio+20 será reciclado. Para isso, o Riocentro, maior centro de convenções da América Latina, firmou parceria com organizações não-governamentais para a gestão dos resíduos sólidos do evento. Outras irão transformar 100% do lixo orgânico da praça de alimentação em adubo, por meio da compostagem.   
fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=206732

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Emater/RS-Ascar participa da Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos


Crédito: Divulgação Emater/RS-Ascar
De 27 de maio a 3 de junho, será promovida em todo o país a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. Há sete anos, o Governo federal homologou que a última semana do mês de maio seria destinada à intensificação de atividades de conscientização da população quanto à importância da alimentação orgânica.

A Emater/RS-Ascar, como órgão responsável pela assistência técnica e extensão rural no Estado, apoia o cultivo e o comércio de produtos orgânicos através de ações em vários municípios. Somente em 2011, a Instituição atendeu a mais de 14 mil produtores agroecológicos, orientando, acompanhando e estimulando a adoção de práticas de manejo e produção de base ecológica em 321 dos 492 municípios atendidos no Rio Grande do Sul, tanto na área da produção vegetal quanto na de produção animal.

A busca por uma melhor qualidade de vida tem levado muitas pessoas a recorrer aos alimentos orgânicos, fazendo desse um mercado em crescimento. É o que afirma o produtor e membro da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert), Nei Dimer, que produz, de forma ecológica, quatro hectares de banana em Morro Azul e vende a sua produção nas feiras de Porto Alegre. “De um ano para cá, tenho notado um aumento na procura, principalmente por profissionais da área da saúde. Tenho muitos clientes que são médicos e nutricionistas”, afirma Dimer.


Uma dessas clientes é a enfermeira Lucrécia Bernardi, assídua frequentadora da feira agroecológica localizada no pátio da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. “Venho aqui desde a inauguração. Procuro comprar alimentos orgânicos por questões de saúde e para apoiar os pequenos produtores. Meu pai foi agricultor e simpatizo com a causa”, explica Lucrécia.

O motivo que levou a administradora de empresas Ana Aléssio a frequentar feiras de produtos orgânicos foi a preocupação com a saúde do filho. “Desde o nascimento do meu filho, há um ano e oito meses, tenho vindo com mais frequência”, afirma. Já para o músico Fábio Mentz, os motivos que o levam a frequentar as feiras ecológicas vão além da busca por uma vida mais saudável. “Aqui eu conheço o produtor e tenho confiança nele. Sei a origem dos produtos e tenho consciência que o meu dinheiro está indo diretamente para o agricultor, sem atravessadores. É uma relação direta e que beneficia a todos”, explica.

Em Porto Alegre, existem três espaços de comercialização de produtos orgânicos: na avenida José Bonifácio, na avenida Otto Niemeyer, esquina com a avenida Wenceslau Escobar, e no pátio da Seapa, localizada na avenida Getúlio Vargas, 1384. Todas as feiras ocorrem nas manhãs de sábado, e a feira na Secretaria da Agricultura ocorre também às quartas-feiras à tarde.

Atividades promovidas pela Emater/RS-Ascar
O gerente regional da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre e responsável pela área de orgânicos, Mário Gerber, ressalta que uma das estratégias de trabalho é o incentivo à promoção de eventos para conscientizar a sociedade sobre a importância de consumir alimentos orgânicos e como prepará-los de forma mais saudável.

No município de Osório, a Emater/RS-Ascar está preparando uma campanha temática sobre a Semana Nacional dos Alimentos Orgânicos. Na Feira do Produtor, realizada aos sábados, será feita uma exposição de material informativo e haverá distribuição de brindes para as pessoas que comparecerem ao local. Neste domingo (27/05), durante a 14ª Feira Agropecuária, a temática também será apresentada aos visitantes com o repasse de informações. Já no dia 5 de junho, extensionistas da Emater/RS-Ascar que produzem o programa Documentário, veiculado na Rádio Osório, também abordarão o tema.

Em Sapiranga, a Emater/RS-Ascar promove um evento de incentivo ao consumo consciente e à alimentação saudável. 




Já em Porto Alegre, na próxima terça-feira (29/05), haverá o Encontro Anual de Troca de Sementes promovido pela Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (Rama), em parceria com a Emater/RS-Ascar. O evento acontece no Centro Agrícola Demonstrativo (CAD) em Viamão (Estrada Bérico Bernardes). Também na terça, será realizado um almoço para autoridades, imprensa, fornecedores e colaboradores da Rama, com o intuito de divulgar e incentivar o consumo de alimentos agroecológicos com plantas alimentícias não convencionais.

Já na quarta-feira (30/05), Eldorado do Sul vai inaugurar um novo ponto da feira de orgânicos, na sede da Secretaria da Agricultura do Município, às 8h30. A venda nos estandes ficará a cargo dos integrantes da Associaçao dos Produtores da Agricultura Familiar de Eldorado do Sul (Apafes). A nova feira será a segunda a ser realizada na cidade. Atualmente, há um ponto de venda todos os sábados, na Praça da Matriz, das 8h às 14h.

Em Três Cachoeiras, será realizado, nos dias 5 e 6 de junho, na Praça Central, a 10ª Feira da Biodiversidade e a 3ª Feira da Economia Solidária. A abertura oficial será às 9h30 do primeiro dia. Além das bancas com a comercialização de produtos da agricultura familiar, haverá mesas temáticas de discussão sobre biodiversidade, almoços ecológicos e ciclo de palestras.


Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalistas Carine Massierer e Júlio Fiori
Estagiário João Morales
(51) 2125-3155
(51) 2125-3104

terça-feira, 8 de maio de 2012

Geoff Lawton - A Horta Orgânica Caseira (The Kitchen Garden)


Geoff Lawton - A Horta Caseira (The Kitchen... por ecotransition


GEOFF LAWTON (Austrália) é consultor, designer e instrutor de Permacultura.


Esse vídeo tem uma importância especial por mostrar em apenas 5 minutos vários princípios usados em uma pequena horta doméstica, que permitem produzir vegetais orgânicos com facilidade, sem problemas com predadores e doenças, onde e você pode colher suas próprias verduras diariamente, sem o risco de comprar as verduras à venda nos supermercados e geralmente contaminadas com os tóxicos e perigosos pesticidas.



Todos os que posssuem uma casa com quintal, um sítio ou uma fazenda podem se beneficiar com esse interessante videoclipe de 5 minutos.

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WEBSITES:

The Permaculture Research Institute of Australia:

http://permaculture.org.au

Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Geoff_Lawton

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Leg. em inglês e português:

http://www.dailymotion.com/ECOtransition

http://www.youtube.com/ECOmantiqueira2