Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

Mostrando postagens com marcador nitrogen fixation. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nitrogen fixation. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Azolla, fertilizante natural que pode substituir o UREIA


 
Azolla é uma das sete espécies de samambaias aquáticos, único género na família Azollaceae. O que é necessário para a reprodução tem água e algum material orgânico, tal como o estrume de gado.





Ed.21 15 de abril a 15 de maio de 2011

Por: Departamento R.R.P.P. ESPOL programa Azolla

Os altos custos de ureia em algumas áreas agrícolas evitar que os produtores implementar este essencial para o desenvolvimento adequado do ingrediente vegetal, o que levou à Escola Politécnica da Costa de buscar alternativas de baixo custo para os pequenos produtores.

Mariano Montano, diretor do projeto Azolla Anabaena, executado pelo Instituto de Ciências Químicas ESPOL e financiado pelo Banco Mundial, disse que este é um projeto em que a aplicação de nitrogênio na agricultura, naturalmente, é estabelecida.

Research, Montano explicado Anabaena Azolla têm mostrado que pode transformar o azoto em substâncias orgânicas que são fertilizantes para plantas. Azolla é uma samambaia aquática que vive em simbiose com uma bactéria que é a Anabaena, e que os agricultores podem obtê-lo e jogar em seu próprio ambiente.

Tudo que eles precisam para reproduzir o especialista argumenta, é ter água e um pouco de matéria orgânica, como estrume animal.

Azolla, explica o técnico, cresce muito rápido, dentro de duas semanas e pode ter produto suficiente para fertilizar um hectare de arroz.


"Foi realizado um teste, semear arroz na América do Plano, uma parte com uréia, com este 4,5 toneladas por hectare foram alcançados, e outro com Azolla, com o melhor resultado foi obtido 7,7 toneladas por hectare, atingindo 56 % de ganho em peso de arroz ", disse o pesquisador.

As obras estão em exibição na província de Guayas no recinto Las Maravillas, El Mate, San Gabriel, El Porvenir e praias, onde os agricultores têm as suas próprias azollarios.

É uma alternativa ambiental proteger o solo, a água e o ambiente.

Ele pode ser usado em todas as culturas, bem como alimentos para bovinos e suínos, a Azolla tem 7% de nitrogênio em base seca, também serve para manejo do solo, salientou Montaño.

É o início de uma colheita de arroz orgânico e também o desenvolvimento de um novo Equador fertilizantes, uma vez que com isso o agricultor está economizando o custo de ureia samambaia.

Em Polvilhe diz, há uma tese em que foi determinado que o negócio de Azolla poderia dar uma taxa interna de retorno de 51%, é um grande negócio que pode ser aplicado de várias maneiras: é uma maneira de colher-lo e torná-lo seco e colocado broadcast, ou seja, é espalhar com as mãos; outra é deixá-lo desenvolver em conjunto com arroz, numa fase inicial os dois crescem o mesmo, mas em seguida, quando não recebe luz Azolla morre e a morte é transformado em adubo.

Outra pesquisa encontrados no site mostram que esta samambaia também pode ser usado na alimentação de porcos e patos, principalmente devido à sua taxa de crescimento e alta taxa de conversão de azoto para proteínas.





Mais informações:

http://www.cipav.org.co/cipav/resrch/livestk/piedad.
Gerente Dr. Mariano Programa Montaño Polvilhe Azolla
Tel: 097194947
www.azollazo.com

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tremoço

O tremoço é uma leguminosa da mesma família da ervilha e da fava e bastante rico nutricionalmente: possui três vezes mais proteínas e duas vezes mais fósforo do que o leite de vaca, uma quantidade elevada de cálcio, vitaminas E e do complexo B, fósforo, potássio, ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6), ferro e fibras. Em regra, a composição nutricional é a seguinte: 36 a 52% de proteína, 5 a 20% de gordura, 30 a 40% de fibra alimentar.

No que diz respeito à gordura, a sua composição é, na sua grande maioria, ácido oleico e linoleico (gordura presente no azeite), constituindo 86% da gordura total. Acresce que o tremoço possui três vezes mais fibra do que a aveia e o trigo e, dessa fibra, a sua grande maioria tem a capacidade de reter o colesterol LDL no intestino e facilitar a sua eliminação nas fezes. O teor em amido também é reduzido, o que explica o papel deste alimento no controlo do índice glicémico (teor de açúcar no sangue) e consequentemente, na redução da incidência da obesidade na população; também é um alimento indicado para quem sofre de problemas ósseos e reduz o apetite. Além disso, as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes favorecem a renovação das células.

Todavia, desde há cerca de três mil anos atrás, o tremoço tem igualmente outras aplicações: a farinha de tremoço é utilizada na produção de bolachas, pão, biscoitos, massas; alimentação para animais não-humanos; indústria farmacêutica; melhoramento dos solos (é denominado “adubo verde” pois evita a utilização de adubos convencionais e prepara os solos em particular para o cultivo do milho, melão e trigo), etc.

Em 2005, a produção mundial de tremoço foi de 1,2 milhões de toneladas (FAO, 2005), das quais Portugal produziu onze toneladas. O maior produtor mundial de tremoço, que se pode cultivar desde o fim do Outono até ao início de Verão, é a Austrália com cerca de 82% do total, seguida do Chile (6%), Federação Russa (3%), a Polónia (2%) e França (2%).
Resultado de imagem para plantação de tremoço

O grão seco é tóxico - contém a substância alcalóide lupanina que lhe confere um sabor amargo. Só depois de cozido e demolhado em água salgada se torna comestível e um aperitivo bastante apreciado no nosso país especialmente no Verão em cafés e esplanadas típicos, geralmente acompanhados por cerveja e apelidado “marisco dos pobres”. Os tremoços têm, em média, 1/6 das calorias, por peso em relação a outros aperitivos como amendoins ou batatas fritas. O único senão é o sal que lhe é acrescentado, mas isso pode ser corrigido lavando bem os tremoços ou demolhando-os.

São comummente consumidos como aperitivos também na América Latina e outros países da Bacia do Mediterrâneo para além de Portugal, onde em 2009 se realizou a VI Feira do Tremoço em Cadima, freguesia pertencente a Cantanhede. Desde 1980 existe a International Lupin Association, fundada no Peru e dedicada a representar o interesse biológico e agrícola desta leguminosa.

Para os vegetarianos, o tremoço apresenta-se como mais uma leguminosa de opção, aumentado o leque de escolha dos fornecedores de proteína de alto valor biológico na dieta humana.

Resultado de imagem para plantação de tremoço
Em casa podem preparar-se da seguinte forma: comprar os “feijões” de tremoço secos (em mercearias tradicionais, como por exemplo na Casa Chinesa situada na Baixa da cidade do Porto) e colocá-los de molho em água de um dia para o outro. Depois fervem-se numa nova água durante vinte minutos. Arrefecendo, colocam-se num alguidar em água limpa que deve ser mudada duas a três vezes por dia durante cinco ou mais dias. Quando já não estiverem amargos podem ser conservados durante bastante tempo (no frigorífico) em água temperada com sal regularmente renovada e, opcionalmente, adicionando-lhes alho e/ou ervas aromáticas tais como orégano ou louro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MELHORE, RECUPERE SEU SOLO! ALGUMAS espécies para adubação verde!

AMENDOIM FORRAGEIRO OU GRAMA AMENDOIM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

adubação verde

Devem ser escolhidas para esta prática, espécies que produzam PLANTAS que produzem grande quantidade de matéria seca, 
resistentes ao ataque de pragas e moléstias, que possuam sementes uniformes e de bom poder 
germinativo, com exigência relativamente baixa quanto ao preparo e fertilidade do solo, de rápido 
crescimento, precoce, de fácil manejo, de sistema radicular profundo e que dispensem tratos culturais.

As espécies utilizadas como adubo verde se dividem em plantas de verão, normalmente leguminosas 
plantadas no início das chuvas e manejadas até o final das chuvas, e as de inverno 
(leguminosas e gramíneas), plantadas no final das chuvas e manejadas quando em pleno florescimento.

Crotalária breviflora (Crotalaria breviflora): Leguminosa anual arbustiva de porte baixo (60 a 120 cm), 
de crescimento rápido e ciclo curto, pouco ramificada e eficiente na diminuição das populações de
 nematóides. As plantas não suportam geadas mas são pouco atacadas por pragas e doenças. 
O manejo se faz aos 100 dias, época do florescimento com roçadeira ou trituradores.

Crotalária juncea (Crotalaria juncea L.): Leguminosa anual de porte ereto, de crescimento rápido 
(mais de 3 m de altura), boa cobertura do solo e alta produção de fitomassa, caule semilenhoso, 
com efeito alelopático e/ou supressor de invasoras bastante expressivo, comportando-se bem em solos arenosos e argilosos, não suportando geadas e tombando com ventos fortes. Muito empregada em reforma de 
pomares e áreas com problemas de nematóides, apresentando boa resistência à seca, pois seu 
sistema radicular atinge até 4,6 m de profundidade, porém, 80% dele encontra-se nos primeiros 30 cm 
do solo. Apresenta ótimo rendimento em material verde, incorporando N, P2O5 e K2O. Do caule se
 extrai fibra para a indústria de papel, devendo ser manejada após a floração (110 a 140 dias).




Crotalária spectabilis
Crotalária spectabilis 
 (Crotalaria spectabilis Roth.): Leguminosa anual 
subarbustiva, de porte alto (1,0 a 1,5 m), 
apresenta dificuldade na germinação e 
crescimento inicial lento, controladora de algumas
 espécies de nematóides, possui raiz pivotante 
profunda, podendo romper camadas compactadas
. Não suporta geadas, mas comporta-se bem em 
solos argilosos e arenosos. O plantio convencional ocorre de setembro a dezembro e o florescimento, 
aos 120-140 dias. Não recomendada para 
alimentação animal, mas utilizada como planta 
atrativa de lagartas em cultivos consorciados.


Lab-lab (Dolichos lablab L. ou
 Lablab vulgaris Savi): Leguminosa anual ou
 bianual de hábito indeterminado. Adapta-se a 
solos argilosos a arenosos com melhor performance nos bem drenados e férteis, tolerando secas e
 resistente a geadas. Usada na alimentação animal como forragem verde ou ensilada com milho ou 
sorgo para bovinos e eqüinos. Semeadura convencional de setembro a dezembro e manejo
 recomendado no florescimento/início da formação de vagens (130 a 180 dias). Tem as desvantagens 
de ser suscetível ao ataque de vaquinha (Cerotoma sp, Diabrotica speciosa), não apresentar boa 
nodulação e ainda ser multiplicadora de populações de nematóides.


Feijão-de-porco (Canavalia ensiformis (L.) DC.): Leguminosa anual ou bianual herbácea, rústica,
 de crescimento inicial lento, ereto e hábito determinado (60 a 120 cm de altura), resistente a altas 
temperaturas e à seca. Tolerante a sombreamento parcial e a geada, adaptando-se a diferentes tipos 
de solo, inclusive solos pobres. Semeadura convencional de setembro a dezembro e manejo no 
florescimento/início da formação de vagens (100 a 120 dias). Promotora de boa cobertura do solo, 
com efeito alelopático às invasoras, atuando eficientemente no controle da tiririca (Cyperus sp). O 
avantajado tamanho das sementes leva a um gasto elevado na implantação. Esporadicamente sofre 
ataque de vaquinha (Diabrotica speciosa), sendo hospedeira da mosca-branca (Bemisia tabaci), 
transmissora do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro) e de outras viroses do feijoeiro comum.


GUANDU
Guandu (Cajanus cajan L. Millsp): Leguminosa 
arbustiva anual, bianual ou semiperene, 
crescendo bem em solos argilosos e arenosos,
 tolerante à seca e não tolerante a umidade 
excessiva nas raízes. Planta rústica, pouco
 exigente em fertilidade, produtora de grãos e
 forrageira rica em proteínas para a alimentação
 animal (pastejo, corte, silagem e feno), 
com semeadura convencional de setembro a 
dezembro. O manejo para adubação verde deve 
ser feito aos 140 a 180 dias, fixando elevada
 quantidade de nitrogênio e grande produtora de
 fitomassa. Utilizada em rotação e associações 
de cultivos; em consorciação com gramíneas
 anuais e em cultivo intercalar a culturas perenes.
 Sistema radicular pivotante bastante agressivo, 
que penetra em solos compactados e adensados, capaz de reciclar grande quantidades de nutrientes no solo. Embora semiperene, deve ser cultivada por no máximo 
2 anos, devido ao engrossamento dos troncos, que se tornam muito lenhosos, dificultando o manejo 
do material para adubação verde, quando a mesma planta é cultivada por vários anos.

Guandu-Anão (Cajanus cajan L. Millsp): Leguminosa anual, de cilclo curto (90 a 120 dias), porte baixo
 (0,8 a 1,2m), crescimento rápido e arbustiva. Pode ser utilizada em rotação, consorciada e como 
forrageira. No caso do citros é mais usada no sistema intercalar, devido ao baixo porte, permitindo 
o trânsito dos equipamentos para operações de adubação e pulverização.

Mucuna-Preta (Stizolobium aterrimum = Mucuna aterrima): Leguminosa anual, de crescimento rasteiro
 e indeterminado, ramos extremamente trepadores, rústica, resistente à seca, sombra, temperaturas 
elevadas e ligeiramente resistente ao encharcamento, desenvolvendo-se bem em solos pobres e 
atuando no impedimento da multiplicação de nematóides. Semeadura convencional, de setembro a 
início de janeiro e manejo após o florescimento aos 140 a 170 dias. Utilizada como forrageira, os grãos
 são ricos em proteína para animais, porém as plantas são suscetíveis à cercosporiose e às viroses. 
Em citros deve ser bem manejada devido ao hábito trepador.

Mucuna-Anã (Mucuna deeringiana ou Stizolobium deeringianum, Steph e Bart = Mucuna pruriens): 
 Leguminosa anual herbácea, ereta, de crescimento determinado, com altura em torno de 40 a 80 cm,
 resistente à seca, desenvolvendo-se bem em solos argilosos e arenosos e de baixa fertilidade. 
Semeadura convencional, de setembro a janeiro e manejo devendo ser realizado do florescimento 
ao início do enchimento de vagens (80 a 100 dias). Recomendada para plantio intercalar, em função do
 hábito determinado e não-trepador e não apresentar problemas com pragas. Em algumas regiões 
 verifica-se suscetibilidade à cercosporiose, mas não a ponto de inviabilizar seu cultivo.

LAB LAB
Lab-lab (Dolichos lablab L. ou Lablab vulgaris Savi):
 Leguminosa anual ou bianual de hábito
 indeterminado. Adapta-se a solos argilosos a arenosos 
com melhor performance nos bem drenados e
 férteis, tolerando secas e resistente a geadas.
 Usada na alimentação animal como forragem verde ou 
ensilada com milho ou sorgo para bovinos e eqüinos. 
Semeadura convencional de setembro a 
dezembro e manejo recomendado no florescimento/
início da formação de vagens (130 a 180 dias). 
Tem as desvantagens de ser suscetível ao ataque de 
vaquinha (Cerotoma sp, Diabrotica speciosa), 
não apresentar boa nodulação e ainda ser multiplicadora 
de populações de nematóides.


Fonte: http://www.estacaoexperimental.com.br/documentos/BC_09.pdf

Feijão Guandu , mais uma planta recicladora do solo !




É uma leguminosa de verão de porte alto e ciclo semi-perene. Tem como forte característica o sistema radicular agressivo e robusto que cresce em profundidade, reciclando nutrientes e descompactando solos adensados, fazendo uma subsolagem “biológica”
É rústica e se desenvolve bem em solos de baixa fertilidade, por isso é utilizada na recuperação de solos degradados. 
É usada também como cerca viva ou quebra vento em culturas perenes e no plantio de mudas no campo, evitando a radiação solar direta. 
Excelente forrageira para alimentação de animais, inclusive fornecendo forragem rica no período mais seco. Grande produtora de biomassa e fixadora de nitrogênio


 

Espécie - Cultivar - Família
Nome ComumGuandu-forrageiro (Arbóreo)
CultivarCaqui e IAC/Fava-larga
Nome CientíficoCajanus cajan
FamíliaFabaceae (Leguminosa)
Características da Espécie
Massa Verde (t/ha) (*5)20 a 40
Massa Seca (t/ha)(*5)5 a 9
N (kg/ha) (*5)120 a 220
Altura (m) (*5)2,0 a 3,0
Hábito de CrescimentoArbustivo ereto
Ciclo até o florescimento (dias) (*6)150 a 180
PMS (Peso de 1.000 Sementes) (g)110 a 130
Semeadura
Profundidade (cm)2 a 3
Em LinhaEspaçamento (m)0,50
Sementes/metro linear18 a 20
Densidade (kg/ha) (*2)50
A lançoSementes / m²45 a 50
Densidade (kg/ha)60
ÉpocaIdeal (*3)Out a Nov
Possível (*4)Set a Mar

Fonte: Piraí sementes

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rhizobia , nitrogen fixation ou fixação de nitrogênio.

An animation I made for "What's Organic About Organic" about the symbiotic relationship between legumes and rhizobia and the role they play in adding nitrogen to the soil

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Uso de leguminosas na alimentação animal - Amendoim forrageiro



A utilização de leguminosas para formar pastos consorciados com gramíneas é uma prática muito utilizada pelos produtores do Acre. As leguminosas, como o amendoim forrageiro, servem para alimentar bois, cabras, ovelhas, cavalos e até porcos e galinhas. Essas plantas conseguem fixar nitrogênio e por isso são capazes de produzir grande quantidade de alimento de qualidade, mesmo em solos de média e baixa fertilidade.

O programa Prosa Rural desta semana fala sobre o uso das leguminosas na alimentação animal e traz como entrevistado o pesquisador da Embrapa Acre, Judson Valentim. Segundo o pesquisador, o amendoim forrageiro pode ser utilizado no pasto, triturado e oferecido para alimentação de aves confinadas, ou cortado verde para nutrição de porcos. “É uma leguminosa de uso bastante amplo. No Acre, mais de 2,5 mil produtores utilizam a tecnologia, envolvendo cerca de 115 mil hectares de área plantada”, afirma.

As leguminosas apresentam ainda a vantagem de recuperar pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra, o que permite ao produtor não só recuperar o pasto, mas também preparar o solo para produção de outras culturas”, explica Valentim.

O Prosa Rural é o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


Responsável: Hugo Soares
Email: hugo@cpafac.embrapa.br     Telefone: (68) 3212-3272    Unidade: Embrapa Acre


Amendoim Forrageiro

.O amendoin forrageiro (Arachis Pintoi), por ser perene e nativo da America do Sul, tem a característica de longevidade, o que proporciona economia em sistemas de produção em pastagens.

Nos Estados Unidos tem sido muito usado na substituição da alfafa na alimentação de animais, sendo muito bem aceito por herbívoros em geral, desde aves, suínos, caprinos, bovinos, equinos e etc.
Possui excelente índice de teor protéico (22% à 27% de proteína bruta-P.B), alta digestibilidade (média de 62%) além de ótima palatabilidade. Pode ser utilizado na produção de feno, pois forma longos estolões, o que propicia a feitura de grandes fardos. É resistente ao pisoteio, suporta de 70% à 80% de sombreamento, consorcia-se muito bem com gramíneas como as braquiárias, podendo ser plantado nas entrelinhas de grandes culturas, como café, eucalipto, citrus e outras, utilizando mais este espaço para pastejo, além de oferecer proteção ao solo agindo como “cobertura verde”.

Sua característica de fixar nitrogênio (N2) da atmosfera contribui com o aporte de nitrogênio no solo. Segundo Pereira (s.d.), esta leguminosa pode fixar de 80 a 120 kg de nitrogênio/ha/ano, diminuindo os custos de produção no controle de invasoras e adubação nitrogenada.


Os resultados de pesquisa mostram de forma consistente que as pastagens consorciadas com o amendoim forrageiro proporcionam aumentos significativos na produção por animal e por área, quando comparadas com pastagens de gramíneas puras (Argel, 1994; Lascano, 1994). Ganhos anuais de peso vivo em pastagens com amendoim forrageiro têm variado de 160 a 200 kg/cabeça e de 250 a 600 kg/ha, dependendo das espécies de gramíneas associadas, das condições ambientais e do sistema de manejo da pastagem utilizado. A produtividade média obtida foi de 568 kg de peso vivo/ha/ano ou 19 arrobas de carcaça/ha/ano.

PRODUZIMOS MUDAS. Envie email para agropanerai@gmail.com

Quer saber mais sobre o amendoim forrageiro?
acesse http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v12n4/artigo01.pdf

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Amendoim Forrageiro, uma alternativa de adubação verde e forragem!

Bom dia! Tenho utilizado o amendoin forrageiro como cobertura verde, devido aos amplos benefícios, que estão descritos abaixo. Cultivo nas entre linhas do pomar e como forragem no jardim. As bananeiras foram as primeiras espécies em que notei o sucesso deste consórcio! A implantação do amendoin é através de mudas, isso acarreta bastante mão de obra; no entanto é uma alternativa muito promissora para pequenos agricultores, pois pode ser utilizada na alimentação de animais, o nome já diz: forrageira. No final do artigo tem um vídeo do globo rural.
Boa semana!



Alexandre Panerai

Amendoim forrageiro melhora qualidade do pasto (04/02/2010)


Ações do documento Carlos Mauricio Andrade

Os produtores rurais que pretendem melhorar a alimentação do gado podem optar por consorciar suas pastagens de gramíneas com leguminosas. “Na região Norte, estamos na época ideal para o plantio dessas espécies, como o amendoim forrageiro, porque a grande incidência de chuvas oferece maiores chances da planta se estabelecer em todo o pasto”, alerta o pesquisador e chefe-geral da Embrapa Acre, Judson Valentim.



O amendoim forrageiro pode ser utilizado na reforma do pasto ou pode ser plantado em pastagens de gramíneas já existentes. “Nesse caso, há necessidade de rebaixamento da gramínea através de pastejo ou roçagem”, diz Valentim. Segundo o pesquisador, após estes cuidados, pequenos, médios e grandes produtores podem plantar as mudas em covas, espaçadas de um a dois metros. Depois do plantio, o pasto deve ficar isolado dos animais durante três a quatro semanas. “Uma boa alternativa para facilitar a disseminação é isolar uma pequena área na propriedade para servir como viveiro, e aos poucos implantar o amendoim em toda a pastagem”.



Vantagens



Essas plantas conseguem fixar nitrogênio e por isso são capazes de produzir grande quantidade de alimento, mesmo em solos de média e baixa fertilidade. O amendoim forrageiro (Arachis pintoi cv. Belmonte) possui grande valor nutritivo devido ao alto teor de proteína em sua composição, cerca de 20%, e pode ser consorciado com várias gramíneas (capim-braquiarão, capim-braquiarinha, Brachiaria humidicola, capim tangola e grama estrela africana roxa) na formação do pasto, aumentando sua eficiência. No Acre, mais de 2,5 mil produtores utilizam a tecnologia, envolvendo cerca de 115 mil hectares de área plantada.



Além de apresentar vantagens para a alimentação animal pela boa aceitação dos animais, a forrageira ainda auxilia na recuperação de pastos degradados. “O nitrogênio absorvido pelo amendoim forrageiro é convertido em adubo para as plantas. As folhas desta leguminosa também servem para adubar a terra e recuperar o vigor do pasto”, explica Valentim.


Segundo ele, o amendoim forrageiro pode ser utilizado no pasto para bovinos, eqüinos, ovinos, caprinos ou pode ser triturado e oferecido para alimentação de aves confinadas e ainda cortado verde para nutrição de porcos.



O produtor que quiser obter mudas do amendoim forrageiro pode entrar em contato com os escritórios da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e Secretaria de Estado de Agropecuária (Seap) para obter informações sobre quais propriedades possuem amendoim forrageiro para que produtor possa obter mudas ou agendar diretamente com a Embrapa, onde a retirada do material não possui custo e os interessados devem somente trazer a mão-de-obra para realizar o serviço.

Forneço Mudas para porto alegre e região. agropanerai@gmail.com

Embrapa Acre

Rio Branco

Telefones: (68) 3212 3274 ou (68) 3212 3234

E-mail: sac@cpafac.embrapa.br

Endereço: Rodovia BR-364 KM 14 – Sentido Porto Velho (RO)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Azolla – The best feed for cattle and poultry


Azolla is a free floating water fern that floats in water and fixes nitrogen in association with the nitrogen fixing blue green algae, Anabaena azollae. Azolla is considered to be a potential biofertilizer in terms of nitrogen contribution to rice. Long before its cultivation as a green manure, Azolla has been used as a fodder for domesticated animals such as pigs and ducks. In recent days, Azolla is very much used as a sustainable feed substitute for livestock especially dairy cattle, poultry, piggery and fish. 
Azolla contains 25 – 35 per cent protein on dry weight basis and rich in essential amino acids, minerals, vitamins and carotenoids including the antioxidant b carotene. Cholorophyll a, chlorophyll b and carotenoids are also present in Azolla, while the cyanobiont Anabaena azollae contains cholorophyll a, phycobiliproteins and carotenoids. The rare combination of high nutritive value and rapid biomass production make Azolla a potential and effective feed substitute for live stocks.

Inputs required
Azolla fronds, Polythene sheet, Super phosphate and Cow dung.

Methodology
The area selected for Azolla nursery should be partially shaded. The convenient size for Azolla is 10 feet length, 2 feet breadth and 1 feet depth. The nursery plot is spread with a polythene sheet at the bottom to prevent water loss. Soil is applied to a depth of 2 cm and a gram of super phosphate is applied along with 2 kg of vermicompost or cow dung in the nursery for quick growth. Azolla mother inoculum is introduced @ 5 kg/plot.
The contents in the plot are stirred daily so that the nutrients in the soil dissolve in water for easy uptake by Azolla. Azolla is harvested fifteen days after inoculation at the rate of 50-80 kg / plot. One third of Azolla should be left in the plot for further multiplication. Five kg cow dung slurry should be sprinkled in the Azolla nursery at  ten days intervals. Neem oil can be sprayed over the Azolla at 0.5 5 level to avoid pest incidence.
Animal
Dosage / day
Adult cow , Buffalo, Bullock
1.5-2  kg
Layer, Broiler birds
20 – 30 grams
Goat
300 – 500 grams
Pig
1.5 – 2.0 kg
Rabbit
100 gram
Value of the technology
The egg yield is increased in layer birds due to Azolla feeding. The Azolla fed birds register an overall egg productivity of 89.0 per cent as against 83.7 per cent recorded by the birds fed with only concentrated feed. The average daily intake  of concentrated feed is considerably low (106.0 g) for birds due to Azolla substitution as against 122.0 g in the control birds. More impotantly Azolla feeding shows considerable amount of savings in the consumption of concentrated feed (13.0 %) leading to reduced operational cost. By considering the average cost of the concentrated feed  as Rs. 17/ Kg, a 13.0 % saving in the consumption ultimately leads to a feed cost savings of 10.0 paise /day/ bird and hence a layer unit maintaining 10,000 birds could cut down its expense towards feed to a tune of rs.1000/day.
Benefits
The Azolla feeding to layer birds increase egg weight, albumin, globulin and carotene contents. The total protein content of the eggs laid by the Azolla fed birds is high and the total carotene content of Azolla eggs(440 g 100 g-1 of edible portion)is also higher than the control. The rapid biomass production due to the high relative growth rate, increased protein and carotene contents and good digestability of the Azolla hybrid Rong ping favour its use as an effective feed supplement to poultry birds.
Effect of Azolla hybrid Rong Ping on the nutritional value of egg
Parameters Azolla egg Control percentage increase over control
Egg weight (g) 61.20 57.40 6.62
Albumin (g /100 g of edible portion) 3.9 3.4 14.70
Globulin (g /100 g of edible portion) 10.1 9.5 6.31
Total protein (g/ 100 g of edible portion) 14.0 12.9 8.52
Carotenes (µg / 100 g of edible portion) 440 405 8.64
Application
In Indian conditions, agriculture is very much coupled with poultry farming. Azolla is an important low cost input, which plays a vital role in improving soil quantity in sustainable rice farming. The twin potentials as biofertilizer and animal feed make the water fern Azolla as an effective input to both the vital components of integrated farming, agricultural and animalo husbandry.
Limitation
Azolla is a water fern and requires a growth temperature of 35-38º C. The multiplication of Azolla is affected under elevated temperature. Hence adopting this technology in dry zones where the temperature exceeds 40ºc is difficult.
Achievements
Azolla hybrid Rong ping had been selected to supply to the tribal population. Azolla mother inoculum nursery was  laid out in villages with the help of Krishi Vigyan Kendra, TNAU, Coimbatore and Krishi Vigyan Kendra, Karamadai,  women entrepreneurs were selected and one day training  was imparted to them  on the cultivation of Azolla. Wet biomass (Starter inoculm) were supplied at free of cost @ 10 kg/women entrepreneur during the training so as to enable them to initiate commercial Azolla cultivation in their backyards.
Azolla multiplication plots had been laid out in Narasipuram. Azolla mass production training was conducted to the SHG in Narasipuram village with the help of Kalaimagal Arts and Science College, Narasipuram, Sappanimadai (tribal village) and Avinashilingam KVK, Karamadai. With the help of Avinashilingam KVK, Karamadai Azolla trainings were conducted to women volunteers and we have established Azolla village in Karamadai. The Avin milk producers union Coimbatore and the poultry owners association,  Namakkal have been contacted and explained the importance of Azolla as feed supplement.
The Milk Producers Union also involved in the training and marketing of Azolla. They are purchasing Azolla fronds from the village level Azolla growers both under wet and dry conditions. Around 400 rural women and 370 tribal people have been trained on the cultivation of Azolla through this project. The Azolla laboratory and the Azolla germplasm center at AC& RI, TNAU, Coimbatore helped us in the maintenance of germplasm by providing the mother inoculum. The Animal Husbandry Unit at AC&RI, TNAU, Coimbatore  helped us in standardizing the Azolla and concentrated feed mixing ratio.









Azolla mass multiplication in pits









Feeding Azolla to Rabbit









Feeding Azolla to Rabbit









Feeding Azolla to Poultry









Feeding Azolla to Poultry









Feeding Azolla to Livestock









Feeding Azolla to Livestock









Inoculating Super phosphate and Cow dung in Azolla pit

6. List of Biofertilizer production units in Tamil Nadu
Department of Agricultural Microbiology, Agriculture College and Research Institute,
Tamil Nadu Agricultural University
Dr. S. Anthoniraj
MADURAI-625 104
( 0452-422956 fax: 422785
e-mail: s_anthoniraj@yahoo.com

Biofertilizer Production Unit, Department of Agriculture, Govt. of Tamil Nadu
Gundusalai Road, Sommandalam,
CUDDALORE-607 001 (TN)
Biofertilizer Production Unit, Department of Agriculture, Govt. of Tamil Nadu
Agricultural Chemist
Sakkottai,
THANTAVUR-612 401 (TN)
Biofertilizer Production Unit, Department of Agriculture, Govt. of Tamil Nadu
Jamal Mohd. College Post, Khajamalai,
TRICHY-620 020 (TN)
KRIBHCO
Sidco Garment Complex, Thiruvika Industrial Estate, Guidy,
CHENNAI-32
Regional Research Station
Tamil Nadu Agricultural University,
PIYUR-635 112
Via-Kaveripattinam
Dharmapuri District
( 04343-50043

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

POMAR do seminário com cobertura verde do amendoim forrageiro

 Olá! Sou um franco admirador desta leguminosa (amendoim forrageiro), neste domingo pude observar que algumas mudas (10)  plantadas a 3 anos no pomar do seminário, já atingiram uma área de 150 metros quadrados. Inibindo o crescimento de outras plantas espontâneas e melhorando o solo do pomar.
alexandre panerai

Artigo: Amendoim forrageiro, ótima opção para forração
Por: Flávia Nascimento/Talita Matos /Glaucio Genuncio

O amendoim forrageiro (Arachis pintoi) é uma leguminosa herbácea, perene e de crescimento rasteiro. É nativa do Brasil crescendo em praticamente em todos os estados brasileiros. É uma planta da família do amendoim, sendo também conhecida como amendoim bravo.

Assim como o amendoim, produz sementes embaixo da terra. É considerada uma leguminosa de múltiplo uso, sendo utilizada em pastagens, como planta de cobertura em áreas de pomares e como planta ornamental em jardins e ainda para controle de erosões.

O amendoim forrageiro como o próprio nome diz apresenta uma ótima capacidade de forração, com textura diferente dos gramados, ele dispensa as podas periódicas. Forma um denso colchão verde, com delicadas flores amarelas. É uma planta considerada rústica, embora não seja resistente ao pisoteio, possui rápido rebrote. Deve ser cultivada a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil e preferencialmente enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares.

Tolera secas, mas não é tolerante à geada. Multiplica-se por divisão dos estolões enraizados e pelas sementes formadas embaixo da terra. Além de controlar erosões ele proporciona a fixação biológica de nitrogênio ao solo.

O paisagismo fica muito bonito se plantado em áreas públicas e particulares, pois deixa um aspecto visual muito agradável pelas flores que produz. O amendoim forrageiro se adapta bem a áreas de pomares, jardins rurais ou urbanos e ambientes externos em geral.

Flávia Nascimento/Talita Matos /Glaucio Genuncio/Elisamara Caldeira do Nascimento
Engenheiros Agrônomos/Paisagistas
http://www.jornaldaenseada.com.br/index.php?main=enseada&id_news=5381

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Vídeo - Uso de espécies vegetais para adubação verde - Cerrado

A tecnologia é recomendada para o pequeno produtor por exigir menor uso de insumos externos, principalmente fertilizantes e herbicidas. A produção e a multiplicação de sementes também podem ser feitas na propriedade, e a mão-de-obra familiar, em geral, é suficiente para manter as atividades necessárias à aplicação dessa tecnologia.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Fixação Biológica Nitrogênio (FBN)

Publicado em 18/04/2012
A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) é um dos processos naturais mais importantes do planeta, ao lado da fotossíntese. É realizada por bactérias presentes no solo, que se associam às plantas, captam e transformam o nitrogênio do ar. Possibilita a troca de nutrientes e diminui a necessidade de adubação química nitrogenada. Gera maior rendimento na produção, ajuda a recuperar áreas degradadas, melhora a fertilidade do solo e a qualidade da matéria orgânica, reduz o uso de insumos industriais na agricultura e contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Essa é apenas uma das diversas alternativas pela sustentabilidade da agropecuária.

Informe-se. Entenda. Compartilhe.
www.agrosustentavel.com.br

quinta-feira, 22 de março de 2012

Grama Amendoim ou Amendoim Forrageiro

  

A grama amendoim, cientificamente chamada de Arachis Repens e também conhecida por amendoim-rasteiro, amendoinzinho e amendoim-forrageiro, é uma planta leguminosa pertencente à família Arachis e, embora se pareça muito com a Arachis Pintoi, se trata de uma espécie muito distinta. Conhecida por sua bela cobertura verde-escuro, de textura peculiar, e suas delicadas flores amarelas, a grama amendoim é comumente empregada no paisagismo, principalmente de jardins fazenda.

Grama Amendoim e suas Aplicações

Sua principal aplicação é na pastagem para gado, pois possui alto valor nutritivo para os animais. Além disso, o desenvolvimento e rebrote rápidos da grama amendoim fazem dela uma excelente vegetação para se usar na proteção de taludes. Suas raízes profundas, que podem medir cerca de 30 cm de profundidade, garantem uma ótima resistência do terreno contra chuvas e deslizamentos.

Em sua aplicação para jardins e hortas, a grama amendoim desempenha muito bem o papel de proteção contra ervas daninhas e, por isso, reduz também os gastos na manutenção do gramado. Sua densa folhagem garante que o solo receba bem pouca ou nenhuma luz solar e impede que ervas daninhas apareçam.



Características da Grama Amendoim


Sua folhagem é constituída de pequenas folhas com pêlos sedosos nas margens e pequenas flores amarelas ao longo de todo gramado, e que florescem várias vezes ao ano, característica notável da grama amendoim e que são apresentadas em outras espécies da família Arachis.

A grama amendoim, embora pareça rústica, não é dotada de boa resistência ao desgaste, geadas, e o pisoteio, porém, possui rápido rebrote e sua capacidade de regeneração é muito grande.



Cuidados Com a Grama Amendoim

A grama amendoim não é muito tolerante a períodos de seca prolongados e necessita de irrigação periódica, contudo, demonstra maior resistência do que outros tipos de gramado, quando cultivados nas mesmas condições do cerrado. Com suas raízes compridas, que podem alcançar até 30 cm abaixo do solo, a grama amendoim pode buscar os nutrientes e água de que precisa bem fundo no solo, e por isso pode tolerar períodos consideravelmente extensos sem irrigação. Possui boa resistência a sombra e recomenda-se que seu cultivo seja feito a pleno sol ou meia sombra. Podendo ter de 20 cm a 40 cm de altura, dispensa as podas periódicas e possui tolerância média ao encharcamento do solo.



Como Cultivar a Grama Amendoim

A grama amendoim produz uma quantidade muito pequena de sementes, tão pequena que seria inviável a sua comercialização. O cultivo da grama amendoim é possível através de mudas e de estolões, que podem chegar até 1,5 cm de comprimento. Para garantir uma propagação efetiva do gramado, seu cultivo é feito através de mudas ou estolões ligeiramente desenvolvidos que são plantados com certa distancia uns dos outros. O sucesso do cultivo dessa forma se dá pelo fato de que a grama amendoim é muito agressiva em cobrir o solo e se desenvolve com muita rapidez. Apesar disso, a grama amendoim se dá muito bem com outras espécies de gramíneas igualmente agressivas como, por exemplo, as do gênero Brachiaria e podem ser cultivadas em conjunto.



Análise dos Benefícios e Aspectos Negativos da Grama Amendoim

Benefícios Oferecidos pela Grama Amendoim
A grama amendoim se desenvolve muito bem mesmo em solos ácidos, com média ou pouca fertilidade, e pode ser utilizada para fazer a correção da acidez do solo e na recuperação de solos muito degradados ou pouco férteis.

A grama amendoim é muito utilizada em plantações de hortaliças e pomares devido aos grandes benefícios que ela traz ao solo e as plantas próximas de onde é cultivada. Ela é geralmente implantada entre os meios dos cultivos onde ajuda, não só a combater as ervas daninhas, mas também a reter umidade e fixar o nitrogênio no solo, adubando o solo naturalmente, além de fazer a correção do pH da terra. Por tais motivos, a grama amendoim é considerada um adubo vivo ou “adubo verde“.

Antes de iniciar o cultivo de qualquer espécie de grama, é necessário fazer uma análise, não só dos pontos positivos, mas, também dos aspectos negativos sobre determinado cultivar, em questão, da grama amendoim.



Aspectos Negativos Sobre a Grama Amendoim

Tais pontos negativos da grama amendoim são muito claros e não somam muitos em sua totalidade. O principal aspecto a se levar em consideração é que a grama amendoim é muito delicada e não suporta bem o desgaste de pisoteio e geadas ( com certeza rebrota após a geada). Outro fator que não foi comentado ao longo do artigo é que ela pode eventualmente atrair lebres, o que pode representar um problema para o seu cultivo em hortas. Mesmo sendo poucos, são fatores essenciais para se analisar antes de começar a cultivar a grama amendoim. Questões como, qual será o nível de uso do gramado ou se existem lebres próximo a sua localidade, são de extrema ajuda na hora de fazer tal escolha. Podemos dizer que, deixando de lado os pequenos inconvenientes da grama amendoim, ela é uma ótima opção para o cultivo de um gramado ou pastagem.

Fonte: http://gramagrama.net/tipos-de-grama/grama-amendoim

Em breve teremos mudas para comercialização. Serão kits com 50 mudas de 25 cm, em raiz nua.
Caso tenha interesse, envie um email.ok