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sábado, 10 de março de 2018

Ração alternativa de moringa e mandioca para galinhas caipiras



Pesquisadores da Embrapa Pantanal desenvolveram uma formulação para nutrir galinhas caipiras a partir de alimentos adaptados à produção no bioma pantaneiro.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fome no mundo




Suas folhas verdes contêm mais cálcio que o leite de vaca e mais ferro que o espinafre

HAROLDO CASTRO & GISELLE PAULINO (TEXTO E FOTOS)| DO VALE DO RIO OMO, ETIÓPIA
24/06/2015 - 15h46 - Atualizado 11/06/2017 13h20

Resultado de imagem para folhas moringa
Poucos brasileiros ouviram falar de uma
 planta chamada moringa. Originária da Ásia e da África, a árvore de até 12 metros de altura fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhinhas verdes. Considerada como uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma daquelas árvore que todos habitantes dos trópicos deveriam ter no quintal de casa.
Das 14 espécies identificadas, duas são as mais populares. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera foi reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos. A planta indiana acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.
Uma espécie próxima é a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. Segundo pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.
Mas o que assombra os nutricionistas é sua composição como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparada grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes mais vitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).
Árvores de moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Em um país lembrado por imagens de subnutrição, observar que a moringa etíope – a espécie Moringa stenotepala – é fartamente plantada na zona tropical do país nos dá um grande entusiasmo. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.
Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.
Como se não bastasse a engenhosidade dos Konso com seus terraços, possibilitando uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há muitas gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.
Árvores de moringa entre as cabanas dos habitantes Konso (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso, o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia. De fato, em todos os mercados semanais da região, sempre encontramos pencas e pencas de moringa fresca sendo vendidas para aqueles que não possuem uma árvore em seu quintal.
Thamyres Matarozzi, uma fotógrafa paulistana que viaja com nosso pequeno grupo de brasileiros, já conhecia a fama da moringa desde 2011 quando vivia em Londres. Por ser vegana e buscar uma alimentação consciente, Thamyres comprara na Europa dezenas de saquinhos de pó de moringa para complementar uma possível falta de proteínas ou vitaminas durante sua viagem à Etiópia. Qual não foi sua surpresa ao ver que quase todos os restaurantes onde comemos ofereciam moringa – ou, no idioma local, aleko – nas mais variadas formas, de sopa a refogado!
Thamyres compra um quilo de moringa fresca (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Mulher da etnia Banna, com uma cabaça sobre seu penteado tradicional (Foto: © Giselle Paulino )
Uma jovem da etnia Ari chega com um carregamento de folhas de moringa nas costas (Foto: © Haroldo Castro/Época)
A moringa oferece ainda mais um presente às comunidades rurais. Devido a uma composição particular dos óleos e das proteínas contidas nas sementes, quando trituradas e misturadas a uma água turva e não potável, uma reação extraordinária é produzida: a água fica limpa. Como isso acontece? O pó das sementes de moringa possui a propriedade de atrair argila, sedimentos e bactérias, os quais acabam indo para o fundo do recipiente e deixando a água clara e potável.
Tanto as sementes da espécie etíope (Moringa stenopatala) como da asiática (Moringa oleífera) possuem as mesmas características de decantar a água. Pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram, em testes de laboratório, que as sementes da moringa asiática conseguem remover 99% da turbidez da água.
Com todos esses atributos, não é difícil considerar a moringa como uma das plantas mais generosas do planeta. Por isso, várias ONGs de desenvolvimento humano que combatem a pobreza e a fome a chamam de “super planta”, “árvore milagrosa” ou “folha que salva vidas”. 
Depois de saber tudo isso, nosso próximo passo será comprar sementes e plantar moringa em casa!
FONTE: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/viajologia/noticia/2015/06/moringa-arvore-magica-que-pode-acabar-com-fome-no-mundo.html

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Estudantes brasileiros criam sistema que descontamina água usando sementes de moringa

Fonte: site ciclo vivo

A dupla de estudantes, que tem 15 e 18 anos, está entre os finalistas do Google Science Fair.


Estudantes brasileiros criam sistema que descontamina água usando sementes de moringa
A Moringa oleífera é um planta local, com poder para filtrar água. | Foto:https://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A1cia-branca#/media/File:Moringa_flower_5.jpg
O Prêmio Impacto na Comunidade, promovido pela Google Science Fair – competição online e global de ciência e tecnologia voltada a jovens entre 13 e 18 anos – acaba de divulgar seus projetos finalistas.  São cinco regiões participantes: África e Oriente Médio, Pacífico Asiático, Europa, América Latina e América do Norte. Entre os cinco estudos finalistas da América Latina está o projeto desenvolvido por estudantes brasileiros do Sistema Ari de Sá, em Fortaleza, Ceará.
João Gabriel Stefani Antunes, de 15 anos, cursa a 1ª série do Ensino Médio, além de curso preparatório para o vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), já Letícia Pereira de Souza, de 18 anos, concluiu os estudos escolares no Colégio Ari de Sá em 2015 e hoje cursa a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Juntos eles pesquisaram sobre o uso da semente da Moringa oleífera – uma planta local – na filtração de águas contaminadas com o intuito de encontrar uma alternativa acessível para a recuperação da água poluída por produtos químicos, situação bastante comum em comunidades brasileiras.
No projeto intitulado “Semente Mágica – Transformando água contaminada em água potável”, João Gabriel e Letícia chegaram à conclusão de que a semente de Moringa pode descontaminar a água num processo de filtragem biodegradável e, ainda, contribuir com o controle de doenças causadas por saneamento básico precário a partir de uma técnica de baixo custo.
Os vencedores regionais do concurso receberão um auxílio de mil dólares e a oportunidade de passar um ano na monitoria de uma organização parceira da Google Science Fair. Além disso, cada ganhador será convidado para o evento Finalistas Globais, que acontecerá em setembro, na Califórnia (EUA).

domingo, 21 de dezembro de 2014

Pesquisa do Inpa usa semente para purificar água de rio da Amazônia


Uso da moringa evita aplicação de sulfato de alumínio, tóxico para natureza.
Técnica também elimina bactérias e torna água própria para uso.

Do Globo Natureza, em São Paulo
Método usa sementes da moringa para tratar a água (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)Método usa sementes da moringa para tratar a água
(Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)
As águas escuras do Rio Negro, no Amazonas, precisam ser clarificadas e purificadas antes de serem consumidas. Um dos produtos usados neste processo é o sulfato de alumínio, tóxico para a natureza. Para evitar a contaminação e melhorar a saúde de comunidades que dependem da água do rio, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) estudou o uso da semente de uma planta, a moringa, para tornar potável a água do Rio Negro e conseguiu resultados inesperados.
A moringa é uma planta originária da Índia. Para purificar a água, a semente é extraída e masserada, formando um pó, aplicado no líquido. No Brasil, a planta já é usada para tirar o barro e eliminar bactérias de rios da região Nordeste. Como a quantidade de pó de varia de acordo com as características dos rios e também com o período do ano, “a pesquisa do Inpa foi pioneira”, diz a farmacêutica Edilene Sargentini, que participou dos estudos.
“A grande diferença do Rio Negro é que a água é colorida devido à presença de substância húmica, decorrente da decomposição de animais e plantas da floresta, transportados para o rio por meio de lixiviação”, explica Edilene.
Além de conseguir limpar a água e eliminar 99% das bactérias, o estudo do Inpa desenvolveu uma nova metodologia de aplicação da semente de moringa que consegue purificar a água mais rapidamente. Ao aplicar o pó na água, não é preciso esperar cerca de 2 horas, como ocorre em processos já conhecidos. Nos laboratórios do Inpa, a purificação ocorreu em apenas alguns minutos.
Além disso, com o novo método, os pesquisadores conseguiram deixar a água potável por até três dias – contra um dia com o método convencional. “Após usar o pó da semente de moringa, você tem um tempo para usar a água. Depois disso, ela ‘apodrece’. Descobrimos uma nova metodologia para usar esta semente de modo em que a água não ‘apodrece’ tão rápido”, conta Edilene. Os pesquisadores pretendem patentear a nova metodologia.
Amostras de água antes e depois da aplicação do pó da semente da moringa (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)Amostras de água do Rio Negro antes e depois da aplicação do pó da semente da moringa (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)
Sachês
Agora, a pesquisa está entrando em uma nova fase, fora do Inpa. O objetivo da equipe é desenvolver sachês de moringa, que poderiam ser distribuídos para as comunidades à beira do Rio Negro com um passo a passo do uso. Para Edilene, o sachê facilitaria o uso da moringa, porque já viria com a dose certa. Bastaria colocá-lo na água, sem ser necessário ter a planta no quintal e preparar o pó.
Mas, antes mesmo da criação dos sachês, os resultados da pesquisa podem ser aplicados através do ensino da preparação do pó e aplicação na água. Uma das metas da equipe de pesquisa é criar uma cartilha que explique os procedimentos.
Apesar de não ser nativa do Brasil, a moringa se adaptou bem às condições amazônicas, afirma Edilene. “[No Inpa] nós plantamos 90 sementes de moringa e 87 germinaram. Com um ano a planta já está dando fruto. E, se a poda é feita corretamente, a moringa dá semente até três vezes por ano”. Depois, é só preparar o pó. Uma solução simples para melhorar o Rio Negro e a saúde de populações que vivem em torno dele, conclui Edilene.
Pesquisadora prepara o pó da semente de moringa em laboratório do Inpa. (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)Pesquisadora prepara o pó da semente de moringa em laboratório do Inpa. (Foto: Divulgação / Edilene Sargentini)
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