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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PRODUZA O ADUBO MAIS NOBRE DO PLANETA


Copy of Copy of Universidade Orgânica

Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).

Foto 01 inicio do processo de vermicompostagem
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.

Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.

Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto:  Universidade Orgânica
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.

Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica
Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a  foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).

Foto 03 vista dos canteiros de produção
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.

Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Fonte: http://barbarapaisagismoemeioambiente.blogspot.com.br/2015/12/o-adubo-mais-nobre-do-planeta.html?spref=pi

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mas o que são as minhocas, e por que elas são tão importantes?



Era uma vez uma menina que plantou várias sementinhas em um canteiro cheio de terra. Passaram-se alguns dias e nenhuma sementinha germinou. A menina se perguntou “O que será que falta para que as minhas sementes nasçam?” O pai da menina, vendo aquilo, foi até o canteiro verificar o que realmente estava faltando e viu que naquele canteiro não havia minhocas!
Alguns acham as minhocas nojentas, mas elas são muito importantes para o solo
Alguns acham as minhocas nojentas, mas elas são muito importantes para o solo
Mas o que são as minhocas, e por que elas são tão importantes?
As minhocas são animais invertebrados, de corpo cilíndrico e alongado formado por vários anéis.
A minhoca é muito importante para o solo, por vários fatores. Em primeiro lugar, ela é detritívora, ou seja, alimenta-se de restos orgânicos de vegetais e animais. Por ter esse tipo de alimentação, ela elimina em suas fezes restos alimentares que sofrem a ação de bactérias decompositoras. Essas bactérias, ao agirem sobre esses restos alimentares, produzem um material chamado de húmus.
O húmus é muito importante para o crescimento das plantas, pois contém nitrogênio, fósforo e potássio, nutrientes necessários para a planta crescer e se desenvolver.
A planta necessita de diversos nutrientes para se desenvolver
A planta necessita de diversos nutrientes para se desenvolver
Além de produzir o húmus necessário para o crescimento das plantas, as minhocas, ao se movimentarem embaixo da terra, vão fazendo túneis, que favorecem a ventilação das raízes das plantas e a penetração da água das chuvas, o que colabora para a melhor absorção de água pelas raízes.
As minhocas auxiliam no desenvolvimento das plantas
As minhocas auxiliam no desenvolvimento das plantas
As minhocas podem viver em torno de 16 anos, reproduzindo-se muito rapidamente. Calcula-se que cada minhoca põe em torno de 15 milhões de ovos em toda a sua vida. Muita coisa, não?
Os solos que possuem grande quantidade de minhocas são considerados solos muito férteis, onde tudo o que se planta, nasce.
Em solos férteis, tudo o que se planta, nasce
Em solos férteis, tudo o que se planta, nasce
Mas e as sementinhas da menina, nasceram?
Como o pai da menina olhou no canteiro e viu que não havia minhocas, ele colheu algumas minhocas em outro local e as colocou no canteiro onde a menina havia plantado as sementinhas.
Depois de alguns dias, regando sempre, a menina observou que as plantinhas começaram a germinar. E, após algumas semanas, olha como o canteiro da menina ficou...
Depois de cuidar das plantinhas, regando-as todos os dias, o canteiro da menina ficou cheio de flores!
Depois de cuidar das plantinhas, regando-as todos os dias, o canteiro da menina ficou cheio de flores!

Paula Louredo
Graduada em Biologia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Minhocas Californianas – especiais para compostagem doméstica

Post minhocas californanas
As minhocas californianas, apesar do nome, têm origem Europeia. No meio acadêmico são conhecidas como Eisenia fetida que faz menção ao seu gênero (Eisenia) e à espécie (fetida). Este espécie se diferencia de outras muito parecidas por apresentarem listras transversais bem evidentes ao longo do corpo e por isso também  lhes  são atribuídas o vulgo “Minhocas listradas”.
Minhocas Californianas
Minhocas Californianas
As minhocas californianas são reconhecidas mundialmente por contribuírem de forma muito eficaz no processo de compostagem doméstica. Com sutileza e velocidade elas transformam os resíduos orgânicos em um excelente adubo para todos os tipos de plantas. Este adubo é chamado de húmus de minhoca e é considerado um dos melhores condicionadores de solos, atuando na melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo.
húmus de minhoca
húmus de minhoca
A utilização das minhocas californianas na compostagem doméstica tem gerado um benefício enorme atualmente. Isso porque ao invés de enviar os resíduos orgânicos aos aterros sanitários ou lixões gerando líquidos e gases que poluem o meio ambiente, muitas famílias em diversas partes do mundo fazem a compostagem com minhocário proporcionando a destinação adequada aos resíduos orgânicos. No minhocário coloca-se os resíduos orgânicos junto com serragem e em mais ou menos 30 dias já está pronto o composto.
Simples compostagem com Minhocário Caseiro
Minhocário Caseiro – Simples Compostagem
Podendo ingerir uma quantidade de alimentos em média 25 a 35% do próprio peso diariamente, as minhocas californianas se alimentam durante grande parte do tempo. Além disso, podem dobrar a população num período entre dois e três meses em condições ótimas. As minhocas são hermafroditas possuindo os dois sexos em cada indivíduo. Algumas semanas após a cópula serão formados casulos onde as proles serão desenvolvidas. Estes são depositados no solo e irão gerar de três a sete minhoquinhas cada casulo.
Casulo de minhoca
Casulo de minhoca californiana. Fonte: heidi & hans – jurgen koch
Este tipo de minhoca é descrita como epígea, ou seja, minhocas cuja a sobrevivência se dá nas camadas superficiais do solo. Neste ambiente, ela pode encontrar a matéria orgânica em abundância para se alimentar.

Minhocas epígeas vivem em áreas superficiais do solo
Um fato que pouca gente sabe é que o naturalista Charles Darwin, mais conhecido por sua teoria evolutiva da seleção natural, publicou, em 1881, um livro sobre como as minhocas atuam na formação do húmus!
"A formação de húmus através das ações das minhocas. Com observações de seus hábitos"
“A formação de húmus através das ações das minhocas. Com observações de seus hábitos”
Em seus estudos ele tratou de observar diversos tipos de minhocas e realizou descobertas que contribuíram para o maior conhecimento destes fantásticos animais, como por exemplo:
  • São noturnos;
  • Podem rastejar para frente ou para trás;
  • Não possuem olhos mas podem distinguir a noite do dia e respondem rapidamente à qualquer raio de luz;
  • Respiram pela pele;
  • São hermafroditas, possuem os dois sexos em um mesmo indivíduo e precisam de um par para copular;
  • Podem viver durante um longo período debaixo d´água;
  • São sensitivos ao ar seco, calor, frio, vibrações e ao serem tocados;
  • Não possuem dentes e nem garras e são completamente surdos;
  • O seu sentido de cheiro é fraco e limitado à percepção de certos odores;
  • Eles são onívoros e preferem um gosto em detrimento de outro. Eles umedecem os alimentos antes de engolir com um fluido, o qual é da mesma natureza que a secreção digestiva do pâncreas de animais superiores.
  • Eles são canibais e podem comer minhocas mortas;
  • Podem sobreviver por um período limitado de tempo, por engolir solo e extrair seu conteúdo de nutrientes. Eles também podem engolir areia, pequenas pedras e fragmentos de concreto;
  • Eles escavam as tocas empurrando o solo para os lados e engolindo ;
  • Eles expelem os dejetos fora de suas tocas. Estes são completamente misturados com secreções intestinais e favorecem o crescimento de plantas;
  • Eles são comidos por aves;
  • Eles regularmente “aram” a terra e misturam o solo da superfície;
  • Eles apresentam alguma forma de inteligência, indicado pelo seu arrastamento de folhas da ponta e pela sua cobertura de suas tocas.
Fontes
Manual of On-Farm Vermicomposting and Vermiculture By Glenn Munroe Organic Agriculture Centre of Canada;
Crop Farm Review – www.cropsreview.com


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Reciclando seu lixo e Instalando seu minhocário - passo a passo

Bom dia !
Levantamentos mostram que o Brasil produz cerca de 241.614 toneladas de lixo/dia, onde 60% são resíduos orgânicos. Em média, cada um de nós geramos 5 kg de resíduos sólidos por semana, sendo 3kg formado por resíduos orgânicos. Para se ter uma idéia, numa cidade de 50 mil habitantes teríamos 150 toneladas de resíduos orgânicos por semana, que poderiam ser transformados em adubo para as plantas. Mas muito pouco ainda é destinado para esse fim.

 O nosso lixo tem muito valor, mas precisamos transforma-lo em adubo orgânico de ótima qualidade. O processo é simples veja abaixo:

ATENÇÃO NO PRIMEIRO CICLO DE COMPOSTAGEM: A segunda caixa coletora deve ser colocada apenas quando a primeira estiver cheia.

Os passos 1 a 5 representam o primeiro ciclo do processo e os passos de 6 a 9 representam a manutenção periódica do seu Minhokas.



Passos 1 a 5 - INSTALAÇÃO



1. A caixa sem furos que e que contém a torneira deve ser posicionada abaixo das demais. Esta é a caixa coletora de chorume. O líquido produzido nas caixas furadas (digestoras) tem o nome de chorume vai para esta caixa. Coloque a caixa coletora no local que você escolheu para o seu minhocário.

2. As caixas furadas são as caixas digestoras, é nelas que o seu lixo será processado pelas minhocas. Encaixe a primeira caixa digestora por cima da caixa coletora.


3. Coloque um pouco de composto (aproximadamente 3cm) e as minhocas na primeira caixa digestora que você acabou de encaixar sobre a coletora.


4. Tampe e utilize a primeira caixa digestora como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.


5. Quando a primeira caixa digestora estiver cheia, coloque a segunda caixa digestora por cima dela, passe a tampa para cima e passe a utilizar a segunda caixa digestora como lixeira enquanto as minhocas processam o lixo na primeira caixa digestora que ficou no meio.


Passos 6 a 9 - PROCEDIMENTO DE TROCA DE CAIXAS

6. Quando a caixa digestora de cima estiver cheia, troque-a de posição com a caixa digestora do meio que contém o composto produzido pelas minhocas enquanto você utilizava a caixa digestora de cima como sua lixeira orgânica.

7. Agora a caixa que está por cima contém minhocas e composto. As minhocas devem descer naturalmente pelos buracos se você deixar entrar luz por alguns instantes. Você pode retirar o composto da digestora superior ou deixá-lo. Você deve deixar um pouco de composto para facilitar o início de um novo processo de decomposição.

8. Passe a utilizar a caixa digestora que estiver por cima como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.

9. Repita os passos de 6 a 9.

fonte: http://www.minhokas.com.br/instalacao/1-instalando-seu-minhokas-passo-a-passo

Assista um vídeo bem instrutivo

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Construção de composteira doméstica ou minhocário. vocês podem ver o passo a passo.



Construção de composteira doméstica ou minhocário. vocês podem ver o passo a passo. As partes que compõe o sistema. Na ordem de baixo para cima temos:
- 1ª caixa (estanque)
- 2ª caixa (furada no fundo)
- 3ª Caixa (furada no fundo)
- 4º a tampa (fazer furinhos pequenos) para transpiração e oxigenação;
- 1 Torneirinha de filtro de Barro.
Para o funcionamento inicial:
- Coloca-se uma matriz de minhoca na 2ª caixa;
- Conforme produzimos os restos de comida colocamos na 2ª caixa;
- Lembre-se de respeitar a proporção Carbono e Nitrogênio (2X1);

Tenho minhocas californianas e minhocário para vender em Porto Alegre, RS.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Minhocas são aliadas na hora de manter qualidade do solo


Criadores de minhocas vendem húmus para agricultores que buscam aumentar a produção.

Nosso CampoTV TEM
Matéria orgânica é formada por sobras de alimentos e esterco  (Foto: Reprodução/ TV TEM)Matéria orgânica é formada por sobras de alimentos e esterco (Foto: Reprodução/ TV TEM)












Donizete Casagrande tem orgulho de colher verduras que dão gosto de ver. Por dia, são em média 3 mil pés de alface. Um dos segredos para conseguir manter a qualidade sempre em alta está na terra. A adubação natural é feita desde a montagem dos canteiros.
(Veja ao lado a reportagem exibida no Nosso Campo em 11/09/2016)
O produtor diz que não utiliza veneno e que investe em húmus, o que faz com que a alface cresça mais rápido, além de não endurecer. O adubo que vai para a horta vem de minhocários.

Walter Schinelo é um dos maiores criadores de minhocas da região de São José do Rio Preto (SP). A atividade começou há oito anos em Mirassol (SP) meio que por acaso. A família dele tinha um pesqueiro e os fregueses começaram a pedir minhoca para pescar tilápia, pacu e piau. Foi a partir daí que ele montou um canteiro. Com o tempo, começou a vender o excedente de minhocas para uma casa de isca e, de lá para cá, o negócio só cresceu.

A matéria orgânica - que é a mistura de sobras de alimentos e esterco - fica espalhada pelo barracão e serve de comida para as minhocas, que fazem uma espécie de reciclagem dos resíduos. O resultado é o húmus, que nada mais é do que o “cocô” da minhoca, um produto importante para a agricultura. Por semana, 20 toneladas de húmus são produzidas e tudo tem venda garantida.

No município de Neves Paulista (SP), Thiago Toschi passou a usar o húmus há dois anos. Antes, a adubação era feita com esterco de vaca. O que muitos agricultores já sabem, o agrônomo Andrey Vetorelli Borges confirma: usar o húmus como fertilizante faz uma grande diferença.

Andrey conta que o material é rico em nutrientes e melhora as qualidades do solo, retendo água e diminuindo a compactação. E, com a nutrição adequada, o ataque de pragas também diminui.
O Nosso Campo é exibido aos domingos, às 7h25, na TV TEM! Para participar, envie um e-mail para nossocampo@tvtem.com