Mostrando postagens com marcador minhoca vermelha da califórnia. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Transforme o #lixo da cozinha em adubo para plantas! Minhocário passo a passo.

 Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Na semana passada, o pessoal da OSCIP Morada da Floresta explicou como funciona o processo de compostagem doméstica, que é transformar o lixo orgânico da sua família em húmus de minhoca, uma espécie de terra bem preta, perfeita para adubar as plantas do seu jardim. Se você perdeu essa dica, leia ela aqui.
Agora, a Equipe Consul vai ensinar você a construir sua própria composteira e economizar muito dinheiro com adubos e pesticidas, além de gerar menos lixo e poluir menos o meio ambiente. Veja só o passo a passo:

Você vai precisar de:
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
- 3 caixas plásticas de 26 litros com tampa (para um casal sem filhos) ou 32 litros (para uma família de seis pessoas)
- Furadeira com broca de 1mm, n°4 e 5/8
- Uma torneirinha plástica, daquelas de encaixar em bebedor de água, tamanho 5/8
- Serragem ou folhas secas
- Terra preta
- 250 minhocas vermelhas da Califórnia (podem ser encontradas na Morada da Floresta ou em lojas de paisagismo especializadas em húmus de minhoca)
- Lixo de cozinha previamente separado (consulte aqui o que pode ser jogado na composteira)

Como fazer:

Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Fure duas das caixas com a furadeira, usando a broca n°4, para permitir que as minhocas circulem entre as caixas, e que o chorume produzido pela compostagem (parte líquida usada como pesticida natural em plantas) seja escoado para a caixa inferior.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Ainda com a furadeira em mãos, troque a broca n°4 pela de 1mm, e faça pequenos furos na tampa da composteira, para permitir que o composto orgânico seja oxigenado corretamente durante o processo de compostagem, sem deixar odores desagradáveis escaparem para o ambiente.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Troque agora a broca pela de tamanho 5/8 e faça um furo na lateral da caixa que vai receber a parte líquida da compostagem, fixando a torneirinha plástica – a qual vai facilitar a retirada desse líquido, que pode ser utilizado como fertilizante, sendo pulverizado nas plantas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Pronto, a estrutura da composteira você já fez. Agora coloque 5 cm de terra preta nas duas caixas que foram furadas com a broca n°4 e cubra a terra com as minhocas.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Por cima das minhocas, jogue o lixo orgânico de cozinha sempre na caixa de cima e cubra com serragem de madeira ou folhas secas, tampando a composteira. Depois de mais ou menos 1 mês, a caixa estará cheia de resíduos – e aí, a caixa do meio que está vazia vai para cima, e a cheia, vai para o meio. “É também mais ou menos o tempo que as minhocas demoram para criar o húmus”, diz Ana Paula Silva, sócia-diretora da Morada da Floresta. Deixe sua composteira sempre em locais protegidos de chuva e sol – sua área de serviço é um lugar ideal para acomodar sua composteira doméstica.
Transforme o lixo da cozinha em adubo para plantas
Viu como é simples reciclar seu lixo orgânico? Compartilhe com a gente soluções simples como esta que ajudam a deixar nosso planeta melhor para nossa família!
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Soluções para o dia a dia é o tema que trazemos todas as segundas-feiras para você, com tutoriais, dicas e truques para facilitar sua rotina em casa, deixando-a muito mais prazerosa.

fonte blog consul

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Embrapa ensina como produzir minhocas e húmus em pequenas propriedades

Foto: Thassiane Ubida
Thassiane Ubida - A gigante-africana é uma das espécies mais usadas no Brasil
A gigante-africana é uma das espécies mais usadas no Brasil 
A minhocultura é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos (restos de alimentos, folhas, esterco, etc) por meio da criação de minhocas com o intuito de produzir o húmus, um excelente adubo para a atividade agrícola. Pensando em difundir essa tecnologia, que ajuda a diminuir o lixo orgânico nas cidades e no campo, a Embrapa Roraima (Boa Vista, RR) montou, em sua vitrine tecnológica, um minhocário.
O espaço servirá como ponto de transferência de tecnologia para que agricultores e interessados em geral possam conhecer as principais técnicas de criação de minhocas em pequenas propriedades. A iniciativa faz parte do projeto Arcoverde, que busca difundir modelos agrícolas sustentáveis para produtores da Região Norte do Brasil.
Segundo o agrônomo Silvio Levy, a minhocultura é perfeitamente adaptada à pequena propriedade agrícola, pois possui um manejo simples. "Essa atividade tem como produto principal o húmus, que constitui um excelente fertilizante orgânico, capaz de melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo", explica.
Mas a minhocultura não tem apenas essa utilidade. Além de fabricar o poderoso adubo, as minhocas também podem ser utilizadas para a alimentação animal e como isca para a pesca.
Acredita-se que no mundo existam mais de 8 mil espécies diferentes de minhocas. No Brasil, são conhecidas entre 240 e 260 espécies, sendo as mais utilizadas para a produção de húmus as minhocas Vermelha-da-Califórnia e a Gigante-Africana.  Ambas estão sendo usadas no minhocário da Embrapa.
Os interessados em aprender um pouco mais sobre a minhocultura podem entrar em contato com o setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Roraima pelo telefone (95) 4009-7135 e agendar uma visita.

Minhocários
Existem vários tipos de minhocários, dos mais simples até os mais caros. Para agricultores familiares, que não pretendem vender comercialmente o húmus produzido, mas apenas utilizá-lo na propriedade, o mais indicado é fazer um minhocário de baixo custo e pouca manutenção.

O folder Minhocultura ou vermicompostagem, da Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ), mostra os principais aspectos para aqueles que desejam começar uma criação de minhocas e produção de húmus. Entre os pontos abordados estão: local ideal de construção do minhocário, técnicas de criação e manejo, comercialização e as principais fontes de matéria prima para produção de húmus.
Outra publicação da Embrapa que fala sobre a minhocultura para a agricultura familiar é a Circular Técnica Minhocultura e produção de húmus para a agricultura familiar, da Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), também disponível para download.


Você sabia?
As minhocas não possuem olhos nem ouvidos e por isso seu sentido de direção não é muito bom. Sua movimentação é influenciada por células sensíveis à luz que existem em sua pele. Em geral, evitam a luz direta do sol, preferindo os ambientes sombreados e mais úmidos. Contudo, as minhocas não toleram ambientes encharcados, pois sua respiração é feita pela pele. Em lugares onde há acúmulo excessivo de água, a tendência é de haver pouco oxigênio. Nestes casos, é comum vermos as minhocas saindo do solo para procurar locais mais secos.
Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Roraima

Telefone: (95) 4009-7114
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Minhocas e minhocários no Rio Grande do Sul. 
Contate agropanerai@gmail.com

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Como fazer um minhocário funcional com uma geladeira usada.


Permacultura - A nova floresta

“As minhocas se  enterram no chão para não cair de amor para as estrelas.” Yvan Audouard


old fridge used to make the worm farm
Remover todos os equipamentos, só guardar a caixa.
liquid casting evacuation on the fridge
Instalar uma saída para coletar excedente de água. Obturar todas as outras saídas com silicone. Nivelar a geladeira com um leve declive para orientar os resíduos líquido pela saída.
connection of the tap for worm casting liquid evacuation
Tubulação para colheita.
tap for monitoring the worm casting liquid evacuation
A geladeira (e torneira) deve estar suficientemente alta para colocar um balde embaixo. Os resíduos líquidos formam o chorume. O chorume orgânico é um fertilizante líquido, rico em nutrientes. Diluir em água até 1/10 antes de dar nas plantas. Para evitar que o chorume torna se anaeróbico no fundo da geladeira verse água pura de vez em quando na camada de drenagem através da telha de filtração e colheita a mistura diluída em um balde, vai permitir de diluir o chorume e purificar a camada de drenagem.
filtering the worm casting
Recyclagem de uma peneira de chuveiro
positioning the filter
Para prevenir a obstruacao da tubulacao.
layer for drainage of worm casting
Pedras para drenagem (aproximadamente 3/4 cm de espessura) e reduzir contato entre matéria orgânica e água.
Isso evita a decomposição anaeróbica no fundo do minhocário.
making the separation filter between the drainage and the worm bed
Estrutura de alumínio de suporte para a telha de separação entre drenagem e a cama das minhocas.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 2
As partes transversal são aqui para evitar deformação. Outras técnicas usam grampos para fixar a telha ao compartimento de plástico, mas este tipo de solução não permite desmontar o minhocário, o que não é na filosofia Cradle to Cradle.
making the separation filter between the drainage and the worm bed 3
Dobrar para obter 3 ou 4 camadas de filtro.
positionning the filter of separation with the drainage layer
Colocar em cima da camada de drenagem.
removing the fridge rubber to allow worm farm ventilation
Remover a borracha de vedação para criar um sistema onde o ar (oxigeno) pode circular dentro do minhocário.
cutting the fridge rubber
Cortar pedaços de borracha.
removing the
Remover a banda magnética que fica dentro da borracha. Pode ter duvida sobre a influencia de um campo magnético no sistema de orientação das minhocas.
magnets
Essas bandas flexíveis podem ser utilizadas como magnet na porta duma geladeira (e também em cima do minhocário para notar informações sobre as minhocas)
filling the holes between the filter and the fridge body
Obstruindo os buracos entre o filtro e a caixa utilizando os pedaços de borracha.
design_do_tubo_de_ventilacao
Fazer um tubo de ventilacao com cana de 8 e um T, nao precisa de colla
ventilacao
Colocar a ventilacao sobre o filtro en cima do drainagem para reduzir degradacao anaerobica.

Recuperar a parte externa do côco e producir fibras.

Cuidando com o falcão.

Deixar as fibras de coco dentro da água o mínimo por um dia.
fibras_de_coco_humidas
As fibras são agora cheias de umidade, que vai ser uma fonte estável de umidade. As minhocas respiram através da pele e precisam de um ambiente úmido. As fibras vão permitir de guardar a umidade e respeitar a presencia de ar e oxigeno.
camada_de_fibras_de_coco
Camada de fibras de coco separando o drenagem da cama das minhocas
papelao humido
Utilizar velho papelão e colocar na água para se hidratar (1 dia mínimo no caso de papelão). Se você utiliza papel só umidificar e não deixar na água.
camada_de_papelao_humido
Triturar o papelão e fazer uma camada bem úmida e ventilada
Colocar_separacao_en_cima_do papelao
Utilizar a estrutura da geladeira para criar 3 compartimentos no minhocário (pode ser 2, 3 o 4 compartimentos). As minhocas pode utilizar a camada de papelão para mover entre os compartimentos.
composte
Um compartimento recebe adubo (ou composto, ou húmus)
esterco_de_galihna
O outro compartimento recebe mistura de esterco de galinha, terra e folhas que vem do galinheiro. Se você utiliza estrume de cavalo tem que verificar que ele não recebeu um tratamento contra vermes.
Regar_esterco_de_galinhas
Umidificando o lixo das galinhas que é muito seco
3_compartimentos
Agora temos 3 compartimentos. O compartimento do meio que só tem papelão (celulosa úmida) vai receber as minhocas para elas se aclimatar e quando vão começar a procurar para comida elas vão migrar ate os outros compartimentos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Faça seu próprio humus, a natureza ganha!!

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. 

A maneira mais comum de realizar a compostagem doméstica é a composteira.







Que bom se pudéssemos, além de separar o lixo reciclável, utilizar o material orgânico para nosso próprio proveito? Bom, isso é possível e fácil de se conseguir.
Apesar de existirem há algum tempo, a compostagem tem ganho cada vez mais espaço nas residências. Se antes precisava-se de um espaço grande para podermos realizar o processo em casa, hoje em dia, os equipamentos estão cada vez mais adaptáveis à vida urbana. Basta querer.

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. Existem várias maneiras de ser realizar a compostagem do lixo orgânico, mas o mais comum utilizado em casas e apartamentos é a composteira.

A composteira é um local onde é colocado o material orgânico para que minhocas o decomponham. Na maioria das vezes, ela é feita de um conjunto ou apenas uma caixa, onde ficam minhocas que serão responsáveis pelo processo de decomposição. Depois que o material orgânico é decomposto, sobra um material que parece terra e o chorume, que é um líquido resultante do processo. Esses subprodutos são usados como adubo orgânico para colocar em jardins, hortas ou qualquer tipo de planta. Se você não tiver jardim, pode até vender para quem se interessar, pois são altamente nutritivos para o solo. E o melhor: a maioria das composteiras modernas já fazem esse processo sem cheiro, graças à espécie de minhoca utilizada. E existem algumas bem pequenas, que você pode usar na sua cozinha ou lavanderia, se não tiver um espaço maior.

Se tiver interesse, pode verificar alguns sites:


Faço compostagem a 10 anos e produzo uma quantidade considerável de humus, que utilizo em meus vasos e canteiros. Todo o lixo orgânico que produzo , mais de alguns vizinhos, trona-se um excelente adubo orgânico.Utilizo a minhoca vermelha da califórnia, que se reproduz muito bem em nosso ambiente.

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO?

JÁ PENSOU EM TER UM MINHOCÁRIO PARA RECICLAR O SEU LIXO ORGÂNICO DOMÉSTICO? ...

CONSULTORIA EM PROPRIEDADES RURAIS


Alexandre Panerai Pereira

Eng. Agrônomo CREA 76516
Quer saber mais sobre compostagem? acesse http://estagiositiodosherdeiros.blogspot.com.br/p/blog-page.html

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Mais um minhocário entregue em Porto Alegre!



Aos poucos vamos semeando minhocários por Porto Alegre, transformando lixo em luxo!
 Acredito que é uma forma de levar o ser humano a encontrar-se com a natureza, é menos lixo sendo transportado para o aterro sanitário (apenas 130 km desta capital), são jardins e hortas adubadas com humus, produzindo flores e frutos.

Quer um? fale comigo agropanerai@gmail.com


Não tem verba para gastar com minhocário? 
Faça um modelo baratinho com baldes http://cadicominhocas.blogspot.com.br/

terça-feira, 10 de abril de 2018

Oficina de Compostagem Doméstica





Oficina de compostagem doméstica em grupo para os colaboradores da Unimed Joinville. 

Grupos de 5 pessoas, confecção de 10 composteiras para levar para casa e integração de equipe. 

Ótima experiência e troca de informações sobre sustentabilidade.

terça-feira, 6 de março de 2018

FAÇA VERMICOMPOSTAGEM E PRODUZA O ADUBO MAIS NOBRE DO PLANETA


Húmus de Minhoca: o adubo orgânico mais nobre do planeta

Um solo realmente saudável é um solo vivo. Existem milhões de organismos que são fundamentais para a ciclagem de nutrientes no ecossistema edáfico. As minhocas juntamente com cupins, formigas, algumas espécies de besouros e outros insetos formam uma grande rede da macrofauna de decompositores da matéria orgânica. Alem de melhorar a estrutura do solo, a presença de minhocas aumenta a taxa de infiltração, contribui para a formação de agregados e conseqüentemente aumentando à resistência do solo a erosão. O uso de minhocas para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica é chamado de Vermicompostagem.
Sua alimentação é basicamente formada de partículas minerais do solo e resíduos orgânicos como restos vegetais e pequenos animais. Logo ela pode ser considerada onívora, e esse comportamento alimentar que faz das minhocas verdadeiras engenheiras do ecossistema.
Após a ingestão, o alimento passa pelo seu trato intestinal onde sofre a ação de várias enzimas e outros microrganismos presentes tais como, bactérias fixadoras de nitrogênio, catalizadores de hormônios vegetais e solubilizadores de fosfato. Desde modo, um solo com a presença de minhocas sofre alterações em seu pH, e na disponibilidade de nutrientes com destaque para o Calcio, Magnésio, Fosforo, Potássio e Nitrogênio.
No processo digestivo da minhoca, 40% da matéria orgânica consumida é utilizada para seu desenvolvimento e o restante (60%) são transformados em húmus. O que é conhecido como húmus de minhoca nada mais é que seu excremento, também chamado de Coprólito. O húmus influencia diretamente no crescimento das plantas em virtude da presença de hormônios reguladores do crescimento vegetal e ácidos húmicos. Alem disso, estudos recentes também apontam que a utilização do húmus tem um grande potencial de controle de patógenos associados a doenças de plantas, principalmente bactérias e fungos.
Só para ter uma idéia, a concentração média dos principais nutrientes no húmus fica em torno de 1,5% de N (Nitrogênio), 1,3% de P (Fosforo), 1,7% de K (Potássio), 1,4% de Ca (Calcio) e 0,5% de Mg (Magnésio).


Foto 01 inicio do processo de vermicompostagem
Minhocas Vermelha-da-California (Eisenia foetida). Foto: Universidade Orgânica

Baseado nos benefícios das minhocas tanto para o solo quanto para as plantas, que muitos agricultores estão optando pela produção própria do húmus, processo conhecido como Vermicompostagem. Ou seja, uma decomposição controlada, realizada pela macrofauna do solo, neste caso, as minhocas.
Um exemplo de sucesso de criação de minhocas e produção de húmus é o do Sitio Duas Matas, localizado no município fluminense de Varre-Sai, bem na divisa com o município de Guaçuí, Região do Caparaó Capixaba.
Alem da criação de minhocas, o Sítio produz milho e araruta. Toda a administração do minhocário é realizada pelo gerente produção Maxwel Lopes que me explicou todas as etapas do processo produtivo do húmus.
Apesar de ter o minhocário a mais de 8 anos, a criação intensiva para a produção de húmus teve inicio em 2010. Maxwel explica que o processo de vermicompostagem tem 4 etapas.


Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.
Maxwel Lopes mostrando o canteiro de produção. Foto: Universidade Orgânica.

Na primeira etapa ocorre a maturação do esterco bovino, onde ele passa por um processo de pré-compostagem. “Aqui é o principio de tudo, o esterco recém chegado fica aproximadamente 30 dias na quarentena passando da cor esverdeada para uma cor preta, pois está quase ficando curtido.” “De dois em dois dias o esterco é revirado até completar a fermentação, sempre observando a necessidade de água. No final de 30 dias ele já perdeu aproximadamente 40% do seu volume” A 1ª etapa é quando o esterco de curral cru é deixado fermentar sempre mantendo uma umidade numa faixa de 50 a 70%.
Após a 1º etapa é feito um teste medindo a temperatura da pilha de esterco, se a temperatura estiver estabilizada significa que já pode ir para os canteiros diretamente para ser colonizado pelas minhocas. “Esse é o processo mais rápido que tem para preparar uma comida para as minhocas e transformar em húmus, mas existem outros materiais que podem ser adicionados ao esterco para enriquecer o húmus” – Explica Maxwel.


Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto:  Universidade Orgânica
Local de maturação do esterco bovino fresco. Foto: Universidade Orgânica

Essa é a segunda etapa quando é feita a compostagem orgânica, utilizando alem do esterco, outros resíduos orgânicos disponíveis no Sítio. Na propriedade rural quase todos os resíduos orgânicos são aproveitados. “Na compostagem a gente usa vários materiais aqui da natureza, restos de jardim, resto de silagem, palha de café, grama forrageira, tudo isso a gente mistura no pátio e a partir de 120 dias o composto orgânico fica pronto para ser servido as minhocas.”
Então são dois caminhos para elaborar o substrato que será transformado em húmus pelas minhocas. O primeiro é a utilização do esterco puro curtido e o segundo, o fornecimento da compostagem que leva mais tempo para ficar pronto, porem produz um húmus de melhor qualidade. “O que faz o húmus ficar melhor é quanto mais diferenciado for os materiais utilizados na produção de alimentos para as minhocas”  – ressalta Maxwel.


Pátio de compostagem. Foto: Universidade Orgânica

Na terceira etapa do processo, depois do alimento das minhocas pronto, tanto o esterco puro, quanto o composto orgânicos são colocados em canteiros de alvenaria, que são chamados de “cochos”. Os canteiros tem 1 metro de largura e 0,40 m de altura. As minhocas são colocadas sobre o canteiro, numa proporção aproximada de 0,5 a 1kg por metro quadrado. Como elas se alimentam sempre da parte superior para a inferior, a cada trinta dias é coletado manualmente uma parte do húmus.
As minhocas são extremamente sensíveis a luz, ao excesso de umidade, e a temperatura então cada canteiro recebe duas coberturas, uma para diminuir a incidência de luz e uma cobertura mais alta para abrigar de chuvas. É nessa etapa que se deve ter o máximo de cuidado, pois a faixa de temperatura de desenvolvimento normal das minhocas deve fica de 15 a 33˚C, e umidade relativa de 75 a 88%.
A principal espécie de minhoca para a produção de húmus é a  foetidEiseniaa, conhecida vulgarmente como Vermelha-da-California, é uma espécie exótica mais apropriada para a produção de húmus. Mas existem outras como a Eudrillus eugeniae(Noturna Africana ou Minhoca do Esterco).


Foto 03 vista dos canteiros de produção
Canteiros de produção. Foto: Universidade Orgânica

Após a coleta do húmus, inicia-se a quarta etapa do processo que é a secagem e embalagem para venda. A secagem é feita a sombra até atingir 30% de umidade, então é embalado em sacos plásticos de 2 a 30kg,  e armazenados em local fresco e a sombra.
O húmus é utilizado por horticultores da região principalmente em cultivos de tomate para mesa. É comercializado também em lojas de jardinagem para uso doméstico em pequenas hortas e plantas ornamentais. Há mercado também para venda de minhocas e casulos para alimentação de animais e outros minhocários.


Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica
Local de armazenamento do Húmus. Foto: Universidade Orgânica

A vermicompostagem é uma forma de substituir o uso de fertilizantes sintéticos e aproveitar toda a matéria orgânica disponível para produzir um adubo orgânico de extrema qualidade. No caso do Sitio Duas Matas, o esterco de curral ainda é todo comprado de pecuaristas da região, mas o plano é integrar com a atividade de pecuária leiteira reduzindo ainda mais o custo de produção. Segundo Maxwel, todos os cuidados são tomados no momento da seleção de fornecedores de esterco, pois as minhocas são sensíveis a qualquer tipo de agrotóxico e excessos de antibióticos utilizados nos animais que podem passar para o esterco, provocando a morte das minhocas.
A integração das atividades utilizando a vermicompostagem dentro da unidade produtiva aumenta a reciclagem de nutrientes, reduz os custos de produção, aumenta a fertilidade do solo, a resistência das plantas a insetos-praga e doenças, alem de produzir alimentos num ambiente equilibrado e  de forma sustentável.

Temos matrizes de minhoca para venda. agropanerai@gmail.com
Gostou do artigo, ficou alguma dúvida ou quer dar alguma sugestão? Pode comentar que eu respondo com maior prazer.
Fonte: http://barbarapaisagismoemeioambiente.blogspot.com.br/2015/12/o-adubo-mais-nobre-do-planeta.html?spref=pi

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Projeto aposta no uso de minhocas para reduzir a produção de lixo em Florianópolis



http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/campo-e-lavoura/videos/v/projeto-aposta-no-uso-de-minhocas-para-reduzir-a-producao-de-lixo-em-florianopolis/6297666/


KIT 100 unidades de minhoca vermelha da califórnia a R$ 25,00. 

Tenho minhocario tipo caixas por R$ 200,00
(minhocas incluidas neste caso). 


Material: Termoplástico de alta resistência, PEAD (polietileno de alta densidade)
Dimensional externo: C55 cm x L35 cm X a 25 cm
Dimensional interno: 0,048m³/caixa
Capacidade interna: 50 litros/caixa
Peso líquido: 2,5kg (variação 5%)


O minhocário é na cor preta. ok