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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Jardim filtrante saneamento básico na área rural





Em São Carlos, interior de São Paulo, uma iniciativa da Embrapa Instrumentação se apresenta como o caminho ideal para a promoção do saneamento básico na área rural e a destinação correta dos resíduos sólidos, de origem domiciliar. A proposta é evitar as chamadas fossas negras, transformar o esgoto doméstico da área rural em adubo orgânico, promover o saneamento básico e proteger o meio ambiente. Para isso, foi desenvolvido o jardim filtrante, uma tecnologia complementar ao saneamento básico na zona rural, que inclui a fossa séptica biodigestora e o clorador Embrapa.

Como a fossa trata apenas o esgoto humano, o jardim filtrante surgiu como uma alternativa para dar um destino adequado à água cinza da residência, constituída de efluentes provenientes de pias, tanques, chuveiros e o efluente tratado da fossa. Apesar do seu poder contaminante ser bem menor que a água negra, a água cinza também merece atenção, já que vem impregnada de sabões e detergentes, bem como de restos de alimentos e gorduras.

A fossa séptica biodigestora é um sistema que o próprio produtor rural pode fazer. O esgoto doméstico é desviado do vaso sanitário por meio de uma tubulação que vai até caixas de fibra de vidro praticamente enterradas no chão. O adubo orgânico gerado pela fossa séptica biodigestora deve ser aplicado somente no solo, em pomares e outras plantas onde o biofertilizante não entre em contato direto com alimentos que sejam ingeridos crus.

O clorador Embrapa é um complemento do sistema de saneamento básico na área rural. fácil de ser montado e de baixo custo. Com peças e conexões encontradas em casas de material de construção, o produtor pode montar o clorador, que é instalado entre a captação de água e o reservatório. Para clorar a água é preciso colocar uma colher rasa de café, de hipoclorito de cálcio, no receptor de cloro. Depois de 30 minutos, a água já está clorada, livre de germes e pronta para beber.

Assista outros vídeos na nossa Rede de Pesquisa e Inovação em Leite, www.repileite.com.br

Produção: Embrapa Informação Tecnológica e Embrapa Instrumentação Agropecuária

terça-feira, 28 de junho de 2016

Casa sustentável em SP trata esgoto doméstico com bananeiras

Fonte: UOL MAIS













Em uma casa da cidade de São Paulo, o esgoto do banheiro não vai parar no córrego ou no rio. Ele é tratado no quintal. No processo, cocô produz banana e vapor de água, que ajuda na formação de nuvens de chuva. Nenhuma tecnologia complexa e cara é utilizada. Tudo o que fazem os sete moradores da Casa dos Hólons, um laboratório de permacultura localizado no Campo Belo, zona sul da capital paulista, é deixar que a natureza entre em ação.


A proposta da permacultura é usar os recursos encontrados no próprio local como soluções para coisas como lavar a roupa ou cuidar do jardim e da horta. Por que não fazer a máquina de lavar funcionar só com a água da chuva? E filtrar a água da pia para regar as plantas?
"Basta olhar como a natureza se comporta e repetir seus padrões", conta Josué Apolônio, 26, permacultor e morador da casa. Para ele, a adoção de um sistema alternativo de tratamento de esgoto, algo comum em áreas rurais e sem rede de saneamento, em uma das maiores metrópoles do planeta não é nada absurdo. Ao contrário, ajuda a pensar na crise hídrica que vivenciamos. "Nosso sistema de esgoto não é funcional. Tudo flui para o rio. Estamos sem água mesmo tendo um rio passando pelo meio da cidade".
Deixar de enxergar o que fazemos no banheiro como algo indesejado, que deve ser levado para longe de onde vivemos, ajuda a entender a filosofia por trás da técnica. "O conceito de sujeira é relativo. O resto de uma maçã pode ser considerado lixo, mas é energia quando transformo em adubo para uma planta. Todos os animais devolvem, através das fezes, energia para o solo. A partir do momento que ela é processada, se transforma em outra coisa", diz Josué.

Esgoto vira banana e chuva

O tratamento das chamadas "águas negras" -- as que vão embora com fezes pela descarga -- tem o formato de um pomar instalado no meio do quintal. No local há uma sombra gostosa, o clima friozinho e o barulho das folhas das bananeiras sacudidas pelo vento. Embaixo delas, sob a terra onde estão as plantas, extravasa por um cano a água que veio do vaso. Nada de mau cheiro ou água empoçada.
Antes de chegar ali, o esgoto se decompõe e é fermentado em tanques hermeticamente fechados. O processo elimina as bactérias que causam doença presentes nas fezes humanas. Por precaução, não é recomendável comer nada que entre em contato direto com a terra. Mas as bananas ou outros frutos e folhas de plantas altas podem ser consumidas.
O permacultor diz que a maior parte do resíduo, misturado com a água da descarga, é líquida. O pouco material sólido presente no esgoto fica retido no tanque. A limpeza da bacia seria necessária apenas após muitos anos de uso.
A função da bananeira é fundamental. Ela dá o destino final para a água tratada do esgoto, transpirando-a na forma de vapor, sem nenhum contaminante. O sistema ganha o nome de bacia de evapotranspiração. "Uma bananeira consome 15 a 30 litros de água por dia", diz. Os nutrientes despejados na terra vão parar nas bananas.
"É muito importante ter a água retornando ao solo no ambiente urbano", diz Josué. "A transpiração dessa bananeira forma as nuvens que estão aqui em cima". Mas a ideia não é apenas dar um jeito no que vai embora pela descarga. A sombra e o clima fresco são ganhos conjuntos nessa forma holística de pensar a casa.
"A permacultura trabalha a ideia de que um sistema atenda várias funções. Com a bacia de evapotranspiração, o esgoto é filtrado, o ambiente fica mais úmido e mais fresco, temos banana... E a fibra da bananeira ainda pode servir para artesanato", afirma o permacultor.



terça-feira, 19 de abril de 2016

Tratamento natural de esgoto com plantas, prático e fácil!

Tratamento natural de águas cinza em wetlands construídos , especificamente água de lavagem, utilizando duas espécies 
de plantas: Taboa (Typhia spp.) e Lírio do Brejo (Hedychium coronarium).

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jardins filtrantes fazem despoluição da água na França e no Brasil



O Cidades e Soluções de hoje vai mostrar que jardins, além de embelezar a paisagem e melhorar a qualidade de vida de uma cidade, oferecendo lazer e um clima agradável, também podem tratar esgoto. Vem da França o exemplo dos jardins filtrantes, que tratam esgotos de comunidades inteiras, resíduos industriais e até as águas do rio Sena. A repórter Joana Calmon foi conferir a tecnologia da empresa Phytorestore, que combina a capacidade de absorção de poluentes de algumas plantas com a capacidade de oxigenação de outras. Tudo sem perder de vista a beleza – o projeto paisagístico é inspirado nas obras de Claude Monet.


Em total sintonia com o Cidades e Soluções, os internautas que participaram do programa desta semana enviaram vídeos com alternativas para o tratamento de esgoto.


O primeiro exemplo vem de Pirenópolis, GO. O nosso telespectador Alessandro Oliveira construiu a sua própria fossa de bananeira, onde as raízes da planta tratam o esgoto gerado na casa. Ele aprendeu a tecnologia no IPEC, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado, que oferece cursos sobre práticas sustentáveis.

O casal Silvana Ribeiro e Bruno Cavalcante também resolveu por conta própria a ausência de rede coletora do esgoto em uma chácara em Embu das Artes, SP. Eles construíram uma fossa séptica que dá conta do recado e mostram pra gente como se faz.

http://www.phytorestore.com/

A recuperação de áreas contaminadas, pelas atividades humanas, pode ser feita através de vários métodos,
tais como escavação, incineração, extração com solvente, oxidoredução e outros que são bastante dispendiosos.

Alguns processos deslocam a matéria contaminada para local distante, causando riscos de contaminação secundária e aumentando ainda mais os custos com tratamento [1]. Por isso, em anos recentes passou-se a dar preferência por métodos in situ que perturbem menos o ambiente e sejam mais econômicos. Dentro deste contexto, a biotecnologia oferece a fitorremediação como alternativa capaz de empregar sistemas vegetais fotossintetizantes e sua microbiota com o fim de desintoxicar ambientes degradados ou poluídos [1].

As substâncias alvos da fitorremediação incluem metais (Pb, Zn, Cu, Ni, Hg, Se), compostos inorgânicos (NO3- NH4+, PO4 3-), elementos químicos radioativos (U, Cs, Sr), hidrocarbonetos derivados de petróleo (BTEX), pesticidas e herbicidas (atrazine, bentazona, compostos clorados e nitroaromáticos), explosivos (TNT, DNT), solventes clorados (TCE, PCE) e resíduos orgânicos industriais (PCPs, PAHs), entre outros [1].

A fitorremediação oferece várias vantagens que devem ser levadas em conta. Grandes áreas podem ser tratadas de diversas maneiras, a baixo custo, com possibilidades de remediar águas contaminadas, o solo e subsolo e ao mesmo tempo embelezar o ambiente. Entretanto, o tempo para se obter resultados satisfatório pode ser longo [1]. A concentração do poluente e a presença de toxinas devem estar dentro dos limites de tolerância da planta usada para não comprometer o tratamento.

Riscos como a possibilidade dos vegetais entrarem na cadeia alimentar, devem ser considerados quando empregar esta tecnologia [1]

sexta-feira, 13 de março de 2015

SENSACIONAL! Sistema ecológico permite recuperar rios poluídos


Implantado nas Filipinas, o sistema de tratamento ecológico conseguiu recuperar o Canal Paco, que hoje é considerado referência positiva na paisagem

6 DE MARÇO DE 2015
PUBLICADO POR
Redação
Os custos para a despoluição de rios são altos e envolvem processos demorados, cujos resultados muitas vezes não ocorrem em curto prazo. Dessa forma, os projetos de despoluição requerem excelência profissional, seriedade administrativa, envolvimento, empenho e firme compromisso do poder público e do setor privado, além do apoio e participação de toda a comunidade.
Porém, é possível adotar iniciativas criativas, com baixo custo e vontade política. Um exemplo é o projeto criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, realizado nas Filipinas.
Foi desenvolvido um sistema de tratamento de água ecológico, de fácil implantação em rios, que conseguiu recuperar o Canal Paco, que hoje é considerado referência positiva na paisagem de Manilla, capital do país.
O sistema implantado consiste na instalação de “jardins flutuantes” – ilhas artificiais de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar os poluentes sem a utilização de produtos químicos.
O custo da despoluição por esse sistema é menor que a metade do custo com estações de tratamento de águas residuais convencionais, devido à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
O sucesso do processo de despoluição foi, também, resultado de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e a instalação de um reator de aeração, capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
O desafio agora está em implantar métodos semelhantes no Brasil. Até o momento, as iniciativas não saíram do papel. Em São Paulo, por exemplo, foi proposto o sistema de aeração no canal do Rio Pinheiros, para introdução de bactéria, porém foi rejeitado e proibido por medida judicial.
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
Fonte: Facebook da Biomatrix
FONTE: http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/sistema-ecologico-permite-recuperar-rios-poluidos/

domingo, 17 de novembro de 2013

BET – Bacia de Evapotranspiração - fossa alternativa


A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como “fossa de bananeiras”, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum efluente e evita a poluição do solo, das águas superficiais e do lençol freático. Nele os resíduos humanos são transformados em nutrientes para plantas e a água só sai por evaporação, portanto completamente limpa.
Figura 1
Divulgado pela Rede Permear, principalmente em Santa Catarina, esse sistema tem algumas características de construção e desenvolvimento diferentes da Fossa Bio-Séptica ou Canteiro Bio-Séptico, mais usado na região central do Brasil. Mas ambos tem a mesma origem na permacultura e compartilham os mesmos princípios de funcionamento.
Figura 2

FUNCIONAMENTO E PRINCÍPIOS
Um pré-requisito para o uso da BET é a separação da água servida na casa, em cinza e negra. Apenas a água negra, a que sai dos sanitários, deve ir para a BET. A água cinza, aquela que sai da máquina de lavar, pias e chuveiros, deve ir para outro sistema de tratamento como um círculo de bananeiras que também está no projeto que disponibilizo no final deste artigo.
  1. Fermentação
    A água negra é decomposta pelo processo de fermentação (digestão anaeróbia) realizado pelas bactérias na câmara bio-séptica de pneus e nos espaços criados entre as pedras e tijolos colocados ao lado da câmara.
  2. Segurança
    Os patógenos são enclausurados no sistema, porque não há como garantir sua eliminação completa. Isto é realizado graças ao fato da bacia ser fechada, sem saídas. A bacia necessita ter espaços livres para o volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia. A bacia deve ser construída com uma técnica que evite as infiltrações e vazamentos.
  3. Percolação
    Como a água está presa na bacia ela percola de baixo para cima e com isso, depois de separada dos resíduos humanos, vai passando pelas camadas de brita, areia e solo, chegando até as raízes das plantas, 99% limpas.
  4. Evapotranspiração
    Na minha maneira de ver, este é o principal princípio da BET, pois graças a ele é possível o tratamento final da água, que só sai do sistema em forma de vapor, sem nenhum contaminante. A evapotranspiração é realizada pelas plantas, principalmente as de folhas largas como as bananeiras, mamoeiros, caetés, taioba, etc. que, além disso, consomem os nutrientes em seu processo de crescimento, permitindo que a bacia nunca encha.
  5. Manejo
    Primeiro (obrigatório), a cobertura vegetal morta deve ser sempre completada com as próprias folhas que caem das plantas e os caules das bananeiras depois de colhidos os frutos. E se necessário, deve ser complementada com as aparas de podas de gramas e outras plantas do jardim, para que a chuva não entre na bacia.
    Segundo (opcional), de tempos em tempos deve-se observar os dutos de inspeção e coletar amostras de água para exames. E observar a caixa de extravase, para ver se o dimensionamento foi correto. Essa caixa só deve existir se for exigido em áreas urbanas pela prefeitura para a ligação do sistema com o canal pluvial ou de esgoto.
CONSTRUÇÃO PASSO-A-PASSO
  1. Orientação em relação ao sol
    Como a evapotranspiração depende em grande parte da incidência do sol, a bacia deve ser orientada para a face norte (no hemisfério sul) e sem obstáculos como árvores altas próximos à bacia, tanto para não fazer sombra como para permitir a ventilação.
  2. Dimensionamento
    Pela prática, observou-se que 2 metros cúbicos de bacia para cada morador é o suficiente para que o sistema funcione sem extravasamentos. A forma de dimensionamento da bacia é: largura de 2m e profundidade de 1m. O comprimento é igual ao número de moradores usuais da casa. Para uma casa com cinco moradores, a dimensão fica assim: (LxPxC) 2x1x5 = 10 m3.
    Figura 3
  3. Bacia
    Pode-se construir a bacia de diversas maneiras, mas visando a economia sem descuidar da segurança, o método mais indicado de construção das paredes e do fundo é o ferrocimento, como se pode observar na fotos abaixo. As paredes ficam mais leves, levando menos materiais. O ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de “viveiro” coberta com argamassa. A argamassa da parede deve ser de duas (2) partes de areia (lavada média) por uma (1) parte cimento e argamassa do piso deve ser de duas (3) partes de areia (lavada) por uma (1) parte cimento. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo) o piso caso o solo não seja muito firme.
  4. Câmara anaeróbia
    Depois de pronta a bacia e assegurada sua impermeabilidade, mantendo-a úmida por três dias, vem a construção da câmara que é super facilitada com o uso de pneus usados e o entulho da obra. Como mostra a foto abaixo, a câmara é composta do duto de pneus e de tijolos (bem queimados) inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras, colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de micronutrientes.
  5. Dutos de inspeção
    Neste ponto pode-se iniciar a fixação dos 3 dutos de 50mm de diâmetro, conforme os desenhos acima, para a inspeção e coletas de amostras de água.
  6. Camadas de materiais
    Como a altura dos pneus é de cerca de 55cm, que juntamente com a colmeia de tijolos de cada lado vão formar a primeira camada (mais baixa) de preenchimento da bacia (câmara), irão restar ainda 45 cm em média para completar a altura da BET e mais 4 camadas de materiais. A segunda camada é a de brita (+/- 10 cm). Nesse ponto eu tenho usado uma manta de Bidim para evitar que a areia desça e feche os espaços da brita. A terceira é a da areia (+/- 10 cm). E a quarta é a do solo (+/- 25 cm) que vai até o limite superior da bacia. Procure usar um solo rico em matéria orgânica e mais arenoso do que argiloso. A última camada é a palha que fica acima do nível da BET.
  7. Proteção
    Como a bacia não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, ela deve ser coberta com palhas. Todas as folhas que caem das plantas e as aparas de gramas e podas, são colocadas sobre a bacia para formar um colchão por onde a água da chuva escorre para fora do sistema. E para evitar a entrada da água que escorre pelo solo, é colocada uma fiada de tijolos ou blocos de concreto, ao redor da bacia para que ela fique mais alta que o nível do terreno.
  8. Plantio
    Por último, deve-se plantar espécies de folhas largas como mamoeiro (4), bananeiras (2), taiobas, caetés, etc. As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer os buracos (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enchê-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo. Quando plantada a partir de rebentos (mudas), posicione-os inclinados para fora, isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras.
ÁLBUM DE FOTOS


Acrescentarei as fotos da BET de minha casa assim que tiver completa. USO EM ÁREA URBANA
Na região sul do Brasil tem diversas BETs em áreas rurais em funcionamento. Não há nenhum impedimento legal para sua instalação. Mas nas cidades, normalmente, tem uma legislação rígida normalizando os sistemas de tratamento residenciais e que impedem o uso desses sistemas.
Em Criciúma, tivemos a primeira implantação de uma BET em área urbana legalizada e aceita pela prefeitura, que poderá incentivar o seu uso para diminuir a demanda por ETEs públicas. Neste momento a cidade está implantando a primeira ETE na cidade para o tratamento do esgoto. E que sabemos não resolverá o problema totalmente e nem por muito tempo. Logo deverá ser ampliada ou duplicada. Até porque todas as águas servidas são misturadas e contaminadas, aumentando o problema para as ETEs. E ainda tem um custo de manutenção que deverá ser repassados aos usuários. A BET tem custo ZERO de manutenção. O tratamento é biológico, sem materiais químicos.
Para auxiliar os interessados, disponibilizo abaixo o RAP (Relatório Ambiental Prévio) que fiz para solicitar a licença de implantação do sistema completo (Bacia de Evapotranspiração e Círculo de Bananeiras). Como esses sistemas ainda são desconhecidos da maioria, o RAP cumpre a missão de explicá-lo tecnicamente aos responsáveis pela área sanitária da cidade. Alerto que não é uma missão fácil, precisa-se de paciência e dedicação para que o sistema seja compreendido e liberado para construção. Os técnicos tem suas razões legais para questionar o projeto e normalmente exigem que o sistema tenha uma saída para o canal pluvial ou de esgoto da prefeitura. O projeto sanitário (abaixo) deve ir como anexo do RAP e mostra como isso pode ser feito sem prejudicar o sistema e ainda serve de ponto de observação de extravase da água.
Arquivos PDF do projeto e do relatório (RAP) para donwload:
Modelo de RAP (Relatório Ambiental Prévio) (191 Kb)
Modelo de planta do sistema completo de tratamento (1,6 Mb)
Na Austrália e em outros países essa já é uma prática comum, divulgadas pelo movimento da permacultura. Vamos fazer o nosso movimento seguindo os projetos a risca e ainda tentando melhorá-los no sentido da segurança e da economia.
Faça bom proveito e envie suas sugestões e dúvidas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Novo Hamburgo testa tecnologia para tratamento de esgoto que utiliza plantas e pode reduzir custos

Economia sustentável   25/09/2013 | 15h29

Modelo deve ser testado em outros municípios visando espalhar técnica pelo Estado

Novo Hamburgo testa tecnologia para tratamento de esgoto que utiliza plantas e pode reduzir custos Charles Dias/Especial
Tcnologia utiliza vegetais aquáticos para filtrar o esgoto Foto: Charles Dias / Especial


Em vez de máquinas, plantas para tratar o esgoto. Essa é aposta que Novo Hamburgo já está fazendo e que pode se espalhar para outros municípios gaúchos. Importada da Espanha, a tecnologia que utiliza vegetais aquáticos promete filtrar o esgoto a um custo bem menor tanto para o consumidor quanto para o meio-ambiente.

Chamado de Filtro de Macrófitas Flutuantes (FMF), o sistema está em testes na estação de tratamento Mundo Novo, no bairro Canudos, e beneficia cerca de 3% dos moradores da cidade do Vale do Sinos.

— É um projeto pioneiro no país, sem a geração de resíduos, sem grande consumo de energia elétrica e sem uso de produtos químicos, o que o torna sustentável — explica o diretor-geral da Comusa, Mozar Dietrich.

A companhia que gerencia os serviços de água e esgoto em Novo Hamburgo, e mantém parceria com a universidade Feevale, planeja estender a tecnologia para 80% da população em até três anos. Para isso, uma área de 18 hectares deve receber R$ 55 milhões em investimentos.

Em pouco mais de um ano e meio de teste, o sistema agrada os responsáveis pelo projeto. Mesmo operando apenas parcialmente com a tecnologia a estação de tratamento Mundo Novo apresenta 50% menos em gasto com energia do que o sistema convencional chamado de lodos ativados, um dos mais usados atualmente no mundo.

A economia é maior se contar que não são usados produtos químicos, que o custo de operação é muito menor, pois são necessários menos funcionários, e que não é preciso alto investimento financeiro para tratar e destinar corretamente o lodo, já que o resíduo é absorvido pelas plantas.

— A redução pode passar ao consumidor, mas ainda não sabemos quanto porque o tratamento ainda abrange poucas pessoas  explica Dietrich.

A tecnologia poderá ser estendida para mais municípios. Hoje, no Estado apenas 15% do esgoto é tratado. Para testar a eficiência do sistema, depois de mandar uma equipe conferir o funcionamento na Espanha, a Corsan vai fazer experimentos em três estações ainda este ano. Espumoso e Canela estão confirmados, e Santa Maria também pode receber o investimento.

Segundo o diretor-presidente da Corsan, Tarcísio Zimmermann, prefeito de Novo Hamburgo quando a tecnologia foi importada, o projeto está fase de negociação com parcerias.

Que planta é essa?

No projeto-piloto de Novo Hamburgo, a planta usada é do tipo Typha domingensis Pers, de nome popular Taboa. É aquática, perene (com ciclo de vida longo), herbácea (de caule macio e normalmente rasteiro), rizomatosa (que tem raízes no solo, com gemas, das quais são possíveis de ocorrerem brotações e dar origem a novas plantas) e pode chegar a até três metros de altura. É uma planta cosmopolita, ou seja, está distribuída por todo o mundo
 
ZERO HORA

sábado, 28 de setembro de 2013

Dia de Campo na TV - Jardim filtrante - saneamento básico na área rural

Em São Carlos, interior de São Paulo, uma iniciativa da Embrapa Instrumentação se apresenta como o caminho ideal para a promoção do saneamento básico na área rural e a destinação correta dos resíduos sólidos, de origem domiciliar. A proposta é evitar as chamadas fossas negras, transformar o esgoto doméstico da área rural em adubo orgânico, promover o saneamento básico e proteger o meio ambiente. Para isso, foi desenvolvido o jardim filtrante, uma tecnologia complementar ao saneamento básico na zona rural, que inclui a fossa séptica biodigestora e o clorador Embrapa.
Como a fossa trata apenas o esgoto humano, o jardim filtrante surgiu como uma alternativa para dar um destino adequado à água cinza da residência, constituída de efluentes provenientes de pias, tanques, chuveiros e o efluente tratado da fossa. Apesar do seu poder contaminante ser bem menor que a água negra, a água cinza também merece atenção, já que vem impregnada de sabões e detergentes, bem como de restos de alimentos e gorduras.
A fossa séptica biodigestora é um sistema que o próprio produtor rural pode fazer. O esgoto doméstico é desviado do vaso sanitário por meio de uma tubulação que vai até caixas de fibra de vidro praticamente enterradas no chão. O adubo orgânico gerado pela fossa séptica biodigestora deve ser aplicado somente no solo, em pomares e outras plantas onde o biofertilizante não entre em contato direto com alimentos que sejam ingeridos crus.
O clorador Embrapa é um complemento do sistema de saneamento básico na área rural. fácil de ser montado e de baixo custo. Com peças e conexões encontradas em casas de material de construção, o produtor pode montar o clorador, que é instalado entre a captação de água e o reservatório. Para clorar a água é preciso colocar uma colher rasa de café, de hipoclorito de cálcio, no receptor de cloro. Depois de 30 minutos, a água já está clorada, livre de germes e pronta para beber.
Produção: Embrapa Informação Tecnológica e Embrapa Instrumentação Agropecuária
Responsável pelo conteúdo técnico: Wilson Tadeu Lopes da Silva, pesquisador da Embrapa Instrumentação 
Jornalista: Joana Silva

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

DA TEORIA À PRÁTICA: Projeto utiliza plantas no tratamento de esgoto doméstico


Um sistema compatível com a realidade amazônica, adaptável às comunidades ribeirinhas, que utiliza plantas no pós-tratamento de esgoto doméstico. Em pleno funcionamento em uma casa sobre palafita na comunidade Sagrado Coração de Jesus, no Careiro, o projeto denominado Filtro Raiz, parceria entre a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entra na terceira fase de execução apresentando resultados promissores.
“Chegamos a 99,99%, até 100 % de remoção de coliformes fecais, o que garante que a água pode ser devolvida ao rio”, comemora a coordenadora do projeto pela FUCAPI, engenheira ambiental Andréa Asmus. O pós-tratamento do esgoto doméstico é feito num sistema denominado wetland, (terra úmida – em inglês), ou Filtro Raiz. De acordo com o projeto, outro protótipo será instalado numa casa flutuante, na mesma comunidade.
A unidade que trata o esgoto resultante da casa tipo palafita é fixa, e alagável no período das cheias. Os protótipos são construídos de forma que apenas a água resultante do tratamento tenha contato com o rio. O líquido sai da fossa séptica, entra pela parte inferior do tanque, passa por camadas de areia e chega à superfície, onde é plantada um tipo de braquiária (gramínia) que auxilia na remoção de nutrientes presentes no esgoto.
O assunto foi tema de reportagens no jornal A Crítica on-line (http://goo.gl/gUoGr) e impresso do dia 8/11/2011; e foi exibida no Jornal da Band do dia 17/11/1011 (http://goo.gl/XortZ).

Uma questão de saúde pública
Segundo Reinier Pedraça, engenheiro sanitarista e supervisor da pesquisa pela Funasa, o projeto tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população que vive em áreas de várzea. “Em muitas dessas áreas é factível a implantação de um sistema de coleta de esgoto, entretanto, a maior dificuldade encontrada refere-se à aplicação dos tratamentos convencionais, visto que a subida das águas inibe ou dificulta essa etapa. Assim sendo, cabe um estudo para verificar a aplicabilidade e adequação do WETLAND (filtro raiz) à situação de áreas de várzea, sujeitas a inundações periódicas. O produto esperado com essa pesquisa é verificar a factibilidade da aplicação desse tipo de solução às características regionais”, explica.
De acordo com o infectologista Rodrigo Leitão, a falta de saneamento básico e o uso da água poluída podem trazer uma série de conseqüências graves à população. “A falta de saneamento básico é um grave problema que, infelizmente, ainda atinge grande parte da população. Doenças como febre tifóide, leptospirose, disenteria e hepatite são transportadas pela água e adquiridas por meio do uso e ingestão de água ou alimentos contaminados por organismos patogênicos. Diarréias e infecções de pele como sarnas e fungos também são doenças decorrentes da falta de saneamento básico”, completa o médico.
Enquanto monitoram os resultados do projeto, os técnicos realizam ações de educação ambiental para conscientizar a comunidade da importância do sistema para o meio ambiente. “Com os resultados, podemos afirmar que esse tipo de sistema pode ser a solução para o tratamento de esgoto doméstico em comunidades ribeirinhas”, diz a engenheira ambiental.
A situação no Brasil
No Brasil, segundo o IBGE, dos 50,3% de esgoto coletado, apenas 31,3% é tratado. Ainda segundo o IBGE (2007), cerca de 23,59% dos domicílios do Amazonas são atendidos por rede coletora de esgoto, sendo que o tratamento de efluentes é praticamente inexistente. Nas comunidades ribeirinhas, situadas em área de várzea ou próximas de rios, a situação é ainda mais precária. Essa situação induz o descarte do esgoto nos rios, lagos e igarapés, em valas a céu aberto, e a contaminação dos lençóis freáticos, através dos sumidouros, favorecendo a ocorrência de doenças de veiculação hídrica. Doenças como a leptospirose, hepatite “A” e febre tifóide são associadas à ausência de tratamento de esgoto.
Segundo dados disponibilizados pela empresa Águas do Amazonas (http://goo.gl/Fbgn4), na cidade de Manaus a coleta de esgoto cobre 11,6% da população, sendo que apenas 2,9% é tratado.
Confira os dados do saneamento básico no Brasil no Atlas IBGE de saneamento: http://goo.gl/jzmJi
Sobre os wetlands
Wetland é a denominação inglesa genérica dada às áreas úmidas naturais onde ocorre a transição entre os ambientes aquáticos e terrestres, reconhecidas como um rico habitat para diversas espécies e capazes de melhorar a qualidade das águas. Os pântanos, brejos, charcos, várzeas, lagos muito rasos e manguezais são exemplos desse tipo de terreno.
Já as wetlands construídas são sistemas naturais de tratamento de esgoto que utilizam plantas para o pós-tratamento de efluentes. Além da melhoria da qualidade do esgoto, a vegetação proporciona apelo estético ao sistema colaborando para a redução nos índices de rejeição ao sistema de tratamento de efluentes por parte da população.
O sistema de wetland permite algumas variações em sua concepção dependendo da orientação do fluxo principal de escoamento, da posição da lâmina d’água em relação ao sistema e o tipo de vegetação utilizado.
No Brasil, segundo artigo de Eneas Salati, Eneas Salati Filho e Eneida Salati, do Instituto Terramax – Consultoria e Projetos Ambientais LTDA, disponível em http://goo.gl/3qzLt,  a primeira tentativa de utilização de sistemas de wetlands construídas foi em 1982, com a construção de um lago artificial nas proximidades de um córrego altamente poluído em Piracicaba/SP.
http://www.fucapi.br/blog/2011/11/da-teoria-prtica-projeto-utiliza-plantas-no-tratamento-de-esgoto-domstico/