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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como dividir e replantar orquídeas



As vandas apresentam crescimento monopodial e é bem mais difícil dividi-las. Foto de  Maja Dumat
Multiplicar as próprias orquídeas é o desejo de todo jardineiro aplicado. Elas crescem devagar e é muito difícil multiplicá-las por sementes, o que torna a tarefa de dividi-las um verdadeiro acontecimento que, se cercado dos cuidados necessários, resultará em belas e saudáveis orquídeas.
As vandas apresentam crescimento monopodial e é bem mais difícil dividi-las. Foto de Maja Dumat
Tenha em mente que a divisão somente é possível nas orquídeas com crescimento simpodial, como catléias e laelias, e de orquídeas cespitosas como cimbídios e dendróbios. Plantas com crescimento monopodial, como vandas e falenópsis são um pouco mais complicadas de multiplicar por divisão e exigem muita experiência e um tanto de sorte.
Em primeiro lugar, saiba que o cuidado mais importante ao se dividir uma orquídea é verificar se está no momento certo para isso. Se dividida antes do tempo, na ânsia de se obter novas orquídeas rapidamente, corre-se o risco de atrasar a floração, ou pior, deixar a planta fraca e suscetível as doenças. Esse é um erro frequente dos iniciantes na orquidofilia, eu mesma cometi esse erro no começo, retrocedendo diversas orquídeas adultas para o estágio de seedlings.
O fato de sua orquídea não estar cabendo mais no vaso, não é motivo para divisão. Neste caso, o simples replantio resolve. Então, como saber o momento de dividir? Conte os pseudobulbos. A planta deve ter pelo menos três pseudobulbos bem desenvolvidos, e ao menos dois brotos guias bem separados, de forma que cada nova muda tenha três pseudobulbos e uma guia (eu particularmente prefiro deixar quatro pseudobulbos em cada nova muda – deve ser trauma). Ahhh… entendi, mas e se sobrar dois pseudobulbos posso fazer uma nova muda? Não! Corte a orquídea de forma que estes pseudobulbos acompanhem as novas mudas formadas. Resista a tentação de uma mudinha “extra”, definitivamente não vale à pena.
Se minha orquídea nunca floresceu posso dividir? Até pode, mas não recomendo. Uma orquídea com tantos pseudobulbos e que ainda não floresceu pode estar com problemas, geralmente falta de luminosidade ou fertilizante. A floração é a garantia de que sua planta está adulta e saudável. Portanto esperar ela alcançar este estágio é como um teste de suas habilidades com orquídeas. E você só pode passar para a próxima fase após completar a anterior.
As raízes novas com a ponta verde denunciam o momento de replantar ou dividir. Foto de Josef Makower
As raízes novas com a ponta verde denunciam o momento de replantar ou dividir. Foto de Josef Makower
Posso dividir em qualquer momento do ano? Pode sim! Vai depender mais da espécie de orquídea do que da sua vontade. Quando ela estiver começando a emitir novas raízes (aquelas com as pontinhas verdes) somente então será o momento ideal, seja inverno ou verão. Isso geralmente ocorre logo após a floração.
Pegue uma tesoura ou faca bem afiados, esterilize em água clorada, álcool ou calor e comece por remover os pseudobulbos secos, murchos ou doentes. Preserve o máximo de raízes possível, mas não deixe de cortar as raízes secas e mortas. Esterilize os instrumentos a cada orquídea, evitando assim a transmissão de eventuais doenças entre elas. Não é necessário remover todo o substrato velho que estiver emaranhado nas raízes, remova apenas o excesso e o que estiver mais fácil. Aliás, quanto menos as raízes forem manipuladas melhor, pois elas se quebram com muita facilidade. Limpe a orquídea com uma escova bem macia, sabão neutro e sob água corrente, mas somente se ela estiver muito suja ou infestada com pragas, como cochonilhas por exemplo.
O vaso pode ser de qualquer material, mas é primordial que seja bem drenável, com furos grandes na base e se possível nas laterais. Vasos de cerâmica costumam ser os mais indicados, por serem mais frescos, ventilados e duráveis, mas atualmente até garrafas pet podem ser utilizadas com sucesso. Esqueça o pratinho, ele é totalmente contraindicado no cultivo de orquídeas.
Esta orquídea leva no substrato apenas casca de pinus e isopor. Foto de Maja Dumat
Esta orquídea leva no substrato apenas casca de pinus e isopor. Foto de Maja Dumat
A escolha do substrato deve levar em consideração a espécie de orquídea e a disponibilidade de material na sua região. Você pode usar materiais como pedra britada, cacos de cerâmica, fibra de coco, argila expandida, carvão vegetal, casca de coco, casca de pinus, esfagno, caroços de coquinhos (de palmeiras como açaí, butiá), sabugo de milho, casca de arroz carbonizada, etc. Eu gosto de juntar ramos secos finos que caem no jardim, ou devido à poda das árvores, picá-los em pedaços com 1 a 3 cm de diâmetro. Obtenho assim um substrato natural, barato e bem próximo do que as orquídeas epífitas apreciam. A mistura de materiais é uma boa pedida para equilibrar a capacidade de retenção de água com a drenagem. Alguns retém muita água, enquanto outros praticamente nada. Case a espécie de orquídea com a frequência das regas e descubra o que funciona melhor para você. Não esqueça que orquídeas rupícolas e terrestres pedem substratos apropriados ao seu habitat.
Com suas mudas já devidamente limpas e separadas proceda o envase. Aqui vem as dicas para o replante também. Sempre coloque a ponta do rizoma mais antigo o mais próximo possível da parede do vaso. Assim sobra mais espaço para a guia crescer e se desenvolver. O rizoma deve ser sobreposto ao substrato e jamais ser enterrado. Essa tarefa é um tanto árdua, pois a orquídea tende a ficar completamente solta no vaso. A tentação de enterrar um pouquinho é forte! Mas resista, pegue barbante e tutores de bambú, madeira, arame ou plástico e vá amarrando sua orquídea ao tutor. Cuidado para não apertar demais. Se possível arame o rizoma ao vaso, pois também ajuda.
Fique de olho na nova muda. Folhas amareladas indicam sol em excesso, e folhas verde-escuras demais, indicam sombra demais. Regue normalmente, o enraizamento é um tanto lento e há que se ter paciência.

 Boa Sorte nas suas multiplicações!

Raquel Patro é a criadora e administradora do site Jardineiro.net. Formou-se em Veterinária em 2006, quando curiosamente passou a se dedicar ao estudo das plantas e sua interação com os jardins.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Orquídea Phalaenopsis, flores com longa duração para dentro de casa

Extraído do  blog Jardim de Helena em www.gaucha.com.br/jardimdehelena

Autoria: Eng. Agr. Helena  Schanzer

A orquidea da espécie Phalaenopsis é a melhor orquídea para cultivar dentro de casa. É uma flor delicada e resistente, além de ser de fácil cultivo.  A origem da Phaleonopsis é a Ásia tropical,  Tailândia,  e a que vemos por aqui é um híbrido. A floração pode ser branca até rosa pink ou amarela e dura até 3 meses. Vale a pena investir nesta  orquídea, ela enfeita a sala, a sacada, o escritório e dura muito tempo.  Não tem perfume. Dica: depois que a flor morre, corte a haste e deixe um cabo curto e as folhas. Coloque num local que receba luminosidade natural (nada de sol direto), regue com pulverizador que na primavera ela florescerá novamente. Lembre de adubar com fertilizante líquido! 
phalaenopsis
Orquídea Phalaenopsis, floração cor de rosa – Foto: Pixabay
A orquídea Phaleanopsis não gosta do  frio, tampouco de geada, nem do ar condicionado e do vento.  Para regar prefira borrifadores e pulverize uma neblina suave sobre o solo e sobre as folhas para umidificar o ar. Jamais molhe demais porque as raízes apodrecem.
Phaleanopsis e mini hera- arranjo sofisticado
Phaleanopsis e mini hera- arranjo sofisticado – Foto: Helena Schanzer
Caminhando nas ruas no Rio de Janeiro fiquei encantada com as orquídeas Phalaeonopsispenduradas nas árvores em Ipanema, no Leblon e na Barra. Os cariocas fixam orquídeasnos troncos das árvores dos passeios tanto nas ruas movimentadas, como nas ruas calmas, a uma altura que nenhum pedestre alcança.  E as orquideas Phalaenopsis  florescem e e enfeitam a cidade. Criam uma atmosfera aconchegante. Podemos encontrar orquideas  da espécie Phalaenopsis de diversas cores e tons, confere a galeria de fotos. Difícil mesmo é escolher qual delas levar para casa, não é?

terça-feira, 16 de junho de 2015

Borra de café: cinco usos que podem ajudar as plantas do SEU jardim

Conheça cinco dicas para dar um destino mais eficiente e sustentável às sobras do café

O café é uma das bebidas preferidas dos brasileiros, afinal, somos o segundo maior consumidor desse estimulante no mundo. Mas além de delicioso, o café também é um ótimo fertilizante para a terra, pois torna o solo mais fértil, rico em nutrientes, contribuindo para o bom desenvolvimento das plantas. Abaixo, listamos cinco fins que você pode dar para a borra do café, que, quando jogada no lixo, se decompõe e libera metano, gás cujo efeito é 20 vezes mais potente que o CO2 no desequilíbrio do efeito estufa (veja mais aqui). Com essas simples atitudes, portanto, você dará uma cara mais bonita ao seu jardim sem agredir o meio ambiente. Confira:
Na fertilização
A borra de café oferece vários nutrientes para o solo, além de proteger (elimina bactérias e outros micro-organismos danosos ao solo) e tornar as plantas mais produtivas. Mas antes de colocá-la na terra, é aconselhável adicionar um pouco de fósforo (farinhas de sangue e ossos ou esterco de aves) e potássio (esterco de outros animais), para que ela não roube o nitrogênio para se decompor, podendo, com isso, criar fungos;
Na compostagem
Com a borra de café adicionada à pilha de compostagem, esta emanará um cheiro mais ameno, ficará mais quente e conservará a umidade. Para maior eficácia, é recomendável adicionar folhas secas, que evitam o mau cheiro, e serragem, para reduzir a umidade (veja mais sobre compostagem aqui);
Como repelente de pragas
Ao usar o repelente químico é preciso considerar que, embora eficaz no combate às pragas, ele tem uma sobrevida maior na terra, pode matar outros insetos que são benéficos para a plantação, além de prejudicar a qualidade da planta. Para evitar esses transtornos, uma boa opção é utilizar a borra de café como repelente, principalmente se você mesmo tiver moído o café - ele se torna ainda mais efetivo no combate às pragas;
Para atrair minhocas
Minhocas adoram borras de café. Por isso, além de grãos de café, adicione restos de alimento e serragem. Desse modo, você convidará uma leva de minhocas para o seu jardim, o que o deixará mais rico em termos nutritivos. Dica preciosa: as minhocas adoram borras de café antigas. O cheiro de fermentação e de mofo é o preferido delas;
Na mudança ou alteração do solo
Se você estiver pensando em construir ou aumentar um canteiro ou ainda em consertar alguma seção do seu jardim, a borra de café é uma boa pedida. O solo e a terra devem ser misturados numa proporção de 50/50. Após efetuar a mistura, espere aproximadamente 60 dias para plantar alguma semente ou vegetal.

fonte; site ecycle

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A insensatez no paisagismo

Em uma blitz pelas ruas de São Paulo, Marcelo Marthe mostra um erro comum na jardinagem: plantar mudas de espécies de grande porte em espaços pequenos. Conheça os cuidados ao escolher o espaço para se cultivar plantas como as palmeiras de Bismarck e Washingtonia, além de pândanos e cicas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Conheça os cursos gratuitos e permanentes da escola de jardinagem de SP



Centro financeiro e cultural, São Paulo é uma cidade com custo de vida alto, mas que, ao mesmo tempo, oferece diversas possibilidades gratuitas que vão desde festas nas ruas até a participação de oficinas e cursos regulares. Abaixo uma lista de opções para quem tem interesse na arte de cultivar plantas.

Curso Municipal de Jardinagem:
Sob coordenação de Marco Antonio Braga, o curso tem o objetivo de ensinar técnicas básicas de jardinagem e preservação do meio ambiente. São abordados os seguintes temas: Meio ambiente, árvores, sementeiras, botânica, frutíferas, floríferas, estudo do solo, arbustos, plantas de interior, composto orgânico, trepadeiras, forrações, pragas e doenças, hortas, evolução dos jardins, multiplicação vegetativa e gramados.
Aos interessados, há duas opções de turmas: uma de dois meses (as aulas acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras) e outra de três meses (as aulas acontecem às terças e quintas-feiras). O curso também pode ser feito no período da manhã (9h às 11h30) ou tarde (14h às 16h30).
Três turmas devem começar neste mês de março, entretanto as vagas são destinadas aos inscritos na lista de espera. Confira aqui as próximas turmas para este ano. A apostila do curso está disponível aqui.

Curso de Recursos Paisagísticos:
Também ministrado por Marco Antonio Braga, este é destinado aos que já realizaram o Curso Municipal de Jardinagem e têm interesse na arte do paisagismo e entrar em contato com os meios utilizados na criação dos jardins, possibilitando a formação de uma visão crítica e consciente.
Há duas opções de turmas: segundas e quartas-feiras ou terças e quintas-feiras. O curso pode ser feito pela manhã (9h às 12h) ou à tarde (13h30 às 16h30).
Veja aqui a data dos cursos para 2014 e a versão online da apostila do curso.

Curso "Como fazer uma horta:
Com o intuito de demonstrar procedimentos e técnicas de cultivo de hortaliças, visando melhor aproveitamento das áreas disponíveis para produção de legumes e verduras de boa qualidade, as aulas são oferecidas pelo Engenheiro Agrônomo Juscelino Nobuo Shiraki.
Há apenas uma aula na semana, que pode ser realizada no período matutino (9h às 12h) ou vespertino (13h30 às 16h30). Neste link, informações sobre as próximas turmas. Apostila do curso de hortas disponível aqui.

Curso Estudo da Família Orchidaceae:
Destinado aos interessados nas técnicas sobre reconhecimento, cultivo e plantio de  orquídeas, este curso também é ministrado pelo Engenheiro Agrônomo Juscelino Nobuo Shiraki.
No curso será abordada a identificação e morfologia de orquídeas, formas de multiplicação e locais para cultivo. As opções de turmas são de terças e quintas-feiras pela manhã (9h às 12h) ou à tarde (13h30 às 16h30). Apostila online do curso aqui e informações sobre próximas turmas aqui.
Os interessados em qualquer um dos cursos devem se matricular pessoalmente na Escola Municipal de Jardinagem, localizado no Parque Ibirapura, ou através do site da escola.

Redação CicloVivo

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fossas Sépticas Econômicas Pindamonhangaba



Após o sucesso da implantação do sistema de fossas sépticas econômicas no bairro da Cerâmica, a Prefeitura de Pindamonhangaba faz o lançamento oficial do programa no loteamento Queiroz, no bairro Bom Sucesso, no próximo dia 11 de junho, com a presença da secretária de Saúde, Ana Emília Gaspar.
A “fossa séptica econômica” é um sistema desenvolvido pelo s técnicos da prefeitura, atendendo a solicitação do prefeito João Ribeiro, como forma de resolver problemas de saneamento básico em regiões que tenham população de baixa renda e não conte com infra-estrutura de captação de esgoto.
O sistema utiliza de dois a três tambores plásticos interligados formando os estágios do sistema de decantação do esgoto captado. Este tipo de fossa possui uma vida útil igual a fossa feita em alvenaria, mas sua instalação é mais simples e bem mais barata.
O Programa de Fossas Sépticas Econômicas, idealizado pelo prefeito João Ribeiro, conta com o apoio de empresas privadas que fazem a doação dos tambores plásticos utilizados como fossas, aos moradores.
Investindo em saneamento básico, a prefeitura de Pindamonhangaba ajuda na prevenção de cerca de 50 doenças que podem ser adquiridas por meio de contato com esgoto, entre elas a diarréia, hepatite, verminose, entre outras.
O Programa de Fossas Sépticas Econômicas será levado a todas as comunidades carentes da cidade, e mais informações, inclusive as plantas de instalação do sistema, podem ser adquiridas no Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Pindamonhangaba.
Bairro Cerâmica
A comunidade do bairro Cerâmica que sofreu por muitos anos com a falta de saneamento básico e o esgoto corria a céu aberto. Com o forte trabalho desenvolvido pelo prefeito João Ribeiro, através do Fundo Social de Solidariedade, casas foram reformadas e a comunidade ganhou vários cursos profissionalizantes, dentre eles o projeto “Cerâmica”, no qual jovens aprendem produzir peças de cerâmica.
O projeto Cerâmica modificou o dia-a-dia dos moradores. As Secretarias de Meio Ambiente, Saúde e o Departamento de Habitação conscientizaram as pessoas do local a respeito da importância do saneamento básico, e com a doação do material necessário, foram implantadas fossas sépticas econômicas em 36 casas.
Os tambores utilizados na construção das fossas sépticas econômicas instaladas no bairro Cerâmica foram doados pela empresa Rogama.

FONTE:http://www.pindamonhangaba.sp.gov.br/noticias_0607.asp?materia=1693