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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Galinhas d'angola são usadas como arma natural contra escorpiões



As galinhas são mesmo uma forma natural de tentar eliminar os escorpiões ou prevenir que eles acabem chegando dentro de casa.
Dentre elas, a galinha d’angola é a especialista e faz um excelente trabalho para o extermínio de escorpiões em terrenos. Mas para quintais ou jardins existem outros meios mais eficazes.
Isso porque as galinhas d’angola se alimentam deles e, consequentemente, promovem a diminuição de escorpiões no ambiente. Porém, as galinhas não ciscam áreas com entulho ou lixo acumulado – locais onde os escorpiões se escondem. Além disso, as galinhas possuem hábito diurno e os escorpiões possuem hábitos noturnos.
Outros animais também se alimentam dos escorpiões, como a lacraia, os louva-deus, os macacos, as aranhas, os sapos, os lagartos, as seriemas, os suricatos, as corujas, os gaviões, os quatis, os camundongos e algumas espécies de formigas.
O ideal mesmo é manter a higiene em casa e eliminar os focos de abrigos dos escorpiões, como armários, materiais de construção, entulho, pedaços de madeira e lixo.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Criando obstáculos para os insetos - Dificultando sua chegada e ação nos cultivos - permacultura pedagógica


Antônio Roberto Mendes Pereira
Em muitas visitas que fiz durante o período do curto inverno que vem acontecendo este ano às propriedades de alunos, percebi que em muitos roçados havia ataque de lagartas. Em algumas propriedades pequenos ataques, em outras intensos, podendo gerar safras de baixa qualidade. Mas também percebi muitos enganos no manejo dados aos roçados que de forma direta contribuem para aumentar os desequilíbrios do agroecossistema facilitando que algumas espécies de insetos venham a causar ataque as estas plantas cultivadas. Conversando com alguns agricultores pais destes alunos investiguei qual seria para eles a causa destes surgimentos de pragas nas suas lavouras. Para a maioria destes agricultores o problema é do tempo, não conseguem relacionar estes ataques a problemas de fertilidade de solo, de manejo errado utilizado por eles no plantio. Sempre as causas são de outra natureza. Uns até alegam que Deus quer assim, logo ele não pode fazer nada. Outros alegam que ele resolve facilmente “é só colocar veneno que tudo se resolve”. Quando falo que os insetos são indicadores de problemas que estão acontecendo no solo ou em outros extratos, me olham com olhos de espanto e de descrédito.
Os insetos precisam ser entendidos e compreendidos como aliados e não como inimigos, eles são responsáveis por uma infinidade de funções nos ecossistemas. Os insetos são também um dos responsáveis pelo equilíbrio saudável dos agroecossistemas. Nos nossos cultivos sua presença em pouca quantidade e em grande diversidade nos é favorável, mas quando sua quantidade aumenta descontroladamente de forma única, estes com certeza vão causar problemas irreparáveis. Todo excesso ou escassez trás conseqüências que muitas vezes são desagradáveis.
Os insetos exercem várias funções nos ecossistemas naturais, porém algumas nos chamam mais atenção. Em muitos momentos os insetos podem ser indicadores de situação. Situações estas que nos mostram como se encontra o ambiente, quer seja do solo, da planta, do clima, entre outros onde possa se desenvolver formas de vida relacionada a produção.
Em muitos momentos servem como fonte de alimento para muitas espécies de animais inclusive o homem, servindo como grande fonte de proteína altamente digestível. Esta função aqui no Brasil é pouco explorada, poderia ser mais utilizada pelo menos nos ecossistemas cultivados como fonte de alimento para muitos animais domésticos, mas a cultura do povo termina por não aproveitar tal presente da natureza. 
Entender e encarar os insetos como aliados exige conhecimentos que muitas vezes nas escolas não são ensinados, quando se fala neste assunto é de forma muito superficial dependendo da série. Fala-se em cadeia e teia alimentar mais não se consegue trazer exemplos do nosso dia a dia, ficando meramente uma idéia muito distante e vaga da compreensão de muitas pessoas. É como se aquilo só acontecesse na floresta, na mata, mas nunca nas nossas casas, nas nossas hortas. E este comportamento termina por passar a idéia de que os insetos são os vilões das plantações, são os responsáveis pelos danos nas lavouras e nos prejuízos. Não consegue entender que os insetos são uma conseqüência de erros ou desequilíbrios causados pelos seres humanos. Eles aparecem na tentativa de concertar estes erros, e logo pode nos servir dependendo do conhecimento que se tenha como indicadores, são como um sinal amarelo de um semáforo nos chamando atenção. É como se quisesse nos dizer “Psiu, você esta cometendo erros utilizando este manejo, repense”. Saber entender estes sinais pode ajudar, observando e não repetindo mais tal ou tais enganos.
Este texto tem a pretensão de mostrar algumas formas de se criar obstáculos para que estes insetos não consigam efetuar ações nefastas e tão devastadoras, até que você entenda e descubra os erros e enganos cometidos, amenizando-os a tempo e evitando reincidir estes mesmos erros nos próximos plantios. Que estas propostas sejam entendidas não como soluções, mas como meros paliativos emergenciais e nunca como soluções repetitivas de forma permanente. Procure descobrir as causas, os porquês, o que vem contribuindo para que este desequilíbrio esteja acontecendo. Seja o pesquisador da sua área de intervenção.
O QUE DEVEMOS OBSERVAR PARA ENTENDER AS POSSÍVEIS CAUSAS DE ATAQUE DOS INSETOS
· Local não adequado para a planta;
· Clima não tolerável para aquela espécie;
· Solo com desequilíbrios de nutrientes, ou excesso ou escassez de algum mineral;
· Falta de umidade suficiente para a espécie;
· Muita radiação solar para a espécie;
· Solo compactado, muito duro;
· Sementes provindas de outros espaços, climas e solos diferentes;
· Falta de matéria orgânica no solo;
· Superpopulação de plantas em um pequeno espaço;
· Monocultivo facilita o ataque de insetos;
· Área anterior de monocultivo;
· Sombreamento excessivo;
· Repetição da mesma espécie no mesmo local sem fazer rotação nem de área e nem da espécie da planta;
· Área com excesso de ventos inibe ou diminuem a fotossíntese.
CRIANDO OS OBSTÁCULOS
A diversidade de alimento provoca a diversidade dos insetos – logo com toda certeza irá surgir insetos que tem a função de controlar possíveis descontroles de qualquer outra espécie. Um dos grandes obstáculos para o não crescimento demasiado e ou sem controle de vários insetos é aumentando a biodiversidade de vegetais nos cultivos.

Tudo junto e misturado – É outra forma de aumentar os obstáculos, pois quanto mais aleatório e disperso for o plantio mais dificuldade os insetos irão ter para encontrar outra planta da mesma espécie para se alimentar. O plantio em linhas com plantas da mesma espécie contribui enormemente para a disseminação dos insetos com mais facilidade.


Plantas aromáticas – Muitos aromas também criam obstáculos para alguns insetos, afugentando e ou afastando algumas espécies dos plantios. Pode-se utilizar esta estratégia nos plantios, fazendo bordas ou barreiras vivas com estas plantas aromáticas. Muitas plantas de cheiros ativos e facilmente podem ser utilizadas, como exemplo podemos citar arruda, determinadas hortelãs, entre outras.

Plantas trampas ou atrativas – É outra estratégia bastante interessante para criar obstáculos para os insetos, tirando a atenção da cultura principal. Estas plantas são escolhidas e plantadas no meio dos cultivos ou até nas bordas atraindo os insetos como fonte principal de alimento, deixando a cultura de lado. Estas plantas podem ser encontradas com muita facilidade quando andamos pelos plantios fazendo inspeção observamos plantas que não são as culturas sofrendo ataques intensos de insetos. Este pode ser um grande indicativo para a escolha desta para ser uma planta trampa.



Lâmpadas atrativas – Muitos insetos são atraídos pela luz, logo esta é outra estratégia que pode ser utilizada nos plantios principalmente durante as noites, como medida de controle através deste obstáculo atrativo com morte certa. Pois próximo desta lâmpada ou luminosidade deverá existir um recipiente com água para o controle de parte destes insetos que foram atraídos. Precisa-se ter cuidado com este sistema, pois podemos colocar em risco atraindo também insetos predadores tão necessários nos ambientes de cultivos.

Iscas atrativas – Pode-se também utilizar-se de iscas de fácil montagem para servir de controle nos cultivos. Estas iscas podem utilizar desde açúcares, aromas, ou até feromônio atrativos. No comércio já existem muitos elementos comerciais com estas características.



Barreiras verdes de vegetação nativa – Ótima estratégia deixando-se entre uma faixa de plantio uma faixa de vegetação nativa, criando avenidas de plantios alternadas com mato nativo, como fonte de alimento para os insetos. Porém também pode correr o risco de estas faixas servirem de abrigos para os insetos dificultando o controle nas faixas de plantio. Logo, é uma ótima estratégia, porém exige certos cuidados e observação atenta.
Pulverização com cheiro de insetos mortos – O cheiro de morte da mesma espécie afugenta os indivíduos. Coletando-se certa quantidade de insetos que estão causando transtornos nos plantios e fazendo-se um macerado com os mesmos pode-se ter um ótimo espanta insetos.

Embalando os frutos – É uma estratégia de obstáculos muito eficiente, porém trabalhosa dependendo da espécie que se está cultivando. Evita o uso de agrotóxicos e necessita de alguns conhecimentos sobre a cultura para saber em qual é o momento ideal para se fazer o ensacamento dos frutos e com que material. A dificuldade de ter acesso aos frutos diminui e impede o ataque.



Rotação de área e de cultura – Esta com certeza é uma das melhores formas de controles de insetos/pragas. Pois a troca de área e de cultivos quebra o ciclo não só dos insetos, mas também de problemas com determinadas enfermidades. Lembre-se de quando for utilizar a troca de cultura não escolher plantas da mesma espécie e da mesma família, este procedimento facilitará a ataque dos insetos, que quando da mesma família tem mais ou menos as mesmas preferências alimentares. 
Disseminando predadores naturais criados – Atualmente muitas empresas optaram pela biotecnologia. E muitos produtos estão sendo projetados para serem industrializados como é o caso de predadores criados de forma comercial. Já existe no mercado várias espécies de predadores para algumas variedades de cultivos, principalmente para as commodities. Funcionam bem, mas continua a mesma lógica apresentada anteriormente, se estes insetos tão causando problemas é porque algo de errado está acontecendo, necessitando-se descobrir as causas para sanar as mesmas no mais curto período de tempo, pois de outra forma a compra destes produtos vão se prolongar.



Como podemos ver existem muitas estratégias para criar obstáculos para os insetos, porém a melhor forma de controlá-los é através de um manejo ecológico dado ao ambiente em especial ao solo. Um solo com uma boa bioestrutura, e com um permanente retorno de matéria orgânica diversificada, cria um equilíbrio onde os insetos são aliados no manejo saudável dos cultivos. Crie formas de dá alimento para este solo, o ciclo deve ser: animais inclusive o homem alimenta solo, solo alimenta planta e planta alimenta animais.

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