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"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

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terça-feira, 28 de março de 2017

7 dicas para deixar sua horta mais produtiva




Plantar uma horta é uma tarefa recompensadora, mas que exige muita precaução para evitar o fracasso e o desperdício. O Projeto Interagir, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, preparou uma lista com cuidados que vão desde o trato das sementes ao uso do adubo correto. Veja abaixo:
1. Use sementeiras
Toda horta começa com uma sementeira, que são bandejas de isopor e plástico ou simplesmente copinhos descartáveis onde você vai produzir suas mudas. A terra , chamada de substrato, é diferente da terra das hortas e pode ser encontrada em lojas agrícolas. No substrato úmido devem ser plantadas, no mínimo, três sementes para garantir que pelo menos uma vingue.
2. Bom solo é fundamental
O local da implantação da horta deve ser plano, com disponibilidade de água e bem iluminado, o ideal é que fique exposto ao sol de quatro a cinco horas durante o dia. Para que a terra fique fofa, ela precisa ser revirada a cerca de 15 com de profundidade e precisa estar livre de pedras, mato e qualquer tipo de lixo.

Foto:©nixoncreative/iStock
3. Use brita e bidin
É aconselhado colocar uma camada de bidin (material que pode ser comprado em lojas agrícolas) sobre um pouco de brita no fundo do canteiro para melhorar a drenagem da água. Tomando essas preocupações, evita-se o endurecimento e o desmanche da terra.
4. Canteiros são práticos
Plantar as hortaliças em canteiros, ao invés de longas fileiras, é a maneira mais prática de cultivar sua horta. Os canteiros devem ser elevados entre 10 e 15 cm do chão e estar a, no mínimo, 40 cm de distância um do outro.
5. Plante na vertical
Se existe a possibilidade de plantar na vertical, não perca tempo.  Você pode apoiar frutas, legumes e vegetais como tomate, feijão, ervilhas, abóbora, melão em treliças, cercas e estacas. As plantas que crescem na vertical recebem mais circulação de ar ao redor das folhas, diminuindo assim a possibilidade de doenças provocadas por fungos.
6. Intercale culturas
Intercalar cultivos só traz vantagens ao jardineiro, uma vez que ele consegue colher variadas culturas em um mesmo canteiro. É preciso pesquisar, entretanto, quais plantios são compatíveis. Por exemplo, a colheita de alface pode ser seguida pela de rúcula, a de manjericão pode ser seguida por cebola e assim por diante.

Foto:©iStock/Zocchi2
7.  Use adubo orgânico
Para adubação de canteiros, os adubos químicos por serem prejudiciais à saúde e a natureza, portanto devem ser evitados. Recomenda-se o uso apenas de adubos orgânicos como húmus de minhoca, esterco curtido e terra vegetal.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Passo a passo - Horta Caseira Natural


  



Como fazer sua horta caseira de maneira simples e prática
  1. Escolha da área
  • Escolha locais iluminados, que peguem pelo menos o sol da manhã. (Locais escuros e mal iluminados, a planta não realiza a fotossíntese e não cresce adequadamente);
  • Próximo a fonte de água;
  • Distante 15 metros de fossas. (no caso de fossas revestidas com betão, a distância poderá ser menor);
  • Protegido contra ventos fortes.
  1. Vasos
·           Fazer pequenos furos no fundo do vaso para facilitar a drenagem do excesso de água;
·           Cobrir o fundo do vaso com uma camada de 5 cm de brita ou burgau de construção;
·           Colocar a terra;
·           Incorporar o material orgânico (restos vegetais como: capim triturado, restos de folhas secas, restos de culturas: milho, feijão, amendoim, etc);
·           Nivelar a terra;
·           Cobrir com capim seco;
·           Molhar diariamente para manter a umidade durante 15 dias;
Terra pronta para ser semeada;

 Obs: prefira vasos grandes e com profundidade de pelo menos 40 cm, pois permite plantar uma maior diversidade de culturas.
3.     Construção da Horta
  • Limpe o terreno (retire restos de construção, garrafas, latas, lixo, sacolas, etc);
  • Separem para ser incorporada a terra, restos de cultura como: milho, feijão e até mesmo restos de capim;
  • Mexa ou revolva a terra para deixá-la bem fofa;
  • Meça os canteiros com a fita métrica (1 metro de largura e x de comprimento);
  • Coloque as estacas e o fio de nylon ao redor dos canteiros, com objectivo de demarcá-lo;
  • Levante os canteiros;
  • Coloque restos vegetais (restos de folhas, capim, palha do milho, restos de folhas de feijão, amendoim, etc;
  • Revolva a terra;
  • Nivele o terreno;
  • Regue o canteiro;
  • Cubra-o com cobertura morta (capim seco);
  • Regue diariamente o seu canteiro até o 15º dia, período em que deverá estar concluída a decomposição da matéria orgânica;
Após 15 dias, se a terra estiver com cheiro agradável, pode semeá-la.
  
pneu velho canteiro de tijolos garrafa pet

Figura 1. Solução para pequenos espaços
3.     Como plantar e transplantar
Algumas hortaliças são plantadas diretamente nos canteiros, entretanto, existem outras cujas sementes devem ser plantadas em sementeiras (viveiros), para depois serem transplantadas para o canteiro definitivo. O plantio em viveiros oferece maior proteção e melhores condições para a germinação da semente, bem como o desenvolvimento das mudas. 
a.     Plantio direto
·       Após o período de preparo da terra, retire o capim seco e revolva a terra novamente; Consulte a tabela com as indicações do compasso (espaço entre as plantas);
·       Abra linhas de plantio e semeie a cultura desejada, respeitando-se o compasso;
·       Cubra com uma fina camada de capim seco, principalmente nos intervalos entre as linhas;
·       Se após a germinação, as mudas estiverem muito juntas, arranque algumas, tomando-se o cuidado para não danificar as raízes da planta que irá permanecer.
b.    Produzindo mudas
·       O viveiro de mudas pode ser feito em um pequeno canteiro, em bandejas de esferovite, caixote de madeira e copos descartáveis ou de jornal;
·       Consulte a tabela no final desta cartilha para verificar quais culturas necessitam fazer mudas;
·       A terra pode ser preparada da mesma forma indicada para o plantio direto;
·       Abra pequenas linhas de plantio e semeie as sementes em uma profundidade de 3 vezes o seu tamanho. Coloque 2 a 3 sementes em cada espaço da bandeja e/ou copo para garantir a germinação;
·       No caso de canteiros ou caixotes, colocar 2 a 3 sementes e deixar espaço de 3 dedos entre as plantas e 4 dedos entre as linhas de plantio, fechando as linhas em seguida;
·       Cubra com uma fina camada de capim seco;
Quando as mudas estiverem com 3 a 4 folhas definitivas, pode ser transplantado para o local definitivo.
Copinhos de Jornal Bandejas de esferovite e/ou plástico
Caixote de madeira Tubos de PVC
Figura 2. Produção de mudas (Copinhos de jornal, bandejas de esferovite, caixote de madeira e tubos de PVC)
a.     Transplantio
  • Quando as mudas atingirem 10 cm de altura ou apresentarem 3 a 4 folhas definitivas estarão prontas para o transplantio;
  • Retire-as com auxílio da pá de transplante, tomando-se o cuidado para não danificar as raízes e perder a terra;
  • Plante a muda nivelando-a com a terra do seu vaso/canteiro, preenchendo os espaços vazios com terra. Pressione levemente em torno da muda para eliminar os bolsões de ar.
Após o transplantio, cobrir com cobertura morta (capim seco) para proteger as plantas contra a radiação intensa e para manter a umidade da terra por mais tempo.


Figura 3. Fases do transplantio
3.     Escolha o que plantar
·       Para a escolha da cultura, temos que levar em consideração a sua melhor época de plantio, pois cada cultura se adapta a determinada condição (frio, calor, solos arenosos, argilosos, etc).
·       Verifique as condições locais e com auxilio do técnico, escolha a cultura que deverá ser plantada.
4.     Manutenção das hortas
·       Procure manter o vaso levemente húmido, sem nunca encharcar, já que isso poderia matar a planta e causar doenças.
·       Procure regar nos horários mais frescos do dia. A água é menos evaporada nesses períodos, sendo aproveitada melhor pelas plantas, e estocando melhor a água na terra.
·       Não jogue jatos fortes de água na terra nem na planta. Regule a força da água utilizando o dedo, pulverizando-a sobre as plantas e solo. Quando um jato de água é jogado diretamente na terra, a terra se endurece na superfície ao secar, impedindo a penetração de água no solo. O jato forte nas plantas causa quebra de folhas, e danifica as plantas.
·       Faça adubação em cobertura, ou seja, coloque novamente materiais orgânicos ou bokashi ao redor da planta para auxiliar o seu desenvolvimento. Nunca aplique bokashi sobre as folhas, pois pode queimá-las;
·       Procure sempre colocar bons sentimentos em todas as etapas do desenvolvimento da planta;
·       Ao presenciar um início de ataque de insetos, procure agradecer e consulte um técnico para saber a melhor medida a ser tomada para impedir a proliferação do mesmo;
·       Plantio de cenoura: quando as plantas estiverem com cerca de 5 cm de altura, faz-se o desbastamento (operação agrícola que consiste em arrancar, após a semeadura, as plantas em excesso, deixando as distâncias convenientes as que devem permanecer);
·       Tomate/Feijão verde: deve-se fazer o tutoramento (uso de varas para amparar e dar sustentação a arbustos, trepadeiras ou árvores flexíveis). No caso especial do tomate, fazer quando realmente for necessário;
·       Observe atentamente todas as necessidades da sua planta.

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Saiba como fazer uma horta caseira reutilizando garrafa PET

A ideia é reaproveitar materiais que iriam para o lixo para cultivar suas próprias hortaliças.

foto: http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/2009/04/
Com a facilidade das compras em supermercados e feiras livres, deixou-se de se cultivar hortaliças e temperos dentro de casa. Para voltar às origens e descobrir o prazer que este hobby pode nos proporcionar o CicloVivo, com informações do Engenheiro Agrônomo, Juscelino Nobuo Shiraki, dá a dica de como se construir uma horta caseira suspensa, reutilizando garrafas PET.

A ideia é reaproveitar materiais que iriam para o lixo para cultivar suas próprias hortaliças. Além disso, a horta caseira é decorativa e deixa um aroma agradável no ambiente. O espaço pode ser pequeno, porém, precisa ser ensolarado. Você pode aproveitar pequenos espaços em casa, como quintais ou varandas. É importante escolher as espécies certas para o espaço disponível em sua casa.

Material

- Tesoura; Alicate; Arame;

- Garrafa PET; Isopor; Manta para jardinagem;

- Terra preparada; Hortaliças.

Métodos

Com auxílio da tesoura, faça furos grandes em cada uma das saliências do fundo da garrafa. Em seguida, corte uma janela na lateral do recipiente na parte intermediária. Para preparar o substrato que fica no fundo, vários materiais podem ser utilizados como, por exemplo, argila expandida e pedra britada, mas como a sugestão é um vaso suspenso, a escolha do material é importante. Neste caso usaremos isopor para ficar mais leve.

Cubra o fundo da garrafa com pedaços de isopor; em seguida corte em círculo a manta de drenagem e coloque sobre o isopor cobrindo-o totalmente. O círculo deve ter o diâmetro um pouco maior que o diâmetro da garrafa.

Em um recipiente separado, prepare a terra. Para este tipo de plantio ela deve ser composta por 50% de terra comum e 50% de terra preta. Preencha a garrafa PET até a metade com o preparado. Coloque sua hortaliça e ajeite bem, a seguir, adicione mais um pouco. Para que o solo fique firme, dê uma leva batidinha sob a mesa; este movimento fará a terra se assentar. Complete com mais um punhado até ficar um dedo abaixo da altura da ‘janela’. Este espaço é importante para que a água não transborde quando a hortaliça for regada. Para finalizar, faça um gancho com o arame e amarre-o no gargalo da garrafa.

Confira o vídeo com o passo a passo:
http://ciclovivo.com.br/noticia.php/1860/saiba_como_fazer_uma_horta_caseira_reutilizando_garrafa_pet/



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jornal Futura - Você já imaginou cultivar verduras, frutas e legumes em seu apartamento?

Você já imaginou cultivar verduras, frutas e legumes em seu apartamento? Já pensouen plantar hortelã, dill, capim limão, pimenta vermelha, cebolinha? Não é preciso um grande espaço para se ter uma horta caseira e olha que boa notícia, isso pode não só ajudar em uma alimentação melhor, sem agrotóxicos, como pode contribuir e muito para uma economia no fim do mês. Veja na matéria da PUC TV, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

10 ideias de canteiros em espiral

 
Esses canteiros em espiral são lindos, pois é possível ver a dedicação de seu criador na colocação das pedras e na organização da plantas.

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: terrawoods

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Sarah Jo Knits

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Valley Permaculture Alliance


10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Gardeninggrrl

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Caras Ornamentals

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Gardeninggrrl

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: anarchitect

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: pjchmiel

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Harvest Moon

10 ideias de canteiros em espiral
Foto: Worldwide Permaculture Network

FONTE: http://www.ideiasgreen.com.br/2012/12/10-ideias-de-canteiros-em-espiral.html
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sábado, 12 de janeiro de 2013

Catálogo brasileiro de hortaliças – saiba como plantar e aproveitar 50 das espécies mais comercializadas no país

Posted on junho 18, 2012 by in Boas Práticas na Agricultura, Hortaliças
Resumo:
Este catálogo informa aos produtores de hortaliças como efetuar o manejo correto das culturas e obter maior produtividade. Ao longo do texto são apresentadas as 50 espécies mais comercializadas do país, época e regiões de plantio, além de recomendações para maior aproveitamento das hortaliças.
CIOrgânicos – Paula Chermont

Conteúdo completo disponível em: http://www.ceasa.gov.br/dados/publicacao/Catalogo%20hortalicas.pdf
VIEIRA, D.F.A. Catálogo brasileiro de hortaliças – saiba como plantar e aproveitar 50 das espécies mais comercializadas no país. Brasília, DF, Sebrae, Embrapa hortaliças, 2010.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aprenda a fazer uma horta orgânica em casa



Aprenda a fazer uma horta orgânica em casa utilizando pequenos espaços. Para falar sobre o assunto, o Bom Dia Campo conversou com o biólogo da Fundação Mokiti Okada Carlos Daniel Rodrigues (Exibido em 19/11/2012)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Curso de Horta: Aula 2 - Composição do Solo e Adubos

Uma das garantias de uma semeadura exitosa é ter em conta a qualidade da terra que utilizaremos. Te contaremos o que um solo necessita para converter-se em fértil e como melhorar a porcentagem de matéria orgânica que existe nos primeiros 7cm. Além disso aprenda quais são os restos de alimento úteis para fertilizar a terra.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Curso de Horta: A Horta Orgânica - Aula 1

Aula 1: A Horta Orgânica - Construir uma horta é uma tarefa complexa que se realiza em varios passos. Não é difícil, mas requer atenção, cuidado e muita paciencia. Como se planeja? Que é conveniente semear primeiro? Encontra as respostas nessa aula inicial do curso e conheça os princípios da agricultura orgânica.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Taioba ou Inhame?? Sabes identificar?

Taioba, uma verdura quase esquecida.

Por: Joop Stoltenborg



A Taioba é uma planta que produz folhas comestíveis gostosas, rica em nutrientes e muito fácil de ser produzida, especialmente no verão.A planta era muito consumida em Minas e as pessoas falam com saudade das suas qualidades e as receitas que as mães faziam.
Seu sabor é parecido com o espinafre, sendo mais suave. Pode ser preparado refogado como a couve com alho e/ou cebola e existem várias receitas de bolinhos, recheios para pizzas, enriquece sopas e feijão e serve como ingrediente para uma vitamina verde. Suas folhas são muito ricas em vitaminas A, B, C, e os minerais cálcio, fósforo, ferro a tal ponto que evita e cura a anemia. Possui apenas 24 calorias por 100 gramas.
Nós temos a planta aqui no Sítio desde 1.984, mas ela nunca recebeu muita atenção pois não reconhecíamos a planta. Suas folhas se parecem muito com as folhas de inhame, que não são comestíveis. Do inhame só se consome a batata que tem muitas qualidades. (Veja o livro de receitas "O Universo na Panela")
A diferença está na posição do talo na folha como podemos ver no desenho. Na Taioba o corte na folha vai até o talo.



No artigo do nosso site tem fotos que mostram com clareza a diferença entre os dois.
Descobrimos que a planta cresce melhor na sombra e em lugares úmidos. Quem quiser plantá-la na sua horta ou quintal, se não tiver sombra, pode colocar no verão sombrite (tipo 50%) sobre as plantas. Colocar o sombrite de tal forma que fique na sombra entre 10:00 a 15:00 horas (Veja foto no site). Coloque uma camada grossa de folhas, grama ou palha em sua volta para manter a terra úmida. Quando não chove é preciso colocar água. Se a folha fica pequena ou amarelada, falta água e/ou tem excesso de sol.
Uma folha normal tem no mínimo o tamanho de uma folha A4 ou mais. A planta tem ácido oxálico como o espinafre e pode ser vista como fonte nutritiva de baixo custo podendo ser reincorporado a dieta da população.

Interessante que o movimento ‘’Slow food Brasil’’ descobriu a Taioba e está preocupado com a extinção da planta nos quintais e feiras do Brasil. Tem um artigo publicado no site deles: ‘’ A Taioba anda sumindo da mesa brasileira’’.
O artigo tem comentários de 40 pessoas apoiando sua preservação, dando receitas e contando lembranças do passado quando a planta ainda era comum. Esta planta salvou a saúde de muitas famílias pobres.
O movimento Slow food é um movimento contra o Fast food (comida rápida) e trabalha no mundo para preservar alimentos que tem sabor agradável, sem produtos químicos que fazem mal para a saúde e ao meio ambiente, numa relação comercial socialmente justo (Fair trade) O movimento existe em 30 países, com 100.000 associados.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Urgência de modelos alternativos na agricultura! Horta Mandala

Experiências confirmam que o sistema agroecológico de produção de alimentos pode ser um modelo viável e rentável.

por Carolina Goetten, do Brasil de Fato

Foto: Joka Madruga

m3 300x188 Urgência de modelos alternativosSegundo o Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares, em pesquisa realizada em 2010, mais de um bilhão de pessoas passam fome em todo o mundo. A informação escancara a crise alimentar do agronegócio: sobram alimentos, mas a lógica do capital impede o acesso a itens básicos de alimentação. Como alternativa ao cenário, surge o debate teórico e a aplicação prática da soberania alimentar, por meio da agroecologia.
O agronegócio é um modelo excludente, que prioriza o latifúndio, a monocultura, a produção em larga escala, usa agrotóxicos, destrói o meio ambiente e gera violência e pobreza no campo. Segundo o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná, Victor Pelaez, difundiu-se o discurso de que o agronegócio é mais rentável economicamente para o país, mas a agroecologia pode ser uma alternativa à lógica do capital, inclusive com benefícios financeiros. “Mas nenhuma transformação ocorre da noite para o dia. É um processo longo de investimento e demanda políticas públicas”, avalia.
O professor explica que os movimentos sociais não são atendidos na perspectiva do agronegócio. Por isso, segundo ele, a luta contra o agronegócio deve ser bandeira prioritária dos movimentos sociais. A lógica do capital é de acumulação e concentração; o agronegócio emprega tecnologia de alto custo, inacessível aos pequenos produtores. “É preciso buscar e construir modelos como a agroecologia, que sejam compatíveis com a produção em menor escala e com a agricultura familiar”, enfatiza.
Aplicação prática
Experiências práticas da agroecologia são uma forma de ir além do discurso teórico, com ações reais para aumentar a produção de orgânicos e resistir contra o agronegócio. No pré-assentamento Emiliano Zapata, localizado no município de Ponta Grossa, toda a produção é orgânica. “Desde o começo da ocupação, já concordamos que a área seria 100% agroecológica”, conta o morador Célio Rodrigues. “Somos 48 famílias e ninguém utiliza adubo químico ou agrotóxicos”, afirma.
O Emiliano Zapata também tem uma horta coletiva de 1,5 hectares, cuja produção é destinada à subsistência e o excedente é vendido numa feira de orgânicos da Universidade Estadual de Ponta Grossa, a cada 15 dias. “Como ainda não somos assentamento reconhecido pelo Incra e estamos em processo de conquista da terra, não temos acesso a programas de incentivo. A produção orgânica nos ajudou a sobreviver aqui”, lembra Célio. Ele cita a importância da agroecologia nos mais diversos aspectos. “Só na questão técnica, já temos certeza de que estamos preservando o solo e que ele vai se manter saudável por mais tempo. Economicamente, a produção tem baixo custo, porque veneno é caro, controlado por cinco transnacionais no país. E sem considerar que estamos combatendo a ideologia capitalista”, explica Célio.
O que mantém parte da renda das famílias do Emiliano Zapata é um programa em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Tudo o que se produz é repassado para um banco de alimentos, que distribui a produção a creches e instituições de caridade no município de Ponta Grossa. O projeto paga R$ 4,5 mil por ano a cada família, valor dividido em parcelas mensais. Estes programas garantem a comercialização dos produtos da agricultura familiar e são um incentivo à manutenção da produção agroecológica e diversificada. “Facilita a diversificação da produção e já não conflui apenas para a cultura de mercado. Produtos que não tinham uma garantia de preços passaram a ter um espaço de comercialização garantido. Isso ajudou a diversificar as propriedades nos locais. O agricultor tem uma horta e também se alimenta dela, dentro da segurança alimentar”, afirma Jean Carlo Pereira, do setor de produção do MST-PR.


Hortas mandala
Outro exemplo de aplicação da agroecologia no Paraná é o assentamento Contestado, na cidade da Lapa, onde também são cultivados apenas alimentos orgânicos. Como o solo é raso, as famílias têm dificuldade para produzir arroz; o clima instável também é fator negativo na lavoura, principalmente nos lotes das famílias vindas de outras regiões, desacostumadas às variações climáticas de Curitiba e região. Uma alternativa para superar estas dificuldades foi o sistema de administração coletiva de hortas mandala.
A palavra mandala vem do sânscrito e significa “círculo mágico”. Nesse modelo, os canteiros são construídos em círculos em vez da linha reta tradicional (como os traços arredondados da própria natureza, em que não existe nada impecavelmente reto).
A horta aproveita melhor o espaço da terra em relação aos canteiros retangulares, trabalha com diversidade e alternância de plantas, poupa o solo e economiza água. “Cada horta é cultivada por grupos de duas a três famílias, para estimular a cooperação e aproximar os moradores”, explica um dos dirigentes do assentamento, Antônio Capitani.
Em três meses de trabalho, as famílias do Contestado produziram cerca de 500 pés de hortaliças, além das frutas, ervas e cereais. O que contribui para a saúde do solo é a rotatividade das plantas. Como cada espécie utiliza um nutriente específico, a alternância permite que o solo permaneça rico e não esgote esse nutriente. Além disso, a diversidade atrai insetos polinizadores de espécies variadas, contribuindo com o equilíbrio ambiental.
A geógrafa Rosa Mara Santos explica que a horta mandala adota por princípio algo como “seja amigo da natureza”. “É uma ideia da permacultura que diz que podemos habitar o planeta com harmonia, utilizando a sua energia e todos os seus recursos de modo equilibrado. No caso da horta, precisamos respeitar os ciclos, tempo de plantar, tempo de colher e tempo de repouso, quando o solo se recupera para um novo ciclo”, define. Como o espaço circular permite o uso de áreas pequenas de terra, a horta mandala é ideal para a agricultura familiar, pois produz para a subsistência e o excedente pode ser comercializado e ajuda a complementar a renda da família.
No Contestado, são usados apenas fertilizantes orgânicos, que respeitam a agricultura ecológica. “A saúde vem muito da alimentação: se você precisa de ferro, coma beterraba, não precisa ir à farmácia comprar sulfato ferroso”, diz Maria Lima, moradora do assentamento. “A gente tem que se somar, lutar contra tudo isso que tá gerando o câncer, as alergias, a depressão”, conclui.
Princípios para trabalhar com a horta mandala
1. Cultivar o máximo possível, utilizando o menor espaço;
2. Usar o mínimo de energia, para a máxima produção;
3. Promover o envolvimento de toda a comunidade;
4. Nada se perde, tudo se aproveita;
5. Trabalhar com a natureza e não contra ela.
Princípios enumerados segundo informações do projeto Mão na Terra, de São José dos Campos (SP).
* Publicado originalmente no site Brasil de Fato.
(Brasil de Fato)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

plantio de alface sob amendoim forrageiro

Mais uma utilização do amendoim forrageiro! Certamente vou testá-la nas hortas onde executo consultorias.
Quem tiver mais novidades, envie um email para
panerai64@yahoo.com.br

Bom dia,
Então Alexandre, o cultivo dessa alface foi realizado na área experimental de horticultura, da Universidade do Estado de Mato Grosso, em Cáceres-MT. Desse experimento no caso, teve inicio no mês de novembro sendo colhida no mês de dezembro de 2011 (ciclo de 35 dias), foram avaliados nesse experimento somente quatro sistemas de cultivo. Hoje estou com um, ainda em fase de desenvolvimento com oito sistemas de cultivo diferentes (coberturas: amendoim forrageiro, plantio direto de milheto, palhada de milheto, palhada de grama, bagaço de cana, mulch preto e branco e plantio convenciona sem cobertura), esse teve inicio agora no mês de maio.
leandro batista da silva

Fonte: rede de agronomia
http://agronomos.ning.com/photo/plantio-de-alface-sob-amendoim-forrageiro?xg_source=activity

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hortaliças não convencionais - EPAMIG


BOM DIA! Está disponível na internet, a cartilha elaborada pela EPAMIG sobre hortaliças não convencionais. Espetacular trabalho, mostrando o valor de muitas espécies, tidas como inço em nossas hortas.Vou reproduzir algumas páginas desta cartilha, neste blog.
um abraço e bom cultivo
alexandre

Hortaliças não convencionais são aquelas presentes em determinadas localidades ou regiões e que exercem uma grande influência na alimentação de populações tradicionais. Compõem pratos típicos regionais, importantes na expressão cultural dessas populações.

De modo geral, são hortaliças que em algum momento foram largamente consumidas pela população, e, por mudanças no comportamento alimentar, passaram a ter expressões econômica e social reduzidas, perdendo espaço e mercado para outras hortaliças.

Diante disso, o resgate e a valorização dessas hortaliças na alimentação representam ganhos importantes do ponto de vista cultural, econômico, social e nutricional.

Quais são as hortaliças não convencionais?

Não existe uma lista fixa destas hortaliças, pois à medida que se vai conhecendo os costumes culinários mais interioranos de Minas Gerais e do Brasil, uma nova espécie é acrescentada a esta relação.

Algumas dessas hortaliças são: almeirão-de-árvore, araruta, azedinha, beldroega, bertalha, capuchinha, cará-moela, chicória-do-pará, chuchu-de-vento, feijão-mangalô, inhame, jacatupé, jambu, maria-gondó, ora-pro-nóbis, peixinho, serralha, taioba, taro, vinagreira e outras mais.

Para o cultivo, deve-se atentar para a adoção de práticas agrícolas conservacionistas. Assim, para o preparo do solo, devem ser realizadas aração e gradagem, efetuando-se o enleiramento, a formação de canteiro ou camalhões e a adubação de acordo com a necessidade de cada cultura.

Fonte: cartilha Hortaliças não convencionais - EPAMIG