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terça-feira, 25 de abril de 2017

Os Benefícios da Grumixama Para sua Saúde


Minha muda de grumixama continua crescendo no sítio, olhem a foto abaixo:



Os Benefícios da Grumixama Para Saúde são diversos, pois, ela possui uma grande quantidade de nutrientes essenciais para saúde geral do corpo. Além disso,  a Grumixama é uma árvore brasileira da floresta pluvial da Mata Atlântica, que pertence a família das Myrtaceae e também pode ser chamada de grumixaba, grumixameira, cumbixaba, ibaporoiti e gurumixameira. Sua árvore está sendo ameaçada de extinção, e pode atingir até 15 metros de altura.
A origem do seu nome Grumixama, segundo o vocabulário Tupi-Guarani, provém de “guamichã” que quer dizer: o que pega na língua. Seu fruto “pega na língua” por ser bastante palatável e com sabor inigualável, e ainda é uma mistura de doçura e acidez, um misto de Pitanga e Jabuticaba.
grumixama
Ainda pouco conhecida, mas já foi identificado algumas propriedades como Vitamina C e do complexo B (B1, B2), Niacina, flavonoides e outros, estão presentes nessa frutinha bem diferente. Então, confira Os 10 Benefícios da Grumixama Para Saúde:
Grumixama é Rica em Antioxidantes: Grumixama é rica em antioxidantes que possuem como papel principal proteger as células sadias do organismo contra a ação oxidante dos radicais livres. Uma dieta rica no consumo de Grumixama colabora para a redução da situação de Estresse oxidativo (desequilíbrio entre os níveis de radicais livres e antioxidantes). O consumo adequado de antioxidantes protege as células de danos na sua estrutura e previne problemas como:
  • Envelhecimento precoce;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Aterosclerose;
  • Doença de Alzheimer;
  • Doenças pulmonares.
Benefícios da Grumixama na Prevenção do Câncer: Existem alguns alimentos que ajudam a prevenir o Câncer, entre esses alimentos, as frutas também estão incluídas e a Grumixama, desempenha seu papel na prevenção do Câncer muito bem, devido a substâncias específicas, como os antioxidantes encontrados nela que protegem as células do organismo ajudando a combater e a evitar o aparecimento de Câncer.
Grumixama Como Expectorante: Foi descoberto que a Grumixama pode ser usada como expectorante para cessar a Tosse, quando adicionada a um xarope com a sua casca e um pouco de mel é capaz de provocar ou promover a remoção de impurezas do ar inspirado. Para uma melhor compreensão,  a Grumixama ajuda na expectoração ou seja, na eliminação das secreções.

Grumixama é Fonte de Vitamina C: A Grumixama possui alto teor de Vitamina C que sua principal função é produzir e nutrir o Colágeno, um nutriente encontrado nos vasos da pele, ligamentos e no sangue. A Vitamina C é fundamental para a cicatrização da pele, para a manutenção dos vasos sanguíneos, ajuda a cuidar do Coração, a proteger de certas doenças degenerativas, além de participar na metabolização de outros nutrientes e vitaminas.
Grumixama Funciona Como Adstringente: Funcionando também como adstringente, a Grumixama além das funções comuns aos tônicos, complementa a limpeza da pele, fecha temporariamente os poros e ajuda a controlar a oleosidade da pele.
Benefícios da Grumixama Como Diurético: A Grumixama funciona como diurético que atua no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário. Também promovem a eliminação de eletrólitos como o Sódio e o Potássio, sendo usados no tratamento da Hipertensão, insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou cirrose hepática, pois perda de Sódio provoca redução de líquido extracelular.
grumixama-1
Grumixama é Fonte de Niacina: E por ser rica em Niacina (vitamina B3), a Grumixama também:
  • Auxilia na remoção de substâncias químicas tóxicas do nosso corpo.
  • Participa do processo de Digestão e absorção de Carboidratos, gorduras e Proteínas e da produção de energia a partir deles.
  • Auxilia na produção de ácido clorídrico (HCL), o ácido do Estômago, fundamental para uma boa Digestão.
  • Participa da produção de hormônios sexuais e hormônios relacionados ao Estresse.
  • Importante para a ação de enzimas antioxidantes.
  • Contribui com o bom funcionamento dos sistemas cardiovascular e nervoso.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Grumixama, a surpresa de Natal da Mata Atlântica


Autor: Carolina Catia Schaffer. Publicado em 23/12/2013.
site:http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/828/grumixama-a-surpresa-de-natal-da-mata-atlantica

Grumixamas maduras, prontas para colheita. Foto: Miriam Prochnow
No Natal da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) uma coisa é certa: não pode faltar aquela cesta cheia de frutas deliciosas colhidas direto do Jardim das Florestas. Dentre as opções que enchem os nossos olhos e também o dos pássaros está a Grumixama (Eugenia brasiliensis).

Nativa da Mata Atlântica a Grumixama é uma árvore de porte médio, altamente resistente à variação climática, que ocorre do sul da Bahia até Santa Catarina.

É uma árvore elegante com flores brancas de muito perfume, dotada de copa densa e estreita. Quando adulta, pode alcançar até 15 metros de altura.

A madeira é própria para obras de marcenaria comum, carpintaria e forros. Podem também ser utilizadas para preparar sucos, licores, aguardentes, vinagres e doces (Veja abaixo receita de Cheescake).

Acredita-se que a Grumixama é rica em antioxidantes e tem alto teor de vitamina C, do complexo B (B1 e B2) e flavonoides. Pode ser usada como expectorante para cessar a tosse, quando feito um xarope com a sua casca e um pouco de mel.

A origem do nome Grumixama, segundo o vocabulário Tupi-Guarani, provém de “guamichã”: o que pega na língua. A fruta deve “pegar na língua” por ser bastante palatável e com sabor inigualável, misto de pitanga e jabuticaba.

Na época de frutificação (novembro-dezembro) são as árvores repletas de frutos que fazem o convite para o início da festa das crianças e também dos adultos, que depois experimentar in natura várias frutinhas (é impossível comer uma só!) ainda levam mais um pouco para casa.

Como toda frutífera nativa a grumixama serve como alimento para a fauna e, apesar do seu crescimento lento, é muito utilizada nos projetos de restauração florestal.

Neste Natal, enquanto a natureza nos mostra cada dia mais que devemos valorizar a nossa biodiversidade, a Apremavi convida você a apreciar a beleza e os sabores da Mata Atlântica.

Grumixama

Nome científicoEugenia brasiliensis Lam.
Família: Myrtaceae
Utilização: Madeira utilizada para obras de torno, carpintaria. Bom potencial para paisagismo. Bastante cultivada para produção de frutos, que são saborosos e consumidos principalmente ao natural. São atrativos para a avifauna.
Época de coleta de sementes: Novembro a dezembro.
Coleta de sementes: Diretamente da árvore ou no chão após a queda dos frutos.
Fruto: Amarelo, vermelho ou preto carnoso.
Flor: Branca.
Crescimento da muda: Médio.
Germinação: Normal.
Plantio: Mata ciliar, área aberta.

Fotos: Carolina Schaffer e Miriam Prochnow


Receita de cheesecake de Grumixama

Ingredientes

Para a base de biscoito:
200 gramas de biscoito doce tipo Maria
100 gramas de manteiga sem sal
Para a cheesecake:
400 gramas de cream cheese
3 ovos
1 gema
100 gramas de açúcar refinado
20 gramas de farinha de trigo
300 ml de leite
Essência de baunilha

Para a geleia de grumixama:
500 gramas de polpa de grumixama
100 gramas de açúcar refinado
Suco de 1 limão

Modo de Preparo

Base de biscoito
Triture os biscoitos-maria no liquidificador. Em seguida, derreta a manteiga e misture-a com a farinha de biscoito. Com essa massa, forre o fundo de uma assadeira redonda.

Cheesecake
Em uma batedeira, bata o cream cheese com os ovos, a gema e o açúcar refinado, e deixe homogeneizar um pouco. Depois, acrescente o leite, a essência de baunilha, e lentamente, a farinha. Continue batendo até obter um creme homogêneo e fofo.
Despeje, então, o creme sobre a base de biscoito e asse em forno aquecido a 180ºC por, aproximadamente, 45 minutos. Reserve.

Geleia de grumixama
Em uma panela, cozinhe todos os ingredientes até reduzir pela metade. Depois de frio é só jogar por cima do cheesecake e servir.

Para saber mais detalhes da receita, acesse: http://www.bemsimples.com/br/receitas/93708-cheesecake-de-grumixama.

Fontes de Pesquisa 

LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.

PROCHNOW, M. No Jardim das Florestas. Rio do Sul: Apremavi, 2007.

MAGALI, A. Benefícios da Grumixama. Acessado em: http://www.frutasnobrasil.com/beneficios_grumixama.html.

RIGO, N. É hora de colher grumixama. Acessado em:
http://come-se.blogspot.com.br/2011/11/e-hora-de-colher-grumixama.html 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Por que há 121 alimentos brasileiros correndo o risco de desaparecer?

ONG lista ingredientes e produtos da culinária brasileira que podem sumir do mercado por queda na demanda ou mudanças ambientais e sociais

Foto: Divulgação
A grumixama, fruta típica do Sudeste, era comum nas árvores das grandes cidades da região. Com o fim dos pomares nas casas, desapareceu da boca e da cultura local
 
Queijo da serra da canastra, goiabada cascão, palmito juçara, mel de abelha jataí, queijo coalho, pequi, pirarucu, umbu, pitanga. Essa lista não apenas elenca uma série de frutas, produtos e ingredientes tradicionais usados na gastronomia brasileira.
Ela é também uma parte da lista de alimentos brasileiros que correm risco de sumir do mercado, de acordo com a ONG Slow Food International. No Brasil, a lista divulgada pela ONG em 2016 tem 121 alimentos. Entre eles, 35 têm origem na culinária indígena.
A Slow Food é uma organização mundial que defende alimentação de qualidade e sustentável. O projeto Arca do Gosto, conduzido pela ONG, cataloga produtos gastronômicos - processados ou naturais - que tenham papel importante na cultura, na história e nas tradições de comunidades no mundo todo e cuja produção esteja ameaçada por razões sociais, econômicas ou biológicas.

Por que alimentos desaparecem

Os alimentos podem desaparecer do mercado por vários motivos. De acordo com Glenn Makuta, articulador em redes da Slow Food International, os motivos podem ser a queda na demanda e no consumo, a desestruturação de comunidades produtoras e a diluição de costumes culturais de cultivo.
Modelo de produção agrícola
Esta é a principal pauta de combate da ONG: o modelo de produção agropecuária que prioriza o plantio e criação massivos de um número limitado de espécies vegetais e animais.
Apenas 12 espécies de plantas correspondem a 75% da produção alimentícia, enquanto mais de 90% da criação global de animais para produção de alimento é composta por apenas 15 espécies de mamíferos e pássaros.
Esse modelo acaba fazendo com que seja mais vantajoso para os produtores o cultivo ou criação de um número limitado de espécies - e, de geração em geração, eles diminuem ou abandonam o cultivo ou produção de determinado alimento.
Alimentos industrializados
O aumento no consumo de alimentos industrializados, puxado pela propaganda das corporações desse segmento, também é um fator que gera queda de demanda por produtos naturais e pratos tradicionais e acaba impactando na produção.
Desequilíbrio causado pelo homem
Há também os casos em que a produção ou criação de determinado alimento é impactada por mudanças socioambientais - do desalojamento de comunidades ribeirinhas para a construção de uma hidrelétrica ao fim de uma espécie vegetal devido ao desmatamento.
Além de ameaçarem aspectos fundamentais da construção da identidade cultural dos povos do planeta, o modelo vigente também é prejudicial para o meio ambiente.
A ONU defende que a biodiversidade é fundamental para a segurança alimentar e nutricional, já que o excesso da criação ou cultivo de determinada espécie desequilibra as outras camadas do ecossistema.

Como resgatar um alimento ameaçado

De acordo com Makuta, não há manual para tirar um alimento da lista de ameaçados - cada caso é um caso. Para determinada fruta, talvez a solução seja incentivar seu consumo e plantio, fortalecendo a cadeia produtiva.
Para uma espécie de peixe, no entanto, talvez seja preciso frear o consumo até que as comunidades que o pescam se reestruturem, já que um aumento excessivo de demanda pode ser ainda pior para a cadeia produtiva.
Para cada alimento na lista, a ideia de “consumo sustentável” pode ter um significado diferente. No entanto, o resgate de hábitos de agricultura familiar e o consumo responsável de alimentos in natura pode ser um dos caminhos.
O pomar no fundo do quintal, que perdeu espaço para as varandas gourmet nas grandes cidades, é uma maneira de resgatar o plantio de alimentos como o cambuci, a guabiroba ou a grumixama, por exemplo - frutas típicas do sudeste que estão na lista de alimentos extintos e são desconhecidas das gerações mais novas nas últimas décadas.
Além disso, a compra de alimentos de pequenos produtores e a diminuição no consumo dos alimentos industrializados é uma maneira de diminuir a demanda do plantio de culturas massivas por parte da indústria de alimentos, diversificar a alimentação por meio de produtos locais e contribuir para o reequilíbrio do sistema.
A Slow Food promove um festival para chamar atenção para os ingredientes e alimentos na lista. Este ano, a ONG convidou chefs, nutricionistas, produtores e gastrônomos para ministrarem aulas, oficinas ou jantares usando alguns dos produtos ameaçados, para conscientizar sobre a maneira mais sustentável de consumi-los - seja aumentando o consumo, seja procurando produtores sustentáveis ou então diminuindo a procura.

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“ Nós não herdamos a terra de nossos país, apenas a tomamos emprestado de nossos filhos”. ditado Hindu  

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
                                                              Cora Coralina (poeta de Goiás)

Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor. Paulo Freire

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências." Ingersoll


 "Do que adianta construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?”“,Érico Veríssimo

Decio Machado Monteiro

sábado, 8 de outubro de 2016

07 Frutas da Mata Atlântica que todo Brasileiro deveria Conhecer!




A Mata Atlântica, originalmente, cobria uma área superior a 1,3 milhão km², distribuída ao longo de 17 estados brasileiros que iam desde o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.
Desde o descobrimento do Brasil, no entanto, até os dias de hoje, a área de mata foi reduzida a aproximadamente 7% da sua área original. Inicialmente, em função dos ciclos econômicos da história do nosso país – o do Pau-Brasil, do ouro, da cana-de-açúcar e posteriormente do ciclo do café – e mais recentemente, em função da ocupação demográfica nas áreas urbanas, principalmente da cidade do Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de 3.000 dos 5.507 municípios brasileiros ocupam hoje a área que originalmente foi a Mata Atlântica. Cerca de 108 milhões de habitantes vivem nas áreas de influência da Mata Atlântica.
O resultado atual é a perda quase total das florestas originais intactas e a contínua devastação e fragmentação dos remanescentes florestais existentes,  que colocam a Mata Atlântica em péssima posição de destaque, como um dos conjuntos de ecossistemas mais ameaçados de extinção do mundo.
Mesmo com toda esta devastação provocada pelo homem, a Mata Atlântica é um bioma muito peculiar e insiste em nos oferecer o que tem de melhor: as suas frutas. Mas será que você conhece alguma dessas frutas?  Provavelmente não, afinal de contas, os alimentos presentes nesse bioma raramente chegam às cidades.
capa 001
As florestas da Mata Atlântica foram as primeiras exploradas pelos colonizadores. As populações indígenas, que detinham o conhecimento empírico do uso de produtos nativos e naturais, foram dizimadas. Em seu lugar, os europeus introduziram alimentos trazidos de outras culturas, como a cana de açúcar e o café. Por isso nossas ligações com essa floresta maravilhosa se perdeu e tornou-se muito difícil a reconexão.
01- Araçá: 
aracaImagem via casaPRO
araçá 2Imagem via Flora Digital
O araçazeiro, cujo fruto é o araçá, é uma árvore ou arvoreta, de copa esparsa, muitas vezes com porte arbustivo, alcançando de 1 a 9 metros de altura. Ocorre naturalmente da Bahia ao Rio Grande do Sul, na Mata Altlântica. Seu tronco é tortuoso e apresenta casca lisa, escamosa, na cor cinza a marrom avermelhada, com ramos pubescentes quando jovens. As folhas são opostas, coriáceas, glabras, simples, inteiras, com forma elíptica a oblonga, e 5 a 10 cm de comprimento. As flores são solitárias, axilares e brancas, com longos estames. O período de florescimento é longo, estendendo-se de junho a dezembro.
A frutificação do araçazeiro também se estende por um longo tempo, ocorrendo durante a primavera e verão. Os frutos são do tipo baga, pequenos, globosos, de casca vermelha ou amarela, com polpa de cor creme a esbranquiçada, suculenta, doce e ácida, de sabor e aspecto semelhantes à goiaba, e com numerosas sementes. Os frutos, ricos em vitamina C, podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, sorvetes, doces, compotas, licores ou marmeladas. Eles também são muito apreciados pela fauna silvestre, que se encarrega de espalhar as sementes(info. via jardineiro.net)
02 – Cambuí-roxo:  
cambuí 1Imagem via Flickr (Anestor Mezzomo)
cambuí 2Imagem via wikipedia
Cambuí vem do tupi e significa “galho fino”.  É uma arvoreta ramificada de 2 a 4 metros de altura, com copa arredondada, cônica e densa com até 2 metros de diâmetro. O tronco é liso e avermelhado, lembra o tronco da goiabeira. Os frutos são bagas de 2 a 3 cm de diâmetro de cor roxo enegrecido quando madura. Frutifica nos meses de março a maio. Os frutos são consumidos in natura e muito apreciados. Os frutos sem sementes são ótimos para se fazer bolo e também servem para fabricar sucos, sorvetes e geleias. As flores são apícolas e a arvore é ornamental podendo ser cultivada com sucesso na arborização urbana.
03 – Cabeludinha: 
cabeludinha 1Imagem via RedeGlobo (Giselda Person)
cabeludinha 2Imagem via RedeGlobo (Giselda Person)
Arbusto perene de 2 a 4 m de altura com copa frondosa e compacta. Suas folhas são verdes, coriáceas, alongadas com 6 a 11 cm de comprimento, formadas dois a dois e opostas nos ramos, a nervura principal é saliente na face inferior e as margens do limbo recurvadas para baixo. O pecíolo é curto e as flores são brancas, pequenas, hermafroditas, autoférteis, formadas em grande quantidade, em gluméluras e axilares. Os frutos maduros são globosos, casca grossa, cor amarela-canário, a polpa é translúcida, suculenta, doce e levemente ácida (adstringente). Em cada fruto contem 1 a 2 sementes grandes.
Ocorre naturalmente nos estados do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e de São Paulo. As condições favoráveis ao bom desenvolvimento e frutificação são: clima ameno a quente, solos férteis ricos em matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante o ano. A propagação é feita por sementes e por enxertia. O florescimento ocorre no período de maio a junho. É uma espécie frutífera e por isso atrai grande quantidade de animais, sendo muito útil na recuperação de áreas degradadas. Além disso, por ser uma planta de bela arquitetura, pode ser usada nos trabalhos de paisagismo de praças e jardins. (info. via ibflorestas.org)
04 – Cambuci:
cambuci 1Imagem via crfg.org
O nome cambuci é de origem indígena e deve-se à forma de seus frutos, parecidos com os potes de cerâmica que recebiam o mesmo nome. Parente da goiaba e da pitanga, o cambuci é caracterizado por ser muito azedo e conter grandes quantidades de vitamina C. Infelizmente correu perigo de extinção, pois sua madeira era largamente explorada para a fabricação de ferramentas e utensílios básicos, porém com a descoberta do seu potencial econômico já não corre mais o risco de se extinguir. Era tão abundante em São Paulo que até rendeu o nome de um dos bairros mais tradicionais da cidade.
Os frutos do cambucizeiro são lisos e tem cor verde mesmo quando estão maduros, têm cheiro doce e intenso, mas seu sabor é ácido como o deu um limão.
05 – Cereja-do-rio-grande:
cereja do rio grande 01Imagem via Pinterest, foto de Giancarlo Maffezzolli
cereja do rio grande 02Imagem via Flora Digital
A cerejeira-do-rio-grande é uma árvore frutífera e ornamental, bastante popular nos quintais e pomares do sul e sudeste do Brasil. Sua copa é colunar e seu porte é pequeno a médio, alcançando de 5 a 15 metros de altura. O tronco é reto, liso e descamante, com belas tonalidades de cinza, castanho, verde ou vermelho, dependendo da fase da casca. As folhas são simples, cartáceas, brilhantes, opostas, lanceoladas a elípticas e aromáticas.
As flores são axilares, longopedunculadas, solitárias, pentâmeras e brancas. O centro da flor é caracterizado por numerosos e longos estames, com anteras amarelas. Os frutos são bagas subglobosas a piriformes, de casca fina, cor vermelha a negra quando maduras, coroados pelo cálice persistente. Cada fruto pode conter de uma a três sementes de cor castanha, grandes e oblongas. Floresce e frutifica na primavera.
No jardim ou no pomar, a cerejeira-do-rio-grande se destaca pelo tronco elegante e copa decídua, que marca as estações e ainda fornece numerosos frutinhos. Além disso, é indispensável em áreas de reflorestamento, pois é muito atrativa para a vida silvestre. Os frutos são muito saborosos, doces e levemente ácidos, com polpa carnosa e suculenta. Eles podem ser consumidos in natura ou na forma de compotas, geleias, sorvetes, vinhos, licores, etc. Também pode ser plantada em vasos. A queda dos frutos produz um certo lixo e mancha calçadas e carros, por este motivo, deve se evitar seu uso em áreas de estacionamento. (Info. via jardineiro.net)
06 – Gabiroba-arbórea:
campomanesia laurifolia02Imagem via Árvores do Brasil
guabiroba arborea 01Imagem via Árvores do Brasil
Com a crescente busca por jardins mais sustentáveis e ecológicos, a gabiroba vem ganhando lugar de destaque no paisagismo brasileiro, pois além de ser frutífero, ele ainda atrai a fauna silvestre e apresenta uma floração espetacular. Não obstante, é ideal para jardins onde a economia de água é importante, pois é bastante resistente à estiagem. Utilize como arbusto isolado ou em grupos, formando renques ou conjuntos mistos e informais em canteiros bem adubados e drenados. O crescimento é moderado e apresenta baixa manutenção, que restringe-se a podas de formação, adubações anuais e remoção de ramos secos e mal formados. Também pode ser plantado em vasos. Seu uso deve ser ampliado para projetos de recuperação ambiental.
A gabiroba é um fruto muito saboroso, com polpa doce e casca amarga. Ele geralmente é consumido in natura, mas rende deliciosas geléias, assim como compotas, licores, sorvetes, picolés, etc. As folhas da gabiroba, utilizadas em infusão ou extratos, tem comprovado poder de reduzir o colesterol ruim(LDH) e aumentar o bom(HDL), ajudando no tratamento e prevenção de doenças circulatórias. (Info. via jardineiro.net)
07 – Grumixama:
grumixama 02Imagem via Meu Pomar
grumixama 01Imagem via wikipedia
Grumixama é uma árvore de porte médio, altamente resistente à variação climática, que ocorre do sul da Bahia até Santa Catarina. Suas flores são brancas com muito perfume, possui copa densa e estreita. Quando adulta, pode alcançar até 15 metros de altura.
Como toda frutífera nativa a grumixama serve como alimento para animais silvestres e, apesar do seu crescimento lento, é muito utilizada nos projetos de restauração florestal.
Esse é um verdadeiro presente de natal pois frutifica nos meses de outubro a dezembro. Os frutos são deliciosos para serem consumidos in-natura ou aproveitados para fazer sucos, doces, rechear bolos e sorvetes. A arvore é ornamental e ótima para arborização urbana e as flores são melíferas. Seu nome vem do Tupi, e significa ”Fruta que pega ou aperta na na língua ao comer”.