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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ora Pro Nobis e o crescente interesse dos consumidores pela hortaliça, e também por sua aparição em cardápios de restaurantes de alta gastronomia do eixo Rio-São Paulo

Resultado de imagem para ora pro nobisSistema de produção facilita o cultivo de ora-pro-nóbis para agricultores familiares

Pequenos produtores brasileiros já podem contar com um sistema de produção próprio para ora-pro-nóbis, que traz facilidade nos tratos culturais e permite uma colheita escalonada ao longo do tempo. A proposta do sistema é fazer o plantio adensado – para garantir maior produtividade por área – e programar colheitas sucessivas para manter controlada a arquitetura da planta e evitar emaranhados de galhos e espinhos. Os experimentos foram conduzidos nos campos da Embrapa Hortaliças, em Brasília (DF).
Com o crescente interesse dos consumidores pela hortaliça, e também por sua aparição em cardápios de restaurantes de alta gastronomia do eixo Rio-São Paulo, surgiu um nicho de mercado e, para viabilizar a oferta do produto, foi validado o sistema de plantio adensado – até cinco mil plantas por hectare – com colheitas sucessivas que permite a condução dessa espécie de forma mais simples e eficaz pelo produtor rural. O espaçamento praticado anteriormente resultava em cerca de 1.250 plantas por hectare. Outra vantagem do novo sistema é que ele dispensa a necessidade de tutoramento da planta para colheita das folhas, já que prevê a poda de hastes.
“A ora-pro-nóbis é muito rústica e com bom potencial produtivo, que se apresenta como uma opção de diversificação de renda e de cultivo especialmente para o agricultor familiar, já que a produção em larga escala é dificultada pelas próprias características da planta, que exige intensa mão de obra”, sugere o pesquisador Nuno Madeira.
Por ser uma planta da família dos cactos, a ora-pro-nóbis cresce como um arbusto, com espinhos agudos distribuídos ao longo dos caules e ramos, o que dificulta o manuseio pelos agricultores. “No geral, os produtores não consideram estabelecer lavouras de ora-pro-nóbis pela dificuldade de lidar com a planta espinhosa”, contextualiza o pesquisador, ao comentar que a planta, apesar de muito nutritiva, costuma ser utilizada somente como cerca-viva ou, em regiões específicas, como ingrediente de receitas tradicionais em cidades históricas de Minas Gerais, como Diamantina, Tiradentes e Sabará.
Também conhecida por lobrobó ou pereskia, a ora-pro-nóbis é considerada uma planta alimentícia não convencional (PANC) e apresenta um relevante teor de proteína – trata-se de um alimento de origem vegetal com cerca de três gramas de proteína a cada 100 gramas de folhas. “Embora esse valor seja equivalente em outras hortaliças como rúcula e agrião e também em folhas de coloração verde-escura, a qualidade da proteína da ora-pro-nóbis é melhor porque apresenta mais complexidade e aminoácidos essenciais, ou seja, tem maior valor biológico para o organismo porque contém aminoácidos essenciais em quantidade e proporções adequadas”, explica a pesquisadora Neide Botrel.Resultado de imagem para ora pro nobis
Colheitas sucessivas
A ora-pro-nóbis pode atingir até quatro metros de altura, por isso, as colheitas sucessivas, a cada seis ou dez semanas, dependendo das condições climáticas, funcionam como podas que, além de facilitar o manejo da planta espinhosa e garantir ergonomia para o produtor, estimulam o desenvolvimento vegetativo e a produção comercial de folhas.
Segundo cálculos feitos nos experimentos, a produção pode atingir até dois quilos de folhas por planta a cada corte, com quatro a oito cortes anuais – o que equivale de 20 a 40 toneladas por hectare ao ano. Madeira destaca que a planta pode se manter produtiva por até dez anos, mesmo com pressão por alta produtividade, desde que sejam feitas adubações periódicas com matéria orgânica.
Além da parte agronômica, a pesquisa também obteve resultados na área de pós-colheita, com testes que indicaram a condição ideal para prolongar a vida útil das folhas de ora-pro-nóbis. De acordo com Neide, quando embaladas em bandejas de isopor com filme de plástico e armazenadas à temperatura de 10ºC, as folhas mantêm a qualidade por até 15 dias.
Matéria-prima para a indústria alimentícia
Se reside em Minas Gerais toda a tradição da receita de frango ensopado com as folhas suculentas de ora-pro-nóbis, nos demais estados do Brasil essa hortaliça ainda é pouco explorada na agricultura e na culinária, seja na forma fresca ou processada. Contudo, uma parceria firmada entre a Embrapa Hortaliças e a empresa Proteios, da área de nutrição funcional, pretende mudar esse cenário.
A partir do sistema de produção validado pela pesquisa, agricultores familiares da região do Município de Palmeira, distante 80 km de Curitiba, capital do Paraná, iniciaram o cultivo da hortaliça para oferecer à empresa, que fabrica um produto denominado Complemento Nutricional Funcional (CNF), uma proteína vegetal em pó composta basicamente por folhas de ora-pro-nóbis. Esse produto é uma espécie de farinha utilizada para enriquecer bebidas e alimentos como pães, massas e barras de cereais. O destaque da composição nutricional é a elevada concentração de proteína, que gira em torno de 28% da matéria seca.
“O trabalho tem apresentado bons resultados porque a produção está integrada com a indústria e próxima da fábrica processadora”, comenta Madeira. Ele destaca que, atualmente, há cerca de 50 produtores iniciando a colheita em, pelo menos, oito municípios do Paraná e Santa Catarina. “O maior desafio é ganhar escala para suprir a demanda da indústria, mas há potencial para alcançarmos até 400 produtores, sendo um hectare por família com a ora-pro-nóbis entrando como alternativa de diversificação de renda, mas também como garantia de segurança alimentar”, analisa.
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A grande maioria desses produtores cultiva fumo e, além do histórico de vender para a indústria em sistema de produção contratada, eles também possuem experiência com o processo de secagem das folhas em estufas para desidratação. No sistema de produção validado pela Embrapa, a projeção de rendimento é de até R$ 3 mil mensais por hectare cultivado, no caso da folha verde. Na proporção, oito quilos de folhas verdes rendem um quilo de folhas desidratadas. Nesse caso, investir em equipamentos de secagem é vantajoso porque a empresa paga até R$ 18 por quilo de folha seca, enquanto a folha verde rende somente 8% desse valor – cerca de R$ 1,50 por quilo.
No que se refere à segurança alimentar, tem-se recomendado fazer a poda apical ou “quebra da ponta” dez dias antes da colheita da haste para consumo dos próprios agricultores. “Essa prática, além de ofertar um alimento nutritivo para o produtor, permite um maior rendimento das folhas da haste pelo aporte de nutrientes direcionado para elas e não mais para o ápice, que foi podado”, explica Madeira ao ressaltar que antes o potencial da ora-pro-nóbis era subutilizado, já que na Região Sul não havia a tradição de consumir a planta.
O ora-pro-nóbis está sendo estudado no âmbito do projeto “Avaliação agronômica, caracterização nutricional e estudo da vida útil de hortaliças não convencionais”, da Embrapa Hortaliças, que busca tornar acessíveis as informações sobre essas espécies com o intuito de fomentar a produção, o consumo e a comercialização. Outras hortaliças estudadas são: almeirão-de-árvore, amaranto, anredera, azedinha, beldroega, bertalha, capuchinha, cará-do-ar, caruru, fisális, jambu, major-gomes, mangarito, maxixe-do-reino, muricato, peixinho, serralha, taioba e vinagreira.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) também está vinculado ao projeto de fomento do cultivo de ora-pro-nóbis no Paraná. O órgão adicionou a cultura na lista dos produtos financiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo o custeio da lavoura.
Resultado de imagem para ora pro nobis“É um sonho meu que pode se tornar realidade”
O produtor rural Élcio Rochinski cultiva um hectare de ora-pro-nóbis em Palmeiras (PR) e, em parceria com a empresa de nutrição funcional, aposta na cultura como alternativa ao tabaco.
Como surgiu o interesse pelo plantio de ora-pro-nóbis?
Na região onde moro, existem poucas possibilidades de cultivos para pequenos agricultores e a grande maioria das famílias com uma pequena parcela de terra trabalha no cultivo do tabaco, pois em pequenas áreas de plantio é a cultura que mais dá resultados. Diante disso, sempre há a busca por novas opções de culturas por parte dos agricultores, já que a cadeia produtiva de tabaco é extenuante e pode trazer outras implicações para o agricultor. Por isso, sempre tive o anseio de poder produzir alguma coisa diferente e o sonho de que também outras pessoas pudessem depender menos dessa cadeia produtiva. Eu nunca tinha ouvido falar sobre ora-pro-nóbis. Fiquei sabendo da possibilidade quando a empresa buscava parceiros para começar a desenvolver lavouras aqui na região. Eu aderi logo aos experimentos para servir de modelo sobre o desenvolvimento da planta na região e para torná-la mais conhecida por aqui.
Quais os principais resultados observados com o sistema de plantio adensado e colheitas sucessivas?
Depois de um processo de adaptação e conhecimento sobre a planta e sobre seu cultivo, percebi que essa seria uma boa oportunidade para produtores aqui da nossa região. Em comparação com outros sistemas de produção, o plantio adensado possibilitou produção maior em um mesmo espaço de terreno sem prejudicar o desenvolvimento das plantas e também sem dificultar o manejo. Outra coisa que evoluiu muito no cultivo foi a possibilidade de fazer um manejo de podas sucessivas dando agilidade e rendimento na hora da colheita. Além disso, a cada poda, a planta é estimulada a produzir mais, assim o rendimento aumenta gradativamente conforme as plantas vão sendo podadas.
Em média, qual tem sido o rendimento obtido por área plantada?
Faz um ano e meio que, em minha propriedade, tenho cultivado um hectare de ora-pro-nóbis. Nesta área de plantio, é possível afirmar com clareza que, com o trabalho de podas adequado e com tratos culturais de limpeza e adubação regulares, a média de produção de cada planta a cada corte é algo em torno de 1 quilo de folha verde. Isso significa, após a secagem, algo em torno de 125 gramas de folhas desidratadas. Em média, temos o rendimento de R$ 2,25 reais por planta a cada corte. O rendimento semanal ou mensal depende muito do cronograma de colheita adotado por cada produtor, que varia conforme a disponibilidade de tempo destinado para a cultura.
Para a região, qual a importância de diversificar renda e cultivo?
No caso da diversificação, embora não pareça, a ideia principal não é aumentar exorbitantemente a lucratividade dos produtores, mas sim trazer segurança com opções de renda diferenciadas, caso alguma cultura venha a não produzir. Além disso, para que a diversificação seja eficiente é preciso que o produtor tenha consciência da sua capacidade de produção para cada cultura. Em resumo, quando há exagero nas proporções de atividades para desenvolver, acaba que nada fica sendo bem cuidado e, assim, não há o rendimento esperado. O primeiro passo para fazer uma boa diversificação na propriedade é estar consciente da sua capacidade de produção e saber dosar tudo que pretende fazer.
Quais são as perspectivas para o plantio de ora-pro-nóbis?
Há um grande caminho para percorrer, mas o primeiro passo foi dado, com o plantio sendo estudado cada dia mais. Costumo dizer que a planta se garante e mostra um potencial enorme. Há ainda um desafio pela frente, que é torná-la mais conhecida. Penso que, sob esse aspecto, a pesquisa e a indústria terão um papel fundamental na difusão do conhecimento e no estímulo ao consumo dessa planta. Para os produtores que pretendem obter renda em maior escala, o papel da indústria é indispensável. No geral, as perspectivas são as melhores possíveis – a ora-pro-nóbis é um sonho meu e de muitos outros produtores da agricultura familiar como opção de trabalho e renda que pode se tornar realidade.
Fonte: Portal Dia de Campo – Paula Rodrigues, Embrapa Hortaliças

quinta-feira, 8 de maio de 2014

CULTURA DA ABOBRINHA-ITALIANA



abobrinha

1 – INTRODUÇÃO
A abobrinha-italiana, também conhecida como abóbora-de-tronco, abóbora-de-árvore ou abóbora-de-moita, é uma planta com hábito de crescimento ereto, porém com caule herbáceo semelhante ao das demais plantas da família das cucurbitáceas.
1.1 Dicas culinárias
A abobrinha contém Fósforo, Cálcio, Ferro e celulose, além de pequenas quantidades de vitamina A, importante à visão e à pele, e vitaminas do Complexo B, que ajudam no desenvolvimento e crescimento.
O Cálcio e o Fósforo participam da formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e ajudam na transmissão dos impulsos nervosos. O Ferro forma os glóbulos vermelhos do sangue e produz energia. Já a celulose é importante para o bom funcionamento das funções intestinais.
Na hora de comprar, dê preferência a abobrinhas bem firmes, de cor verde-brilhante ou amarelada, conforme o tipo. Evita as que estejam com rachaduras ou picadas de insetos.
Quando for preparar, evite descascar a abobrinha. No máximo raspe a casca com uma faca. Pequenos ferimentos na casca, sem apodrecimento, não comprometem sua utilização. Remova a parte ferida com faca e utilize o restante. Os frutos são consumidos com as sementes quando estas estão bem pequenas e macias.
Esse tipo de legume deve ser cozido no máximo por 10 a 15 minutos, sem acrescentar água, pois a própria água da abobrinha é suficiente para cozinhá-la, sendo que ela fica mais saborosa e mais nutritiva quando mais consistente.
Coloque água apenas na preparação de sopas e caldos.
Incremente o sabor do macarrão acrescentado pequenos pedaços de abobrinha cozida ao molho.
Os seguintes temperos combinam com a abobrinha: alho, cebola, pimenta, cebolinha verde, azeite, limão, vinagre, gergelim, manjericão.
A abobrinha é bastante empregada em saladas, refogados, suflês, frita à milanesa, recheada com outras hortaliças, queijo, ovos cozidos ou qualquer tipo de carne. E é excelente nas papinhas dos bebês, por sua consistência e fácil digestão.
Cem gramas de abobrinha fornecem média de 20 calorias.
Quando a abobrinha está bem nova e pequena, pode ser servida crua e ralada em salada ou com patês à base de ricota, maionese ou requeijão cremoso.
 abobrinha
abobrinha1
2 – VARIEDADES E HÍBRIDOS
Os frutos das cultivares existentes possuem coloração verde-clara e devem ser colhidos ainda imaturos, pois possuem maior aceitação por parte do consumidor. O mercado dispõe de seleções melhoradas da cultivar  caserta, bem como de híbridos. A principal vantagem dos híbridos é a maior precocidade em relação às variedades selecionadas.
As plantas das variedades e dos híbridos apresentam folhas mosqueadas e vigoroso crescimento vegetativo em forma de moitas. Ao comprar as sementes, é importante verificar qual a cultivar mais indicada para a época do plantio.
No grupo das abóboras de moita (abobrinha), as que melhor se prestam para o cultivo são: “Caserta”, “Cocozelli” e “Zucchini”.

Abobrinha "Caserta"
Abobrinha “Caserta”
Abobrinha "Zucchini"
Abobrinha “Zucchini”
3 – ESCOLHA DO LOCAL
Preferir solos com boa drenagem, ricos em matéria orgânica, com baixa acidez – pH entre 5,5 e 6,5 – e, de preferência, locais que já tenham sido cultivados com outras hortaliças (prática de rotação de culturas).

Germinação
Germinação
4 – ÉPOCA DE PLANTIO
Como a abobrinha-italiana não tolera temperaturas baixas, a época ideal de plantio é de agosto a março, podendo ser plantada o ano todo em regiões de clima quente ou ameno.

5 – CORREÇÃO DA ACIDEZ
Para corrigir a acidez do terreno (calagem), fazer antes a análise do solo para saber a quantidade de calcário a ser aplicada. A abobrinha-italiana é muito exigente em cálcio e magnésio e não produz bem em solos ácidos (pH abaixo de 5,5). Por essa razão, usar calcário dolomítico de boa qualidade e procedência.
O calcário pode ser esparramado a lanço na área toda ou nos sulcos de plantio, com antecedência de 30 a 60 dias do plantio.

Correção do solo
Correção do solo
6 – PREPARO DO SOLO
Uma aração bem-feita é suficiente. Gradear, se necessário, principalmente se for incorporar calcário ao solo. Em casos de terreno com declividade superior a 5%, recomenda-se adotar práticas de conservação do solo, como plantio em nível e construção de terraços em nível ou em gradiente, ou até construir faixas de retenção (terraços ou curvas em nível).
Abrir sulcos com espaçamento de 1,5 m entre as fileiras e 20 a 25 cm de profundidade.
Fazer as covas de plantio a cada metro linear de sulco, de forma que o espaçamento seja de 1,5 m x 1,0 m.
No plantio do período seco poderá ser utilizado o espaçamento de 1,50 m entre as fileiras e 70 a 80 cm entre as plantas, colocando duas plantas por cova.
abobrinha

7 – ADUBAÇÃO BÁSICA DE PLANTIO
A adubação deve ser calculada em função do resultado da análise de solo. Na ausência da análise, de modo geral, recomenda-se a seguinte adubação por cova:
- 1,5 kg de composto orgânico;
- 70 g de termofosfato ou de superfosfato simples ou, então, 100 g de fertilizante NPK 04-14-08 ou 04-16-08.
Misturar bem os adubos com a terra das covas. Fazer irrigação e aguardar 3 a 4 dias para efetuar o plantio.
Plantas 37 dias após o plantio
Plantas 37 dias após o plantio
8 – PLANTIO
 A propagação da abobrinha-italiana é feita pela semeadura direta, utilizando-se de 3 a 4 sementes por cova. A profundidade é de 4 a 5 cm. Tempo de germinação: 3 a 5 dias.
O semeio também pode ser feito em bandejas de isopor de 128 e 200 células, as quais deverão estar abrigadas em estufas. As mudas estarão prontas para o transplante quando tiverem de 4 a 6 folhas definitivas.
Como em todas as plantas da família das cucurbitáceas, primeiro surgem às flores masculinas, depois aparecem às femininas. Isso acaba provocando problemas de polinização e aborto de frutos. Para melhorar o processo de polinização, faz-se o plantio em fileiras alternadas, de modo que haja uma diferença de 17 a 20 dias entre as datas das semeaduras das fileiras. Isso permite uma melhor polinização e, consequentemente, um aumento da produção e produtividade.
Dica: mergulhe as sementes na água e só plante as que afundarem, descartando as que boiarem.
Germinação
Germinação

Broto
Broto
Muda em desenvolvimento em bandeja
Muda em desenvolvimento em bandeja
Planta em desenvolvimento
Planta em desenvolvimento
Flor feminino
Flor feminino
Flor masculino
Flor masculino
Fruto vigando
Fruto vigando
8.1 Plantio em vaso, você precisa de:
Vaso 40 x 40 cm  (1 para cada duas plantas)
Perlita  (quantidade necessária)
Terra preta ou húmus quantidade necessária
Sementes de abobrinha (6 a 8 por vaso)
Passos
1 – Misture partes iguais de terra preta e perlita para manter o substrato poroso e rico em nutrientes.
2 – O vaso deve ter um furo no fundo para permitir a drenagem necessária.
3 – Encha o vaso com a mistura. Faça dois pequenos buracos equidistantes no centro e coloque de três a quatro sementes em cada um.
4 – Cubra as sementes com um pouco da mistura. As sementes devem ficar a uma profundidade três vezes maior do que o seu tamanho.
5 – Regue abundantemente e mantenha o substrato úmido durante todo o ciclo de crescimento da planta.
6 – Depois de dois meses as plantas terão a primeira floração, darão os primeiros frutos e entre os três e cinco meses as abobrinhas mudarão de cor e a casca endurecerá.
7 – Colha os frutos quando eles já estiverem com a cor e a consistência de uma abobrinha madura. Corte-os deixando um pedúnculo de 2 a 3 cm.
Plantio em vaso
Plantio em vasoPlantio em vaso
Plantio em vaso

9 – ADUBAÇÃO DE COBERTURA
É importante que a adubação de cobertura seja feita de acordo com a recomendação baseada na análise de solo. Na ausência da análise, recomenda-se fazer quatro adubações, com intervalos de 15 dias entre uma e outra.
Na primeira adubação, aos 15 dias após o plantio, usar 20 gramas de sulfato de amônio ou nitrocálcio, por cova, e, nas demais, adubar com fertilizante NPK 12-06-12, aplicando 20 gramas por cova. Espalhar o adubo ao redor da planta, após a irrigação.
plantio 2
10 – TRATOS CULTURAIS
Quando o plantio for direto na cova, fazer o desbaste das plântulas quando elas tiverem 2 folhas definitivas, deixando 1 a 2 , mais vigorosas, por cova.
Manter a lavoura no limpo para evitar a concorrência de ervas daninhas.
Irrigar com frequência, assegurando a umidade do solo e o bom desenvolvimento das plantas. Manter a água da irrigação sob controle, evitando o encharcamento.
Fazer controle de pragas e doenças somente com produtos registrados para a cultura.
Obedecer às dosagens e à carência dos produtos utilizados de acordo com as recomendações do fabricante e ou orientações de um técnico.
A rotação de culturas pode ser feita com hortaliças folhosas, quiabo, feijão e outras leguminosas. Não faça consorciação com outras cucurbitáceas e com as solanáceas (pimentão e batata), mas sim com milho, acelga, amendoim, taioba, vagem e chicória.
Irrigação
Irrigação
11 .PRAGAS E MOLÉSTIAS
Entre as pragas a serem combatidas destacam-se os PuIgões; a Broca das hastes (Margaronia nitidalis); vaquinhas, lagarta-rosca ou a minadora. A doença mais comun é o Oídio, representada por manchas brancas com pó nas folhas e no caule; folhas murchas e amareladas é sinal da Podridão das raízes; placas verdes nos frutos representa a Antracnose e folhas novas deformadas e pouco crescimento da planta significa o Mosaico.

Mosaico Amarelo
Mosaico Amarelo
Mosaico Amarelo _ Fruto com deformações, tipo bolhas superficiais
Mosaico Amarelo _ Fruto com deformações, tipo bolhas superficiais
Podridão de Fruto
Podridão de Fruto
12 – COLHEITA
Inicia-se aos 40 a 50 dias após o plantio quando os frutos atingirem cerca 20 a 22 cm de comprimento e 4 a 5 cm de diâmetro com os frutos verdes ou verdes-claros e tenros. Recomenda-se fazer 2 apanhas por semana. Mas vc pode colher sua abobrinha do tamanho que desejar.
Lembrando que a abobrinha é desenvolvido corretamente é que abobrinha precisam de uma temperatura entre 20 e 30°C a crescer bem e dar frutos.
Colheita
Colheita
13 – CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
A classificação da abobrinha deve ser em função do tamanho e da qualidade  do fruto, conforme orientação a seguir:
- Extra, quando a boca da caixa contiver mais de 10 frutos.
- Especial, quando a boca da caixa contiver 8 a 10 frutos.
As abobrinhas devem ser acondicionadas em caixas de madeira tipo k, com peso de 18 kg.
A arrumação dos frutos deve ser feita em camadas. Novas alternativas de embalagens como caixas de papelão ou de plástico devem ser testadas e utilizadas.
EmbalagemClassificação
Classificação
Embalagem
Fonte:
CULTURA DA ABOBRINHA-ITALIANA (Eng. Agr. Georgeton S. Ribeiro Silveira; Eng. Agr. Sérgio Pereira de Carvalho; Departamento Técnico da Emater–MG)