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terça-feira, 23 de abril de 2019

CONTROLE ECOLÓGICO DE FORMIGAS



CONTROLE ECOLÓGICO DE FORMIGAS

Fernanda Yoneya




Junto com o verão chegam as formigas, ávidas em se abastecer de comida para enfrentar o inverno. E, para não ter prejuízos com as espécies cortadeiras (saúvas e quenquéns), é preciso controlá-las, pois cortam folhas e flores, acabando com hortas, pomares, lavouras, pastos e até árvores. Curioso é que as formigas não preferem um tipo de folha em especial - atacam plantas deficientes e fracas.

E, diferente do que muitos pensam, as formigas cortadeiras não comem as folhas. Elas cortam-nas e levam-nas para o formigueiro e, lá, sob condições de alta umidade e temperatura, produzem, a partir das folhas, um fungo que alimenta a colônia.

O produtor Roque Ataíde Rodrigues, de uma comunidade agroecológica em Santa Maria (RS), ainda se recorda dos prejuízos causados por formigas cortadeiras na área em que ele, com outras oito famílias, cultiva hortaliças, frutas, eucalipto, milho, soja, feijão e arroz e cria gado de corte e de leite e suínos.
'Chegamos a perder 80% de 36 mil árvores - entre nativas e eucaliptos - para as formigas.' Segundo ele, o nível de infestação era tão grande que, além das árvores, em um pomar com 1.400 pés de figo, as formigas acabaram com 40% da produção. Nos citros (tangerinas e laranjas), a situação não foi diferente: de cerca de 800 pés, 90% das árvores foram consumidas pelas cortadeiras.

Solução Ecológica
'Como adotamos na comunidade o cultivo agroecológico, isto é, sem o uso de venenos ou nenhum outro tipo de insumo químico, as perdas foram enormes. Mesmo assim, não desistimos da produção orgânica e fomos atrás de uma solução ecológica para controlar as formigas', explica Rodrigues. Os produtores da comunidade buscaram, então, informações sobre repelentes naturais de formigas e, com a assessoria técnica da Emater, desenvolveram um formicida natural, de baixo custo e com ótima eficiência no controle de cortadeiras.
'Testamos vários produtos e receitas, até que chegamos a esse pó 100% natural', diz Rodrigues. De acordo com o produtor, já era sabido que as quenquéns que levavam folhas de gergelim preto ao formigueiro morriam em poucos dias. Eles também conheciam o efeito repelente das folhas de mamona. Em relação ao coentro, observaram que as formigas que atacavam a horta não chegavam perto do tempero. 'Juntamos essas informações, fomos incrementando a fórmula e chegamos ao formicida ecológico', conta.
Segundo o produtor, o coentro e o gergelim são cultivados na comunidade e as folhas de mamona são colhidas nos brejos próximos. Apenas a cal virgem e o enxofre são comprados fora. 'A cal e o enxofre são produtos baratos e vendidos em qualquer loja de produtos agropecuários. Isso permite obter um produto extremamente barato', afirma. 'E, como a infestação não volta, a necessidade de aplicação vai diminuindo ao longo do tempo.'
A utilização do formicida ecológico deu tão certo que, hoje, os produtores quase não vêem cortadeiras na área cultivada com hortaliças. 'O resultado foi altamente satisfatório e, há cerca de seis anos, não houve mais problemas com cortadeiras, especialmente com a cortadeira mineira, que se aprofunda no solo e faz galerias debaixo da terra', fala o técnico agrícola Olímpio João Zatta, da Emater de Santa Maria. 'Além disso, trata-se de um produto ecológico, que não agride a natureza.'
Os efeitos do pó elaborado pelos produtores e pela Emater surgiram imediatamente após a aplicação. 'No dia seguinte as formigas já apareceram mortas', conta Rodrigues. De acordo com o técnico Zatta, o pó tem forte efeito repelente e age no formigueiro, desorganizando a colônia. 'As formigas ficam amuadas e morrem. O formigueiro desaparece', garante o técnico Zatta.

Soluções caseiras podem funcionar
Antes da utilização do formicida ecológico, os produtores da comunidade gaúcha usavam folhas verdes de gergelim, que, levadas ao formigueiro, matavam a colônia em até cinco dias. O gergelim produz um fungo tóxico às cortadeiras. "Descobrimos também que esterco fermentado, de bovinos, aves ou suínos, também acaba com as quenquéns", afirma o agricultor Rodrigues.
Além do gergelim plantado próximo a locais atacados, há outras receitas caseiras de controle de formigas, como jogar água quente ou água misturada com detergente no formigueiro; cultivar no jardim ou no quintal menta, alho, manjerona, lavanda, absinto e cravo-da-índia, que têm efeito repelente; no sítio, colocar galinhas d'angola, predadores naturais de cortadeiras; fumegar no olheiro a mistura queimada de serragem, óleo de gergelim e de mamona, ou despejar cal virgem e água, entre outras receitas naturais.
"Aplicar inseticidas é mais rápido e prático, mas é preciso considerar os riscos de contaminação ambiental e em relação à saúde humana", acredita o produtor Rodrigues. Por isso, ele aconselha: "Se for possível e as condições permitirem, a melhor saída é adotar uma receita caseira e natural, que pode ser tão eficiente quanto um produto químico e tem a vantagem de não oferecer riscos ao ambiente e à saúde humana", completa Rodrigues.

SAIBA MAIS: Emater/RS de Santa Maria,
tel. (0--55) 3221-7961

segunda-feira, 11 de março de 2019

Neem: benefícios da raiz às folhas

O neem é uma planta que traz benefícios medicinais, químicos e industriais, além de gerar renda para famílias que vivem em pequenas propriedades agrícolas

Árvore de Neem

A planta neem (ou nim), conhecida cientificamente como Azadirachta indica, é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. O neem é uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20 metros de altura. O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, da salinização e prevenção contra os efeitos de inundações.
Poluição, extinção de animais, esgotamento dos recursos naturais, catástrofes climáticas e efeito estufa são alguns dos problemas que a humanidade vem enfrentando por conta de sua irresponsabilidade perante o meio ambiente. Com isso, a busca por recursos naturais que sejam renováveis e menos impactantes tem sido uma prática incessante. Uma das mais surpreendentes descobertas é essa árvore que tem potencial para amenizar danos ambientais e sanitários em âmbito global: o neem, que pode ser usado de várias maneiras em diferentes tipos de produtos.
Atualmente, existem grandes plantações de neem na Nicarágua, Cuba, El Salvador, Chile, Guatemala, Costa Rica, República Dominicana e até na Alemanha e nos Estados Unidos. No Brasil, a planta foi introduzida por Belmiro Pereira das Neves, em 1993, na luta contra o uso de agrotóxicos. Segundo ele, o neem pode ser usado não só na produção de pesticidas, mas também na agricultura familiar, pois a árvore produz sombra e frutos. O especialista na árvore neem destaca ainda que o neem também está sendo utilizado em áreas que sofreram processo de desertificação e em projetos de reflorestamento, em substituição ao pinus e ao eucalipto, pois seus frutos atraem os animais.
O neem tem muitos benefícios: sua madeira, prima do mogno, é resistente e sua semente, casca e folhas podem ser utilizadas na fabricação de utensílios, pesticidas, repelentes, fármacos (de função terapêutica), cosméticos, além da vantagem de sua cultura ser considerada de baixo custo.

Os diversos usos do neem

Medicinal

O neem é considerado eficiente na cura e prevenção de várias doenças, segundo artigo publicado pelo departamento de bioquímica da Universidade Estadual de Maringá e as literaturas a respeito dos efeitos farmacológicos e médicos observados no corpo humano pelos extratos das várias partes da planta de neem.
As folhas de neem, solúveis em água, possuem atividades antissépticas, curativas, antiúlcera, anti-inflamatória, hipolipidêmica, que agem no controle dos níveis de colesterol, e são hepatoprotetoras. Tal estudo aponta que os extratos das folhas de neem, aplicados no creme dental, reduzem a placa bacteriana e têm bons efeitos no tratamento de gengivites e periodontites.
Sobre os efeitos do extrato da casca de neem, foram observadas ações gastroprotetoras e inibição da ulceração gástrica. Além disso, alguns estudos apontam o extrato da casca de neem como um forte aliado no tratamento de diabetes. O óleo de neem, por sua vez, tem demonstrado efeitos de anti-infertilidade, sendo usado como espermicida e com atividade antimicrobiana significativa contra patógenos sexualmente transmissíveis.
Os extratos das folhas e sementes de neem também funcionam como repelente natural no uso doméstico, a exemplo da citronela, auxiliando no combate à malária, dengue, podendo também afetar o desenvolvimento do protozoário Trypanosoma cruzi, parasita vetor da doença de chagas.

Indústria de cosméticos

Os benefícios do neem na cosmética vem através de seu óleo, que pode ser utilizado principalmente para a fabricação de sabão, xampu, óleo para os cabelos, tônico capilar e óleo fortalecedor para as unhas. Leia mais na matéria: "Óleo de neem: para que serve e como usar".

Agropecuária

A pasta de neem tem sido empregada, na Índia, nas culturas de arroz e cana-de-açúcar desde 1930, visando o combate à Diatraea saccharalis, considerada uma das principais pragas da cana-de-açúcar e contra o cupim. O neem e seus derivados chegam a afetar mais de 400 espécies de insetos pertencentes às ordens Coleoptera, Deptera, Heteroptera, Homoptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Orthoptera, Thysanoptera, Neuroptera, alguns aracnídeos e alguns fungos. Popularmente pode-se dizer que o uso do neem atua contra pernilongo, piolho, pulga e carrapatos. A torta (confira o significado mais abaixo) do neem tem uso variado, como fertilizantes, pesticidas naturais e na produção da ração animal - ela tem função vermífuga.

Benefícios sociais

Por sua alta resistência, a árvore de neem se adapta facilmente a diversas situações. Ela produz muitos frutos e suas folhas são vastamente utilizadas para extração de compostos e aplicáveis a diversos setores, como o farmacêutico, industrial e químico. Em razão de suas várias possibilidades de uso, destaca-se a relevância da árvore neem na zona rural também na geração de emprego e renda ao pequeno agricultor, além dos diversos benefícios descritos.

Química: o motivo de tantos benefícios

Após algumas pesquisas iniciais, em 1963 um cientista indiano examinou a fundo a química dos princípios ativos do neem e descobriu, por meio de uma pesquisa com gafanhotos, um agente inibidor do impulso de ingerir alimentos. Desde então, as pesquisas acerca desse tema se intensificaram. Vários compostos foram isolados e caracterizados - a maioria deles de biogenética semelhante aos liminóides (azadiractina, meliantriol, salanin etc), princípios amargos encontrados também em outras espécies botânicas. De acordo com os dados divulgados pela organização Neem Foundation, as folhas novas da árvore de neem possuem propriedades curativas para feridas e sarna, pois produzem flavonoides, que contêm propriedades antibacterianas e antifúngicas, e nimbosterol. Os liminóides, aponta a mesma organização, afetam a fecundidade em moscas domésticas e podem causar desordem hormonal nos insetos. Veja, a seguir, as principais propriedades químicas das partes do neem:

Folhas

Possuem muitos componentes, incluindo proteínas (7,1%), hidratos de carbono (22,9%), minerais, cálcio, fósforo, vitamina C, caroteno e aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, alanina, ácido aspártico, glutamina, cistina e também ácidos graxos.

Flores

Contêm nimbosterol e flavonóides e também produzem material ceroso e ácidos graxos, como beênico (0,7%), araquídico (0,7%), esteárico (8,2%), palmítico (13,6%), oleico (6,5%) e linoleico (8,0%).

Pólen

Contém vários aminoácidos, como o ácido glutâmico, tirosina, arginina, metionina, fenilalanina, isoleucina e ácido aminocapróico.

Casca

Contém taninos - polifenóis que protegem as plantas de ataques de animais herbívoros ou de micro-organismos patogênicos - (12-16%) e não-tanino (8-11%) e também polissacarídeos anti-inflamatório - este é constituído por glicose, frutose e arabinose. Produz ainda um polissacarídeo antitumoral e vários polissacarídeos. O cerne da casca de neem contém cálcio, potássio e sais de ferro.

Madeira

Contém celulose, hemicelulose (14%) e lenhina (14,63%).

Seiva

Contém açúcares livres (glucose, frutose, manose e xilose), aminoácidos (alanina, ácido aminobutírico, arginina, asparagina, ácido aspártico, glicina, norvalina, pralina, etc) e ácidos orgânicos (ácido cítrico, malônico, succínico e fumárico). A seiva do neem também é útil no tratamento de fraqueza e de doenças de pele.

Semente

Possuem elevado teor de lipídios e um grande número de princípios amargos em quantidades consideráveis. O principal elemento descoberto até agora nas sementes de neem é a azadiractina, que é um princípio amargo e mostrou, em estudos, eficácia no combate a 200 espécies de insetos.

Torta

Material restante após a extração do óleo do miolo das sementes de neem, a torta é usada como adubo orgânico e contém muitos nutrientes para as plantas, como nitrogênio (2-3%), fósforo (1%) e potássio (1,4%). Apresenta também ácido tânico (1-1,5%) e tem o maior teor de enxofre, de 1,07-1,36% a mais, que as tortas do petróleo.
A educação a respeito dos efeitos terapêuticos e benefícios do neem ainda se mostra incipiente. Mas agora que você já conhece a planta e sabe para que serve, que tal adotar o uso de produtos derivados da espécie, como sabonetes, óleos essenciais, repelentes ou extratos? Espalhe essa ideia e pratique o consumo consciente ao reduzir o uso de químicos sintéticos nocivos, seus impactos sobre a saúde e o meio ambiente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Como acabar com as formigas em casa e no jardim

    Fonte: site da greenme
    formigas
    Quem tem horta, plantio caseiro, ou mora perto de áreas verdes, sabe como é difícil manter pragas, insetos e formigas afastadas da casa. Sabendo desta dificuldade, decidimos procurar as melhores dicas para afastar as formigas em casa e no jardim!

    Para começar, devemos lembrar que as formigas, por mais chatas que pareçam, também têm o seu papel na biodiversidade e na cadeia alimentar, então, em vez de matá-las, vamos afastá-las para acabar com os problemas que elas possam causar em nossas e ou jardins.

    É importante saber do que as formigas gostam e do que não gostam, a dica fundamental que podemos dar é que elas adoram coisas doces, desde açúcar até folha e flores, e odeiam cheiros fortes. Sabendo disso, temos muitas chances de ganhar esta batalha!

    1. Como acabar com as formigas em casa

    formigas em casa
    foto: freeimages

    2. Limpeza e higiene

    Antes de tudo, é importante lembrar que as formigas são muito gulosas, e comem de tudo, então é muito importante manter a casa limpa, evitando deixar restos de comida espalhados, lixos muito cheios ou louças sujas.

    3. Cravo, Canela e Louro

    Caracterizados por seu forte odor, podem ser comprados secos em quase qualquer mercado. Este método espanta as formigas.
    Recomendamos que se coloque a canela, o cravo ou o louro em saquinhos feitos com uma meia-calça velha. Eles devem ser espalhados pela casa nos lugares onde as formigas costumam passear, e devem ser trocados a cada duas semanas para que o cheiro permaneça forte.

    4. Óleos Essenciais de Cravo ou Hortelã Pimenta

    Os óleos essenciais geralmente são feitos com folhas ou pétalas secas, das quais suas essências são extraídas. Podem ser comprados em farmácias ou lojas de produtos naturais.
    Por serem essências, possuem odor forte e desagradável para os insetos. Recomenda-se que se borrife um pouco dos óleos nas superfícies onde as formigas costumam trilhar, como bordas, janelas, pisos ou portas. O processo deve ser feito de 3 a 4 dias, deixando os ambientes perfumados.

    5. Vaselina

    O uso da vaselina é recomendado por conta de sua consistência. Deve ser usado em pequena quantidade nas bordas de recipientes, potes, ou áreas específicas nas quais as formigas costumam trilhar. Ela é útil para afastar as formigas nas pequenas áreas.

    6. Alfazema e cânfora

    Em lugares fechados como armários e gavetas, pode-se colocar as folhas de cânfora ou alfazema, seu odor afasta as formigas, perfuma o espaço e as roupas.

    7. Misturas líquidas para usar com borrifador

    7.1. Farinha de milho com vinagre

    Para espaços grandes e fechados, muitas vezes é melhor afastar as formigas com líquidos que não ocupem espaços.
    Para fazer a mistura de farinha de milho e vinagre, é necessário adicionar 1 colher de chá de farinha de milho e 2 de sopa de vinagre, pode-se diluir um pouco a mistura com mais 1 colher de água. Colocar a mistura no borrifador e espalhar pelo ambiente.

    7.2. Vinagre e detergente

    As proporções da mistura são as seguintes: ½ copo de água, 2 colheres de detergente biodegradável, 2 de vinagre (recomenda-se o uso de vinagre branco, mas não é essencial.) Borrifar a mistura nos pisos limpos.

    7.3. Suco de Limão

    Pode-se usar a quantidade de limão que quiser, mas é melhor fazer com 1 ou 2 limões com um pouco de água, para que a mistura seja refeita, mantendo a frescura e o odor. Quando pronto, borrifar em frestas e bordas como portas e janelas.

    7.4. Detergente

    Em um copo de 200 ml, acrescente metade de água e metade de detergente biodegradável. Coloque o conteúdo em um borrifador, e aplique nos cantos, frestas e outros possíveis espaços onde possa haver caminhos de formiga.

    7.5. Algumas das dicas podem ser usadas tanto no jardim, quanto na casa, como:

    7.5.1. 1. Casca de limão, laranja ou pepino

    O aroma das cascas espanta as formigas temporariamente, mas elas devem ser trocadas a cada semana, pois perdem seu frescor. As cascas podem ser espalhadas pelos cantos da casa ou do jardim

    7.5.2. 2. Pimenta

    A pimenta não é ardida só pra gente! As formigas também não aguentam seu calor, então ela pode ser espalhada na casa depois de estar limpa, ou pelo jardim nos lugares onde as formigas fazem suas trilhas e perto das plantas. É bom usar pimenta em pó, mas não obrigatório.

    8. Como acabar com as formigas no jardim

    foto
    foto: freeimage
    Antes de tudo, gostaria de dar uma dica muito importante: no caso do combate às formigas direto na terra, não é recomendado o uso de sal e vinagre, pois prejudica o crescimento das plantas e a qualidade da terra.

    9. Barreiras físicas

    Para afastar as formigas das árvores e das plantas, a barreira física é muito eficaz, pois impede que as formigas cheguem às folhas e flores.
    A técnica é a seguinte: use um material circular um pouco maior que a área que quer proteger, como baldes, sobras de cano de esgoto, entre outros, e coloque a esfera no lugar requerido, cortando o fundo e lateral para encaixar no entorno da planta ou árvore. Enterre um pouco abaixo da terra o material circular, usado, aproximadamente 1 cm.

    10. Plantio de hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim preto

    Se o problemas com as formigas for direto na terra, é muito importante cuidar bem do espaço. Pode-se fazer uma cerca viva com uma variedade enorme de plantas para evitar pequenas infestações de formiga, tais como hortelã, batata-doce, salsa, cenoura, mamona e gergelim preto.

    11. Talco ou Cal

    O pó deve ser espalhado perto das plantas, ou do formigueiro, o que deve espantar as formigas.

    12. Borra de café

    A borra do café usado (não solúvel) ou os grãos triturados, além de nutrirem a terra, afastam as formigas.

    13. Lembrete

    O uso de formicidas e outros venenos, além de serem muito prejudiciais às pessoas, especialmente às crianças, podem danificar o meio ambiente pois acabam indo parar nos lençois freáticos através da irrigação. Com paciência, as formigas podem ir viver em lugares onde não atrapalhem a convivência com humanos.

    quarta-feira, 1 de agosto de 2018

    Controle biológico de pulgão

    come-se: Pulgão ao suco de folha de mamão verde: Não, não se trata de um prato de bancs com pancs (bichos alimentícios não convencionais com plantas alimentícias não convencionais). É suc...

    segunda-feira, 23 de julho de 2018

    Dicas ecológicas: plantas inseticidas no controle de pragas




    Pesquisa realizada no Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP/ULBRA) buscou comprovar científicamente o poder de algumas plantas, usadas como defensivo agrícola e conservante de grãos, já conhecidas pelos agricultores da região.

    Segundo a Prof Conceição Previero, coordenadora da pesquisa, o trabalho foi "voltado principalmente para os agricultores familiares, que nos dão essas respostas de plantas com essas propriedades, descobertas de forma empírica e intuitiva e repassadas de geração em geração". O resultado gerou uma Cartilha, distribuída pelo CNPq: RECEITAS DE PLANTAS COM PROPRIEDADES INSETICIDAS NO CONTROLE DE PRAGAS.

    Aqui vão algumas receitas, extraídas da cartilha, que podem ser de interesse para os nossos leitores.



    Alho branco (Allium sativum), planta perene cujo bulbo (a "cabeça de alho") é composto por folhas escamiformes (os "dentes de alho"), comestível e usado tanto como tempero, fins medicinais e defensivo agrícola.O extrato do alho branco quando adequadamente preparado tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, etc. Sendo apresentado como defensivo mais barato que os agrotóxicos, não prejudica os trabalhadores, e é seguro para o meio ambiente.
    Princípios ativos: O alho fresco possui alina, um amino-ácido sulfurado que se transforma em alicina, princípio ativo antisséptico, também é rico em iodo, flúor, cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A, B e C, aminoácidos, dentre outros.
    Alho contra brocas, cochonilhas e pulgões e ácaros
    RECEITA 1

    1 dente de alho, 2 litros de água
    Modo de preparo
    Bata o alho no liquidificador com água (2 litros para cada dente). Em seguida pulverize as plantas atacadas. Mas, atenção, não use sobre feijões, pois o alho inibe seu crescimento.
    RECEITA 2 - Alho no controle biológico de pragas
    1kg de alho ,5 litros de água ,100g de sabão ,20 colheres (de café) de óleo mineral.
    Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.
    Dica: Quando plantado entre as roseiras, diminui o ataque de pulgões.



    A Arruda (Ruta graveolens) é uma planta da família das Rutáceas. Também é denominada como arruda fedorenta, arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, rutade-cheiro-forte. Subarbusto muito cultivado nos jardins em todo o mundo, devido às suas folhas, fortemente aromáticas. Atinge até um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas, de até 15cm de comprimento. As flores são pequenas e amareladas. O fruto é capsular, de quatro ou cinco lobos, salientes e rugosos, abrindo-se superior e inteiramente em quatro ou cinco valvas
    Princípios ativos: Rica em óleos esssenciais, flavonóides (rutina), cumarinas e alcalóides

    Receita no combate aos pulgões:
    Ferva as folhas durante 5 minutos. Deixe esfriar e pulverize as plantas.
    Curiosidades
    Uma crença popular de raiz africana, remontando aos tempos coloniais, dita que os homens usem um pequeno galho de folhas por cima de uma orelha, ou que um galho das mesmas seja mantida no ambiente, para espantar maus espíritos.
    Apesar das propriedades medicinais conhecidas há séculos, o uso interno desta planta é desaconselhado, pois, em grande quantidade, a arruda pode causar hiperemia (abundância de sangue) dos órgãos respiratórios, vômitos, sonolência e convulsões.
    O efeito considerado "anticoncepcional" na verdade é abortivo, pois provém da inibição da implantação do óvulo no útero, sendo que a ingestão da infusão preparada com a arruda para esta finalidade é muito perigosa e pode provocar fortes hemorragias.



    Cinamomo (Melia azedarach L, também conhecido popularmente como amargoseira, jasmim-de-caiena, jasmim-de-cachorro, jasmim-de-soldado, árvore-santa, loureiro-grego, lírio-da-índia, Santa Bárbara é uma árvore nativa do oriente (da Ásia até a Austrália) e subespontânea na América, Mediterrâneo e África. Chega a atingir 20 metros de altura. É muito cultivada como árvore ornamental. Suas folhas são usadas para fins medicinais.
    Estudos recentes compravam a eficiência de suas folhas e frutos como conservante natural de grãos e sementes.

    RECEITA - Extrato aquoso de folhas e frutos a 10% utilizado no controle de pulgões
    Ingredientes
    100g de folhas e frutos de Cinamomo, 1 litro de água, 1 pulverizador de pequeno porte
    Macere as folhas e frutos de Cinamomo em água, faça infusão por 24 horas, coe e pulverize na cultura desejada, semanalmente Ingredientes
    Dicas e curiosidades
    As folhas e frutos do cinamomo são tóxicas e sua ingestão pode causar aumento da salivação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia intensa; em casos graves pode ocorrer depressão do sistema nervoso central



    A Hortelã ou (Mentha spicata), também conhecida como hortelã-das-hortas, hortelã-comum, hortelã-dascozinhas, hortelã-dos-temperos ou simplesmente hortelã-verde, é uma planta herbácea perene, da família Lamiaceae (Labiadas), atingindo 30-100 cm. Erva utilizada desde a antiguidade, com sua origem confundida com os mitos. Usada pelos egípcios, hebreus, gregos, medievais, romanos e americanos, durante o século IX ,foram introduzidas na Europa muitas variedades. Além de seus variados fins medicinais essa planta também é utilizada como repelente.
    A hortelã plantada nas bordaduras de canteiros repele ratos, formigas e insetos.
    RECEITA: Hortelã como repelente natural
    1 litro de água, 1 maço Hortelã
    Ferva a hortelã em 1 litro de água, deixe esfriar, coe e pulverize sobre as plantas. O chá de hortelã é muito útil para as plantas em geral, protegendo-as.

    Curiosidades de dicas
    Fresca: deve ser acondicionada na geladeira em saco plástico, por alguns dias.
    Para congelar: retire e pique as folhas finamente. Coloque em uma forma de gelo com água e leve ao congelador.
    Como secar: seque ao ar livre, em local sombreado e bem ventilado, por alguns dias.
    No microondas: lave e seque bem as folhas, separe do talo e forre o prato do microondas com papel absorvente. Espalhe as folhas sobre o papel, deixe o centro do prato livre. Leve ao micro em potência máxima de três a quatro minutos. Seca ou em pó: deve ser guardada ao abrigo da luz, respeitando o prazo da validade.
    Outras plantas eficazes:
    Capim cidreira
    (Cymbopogon citratus)
    Paisagismo Digital
    Cravo-da-índia
    (Caryophilus aromaticus)
    Paisagismo Digital
    Cravo-de-defunto
    (Tagetes erecta)
    Paisagismo Digital


    Eucalipto
    (Eucaliptus citriodora)
    Paisagismo Digital
    Louro
    (Laurus nobilis)
    Paisagismo Digital
    Neem
    (Azadirachta indica)
    Paisagismo Digital
    Saboneteira
    (Sapindus saponaria)
    Paisagismo Digital



    Falso-açafrão (Curcuma longa)


    Fumo (Nictiana tabacum)


    Pimenta malagueta (Capsicum frutescens)



    Fonte: http://www.cnpq.br/documents/10157/922e31c5-6089-490e-b080-95843d86b2b9

    segunda-feira, 5 de março de 2018

    Emater responde: Controle biológico do pulgão - Programa Rio Grande Rural




    Quem é esse tal pulgão?

    Existe cerca de 1,5 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas espécies de plantas cultivadas.

    Os pulgões são pequenos insetos sugadores de seiva elaborada e que prejudicam as culturas não apenas pela sucção de seiva, mas pela inoculação de toxinas e transmissão de viroses, esta última sendo o dano mais sério.

    Nas condições do Brasil os pulgões se reproduzem exclusivamente por partenogênese telítoca, na qual fêmeas produzem larvas fêmeas sem o concurso dos machos.Imagem relacionada

    Certas espécies de pulgões como Aphis nerii são capazes de atacar plantas tóxicas como a espirradeira Nerium oleander e a erva invasora Asclepias curassavica. O organismo dessa espécie de pulgão tem a capacidade de seqüestrar esses princípios tóxicos e de usá-los como mecanismo de defesa contra os inimigos naturais. O pulgão Brevicoryne brassicae é capaz de desativar a toxina sinigrina presente nas crucíferas (couve, repolho, nabo, rabanete) das quais se alimenta.

    Algumas espécies de pulgões se especializaram como formadores de galhas que podem se constituir a partir do enrolamento das folhas ou formação de tumores induzidos pelos hormônios de crescimento produzidos por esses insetos. É o caso da filoxera Daktulosphaira vitifoliae que provoca a formação de galhas em folhas e raízes da videira. As formas aladas da filoxera voam para as folhas da videira, onde depositam ovos. Desses nascem as larvas formadoras de galhas. Completando o desenvolvimento, a filoxera sai da galha e desce pelos ramos da planta até chegar às raízes, onde forma novas galhas em forma de nodosidades. Para o controle da filoxera é recomendado que se use porta-enxertos resistentes. Mesmo assim a filoxera consegue se estabelecer na videira enxertada, atacando somente a parte aérea suscetível. Todavia seus danos são menores que no caso do comprometimento das raízes. Embora protegidos no interior das galhas, os pulgões ainda são atacados pelos inimigos naturais especializados em perseguí-los dentro dessas estruturas.

    É bastante conhecida a relação de mutualismo que os pulgões estabelecem com formigas: enquanto os primeiros fornecem substâncias açucaradas que secretam às formigas, estas os defendem contra a aproximação de seus inimigos naturais e os carregam para colonizarem novas plantas.

    Na tabela (veja no final do texto como visualizar este artigo em PDF) encontram-se as principais viroses em plantas e as espécies de pulgões que as transmitem.

    Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos como os organofosforados e carbamatos. As espécies mais estudadas com relação a esse aspecto são os pulgões Myzus persicae e Aphis gossypii. O desenvolvimento de resistência é facilitado pela aplicação repetida do mesmo agroquímico na cultura.

    Como os pulgões possuem numerosas espécies de inimigos naturais representados pelos parasitóides e predadores, valeria a pena realizarem-se esforços para substituir o controle químico pelo biológico, viabilizando-se a criação massal e o fornecimento de inimigos naturais aos agricultores.

    O controle biológico clássico de pulgões, que alcançou expressivo sucesso no Brasil é o dos pulgões do trigo pertencentes às espécies Metopolosiphium dirhodum (pulgão da folha), Sitobium avenae (pulgão da espiga e da folha), Schyzaphis graminum (pulgão da espiga e da folha), Rhopallosiphum padi (pulgão da folha e da bainha) e R. rufioabdominale (pulgão da raiz). Para o controle biológico dos mesmos foram introduzidas 12 espécies de parasitóides trazidos da Europa e da Ásia, dos quais apresentaram melhor sucesso quanto ao estabelecimento Aphidius colemani, A. ropalosiphi, A. uzbekistanus, A. ervi, Diaeretiella rapae, Praon volucre Ephedius plagiator. Essas introduções foram necessárias pois as pragas do trigo (planta originária do Velho Mundo) foram introduzidas no Brasil desacompanhadas de seus inimigos naturais nativos.

    O parasitóide Lysephlebus testaceipes foi introduzido com sucesso nos países do Mediterrâneo para controle dos pulgões dos citros Toxoptera spp.

    O parasitismo é estabelecido quando a vespa fêmea deposita o ovo no interior do organismo do pulgão. A larva que eclode do ovo se desenvolve alimentando-se da hemolinfa e dos tecidos internos do hospedeiro. Finda a fase larval do parasitóide, o pulgão já está morto e transformado em múmia. A pupa do parasitóide se forma no interior da múmia e a vespa adulta emerge abrindo um orifício na parede da múmia. Pulgões novos, quando parasitados, morrem sem chegar à idade adulta; os que chegam a esse estágio produzem menor número de descendentes. Com o parasitismo ocorre degeneração dos ovários do pulgão, cessando a formação dos embriões. São predadores de pulgões coleópteros, dípteros, neurópteros, heterópteros, himenópteros e aranhas.

    Existem mais de 5 mil espécies de coccinelídeos (insetos da família dos coleópteros) que são predadores de pulgões e são encontrados em quase todas as partes do mundo. Larvas jovens de pulgões são mais vulneráveis ao ataque de coccinelídeos.Resultado de imagem para pulgão joaninha

    Os neurópteros das famílias Chrysopidae e Hemerobiidae são encontrados também em quase todas as partes do mundo. Suas larvas são predadores ativos de pulgões, chegando a destruir 25 pulgões/dia. Um casal e seus descendentes são capazes de destruir 4 milhões de pulgões/ano. As larvas dos dípteros das famílias Syrphidae e Cecidomyiidae chegam a destruir mais de 500 pulgões durante esse estágio.

    Maria Aico Watanabe
    Embrapa Meio Ambiente

    * Este artigo foi publicado na edição número 07 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de abril/maio de 2001.

    * Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:

    /arquivos/hf07_pulgao.pdf

    quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

    Leite cru e água: fungicida simples e barato


     Buscando a utilização de práticas alternativas para reduzir o uso de agrotóxicos, a Embrapa demonstra que o leite de vaca controla o oídio de forma simples, mais barata e com menos danos ao homem e ao meio ambiente. A mistura de leite com água foi testada em diversas culturas como as do pepino, abobrinha, tomate, rosa, soja, eucalipto e alface, mostrando-se eficiente no combate da doença. 
    Doença provocada por um fungo, o oídio se parece com um pó branco e é encontrado nas folhas das plantas. Se não for controlado, pode tomar toda a plantação atrapalhando o crescimento das plantas, reduzindo a produção e, conseqüentemente, os ganhos do produtor. A produção de culturas como a da abobrinha pode cair em até 60% quando atacada pela doença.
    A receita para uso do leite no combate do oídio é bem simples: basta preparar uma solução de 5% de leite de vaca cru e 95% de água e pulverizá-la sobre a plantação. Os estudos que chegaram a essa mistura foram feitos pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Wagner Bettiol, que participa do programa. “A solução é totalmente inócua ao meio ambiente, não causando nenhum impacto ambiental, diferentemente dos fungicidas utilizados para o controle da doença”, enfatiza o pesquisador. Além disso, os produtos químicos indicados para o combate ao oídio são caros, custando em média, R$ 135,00 o litro.

    2007/06/18
    15'
    Maria Cristina Tordin
    Email: cris@cnpma.embrapa.br
    Telefone: (19) 3869-2481
    Embrapa Meio Ambiente

    quinta-feira, 23 de novembro de 2017

    Dicas para espantar as formigas!

     



    muda de citrus atacada por formigas

    Olhem só a foto desta bergamoteira! Vou tentar o plantio destas plantas repelentes, indicadas abaixo!








     


    Quando a população de formigas no jardim ou horta aumenta muito, chegando a prejudicar as plantas, é hora de agir. Mas, nem sempre é preciso lançar mão de produtos químicos. Existem métodos naturais e caseiros que funcionam. Para combater as formigas diretamente no local, existem algumas receitas muito simples:

    O plantio de plantas repelentes: em hortas, principalmente, o plantio de cebolinha verde em todo o contorno, costuma ser bem eficaz. Outras opções interessantes também para os jardins são o plantio de menta, lavanda, manjerona, alho, coentro e losna. Sementes de gergelim espalhadas no canteiro ou no caminho das formigas também costuma dar bons resultados.

    Para evitar que as formigas ataquem arbustos e árvores: recomenda-se o uso do suco de pimenta vermelha. Amasse bem algumas pimentas vermelhas, até fazer um suco grosso. Molhe um pano neste suco e amarre em volta do caule da planta ou pincele o tronco.

    E dentro de casa: o coentro e as pimentas em geral podem ser usados dentro de casa sob a forma de sachês amarrados às plantas.

    Se você achou o formigueiro no jardim: coloque suco e cascas de limão na entrada do formigueiro.

    E se elas também já estão atacando seus armários: espalhe cravos-da-índia dentro deles para espantar as formigas.


    Fonte; http://www.jardimdeflores.com.br/dicas/a13formigas.htm

    terça-feira, 31 de outubro de 2017

    Seis tipos de plantas funcionam como repelentes naturais de insetos

    Citronela (foto) é uma delas. Opção é eficiente e mais sustentável que o uso de repelentes químicos

    Plantar uma semente, regá-la, introduzir terra e acompanhar seu crescimento. Todas essas são práticas que os amantes de plantas adoram realizar - muitas vezes as encaram até como terapia. No entanto, certas plantas atraem insetos, que podem inibir o próprio crescimento dos vegetais ou trazer transtornos por causa de sua grande concentração e reprodução.
    Uma possível solução passa pelo uso de pesticidas e repelentes, se não fosse o fato de que eles são nocivos não só para as plantas, mas para a saúde humana, pois contêm substâncias tóxicas. A melhor opção, mais saudável e ecológica, é criar plantas que repelem insetos em seu jardim, principalmente em locais com grande incidência de insetos. Dê uma olhada:

    Lavanda - além de ser uma planta que pode perfumar ambientes internos, devido ao seu cheiro adocicado, e decorá-los, por causa de sua beleza, a lavanda ajuda a espantar mosquitos;Resultado de imagem para lavanda

    Citronela - outro excelente repelente natural contra mosquitos, principalmente os borrachudos e os pernilongos. Caso seja combinada com outras duas plantas repelentes naturais, a erva do gato e a cascata gerânio, o efeito se torna mais potente ainda;

    Hortelã - basta plantar várias em torno do seu jardim que as formigas não vão mais incomodar suas plantas. Aproveite para ver aqui outra forma de se livrar das formigas em casa sem usar pesticidas;
    Resultado de imagem para hortelã pimenta

    Crisântemo - ajuda a manter baratas, percevejos, pulgas e carrapatos afastados;
    Resultado de imagem para crisantemo

    Manjericão - o cheiro forte da planta afasta moscas e mosquitos;
    Resultado de imagem para manjericão
    Alecrim - também repele os mosquitos e pode ajudar a manter gatos afastados de locais em que a presença deles seja indesejável, como numa caixa de areia destinada para o lazer de crianças. Basta colocar algumas folhas de alecrim no local - os gatos não gostam do cheiro.
    Imagem relacionada
    fonte: Ecycle

    terça-feira, 1 de agosto de 2017

    Consultório agrícola:moscas-das-frutas árvores frutíferas

    Eliminação de frutos e armadilhas podem ajudar na produção

    por João Mathias
    Divulgação | Embrapa
    Ferimentos na casca do fruto pode ser porta de entrada para insetos. Proteção e armadilhas podem ajudar a prevenir contra as pragas (Foto: Divulgação/Embrapa)
    Tenho várias árvores frutíferas em meu quintal, mas não consigo comer nenhuma fruta. O pessegueiro, ameixeira, maracujazeiro, goiabeira e uvaieira, embora carreguem, nunca seguram os frutos, os quais ainda contêm bichos. Enquanto a videira, jabuticabeira e limoeiro geram pequena quantidade, que é consumida por pássaros, a macieira, guabirobeira e pereira, nem produzem, como a lichia, apesar de florada regular. Existe alguma solução?

    Josmar Sebrenski
    modelo de armadilha PET

    Curitiba, PR

    Os frutos do pessegueiro, ameixeira, maracujazeiro, goiabeira e uvaieira provavelmente estão sendo infestados por moscas-das-frutas do gênero Anastrepha obliqua, Anastrepha fraterculus e/ou Ceratitis capitata. As fêmeas adultas desses insetos introduzem os ovos abaixo da casca dos frutos, permitindo que as larvas se desenvolvam na polpa causando o seu apodrecimento. A contaminação por fungos e bactérias pode ocorrer devido ao ferimento provocado na casca do fruto no momento em que se deu a ovoposição. Os métodos de controle incluem eliminação dos frutos caídos ao chão, armadilhas feitas com garrafas PET e ensacamento dos frutos. Já os danos causados por pássaros podem ser evitados utilizando barreiras, como o ensacamento dos frutos ou utilização de telas protetoras no pomar.

    Consultor: Diego Xavier, técnico de apoio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, SP, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (11) 4582-7284, dxavier@iac.sp.gov.br

    terça-feira, 4 de julho de 2017

    sábado, 27 de maio de 2017

    Receitas fáceis para o controle de pragas e doenças na sua horta!


      
    Controle natural
    O controle de pragas e doenças pode ser realizado com produtos naturais e que necessariamente não implica na erradicação desses, mas preconiza um controle satisfatório para que se possa produzir e consumir alimentos mais saudáveis
    É possível identificar doenças e pragas, antes que se alastrem. Para isso, é necessário fazer vistoria regular na horta. Caso estejam, elas precisam ser isoladas para que não tomem o resto do plantio.
    O solo ruim evita que as plantas retirem dele os nutrientes necessários para seu crescimento saudável e também ajuda a proliferar pragas e doenças. É importante, além de regar, adubar a terra para mantê-la fértil, sempre coberta com vegetação (folhas secas, capim) para manter a umidade.
    Manter a diversidade é essencial em uma horta caseira. Como algumas pragas preferem determinados vegetais, se o cultivo for diversificado, é possível evitar que se alastrem por toda a plantação. Além disso, algumas plantas são inimigas para pragas que atacam outras espécies e vice-versa.
    Alguns animais, como abelhas, minhocas e joaninhas têm papéis extremamente benéficos em uma horta caseira e orgânica. É importante não removê-los do canteiro.


    Receitas para o controle de pragas e doenças
    Óleo de neem
    O óleo é extraído da semente da árvore nem pode ser encontrado no mercado. É recomendado usado na dosagem de 0,5 a 1 ml/litro. Possui atividade inseticida e fungicida, controlando a maioria dos insetos e alguma doenças.
    Preparo: colher as folhas, deixar secar, moer e triturar. Colocar cerca de 60 g de folhas moídas em 1/litro de água. Deixar em repouso por 24 horas e, depois, coar. A aplicação pode ser feita na forma de pulverizações para o controle.
    Calda de fumo
    Picar 100 g de fumo e colocar em 1/2/litro de álcool, acrescentando 1/2/litro de água. Deixar curtir por 15 dias. Depois dissolver 100 g de sabão neutro em 10/litros de água e acrescentar à mistura. Pulverizar para controle de vaquinhas, cochonilhas, lagartas e pulgões.
    Calda de fumo com pimenta

    Colocar 50 g de fumo picado e 50 g de pimenta dentro de 1/litro de álcool. Deixar curtir por uma semana. Misturar em 10 litros de água + 250 g de sabão neutro ou detergente neutro. Pulverizar para controle de vaquinhas, cochonilhas e lagartas.
    Preparados com sabão
    Os preparados em que se emprega sabão apresentam indicações para o controle de cochonilhas, lagartas, pulgões, tripés e ácaros.
    De modo geral, não apresentam restrições, embora usa-se querosene na fórmula. Porém, após seu emprego aconselha-se respeitar intervalo de cerca de duas semanas para se proceder à colheita.
    Dissolver 100 g de sabão neutro em 1.2/litro de água quente. Para a aplicação, diluir novamente o preparado em 9,5/litros de água. Pode ser utilizado no controle de tripes, cochonilhas, lagartas e pulgões. Pode-se usar também em pulverizações com detergente neutro ou óleo mineral a 1% nas horas frescas do dia.
    Calda de cebola
    Colocar 500 g de cebola picada em 5/litros de água. Curtir por 10 dias. Coar e colocar 1/2/litro da calda em 1/2/litro de água para aplicar na forma de pulverização. Age como repelente a pulgões, lagartas e vaquinhas.
    Cravo de defunto
    Colocar 0,5 kg de folhas e talos em 5/litros de água. Ferver por 1/2/hora ou deixar em infusão fria por 2/horas. Coar e pulverizar para controle de pulgões, ácaros e algumas lagartas.
    Calda de camomila
    Colocar 50 g de flores em 1/litro de água. Deixar de molho por 3/dias, agitando quatro vezes por dia. Coar e aplicar três vezes por semana, para controlar doenças fúngicas.
    Calda bordalesa
    Colocar 100 g de sulfato de cobre em um saco de pano e mergulhar em 5/litros de água quente, deixando de molho durante 24/horas. Colocar 100 g de cal virgem na solução de sulfato de cobre. Coar a mistura e despejar no pulverizador para aplicação, visando controle de fungos.
    Calda sulfocálcica
    Tem ação protetora contra ácaros, insetos-praga e algumas doenças. Preparo: misturar 0,8 kg de cal hidratada em 2.5/litros de água morna, Colocar 1,225 kg de enxofre lentamente, sempre agitando com bastão e completar o volume até 5/litros. Ferver até ficar com cor avermelhada. Ao esfriar, guardar em lugar sem iluminação por uma semana. Na aplicação diluir 0,1/l do produto em 2/litros de água.
    Preparo com leite
    Utilizar estopa ou saco de aniagem, água e leite. Distribuir no chão ao redor das plantas a estopa ou saco de aniagem molhado com água e um pouco de leite. Pela manhã, virar a estopa ou o saco e coletar as lesmas que se reuniram embaixo para serem queimadas ou enterradas longe da área de cultivo.
    Leite cru e água
    Solução de 5 a 20/litros de leite de vaca cru em água pode ser utilizada para controlar o oídio, doença que ataca diversas culturas, causando a morte de plantas.
    Planta gergelim
    As folhas do gergelim contêm uma substância que contamina fungos, que são criados por meio dos vegetais e levados por formigas, causando o fim dos formigueiros
    Redação Jornal Correio Riograndense