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sábado, 3 de junho de 2017

10 dicas úteis de Jack Johnson que vão te ajudar a preservar o meio ambiente!


Fonte: blog somos verdes

Está claro que como cantor e compositor, Jack Johnson dispensa apresentações. Além de seus dotes artísticos o músico é um ambientalista de primeira linha e atua como Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
jackjohnson
Para promover a conscientização sobre as consequências do descarte inapropriado do plástico no meio ambiente, Johnson divulgou uma lista de 10 dicas úteis, que podem ser facilmente adotadas para reduzir o uso desse material em nosso dia a dia.
1- Empacote você mesmo
Fico feliz em morar no Havaí, onde as sacolas plásticas foram proibidas recentemente. Apesar de muitas cidades terem criado leis sobre isso, a maioria segue utilizando-as indiscriminadamente. Você não precisa esperar por uma proibição para fazer a mudança. Comece a levar sacolas reutilizáveis a cada passeio no shopping ou no supermercado.
2- Reabasteça sua garrafinha
Garrafas plásticas de água não são apenas desperdício, também são prejudiciais à saúde quando reutilizadas. Use jarras, garrafinhas reutilizáveis de vidro e reabasteça no filtro sempre que possível.
3- Ressuscite o vidro
Substitua potes, sacos e filme plástico para conservar alimentos por recipientes de vidro reutilizáveis. Além de durar mais, você pode esquentar a comida com segurança no forno e no micro-ondas, sem riscos à saúde.
4- Marmita livre de desperdício
Como nos velhos tempos… Arrume uma lancheira, encha com comida de verdade, feita em casa, em vez de comprar alimentos industrializados e embalados em plástico.
5- Fique ligado no supermercado
Ao fazer compras, prefira aqueles produtos com a menor quantidade de plástico possível. Se um item que você quer vem em uma embalagem de vidro ou de plástico, escolha o vidro. Em vez de comprar carnes ou legumes embalados em grandes quantidades de plástico, compre esses produtos em açougues ou feiras locais, onde existe a opção de serem embalados em papel, e não se esqueça de levar a sua sacola reutilizável.
6- Reinvente a tele-entrega e a comida para levar
Ao pedir uma comida em um restaurante ou um café em um bar, leve a sua própria embalagem ou caneca de vidro ou inox. No caso da tele-entrega, avise quando não precisar de talheres de plástico, guardanapos ou excesso de embalagem. Não seja tímido, apenas explique gentilmente ao atendente que você prefere sua comida embalada de forma sustentável.
7- Canudos são para os fracos
Você realmente precisa de um canudo? Baristas e garçons irão frequentemente dá-lo a você apenas por hábito. Quando fizer o pedido, lembre-se de dizer: “Sem canudo, por favor”.
8- Promova ecofestas
Copinhos, pratinhos e talheres descartáveis estão fora de cogitação. Se a louça for um problema, opte por petiscos que possam ser comidos com as mãos. Sugira aos seus amigos que tragam suas próprias canecas.
9- Limpe a barra do seu sabonete
Considere utilizar mais sabonetes em barra que vêm com menos embalagem plástica. Se você realmente preferir o líquido, compre o refil e reutilize as embalagens que já tem. Pesquise sobre os ingredientes da sua pasta de dentes e do seu esfoliante corporal e pare de usar qualquer coisa que contenha microesferas. Esses microplásticos são altamente poluentes e com elevado índice de absorção de pesticidas e metais pesados e vão parar em rios e oceanos onde as espécies marinhas se alimentam dessas partículas.
10- Seja um cidadão ativo e promova a responsabilidade corporativa
Junte-se a grupos que ajudam a defender as leis de responsabilidade das indústrias e dos produtores. Exija das empresas que assumam a responsabilidade sobre os produtos e embalagens que elas estão colocando no mundo.
(Via ONUBr)
jack-johnsonImagem via musicforgood
Ma'O Organic Farms. Jack Johnson harvesting with the kids.Imagem via rowandrue
No Dia mundial do Meio Ambiente, Jack Johnson liderou jovens na limpeza das praias locais de Bahamas. Assista ao vídeo:
Imagem de capa via ecorazzi

segunda-feira, 6 de março de 2017

Você faz ideia qual é o tamanho do desperdício de alimentos no Brasil e no mundo?


Um terço dos alimentos produzidos no mundo é desperdiçado a cada ano – junto com toda a energia, mão de obra, água e produtos químicos envolvidos em sua produção e descarte (FAO 2013). O Brasil tem 3,4 milhões de brasileiros que estão em situação de insegurança alimentar, o que representa 1,7% da população. 

Segundo relatório da FAO de 2013, 805 milhões de pessoas, ou seja, 1 em cada 9 sofre de fome no mundo. 



Você sabia que:


Cada brasileiro gera em torno de um quilo de lixo por dia. Cerca de 58% desse total é representado por lixo orgânico, formado de restos de alimentos (Akatu) 

Para produção de 1 kg de banana são utilizados 500 litros de água (Water food print 2011). 

A sua casca corresponde de 30 a 40% do peso, ou seja, a cada quilo de banana consumido, se jogarmos fora a casca estaremos desperdiçando até 200 litros de água! 

1 banana pesa aproximadamente 120g, ou seja, 60 litros de água para ser produzida, se jogarmos a casca fora, são desperdiçados 24 litros numa única casca banana não consumida! O que daria para tomar 3 minutos de banho, dar 2 descargas ou lavar o rosto 2 vezes! (Sabesp 2014) 





 70% da água disponível no mundo é para agricultura (FAO 2013).


Segundo relatório da FAO de 2013,  1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas fora por ano no mundo, o equivalente ao desperdício de 750 bilhões de dólares. Traduzido em recursos naturais, consome cerca de 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa cerca de 1,4 bilhão de hectares de terra. 

A FAO estima que os alimentos desperdiçados correspondem à emissão de 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. Se fosse um país, seria o terceiro maior emissor do mundo. (FAO 2013) 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Reciclando seu lixo e Instalando seu minhocário - passo a passo

Bom dia !
Levantamentos mostram que o Brasil produz cerca de 241.614 toneladas de lixo/dia, onde 60% são resíduos orgânicos. Em média, cada um de nós geramos 5 kg de resíduos sólidos por semana, sendo 3kg formado por resíduos orgânicos. Para se ter uma idéia, numa cidade de 50 mil habitantes teríamos 150 toneladas de resíduos orgânicos por semana, que poderiam ser transformados em adubo para as plantas. Mas muito pouco ainda é destinado para esse fim.

 O nosso lixo tem muito valor, mas precisamos transforma-lo em adubo orgânico de ótima qualidade. O processo é simples veja abaixo:

ATENÇÃO NO PRIMEIRO CICLO DE COMPOSTAGEM: A segunda caixa coletora deve ser colocada apenas quando a primeira estiver cheia.

Os passos 1 a 5 representam o primeiro ciclo do processo e os passos de 6 a 9 representam a manutenção periódica do seu Minhokas.



Passos 1 a 5 - INSTALAÇÃO



1. A caixa sem furos que e que contém a torneira deve ser posicionada abaixo das demais. Esta é a caixa coletora de chorume. O líquido produzido nas caixas furadas (digestoras) tem o nome de chorume vai para esta caixa. Coloque a caixa coletora no local que você escolheu para o seu minhocário.

2. As caixas furadas são as caixas digestoras, é nelas que o seu lixo será processado pelas minhocas. Encaixe a primeira caixa digestora por cima da caixa coletora.


3. Coloque um pouco de composto (aproximadamente 3cm) e as minhocas na primeira caixa digestora que você acabou de encaixar sobre a coletora.


4. Tampe e utilize a primeira caixa digestora como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.


5. Quando a primeira caixa digestora estiver cheia, coloque a segunda caixa digestora por cima dela, passe a tampa para cima e passe a utilizar a segunda caixa digestora como lixeira enquanto as minhocas processam o lixo na primeira caixa digestora que ficou no meio.


Passos 6 a 9 - PROCEDIMENTO DE TROCA DE CAIXAS

6. Quando a caixa digestora de cima estiver cheia, troque-a de posição com a caixa digestora do meio que contém o composto produzido pelas minhocas enquanto você utilizava a caixa digestora de cima como sua lixeira orgânica.

7. Agora a caixa que está por cima contém minhocas e composto. As minhocas devem descer naturalmente pelos buracos se você deixar entrar luz por alguns instantes. Você pode retirar o composto da digestora superior ou deixá-lo. Você deve deixar um pouco de composto para facilitar o início de um novo processo de decomposição.

8. Passe a utilizar a caixa digestora que estiver por cima como lixeira normalmente seguindo as instruções no capítulo de utilização até que esta caixa esteja cheia.

9. Repita os passos de 6 a 9.

fonte: http://www.minhokas.com.br/instalacao/1-instalando-seu-minhokas-passo-a-passo

Assista um vídeo bem instrutivo

sábado, 20 de agosto de 2016

Espalhando minhocas pelo Rio Grande do Sul

Potes com húmus e muitas minhocas composteiras
Santiago, Quaraí, Uruguaiana, Caxias do Sul, Passo Fundo, Vacaria, Pelotas, Santa Maria, Canoas , São Leopoldo, Gravataí, Lagoa Vermelha, Cachoeira do Sul, Guaíba , Garibaldi, Ijuí, Osório, são algumas das cidades que já receberam nossas minhocas californianas. São cidadãos transformando lixo em luxo, fazendo húmus para suas hortas e Jardins, através do nosso projeto de compostagem com minhocas californianas.
É muito fácil!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Atitude ambientalmente correta! A hora é agora!



TRANSFORME SEU LIXO EM ADUBO.

O minhocário tem 3 caixas plásticas e acompanha um punhado de minhocas californianas, especiais para compostagem, com um pouco de humus.

Se quiseres posso oferecer um CD com dicas úteis e filme explicativo do funcionamento.

O minhocário custa R$ 200,00 ( incluindo as minhocas , CD E ASSISTÊNCIA TÉCNICA).
A taxa de entrega é R$ 20,00, então o total fica R$ 220,00.ok

Posso entregar no final da semana ou retirar no bairro tristeza ( SEM TAXA).
Em Porto Alegre/RS.

att


Alexandre Panerai




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cada vez mais os resíduos são e deverão ser vistos não como lixo, mas como recurso.


Cada vez mais os resíduos são e deverão ser vistos não como lixo, mas como recurso.
Assim, a recuperação e reciclagem dos materiais é fundamental para a valorização dos resíduos.

Regras a seguir:
  • Escorra e enxague as embalagens usadas para evitar maus-cheiros;
  • Sempre que possível, amasse as embalagens usadas para reduzir o espaço que ocupam e facilitar o transporte;
  • Retire as rolhas e tampas pois são, normalmente, de material diferente da embalagem.
    Reduzir a quantidade de lixo que cada um de nós produz.
    Reutilizar, escolhendo produtos e embalagens que possam ser utilizadas várias vezes.
    Reciclar alguns componentes do lixo, de preferência se o separarmos na origem.

Plástico


Depositar:
Garrafas, garrafões e frascos de:

- água
- sumos e refrigerantes
- vinagre
- detergentes e produtos de higiene
- óleos alimentares

Sacos de plástico
Esferovite
Pacotes de leite e bebidas (ECAL)*
Iogurtes

*embalagens de cartão para alimentos líquidos

Não depositar:
Embalagens de produtos tóxicos ou perigosos, por ex.: combustíveis e óleo de motor.


Metal




Depositar:                                          Não Depositar:
- latas de bebidas                              Electrodomésticos
- latas de conserva                             Pilhas e baterias
- tabuleiros de alumínio                      Objectos que não sejam embalagens, por ex:
- aerossóis vazios                              tachos e panelas, talheres, ferramentas, etc.
- metalizados

Papel e Cartão


Depositar:
- embalagens de cartão, por ex.: caixas de cereais; bolachas, etc
- sacos de papel
- papel de embrulho
- jornais e revistas
- papel de escrita

Não depositar:
- embalagens de cartão com gordura, por ex.: pacotes de batatas fritas, caixas de pizza
- sacos de cimento
- embalagens de produtos químicos
- papel de alumínio
- papel autocolante
- papel de cozinha, guardanapos e lenços de papel sujos
- toalhetes e fraldas


Vidro

Depositar:                         Não depositar:
- Garrafas                       - Louças e cerâmicas (pratos, copos, chávenas, jarras, etc.)
- Garrafões                     - Materiais de construção civil
- Frascos                       - Janelas, vidraças, espelhos, etc.
- Boiões                         - Lâmpadas

Pilhas
Depositar:

Pilhas (salinas e alcalinas, de botão, de lítio e recarregáveis) e acumuladores - baterias recarregáveis (baterias de níquel cádmio, níquel metal híbrido e de iões de lítio).

Estas pilhas e acumuladores serão armazenados em condições de segurança e encaminhadas para valorização onde, através de vários processos, se separam e recuperam os diversos materiais que as constituem.
Nota: As pilhas são resíduos perigosos. Uma simples pilha pode contaminar 3000 litros de água!
Alguns aspectos negativos das lixeiras

- Contaminação das águas.
- Contaminação dos solos.
- Maus cheiros.
- Provocam incêndios.
- Formação de focos de doenças.
- Problemas paisagisticos.
- Problemas de sobrevivência de alguns seres vivos.



Algumas vantagens da Reciclagem:



- Economiza e reduz a procura de energia;
- Reduz a quantidade de matérias-primas necessárias para o fabrico de novos produtos;
- Reduz a quantidade de resíduos depositados em aterro;
- Protege a biodiversidade;
- Reduz o aquecimento global;
- Reduz a poluição da água;
- Reduz a poluição do ar;
- Reduz a quantidade de resíduos sólidos;
- Reduz a destruição de habitat


Por um Mundo melhor...
 Pedro Gonçalo C. S. Silva

terça-feira, 14 de julho de 2015

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

10 dicas de como fazer Húmus de minhocas

Que tal dispor de um rebanho de 30 milhões (ou mais) de animais que trabalham dia e noite, sem feriados, dias santificados, domingos ou férias, fabricando um insumo básico que ajuda na produção de alimentos, ou na instalação de jardins, hortas e plantas ornamentais? É assim que agem as minhocas na produção de húmus que nada mais é do que a transformação do esterco bovino em um produto mais elaborado e livre da maioria das pragas do solo e de sementes de capins.


 Para a obtenção do húmus se faz necessário uma boa matéria-prima, podendo ainda ser usado um composto que inclui esterco bovino, cascas e restos de frutas e verduras triturados. Além de promover a decomposição do esterco, transformando-o em húmus, as minhocas multiplicam-se por três no prazo de 90 dias. Isso permite ampliar o processo de produção e ainda retirar excedentes para pescaria. O húmus pode ser comercializado para floriculturas, empresas de jardinagem, horticultores, viveiros e revendas, e diretamente para pessoas que fazem os próprios cultivos.

O húmus de minhoca nada mais é que seu excremento. A minhoca é a maior produtora biológica de húmus, transformando toda matéria orgânica no mais rico adubo existente. Pesquisas mostram que a aplicação do húmus de minhoca no milho gera um aumento de 18% de rentabilidade econômica para a cultura, e na cultura de batata se obteve um aumento de 17% no primeiro ano. Estudos comprovaram ainda que o trabalho das minhocas no solo e a utilização do húmus aumentam a produção de grãos em 35 a 50% e de folhagem em até 40%, em comparação a outras culturas sem a aplicação do húmus.

Além disso, antecipa e aumenta a florada e a frutificação, equilibra o pH, agrega as partículas do solo proporcionando maior liga, tornando o solo mais resistente à ação dos ventos e das chuvas, desagrega solos argilosos e agrega os arenosos, retém a água diminuindo substancialmente os efeitos da seca e, entre outros fatores, promove elevação do nível de cálcio, fazendo a correção do solo.

 1 – Em uma caixa grande, forre com plástico e faça furos no fundo para não acumular água;
 2 – Coloque uma camada de terra (2 centímetros) no fundo da caixa;
 3 – Adicione restos vegetais picados (cascas de legumes, restos de verduras ou grama verde recém-cortada, por exemplo), formando uma camada de mais 2 centímetros;
 4 – Coloque uma camada de 2 centímetros de esterco seco de boi, de galinha ou coelho (Use sempre luvas de plástico para lidar com o esterco);
5 – Cubra com uma camada de terra de mais 2 centímetros;
 6 – Repita os passos 3, 4 e 5 até encher a caixa;
7 – Regue com um pouco de água, de modo que fique tudo bem úmido, mas não deixe encharcar;
 8 – Coloque duas ou mais minhocas (você pode encontrá-las na terra em locais mais úmidos e frescos do jardim);
9 – Cubra tudo com um pouco de palha seca (restos de grama), para manter a umidade e ficar bem fresquinho;
10 – Mantenha a caixa na sombra, protegida da chuva e coloque mais água, sempre que necessário. O húmus estará pronto quando as diferentes camadas que foram colocadas na caixa não puderem mais ser identificadas.


fonte: http://revistaagronegocios.com/10-dicas-de-como-fazer-humus-de-minhocas/

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dicas para quem deseja se livrar das moscas drosófilas em composteiras


As mosquinhas da composteira  estão te incomodando? Saiba como eliminá-las de modos naturais


Se você utiliza uma composteira em sua casa, é possível que algumas mosquinhas estejam te incomodando devido a desregulações do sistema. A Drosophila melanogaster, também conhecida como mosca-do-vinagre, mosca-da-banana ou mosca-de-frutas, alimenta-se das leveduras em frutos já caídos (veja mai aqui). Estas leveduras geralmente são encontradas em materiais em inicio de decomposição. Sendo assim, as mosquinhas de frutas podem aparecer na sua composteira durante o processo de transformação do material orgânico.
Como resolver este problema? Aqui vão algumas dicas para você deter facilmente essas mosquinhas inconvenientes:
1. Detectar se a umidade está elevada na sua composteira
A umidade deve ser um processo regulado para evitar problemas na sua composteira. Um teste simples para saber se a umidade está alta é apertar a mistura para verificar se há gotejamento de líquido. Se isso ocorrer, coloque mais material seco (folhas secas ou serragem) e revolva a mistura - o conteúdo deixará de ficar tão úmido.
2. Perceber se há mau cheiro na sua composteira
Quando isto ocorre, é sinal de que há um desequilíbrio no sistema. O mau cheiro e a fermentação são grandes aliados para a atração das moscas. O odor é causado quando o lixo orgânico úmido (em grandes quantidades) excede a capacidade de absorção do sistema, gerando gás metano. Em outras palavras, ele se dá quando ocorre a fermentação (entenda melhor).
3. Usar repelentes naturais e armadilhas
Também pode haver proliferação das moscas através da eclosão dos ovos já depositados nos frutos que estão sendo compostados. Nesse caso, percebendo presença das moscas-de-frutas, a dica é utilizar algum repelente natural contra insetos, como chá concentrado de capim limão e óleo de citronela. O chá deve ser borrifado na mistura e o óleo pode ser adicionado nas paredes das caixas pelo lado de fora.
Outra informação importante é que temperaturas acima de 30 °C e baixa umidade, durante algumas horas, provocam mortalidade elevada de ovos (veja mais).
armadilha natural para mosquinhas de fruta também funciona como uma alternativa ao uso de inseticidas. Ela é feita a base de atrativo alimentar para "chamar" as moscas e auxilia no processo de controle das mesmas. Utiliza-se também, para capturar as mosquinhas, armadilha feita com vinagre de maçã e algumas gotas de sabão dentro de uma tigela (veja mais).
4. Por último, é bom lembrar
• Regular a umidade na composteira evita atração de moscas.
• Não é indicado compostar frutos com furos, ou sinais de “bichado”, pois estes podem conter ovos e larvas das moscas.
Fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67/2253-composteira-dicas-como-evitar-combater-mosquinas-moscas-drosofilas-regulacao-umidade-dicas-detecte-mau-cheiro-repelentes-naturais-armadilhas-altas-temperaturas-capim-limao-oleo-de-citronela.html

sábado, 1 de novembro de 2014

Como fazer adubo com o lixo orgânico que você produz em casa








Casca de fruta, resto de verduras e legumes, iogurte… tudo isso pode virar adubo.



O nome desse processo é compostagem. Quando você transforma seu lixo em adubo, pode oferecer ao solo um material rico em nutrientes (no caso de uma horta ou mesmo para as plantas do seu jardim) e, principalmente, ajuda a reduzir a quantidade de lixo que vai diariamente para os aterros e lixões do Brasil. Aprenda a fazer a compostagem doméstica e mãos à obra!

PASSO 1 – O recipiente

Você deve ter um recipiente para colocar o material orgânico. Pode ser um pote de sorvete, uma lata de tinta ou um balde. Vale usar a criatividade com o que estiver ao seu alcance. Se der para reaproveitar algum recipiente, melhor ainda. É importante furar o fundo. Você pode fazer isso manualmente, variando o tamanho dos buracos. É por eles que o chorume (líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição) vai passar.

Um detalhe importante é que o chorume pode ser reaproveitado, pois, neste caso, é um fertilizante de alto potencial (já que é originado apenas de matéria orgânica). Você pode recolhê-lo e devolver à mistura da sua compostagem ou ainda jogar em plantas, diluído (anote a proporção: 1 copo de chorume para 9 copos de água).

PASSO 2 – A composteira

Em baixo do recipiente no qual você vai colocar o material orgânico, deve haver outro que vai “recolher” o chorume. Pode ser uma bacia mais rasa, por exemplo. Ela não pode ficar em contato direto com a lata ou o pote, pois o chorume deve ter um espaço para escorrer. Use um calço – como pedaços de tijolo – para colocar em baixo da lata e deixá-la um pouco mais “alta” em relação à bacia. (A compostagem até pode ser feita em contato direto com o solo, mas neste caso o terreno deve ter boa drenagem e ser inclinado, para que o chorume não acumule em um local só).

PASSO 3 – Hora de colocar o lixo

Fazer compostagem em casa não é só jogar o lixo orgânico de qualquer jeito e deixar que a natureza faça “o resto sozinha”. Existe um método para viabilizar, facilitar e acelerar a decomposição do material orgânico. O segredo é sobrepor os tipos de resíduos orgânicos, ou seja, o processo é feito em camadas.


O que regula a ação dos microorganismos que vão decompor o material é a proporção de nitrogênio e carbono. Essa relação deve ser de três para um. Ou seja, uma camada de nitrogênio para três camadas de carbono. O que é nitrogênio? É o material úmido (o lixo, em si). O que é o carbono? É matéria seca, como papelão, cascalho de árvore, serragem, folhas secas, aparas de grama e palha de milho. (Se a relação for diferente desta, não significa que não ocorrerá o processo de compostagem, apenas que vai levar mais tempo).

E… pique, pique, pique! Quanto menor estiver o material que você colocar (tanto o seco quanto o úmido), melhor. Comece com uma camada de material seco, depois coloque o material úmido. Depois coloque outra camada de material seco, umedeça-o um pouco e continue o processo. É importante que a última camada (a que vai ficar exposta) seja sempre seca, para evitar mau cheiro. Uma opção é colocar cal virgem por cima. Outro detalhe essencial é: não tampe a composteira. O material orgânico não pode ficar abafado. Ah, procure sempre manusear a sua composteira com luvas.


O que você pode usar:

- Resto de leite;

- Filtro de café usado;

- Borra de café;

- Cascas de frutas;

- Sobras de verduras e legumes;

- Iogurte;


O que você não pode usar:

- Restos de comida temperada com sal, óleo, azeite… qualquer tipo de tempero;

- Frutas cítricas em excesso, por causa da acidez;

- Esterco de animais domésticos, como gato e cachorro;

- Madeiras envernizadas, vidro, metal, óleo, tinta, plásticos, papel plastificado;

- Cinzas de cigarro e carvão;

- Gorduras animais (como restos de carnes);

- Papel de revista e impressos coloridos, por causa da tinta.


PASSO 4– Espere, mas cuide

Depois que você montou toda a estrutura, é hora de dar tempo ao tempo. A primeira fase é de decomposição, quando a temperatura interna do material que está na composteira pode chegar a 70°C. Isso dura cerca de 15 dias, no caso da compostagem doméstica. Nesse período, o ideal é não mexer. Depois, revolver o material é super importante para fornecer oxigênio ao processo. Essas “mexidas” podem ser feitas de diversas formas: com um “garfo de jardim” ou trocando o material de lugar – para uma outra lata, por exemplo.


Nesse ponto, você pode se perguntar: mas eu gero lixo orgânico todo dia. Posso jogá-lo na composteira diariamente? Melhor não. Você tem algumas alternativas. O ideal é acrescentar matéria orgânica cada vez que for “mexer” na sua composteira, ou seja, a cada 15 dias, mais ou menos. Nesse intervalo, guarde as suas cascas de frutas, verduras e o resto que for reaproveitável em um potinho na geladeira.



O tempo para ter o adubo final varia em função da quantidade de lixo usado e pela forma como a compostagem é feita. É possível chegar ao final do processo em 2 ou 3 meses. O indicativo de que o húmus (adubo) está pronto é quando a temperatura do composto se estabiliza com a temperatura ambiente. Para saber, use os sentidos: a cor é escura, o cheiro é de terra. E , quando o esfregamos nas mãos, elas não ficam sujas.



(Fonte: Escola de Jardinagem do Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Para onde vai o lixo? A incineração é um monstro, é queimar dinheiro.


Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê fechamento dos lixões até agosto, mas somente metade dos municípios brasileiros chegaram a elaborar seus planos de gestão de resíduos
Por Elisa Batalha, na Revista Radis, Número: 139, Abril/2014

É lei desde 2010. A partir de 3 agosto de 2014, não será permitido descartar lixo em vazadouros a céu aberto — os lixões — sob pena de multa. Segundo a Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o material reciclável deve ser coletado separadamente, e o que não tiver aproveitamento deve ser levado a aterros sanitários. Apesar da proximidade do prazo, grande parte dos municípios não elaborou o seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, com soluções ambiental e socialmente adequadas para o problema do lixo. Conforme levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), apenas 9% dos municípios haviam elaborado o plano até 2012, quando venceu o prazo dado pela lei para essa etapa. 

Segundo dados da última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do IBGE, de 2008, o país conta com 2.906 lixões, onde o lixo é depositado sem tratamento, em 2.810 municípios, mais da metade do total de municípios do país. O problema é mais grave em cidades de pequeno porte e na Região Nordeste. “Estimamos que, hoje, 51% dos municípios tenham elaborado o plano, mas acredito que é extremamente difícil, especialmente para os municípios pequenos, cumprir o prazo de fechamento dos lixões”, diz o coordenador nacional da CNM, Valtenir Bruno Goldmeier. Segundo ele, a confederação encaminhou pedido de postergação do prazo de apresentação dos planos para até 2015.



O fechamento dos lixões é uma — a mais urgente — das medidas determinadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (que tramitou por quase 20 anos no Congresso antes de ser sancionada). Ações como realização de coleta seletiva, responsabilização compartilhada de empresas, poder público e consumidores sobre o lixo produzido fazem parte da agenda (Radis 102). Segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplica (Ipea), de 2010, apenas 2,4% de todo o serviço de coleta de resíduos sólidos urbanos no Brasil são realizados de forma seletiva.
A discussão sobre como aperfeiçoar e acelerar a implementação da PNRS, esteve em debate nas etapas municipais e estaduais da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, integralmente dedicada ao tema. “Não é possível que se levem outros 20 anos para resolver o problema do lixo”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na abertura do evento, realizado em Brasília entre 24 e 27 de outubro de 2013. Ao seu lado, o então ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, apontou que o “problema é essencialmente urbano”, observando que, em 2015, seremos 93% de brasileiros vivendo em cidades. “Não existe coleta seletiva na capital do país”, apontou Ronei Alves, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Ele lembrou que com o fechamento de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro (ver matéria na pág. 20), o título de maior lixão a céu aberto da América Latina passou ao lixão da cidade Estrutural, no Distrito Federal, que recebe 8 mil toneladas de resíduos por dia.
A conferência, que reuniu representantes da sociedade civil, do setor empresarial e do setor público, teve como proposta mais votada a que determina que a implementação da política deve “garantir recursos financeiros para que os municípios e Distrito Federal tenham condição para que as cooperativas/associações de catadores de materiais recicláveis executem o trabalho de coleta seletiva, triagem e educação ambiental nas regiões de sua localização, com a devida remuneração pelo poder público, disponibilizando espaços físicos para as suas instalações e ecopontos”. Os debates se deram em quatro eixos: Produção e consumo sustentáveis; Redução dos impactos ambientais; Geração de trabalho, emprego e renda; e Educação ambiental. Foram definidas 60 ações a serem priorizadas na implementação da política, quinze de cada eixo.

Corrida contra o tempo

Os representantes das prefeituras e estados presentes à conferência se mostraram preocupados com o prazo para fechamento dos lixões, considerado curto. “Não podemos ser vistos como gestores irresponsáveis que só querem adiar prazos”, disse o representante da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), Francisco Lopes. “Não é indisposição dos municípios. Todos queremos acabar com os lixões. Até agosto, será realidade em alguns estados e em outros, não”. Segundo ele, a construção e manutenção de aterros sanitários está fora do alcance da maior parte dos municípios. “Mais de 90% não têm orçamento para manter um aterro”, disse Francisco, que defende cobrança de taxa para cobrir os gastos extras dos municípios com a coleta seletiva. “É importantíssimo para garantir a sustentabilidade dos serviços”.

Para Vinicius Fonseca, representante do Rio de Janeiro no movimento dos catadores, os prefeitos tiveram quatro anos para fechar os lixões, desde que a lei foi assinada, em 2010.
“Eles alegam que não houve tempo. O Governo Federal vem alocando recursos. Muitas vezes essa verba é mal utilizada”, considerou.
De acordo com o professor José Cláudio Junqueira, da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade Fumec e da Escola Superior Dom Hélder Câmara, em Minas Gerais, só é viável economicamente manter um aterro sanitário com volume de resíduos gerado por pelo menos cerca de 100 mil habitantes. A reunião de vários municípios em consórcios para a construção e manutenção de aterros já ocorre em alguns estados, como no Paraná, e tem muitas vantagens, defendeu. “É importante agrupar os municípios para que se faça consorciamento. Dois terços dos aterros sanitários construídos nas últimas décadas voltaram a ser lixões por falta de manutenção”, informou.
O representante da Secretaria Nacional de Saneamento Básico do Ministério das Cidades, Sérgio Cotrim, observou que há avanços nos maiores centros urbanos, mas os municípios de menor porte encontram dificuldades. “Existe um problema orçamentário”, considerou. “É necessário resolver a sustentabilidade econômica e as fontes orçamentárias desses municípios”.

“Quem estabeleceu as metas foi o Congresso Nacional”, afirmou, em entrevista à Radis (ver pág. 16), o coordenador geral da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, Geraldo Abreu, diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, as prefeituras precisam agir. “O que o governo avalia é que não é possível, quatro anos depois da promulgação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos, os prefeitos virem a Brasília pedir prorrogação de prazo para fechar os lixões e responderem que nada foi feito, quando perguntamos o que fizeram até o momento”.

Dispor de um aterro sanitário não garante destinação adequada dos resíduos, conforme previsto na política nacional. Para Luiz Firmino Martins Pereira, da Subsecretaria Executiva de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, sem coleta seletiva, toda solução será limitada. “O aterro sanitário coloca o Rio de Janeiro no século 20, não no século 21”, observou. O Rio de Janeiro, por exemplo, deposita a maior parte do seu lixo em um aterro consorciado, no município vizinho de Seropédica. Embora tenha cumprido a meta de fechamento de seu lixão (em Gramacho), com tecnologia adequada, ainda não resolveu a questão da coleta seletiva.
O fim dos lixões e o sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos dependeria, ainda, de uma mudança geral de comportamento. “É preciso que todos estejam engajados na separação do lixo nas casas, estabelecimentos comerciais, órgãos públicos e nas empresas. É difícil atingir essas metas se não houver mudança no comportamento das pessoas”, analisou José Cláudio.
Logística reversa
A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana. Ou seja, quem pôs o produto na rua tem que ajudar a recolher e evitar que ele vá se acumular nos aterros. “A logística reversa é uma materialização da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Significa que, para alguns produtos, a responsabilidade sobre o recolhimento após o consumo é de fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores de maneira compartilhada, e o consumidor também entra nessa divisão de tarefas”, afirma Zilda Veloso, do Departamento de Meio Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente.
Eletroeletrônicos, pilhas e baterias, pneus, lâmpadas fluorescentes e embalagens de óleos lubrificantes são os itens de logística reversa obrigatória e sobre os quais se vêm fazendo acordos setoriais. Resíduos hospitalares e embalagens de agrotóxicos já são regidos por regulamentação específica, que dita procedimentos para sua destinação adequada, para evitar contaminação de pessoas e do ambiente. O setor de óleos lubrificantes foi o primeiro a aderir ao acordo setorial, em dezembro de 2013.
Profissão reconhecida
Os representantes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais recicláveis (MNCR) tiveram protagonismo na conferência, defendendo com veemência seus pontos de vista. Foi vitoriosa, por exemplo, uma das mais discutidas propostas do evento, que tratava de alteração na lei com objetivo de proibir toda e qualquer incineração de resíduos sólidos. “São milhares de pessoas que vão perder o seu sustento se materiais recicláveis forem incinerados. Incineração é um monstro, um equívoco, é queimar dinheiro. Materiais recicláveis e orgânicos têm que ser tratados, não incinerados. Só o que não tiver aproveitamento, os rejeitos, é que devem ter essa destinação. É obsoleto e não é ambientalmente, socialmente e economicamente viável”, apontou Vinicius Fonseca, do MNCR do Rio de Janeiro.

A inclusão social do catador na cadeia de resíduos é considerada um dos aspectos mais avançados e ao mesmo tempo mais complexos da PNRS. O papel atribuído a eles na política é de grande relevância. “O catador é um agente social de transformação que resolve muitos dos problemas que nós criamos”, resumiu a ministra Izabella Teixeira. São aproximadamente 600 mil trabalhadores que têm na coleta de resíduos sua fonte de renda .

Apesar de a profissão de catador já ter sido reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), em 2002, as condições em que esses trabalhadores atuam são precárias, incluindo-se a exploração econômica de que são alvo, por parte de empresários e atravessadores. “O catador tem que ser remunerado pelo trabalho. É injusto remunerar pelo material e não pelo serviço de logística reversa que prestam”, defendeu Pedro Moura Costa, da BV RIO, empresa que trabalha com créditos de logística reversa, ou seja, uma forma de quantificar e dar valor de mercado ao serviço de coletar, recuperar e dar destinação adequada aos resíduos sólidos, incluindo o material reciclável. “É uma forma de comércio de ativos ambientais. Os mais conhecidos ativos ambientais são os créditos de carbono”, explicou.

Ele informou que somente 2% do lixo no país são reciclados e 65% desse lixo são coletados por catadores. Do material reciclável coletado, 95% são latinhas, com maior valor de mercado. “A contribuição da indústria com pontos de coleta voluntária tem sido simbólica. A coleta seletiva fica como um pepino que cai em cima do serviço público”. Para Pedro, existe discrepância de poder de barganha entre catadores e indústria. “É uma negociação desbalanceada”, definiu.

EcoDebate, 07/04/2014

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Desperdício de alimentos causa prejuízos anuais de US$ 750 bilhões, avalia FAO

Caro visitante, o que você faz para combater o desperdício e reciclar o seu lixo?? Não espere pelos políticos, faça o que é possível no momento.
alexandre
 

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) advertiu ontem (11/09/13), em estudo publicado em Roma, Itália, que os desperdícios com alimentos no mundo podem causar cerca de US$ 750 bilhões anuais de prejuízos. Pelo relatório, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçadas por ano provocam estragos no solo e no meio ambiente. O estudo alerta que o mau uso do lixo alimentar gera prejuízos também à qualidade de vida.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, disse que medidas preventivas devem ser adotadas por todos -- agricultores, pescadores, processadores de alimentos, supermercados, os governos locais e nacionais, assim como os consumidores. "Temos que fazer mudanças em todos os elos da cadeia alimentar humana para impedir que ocorra o desperdício de alimentos, em seguida temos de promover a reutilização e reciclagem", disse.

Graziano lembrou que há situações que dificultam o desperdício de alimentos devido às "práticas inadequadas" na produção. Ele ressaltou que a FAO criou um manual que mostra medidas adotadas por governos nacionais e locais, agricultores, empresas e consumidores para resolver o problema.

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, ressaltou que o ideal é buscar o caminho da sustentabilidade, ao qual devem aderir todos os que participam da cadeia alimentar -- do produtor ao consumidor.

Pelo relatório, 54% dos resíduos dos alimentos no mundo ocorrem na fase inicial da produção -- na manipulação, após a colheita e na armazenagem. Os restantes 46% de prejuízos ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo de alimentos. Os produtos que se perdem ao longo do processo variam em cada região.

Na Ásia, o problema são as perdas envolvendo os cereais, em particular, o arroz. O prejuízo com carne é menor, segundo os dados. Porém, os resíduos de frutas contribuem significativamente para o desperdício de água no Continente Asiático, assim como na Europa e na América Latina.

Nos países em desenvolvimento, os maiores prejuízos ocorrem na fase após a colheita. A FAO recomenda que seja feito um esforço coletivo para orientar as colheitas e equilibrar a produção com a demanda. Também faz sugestões sobre a reutilização e recuperação de alimentos.

FONTE

Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
Graça Adjuto - Edição

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Cidade do interior de SP recebe programa de compostagem


20 de Agosto de 2013 • Atualizado às 09h00

Um projeto realizado em Mogi Mirim, interior de São Paulo, vai demonstrar a eficiência da compostagem como solução para o acúmulo de lixo nas cidades. A ação depende de um programa de coleta seletiva familiar, o qual deverá fazer a separação e ainda tratar o lixo orgânico produzido por cerca de 5.300 pessoas do município, transformando-o em adubo.
A ação foi idealizada pela BASF, empresa que firmou parceria com a Prefeitura de Mogi Mirim. A compostagem tem como objetivo principal não só a produção do composto natural, mas também mostrar à sociedade que é possível reaproveitar os materiais orgânicos encontrados no lixo. Esta é a primeira vez que o projeto é realizado no Brasil, embora já tenha passado por cinco países anteriormente.
Para Karina Daruich, gerente de biopolímeros da BASF para a América do Sul, os processos de compostagem na cidade do interior paulista têm bastante importância ambiental. “A empresa contribuiu para a redução da quantidade de resíduos orgânicos destinado a aterros, e, além de aumentar a sua vida útil, também ajuda a diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, na compostagem, os nutrientes foram recuperados e devolvidos ao solo como fertilizante para plantas”, explica Karina.
A empresa e as autoridades públicas também se comprometeram a divulgar o programa na cidade, especialmente nas áreas atendidas pela iniciativa. Em conjunto com a BASF, a Prefeitura de Mogi Mirim vai distribuir informativos e realizar treinamentos, workshops e outras atividades direcionadas aos participantes. “O projeto disponibilizará informações úteis sobre a separação dos resíduos sólidos orgânicos domiciliares, contribuindo, assim, para o processo de compostagem”, revelou Gerson Luiz Rossi Junior, vice-prefeito da cidade.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo