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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Espécies de frutíferas se desenvolvem em vasos, colorindo sacadas e jardins

Algumas espécies se adaptam a locais menores e podem ser cultivadas em sacadas ou jardins reduzidos. Confira os cuidados básicos para tê-las em casa

Quem tem sabe como é bom colher e comer uma fruta do próprio jardim. É prazeroso não apenas pelo sabor, mas pela satisfação de degustar algo cultivado por nós mesmos. E não é preciso ter amplas casas ou propriedades rurais para isso, bastam alguns cuidados e um pouco de disposição. Em varandas de apartamentos ou em jardins reduzidos, enriquecer a área verde com plantas frutíferas é uma possibilidade.

Morango se adapta bem ao cultivo em vasos. Foto: Julio Cesar Giuliani, Arquivo Pessoal 
Em áreas externas, há como alternar as frutíferas com outros tipos de plantas e arbustos sem prejuízo estético. Conforme a arquiteta e paisagista Daniela Sedo, a tendência do paisagismo com frutíferas é aproximar o homem com a natureza: 
– Este tipo de planta atrai passarinhos, o que contribui para o ecossistema, além de ser educativo para as crianças, pois elas percebem o desenvolvimento da árvore até chegar ao ponto do fruto ser consumido – teoriza. 

Alface plantado em cano de PVC é uma solução simples e saudável para ter plantas frutíferas em casa. Foto: Julio Cesar Giuliani, Arquivo Pessoal 
Porém, antes de decidir quais as espécies se pretende ter, é importante responder algumas perguntas com relação ao espaço disponível e à dedicação prevista: Há incidência de sol no local? O ambiente é arejado, mas sem vento excessivo? Aprecio a fruta da espécie que plantarei? Tenho tempo disponível para irrigar? E para podar e adubar? 
Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em horticultura Julio Cesar Giuliani, conhecer em detalhes o local onde as mudas serão plantadas é o primeiro passo para o resultado ideal da equação jardim saudável e dono feliz: 
– Sol é fundamental. Sabendo que se tem mais de quatro horas ou cinco horas diárias de sol já é possível escolher qual o tipo de frutífera que se deseja ter – explica Giuliani. 
Plantas ideais para vasos

De porte pequeno, amoreira também se enquadra muito bem se plantada em vasos. Foto: Julio Cesar Giuliani, Arquivo Pessoal
Além do sol, ter uma frutífera exige cuidados essenciais. Irrigação e drenagem eficiente no vaso, poda (de galhos e raiz), adubação e ventilação são procedimentos vitais para um jardim cheio de vitalidade. Acompanhamento de um agrônomo ou de paisagista também é recomendado. 
Espécies como jabuticabeira, citros em geral (bergamota, laranja, limão e laranjinha kumquat), pitanga, romã, amora, acerola, morango e goiaba medem, em média, de 1,5m a 2m, adaptando-se bem a vasos. Por isso, funcionam em sacadas ou até mesmo em livings. Há plantas de porte especialmente robusto, como o abacateiro e a mangueira, que não se adequam a espaços menores. 

Caramboleira é outra opção de planta frutífera que pode ser cultiva em vasos ou pequenos jardins caseiros. Foto: Julio Cesar Giuliani, Arquivo Pessoal 
– O ideal é montar um jardinzinho com plantas fáceis de cuidar – recomenda Daniela, ao ressaltar que em geral a manutenção das plantas é igual tanto para jardins externos quanto internos. 

Como outras plantas frutíferas, a jabuticabeira atinge cerca de 1,5m, não ultrapassando os 2m de altura. Foto: Julio Cesar Giuliani, Arquivo Pessoal
Mas é claro que monitorar o crescimento de galhos e raízes em um vaso é diferente de um canteiro com espaço ilimitado. Como um animal de estimação, plantar requer atenção. 
Confira abaixo um guia de perguntas e respostas sobre as instruções e os cuidados para cultivar frutíferas em casa ou apartamentos: 
Como escolher o vaso ideal?Os vasos de cerâmica e de cimento são mais porosos e por isso têm uma boa drenagem do excesso de água. Para apartamento, sacada ou terraço, o mais indicado, porém, são os de plásticos que, além de mais leves e por isso mais práticos, exigem menos regas do que os anteriores justamente por serem menos porosos e perderem menos água. 
O que cuidar ao comprar uma muda?Observar se as flores e as raízes estão saudáveis e se não apresentam qualquer tipo de alteração, o que pode indicar presença de pragas. Ao levar uma muda doente para a casa corre-se o risco de espalhar o problema para outros plantas. Segundo Giuliani, comprar mudas de ambulantes é assumir o risco de adquirir uma planta doente e por isso é tão importante conhecer o florista e a floricultura. 
Quais as frutíferas ideias para quem não tem tempo disponível?Pitangueira, jabuticabeira e algumas espécies de citros são mais fáceis de cuidar porque não são tão vigorosas no seu crescimentos, exigindo menos poda e menos poda de raiz. Para quem quer evitar o cuidado inicial de uma muda, também pode optar por comprar uma planta já adulta, que vai exigir apenas a manutenção. 
Quando devo podar minhas plantas frutíferas?Segundo Giuliani, ter uma planta frutífera em casa significa necessariamente trabalhar com poda. Segundo ele, a principal delas é a deformação, que se realiza nos dois três primeiros anos de vida da planta e é quando se consegue definir o tamanho da árvore. Independente do tamanho, ela produzirá frutos da mesma forma, mas é claro que uma planta no jardim sempre vai produzir mais frutos do que uma plantada no vaso explica. 
O que é e como funciona a poda de raiz?Procedimento realizado, em média, de três a cinco anos, dependendo do tamanho da planta e do vaso, de retirar a planta do vaso, cortar as raízes e devolver a muda para o vaso com nova terra e nova adubação. Segundo Giuliani, a planta dá sinais de quando o vaso está pequeno para as raízes e é importante ficar atento nestes sintomas: - A raiz aparece na parte de cima do vaso ou começa a sair pelo buraco do fundo. Além disso, folhas amareladas ou queda e ausência de flor e fruto também indicam que a planta está fraca e com deficiência de nutrientes. São sinais de que a planta está sofrendo. Mas, claro, algumas espécies precisam de mais e outra de menos - exemplifica. 
Quando sei que a planta precisa ser regada?Depende da espécie e de como está o tempo (se o tempo está seco ou se está chovendo demais). Segundo Giuliani, o melhor método, porém, é colocar o dedo no vaso e sentir se a terra está molhada. Se estiver úmida, o vaso estará molhada abaixo e significa que ainda há água suficiente. Caso contrário, é sinal de que é recomendável aguar. 
Insetos são sempre prejudiciais para as minhas plantas?Não. Porém, quanto mais fortes e saudáveis (adubação e irrigação adequadas) estiverem as plantas, menos suscetíveis a pragas elas vão ficar. 
fonte http://wh3.com.br/noticia/86858/especies-de-frutiferas-se-desenvolvem-em-vasos-colorindo-sacadas-e-jardins.html

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

10 dicas de como fazer Húmus de minhocas

Que tal dispor de um rebanho de 30 milhões (ou mais) de animais que trabalham dia e noite, sem feriados, dias santificados, domingos ou férias, fabricando um insumo básico que ajuda na produção de alimentos, ou na instalação de jardins, hortas e plantas ornamentais? É assim que agem as minhocas na produção de húmus que nada mais é do que a transformação do esterco bovino em um produto mais elaborado e livre da maioria das pragas do solo e de sementes de capins.


 Para a obtenção do húmus se faz necessário uma boa matéria-prima, podendo ainda ser usado um composto que inclui esterco bovino, cascas e restos de frutas e verduras triturados. Além de promover a decomposição do esterco, transformando-o em húmus, as minhocas multiplicam-se por três no prazo de 90 dias. Isso permite ampliar o processo de produção e ainda retirar excedentes para pescaria. O húmus pode ser comercializado para floriculturas, empresas de jardinagem, horticultores, viveiros e revendas, e diretamente para pessoas que fazem os próprios cultivos.


O húmus de minhoca nada mais é que seu excremento. A minhoca é a maior produtora biológica de húmus, transformando toda matéria orgânica no mais rico adubo existente. Pesquisas mostram que a aplicação do húmus de minhoca no milho gera um aumento de 18% de rentabilidade econômica para a cultura, e na cultura de batata se obteve um aumento de 17% no primeiro ano. Estudos comprovaram ainda que o trabalho das minhocas no solo e a utilização do húmus aumentam a produção de grãos em 35 a 50% e de folhagem em até 40%, em comparação a outras culturas sem a aplicação do húmus.

Além disso, antecipa e aumenta a florada e a frutificação, equilibra o pH, agrega as partículas do solo proporcionando maior liga, tornando o solo mais resistente à ação dos ventos e das chuvas, desagrega solos argilosos e agrega os arenosos, retém a água diminuindo substancialmente os efeitos da seca e, entre outros fatores, promove elevação do nível de cálcio, fazendo a correção do solo.

 1 – Em uma caixa grande, forre com plástico e faça furos no fundo para não acumular água;
 2 – Coloque uma camada de terra (2 centímetros) no fundo da caixa;
 3 – Adicione restos vegetais picados (cascas de legumes, restos de verduras ou grama verde recém-cortada, por exemplo), formando uma camada de mais 2 centímetros;
 4 – Coloque uma camada de 2 centímetros de esterco seco de boi, de galinha ou coelho (Use sempre luvas de plástico para lidar com o esterco);
5 – Cubra com uma camada de terra de mais 2 centímetros;
 6 – Repita os passos 3, 4 e 5 até encher a caixa;
7 – Regue com um pouco de água, de modo que fique tudo bem úmido, mas não deixe encharcar;
 8 – Coloque duas ou mais minhocas (você pode encontrá-las na terra em locais mais úmidos e frescos do jardim);
9 – Cubra tudo com um pouco de palha seca (restos de grama), para manter a umidade e ficar bem fresquinho;
10 – Mantenha a caixa na sombra, protegida da chuva e coloque mais água, sempre que necessário. O húmus estará pronto quando as diferentes camadas que foram colocadas na caixa não puderem mais ser identificadas.


fonte: http://revistaagronegocios.com/10-dicas-de-como-fazer-humus-de-minhocas/

MINHOCAS OU COMPOSTEIRAS? TEMOS agropanerai@gmail.com

sexta-feira, 7 de julho de 2017

HORTA EM APARTAMENTO como fazer?



Básico de horta em apartamento

  1. Escolha/defina o local onde será feita a sua horta. Prefira locais que tenha acesso a ventilação e luz natural.
  2. Escolha o formato da horta que você irá fazer. Acima você viu várias formas de montar a sua.
  3. Busque ou adquira as ferramentas adequadas para construção e montagem da sua horta. O uso de ferramentas inadequadas pode causar todo um transtorno tanto na montagem quanto para manter a horta posteriormente.
  4. Adquira os materiais orgânicos e mudas para o plantio da sua horta. Busque informações sobre a necessidade de água, iluminação, ventilação e outros cuidados de acordo com a sua planta escolhida.
  5. Faça disso um hobbie, envolva toda a sua família, é legal, importante e muito saudável.
Espero que tenham gostado desse texto, gostamos de saber sua opinião, deixe os seus comentários, suas colocações, suas dicas, conte-nos como você fez em sua casa, escreva-nos suas dúvidas.

domingo, 4 de junho de 2017

COMO PLANTAR PIMENTA. CONSELHOS PRÁTICOS, FÁCEIS E COMPLETOS

fonte; greenme.com.br

  • por Alice Branco
Como plantar pimenta
São 5 as espécies mais cultivadas de pimenta do gênero Capsicum - aquelas que são, na verdade, pimentões mais ou menos ardidos. Existem no entanto mais de 27 espécies mas, nem todas são isentas de risco para nossa alimentação. Muitas também são as variedades híbridas disponíveis. Vamos dar uma olhada para saber quais são os cuidados que devemos ter para cuidar de uma pimenteira.

As 5 espécies mais cultivadas são as seguintes:

1. Capsicum annuum

pimenta japapenha
Foto Pimenta-japapenha
A mais cultivada de todas. Aqui estão os pimentões doces (que não têm capsaicinoides nos frutos e, portanto, não são ardidos), a pimenta-caiena, a jalapenha, a thai, a pimenta banana, a pimenta-chiltepin, a guajillo, a shishito ou pimenta-japonesa, a peperoncino ou peperoncini, a Peter pepper, a pimenta-serrano e a pimenta-mulato, todas variedades criadas desta mesma espécie. Cada qual tem seu índice de ardência.

2. Capsicum baccatum

pimenta dedo de moca
Foto Pimenta dedo-de-moça
Esta espécie possui flores brancas cujas pétalas são amareladas ou esverdeadas. Nesta espécie estão as pimentas dedo-de-moça, cambuci, cumari, pimenta-pitanga e a Lemon drop.

3. Capsicum chinense

pimenta biquinho
Foto Pimenta biquinho em vaso de 5 litros
Os frutos desta espécie têm odor característico e são as pimentas mais picantes, de maior índice de ardência, que se conhecem. Nela se incluem as pimentas murupi, pimenta-de-cheiro, pimenta-de-bode, a biquinho e as pimentas híbridas Habanero, Bhut Jolokia ou Naga Jolokia, Trinidad Scorpion, Scotch bonnet e Fatalii.

4. Capsicum frutescens

capsicum rutescens
Foto pimenta-tabasco
São pimenteiras cujos frutos, as pimentas, crescem erectos e inclui a pimenta-malagueta e a pimenta-tabasco.

5. Capsicum pubescens

capsicum pubescens
Foto rocoto
Nestas pimenteiras as folhas são cobertas de pelos e as sementes são escuras. Esta espécie de pimentas é bastante difícil de se cultivar. Inclui as variedades Rocoto e Manzano.
Também existe uma grande diversidade de híbridos entre as espécies descritas porém, são cultivadas somente para uso local, sem componente comercial em sua produção assim como, algumas pimentas que estão relacionadas com fatores e usos culturais, por serem de existência endêmica.

Do que a pimenteira gosta?

Temperatura

Pimenteiras são espécies tropicais e subtropicais, originárias do continente americano e, portanto, disponíveis em uma faixa de temperatura bastante ampla - entre os 16ºC e os 34ºC podem ser cultivadas. Mas, com certeza, as pimenteiras vão se dar melhor na faixa mediana dos 26ºC, sem variações abruptas.
Pimenteiras não suportam geadas nem mudanças bruscas de temperatura.

Umidade

Algumas variedades precisam de um clima úmido constante - este é o caso da pimenta Habanero e da Scotch bonnet e outras gostam de um clima mais seco, como a Jalapenha e a Caiena.

Luminosidade

Toda pimenteira gosta de alta luminosidade e, de preferência, com sol direto tantas horas quantas tenha de direito. Afinal, pimenteiras são plantas do nosso continente, o mais iluminado de todos.

Solo

Pimenteira não suporta solo pesado então, cuide de que seu vaso esteja bem drenado, com uma mistura de solo fértil, rico em matéria orgânica e leve, bem estruturado (areia e lascas de madeira são uma boa opção). O pH do solo pode até ser um pouco ácido já que as pimenteiras se dão bem entre os 5 e os 8 graus (Capsicum annuum - pH entre 6 e 7,5 - e as Capsicum chinense - pH entre 5 e 6

Rega

Pimenteira precisa ser regada com frequência de forma a que a terra do vaso se mantenha úmida (sem encharcar pois esse fator matará sua planta).
germinação das pimenteiras
Foto Germinação das pimenteiras

Semear

Escolha as sementes de pimenteira que vai querer plantar e, mãos à obra:
1. semeie direto no lugar definitivo, na superfície do solo e recobrindo, levemente, as sementes, com terra solta
2. ou semeie em copinhos, ou na bandeja de germinação, que ficará mais fácil para você cuidar das suas mudinhas
3. mantenha o solo permanentemente úmido (controle a evaporação cobrindo as sementes com filme plástico, por exemplo)
4. a germinação ocorre em até 15 dias da semeadura e o transplante,para o local definitivo, deverá ser feito quando as mudinhas atingirem os 10 cm de altura.
5. cada pimenteira precisará de espaço lateral para se espalhar - deixe de 20 a 60 cm entre cada muda, dependendo da variedade que for semear e, entre linhas, de 60 a 120 cm (para quem vai fazer um cultivo maior do que os vasos da varanda, claro)
pimenta biquinho 2
Foto Pimenta biquinho

Tratos culturais

Assim chamamos aos cuidados rotineiros que devemos ter com as plantas que queremos cultivar:
1. retire as outras ervas do vaso da sua pimenta para que não haja comprometimento nutricional
2. algumas pimenteiras podem tombar com os frutos então, ponha tutores, como nos tomateiros
3. ao colher pimentas tenham cuidado com olhos, nariz e boca pois, sua ardência ficará nas mãos (use luvas, é o melhor conselho que lhe posso dar)

Colheita

Você poderá colher suas pimentas entre 80 a 150 dias após a germinação. A pimenteira é uma planta perene de vida curta que, em boas condições, poderá produzir por alguns anos. Nos cultivos comerciais esta planta é tratada como anual, por razões econômicas.
diversidade de pimentas
Foto Diversidade de pimentas que se podem cultivar em casa
Veja o vídeo abaixo:

E depois da colheita?

Bem, aí começa outra parte da história das pimentas vermelhas do gênero Capsicum. Cada espécie é usada de uma maneira diferente, relacionada com os conhecimentos ancestrais dos povos de onde é originária. Algumas pimentas se secam, outras são moídas até virarem pó, muitas vão para as conservas e algumas até para as geleias, como é o caso da Pimenta Biquinho, suave, doce e saborosa.
conserva de pimenta biquinho
Foto Conserva de Pimenta Biquinho
Todas as pimenteiras são esteticamente bonitas, não tenho dúvidas porém, eu adoro a Biquinho, em todos os sentidos e, principalmente, sua geleia doce, que vai bem em muitas receitas até como tempero. Algumas boas receitas para o uso da pimenta biquinho você pode ver aqui assim como outras informações técnicas específicas sobre as pimentas artesanais.
Uma curiosidade não menos importante é que, para nós brasileiros a pimenteira é uma planta de proteção, contra o mal olhado, claro! E, porque isso é importante? Porque nossa cultura ancestral, oriunda de portugueses, negros e indígenas, acredita que as plantas podem barrar as energias maléficas que nos são direcionadas - ou seja, esta crença faz parte da nossa verdade de ser.

terça-feira, 28 de março de 2017

7 dicas para deixar sua horta mais produtiva




Plantar uma horta é uma tarefa recompensadora, mas que exige muita precaução para evitar o fracasso e o desperdício. O Projeto Interagir, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, preparou uma lista com cuidados que vão desde o trato das sementes ao uso do adubo correto. Veja abaixo:
1. Use sementeiras
Toda horta começa com uma sementeira, que são bandejas de isopor e plástico ou simplesmente copinhos descartáveis onde você vai produzir suas mudas. A terra , chamada de substrato, é diferente da terra das hortas e pode ser encontrada em lojas agrícolas. No substrato úmido devem ser plantadas, no mínimo, três sementes para garantir que pelo menos uma vingue.
2. Bom solo é fundamental
O local da implantação da horta deve ser plano, com disponibilidade de água e bem iluminado, o ideal é que fique exposto ao sol de quatro a cinco horas durante o dia. Para que a terra fique fofa, ela precisa ser revirada a cerca de 15 com de profundidade e precisa estar livre de pedras, mato e qualquer tipo de lixo.

Foto:©nixoncreative/iStock
3. Use brita e bidin
É aconselhado colocar uma camada de bidin (material que pode ser comprado em lojas agrícolas) sobre um pouco de brita no fundo do canteiro para melhorar a drenagem da água. Tomando essas preocupações, evita-se o endurecimento e o desmanche da terra.
4. Canteiros são práticos
Plantar as hortaliças em canteiros, ao invés de longas fileiras, é a maneira mais prática de cultivar sua horta. Os canteiros devem ser elevados entre 10 e 15 cm do chão e estar a, no mínimo, 40 cm de distância um do outro.
5. Plante na vertical
Se existe a possibilidade de plantar na vertical, não perca tempo.  Você pode apoiar frutas, legumes e vegetais como tomate, feijão, ervilhas, abóbora, melão em treliças, cercas e estacas. As plantas que crescem na vertical recebem mais circulação de ar ao redor das folhas, diminuindo assim a possibilidade de doenças provocadas por fungos.
6. Intercale culturas
Intercalar cultivos só traz vantagens ao jardineiro, uma vez que ele consegue colher variadas culturas em um mesmo canteiro. É preciso pesquisar, entretanto, quais plantios são compatíveis. Por exemplo, a colheita de alface pode ser seguida pela de rúcula, a de manjericão pode ser seguida por cebola e assim por diante.

Foto:©iStock/Zocchi2
7.  Use adubo orgânico
Para adubação de canteiros, os adubos químicos por serem prejudiciais à saúde e a natureza, portanto devem ser evitados. Recomenda-se o uso apenas de adubos orgânicos como húmus de minhoca, esterco curtido e terra vegetal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Aprenda como plantar e cuidar de uma horta de temperos no jardim, em apartamento ou na casa de praia







Ter temperos fresquinhos sempre à mão faz toda a diferença na hora de cozinhar. Para isso, nada melhor do que ter uma horta em casa. Mesmo quem mora em apartamento pode aproveitar esta facilidade. Também vale construir uma horta no jardim da casa da praia. Os temperos mais comuns para serem plantados são alecrim, manjerona, manjericão, salsinha, cebolinha e sálvia.

Como plantar e regarAs mudas podem ser plantadas em qualquer época do ano, enquanto as sementes têm um período mais propício de vingarem, conforme cada espécie. O ideal é não fazer nenhum tipo de plantio ou rega no horário de sol muito forte, perto do meio-dia. A água fria em contato com a terra aquecida por causa do calor provoca uma diferença de temperatura que não é saudável. Já no inverno, durante dias frios e nublados é possível aguar as plantas no horário de almoço.
Para plantar, o melhor período do dia durante o verão é no final da tarde, quando os raios solares não estão tão fortes. "Nos primeiros dias a muda necessita de mais água", lembra Mônica Meyer, proprietária da Garten Meyer. Para saber a quantidade certa de água que a planta precisa é necessário tocar na terra. Com o dedo indicador mesmo, no melhor estilo "fura-bolo", porém com sutileza.  Em geral, um copo d´água é o suficiente. Se a terra estiver seca, é sinal de que é necessário colocar mais água. Se ainda estiver úmida pode esperar mais algumas horas. Mesmo em vasos, o ideal é que a planta seja regada direto na terra, como ensinam a paisagista Alessandra Bottari da Nacional Jardinagem e a proprietária da Garten Meyer. 
É importante também observar a qualidade da terra. Alessandra recomenda fazer a adubação duas vezes ao ano. Há produtos químicos (NTKS) e adubos orgânicos (húmus de minhoca, esterco de galinha). A paisagista indica a segunda opção. Mônica concorda em não usar os químicos,"porque o tempero será usado na alimentação". Ela destaca ainda outra forma bastante segura de ter uma terra de qualidade para o plantio: providenciar pacotes de terra pronta para uso.
Ao escolher o espaço que será destinado a mini-horta deve ser observada a incidência do sol. Plantas não sobrevivem sem os raios solares, porém se forem muito fortes ou por muito tempo elas podem ser queimadas. Segundo Mônica, o ideal é que sejam até quatro horas diárias de exposição ao sol. "Qualquer tipo de planta, inclusive hortaliças e temperos sempre precisam  ter exposição ao sol, principalmente o sol da manhã que é o ideal", explica a Alessandra. A paisagista afirma que até meio-dia ou uma da tarde ainda é válido. Se for impossível garantir as horas matinais, o sol de final de tarde pode ser uma alternativa.
Horta na casa de praiaA principal diferença de preparar uma horta na praia, além de garantir o sol pelo tempo adequado, é verificar as correntes de vento. "Vento demais prejudica, ele resseca a planta e queima as folhas", salienta a paisagista. Ela explica que se o solo for rico em nutrientes e adequado para o plantio, a areia que vem mesmo com o vento fraco não vai atrapalhar. Mas se houver muita areia junto da terra a muda será prejudicada: "Daí a planta não dura, tem que ser um lugar mais protegido, atrás de um muro por exemplo", indica Mônica. A profissional também sugere fazer a rega duas vezes ao dia se o local recebe muito vento.
Horta em apartamentoQuem deseja ter uma mini-horta em um apartamento vai precisar de vasos e floreiras. É preciso definir um local que pegue sol para acomodá-los. "Qualquer tipo de planta, inclusive hortaliças e temperos precisam ter exposição ao sol, principalmente o sol da manhã que é o ideal", explica a paisagista Alessandra Bottari, da Nacional Jardinagem. Portanto, o local escolhido deve ter ao menos quatro horas de exposição solar, preferencialmente durante a manhã.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Como ter alfaces e outras hortaliças folhosas em mini espaços

Como não tem outro jeito de saber, o Ronaldo, chefe do viveiro, colocou as mãos na massa e resolveu fazer um teste para chegar a uma conclusão definitiva…afinal é com tentativa e erro que obtemos sucesso!
O que foi feito?
Primeiramente, foram colocadas sementes de as alface para germinar nas células das sementeiras (veja como montar uma sementeira aqui), assim como a chicória, as alfaces precisam passar por esta etapa, para que a germinação seja mais garantida.
Depois que as pequenas mudas de alface estavam com aproximadamente 15 dias, foi feito o transplante para pequenos vasos, em vaso foi colocado apenas substrato e no outro substrato + adubo (bokashi). Lembrando que todo vaso, mesmo os pequeninos, devem ter a drenagem e, neste caso, a drenagem deve ser baixa, senão usaremos muito espaço do vaso e não haverá espaço para a raiz crescer. Portanto, coloque um pouco de pedra brita ou argila expandida no fundo do vaso e cubra com manta de drenagem, depois coloque a terra. Se você usar a areia, a drenagem ficará mais alta.
Cada vasinho continha apenas 11 cm de profundidade e 9 cm de boca, costumados dizer que um vaso ideal tem no mínimo 15-20 cm de profundidade, ou seja, estes vaso são considerados bem pequenos.
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Depois disto, deixamos as mudas crescerem sob sol pleno e olhem a diferença no desenvolvimento delas após 27 dias do transplante e 42 da semeadura:
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
A alface que cresceu em solo não adubado não se desenvolveu direito, porém a outra, sim. Vejam também que o adubo propiciou o desenvolvimento de alguns matos espontâneos, um bom sinal!
Depois de 27 dias o Ronaldo adubou ambos os vasos e deixou novamente as mudas se desenvolverem sob o sol, a única manutenção neste período foram as regas. Elas cresceram por mais alguns dias, porém a adubação tardia não foi suficiente para melhorar o crescimento da alface primeiramente sem adubo, vejam:
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Com isto, a alface adubada desde o início já se encontra em ponto de colheita e consumo, porém a outra não se desenvolveu o suficiente (e não irá muito além). Alfaces demoram, em ambiente propício, 60-80 dias, desde a semeadura, para atingirem o ponto de colheita.
A que conclusão chegamos?
É possível cultivarmos hortaliças folhosas (não de raiz, como beterraba e cenoura) em pequenos vasos, porém só é possível se o substrato estiver adubado durante o plantio. Esta limitação no crescimento acontece porque a parte aérea da planta (as folhas) crescem proporcionalmente ao crescimento da raiz, e, se esse crescimento é limitado pelo pequeno espaço, a planta terá maior dificuldade de realizar seu ciclo de desenvolvimento. Portanto, uma planta crescida em pequenos/mini espaços terá um porte bem menor que as crescidas em recipiente maior ou direto no canteiro, não espere que a alface atinja um tamanho semelhante ao encontrado normalmente, senão você perderá o ponto de colheita e as folhas ficarão amargas.
Resumindo, quais os cuidados para manter hortaliças em mini espaços:
- A adubação inicial é essencial, assim como a adubação a cada 15-20 dias, podendo utilizar o bokashi.
- A rega tem que ser rígida, a hortaliça não pode sofrer por falta ou excesso de água.
- Sol direto em abundância é essencial, no mínimo 5 horas.
Certo pessoal!?
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Biocompostagem Doméstica com Minhocas, transforme lixo em humus!



EcoMinhocas é a empresa de Paulo Diogo.  Pedimos ao Paulo Diogo se nos podia ceder alguma informação para colocarmos aqui no site do Terra Solta, de modo a podermos também contribuir para o conhecimento da Bio-Compostagem com minhocas, um método afinal tão simples, mas que suscita algumas duvidas na sua utilização doméstica como os cheiros, higiene, localização. O texto do Paulo Diogo esclarece-nos sobre essas duvidas.
Colocamos excertos do documento que o Paulo costuma ceder nos seus workshops.
"Através da criação da "Minhoca Vermelha Californiana" em modo intensivo,  fornece soluções para instalação de unidades de produção de "Humus de Minhoca" em explorações agricolas que pretendam substituir os adubos químicos por adubo orgânico, ou melhorar a qualidade do adubo orgânico utilizado, pois o "Humus de Minhoca" é o mais rico fertilizante natural existente, 100% biológico e totalmente higiénico." - Paulo Diogo
Porquê as Minhocas ?
As minhocas alimentam-se de matéria orgânica pútrida, são por isso saprófogas, nunca ingerindo matéria viva (algumas pessoas confundem-nas com lagartas e por isso têm medo que elas comam as raízes das plantas). Ingerem por dia o equivalente ao seu peso, em material húmido, previamente “cozinhado” por bactérias e fungos, tão importantes como as minhocas neste processo, sorvem a matéria pois não possuem dentes (não mordem). Dejectam sessenta por cento do que ingerem, sob a forma de minúsculos grãos negros, o Húmus!
Apesar do ar frágil e indefeso das minhocas, estas segregam através da pele, elementos químicos altamente complexos, que permitem eliminar patogénicos e higienizam o ambiente em que se encontram, eliminando por exemplo o odor.
De notar que da pele das minhocas são extraídos compostos conhecidos na medicina e na farmacologia pela sua grande capacidade de cicatrização e regeneração dos tecidos, bem como no tratamento de bronquite, asma e hipertensão. Até hoje, os cientistas, não descobriram nenhuma doença de que as minhocas possam sofrer.
Na “Biocompostagem Doméstica com Minhocas” assistimos a uma solução ambientalmente correcta em vários aspectos:
  • Os resíduos são reciclados junto ao local onde são produzidos, não criando assim mais custos no seu transporte e sobrecarga nos aterros.
  • Por outro lado, criamos uma forte valorização desses resíduos, tornando-os em produtos biológicos de alto interesse na revitalização dos solos, na fertilização biológica das plantas e protecção integrada de todo o ecossistema.
  • Todo este processo funciona em aerobiose (presença de oxigénio) não contribuindo para emissões de metano, como acontece em processos industriais de compostagem anaeróbica.
  • Tem ainda uma função fortemente reeducadora e responsabilizadora no ser humano, sobre os processos de reciclagem da matéria orgânica na Natureza, dando especial importância ao princípio do retorno (nos processos da Natureza não há lixo nem desperdício).

Biocompostagem de jardim com minhocas

Pode ser realizada em diversas caixas e contentores de diversos materiais e ainda em compostores de jardim em plástico.
Em termos práticos e para um jardim e ou horta, o melhor funcionamento consegue-se com caixas em madeira, podendo-se usar estrados de madeira tratada 1x1m à venda nas lojas de jardinagem e bricolage, estes têm espaços entre as ripas que permitem a respiração.
 É importante que a sua localização permita um fácil acesso, tanto na proveniência dos resíduos, como na utilização do produto final. A distância é um inimigo fata que com o tempo desencoraja a sua regular utilização.
Também muito importante é a disponibilidade de água, esta não tem de ser potável, mas desde que os animais domésticos a bebam, é boa. Nunca serão necessárias quantidades significativas, desde que se adoptem as protecções necessárias tendo em conta o clima da época, no entanto vai ser necessário certamente manter a cama húmida nos meses mais secos. Deve-se dar preferência a um local sombreado no verão e com sol no inverno. O sistema comprovadamente mais prático e que garante uma utilização continua, é constituído por dois biocompostores contíguos, em que as minhocas circulam livremente entre eles pelos intervalos da madeira.

Biocompostagem de interior com minhocas

Para mais Informações :
Ecominhocas - Minhocoeste - Bombarral ecominhocas@gmail.com 

O nosso obrigado ao Paulo , e é esperar que este texto se propague na Internet e contribua de alguma forma para mudar a consciência ecológica da sociedade.