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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Como ter alfaces e outras hortaliças folhosas em mini espaços

Como não tem outro jeito de saber, o Ronaldo, chefe do viveiro, colocou as mãos na massa e resolveu fazer um teste para chegar a uma conclusão definitiva…afinal é com tentativa e erro que obtemos sucesso!
O que foi feito?
Primeiramente, foram colocadas sementes de as alface para germinar nas células das sementeiras (veja como montar uma sementeira aqui), assim como a chicória, as alfaces precisam passar por esta etapa, para que a germinação seja mais garantida.
Depois que as pequenas mudas de alface estavam com aproximadamente 15 dias, foi feito o transplante para pequenos vasos, em vaso foi colocado apenas substrato e no outro substrato + adubo (bokashi). Lembrando que todo vaso, mesmo os pequeninos, devem ter a drenagem e, neste caso, a drenagem deve ser baixa, senão usaremos muito espaço do vaso e não haverá espaço para a raiz crescer. Portanto, coloque um pouco de pedra brita ou argila expandida no fundo do vaso e cubra com manta de drenagem, depois coloque a terra. Se você usar a areia, a drenagem ficará mais alta.
Cada vasinho continha apenas 11 cm de profundidade e 9 cm de boca, costumados dizer que um vaso ideal tem no mínimo 15-20 cm de profundidade, ou seja, estes vaso são considerados bem pequenos.
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Depois disto, deixamos as mudas crescerem sob sol pleno e olhem a diferença no desenvolvimento delas após 27 dias do transplante e 42 da semeadura:
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
A alface que cresceu em solo não adubado não se desenvolveu direito, porém a outra, sim. Vejam também que o adubo propiciou o desenvolvimento de alguns matos espontâneos, um bom sinal!
Depois de 27 dias o Ronaldo adubou ambos os vasos e deixou novamente as mudas se desenvolverem sob o sol, a única manutenção neste período foram as regas. Elas cresceram por mais alguns dias, porém a adubação tardia não foi suficiente para melhorar o crescimento da alface primeiramente sem adubo, vejam:
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Com isto, a alface adubada desde o início já se encontra em ponto de colheita e consumo, porém a outra não se desenvolveu o suficiente (e não irá muito além). Alfaces demoram, em ambiente propício, 60-80 dias, desde a semeadura, para atingirem o ponto de colheita.
A que conclusão chegamos?
É possível cultivarmos hortaliças folhosas (não de raiz, como beterraba e cenoura) em pequenos vasos, porém só é possível se o substrato estiver adubado durante o plantio. Esta limitação no crescimento acontece porque a parte aérea da planta (as folhas) crescem proporcionalmente ao crescimento da raiz, e, se esse crescimento é limitado pelo pequeno espaço, a planta terá maior dificuldade de realizar seu ciclo de desenvolvimento. Portanto, uma planta crescida em pequenos/mini espaços terá um porte bem menor que as crescidas em recipiente maior ou direto no canteiro, não espere que a alface atinja um tamanho semelhante ao encontrado normalmente, senão você perderá o ponto de colheita e as folhas ficarão amargas.
Resumindo, quais os cuidados para manter hortaliças em mini espaços:
- A adubação inicial é essencial, assim como a adubação a cada 15-20 dias, podendo utilizar o bokashi.
- A rega tem que ser rígida, a hortaliça não pode sofrer por falta ou excesso de água.
- Sol direto em abundância é essencial, no mínimo 5 horas.
Certo pessoal!?
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo

sábado, 21 de setembro de 2019

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES AO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS DO LAR



ISSN 1678-0701
Número 58, Ano XV.
Dezembro-2016/Fevereiro-2017.
Números   

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 Artigos
No. 58 - 27/11/2016
COMPOSTAGEM DOMÉSTICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES AO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS DO LAR  
Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2551 
 
COMPOSTAGEM DOMÉSTICA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES AO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS ORGÂNICOS DO LAR

Autores: Cíntia Cleub Neves Batista ¹
Graduada em Zootecnia – CCA/UFPB
Tel: 83 99655-0260
Erick Jonh Batista Moura ²
Engenheiro Agrônomo
83 99930-4399
eng.erickmoura@gmail.com
Gabrielle Diniz dos Santos ³
Bacharel em Ecologia – CCAE/UFPB
83 987256987
Prof. Dr. Gil Furtado⁴
Dr. Psicobiologia
Esp. Psicopedagogo
Eng. Agrônomo - CREA - 6867 - D
Cel: (83)-988862694 (OI) / (84)-999199477 (TIM)
Lázaro Fialho da Cruz Ribeiro
Graduado em Ciências Biológicas CCEN/UFPB
(83) 99654-8905
Roseann Mary Hageraats
Bacharel em Ciências Biológicas e estudos dos meio ambiente – Université d’Ottawa
83 99647-6324
hageraats.rosie@gmail.com
RESUMO

A alta taxa de produção alimentar mundial, devido ao aumento populacional, tem levado a outro problema, o grande desperdício de alimentos, e consequentemente o aumento de resíduos. Atualmente os resíduos sólidos tem sido alvo de preocupação devido à alta taxa de lixo depositado de forma livre no meio ambiente ou em aterros. Uma das formas de mitigação dessa problemática vem sendo utilizada, que é a compostagem, na qual reduz o lançamento de resíduos em aterros e produz composto que pode ser utilizado na agricultura em grande ou pequena escala, reduz a geração de gases tóxicos, entre outros benefícios. Essa técnica não recebe incentivos públicos diretos por não apresentar retorno financeiro imediato, o que acaba se tornando um desafio para a sociedade.

Palavras-chave: Compostagem; Resíduos Sólidos; Resíduos Orgânicos.

ABSTRACT

The high rate of world food production, due to population growth, has led to another problem, the huge waste of food, and consequently the increase of waste. Currently the solid waste has been causing concern due to the high rate of waste deposited freely in the environment or in landfills. One way of mitigating this problem has been used, that is the composting, which reduces the release of waste in landfills and produces compound that can be used in agriculture for large or small scale, reduces the generation of toxic gases, among other benefits. This technique does not receive direct public incentives for not providing immediate financial return, which eventually becomes a challenge to society.

Keywords: Composting; Solid Waste; Organic Waste.

1.    INTRODUÇÃO
A alimentação é uma necessidade básica comum a todos os seres vivos, mas avaliando sobre a perspectiva social é possível destacar ao longo da história evolutiva a crescente preocupação do homem em relação a sua alimentação, apontando medidas crescentes quanto a aspectos de conservação, disponibilidade, qualidade, quantidades etc. Quanto a esses aspectos é possível afirmar que a dinâmica homem versus alimentação é “resultado e representação de processos culturais que preveem a domesticação, a transformação, a reinterpretação da natureza”, como afirma Montanari (2008), passando à questões culturais e ideológicas dos povos.
No que diz respeito a produção de alimentos, segundo dados do relatório lançado pela FoodandAgricultureOrganization – FAO (2013), ocorreu nas últimas cinco décadas uma triplicação da produção de alimentos no mundo, o fornecimento per capita aumentou de 2.200 kcal/dia na década de 60, para mais de 2.800 kcal/dia em 2009. Em contrassenso, o relatório afirma que todos os anos são desperdiçadas 1,3 bilhões de toneladas de alimentos no mundo. Somente para o Brasil são cerca de 26,3 milhões de toneladas de alimentos que tem como destino o lixo.  
Estudos que determinam quais o principais fatores e setores onde ocorre o fenômeno do desperdício a pontam que ele se faz presente em toda a cadeia produtiva. Em seus trabalhos Marques e Caixeta-Filho (2001), verificam que o desperdício atinge os seguintes valores: 10% no campo, 50% no manuseio e transporte, 30% na comercialização e abastecimento, e 10% no varejo (supermercados) e consumidor final. Com relação aos consumidores finais, esse desperdício é taxado como resíduos alimentares e direcionados a aterros e lixões.
O lixo orgânico é uma problemática nos aterros sanitários e lixões eles chegam a representar “50% de todos os resíduos desses espaços” Viana (2007). Ele pode provocar vários problemas nesses espaços, tais como “focos de criação de animais vetores de doenças como o rato, mosquito, barata etc. e de contaminação de corpos d’água, pelo chorume” (JARDIM, 1995).
Uma das alternativas viáveis a mitigação da problemática do direcionamento de lixo orgânico para os aterros sanitários e lixões é a compostagem doméstica. A compostagem é uma técnica que faz uso de processos biológico, por meio da ação de microrganismos decompositores, que degradam o lixo orgânico em um composto rico em nutrientes que pode ser utilizado para diversos fins, mas principalmente, servir de adubo para o solo, Morada da Floresta (2004).
Esse trabalho foi elaborado visando estimular a produção da compostagem doméstica, apontando suas principais vantagens em termos ambientais, sociais e econômicos, assim como também as possíveis dificuldades de sua implantação e formas adequadas de manejo.

2. COMPOSTAGEM COMO OPÇÃO VIÁVEL PARA AMENIZAR A PROBLEMÁTICA DO LIXO
Diante das constantes discussões sobre mudanças climáticas e os diversos problemas causados ao meio ambiente pelos seres humanos, outro fator preocupante é a intensa geração de resíduos sólidos e sua destinação final (COSTA E CARDOSO, 2011).
Os resíduos sólidos são focos de intensas discussões sobre qualidade ambiental, pois apresentam um grande desafio, em função da sua grande demanda de espaço físico e o grande risco de contaminação do solo, de aguas subterrâneas e superficiais, tornando necessário a adoção de práticas que amenizem esses impactos (GABBIATTI, 2006).
O aterro sanitário é uma boa opção para mitigação dos impactos causados pelo lixo, porém, ainda não resolve a problemático dos resíduos orgânicos, que correspondem a cerca de 60% do total de lixo urbano, os quais podem ser transformados em matéria prima rica em excelente fonte de nutrientes para as plantas (OLIVEIRA et al, 2005).
A compostagem é um processo de transformação de diversos resíduos orgânicos em adubo, que ao ser adicionado ao solo, melhora suas características físicas, físico químicas e biológicas (OLIVEIRA ET AL, 2005). Por ser um processo aeróbio gera baixas quantidades de gás metano, quando comparado a outras formas de tratamento e deposição desses resíduos (AMLINGER et al., 2008).
Considerando o fato de que muitas vezes os resíduos domésticos são descartados de maneira errônea, sem a devida preocupação com o ambiente, a utilização da compostagem surge como uma possibilidade de mitigar os impactos causados pelo lixo, com um intenso trabalho de conscientização e educação ambiental, é possível e viável essa mudança de pensamentos e de hábitos da população.
Além disso, a compostagem pode trazer benefícios tanto ambientais como financeiros, seja para órgão público ou para a população que utilizar o método, alguns órgãos e escolas públicas já utilizam a prática da compostagem, a EMPASA (Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas) de João Pessoa – PB é um dos exemplos que deu certo, pois, ao fazer o levantamento do grande número de resíduos descartados na feira agrícola que ocorre diariamente na empresa, o setor de gestão ambiental implantou o projeto da compostagem, e atualmente já consegue produzir uma grande quantidade de composto orgânico, o qual é peneirado, ensacado e vendido para a população da região.
Outra alternativa viável para redução do descarte do lixo orgânico é a utilização da composteira doméstica, que pode ser utilizada tanto em apartamentos quanto em casas, utilizando recipientes que se enquadrem no espaço disponível.
Em ambientes com pouco espaço como é o caso dos apartamentos, podem ser utilizados garrafas pet ou potes de sorvete.
A confecção de uma composteira segue alguns princípios básicos, sendo a matéria prima utilizada composta basicamente por areia, terra e restos de alimentos (cascas de frutas e verduras, borra de café, folhas secas, folhas de hortaliças, cinzas, etc).
Um exemplo prático para ser feito tanto em residências como em trabalhos de educação ambiental é a composteira de garrafa pet, onde são utilizadas duas garrafas pet, a primeira, que será utilizada para composteira e a segunda como base e também para coleta do chorume, em seguida é feito um corte no fundo de umas garrafas e na outra corta – se a parte superior, encaixando a primeira garrafa com gargalo para baixo, uma tampa com furos feitos previamente e o fundo aberto para cima. Como sugestão para reduzir o odor do chorume, pode –se utilizar areia no fundo da garrafa de base. Para a montagem da composteira propriamente dita, são feitas camadas intercaladas de resíduos orgânicos e areia, para a filtragem adequada do chorume é recomendado que seja colocado pequenas pedrinhas no fundo da primeira garrafa, seguido da deposição das camadas. Caso surja algum odor, pode – ser adicionar na parte superior da composteira borra de café. Para cobrir a composteira pode – se utilizar meia fina de nylon (AZAMBUJA, 2013)
Com isso, a utilização da compostagem torna-se uma opção economicamente viável e ambientalmente correta, pois o resultado desse processo é um composto orgânico altamente nutritivo, que pode ser utilizado tanto nas plantas da própria residências, como também por agricultores da região, além disso, proporciona a redução do volume de rejeitos enviados aos aterros, como também pode contribuir para redução da emissão de gases do efeito estufa e gerar benefícios financeiros para os que utilizam a prática a longo prazo. 

3.     MÉTODO DA COMPOSTEIRA DOMÉSTICA
Sendo um processo biológico de tratamento de resíduos, a compostagem obedece a princípios básicos que já foram vistos anteriormente. Porém, as tecnologias de implantação do processo admitem alternativas que podem variar de sistemas simples e manuais, até sistemas complexos, altamente tecnificados, onde todos os parâmetros do processo são monitorados e controlados com precisão. O interessante da compostagem é que um bom composto pode ser obtido tanto por tecnologias simples como por tecnologias complexas, desde que os resíduos sejam adequados e o processo biológico ocorra em boas condições.

No caso da compostagem doméstica, geralmente, utiliza-se composteiras domésticas que é um sistema fechado, onde os resíduos são colocados dentro de depósitos acoplados, que permitem o controle de todos os parâmetros do processo de compostagem.
A montagem da composteria deve ser feita preferencialmente com restos de vegetais, solo e anelídeos que contribuem para a aceleração do processo de compostagem, porém isso não é imprescindível para que ocorra este processo.
O processo de compostagem acontece em fases, sendo elas muito distintas umas das outras. Suas principais características são:Fase mesofílica:nessa fase, fungos e bactérias mesófilas (ativas a temperaturas próximas da temperatura ambiente), que começam a se proliferar assim que a matéria orgânica é aglomerada na composteira, são de extrema importância para decomposição do lixo orgânico. Eles vão metabolizar principalmente os nutrientes mais facilmente encontrados, ou seja, as moléculas mais simples. As temperaturas são moderadas nesta fase (cerca de 40°C) e ele tem duração de aproximadamente de 15 dias.Fase termofílica: é a fase mais longa e pode se estender por até dois meses, dependendo das características do material que está sendo compostado. Nessa fase, entram em cena os fungos e bactérias denominados de termofilicos ou termófilos, que são capazes de sobreviver a temperaturas entre 65°C e 70°C, à influência da maior disponibilidade de oxigênio - promovida pelo revolvimento da pilha inicial. A degradação das moléculas mais complexas e a alta temperatura ajudam na eliminação de agentes patógenos.Fase da maturação: a última fase do processo de compostagem, e que pode durar até dois meses. Nessa fase há a diminuição da atividade microbiana, juntamente com as quedas de gradativas de temperatura (até se aproximar da temperatura ambiente) e acidez, antes observada no composto. É um período de estabilização que produz um composto maturado.
O produto gerado a partir desse processo de degradação recebe o nome de composto orgânico, que é um material estável, rico em nutrientes minerais, que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas, devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

4.    BENEFÍCIOS DA COMPOSTAGEM
A compostagem pode trazer benefícios não só ambientais, mais também vantagens sociais e econômicas pelas comunidades que aplicam a técnica. Em primeiro lugar, o simples fato de desviar a grande quantidade de lixo orgânico que normalmente é destinado aos aterros, já impõe uma grande economia nos custos de transporte dos resíduos, assim como uma redução dos poluentes nocivos gerados pelos lixões de matéria não separada. Nas residências, a compostagem pode reduzir de 50% o volume total de lixo produzido, e para empresas é possível uma redução maior dependendo das atividades praticadas (Gabbiati et al., 2006). Desta forma, existe a potencialidade de aliviar a grande demanda para aterros dos quais muitos já estão sobrecarregados.
Com a redução de matéria orgânica em aterros, é possível também diminuir a produção de subprodutos tóxicos como o chorume e o gás metano, evitando a contaminação dos lençóis freáticos, o solo e a atmosfera. Além de evitar a contaminação do solo, a reciclagem de matéria orgânica que ocorre no processo de compostagem favorece a presencia e a manutenção de micro organismos beneficiários ao equilíbrio edáfico, e a retenção de água no solo. Um solo de qualidade que é rico em nutrientes atua como a base para manter ecossistemas equilibrados, e por consequência é essencial pela viabilidade de todos os seres vivos.
Além dos benefícios ambientais, as práticas de compostagem têm potencialidades de desenvolvimento social e comunitário, sendo atividades que costumam reunir os moradores de lugares comuns, fomentar oportunidades de sensibilização e educação ambiental, e geralmente criam sociedades mais resilientes e conscientes. Por último, a compostagem traz benefícios econômicos importantes. Com o desvio do lixo orgânico do sistema de coleta comum, os custos de transporte são significativamente reduzidos, que pode ser um incentivo para empresas e municípios de investir em programas de compostagem. O próprio produto da compostagem também pode ser vendido e servir de fonte de renda para quem pratica a técnica (Pereira Neto, 1996).

5.    DESAFIOS PRÁTICOS DA APLICAÇÃO DA COMPOSTAGEM

Mesmo com a consciência dos benefícios da compostagem, a sua aplicação na pratica pode parecer difícil no dia-dia para quem não tem costume. Primeiro, o conhecimento da técnica e as suas utilidades é fundamental para que exista incentivo para aplicá-la. Uma vez informado sobre as funções da compostagem, muitas pessoas ainda podem criar desculpas ou barreiras ao uso no domicílio. Por exemplo, podem existir preocupações com o cheiro da composteira, a atração de insetos ou a percepção que a manutenção exige um compromisso de tempo inviável para moradores em centros urbanos. Porém, existem métodos de compsotagem doméstica que uma vez desmistificadas no olhar do desconhecido, se revelam como muito práticas, econômicas e simples de aplicar (Fernandes e Silva, 1999).
No entanto, mesmo para as pessoas que se comprometem a fazer compostagem no domicílio, existem desafios relacionados à infraestrutura dos municípios, que empeçam o consumidor a poder destinar 100% dos seus resíduos orgânicos na composteira. Em municípios onda a coleta seletiva não é oferecida, o descarte de resíduos orgânicos nos lixos comuns apresenta-se como única opção nos lugares públicos. Deste modo, é necessário não somente incentivar o uso de compostagem doméstica, mas também apoiar iniciativas de compostagem municipal e comunitário, para poder alcançar a totalidade dos benefícios que a prática potencializa.     

CONCLUSÕES
Sabendo que o lixo é alvo de preocupação, a compostagem aparece como uma das formas de destinação deste, de forma eficiente e também com baixo custo, sendo um tipo de tratamento dos resíduos domésticos e quando em prática reduz a quantidade de lixo destinado aos aterros. É uma técnica que precisa de melhoramentos e divulgação para que os índices de destinação desse lixo sejam ainda menores.
Muitas vezes por falta de conhecimento técnico e compromisso com o meio ambiente, a técnica da compostagem acaba sendo abandonada pelos governantes, a qual geralmente é interpretada como trabalhosa e qual não tem retorno financeiro imediato. Sendo, porém, sua contribuição ao meio ambiente uma grande forma de controle da poluição.
É necessário chamar a atenção dos órgãos públicos para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos que priorize a mitigação de danos ao meio ambiente, incluindo, desta forma, a compostagem no processo. Como é previsto na Agenda 21, por exemplo, na qual cita as diretrizes para o gerenciamento dos resíduos sólidos de forma compatível com o meio ambiente. Acima de tudo deve haver a consciência de que não haverálucros econômicos diretos, mas que a compostagem se faz essencial na condução a um planeta ambientalmente sustentável. Sendo possível, então, propor aos municípios que retomem a prática da compostagem oferecendo-lhes suporte técnico para que obtenham resultados satisfatórios e animadores.

3. Referências
AMLINGER, F.; Peyr, S. & C. Curls Green house gas emissions from composting and mechanical biological treatment.26: 47-60. Waste Management &Research. 2008

AZAMBUJA, M. E. R. de. Educação ambiental voltada à educação infantil: ações desenvolvidas em um centro de educação infantil. Curitiba, PR. 2013.

OLIVEIRA, A. M. G.; AQUINO, A. M. de; CASTRO NETO, M. T. de. Compostagem caseira de lixo orgânico doméstico.Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Circular Técnica, v. 76, p. 1-6, 2005.

COSTA, R. F. M.; CARDOSO, R. N. C. Reaproveitamento do lixo orgânico como forma de produção de biofertilizante na Região Norte. 2011.
FAO, IFAD. WFP. 2013. The state of food insecurity in the world, 2013.
FERNANDES, F.; SILVA, S. M. C. P. Manual prático para a compostagem de Biossólidos. 1999.
GABBIATTI, N. C. et al. Compostagem de resíduos sólidos urbanos: diagnóstico da situação no rio Grande do Sul e contribuição ambiental. JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA: MEIO AMBIENTE, v. 2, 2006.
JARDIM, N. S. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado, 1.ed. São Paulo: IPT/CEMPRE 2163. 1995. 370p.
MARQUES, R.W.C.; CAIXETA FILHO, J.V. Análise das operações de transporte de frutas e hortaliças no estado de São Paulo: um estudo comparativo (Compactdisc). In: X World Congressof Rural Sociology / XXXVIII Congresso Brasileiro de Economia e Sociologia Rural.Proceedings / Anais. Rio de Janeiro, ago. 2001.

MONTONARI, M. Comida como cultura. São Paulo: ed. SENAC São Paulo, 2008. 207 p.

PEREIRA NETO, J.T. Manual de compostagem. UFV/SLU/ UNICEF Belo Horizonte, 56p, 1996.
SÃO PAULO. Morada da Floresta. Manual de compostagem doméstica com minhocas. Edição Blue. São Paulo, Brasil, 2004.
VIANA, N. L. Análise de aceitabilidade, consumo de alimentação escolar e estado nutricional de escolares no município de Viçosa – MG – MS. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Viçosa, 2007.



sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Importância da compostagem para o Meio Ambiente e Saúde das pessoas!!


A compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico
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Você já imaginou a quantidade de resíduos (lixo) que são descartados e enviados diretamente às unidades de tratamento de resíduos sólidos inviabilizando a longevidade dessas estações de tratamento ou de forma mais costumeiramente prejudicial ao meio ambiente?
A compostagem é um processo de transformação de matéria orgânica, encontrada no lixo, em adubo orgânico (composto orgânico). É considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo (composto) gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.
A compostagem é realizada com o uso dos próprios microorganismos presentes nos resíduos, em condições ideais de temperatura, aeração e umidade. A compostagem é de extrema importância para o meio ambiente e para a saúde dos seres humanos.
O lixo orgânico, muitas vezes, é descartado em lixões, ruas, rios e matas, poluindo o meio ambiente. Além disso, o acúmulo de resíduos orgânicos a céu aberto favorece o desenvolvimento de bactérias, vermes e fungos que causam doenças nos seres humanos. Além disso, favorece o desenvolvimento de insetos, ratos e outros animais que podem transmitir doenças aos homens.
Com a compostagem, além de se evitar a poluição e gerar renda, faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil. Para que ocorra a compostagem de forma adequada, é necessário que as pessoas realizem a coleta seletiva do lixo, encaminhando o lixo orgânico para usinas de compostagem e os resíduos sólidos para recicladores. A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas.





https://jeonline.com.br/coluna/140/importancia-da-compostagem-para-o-meio-ambiente-e-saude-das-pessoas

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Transforme seu lixo em HUMUS! Excelente adubo orgânico!

Coletando biofertilizante na composteira.

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. 
A maneira mais comum de realizar a compostagem doméstica é a composteira.







Que bom se pudéssemos, além de separar o lixo reciclável, utilizar o material orgânico para nosso próprio proveito? Bom, isso é possível e fácil de se conseguir.
Apesar de existirem há algum tempo, a compostagem tem ganho cada vez mais espaço nas residências. Se antes precisava-se de um espaço grande para podermos realizar o processo em casa, hoje em dia, os equipamentos estão cada vez mais adaptáveis à vida urbana. Basta querer.

A compostagem é o processo aplicado para controlar a decomposição de materiais orgânicos, para se obter um material estável, rico em nutrientes. Existem várias maneiras de ser realizar a compostagem do lixo orgânico, mas o mais comum utilizado em casas e apartamentos é a composteira.

A composteira é um local onde é colocado o material orgânico para que minhocas o decomponham. Na maioria das vezes, ela é feita de um conjunto ou apenas uma caixa, onde ficam minhocas que serão responsáveis pelo processo de decomposição. Depois que o material orgânico é decomposto, sobra um material que parece terra e o chorume, que é um líquido resultante do processo. Esses subprodutos são usados como adubo orgânico para colocar em jardins, hortas ou qualquer tipo de planta. Se você não tiver jardim, pode até vender para quem se interessar, pois são altamente nutritivos para o solo. E o melhor: a maioria das composteiras modernas já fazem esse processo sem cheiro, graças à espécie de minhoca utilizada. E existem algumas bem pequenas, que você pode usar na sua cozinha ou lavanderia, se não tiver um espaço maior.

Se tiver interesse, pode verificar alguns sites:

Faço compostagem a 10 anos e produzo uma quantidade considerável de humus, que utilizo em meus vasos e canteiros. Todo o lixo orgânico que produzo , mais de alguns vizinhos, trona-se um excelente adubo orgânico.Utilizo a minhoca vermelha da califórnia, que se reproduz muito bem em nosso ambiente.

 Forneço as minhocas para Porto Alegre e região.
email: agropanerai@gmail.com

Quer saber mais sobre compostagem? acesse http://estagiositiodosherdeiros.blogspot.com.br/p/blog-page.html

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Como fazer adubação orgânica de frutíferas

Extraído do blog:http://microfundiourbano.blogspot.com.br/

Para manter nossas árvores frutíferas sempre saudáveis, um dos fatores que devemos observar é mantê-las sempre bem adubadas, pois é através deste alimento que nossas árvores irão gerar flores e, consequentemente, bons frutos.


Cada espécie de frutífera tem uma exigência especial de adubação. Algumas plantas necessitam mais zinco que outras, algumas precisam de boro em menor quantidade. Devemos consultar as literaturas disponíveis para conhecermos as exigências nutricionais específicas de cada frutífera que desejamos adubar.


Entretanto, quanto falamos de frutíferas nativas regionais brasileiras, como dizemos aqui em Minas "aí é que o trem desanda!", pois: quais são as necessidades de adubação de uma grumixama? de um gravatá? de um cambuci, da uvaia, do araçá??? Praticamente não temos nenhum estudo sobre estas necessidades!


Para todas as frutíferas já estabelecidas, que já produzam frutos, inclusive as nativas regionais, podemos adotar uma fórmula básica orgânica, que atenda as necessidades primárias de nutrição de qualquer espécie frutífera, assegurando particularmente uma boa colheita anual.


1 - Fórmula básica para adubação de frutíferas:
- Farinha de osso = 200 g a 300 g por m2 de área da árvore; 
- Cinza de madeira = 50 g a 150 g por m2 de área da árvore;
- Esterco de gado = 6,5 litros, ou Composto orgânico = 10 litros, ou Esterco de galinha = 1 litro, por m2 de área da árvore;
- Húmus de minhoca = 1 kg a 1,5 kg por árvore;
- Pó de rocha (opcional) = 500 g a 1000 g por árvore;



Para a farinha de osso, a cinza de madeira, o pó de rocha e o húmus de minhoca: quanto mais alta e frondosa a arvore, maior a quantidade destes produtos.


2 - Calculando a área da frutífera:
Quando falamos de metros quadrados de área de um árvore, nos referimos a sua circunferência. Para calcular esta área, medimos a distância entre base do tronco da árvore, o mais próximo ao chão possível, até o ponto máximo de projeção da copa da mesma. Esse valor é o raio da árvore (R). Usamos a fórmula abaixo para obter a área:


Área da árvore = R x R x 3


Exemplo: para uma árvore com R = 2,1 metros, temos:  


Área da árvore = 2,1 x 2,1 x 3 = 13,23


Arredondados o valor da área da árvore para cima - para um valor múltiplo de 0,5 - temos que a área desta árvore é de  13,5 metros quadrados.



3 - Quando adubar:
Recomenda-se que façamos uma adubação, bem caprichada, uma vez por ano, pelo menos, de 1 mês a  mês e meio antes do período que anteceda a floração da frutífera. Se o período de floração precede a época das chuvas, podemos fazer a adubação 15 dias antes da floração. Se você não tem certeza de quando sua frutífera começa a florir, faça esta a adubação em meados de setembro.



4 - Como adubar:
Podemos, simplesmente, utilizar está fórmula em cobertura, sob a projeção da copa de nossa frutífera. Podemos também abrir alguns buracos, sob a copa, e preenche-los com esta adubação.



Aqui na minha casa, a técnica que utilizo é a da meia-lua, que consiste em abrir um sulco, em formato de meia-lua, a 2/3 do tronco até projeção da copa, região esta onde se concentram as raízes responsáveis pela nutrição da planta. Esta meia-lua deve ter, aproximadamente, 15 cm de profundidade, por 15 a 20 cm de largura, e medir de 1,5 a 3 metros de comprimento (quanto maior a árvore, maior o comprimento da meia-lua). Se o terreno é inclinado, devemos abrir a meia-lua do lado de cima da planta.



Dentro da meia-lua, depositamos primeiro a metade do húmus de minhoca. Misturar previamente a a farinha de osso, a cinza de madeira e o pó de rocha e espalhar dentro da meia-lua. Sobre esta mistura, espalhamos o resto do húmus. Umedecer levemente a meia-lua.

Sulco em meia-lua.


Se você tem alguns pés de confrei, colher algumas folhas, picar bem, e colocar as folhas de confrei sobre o húmus.


Colocar o esterco/composto, de modo a tampar toda a meia-lua. Se sobrar esterco/composto, espalhe-o ao redor da árvore. Umedecer todo o esterco e cobrir tudo com material orgânico (capim seco, ou casca de arroz, ou palha de café, etc...).


Para umedecer a meia-lua, costumo usar uma mistura de humato com EM ativado - que são sinérgicos entre si, pois um potencializa a ação do outro - diluídos em água.


5 - Adubação pós-colheita:
Um mês após a colheita de todas as frutas, faremos uma adubação de reforço, da seguinte maneira: Se tiver confrei, espalhar folhas picadas, na projeção da copa. Cobrir com 3 litros de esterco curtido, ou 5 litros de composto orgânico, por metro quadrado, misturado a 500 g de bokashi (ou bocac), mais 100 g de calcário. Umedecer bem a área e cobrir com material orgânico. Se não tiver confrei e/ou bokashi/bocac, fique, pelo menos, como o esterco/composto + calcário.



Mais detalhes no vídeo:


6 - Dicas:
- Durante o ano, para uma melhor nutrição da planta, aplicar caldas fermentadas de espécies diferentes, chorume de urtiga, solução de cálcio e humato, intercalando a aplicação mês a mês, em intervalos regulares;
- Fazer adubação verde, envolta da frutífera, com feijão de porco, para suprir as necessidades de nitrogênio, antes do período vegetativo da árvore;
- As exigências nutricionais específicas de cada espécie, podem ser agregadas a fórmula básica, para garantir uma nutrição completa;
- Se a frutífera tiver menos de 3 anos, e ainda não tiver produzido, aplicar 1/3 da fórmula básica de adubação no primeiro ano. Nos próximos anos, aplicar metade da fórmula básica;
- Plantas que entram em dormência, no inverno, não devem ser adubadas neste período. Aguardar meados de setembro, para adubá-las;
- Não utilizar cinza proveniente de churrasqueira, para compor a fórmula básica de adubação.