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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Recuperar áreas degradadas com bolas de sementes - SEED BALL

Um método simples de restaurar a vida vegetal numa área que sofreu erosão é através de bolas de sementes. Colete sementes silvestres todos os anos. As crianças são especialmente boas em coletar sementes e gostam de aprender sobre as plantas.



Colete o maior número possível de sementes diferentes de plantas nativas do local. Faça pequenas bolas com estas sementes e um pouco de terra.
Misture as sementes com composto ou terra para plantio e acrescente barro. Coloque água suficiente apenas para umedecer a mistura.
Se colocar muita água, as sementes brotarão cedo demais. Faça pequenas bolas com esta mistura e deixe-as secar por alguns dias ao sol. Um pouco antes ou durante a estação das chuvas, vá até o local onde você quer restaurar a vida vegetal e jogue as bolas. Construir primeiro valas nas curvas de nível e outras barreiras reduz e retém a água do escoamento superficial, necessária para ajudar as sementes a brotarem e crescerem.

As sementes brotarão quando chover. O composto provê nutrientes, e o barro evita que as sementes sequem, sejam comidas por camundongos e pássaros ou levadas pelo vento. Depois de um ano, as novas plantas produzirão suas próprias sementes, e logo crescerão muitas plantas novas. O solo se acumulará ao redor das plantas, evitando a erosão. Logo, aparecerão novos tipos de plantas. Se não for perturbada, depois de muitos anos, a área inteira estará restaurada.

NOTA DA EDITORA: Este método é bom para restaurar a vida vegetal, mas não é adequado para o
reflorestamento. As árvores freqüentemente precisam de mais cuidados e tempo para crescer.



Colete somente as sementes totalmente maduras de árvores fortes e saudáveis. Pegue sementes dos melhores exemplares disponíveis da árvore. As sementes contidas em vagens ou frutas devem ser retiradas.

As frutas pegajosas, como o tamarindo, precisam ser deixadas de molho na água para que as sementes possam ser retiradas e secadas. As sementes devem estar bem secas antes de serem armazenadas. Use rótulos claros.
Algumas sementes, especialmente as muito duras, podem permanecer boas por muitos anos. Porém, algumas sementes macias, como as sementes de nim ou de maçã kei, mantêm-se apenas por algumas semanas. Use sementes frescas sempre que possível.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Viveiristas aprendem a produzir espécies para conservação e reflorestamento da Mata Atlântica no RJ

Extraído do site da embrapa


Foto: Arquivo pessoal
Arquivo pessoal - Curso de coleta e manejo de sementes
Curso de coleta e manejo de sementes
De agosto a novembro de 2015, a Embrapa esteve envolvida no desenvolvimento e organização de um curso para viveiristas, coletores de sementes e técnicos de secretarias municipais de meio ambiente da Região dos Lagos. O curso foi ministrado em três módulos, com a intenção de orientar e direcionar os hortos municipais e viveiristas a produzirem espécies nativas para cobrir a demanda identificada nos planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica e no Código Florestal.
 
O primeiro módulo, sobre coleta e manejo de sementes florestais, foi ministrado pela pesquisadora da Embrapa Agrobiologia Juliana Freire no município de Silva Jardim/RJ, com a participação de 33 pessoas. O segundo, na mesma cidade, abordou a produção de mudas florestais, tendo sido ministrado pelo pesquisador Alexander Resende, também da Embrapa Agrobiologia, com a presença de 30 pessoas. "Essas duas primeiras atividades tiveram como público-alvo viveiristas que produzem mudas ao redor da Reserva Biológica de Poço das Antas, para serem usadas no reflorestamento local", destaca Juliana. Além de abordar a importância da produção de mudas com qualidade genética local, foram repassados diversos conceitos e práticas sobre o uso de equipamentos de segurança, técnicas de escalada, de quebra de dormência e de manejo de sementes, entre outros tópicos. "Essa aproximação também foi muito importante porque sugeriu vários gargalos de pesquisa que a gente pode trabalhar", explica.
 
O terceiro e último módulo foi sobre coleta de sementes e mudas de espécies de restinga, mais específico para a região costeira. Ele foi realizado no município de Iguaba Grande e teve como facilitador o professor Luiz Roberto Zamith, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com a capacitação de 41 participantes. "Quase ninguém conhece bem a restinga. Até para mim foi uma novidade. Então a presença do Zamith, que é especialista em restinga, foi fundamental. Fizemos uma coleta de espécies em flor e fruto em uma área de reserva de Cabo Frio e dividimos a turma em grupos, que pesquisaram sobre cada espécie coletada, incluindo sua distribuição geográfica, potenciais usos, taxa de germinação, tipo de secagem e armazenamento indicado, entre outros itens", revela a pesquisadora. Ela esclarece, ainda, que a coleta em restinga não é permitida para comercialização, já que quase todas as áreas são protegidas. "A coleta pode ser feita apenas para fins de pesquisa ou recuperação local", aponta.
 
Ao todo, mais de 15 instituições diferentes foram representadas em cada módulo.
 
Conservação e recuperação da Mata Atlântica
 
As atividades foram feitas como um desdobramento dos chamados planos municipais de conservação e recuperação da Mata Atlântica, elaborados pela Secretaria Estadual do Ambiente com o intuito de apontar ações prioritárias e áreas para conservação e recuperação da vegetação nativa e da biodiversidade. A intenção da Secretaria é implementar esses planos nas diferentes regiões do Estado, em parceria com as prefeituras. Além da Região dos Lagos, também já foi beneficiada a região Noroeste Fluminense. Pela Embrapa, os cursos estão previstos no projeto especial Soluções tecnológicas para a adequação da paisagem rural ao Código Florestal.
 
A finalização do processo de implantação dos planos municipais se dá com o oferecimento dessas capacitações, que, segundo Juliana, são importantes para a atualização dos viveiristas em relação ao Código Florestal, de forma que seja viável a reativação de hortos municipais e viveiros particulares para a produção de mudas de espécies nativas. 
 
Além da Secretaria Estadual do Ambiente, foram parceiros na realização dos módulos o Consórcio Lagos São João, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense.
 
Liliane Bello (MTb 01766/GO)
Embrapa Agrobiologia

Telefone: (21) 3441-1500
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/